"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 28 de Fevereiro de 2016
Ato de Contrição Político

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Nas últimas Legislativas aceitei integrar as listas de candidatos a deputados do círculo eleitoral do Porto pelo «Nós, Cidadãos!», movimento político que tinha acabado de se legalizar como partido por imposição da lei eleitoral em vigor. Esta minha tomada de posição cívica foi assumida por considerar que era mais que chegada a hora de dar voz aos cidadãos livres e independentes da “partidarite” que nos tem (des)governado. Após o ato eleitoral e tendo em consideração o fraco resultado obtido pelo «Nós, Cidadãos!», pareceu-me que deveríamos todos voltar às nossas acções cívicas de sempre, abandonando qualquer tentativa de solidificação de um “partido” que tinha dado um passo maior que a perna. Não foi este o pensar de alguns dos membros deste movimento e deu-se início a um processo de constituição de comissões distritais e concelhias do qual me mantive completamente afastado, mas sempre atento, como é meu hábito. As coisas parecem que não estão a correr bem, especialmente cá pelo Grande Porto, temendo eu que o futuro não seja de forma alguma risonho a quem abraçou esta “luta” de constituir mais um partido. Vou abandonar o projecto… mas continuarei atento… pode ser que outros consigam aquilo que a mim parece impossível.

 

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«Felisberto Ramos» >> …"continua a fazer falta um Novo Centro para a política portuguesa. Nenhum dos novos partidos emergentes conseguiu, por razões diversas, ocupar esse lugar essencial. Talvez já nas próximas eleições, que, decerto, não demorarão quatro anos, alguns desses novos partidos emergentes se possam juntar de modo a ocupar esse lugar cada vez mais vazio no nosso espectro político"… com organização e liderança tudo é possível.

«Jaime Ribeiro» >> Pois é caro Felisberto: Com Organização e Liderança. Duas condições que não fazem parte da realidade actual da política portuguesa. Sem LÍDERES não há liderança e sem estes, não há organização. ..."de boas intenções, está o inferno cheio " …diz o povo!...

«Felisberto Ramos» >> Amigo Jaime Ribeiro, apetecia-me copiar e colar este seu texto numa página a que os dois pertencemos - "debate interno" – mas… E também, amigo Jaime Ribeiro na página da Distrital do Porto, mas estou bloqueado.

«Mário Almeida» >> Estas coisas... põem-me com uma tristeza... David, de facto é chegada a hora. As coisas podem não estar a correr bem para o Partido NC, que morre todos os dias um pouco mais. Mas o Movimento NC contínua Vivo!!! e Bem Vivo!!! Continuemos atentos e vigilantes.

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«Pedro Quartin Graça» >> Não nos conhecemos pessoalmente, creio, mas um movimento que também é partido tem de se organizar e solidificar. Parece ser essa a causa da sua insatisfação, o que, permita-me dizer, me causa espécie já que sem organização e solidificação nada se faz. Isto face a futuros e novos combates pela cidadania e também a próximos momentos eleitorais. A palavra desistir, nomeadamente face a um único resultado 2 meses apenas após o nosso surgimento, não faz parte do nosso dicionário. Cumps

«Raul Vaz Osorio» >> Eu diria, o David me corrigirá se eu estiver errado, que o que lhe causa insatisfação é ver como, ainda a procissão vai no adro e a avaliar pelas notícias que vão vindo a lume e alguns relatos de participantes, já esteja este movimento/partido enfermo dos mesmos tiques de partidarite e egomania que são o pior dos partidos tradicionais, mas que nestes demoraram anos a instalar-se. Pelo menos, a mim é o que incomoda.

«Carlos Miguel Sousa» >> O problema do Nós Cidadãos é o mesmo dos grandes partidos. A cúpula que lidera. [Emoji wink]

«Pedro Quartin Graça» >> Acaso sabe quem lidera ou é falar por falar?

«Carlos Miguel Sousa» >> Senão estivéssemos na página do David Ribeiro já me estava a preparar para ser expulso... [Emoji wink]

«David Ribeiro» >> Caríssimo Pedro Quartin Graça, o Raul Vaz Osorio tirou-me as palavras da boca... ou ele não me conhecesse tão bem como conhece. Mas as causas continuam a existir e eu continuo a acreditar em muitas das coisas que me fizeram estar na luta ao lado do «Nós, Cidadãos!».

«Pedro Quartin Graça» >> E esperemos que continue.

«Sarah Corsino» >> Boa tarde David Ribeiro. Espero que acredite que, com a minha experiência política e de "viver" num partido político durante décadas, aprendi algumas coisas. Antes de mais, gostaria de frisar bem que não meto o "nariz" em Distrital alheia e jamais cometerei ingerências. Após estas explicações, gostaria de lhe dizer que o NC, dado ter sido "obrigado" a transformar-se em partido tem, forçosamente, de criar estruturas internas. Caso contrário morrerá e, não é esse o desejo da maior parte dos militantes. Aproximam-se desafios políticos muito interessantes - Autarquias Locais - que irão exigir muito esforço mas também muita organização e disciplina interna. Por essa razão a constituição de Distritais (que eu saiba, não existe uma única Concelhia. Nem sequer em Lisboa, que é a única Distrital que, actualmente, teria condições para o fazer). O NC deu "um passo maior que a perna"? Talvez! Mas o NC foi o "milagre" das eleições legislativas. Acredite em mim. Com apenas 3 meses de existência como partido, candidatou-se a todos os Distritos e apenas por 400 votos não elegeu um deputado. Sem recursos humanos, financeiros, materiais, praticamente sem organização a nível nacional, etc, etc. Ficámos equiparados a partidos que andam no terreno há mais de meia dúzia de anos. Acha isto normal? Não é! E, por essa razão, o reunirmos todos estes esforços e sacrifícios por "amor à camisola" e tentar transformar todas estas sinergias em algo que possa atingir determinados objectivos. Para isso temos de estar unidos e coesos. Dou-lhe o exemplo das outras duas Distritais eleitas: Lisboa e Setúbal (Carlos Fernando Rodrigues). Sozinhas faríamos pouco, juntas somos muito mais fortes. Falamos uns com os outros e decidimos envidar esforços conjuntos e promovermos os eventos mutuamente. A Distrital de Lisboa teve a sorte de conseguir ter uma sede muito agradável. Setúbal não tem essas condições. Por essa razão Setúbal usa a sede de Lisboa sem qualquer problema de parte a parte. Não nos temos dado mal. Antes pelo contrário. Estamos cientes dos problemas uns dos outros e participamos nas soluções em conjunto. Na Distrital de Lisboa há deliberações, não há apenas decisões!!! Procuramos ter uma convivência o mais democrata possível (já dei um ou dois raspanetes [Emoji smile] ) O NC é um partido único, não são "capelinhas". E é assim que o deve ser pelo país inteiro. Interajuda distrital, sem receios de ingerências. Eu soube aprender com os erros do grande partido de onde vim, e não os irei repetir. Se não arranjar interlocutores que queiram alinhar, continuaremos a ter a conduta que delineámos na nossa Moção de Lisboa. O NC ainda é pequenino. Tem poucos militantes. Qualquer um que saia é uma perda enorme. Caro companheiro, pense no assunto e pense se, em vez de sair, não valerá mais ficar e lutar pelo que deseja na realidade. "Viver" um partido, de forma saudável, torna-se gratificante. Quando não estamos contentes com as situações, envidamos esforços para as modificar. Faça-as acontecer! Mas não saia. Desejo-lhe um óptimo Domingo.

«David Ribeiro» >> Caríssima Sarah Corsino, repito o que acima disse: "...continuarei atento… pode ser que outros consigam aquilo que a mim parece impossível". E muito obrigado pelas suas palavras de encorajamento.

«Jose Bandeira» >> Estaremos todos atentos ao renascimento do Movimento que se suportará no Partido que foi forçado a constituir por razões de compatibilidade com a lei eleitoral vigente. Estaremos atentos à capacidade de diálogo transversal, em equidade posicional e sem donos da verdade. Como diz o David Ribeiro, manter-nos-emos activamente atentos.

«Raul Vaz Osorio» >> Eu pessoalmente, embora simaptizando com o aprecimento de propostas novas e novas formas de ver, só haveria uma causa que me faria dedicar-me a um partido político: um partido fortemente regionalista ou independentista.

«Sarah Corsino» >> Peço imensa desculpa pela ignorância. O que é "um partido fortemente independentista"? A primeira forma já se viu no que dá. Olhe-se para os Açores e/ou Madeira.

«Raul Vaz Osorio» >> Por acaso eu disse um partido fortemente regionalista. Ou em alternativa, independentista que é o passo seguinte. E por muito que a sua sensibilidade lisboeta possa ficar beliscada, há efectivamente gente no Norte que está farta e já pensa a sério na independência. [Emoji smile]

«Jorge Santos» >> A Distrital do Porto está bem e recomenda-se. A organização interna exige trabalho silencioso. Está a funcionar em pleno, com pessoas determinadas e que apenas se preocupam com a comunidade onde estão inseridos, como aliás, sempre aconteceu. Todos são poucos para ajudar,todos são bem vindos, mas não podem esquecer que, como organização, há regras para que todos nós possamos levar a cabo com sucesso as iniciativas propostas. Quem, infelizmente, quiser fazer uma espécie de "oposição" - estranho num partido recém-nascido - está no seu pleno direito. Só têm que deixar trabalhar quem organiza e, quando chegar ao momento certo, apresentar outros projectos e outras soluções de organização. Abraço

«Jose Bandeira» >> Isto é pura esquizofrenia. Num movimento de cidadãos que querem permanecer como tal a organização só pode ter uma estratégia: apoiar cidadãos com valor, determinação e coragem para enfrentar as causas da destruição do tecido social e económico do país. Cá pelo Porto já temos um cidadão no poder, Rui Moreira, que conseguiu mobilizar em torno de si suficientes forças vivas por sua iniciativa. Temos um Paulo de Morais que defende a limpeza da nossa democracia, sendo sem dúvida um caso concreto que merece o apoio cidadão. É em torno de figuras destas que temos que nos mobilizar, onde quer que elas surjam. Tudo o resto é falácia. Podemos apelidar esta abordagem de "Guerrilha Democrática".

«Sarah Corsino» >> Raul Vaz Osório...... Errado! A minha Família é toda Minhota. Não fiquei nada beliscada [Emoji wink] Até porque, como minhota que sou, quem me tenta beliscar, leva logo um chapadão.

«Raul Vaz Osorio» >> Se é minhota e manifestou tanta estranheza com o meu comentário, ou perdeu a fibra ou transformou-se em lisbonária [Emoji smile]

«Sarah Corsino» >> Sem comentários ao seu comentário pois deve ter-se esquecido que Portugal é "UM só".

«Liberto Miguel Matias Rocha» >> Recordo-se que o Nós,Cidadãos ficou apenas a 931 votos de ter um deputado eleito.A única derrota é desistir.

«Raul Vaz Osorio» >> O facto de o PAN ter conseguido esse feito, desvaloriza-o drasticamente [Emoji wink]

«Liberto Miguel Matias Rocha» >> O PAN não era a primeira vez em que participava.

«Raul Vaz Osorio» >> Não percebeu o meu comentário. O que ficou desvalorizado foi o feito.

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«Gonçalo Graça Moura» >> o termo "burro pomposo" diz-te alguma coisa? então percebes porque é que quero distância dessa agremiação, está mal pelo topo...

«Jose Bandeira» >> Pois é, compatibilizar um ideário englobador de apelo à participação colectiva com um elitismo intelectualóide serôdio é tentar a quadratura do círculo. Mas os cidadãos cá continuam, assim como a vontade de cumprir esse ideário.



Publicado por Tovi às 09:59
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