"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 22 de Abril de 2022
Rússia-Ucrânia... danos colaterais em Portugal e na UE

  Sondagem da Aximage publicada ontem no JN, DN e TSF
Portugueses sentem perda no poder de compra e estão mais pessimistas
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  Em finais de março deste ano o Banco de Portugal via quatro canais de impacto da guerra na Ucrânia, agravados pelas sanções como resposta ao conflito liderado pela Rússia. O rendimento disponível das famílias vai descer, as empresas vão ter dificuldades em obter produtos (e podem mesmo ter de parar), o comércio entre países está limitado e, acima de tudo, há incerteza. Estes são os quatro canais de impacto da guerra que é travada na Ucrânia por parte da Rússia, intensificados pelas consequências das sanções económicas.

 

  A União Europeia está a pedir a europeus que conduzam menos, desliguem o ar condicionado e trabalhem de casa pelo menos três dias por semana para reduzir a dependência de petróleo e gás natural russo. De acordo com a Comissão Europeia, as medidas - que foram delineadas pela Agência Internacional de Energia - vão permitir a cada família poupar em média cerca de 500€ por ano. Se todos os cidadãos europeus aderirem aos nove pontos do plano "Playing My Part" (em português, "Fazer a Minha Parte"), será possível poupar petróleo suficiente para encher 120 super-tanques e gás natural para aquecer 20 milhões de casas. "Pessoas em toda a Europa ajudaram a Ucrânia, fazendo doações ou ajudando refugiados diretamente, e muitos gostariam de fazer mais. A maioria das famílias também está a enfrentar contas de energia mais altas por causa da crise energética exacerbada pela guerra. Usar menos energia não é apenas uma maneira imediata de os europeus reduzirem as suas contas, mas também ajuda a Ucrânia, reduzindo a necessidade de petróleo e gás russos, ajudando assim a reduzir os fluxos de receita que financiam a invasão", argumentam a UE e AIE em comunicado.


Francisco Bismarck - A internacionalização do petróleo está, como é óbvio, fora de questão.
David Ribeiro - Está cá a parecer-me que a malta do Golfo esfrega as mãos de contente.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, sim, e também os americanos com o gás

 

  Berlim irá enviar equipamento e armamento pesado para substituir o que países aliados entreguem, pelo seu lado, à Ucrânia. A Eslovénia deverá enviar para a Ucrânia - e depois receber da Alemanha - cerca de 40 carros de combate. A Alemanha está no meio de um debate febril sobre o que o Governo está a fazer para entregar armas à Ucrânia – com o chanceler a ser alvo de críticas dos partidos da sua coligação e de parte do seu partido. Uma notícia do diário de grande circulação Bild dizendo que o chanceler, Olaf Scholz, recebeu da indústria alemã de armas uma lista do que poderia ser entregues à Ucrânia e retirou dela o armamento pesado como tanques e obuses lançou mais achas para a fogueira. De seguida, no entanto, fontes governamentais citadas pela agência DPA diziam que o país está a preparar-se para enviar este armamento pesado a aliados da NATO para substituir material que estes enviem directamente à Ucrânia. A Alemanha evita assim o envio directo de armas pesadas à Ucrânia.

 

  O índice de preços no produtor na Alemanha registou um aumento histórico de 30,9% em março, um recorde desde 1949, quando este indicador começou a ser publicado, disse quarta-feira a agência de estatística alemã Destatis. O ponto mais alto do indicador reflete “as primeiras consequências da guerra na Ucrânia”, acrescentou a fonte. Em fevereiro, o aumento anual tinha sido de 25,9% e em janeiro de 25%.

 

  A Comissão Europeia propôs esta sexta-feira uma alteração ao orçamento da União Europeia (UE) para 2022 - reforço de 99,8 milhões de euros em autorizações e orçamento a ser aumento em 176 milhões de euros em pagamentos - para assegurar o apoio às pessoas que fogem da guerra da Ucrânia, causada pela invasão russa, visando principalmente ajudar os Estados-membros recetores. Tendo em conta as novas verbas comunitárias, bem como as possibilidades de reafectação, “o montante total do financiamento a ser disponibilizado para a migração e gestão de fronteiras é de 400 milhões de euros”, explica Bruxelas. Esta verba total visa, principalmente, “ajudar os Estados-membros mais afetados a fazer face aos primeiros custos de receção e registo de pessoas que fogem da Ucrânia”, adianta a Comissão Europeia. A proposta esta sexta-feira apresentada para alterar o orçamento comunitário deste ano tem agora de ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros da UE no Conselho.

 

  O ministro do Ambiente português considerou que a dependência da Europa em relação ao gás oriundo da Rússia é um “garrote” à atividade económica, sendo essa subordinação alvo de “chantagens inaceitáveis” e uma “ameaça à segurança”. “A invasão da Ucrânia [por parte da Rússia] mostrou a fragilidade da Europa em relação ao setor energético, a dependência do gás russo é um garrote à nossa atividade económica que é aproveitada, inclusivamente, para chantagens inaceitáveis de um regime ditatorial às democracias europeias, é uma ameaça à segurança da Europa”, disse Duarte Cordeiro.

 

 

Sem dúvida alguma...  
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Publicado por Tovi às 07:09
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