"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 26 de Abril de 2020
Proclamação da Junta de Salvação Nacional

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Após a vitória das tropas revoltosas, às 01h30 de 26 de Abril de 1974 foi lida a proclamação ao País da JUNTA DE SALVAÇÃO NACIONAL, composta por: General António de Spínola (Exército - presidente); General Francisco da Costa Gomes (Exército); Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército); General Manuel Diogo Neto (Força Aérea - inicialmente ausente em Moçambique); Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea); Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo (Marinha); Capitão-de-fragata António Alva Rosa Coutinho (Marinha).

   PROCLAMAÇÃO AO PAÍS LIDA POR SPÍNOLA

Em obediência ao mandato que acaba de lhes ser confiado pelas Forças Armadas, após o triunfo do Movimento em boa hora levado a cabo pela sobrevivência nacional e pelo bem-estar do Povo Português, a Junta de Salvação Nacional, a que presido, constituída por imperativo de assegurar a ordem e de dirigir o País para a definição e consecução de verdadeiros objectivos nacionais, assume perante o mesmo o compromisso de:
- Garantir a sobrevivência da Nação, como Pátria Soberana no seu todo pluricontinental;
- Promover, desde já, a consciencialização dos Portugueses, permitindo plena expressão a todas as correntes de opinião, em ordem a acelerar a constituição das associações cívicas que hão-de polarizar tendências e facilitar a livre eleição, por sufrágio directo, de uma Assembleia Nacional Constituinte e a sequente eleição do Presidente da República;
- Garantir a liberdade de expressão e pensamento;
- Abster-se de qualquer atitude política que possa condicionar a liberdade da eleição e a tarefa da futura Assembleia Constituinte e evitar por todos os meios que outras forças possam interferir no processo que se deseja eminentemente nacional;
- Pautar a sua acção pelas normas elementares da moral e da justiça, assegurando a cada cidadão os direitos fundamentais estatuídos em declarações universais e fazer respeitar a paz cívica, limitando o exercício da autoridade à garantia da liberdade dos cidadãos;
- Respeitar os compromissos internacionais decorrentes dos tratados celebrados;
- Dinamizar as suas tarefas em ordem em que no mais curto prazo o País venha a governar-se por instituições de sua livre escolha;
- Devolver o poder às instituições constitucionais logo que o Presidente da República eleito entre no exercício das suas funções.

 

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Antonio Freitas - Pergunto se estas intenções foram as que concretizaram

David Ribeiro - Ora aqui está uma interessantíssima reflexão... para mim, que vivi todos estes momentos políticos, era ISTO o verdadeiro 25 de Abril.

Ricardo Fonseca - Os capitães deveriam ter assumido esta presidencia, mas o cunho da disciplina militar não o permitiu. Otelo era o homem perfeito para fazer o papel que Spínola tentou desempenhar.

David Ribeiro - Não, não era, Ricardo Fonseca... Otelo era inábil, politicamente.

David Almeida - David Ribeiro e o Spínola um estadista... sem orientação política!

David Ribeiro - Tem razão, David Almeida.

Ricardo Fonseca - David Ribeiro mas a intenção não era conduzir o país a eleições, a necessidade não era a de manter o país a funcionar até às eleições e depois aí sim dar lugar aos políticos para dirigir o pais?

David Ribeiro - Ricardo Fonseca, a intenção política dos revoltosos era a que estava na proclamação da Junta de Salvação Nacional... mas não era esta a intenção de alguns dos seus membros, como era o caso do General Spínola.

David Ribeiro - Nenhum dos "generais" assumiu publicamente a revolução antes desta ser vitoriosa... e o Movimento dos Capitães estava muito dividido quanto ao "dia seguinte".

António Conceição - Spínola não era estadista algum. Era apenas um narcisista que, como logo notou Marcello Caetano, confundia o mundo com a Guiné. Pouca gente era capaz de alinhar tanto disparate, como ele alinhou em "Portugal e o Futuro". Evidentemente, nenhuma revolução, nenhum regime podia fundar sobre essa colectânea de dislates. Em Junho de 74, chegou a realidade.



Publicado por Tovi às 01:53
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