"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 9 de Julho de 2021
Descoberta do caminho marítimo para a Índia

Caminho_maritimo_para_a_India.png
Caminho percorrido pela expedição (a preto); também se pode ver, para comparação, o caminho percorrido por Pêro da Covilhã (a laranja) separado de Afonso de Paiva (a azul) depois da longa viagem juntos (a verde).

Fez ontem 524 anos que a armada de Vasco da Gama partiu de Belém, em Lisboa, rumo à Índia. A linha de navegação de Lisboa a Cabo Verde foi a habitual e no oceano Índico é descrita por Álvaro Velho: «rota costeira até Melinde e travessia direta deste porto até Calecute». Durante esta expedição foram determinadas latitudes através da observação solar, como refere João de Barros. Relatam os Diários de Bordo das naus muitas experiências inéditas. Encontrou esta ansiosa tripulação rica fauna e flora. Fizeram contacto perto da baía de Santa Helena com tribos que comiam lobos-marinhos, baleias, carne de gazelas e raízes de ervas; andavam cobertos com peles e as suas armas eram simples lanças de madeira de zambujo e chifres de animais; viram tribos que tocavam flautas rústicas de forma coordenada, o que era surpreendente perante a visão dos negros pelos europeus. Ao mesmo tempo que o escorbuto (carência de vitamina C) se instalava na tripulação, cruzavam-se em Moçambique com palmeiras que davam cocos. Apesar das adversidades de uma viagem desta escala, a tripulação mantinha a curiosidade e o ânimo em conseguir a proeza e conviver com os povos. Para isso reuniam forças até para assaltar navios em busca de pilotos. Com os prisioneiros, podia o capitão-mor fazer trocas, ou colocá-los a trabalhar na faina; ao rei de Mombaça pediu pilotos cristãos que ele tinha detido e assim trocou prisioneiros. Seria com a ajuda destes pilotos que chegariam a Calecute, terra tão desejada, onde o fascínio se perdia agora pela moda, costumes e riqueza dos nativos. Sabe-se, por Damião de Góis, que durante a viagem foram colocados cinco padrões: São Rafael, no rio dos Bons Sinais; São Jorge, em Moçambique, Santo Espírito, em Melinde; Santa Maria, nos Ilhéus, e São Gabriel, em Calecute. Estes monumentos destinavam-se a afirmar a soberania portuguesa nos locais para que outros exploradores não tomassem as terras como por si descobertas. (in WikiPédia - a enciclopédia livre)



Publicado por Tovi às 13:26
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Setembro 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


22
23
24
25

26
27
28
29
30


Posts recentes

Longa vida ao Timtim... a...

Benfica 3 - 1 Boavista

Erupção vulcânica na ilha...

E assim vai o Afeganistão...

Exército Europeu vs NATO

Campanha Eleitoral de "Aq...

Equipa de Rui Moreira na ...

E se os Talibã adquirirem...

Campanha eleitoral no Por...

Boavista 1 - 1 Portimonen...

Cronograma do 11 de setem...

Morreu Jorge Sampaio

A propósito do processo d...

As últimas tropelias do j...

Azerbaijão 0 - 3 Portugal

As últimas notícias sobre...

Dos talibã aos talibã – a...

Coimas da CMVM sobre o Bo...

Os dias seguintes no Afeg...

Portugal 2 - 1 República ...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus