Continuam na Assembleia da República as inquirições ligadas ao processo do “estouro” do Grupo Espírito Santo e pelo andar da carruagem já deu para perceber que não eram só de agora os “gamanços” que por lá se faziam e que a promiscuidade entre o “Dono Disto Tudo” e os senhores do poder era escandalosa. Falta ainda ouvir muita gente, incluindo o contabilista acusado por Ricardo Salgado de ser o grande culpado disto tudo, mas as audições de José Maria Ricciardi e Pedro Queiroz Pereira já fizeram luz sobre muito do que aconteceu. E já começa a ser tempo de se procurar o rasto do dinheirinho que desapareceu e fazer sentar no banco dos réus quem a Justiça considerar indiciado pelos vários crimes que parecem ter sido cometidos. Vai ser um trabalho árduo e longo, muito mais longo do que deveria ser, mas a isto já estamos habituados, sendo que a justiça em praça pública já está feita e dela não se pode recorrer para mais nenhuma estância.
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«José Camilo» >> Amigo, por razões que já conhece, tenho estado atento às comissões de inquérito e aquilo que destaco é exactamente o contrário. Há duas pessoas, para já, nitidamente contra Ricardo Salgado, mas as razões que apresentaram foram todas nitidamente por se sentirem afastadas de algumas tomadas de decisão que não lhes convinha em termos de negócio. Pessoalmente, conheço muito bem o trajecto conseguido pelo Grupo após o 25 de Abril e não vai ser ao fim de quarenta anos de experiência de comando que se define que um homem em apenas meia dúzia de meses não foi capaz de controlar os desvarios de um governo. Nestes dois dias já nos apercebemos que o próprio banco de Portugal se está a sentir muito incomodado que os números que lhe estão a chegar às mãos não são de todo agradáveis. É o sistema e não o homem que tem de ser julgados.
«David Ribeiro» >> Caríssimo amigo José Camilo... Não querendo de forma alguma branquear as asneiras feitas pelo Governo e pelo Banco de Portugal, e convicto que quando se zangam as comadres fica (quase) tudo a saber-se, a verdade é que no Grupo Espírito Santo há muito as coisas não andavam bem e é só ver-se as broncas dos investimentos feitos no estrangeiro e que acabaram por criar a descapitalização do BES e subsequente desmoronar de um banco com o prestígio que tinha granjeado ao longo dos anos. A atitude da família Espírito Santo, liderada por Ricardo Salgado, só se pode ver de duas maneiras: Ou inocentemente deixaram as coisas correrem à espera de melhores dias e isto é má gestão, ou então estavam habituados a "roubarem" sem ninguém lhes pedir contas. Na prática vai dar tudo ao mesmo e quem se lixou, mais uma vez, foi o mexilhão, ou seja, os pequenos investidores e espero bem que os contribuintes não sejam também chamados a entrar com algum.
«José Camilo» >> Ui. Como não quero tecer opiniões se as fizer terão de ser numa mesinha com um café e uma nata em cima. E por aqui me fico....
«David Ribeiro» >> Hoje, pelas 16 horas, temos Amílcar Pires, ex-Administrador Executivo do Banco Espírito Santo, em audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do GES. Amílcar Morais Pires tem 53 anos, fez carreira no BES, onde foi administrador financeiro com a total confiança de Ricardo Salgado. É licenciado em Ciências Económicas pela Universidade Católica Portuguesa e até 2004 foi assessor do Conselho de Administração do BES e coordenador do Departamento Financeiro, de Mercados e Estudos.
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