"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 7 de Junho de 2015
Sócrates em casa com pulseira electrónica?

Pulseira electrónica.jpg

Parece que vai haver uma alteração importante no enredo da "telenovela" Processo Marquês... O Ministério Público está disposto a pedir a alteração da prisão preventiva de José Sócrates para "em casa com pulseira"... Aguardemos para ver o que diz o "preso 44" que segundo a lei tem que se pronunciar se concorda ou não.

 

  Comentários no Facebook

«Gianpiero Zignoni» >> Irá começar o processo de "inocentização"?

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Mas a modalidade da bola de ferro presa ao pé não seria mais apropriada?

«David Ribeiro» >> Ainda não percebi bem o que disse o seu advogado, qualquer coisa como "até nem estou muito interessado em que o Sr. Engenheiro vá para casa com pulseira elctrónica"... Será só para despistar?

«Jorge Veiga» >> não vou dizer o que penso disto David Ribeiro. Ainda passo a falar só do Jasus...

«Carlinhos da Sé» >> Ó David Ribeiro, eu também ouvi, acho que dar a entender que o ministério público quer que o Sócrates se pire...

«Jorge Veiga» >> olha que dava jeito...

«Carlinhos da Sé» >> Então não dava?

«David Ribeiro» >> É nisto que eu considero o Processo Marquês uma autentica "telenovela"... nunca se sabe como vão ser os novos capítulos, embora o enredo até pareça simples.

«Jorge Veiga» >> e muda de conteúdo conforme as audiências...

«David Ribeiro» >> Exactamente!...

«Carlinhos da Sé» >> Eu já vi este filme... O Sócrates pira-se, mandam alguém tirar-lhe a tosse, e a justiça concluiu que, afinal foi ele que matou a velha no Brasil.

«Jorge Veiga» >> A estriar brebemente na TBI a última telenobela nacional "As Abenturas do 44" (do género dos 5 na Ilha do Tesouro...)

 

  Declaração de José Sócrates

Ao fim da tarde de segunda-feira, 8 de Junho, o ex-primeiro-ministro detido em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora, fez chegar à comunicação social o seguinte:

DECLARAÇÃO

A minha prisão constituiu uma enorme e cruel injustiça. Seis meses sem acusação. Seis meses sem acesso aos autos. Seis meses de um furiosa campanha mediática de denegrimento e de difamação, permitida, se não dirigida, pelo Ministério Público. Seis meses de imputações falsas, absurdas e, pior – infundamentadas, o que significa que o Ministério Público não as poderia nem deveria fazer, por não estarem sustentadas nem em indícios, nem em factos, nem em provas. Seis meses, enfim, de arbítrio e de abuso.

Aqui chegados, que cada um assuma as suas responsabilidades. A minha prisão foi uma violência exercida injustamente contra mim, mas foi-o de forma unilateral – foi-me imposta. Esse acto contou sempre com o meu protesto e o meu repúdio; nunca com o meu silêncio e muito menos com o meu assentimento. Agora, o Ministério Público propõe prisão domiciliária com vigilância electrónica, que continua a ser prisão, só que necessita do meu acordo. Nunca, em consciência, poderia dá-lo.

Por outro lado, não posso ignorar – nem pactuar – com aquilo que, hoje, para mim, está diante dos olhos: a prisão preventiva usada para investigar, para despersonalizar, para quebrar, para calar, para obter sabe-se lá que “confissões”. Também não ignoro – nem pactuo – com a utilização da prisão domiciliária com vigilância electrónica como instrumento de suavização, destinado a corrigir erros de forma a parecer que nunca se cometeram. Estas “meias-libertações” não têm outro objetivo que não seja disfarçar o erro original e o sucessivo falhanço: depois de seis meses de prisão, nem factos, nem provas, nem acusação.

Meditei longamente nesta decisão, no que ela significa de sacrifício pessoal e, principalmente, no sacrifício que representa para a minha família e para os meus amigos, que têm suportado esta inacreditável situação com uma extraordinária coragem. Todavia, o critério de decisão é simples – ela tem que estar de acordo com o respeito que devo a mim próprio e com o respeito que devo aos cargos públicos que exerci. Nas situações mais difíceis há sempre uma escolha. A minha é esta: digo não.



Publicado por Tovi às 07:44
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