"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 14 de Junho de 2022
O 'novo' McDonald’s abriu em Moscovo

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“Rei morto, rei posto”... e os restaurantes do McDonald's em Moscovo reabriram no passado domingo [12jun2022], agora com nova propriedade russa e um novo nome, "Vkusno-i tochka", que se traduz como "saboroso e pronto".


Isabel Sousa Braga
Grande manobra só mudou o nome 😂😅
David Ribeiro
...e o dono. Alexander Govor é o novo dono dos 800 restaurantes que a McDonald's detinha na Rússia.
Fernando DuarteDepois vão abrir "Vkusno-i tochka" no Mundo inteiro e superar o McDo. Tal como em França, em que a McDo queria aumentar o preço da franchise e o gerente francês mandou-os à fava e mudou o nome, depois a McDo ao ver que estavam a perder o mercado do pais que mais turistas recebe no Mundo inteiro, compraram as lojas ao francês a preço de ouro. Na Rússia vai ser igual, ainda havemos de ver os americanos voltarem a comprar as lojas que abandonaram agora, mas ao preço forte!
Rodrigues Pereira
Os miudos russos - como os nossos - "comem" marcas e não hamburguers ou batatas fritas.
Paulo Barros Vale
Prontes. Já sabemos que os ucranianos se devem render e pedir desculpa ao urso . Todos os dias há mensageiros a insistir nessa tese . Presumo que seja gente que não se importe que um dia um russos lhe espetem um míssil na janela em Espinho

 

  E ao mesmo tempo temos fome em África
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O presidente da União Africana e presidente do Senegal, Macky Sall, alertou para o risco de um “cenário catastrófico” de escassez de alimentos e solicita à Rússia e ao Ocidente ajuda para aliviar a situação. A União Africana diz que com a interrupção das exportações de cereias da Ucrânia arriscamo-nos a um "cenário catastrófico" de escassez de alimentos e aumentos de preços. Hoje, 346 milhões de africanos, mais de um quarto da população do continente, sofrem de fome por causa de conflitos, secas e pobreza. Agora, uma guerra, a milhares de quilómetros de distância, ameaça agravar a crise de insegurança alimentar da África. O fornecimento de cereais é interrompido e os preços dos alimentos básicos e do combustível disparam.



Publicado por Tovi às 07:46
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Terça-feira, 29 de Março de 2022
Nova ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia

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Arranca hoje na Turquia mais uma ronda de negociações presenciais russo-ucranianas e deverão estender-se até quarta-feira. O facto de Erdogan ter sido, desde o início, um dos mediadores de quem as duas partes desconfiam menos e também pelo facto da Turquia ser membro da NATO, é importante e poderá revelar alguma coisa. Veremos.

O avião que transportava membros da delegação russa aterrou em Istambul a meio da tarde de ontem, para mais uma ronda de negociações, programadas para hoje e amanhã (28 e 29mar2022) em modelo presencial. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia poderá aceitar declarar neutralidade – e, eventualmente, aceitar um compromisso para as áreas reclamadas por separatistas no leste do país – bem como oferecer garantias de segurança à Rússia para garantir a paz “sem demora”. O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou neste mesmo dia de segunda-feira que se reunirá tanto com a delegação ucraniana como com a russa antes de estas iniciarem hoje uma nova ronda de negociações no Palácio Dolmabahce de Istambul. É capaz de sair fumo branco destas negociações... e quem vai ficar bem na fotografia é Erdogan.

