"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sábado, 28 de Novembro de 2020
Ministra assumiu estar cansada, mas recusa desistir

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Durante a primeira vaga desta pandemia várias vezes elogiei a ministra Marta Temido pela forma como estava a gerir o SNS no “ataque” ao vírus SARS-CoV-2, mas nesta segunda vaga parece-me ter falhado redondamente. Vejamos o que esta semana nos disse sobre o número de camas nas unidades de cuidados intensivos – dobraram as camas em UCI – mas ao que consta as camas existem, não havendo porém pessoal qualificado suficiente para as tornar operacionais. Poder-se-ão desviar médicos, enfermeiros e demais técnicos hospitalares de outros serviços, mas quem vai “pagar” vão ser os doentes doutras patologias. Também a vacinação contra a gripe foi um desastre, havendo neste princípio de dezembro milhares de portugueses à espera de uma vacina. Há quem diga que no meio de uma batalha não se mudam os generais… mas mais vale um simples mas bom sargento do que um mau oficial superior.

É verdade que a manta é curta e se a puxarmos para cima ficam os pés de fora e se taparmos os pés apanhamos frio na cabeça... mas já vamos no oitavo mês de pandemia pelo que já era exigida uma outra forma de "atacar" as dificuldades. Esperemos que a prometida vacinação contra a Covid-19 não seja um desastre... para já algumas afirmações e logo de seguida os desmentidos, não auguram nada de bom.
 
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Altino Duarte - Não posso ter uma opinião formada e justa sobre a Ministra Marta Temido mas parece-me também arriscado possuir certezas sobre a sua competência a partir de declarações ou de medidas tomadas que porventura possam ser discutíveis e até contestadas pelos vários orgãos do SNS, muitas vezes tornadas públicas e nem sempre correctas pela C.S. Os profissionais em cuidados intensivos não se formam com a rapidez que a pandemia justificaria e, por isso, não estou a ver outra solução que não seja a deslocação de médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde, embora não especializados, de outros serviços das unidades hospitalares para as UCI. Pois, quem vai "pagar" são os doentes de outras patologias mas, assim sendo, porque razão uns responsáveis por esses estabelecimentos hospitalares têm um procedimento de acordo com o problema e outros não, isto é, porque razão uns funcionam apesar de todas as dificuldades relativamente bem e não acontece de forma idêntica nos demais? Há muitas críticas sobre casos concretos nomeadamente nos Centros de Saúde devido à sobrecarga que a pandemia trouxe ao seu funcionamento ( já antes do Covid alguns deles não eram bons exemplos) mas é justo que se faça esta pergunta : porque razão nuns as coisas também funcionam melhor que noutros? Porque razão há utentes que não se queixam do modo como a administração das vacinas se verificou em determinados locais e estão vacinados e há outros que estão descontentes porque o mesmo não se passou nas unidades a que pertencem? Sempre foi assim e continua a ser, há instituições ( públicas e privadas) que funcionam de forma diferente. E tendo o MS a estrutura que se imagina, os inúmeros orgãos e profissionais que comporta, será justo que nestes tempos trágicos da pandemia se questione a competência da ministra Marta Temido ? Poder pode, como é evidente, fazer uma apreciação de quem é o responsável máximo pela Saúde mas alguém terá conhecido na vida alguma instituição pública ou privada cujo funcionamento tenha sido de uma completa impecabilidade? Pela minha parte digo já que não conheci nenhuma. E muitas delas tidas como exemplares, a todos os níveis, por muito boa gente...

David Ribeiro - Sim, Altino Duarte, isso que diz é tudo verdade... mas uma das funções de um ministro é criar condições para funcionar todo o seu ministério e para isso a Saúde tem uma estrutura (pesada) espalhada por todo o país. Como várias vezes já se verificou o centralismo do Terreiro do Paço não consegue chegar à população. Ainda há pouco tempo e na impossibilidade de marcar uma consulta urgente para a minha mulher (dois meses com telefonemas e e-mails não respondidos) vi-me na necessidade de reclamar à Entidade Reguladora da Saúde... curiosamente (ou não) dois dias depois estavam a marcar-me a consulta. Isto não pode continuar assim.

 

   Situação hospitalar em Portugal
Situação hospitalar 28nov.jpg



Publicado por Tovi às 07:36
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