"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quinta-feira, 13 de Maio de 2021
Israel e Palestina novamente a ferro e fogo

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Nova escalada já com 83 mortes, incluindo 17 crianças, e mais de 400 pessoas feridas nos últimos dias, segundo o balanço de hoje do ministro da Saúde da Faixa de Gaza... e está para durar.

 

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Raul Almeida - A paz é a tranquilidade na ordem justa. São Tomás de Aquino definiu o mais profundo sentido da paz, o único possível e viável. Não haverá paz possível em Israel e na Palestina, enquanto um povo quiser despojar o outro de qualquer tipo de direito sobre a terra em que nasceu, por via da opressão, da perseguição, do estigma, do enxovalho permanente. A violação permanente dos Direitos Humanos, do direito internacional, de todas as convenções, só incita a guerra. Enquanto Jerusalém for alvo de ocupação agressiva e não tiver um estatuto internacional neutro, respeitado pelas três grandes religiões que ali convivem, não haverá paz. Israel deseja ardentemente estes ataques do Hamas e a revolta por desespero do Povo Palestino; é mais uma desculpa para mais ocupação, humilhação e opressão. Os Judeus têm direito à sua pátria, Israel tem direito a existir em paz. Os Palestinos têm exactamente o mesmo direito. Enquanto isto não for tratado com decência e seriedade, teremos ali uma interminável chaga, não havendo agora aliados que intervenham, que se interessem pelo extermínio frio e metódico de um Povo e de uma nação.

António Alves (citando Renato Teixeira) - Israel perdeu o controlo de Lod (Lida), uma cidade de 65 mil habitantes, que alberga o aeroporto Ben Gurion, a principal infra-estrurura de transporte internacional israelita. Não se sabe quanto tempo vai demorar Israel a retomar o controlo desta cidade mista, que além do aeroporto fica apenas a 15 km de Telavive. É a grande novidade da revolta palestiniana, que em nenhum outro momento, em nenhuma das duas primeiras intifadas, obteve tal conquista. De resto, desde 1966 que Israel não declarava nenhum Estado de Emergência nas cidades mistas, sendo que a estupefacção e o dramatismo do campo sionista foi ilustrado pelo próprio Yair Ravivo, presidente da Câmara da cidade: "Perdemos o controle da cidade de Lod". O ministro da guerra, o fanático e carniceiro Benny Gantz, chamou parte do exército que estava nas fronteiras com a Cisjordânia quer para Lod quer para as outras cidades mistas que estão no limiar de replicar a situação, como são os casos Haifa, Akka, Ramlat, Oum al-Faham, Chafa Amro, Kafar Mandat e Arabat Der al-Assad, esta na região de Jalil, na Galileia. Estamos a falar de vilas ocupadas na primeira fase da Nakba, ainda em 1948, cuja população árabe pela primeira vez está a aderir em massa à revolta palestiniana. Em várias destas cidades a resistência palestiniana removeu a bandeira israelita dos edifícios públicos, levaram à debandada dos colonos que se viram sem apoio das forças policiais e do exército israelita que não está a ser capaz de restabelecer o domínio colonial. “O meu carro pegou fogo. Para mim, isso é tudo que sei. A polícia não apareceu. Vimo-nos a lutar sozinhos”, disse um dos colonos. O aeroporto foi encerrado, o tráfego ferroviário entre Lod e Telavive interrompido e há informações que dão conta que Israel está a evacuar de algumas destas cidades os seus colonos. Netanyahu já assumiu a gravidade da situação, afirmando que "os batalhões da guarda de fronteira virão da Judeia e Samaria (Cisjordânia) para cidades mistas esta noite. (...) Ordenei agir com firmeza contra os violadores da lei e da ordem e fortalecer as forças no terreno para restaurar a calma e a ordem em Lod e em todas as regiões de Israel o mais rápido possível”.

Nuno Matos Pereira - Ocupação atroz, onde a ONU nada faz e a comunidade internacional fecha os olhos. Judeus governados por gente bárbara. Vítimas de genocídio na segunda guerra e praticantes do mesmo na atualidade.