 

  O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, dirigiu-se às delegações ucraniana e russa, que retomam hoje as conversações de paz em Istambul. "Uma paz justa não terá um derrotado. O conflito continua a não beneficiar ninguém", disse o presidente turco, antes do arranque das negociações. No seu discurso, Erdogan sublinhou também o papel da Turquia, considerando que o seu país tem mostrado "uma posição justa" em todas as frentes desde o início da guerra. O presidente turco lembrou as partes que chegou o momento de as negociações "terem resultados concretos", pedindo um "imediato cessar-fogo". Erdogan disse ainda que os eventuais progressos alcançados em Istambul podem abrir caminho ao encontro entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, que a Turquia está também disponível para acolher. "Ambos são amigos de valor", sublinhou o presidente turco.

  oligarca russo Roman Abramovich está presente nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, que decorrem esta terça-feira, em Istambul. Foi filmado e fotografado por vários órgãos de comunicação no local, sentado ao lado de Ibrahim Kalin, porta-voz de Erdogan, enquanto escuta a tradução das declarações do presidente turco. De referir que esta não é a primeira vez que o dono do Chelsea participa nestas reuniões. De acordo com o Wall Street Journal, Abramovich esteve numa ronda de negociações, que teve lugar em Kiev, no início do mês. O oligarca russo foi um dos que sofreu graves sanções económicas em consequência da invasão à Ucrânia, muito devido à sua ligação a Moscovo e Vladimir Putin, que o levaram a colocar o Chelsea à venda.

 

  
Captura de ecrã 2022-03-29 135009.jpgO encontro entre as delegações da Ucrânia e da Rússia em Istambul já terminou [12h30 TMG], confirmou a embaixada ucraniana na Turquia e também Ankara. As negociações de paz duraram cerca de quatro horas, com algumas pausas, e ainda não é claro se serão retomadas na quarta-feira. A Ucrânia já apresentou a sua proposta final à Rússia sobre o que entende por neutralidade e aguarda agora uma resposta, segundo indicou um dos negociadores ucranianos, Oleksander Chaly, que falou aos jornalistas no final do encontro que decorreu em Istambul, ao lado do conselheiro presidencial Mykhailo Podolak. De acordo com a fonte ucraniana, se as garantias de segurança funcionarem, Kiev aceita o estatuto neutral. Este estatuto obrigará a que a Ucrânia não adira à NATO ou outras alianças militares e que não haja bases militares estrangeiras no país Kiev diz que para haver um acordo final com a Rússia tem de haver paz em toda a Ucrânia e ainda que os termos do acordo com Moscovo vão estar sujeitos a referendoA situação na Crimeia não foi excluída, com a Ucrânia a propor consultas com a Rússia sobre o estatuto da região, que foi anexada por Moscovo em 2014, durante os próximos 15 anosQuanto às garantias de segurança, além da Turquia ser apontada como o principal aliado neste capítulo, também Israel, Polónia e Canadá podem estar entre os países que assegurarão as condições necessárias de segurança ao abrigo de um novo sistema. A Ucrânia adiantou ainda que houve desenvolvimentos suficientes para que Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin se possam reunir presencialmente. O negociador e alto responsável do Kremlin, Vladimir Medinsky, confirmou que as conversações foram construtivas, que vão agora olhar para as propostas ucranianas e apresentá-las a PutinNo entanto, para que os dois presidentes se encontrem será necessário um acordo assinado entre os ministros dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba. O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomin, anunciou que as tropas russas vão "reduzir radicalmente" as atividades militares em Kiev e Chernihiv, na sequência das negociações de paz. Fomin pediu também à Ucrânia para cumprir as Convenções de Genebra sobre prisioneiros de guerra.
  
Carlos Miguel Sousa - Oxalá esta gente se entenda.
David Ribeiro - Já parece haver uma ténue luz ao fundo do túnel... e o Erdogan a ficar bem na fotografia.
Carlos Miguel SousaO Erdogan, posiciona-se sempre como a principal potência regional. E tem sido inteligente nessa estratégia.

 

  As negociações de paz entre as delegações da Ucrânia e da Rússia que se encontram em Istambul não prosseguem amanhã, adiantou o ministério turco dos Negócios Estrangeiros, dando o encontro de hoje como concluído.

 

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5b973878a31033b41c02ae18.jpegNuma altura em que não é clara a posição da China relativamente ao apoio militar à Rússia na guerra com a Ucrânia, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros disse ontem [2.ª feira, 28mar2022] que as relações entre os dois países nunca estiveram tão fortes. O tema não foi, no entanto, aprofundado por Sergei Lavrov, que respondia aos jornalistas sobre como a Rússia estava a reagir às sanções internacionais, sabendo-se desde já que Pequim recusou aplicar sanções económicas a Moscovo. "As nossas relações com a China estão mais fortes do que nunca. A nossa parceria estratégica privilegiada com a Índia está a crescer. Também temos laços com a maior parte do Médio Oriente, com os países latinos e africanos", apontou Lavrov.

 

  João Fernando Ramos, enviado especial da CNN Portugal a Lviv
O “Obelix” da Ucrânia
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Conheci hoje o Iaroslav.
Estava sentado na entrada da aldeia de Nova Camianka, junto a uma proteção muito musculada da sede do poder local. A aldeia fica a uns quarenta quilómetros de Lviv, perdida no meio da imensidão dos campos desta região. Chegámos lá por uma estrada de terra, depois de termos contornado uma barreira cheia de sacos de areia e de blocos de betão, mas sem ninguém de guarda.
As pessoas ficam muito desconfiadas com a chegada de estrangeiros. Ninguém fala inglês e só o nosso tradutor consegue quebrar o medo com a insistência de que somos portugueses e que vimos por bem.
Só restam os velhos, algumas mulheres e muitas crianças. Estão aqui no colo dos avós, muito mais seguras do que nas cidades. Quem vive ali acredita nisso. Não lhes disse nada em contrário, mas não me tranquiliza deixar o meu novo amigo Iaroslav, mesmo com os seus 180 quilos, com a missão de defender aquela terra de caçadeira em punho e, se necessário, a correr russos à paulada. Este país tem um contraste imenso entre as cidades e o campo. O desenvolvimento tarda em chegar aqui e esta guerra vai ainda causar mais problemas para quem ainda resiste. Os tratores são da primeira geração de máquinas agrícolas. O transporte de estrumes e adubos é feito ainda de burro e as bicicletas servem para novos e velhos se aventurarem naqueles caminhos poeirentos com sacos e pertences.
A conversa com Iaroslav foi deliciosa, mesmo com uma tradução muito incompleta pelo meio. Acabámos sentados numa mesa com eles a partilharem o melhor que tinham, ao ritmo de copinhos de vodka ucraniano. Falta quase tudo aqui e estas pessoas vivem do que a terra dá - mesmo assim partilham. Iaroslav contou os dias e as noites em que partiram brigadas da aldeia com sopa e agasalhos para os milhares de refugiados que passavam por ali. Ele optou por ficar, com a aldeia, mas também com a família. Na mesa juntaram-se a senhora Iaroslav e a filha.  Entraram logo naquela conversa com gestos e sorrisos que nos afastou a todos do temor de um qualquer ataque surpresa.
Brindámos à paz, à Ucrânia e a Portugal.
Não sei se o vou voltar a ver, mas ficará nas doces memórias de uns dias terríveis como o nosso Obelix, que não desiste, mesmo quando só tem as mãos para lutar.



Publicado por Tovi às 08:07
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Quarta-feira, 9 de Março de 2022
Grupo Wagner - mercenários russos na Ucrânia

