"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015
Sócrates entrevistado na TVI - parte 1

Não podia perder esta primeira entrevista televisiva de José Sócrates após o início da “telenovela” Operação Marquês. Estavam prometidos quatro grandes temas: O ano que passou na prisão, de 21 de novembro de 2014 a 4 de setembro deste ano em Évora e depois até 16 de outubro em prisão domiciliária com vigilância policial; A corrupção e as várias suspeitas que recaem sobre si levantadas ao longo da investigação; A origem do dinheiro, ou seja a natureza dos alegados empréstimos do seu amigo Carlos Santos Silva; e a política, onde obviamente estaria em destaque a subida de António Costa a primeiro-ministro, apesar da derrota eleitoral do PS, num Governo apoiado pela esquerda.

José Sócrates entrevista TVI 14Dez2015 ab.jpg

  E foi isto que José Sócrates disse:

Aqui há semanas, Portugal protestou contra Timor-Leste por ter um cidadão preso sem acusação durante cinco meses. Aqui em Portugal tivemos um ex-primeiro-ministro preso durante 11 meses! Não temos direito a apontar o dedo a países africanos ou a Timor Leste. Não temos autoridade moral para apontar o dedo seja a quem for.

Isto não é normal. Seria normal que apresentasse as provas ao final de um ano. Não o fizeram. O que é absolutamente extraordinário.

Ah sim! Não estás de acordo: então ficas aí mais três meses (citando o procurador Rosário Teixeira).

Cooperar com a justiça não é dizer tudo o que a justiça quer. Essa é uma ideia errada! Cooperar é apresentar a defesa, é defendermo-nos. Dou este conselho a todos os portugueses: ‘Defendam-se!

Não me preocupa nada a nomeação do procurador (Vítor Pinto) para o julgamento.

A senhora procuradora-geral da República é a principal responsável por este processo. Ela é que tem de dar uma explicação sobre o que está a acontecer. O MP devia pensar bem no que está a fazer e olhar para as regras do direito penal. Aquilo que deve fazer é: calar-se!

Não só apelei ao PS para não se pronunciar sobre este processo, como disse que o processo era político e que eu lutaria sozinho. (…) Ao fim de seis meses, esperava que o PS dissesse: “desculpem, não será o momento de apresentar as provas? A actuação do MP foi prejudicar o PS. Isto afecta o prestígio da justiça”.

Não pode haver uma pressão do poder político sobre o poder judicial. Mas quem garante as regras da justiça é a política, somos todos nós. Numa democracia, quando vemos um abuso aos demais é uma ameaça sobre os demais.

Continua amanhã… Isto é uma autêntica telenovela



Publicado por Tovi às 22:09
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Outubro 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9



25
26
27
28
29
30

31


Posts recentes

Ser mulher no Afeganistão

Mais uma vez o “proibicio...

Caus instalado no Afegani...

Instalação dos Órgãos do ...

Nova ponte sobre o Douro....

A camioneta-fantasma

Burro!... burro!... burro...

Rio Ave 4 - 0 Boavista

Os subsídios às empresas

Acordo de governação na C...

Germano Silva fez ontem 9...

Portugal 5 - 0 Luxemburgo

Ter ou não ter maioria ab...

Violência no Porto… e a c...

Tão amigos que nós somos,...

Há independentes e indepe...

Juiz negacionista expulso...

Erupção do Cumbre Vieja e...

A segurança ao estilo Tal...

Portugal é uma das melhor...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus