"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 14 de Março de 2021
Papel das Autarquias no Desconfinamento

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   SIC / Expresso da Meia Noite - 12mar2021

“Quando se vê aflito, o Estado bate à porta dos municípios", diz Rui Moreira
Os presidentes de câmara sentem-se marginalizados pelo Estado Central, embora tenham tido desde o primeiro momento um papel determinante no combate à pandemia, agindo por antecipação. Falta reconhecimento, envolvimento e comunicação numa relação que, segundo Rui Moreira, se tem estabelecido na base do “desenrascanço”. Ao Expresso da Meia-Noite, o autarca deu como exemplo a carta que recebeu do coordenador da task-force em que pede à Câmara do Porto para preparar meios para a vacinação em larga escala nas próximas três semanas, quando lhe fora pedido exatamente o contrário há cerca de um mês, altura em que foi criticado pelo excesso de voluntarismo na tomada de medidas.
Não são tidos nem achados na hora das decisões, mas depois são chamados para resolver problemas de última hora. No Expresso da Meia-Noite, Rui Moreira disse que soube do plano de desconfinamento através da comunicação social e lamentou que a relação do Estado Central com os municípios esteja montada de acordo com o princípio do “desenrascanço”.
“Tem sido assim com tudo: foi com os testes, com os ventiladores e com as máscaras. Há um Estado Central que determina tudo, que nunca territorializou nada, nem nisto nem na bazuca, mas que, quando se vê aflito, bate à porta dos municípios”, declarou.
Em causa, a carta que Rui Moreira recebeu esta semana do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, em que é pedido ao Município do Porto que agilize a criação de centros de vacinação nos próximos 21 dias, de modo a que a capacidade atualmente instalada no país quadruplique de 30 mil pessoas vacinadas por dia para 120 mil, já em abril. “Por acaso, tenho um centro preparado e acho que vou conseguir ter os três. Mas dar a um município três semanas para, subitamente, se capacitarem para isso, parece-me, mais uma vez, um desenrascanço à portuguesa”, reforçou.
Tanto mais que ainda lhe está fresca na memória a advertência que chegou igualmente por correio. “Vejam lá, não tomem grandes iniciativas”, era a tónica do discurso do coordenador da task-force, que orientava no início de fevereiro os presidentes de câmara somente na ajuda aos ACES e no apoio às deslocações, “para não criar expectativas na população”, confirmou Carlos Carreiras, destinatário de igual mensagem.

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Publicado por Tovi às 07:01
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