"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 7 de Dezembro de 2025
Comentadores... comentando nos media portugueses
José Azeredo Lopes - "O processo de paz não pode ser um enxovalho histórico que prejudique o futuro coletivo da Europa".
Ana Miguel dos Santos - "Apesar de ter muita vontade de apoiar a Ucrânia, a Europa está entre um dilema muito difícil".
Major-general Jorge Saramago - "Cada dia que passa é um dia que nos aproximamos da paz".
Tiago André Lopes - "Von der Leyen usou a expressão 'conversações construtivas': normalmente quer dizer que não chegaram a lado nenhum".
Helena Ferro de Gouveia - "Um grande abanão". Nova estratégia de segurança mostra que Estados Unidos já "não são" aliados da Europa.
Major-general Agostinho Costa - "Borrell dizia 'esta guerra vai ser decidida no campo de batalha'. Vai, mas não como ele pensava".
Miguel Baumgartner - "O meu receio é que a Ucrânia não tenha mais capacidade negocial para impor alguma coisa".
Joaquim Figueiredo - No fundo, no fundo... há uma estratégia da extrema direita de destruir a UE...e nós batemos palmas. A UE gasta mais em defesa do que os EUA...
Jose Antonio M Macedo - Joaquim Figueiredo Sim, existe essa estratégia concertada pelas autocracias, sejam elas mais ou menos de direita: China, EUA, Rússia e respetivos satélites.
David Ribeiro - Muito provavelmente iremos ter Donald Trump a acabar com a guerra na Ucrânia a dar-lhe todos os frutos que o presidente dos EUA sempre desejou. A Europa teme uma prespectiva de acordo - mais cedo ou mais tarde - que nunca punirá ou enfraquecerá a Rússia, como os líderes da UE em Bruxelas esperavam.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro O enfraquecimento da Rússia será feito a longo prazo pela China e é por isso que os EUA apoiam e apoiarão sempre a Rússia. Será inevitável uma aproximação entre a China e a Europa.
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, viu-se nesta semana como a China tratou o presidente francês. Nem um mais pequeno acordo comercial ou estratégico foi conseguido por Macron.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Levará o seu tempo, penso eu. Uma Rússia fraca, fragmentada e dividida interessa não apenas à China, como também à Europa.
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, pois... até ao último ucraniano.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Levará o seu tempo a aproximação entre a Europa e a China.
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, pois... e poderá não chegar a tempo de salvar a União Europeia.
Jose Antonio M Macedo - Destacaria este comentário: Helena Ferro Gouveia - "Um grande abanão". Nova estratégia de segurança mostra que Estados Unidos já "não são" aliados da Europa.
David Ribeiro - Mas, meu caro Jose Antonio M Macedo, nesta matéria a culpa dos EUA não serem já "nossos amigos" é essencialmente culpa de maus políticos em Bruxelas.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Na minha opinião, a culpa passa muito pelas visões autocráticas atuais da China, dos EUA e da Rússia e não propriamente da Europa. Por outro lado temos de ver que a Europa é uma soma de estados soberanos e independentes e que não pode ser comparada com os estados soberanos da Rússia, EUA e China.
David Ribeiro - Então, Jose Antonio M Macedo, se a União Europeia não tem peso político, como tem vindo a reconhecer-se, que deixe de se meter ao barulho em coisas que nada pode dizer.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Pode e deve ter uma estratégia comum de segurança e defesa. Mas penso que deve ter algo a dizer, pois este conflito ocorre na Europa.
Jose Antonio M Macedo - Será que os ucranianos estão mesmo dispostos a entregar território seu à Rússia?David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, estejam ou não "dispostos a entregar teritório seu à Rússia" a situação no terreno e a não existência de apoios significativos, é que determinam a realidade. É só ver o que está a acontecer nestes últimos dois dias.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro De qualquer modo, penso que não será o governo ucraniano (e muito menos o governo russo), mas sim os ucranianos que terão a última palavra.David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, pobre povo ucraniano... que nem sabem bem para que lado cair.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Certamente que para o lado russo também não será certamente a melhor opção. Seria um regresso ao imperialismo e ditadura soviéticas que nada fizeram pela humanidade, à excepção de terem combatido a Alemanha nazi.
