"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 25 de Janeiro de 2015
Eleições Legislativas na Grécia

Grécia bandeira c.jpg

Coisas importantes a saber sobre as Eleições Legislativas de hoje na Grécia:

a) As urnas fecham às 17h00 de Domingo (hora de Lisboa) e nessa altura já serão conhecidas algumas sondagens credíveis. Os primeiros resultados globais deverão ser conhecidos por volta das 20 horas.

b) O partido que for mais votado tem direito, antes de mais, a um bónus de mais 50 deputados à partida só por ter ganho as eleições, que os restantes partidos terão em função dos votos. Se tiver maioria pode formar Governo, caso contrário terá três dias para negociar uma coligação com os restantes partidos.

c) Um partido precisa de ter entre 35% e 40% dos votos para ter uma maioria absoluta.

d) Se o partido vencedor não conseguir negociar uma coligação nos três dias a que tem direito após as eleições, o segundo partido mais votado terá também três dias para tentar formar Governo. Caso o segundo partido mais votado não tenha sucesso, o terceiro partido mais votado ainda terá uma oportunidade antes de ser convocada uma nova ronda.

e) Há um total de oito partidos que estarão nos boletins de voto grego nas eleições de hoje, onde se incluem além do Syriza e da Nova Democracia: To Potami - Liderado por Stavros Theodorakis, o partido mais ao centro foi fundado apenas no ano passado mas já está a lutar pelo terceiro lugar com o Pasok; Aurora Dourada - Liderado por Nikolaos Michaloliakos, a Aurora Dourada é o partido fascista da Grécia e tem vindo a ganhar apoio desde 2012; Partido Comunista - É o único partido grande na Grécia que assume que à cabeça quer que a Grécia abandone o euro e a União Europeia, sendo opositor da política de austeridade desde o início, o que ainda assim não lhe deu grande crescimento nas intenções de voto; PASOK - Liderado por Evangelos Venizelos, de centro-esquerda, numas eleições que podem ditar um dos piores resultados de sempre do partido, que perdeu grande parte da sua base de apoio depois de começar a implementar a austeridade no país, quando chegou ao poder em 2009; Gregos Independentes - O partido nacionalista anti-austeridade que se afastou da Nova Democracia quando Samaras deixou cair a sua oposição ao resgate, tendo continuado desde aí a fazer campanha contra o programa da troika, que consideram ser uma violação da soberania grega; Kinima - O Movimento dos Socialistas Democráticos foi lançado a 3 de janeiro por Georges Papandreou, que foi primeiro-ministro entre 2009 e 2011, e é visto como o grande responsável pela implementação da política de austeridade.



Publicado por Tovi às 02:06
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