
Há mau criminosa em muitos dos incêndios florestais?... Claro que há, mas não "amandemos" com as culpas todas para os pirómanos, pois as autarquias têm muita culpa na forma como só se lembram de Santa Bárbara quando troveja.
Não me considero um "expert" na matéria, mas os dois anos e meio (1972-74) em que comandei em ações de prevenção e ataques a incêndios um grupo de Sapadores do Batalhão de Engenharia n.º 3 em Santa Margarida, dizem-me que os incêndios se combatem "antes de...". Era o que fazíamos... prevenção... prevenção... e mais prevenção. Só depois combate.
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Albertino Amaral - Em concreto, se há mão criminosa nestes incêndios, então só se reconhece em quem os provocou, a responsabilidade do acto. As autarquias, são Governo, e como tal, a culpabilidade que se lhe atribui, nós já sabemos. Por isso, estas entidades não têm legitimidade moral, para os condenar exemplarmente. Daí, a passividade.... Isto virou negócio, quer queiramos, quer não.......Ponto.
David Ribeiro - Albertino Amaral... não só, mas também.
Albertino Amaral - David Ribeiro O que é mais curioso, é que o calor começou, há já algum tempo, e nada de anormal se passou. A partir do momento em que se começa a falar muito sobre os incêndios e a sua época, eis que começa o " teatro "..... logo iniciam-se as operações.... Ora bolas.......
David Ribeiro - Albertino Amaral... Com atrás lhe disse, no meu tempo de "bombeiro militar" além da curriqueirice diária de apagar fogos provocados nas pistas dos exercícios de bombardeamentos aéreos ou de carros de combate M46, o nosso tempo de trabalho incluía a limpeza com bulldozers (DC6 e DC8) das matas das freguesias limítrofes do Campo Militar de Santa Margarida antes da época crítica dos incêndios.
Albertino Amaral - Outros tempos meu amigo. Tempos de noção de responsabilidade e organização. 1972 - 1974, era outra era, outra mentalidade. Nada comparável com o hoje. Nunca, mas nunca nada mais, será como já foi..... Pode ser que não seja para o nosso tempo, mas a ser " negócio ", isto vai correr mal, um dia........Escreva, meu caro.........
Isabel Sousa Braga - Em Espanha queixam se só mesmo, fogos postos. Cambada
Jose Luis Soares Moreira - Totalmente de acordo
Albertino Amaral - Na sequência da JMJ e das palavras do Papa bem como no espírito que durante aquela semana imperou por Lisboa e por todo o país em geral, era lindo ver aquela malta toda que está na Zambujeira do Mar, para assistir aos concertos musicais, ir dar uma boa ajuda a apagar os incêndios que por aquelas bandas lavram.....! Como ? Achas ? Eu não sou bombeiro, meu.......sssssss
David Ribeiro - Deixem os combates a incêndios para quem sabe... voluntários, por mais boa vontade que tenham, normalmente só atrapalham.
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Nestes dias em que as tv's nos dão notícias dos incêndios que assolam uma grande parte do território nacional, dou comigo a recordar a época em que em Santa Margarida (anos de 1972 a 74) integrava um grupo da Segunda Companhia de Sapadores do «Bat.Eng.3» que tinha como função não só a proteção contra incêndios de todo o Campo Militar mas também atuava em incêndios florestais nos concelhos e freguesias limítrofes desta grande infraestrutura militar. Uma bela sexta-feira ao fim da tarde, em data que já não consigo precisar, estava eu a preparar-me para passar o meu serviço a um camarada que não ia de fim-de-semana e rumar eu a casa, quando um helicóptero pousou na parada do quartel, coisa estranha, pois em Santa Margarida havia um grande e bem equipado heliporto. Desci à parada e fiquei a saber que teríamos que prestar os nossos serviços num grande incêndio florestal na área de Ponte de Sor. Imediatamente, e já que eu nunca tinha andado de helicóptero, disse ao nosso Segundo Comandante, que me disponibilizava para seguir com esta aeronave, para reconhecimento do terreno... que não, disse o Major, no helicóptero seguiria um graduado da especialidade de Operador de Terraplanagem, para melhor determinar onde poderíamos atuar... e eu seguiria por estrada comandando as duas DC-6 que seriam transportadas em dois camiões Hanomag Henschel. E pronto... lá fui eu e a minha equipa numa longa viagem por estrada, mais umas largas horas de limpeza de terrenos, sempre com o fogo relativamente perto mas sempre em segurança de pessoal e máquinas.
E não andei de helicóptero...
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