"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quinta-feira, 18 de Março de 2021
Os Clássicos vs Professora de Português

eduardo miranda.jpg
   Eduardo Miranda, na sua página do Facebook em 13mar2021
SOU UM IGNORANTE
O Jornal “Público” tem vindo a promover, semanalmente, a edição de um livro clássico Português, pela modica quantia de 4,95€ cada exemplar.
E assim, estão na colecção, entre outros:
- Os Maias de Eça de Queirós;
- Uma Família Inglesa de Júlio Dinis;
- Mistérios de Lisboa de Camilo Castelo Branco;
- Serões de Província de Júlio Dinis;
- A tragedia da Rua das Flores de Eça de Queirós;

- Os Fidalgos da Casa de Mourisca de Júlio Dinis.
Como já os possuía, ofereci-os a um jovem amigo de quinze anos a frequentar o 8º ano da escolaridade.
Pareceu-me oportuno e sensato, em tempos minguados de leitura em papel e em que as solicitações são outras e quasi viciantes.
Já teve oportunidade de informar a professora de Português do que andava a ler.
A resposta foi deveras estimulante:
- Não são livros apropriados para a tua idade!
Fiquei desbocado quando ma comunicou.
No meu tempo, com a sua idade, eu devo ter sido um herege ou menticida porque castiguei o meu intelecto com leituras ao que vejo perversas, senão pecaminosas.
Lembro-me de nos finais da década de 60 ter frequentado, a Biblioteca dos Bombeiros e ter lido, entre outros, a “25ª Hora” de Virgil Gheorghim ou o “Arquipélago de Goulag” de Aleksander Soljenitsin.
Devo ter cometido uma grave imprudência quanto à maturação dos meus neurónios e à consolidação da minha personalidade.
Ainda hoje acredito na influencia que as leituras que fazia ao tempo, como a iniciação da leitura de Jornais como o “Primeiro de Janeiro” ou o Jornal do F.C. do Porto que o meu Pai assinava, bem assim como as revistas estrangeiras publicadas sobre factos da 2ª Guerra Mundial que o meu Pai colecionava com paixão, me modelaram como pessoa e ajudavam na minha construção integral.
Eu sei que os tempos de hoje são outros!
Mas, afinal em que tempos devemos viver e com que engenhos para apurar a educação, a cultura geral e o conhecimento de forma a tornar-nos cidadãos plenos de civilidade e mundividência?


Publicado por Tovi às 07:56
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