"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015
Calvão da Silva – cromo do XX Governo Constitucional

Calvão da Silva aa.jpg

O ministro da Administração Interna é um dos grandes cromos da caderneta deste novo Governo de Passos Coelho, para mal dos nossos pecados. Não bastava Calvão da Silva num passado recente ter emitido um parecer jurídico em que afirmava terem sido os 14 milhões de euros que o construtor José Guilherme deu a Ricardo Salgado um presente dado “ao amigo de longa data” que não punha de forma alguma em causa a “gestão sã e prudente” do BES, e de perante a calamidade que se abateu sobre Albufeira no passado fim-de-semana ter lamentado a "fúria demoníaca da Natureza" e assinalado que o homem que perdeu a vida "entregou-se a Deus e Deus com certeza que lhe reserva um lugar adequado", veio agora dar ordens para que as forças da GNR e PSP lhe preparem uma cerimónia oficial de boas vindas e que tem que ser ainda esta semana, antes do governo cair. Este cromo está a candidatar-se a ser o carimbado da caderneta.

 

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«Hugo Miguel» >> Caro David Ribeiro a quantidade de ódio ou inveja que observo nas suas palavras é acima da média. Fique sabendo que a parangona ilustrada do "quer cerimónia de boas-vindas" é um título que um jornalista escolheu. O que vejo aqui é um ministro que quer conhecer as bases e para isso organiza, e bem, uma visita às tropas. Onde está o mal disso? Antes de chamar pedante a quem quer que seja aconselho-o vivamente a olhar-se. Acredite que tenho-me contido muito com tanto disparate que aqui vejo. O ministro, como nortenho que sou e católico, não me envergonhou. A autenticidade conquistou-me. Acusam os políticos de serem de plástico e depois criticam-nos quando são autênticos. Sinceramente!

«David Ribeiro» >> Não tenho ódio nem inveja do ministro da Administração Interna, mas que é um dos grandes cromos da caderneta deste novo Governo de Passos Coelho não há dúvida, para mal dos nossos pecados.

«Antonio Camoes» >> Parolo provinciano

«Raul Vaz Osorio» >> Hugo Miguel, dê as voltas que quiser dar, um ministro a prazo que tem a pressa de fazer cerimónias de boas vindas neste contexto, é claramente pedante ou tonto. Qualquer pessoa de bom senso que não quisesse só aparecer, guardaria tais preparos para depois de perceber se vai ficar.

«Hugo Miguel» >> Caro Raul et vai para lá o ministro... recebe umas croas valentes e fica sentado a ler revistas sobre automóveis. Ng vai fazer visitas de boas vindas. Vai conhecer as tropas. Se trabalhar é ser pedante está tudo dito sobre o teor dos comentários que aqui leio ou dos gostos entusiásticos ao disparate. Caro David, já que percebe tanto de pareceres jurídicos e de Direito pode dizer-me onde fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Direito?

«David Ribeiro» >> Não tenho licenciatura em Direito mas o que estudei dá para perceber o que li sobre o parecer elaborado por Calvão da Silva sobre as "luvas" oferecidas por um construtor ao "Dono disto Tudo". E não foi só agora que li o que este senhor escreveu.

«Jorge Baldinho» >> Chamar provinciano ao ministro, não me parece nenhum insulto. Por mim, os Ministros poderiam ser todos oriundos da província. Um dos nossos últimos grandes Ministros até era de Santa Comba Dão. O que os jornalistas chamam de cerimónia de boas vindas, para mim, mais não é do que o cumprir de funções do Ministro da Administração Interna. Se tutela a GNR e a PSP, acho muito bem que se apresente e fique a conhecer as respectivas estruturas. Atacar o Ministro por ter chamado a atenção para a necessidade de ter seguro contra intempéries, sobretudo em zonas onde costumam ocorrer, também acho normal. O fenómeno que agora aconteceu em Albufeira, já tinha ocorrido em 2008 e a autarquia nada fez para evitar que se repetisse - engraçado é que ninguém ataca a Câmara que nada fez e todos atacam o Ministro da Administração Interna recém-chegado como se fosse ele o culpado. Portanto, qualquer pessoa minimamente avisada teria pelo menos tentado fazer um seguro. Aconselhar quem ainda não o fez, é um bom conselho. Quanto ao facto de o Ministro ter nascido em Montalegre e ter necessitado de ir para o Seminário para conseguir prosseguir os seus estudos, para mim, só abona a seu favor... Se fosse filho de alguém instalado no poder, com certeza que teria ido logo para um Colégio Privado com propinas principescas e acesso garantido à Universidade. Gostei da simplicidade, honestidade e humildade do Ministro. Houvesse muitos assim. Quanto ao parecer que o Ministro fez, enquanto professor de direito, num processo em que é arguido o Ricardo Salgado, entendo-o perfeitamente. Estava a fazer o seu trabalho, aquele para o qual com certeza foi pago e que lhe competia fazer. Ou será que o Sr Ricardo Salgado, O Sr Sócrates Pinto de Sousa e outros quejandos não terão direito a quem os defenda, sejam advogados, peritos ou professores de direito?

«Hugo Miguel» >> Jorge Baldinho comentários pertinentes, inteligentes, equilibrados e justos. Subscrevo.

«António Magalhães» >> Enquanto membro do corpo das SS, qualquer guarda de Auschwitz apenas fazia o seu trabalho. Também Adolf Eichmann (seguindo a cartilha de quem nada mais tem a alegar em sua defesa senão ser apenas um mero funcionário administrativo e até com com um trabalho burocrático sem valor acrescentado) o proclamou em Tribunal, o que não impediu que acabasse pendurado na ponta de uma corda! Quanto às declarações em Albufeira, nem o monsieur de La Palice teria dito melhor! Neste caso, e atendendo à sua escola em Singeverga, talvez seja mais apropriado actualizar o seu status para Monsenhor de La Palice...

«Maria Helena Costa Ferreira» >> declarações sem comentários possíveis!!!!

«António Magalhães» >> Uma questão que qualquer professor de direito deveria saber é que para acusar alguém, precisa de apresentar provas. Assim sendo, que provas é que o douto ministro tem em como os estragos em Albufeira foram obra de Deus? Eu, se fosse Deus, processava-o!

«Jorge Baldinho» >> Até os guardas do corpo da SS em Auschwitz e o Adolf Heichmann tiveram, em Nuremberga, advogados de defesa.

«Mario Reis» >> Eu sempre disse que o problema do centralismo Português não é Lisboa nem os Lisboetas... mas estes fidalgos das berças, habituados a todas as regalias e deferências da terrinha que os pariu que se alisbonam e levam com eles um sistema social caduco que nunca evoluiu, cheio de deferências antiquadas e caducas. Cresceram naqueles pequenos círculos de troca de favores, cheios de empregados baratos para tudo e transpõem para a governação as teorias do adro da igreja ...

«Gonçalo Graça Moura» >> se o ministro tivesse citado Maomé estava tudo caladinho... é chato um estado laico ter um ministro com um passado religioso, mas se isso for um factor de exclusão só estranho não ver o David Ribeiro a rasgar as vestes de ódio quanto ao candidato do PCP a presidente... o ministro só foi pré-seminarista e o Edgar Silva foi padre de facto... e quanto a Albufeira, já alguém se deu ao trabalho de ver o que é o "Act of God" em termos jurídicos internacionais para efeitos de seguro? fui ali ao lado "roubar": Acts of God: An event that directly and exclusively results from the occurrence of natural causes that could not have been prevented by the exercise of foresight or caution; an inevitable accident. Courts have recognized various events as acts of God—tornadoes, earthquakes, death, extraordinarily high tides, violent winds, and floods. Many insurance policies for property damage exclude from their protection damage caused by acts of God.

«David Ribeiro» >> Já não me dou ao trabalho de rasgar vestes por candidatos comunistas a inquilinos do Palácio de Belém… sejam ex-padres, ou daqueles que comem criancinhas ao pequeno-almoço :-)

«António Magalhães» >> É isso tudo e deixar queimar o refogado... wink emoticon

«Mario Reis» >> Esta tudo dito! foi um acto de Deus que pôs os corruptos do Município de Albufeira a contratar a impermeabilização de um leito de cheias para possibilitar outro acto de Deus que foram as cheias que permitisse que um Ministro que o é por um acto de Deus, pois por outra razão mais objectiva não vejo, vir a invocar em vão Deus numa acção de reconhecimento de um Acto de Deus! Ai Deus tira-me deste mundo que em que te fizeram há imagem deles e leva-me para um mundo onde nós somos há tua imagem.

«Gonçalo Graça Moura» >> o Acto de Deus não tem nada a ver com deus ou com que raio for que não seja a natureza... o facto de terem construído em cima de linhas de água e encanado uma ribeira é, na minha opinião, mais um dos actos criminosos feitos neste país que vão ficar sem castigo...

«Mario Reis» >> Fico mais descansado então que isto não tenha a nada a ver com ele Deus, pois já estava a ficar preocupado com tanta deusdice ! É os americanos para não O invocarem em vão dizem gosh (ou my gosh!), portanto este conceito de seguradoras qualquer dia vai-se chamar um Act of Gosh... com tanta beatice que nos envolve nos dias de hoje!

«Gonçalo Graça Moura» >> há jurisprudência sobre o assunto, houve até quem tivesse posto Deus em tribunal (até fizeram um filme sobre isso)... e não, não foi na América, mas na Austrália... provincianismos que a mim não me chocam, até porque sou ateu...

«Mario Reis» >> Eu sou agnóstico nem consigo afirmar que existe nem que não existe... na certeza porem que não existe o Deus inventado pelos homens! A existir será outro que está-se a marimbar para o que acontece ou não acontece com os humanos individualmente ou como um todo... e se somos há sua imagem comprova porque a maior parte só pensa nele mesmo e é ganancioso e está a marimbar-se completamente para com os outros e a humanidade.



Publicado por Tovi às 10:32
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