"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
Regionalização vs Municipalismo

Estou a ler o livro A Via Lusófona – Um novo Horizonte para Portugal, de Renato Epifânio [Editores Alexandre Gabriel & Sofia Vaz Ribeiro / Zéfiro; 1ª edição: Abril de 2010; ISBN: 978-989-677-027-3; Depósito Legal: 309 440/10] e numa altura em que a “Regionalização” anda esquecida e se começa a falar de “Municipalismo” é importante ler o texto (pags. 69 e 70) que o autor escreveu em 15 de Dezembro de 2008 e que passo a transcrever (especial agradecimento ao meu amigo Felisberto Ramos que me fez o favor de facultar esta obra):

 

A Via Lusófona de Renato Epifânio.jpg

 Sobre a Galiza e outras “Regiões” Ibéricas

A Galiza é muito mais do que uma “região espanhola”. Tal como a Catalunha e o País Basco não são “regiões espanholas”. São nações. Tendo uma língua e cultura própria, são, de facto, nações. Ainda que nações sem Estado. Como já aqui escrevi, acho que o futuro natural destas nações será a independência. Começando pela Catalunha, passando pelo País Basco…

E a Galiza? Quanto a ela, tenho mais dúvidas. Durante muitos anos, Fraga Iribarne, ex-ministro de Franco, cimentou a inclusão em Espanha. Depois, há um nível de vida que poderia ficar em causa com a independência...

Mas, talvez, esta venha a acontecer, mais tarde. E se assim for, a relação com Portugal será sempre muito particular...

Com Portugal enquanto nação, e não com apenas uma região em particular. Se em Portugal existem regiões, elas não são comparáveis com as referidas “regiões espanholas”. Desde logo pela dimensão – se olharmos para a Península Ibérica e a dividirmos em “regiões” com uma dimensão semelhante, verificamos que Portugal forma uma única…

Daí, de resto, as minhas reservas quanto a regionalização. A União Europeia incentiva-o para, a meu ver, melhor poder reinar…

No actual estado de coisas, a instância “nação” é a melhor barreira de resistência à União Europeia em particular e à Globalização em geral. Isto, como é óbvio, na perspectiva de quem pretende preservar a sua língua e cultura…

Já o municipalismo, no quadro da “nação”, parece-me algo mais fecundo. Até porque os municípios, em livre associação, é quem deveriam formar as “regiões” – naturais, de geometria variável, não desenhadas, a régua e esquadro, pelo Governo…

Tudo isto, como é óbvio, no quadro maior da convergência lusófona – desígnio primacial do MIL – Movimento Internacional Lusófono.



Publicado por Tovi às 09:14
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