David Ribeiro - E se ficarem, Jose Antonio M Macedo, com a corja corrupta que tem estado no poder em Kiev, não sei se ficarão melhor. Razão sempre tiveram os ucranianos do Donbass que falavam russo, ensinavam russo nas escolas e cultivavam a cultura russa. Conheço bem os dois - russos e ucranianos - na altura ainda ambos debaixo do chapéu União Soviética (anos 85 e 86 do século passado). Enquanto os russos eram cultos e simpáticos, os ucranianos, na sua esmagadora maioria, eram uns videirinhos a quem só a aldrabice e negócios escuros interessavam.
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Mas isso não dá o direito à Rússia de invadir um país soberano. E também o contributo que deram em Angola, com a sua influência, foi o de terem promovido um país corrupto como é a Angola dos nossos dias.
David Ribeiro - A invasão, Jose Antonio M Macedo, foi a resposta à carnificina que Kiev fazia no Donbass aos falantes russo. Não podemos esquecer as barbaridades que por lá aconteceram, como por exemplo em 2014, em Odessa, quando mais de 40 pessoas foram queimadas vivas no massacre na Casa dos Sindicatos, resultando ainda mais de 200 feridos.
Mais sobre corrupção na Ucrânia
A multiplicação de casos está não só a fragilizar o Executivo de Zelensky - parte dos suspeitos pertencem ou pertenceram ao círculo de colaboradores próximos do Presidente - mas, sobretudo, a confiança dos ucranianos nas instituições do Estado.
Luis Pereira -

David Ribeiro - Sim, Luis Pereira... Navalny denunciou muita da corrupção na Rússia, mas não é por isso que se pode "desculpar" a corrupção que existe no governo de Zelensky.
Jorge Veiga - Pena não pores o conjunto dos corruptos na Rússia (e até em Portugal). Porque tanta exclusividade? Será que isso não são restos do tempo de governação russa?
David Ribeiro - Jorge Veiga, essa de "restos do tempo de governação russa" é uma excelente desculpa... haja paciência para inexplicáveis desculpas para a corrupção no governo de Zelensky.
Jorge Veiga - David Ribeiro agora espero das desculpas da corrupção na Rússia ou na justificação dos que caiem do 5º andar.
Nuremberga

"No final - do filme Nuremberga (*) - fica apenas a mensagem política nada subtil de que o nazismo está a ser repetido no nosso tempo, com Trump a substituir a liderança de Hitler. Isso é sugerido ao longo do filme em cenas estratégicas. Mas, no fim do filme, é para o futuro que é o nosso presente que fica reservado o regresso do nazismo."
(*)
Actores: Russell Crowe, Rami Malek, Leo Woodall, Michael Shannon
Realizador: James Vanderbilt
País: Hungria, Estados Unidos da América
Estreia: 04dez2025
Joaquim Figueiredo - E por isso, talvez, haja um apoio à política israelita... e a Trump...
Ativos russos congelados
No dia de ontem [sábado 6dez2025] Von der Leyen e Merz falharam mais uma vez na intenção de convencer De Wever, primeiro-ministro belga, a desbloquear o uso dos ativos russos congelados.
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Com o devido respeito por todas estas opiniões, sejam elas do comentadores televisivos, sejam elas as dos ilustres bloguistas, constato que poucos perceberam que seja qual for o acordo alcançado, ele resultará, devido às condições no terreno, vulgo (território roubado), não numa paz duradoura mas sim numa paz podre. A semente de ódio que o regime criminoso do Kremlin semeou na Ucrânia vingou e resultará (considerando as devidas diferenças) em algo semelhante ao conflito Israel / palestiniano. A dimensão e a riqueza da Ucrânia e a natureza do seu povo impedem o perdão e tão pouco o esquecimento. Este é um conflito que sobreviverá a Trump e a zelensky. Os acordos rasgam-se, o que não se rasga é a memória dos filhos enterrados. A história diz-nos que o que os russos roubam, não é devolvido, mas os ucranianos não se comparam aos pacifistas finlandeses. As pazes entre ucranianos e russos não serão alcançadas nas próximas décadas - talvez um acordo de coexistência não agressiva. Algo só será possível com uma drástica mudança de regime na federação russa. Algo que no passado aconteceu por duas vezes. Certamente a terceira acontecerá.
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