"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 27 de Março de 2022
Qual é a estratégia da China na Ucrânia?


mw-860.jpgAs negociações continuam, mas os resultados são praticamente nulos… e diz quem acompanha esta crise provocada pela invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin que o importante e que ainda teremos que aguardar é para onde vai a China cair, pois será o que influenciará o destino da guerra. Eu também sou desta opinião.


Pingus Vinicus - A China tem uma paixão pela Rússia…
Jorge De Freitas Monteiro - A China cai sempre para o seu próprio lado. O que neste caso significa ter interesse numa solução pacífica da qual a Rússia não saia enfraquecida nem os US reforçados.
David Ribeiro - ...o que no atual estado da coisa é o mesmo que cair para o lado russo.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, provavelmente. Aliás é interessante ver o tom utilizado por diplomatas e altos funcionários chineses nas suas contas no Tweeter. Sabendo-se que os chineses não dizem nada só por dizer é muito significativo. Mais um factor que a informação a que temos direito omite cuidadosamente.
David Ribeiro - Mas os chineses são exímios em dar “uma no cravo e outra na ferradura”, conforme lhes convenha. Na semana passada, durante uma conversa telefónica entre Xi Jinping e Joe Biden, o presidente chinês disse que os interesses económicos da China estão com o Ocidente e não com a Rússia. Xi é uma puta velha (pardon my french).
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, justamente, caem sempre para o seu próprio lado
Chico Gouveia - A estratégia da China é a dos tomates: colabora mas não entra.
Da Mota Veiga Suzette - A China é tradicionalment amigo da Russia mas lembra-se do grande mercado que significa a Europa e USA para escoar os seus produtos. Assim, a China disse: esta guerra não é bom par ninguém!

 

 


18304358_905.jpgLendo tudo o que se escreveu sobre as reuniões dos últimos dias em Bruxelas – NATO, União Europeia e G7 – estou convencido, mais do que nunca, que a União Europeia não pode de forma alguma aceitar a covarde invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin, mas também não se pode tornar num “Estado vassalo” dos Estados Unidos da América, mas sim um seu par. É certo que nunca se teve em atenção a capacidade estratégica e militar dos 27 Estados-membros da UE, um espaço com 450 milhões de habitantes, mas é forçoso avançar para forças armadas conjuntas, com sistema de transporte estratégico, informação estratégica, capacidade de projeção de forças e capacidade naval. E a NATO, qual será o seu futuro? Não será que com trinta países, com interesses muito diferentes, no caso de um conflito o comando e controlo será muito complicado?

 


Map_of_Central_Asia(pt).pngCercada pela Rússia, China, Irão, Afeganistão e Mar Cáspio, a região da Ásia Central – que inclui Quirguistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão – é muito suscetível à volatilidade em termos de mudanças geopolíticas e de segurança. Após o colapso da União Soviética estes países permaneceram na órbita russa e embora muitos tentassem adotar políticas externas multivetoriais, as suas dependências de Moscovo permaneceram fortes. Mas o atual conflito de Rússia com a Ucrânia pode alterar o jogo político e mudar a dinâmica regional. É que não há dúvida que a forma como a Ásia Central vê a atual governação de Putin alterou-se substancialmente. Enquanto antes a Rússia era vista como uma fonte de estabilidade, agora parece que se tornou uma fraqueza para a estabilidade regional, soberania e integridade territorial. As coisas já não são o que eram nesta região da Ásia Central.
  
Xavier Cortez - Um dos comentários mais inteligentes que vi ultimamente. Os tão podem tornar-se um problema sério para a Rússia. Pela via do islamismo.

 

  Expliquem-me, se souberem e me quiserem ser úteis, qual o interesse prático das reuniões do Conselho de Segurança da ONU se os membros permanentes que o integram, dispõe cada um deles de um direito de veto, como estipula a Carta das Nações Unidas.

image1170x530cropped.jpg

O Artigo 27 das Nações Unidas afirma:
Cada membro do Conselho de Segurança terá um voto.
Decisões do Conselho de Segurança sobre questões processuais, serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros.
Decisões do Conselho de Segurança em todos os outros assuntos serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros, incluindo os votos afirmativos dos membros permanentes, desde que, nas decisões previstas no Capítulo VI, parágrafo 3 do Artigo 52, uma reunião deverá ser realizada pela abstenção do voto.
Embora o "poder de veto" não seja mencionado explicitamente na Carta da ONU, as decisões do Conselho de Segurança exige "os votos dos membros permanentes", significa que qualquer um desses membros permanentes podem impedir a adoção de qualquer assunto adicional sobre alguma resolução. Por essa razão, o "poder de veto" também é um princípio unânime das grandes potências.
  Mário Santos - A Alemanha, Brasil, Índia e Japão (aliança G4) em setembro de 2021 propõem a reforma "urgente" do Conselho de Segurança da ONU, com vista a torná-lo mais legítimo, eficaz e representativo (claro que querem entrar no Conselho). Também Guterres defendeu a reforma do Conselho de Segurança em particular o Artº 27º (o tal "veto" do P5). Agora as contas da ONU e quem as paga (quer estar no tal conselho...)
 
  Não será um “flik-flak à retaguarda” por parte de Vladimir Putin, mas um dos seus generais já afirmou que as forças russas na Ucrânia mudaram o foco numa ofensiva terrestre voltada para a capital, Kiev, para uma prioridade a que Moscovo chama de “libertação” da contestada região de Donbass. Ainda é cedo para se saber o que isto significará em toda esta situação da invasão russa da Ucrânia, mas os fracos progressos das tropas de Putin (ver mapa com a evolução no terreno de 6mar para 27mar2022) sugerem uma nova fase da guerra.

De dia 06 para dia 27mar2022.jpg

 

  Eu não fui hoje a esta manif na Praça D João l. Mas vi agora estas fotos e curiosamente nem uma bandeira ucraniana. E não houve nem uma crítica a Putin, disse-me quem lá esteve. Esta malta, do CPPC e PCP… quem não os conhecer que os compre.
Captura de ecrã 2022-03-27 221510.jpg
  Raul AlmeidaO PC criou há muitos anos uma série de organizações satélites, falsamente independentes, com diversas finalidades, enquadradas pelo interesse maior da defesa e protecção do comunismo de inspiração soviética. Utilizando uma dessa pseudo-organizações, o Conselho para a paz, cooperação e segurança, que se diz empenhada na promoção de paz sempre obediente a Moscovo, fizeram hoje um encontro "pela paz", onde sintomaticamente não se viu uma única bandeira da Ucrânia, nação actualmente mais fustigada pela guerra. O revisionismo, a profunda cara de pau, a sempre presente e profundamente entranhada herança de Stalin, fazem do PC algo que nos envergonha a todos, enquanto sociedade. Queriam o Rivoli e o patrocínio da Câmara para esta palhaçada aviltante. Era o que mais faltava!!! Esteve muitíssimo bem, Rui Moreira na recusa, interpretando a expressão democrática dos votos na Autarquia e impedindo uma mancha ignóbil num espaço nobre da Cidade.



Publicado por Tovi às 09:42
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Maio 2024
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Onda de assaltos contínua...

Provável queda de um mete...

Boavista 2 - 2 Vizela

Ativos russos congelados

Primeiro-ministro da Eslo...

Linhas de defesa de Khark...

E continuam os "tiros, bo...

Os 13 de Maio em Fátima

Porto 2 - 1 Boavista

Acordo militar entre São ...

Violência Doméstica é CRI...

Portugal volta a receber ...

Pedro Nuno Santos em entr...

Continuando a ler "A Euro...

A violência doméstica é a...

Boavista 1- 1 Gil Vicente

A guerra das "contas cert...

Tensão nas Universidades ...

Cidades da Ucrânia caem p...

1.º de Maio... como estam...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus