"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quarta-feira, 2 de Julho de 2014
Sophia de Mello Breyner Andresen

Dez anos depois da sua morte o corpo da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen vai ser hoje traslado para o Panteão Nacional, em Lisboa, ficando a arca tumular na sala onde se encontram as do general Humberto Delgado e do escritor Aquilino Ribeiro.

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919, no seio de uma família aristocrática. Viveu no Porto e na Praia da Granja, que a inspirou com o mar e os pinhais. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, que não chegou a concluir e, mais tarde, casou-se com o jornalista e político Francisco Sousa Tavares, tendo cinco filhos. Estes foram a sua motivação para a escrita de contos infantis, como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" e "A Menina do Mar". Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, dirigente de movimentos universitários católicos, veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma altitude política liberal, denunciando os falsos critérios do regime salazarista e os seus seguidores mais radicais. Foi ainda candidata a Deputada da Assembleia Constituinte, pelo Partido Socialista, e, tradutora para português de obras de Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes, chegando a ser condecorada pelo governo italiano pela sua tradução de "O Purgatório". A escritora ganhou ainda o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e o Prémio 50 Anos de Vida Literária. Faleceu a 21 de Julho de 2004 com 84 anos de idade.


«Joaquim Leal» no Facebook >> {#emotions_dlg.away} 18h45 - Tenho muito respeito pela pessoa e admiração pela poetisa. Dá-me é asco ver aquela "feira" armada em frente ao panteão com uma série de chulos cujos nomes omito por pudor.

«José Camilo» no Facebook >> Todo o meu apoio caro Joaquim.

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.away} 19h30 - José Manuel dos Santos acaba de fazer um discurso brilhante nas cerimónias de trasladação de Sophia de Mello Breyner Andresen para o Panteão Nacional. Na sua alocução, José Manuel dos Santos, membro da Academia Nacional de Belas Artes, sublinhou que esta decisão da Assembleia da República "não faz - nunca fará - de Sophia um escritor oficial ou um poeta de regime, mesmo daquele que a reconheceu e que ela reconheceu". Santos ressalva que a entrada de Sophia no Panteão Nacional "é rito, símbolo e sinal". "Tem aquela solenidade, irmã do silêncio e da solidão, que é o contrário da pompa e da propaganda".

«Joaquim Leal» no Facebook >> Estou em crer que a pessoa dispensaria tamanho "protocolo". E muitos dos "apêndices" presentes. Por amor da santa! a "Presidenta" da A.R, aposentada na flor da idade e evocadora de Simone de Beauvoir, um insulto presente.

«José Camilo» no Facebook >> Gabo-lhe a paciência caro Joaquim. Evocar Beauvoir? Da-ssssse

«Joaquim Leal» no Facebook >> Tenho a tvê sintonizada, vou vendo. :)



Publicado por Tovi às 13:38
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