"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 24 de Novembro de 2023
"Como Mentem as Sondagens" de Luís Paixão Martins

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Há muito que eu dedico algum tempo à recolha e análise de "estudos de opinião" sobre política nacional. Mas como sempre defendi que estas "sondagens" não deverão ser vistas cada uma de per si mas antes a evolução dos resultados num certo período de tempo, vou ler o livro "Como Mentem as Sondagens" (*) de Luís Paixão Martins, com a maior atenção. Encomendei-o em 17 de novembro, chegou na passada segunda-feira e imediatamente comecei a leitura. Vejam os meus sublinhados e apontamentos. 

 

(*) ISBN: 9789893514634 - Livros Zigurate out2023 - 16,11€

 

  Os meus sublinhados e apontamentos (I)
pag. 15 - Como escreveu W. Joseph Campbell, os eleitores sabem que devem olhar para os estudos eleitorais com ceticismo, tratá-los como se pudessem estar errados e não ignorarem o cliché de que são mais arte do que ciência. E, no entanto, ao desvalorizarem as sondagens, não devem ignorá-las por completo, porque nem sempre estão erradas. Nem sempre. 
pag. 25 - No rescaldo das Eleições Legislativas de 2022, foi comum ouvir comentadores e analistas explicarem a (para eles) surpreendente expressão  do resultado atribuído ao PS com a circunstância de ter havido um significativo movimento de eleitores moderados preocupados com o cenário hipotético de uma maioria de direita com o Chega. Se lhes pedíssemos que fizessem um cálculo empírico da dimensão desse contingente de eleitores, seria fácil obtermos estimativas de 5%, 6%, 7%. 
pag. 25 e 26 - A expressão margem de erro tem uma importante evidência comunicacional. Refere-se a erro. Numa sondagem, esta é a única expressão que relativiza os dados apurados. (...) uma coisa é anunciar que um candidato ou partido obteve 30% das intenções de voto num inquérito; outra bem diferente é que, sendo a margem de erro de 3,8%, por exemplo, esse resultado se situa no intervalo de cerca de 26% a cerca de 34%. 
pag. 30 - Quando somos confrontados com um resultado particularmente surpreendente ou dramático, o procedimento mais adequado é esperar para ver se o mesmo se confirma em sondagens sequentes. E esperar é, de facto, algo que não se pode pedir aos jornalistas. 
pag. 38 - A questão da representatividade da amostra não decorre apenas da vontade dos promotores dos estudos eleitorais e dos recursos envolvidos, Se fosse assim, seria relativamente fácil de resolver. O problema da ponderação parece insolúvel porque a taxa de resposta é dramaticamente baixa - e cada vez mais baixa. Segundo o Pew Research Center, uma das organizações mais importantes a fazer estudos de opinião, apenas 7% das suas chamadas telefónicas são atendidas. Comparando com 1970: eram 70%. 

 

  Falando com o autor..
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Publicado por Tovi às 07:25
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