Gonçalo Graça Moura - Isso de opinar sem conhecer a história da região ou achar que só começou em 1946, normalmente dá asneira...
Roubado de um mural aqui ao lado:
URGENTE‼EXPLICANDO O CONFLITO ‼
1. Todo ano, durante os 40 dias de Ramadan vários muçulmanos em Israel saem das rezas incitados por discursos religiosos feitos por líderes irresponsáveis, atirando pedras e fazendo protestos violentíssimos.
2 - Esse ano eles perderam de fato a mão e vários 'fiéis' começaram a linchar judeus no meio de Jerusalém e jogar pedra nos policiais do Monte do Templo. A polícia revidou e aí eles começaram a vender a ideia de que os judeus estavam invadido a mesquita. O curioso é que os judeus é que são proibidos pela própria polícia de pisar lá, o lugar mais importante do judaísmo no mundo.
2. Há algumas semanas está acontecendo um processo Civil de uma disputa de propriedades, casas, no bairro de Shimon Hazadik (conhecido por árabes como sheikh jarakh). As casas foram compradas por imigrantes judeus nos anos de 1800. Após a ocupação jordaniana de Jerusalém em 1948, árabes começaram a morar nessas casas. Quando Jerusalém foi reunificada em 1967 e judeus puderam voltar pra suas casas começou a disputa legal de propriedade. As lideranças árabes transformaram a ordem de despejo em um assunto nacionalista e começaram a vender a ideia de que os judeus estavam fazendo uma limpeza étnica em Jerusalém expulsando árabes de suas casas.
3. Hamas tentando ganhar o apoio dos árabes israelenses e dos árabes da Cisjordânia assumiu o papel de "defensor de Jerusalém" contra "limpeza étnica" e "invasão" de Al Aksa lançando mísseis sobre civis de Jerusalém.
4. Israel disse que os genocidas do Hamas cruzaram uma linha vermelha ao atirar mísseis contra civis na capital de Israel, como qualquer país do mundo reagiria, e iniciou bombardeios contra terroristas e instalações de terroristas em Gaza.
5. Hamas disse que se Israel continuasse atacando seus membros iria lançar mísseis sobre civis de Tel Aviv. Em resposta Israel destrói o centro de comando de inteligência do Hamas - um prédio de 13 andares - Usando a tática de "bater no teto" na qual mísseis sem explosivos atingem o alvo para que qualquer inocente no local posso fugir antes do ataque real.
6. Hamas lança centenas de mísseis deliberadamente sobre civis das maiores cidades israelenses, como Tel Aviv. 4 pessoas morrem (poderiam ser centenas, mas as pessoas vão dormir em bunkers e o domo de ferro abate 85% dos mísseis)
7. Israel responde ao ataque horrendo, intencional contra civis inocentes, destruindo mais um prédio de 13 andares do Hamas e atacando membros do grupo genocida incluindo oficiais de alto escalão.
8. Hamas lança um Míssil antitanque contra um carro de civis matando 1 e ferindo 3 gravemente.
9. Israel responde eliminando um membro do mais alto escalão do grupo terrorista Hamas, membros do Hamas lançando mísseis e mais instalações da organização .

 

   07h31 de 14mai2021 - JN
A maior operação israelita em Gaza, desde o início da escalada da guerra, consistiu em 50 rondas de bombardeamentos por terra e ar em 40 minutos, disse o exército de Israel. Um porta-voz militar disse que Israel utilizou esta manhã 160 aviões, artilharia e infantaria durante o ataque ao território palestiniano. Ao mesmo tempo, as milícias palestinianas dispararam 50 foguetes contra Israel durante a madrugada.

   09h57 de 14mai2021 - BBC News / Facebook
Os militares israelitas intensificaram o seu ataque a Gaza, enquanto militantes palestinianos continuam a disparar foguetes contra Israel no quinto dia das hostilidades.

   10h35 de 14mai2021 - Al Jazeera English / Facebook
Médicos no hospital Al-Shifa de Gaza estão a lutar contra a escassez de medicamentos, equipamentos e cortes de energia para salvar pacientes gravemente feridos nos ataques aéreos israelitas.

   23h03 de 14mai2021 - José Maltez / Facebook
O que mais me incomoda nestas imagens de guerra não é apenas a banalidade do mal. É o comentário a torcer por uma das partes em conflito e a desejar que os seus favoritos matem ainda mais. Até alguns pretensos cristãos, assim de fora, desejam a morte dos primitivos cristãos, nestas voltas de uma história que, com este jogo, nunca se resolverá. E tudo provocado por Dreyfus, pelo sionismo e pelo protetorado colonial britânico, como se os visigodos pudessem voltar à Lusitânia, em oposição aos Viriatos que a consideravam sua pátria.



Publicado por Tovi às 10:26
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