"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015
Atentado terrorista em Paris

França atentado a jornal Charlie Hebdo 7Jan2015 a

A linha editorial do jornal satírico francês Charlie Hebdo é desde há muito tempo, no meu entender, de gosto muito duvidoso, mas nada pode justificar o atentado terrorista que acaba de sofre, estando neste momento (13h30 de 7Jan2015) já confirmada a morte de doze pessoas, incluindo os caricaturistas mais famosos deste jornal parisiense.

 

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«José Costa Pinto» >> De gosto duvidoso, David Ribeiro? Que raio de expressão é esta sua no contexto deste atentado bárbaro? E quem é você para considerar isso 'duvidoso'? Ou eu? Ou alguém aqui? Você calcula a quantidade de coragem que é necessária hoje para enfrentar esta turba assassina? Você quer que as críticas sejam de gosto 'não duvidoso' para serem legítimas?

«David Ribeiro» >> Sempre considerei as caricaturas publicadas pelo Charlie Hebdo de mau gosto e não estou só a referir-me às críticas para com a religião islâmica. É evidente que acompanho as publicações deste jornal unicamente à distância e provavelmente já demasiado filtradas, mas apesar de ser agnóstico, ou se calhar por isso mesmo, não sou fã deste tipo de jornalismo.

«José Costa Pinto» >> Obviamente o seu gosto pessoal não se discute. O que se discute é o bom gosto de combinar na mesma frase essa apreciação com a barbárie. percebe o que eu digo?

«David Ribeiro» >> Percebo mas não entendo, até porque está no meu texto bem escarrapachado: "...no meu entender, de gosto muito duvidoso, mas nada pode justificar o atentado terrorista que acaba de sofre...".

José Costa Pinto» >> Está e não está. Não havia razão para invocar o mau gosto. É como dizer de alguém que foi violado: 'por acaso era feia, mas isso não justifica que tenha sido violada'.

«David Ribeiro» >> O seu exemplo não tem razão de ser, até porque os caricaturistas do Charlie Hebdo criticavam "as feias e as bonitas", ou seja, não se ficavam só pelo Islão tendo várias vezes caricaturado o Vaticano.

Jose Riobom» >> ...oh David Ribeiro a sua opinião neste caso é que é de gosto duvidoso. A liberdade de expressão é sempre de gosto duvidoso para aqueles que não estão dispostos a respeitá-la. É que se a mesma se tornar ofensiva para alguém há sempre os tribunais a quem recorrer. Se quis dizer outra coisa qualquer seria bom que se expressasse melhor...

«Raul Vaz Osorio» >> Infelizmente é este o tom hoje na Europa em tantos comentários. Aliás, os comentários parecem dividir-se em 2 tipos: os "eu nem gostava mas não mereciam" e os "os muçulmanos são todos uns intolerantes e devíamos deitá-los ao mar". O que quer dizer apenas uma coisa: que os autores do atentado atingiram exactamente os objectivos que pretendiam.

«Jorge Saraiva» >> Gosto duvidoso?! O que está aqui em causa é a vítima da chacina?!

«José Costa Pinto» >> Raul Vaz Osório, explique-nos então por favor quais eram 'os objectivos que pretendiam' os autores do atentado... Devem ser tão sofisticados que me escapam.

«Raul Vaz Osorio» >> Jose Costa Pinto, estava a concordar consigo

«José Costa Pinto» >> Certo, mas de qualquer modo gostava de ter uma resposta á pergunta que coloquei.

«Jose Riobom» >> ....querem que tenhamos medo..... MUITO MEDO...!

«Raul Vaz Osorio» >> Quais os objectivos de atentados terroristas? Para além da básica emoção de vingança contra algo de que os seus autores não gostam, que os incomoda ou ofende? O medo. O medo é a poderosa arma do terrorismo. Medo que cala. Depois disto haverá certamente menos vozes a expor o lado ridículo do fundamentalismo religioso, os malefícios que dele decorrem, a mancha na liberdade de pensamento que eles constituem. A disrupção. O terrorismo também visa sempre romper a harmonia das sociedades que toma como alvo. Neste caso, pretende-se perturbar o paradigma da tolerância que é um dos pilares da sociedade europeia. Podia continuar, mas nem tenho nenhuma bola de cristal nem a pretensão a um conhecimento privilegiado, apenas ma análises desapaixonada. Nada que não possam todos fazer e chegarão por certo a conclusões semelhantes.

«José Costa Pinto» >> Eu recomendo sempre a leitura do magnífico livro de Pascal Boyer 'Religion explained'. Sobre a violência extremista, particularmente o cap. 8 dessa obra. É uma pena que não esteja traduzido em português.

«David Ribeiro» >> Não tarda muito vou ver os meus amigos a defenderem um ataque “revenge” às mesquitas dos arredores da capital francesa. Não podemos esquecer que os fundamentalistas islâmicos de hoje ainda estão numa época histórica parecida, mas de sentido contrário, com a do catolicismo do século XII em que as Cruzadas pretendiam acabar com os infiéis. É forçoso separarmos estes radicais islâmicos de outros crentes no Islão e considerá-los verdadeiros terroristas, que é o que eles são.

«José Costa Pinto» >> Ó caro David Ribeiro, hoje não está nos seus dias. Digo isto porque respeito a sua ponderação e inteligência, e neste post ainda não 'acertou' uma. Senão vejamos: 1. Nenhum de nós defendeu aqui, que eu veja, um 'ataque revenge às mesquitas de Paris'; 2. As cruzadas não foram para acabar com os infiéis, como sugere. Sem querer entrar aqui a fundo no assunto, convém lembrar que as cruzadas se destinaram a acabar com os ataques sistemáticos aos peregrinos à Terra Santa; 3. A separação entre os radicais islâmicos e os outros (supostamente não-radicais) é coisa muito bonita, mas infelizmente extremamente difícil. É que o Islão é, por natureza, uma religião expansionista e iconoclasta, a mais intolerante de todas as religiões com alguma expressão, e isso, por si só, torna difícil a existência de crentes muçulmanos que sejam tolerantes. Digamos que é mais difícil que encontrar católicos que não acreditem na divindade de Jesus; 4. Finalmente, esta designação de terroristas aos allauhs akbares é problemática. Lembremos-nos que 'terroristas' é um termo técnico que designa originalmente 'fomentadores de terror', ou 'cultivadores de terror', e sendo assim, o terrorismo não é coisa má e condenável no quadro de uma comoviam religiosa, como qualquer leitor de Kierkegaard poderá explicar. Enfim...

«David Ribeiro» >> Simpatia sua considerar-me ponderado e inteligente, caro José Costa Pinto, mas como tenho (ou pretendo ter) a mesma consideração por todas as crenças religiosas, acredito que há quem professe o Islão e não se possa meter no mesmo saco que os autores deste ataque ignóbil ocorrido hoje em Paris.

«José Costa Pinto» >> Há gente assim, mas são infelizmente poucos. E não são frequentadores do Corão e dos Ahadith.

«Jorge Saraiva» >> Não é aceitável considerar que os terroristas islâmicos têm um atraso mental de 9(!!) séculos e a partir daí quase que considerá-los inimputáveis, misturando isso com uma qualquer fatura a pagar e ainda não vencida; estamos aqui para apreciar, repudiar e combater um ato de genocídio sobre pessoas apanhadas a trabalhar; não estamos aqui para defender que uma religião, e a maioria dos seus fiéis, não é afinal defensora de terrorismo; quem deve fazer isso são os seguidores dessa religião. Finalmente quem é que aqui já tinha sequer sugerido qualquer tipo de vingança?

«Jose Riobom» >> EU SOU CHARLIE!

«Fernando Kosta» >> deportação e proibição do (terrorismo) islâmico!

«Fernando Duarte» >> depois deste atentado islâmico, o partido de extrema direita , FN da Marine LE PEN , deu mais um grande passo em frente rumo ao poder em 2017 , agrade a quem agradar, doa a quem doer, contra factos não há argumentos, já são o n°1 em todas as sondagens, venceram as ultimas eleições e são assim o primeiro partido de França, com isto consolidam a sua posição de numero 1 , porque o povo francês já experimentou a direita de Sarkozy e agoira a esquerda do PS e vê com amargura que esses partidos sao INCOMPETENTES para lutar contra o terrorismo islâmico, portanto apenas resta a esperança FN



Publicado por Tovi às 13:47
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