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  Centenas de mercenários russos estão na Ucrânia e uma das suas missões será assassinar Volodymyr Zelensky. E sim, "o patrão" é "amigo do Putin" (Patrícia Pires na CNNPortugal, às 07h54 de hoje).
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá sido alvo de três tentativas de assassinato desde que a Rússia invadiu o país. Estas alegações não foram confirmadas oficialmente, mas fontes citadas por vários jornais apontam nesse sentido. O britânico "Sunday Times" escreveu taxativamente que "mercenários russos receberam ordens para assassinar o presidente da Ucrânia". O New York Times, citando duas fontes de serviços secretos, adiantava dois dias antes da invasão da Ucrânia que cerca de 300 mercenários já estavam "com o grupo paramilitar russo Wagner nos enclaves separatistas" da Ucrânia. "Legalmente, o grupo Wagner não existe", explica ao The Economist Sorcha MacLeod, que lidera o grupo de trabalho sobre mercenários nas Nações Unidas. A Rússia não reconhece oficialmente a sua existência, mas são muitos os relatórios e notícias que nos últimos anos testemunham a sua existência - e intervenção em conflitos como o da Síria, da Líbia ou da República Centro-Africana.
O que é o grupo Wagner?
Trata-se de "uma entidade militar privada com base na Rússia não constituída formalmente". É desta forma que a União Europeia descreve o grupo, em relação ao qual, em dezembro de 2021, adotou um conjunto de medidas restritivas. A organização terá sido fundada por volta de 2007, na Rússia, por um ex-oficial do exército russo, Dmitriy Valeryevich Utkin, com o apoio de Yevgeny Prigozhin, um oligarca russo com laços estreitos ao Kremlin. E é por isso, que muitos tratam o Grupo Wagner como um exército privado de Vladimir Putin. A denominação não é estranha para José Manuel Anes, ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT). "O patrão do Grupo Wagner é um amigo do Putin e, portanto, é uma milícia privada, não oficial, mas que está sempre ao serviço do governo russo e do Putin, claramente", afirma à CNN Portugal. As tentativas de assassinato de Zelensky avançadas pelo jornal britânico The Times foram comentadas pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia. Oleksiy Danilov revelou, na altura, que "espiões russos tinham alertado [Kiev] sobre os planos de assassinato". Na Ucrânia estarão centenas de mercenários pertencentes ao Grupo Wagner, cuja missão é assassinar Zelensky. Mas ainda segundo o jornal de The Times, eles não estão sozinhos. No terreno, com o mesmo intuito, estão também forças paramilitares especiais chechenas. Para José Manuel Anes, as informações avançadas pelo jornal britânico são credíveis: "O The Times tem boas informações do MI6, que são as informações britânicas no exterior, e que estão também presentes na Ucrânia. Portanto, considero essas informações fiáveis". Recorde-se que Yevgeny Prigozhin, alegado dono do grupo, é um dos alvos de sanções impostas a oligarcas russos pelos Estados Unidos, na sequência da invasão da Ucrânia. E já em dezembro de 2021 o Conselho Europeu impôs medidas restritivas contra o grupo e a descrição feita do mesmo é reveladora: "O Grupo Wagner recrutou, formou e enviou operacionais militares privados para zonas de conflito em todo o mundo, a fim de alimentar a violência, saquear recursos naturais e intimidar civis em violação do direito internacional, incluindo o direito internacionaldos direitos humanos". "As pessoas incluídas na lista da UE estão envolvidas em graves violações dos direitos humanos, nomeadamente tortura e execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, ou em atividades desestabilizadoras em alguns dos países em que operam, como a Líbia, a Síria, a Ucrânia (Donbass) e a República Centro-Africana. O grupo está também a estender a sua influência nefasta a outros locais, a saber, à região do Sael. Por estes motivos, o grupo constitui uma ameaça para as populações dos países onde estão presentes, para toda a região e para a União Europeia", lê-se no comunicado divulgado. As ações do grupo em diversas partes do mundo, são reconhecidas pela União Europeia, através desta decisão, e as medidas "visam o próprio Grupo Wagner, bem como oito pessoas e três entidades a ele ligadas". Esta descrição não espanta quem já se cruzou com este nome profissionalmente. "É uma tropa que pode fazer a chamada guerra suja, aquilo que as tropas, com receio de serem condenadas internacionalmente, não fazem. Este grupo de mercenários faz o que quer, o que lhes apetece e o que lhes é pedido", explica à CNN Portugal José Manuel Anes. E não tem dúvidas: "A situação, se já é preocupante a nível das tropas convencionais russas, agora com estas tropas especiais de guerra suja… ainda vai ser pior". 
Dmitriy Valeryevich Utkin e Yevgeny Prigozhin
As informações sobre o ex-oficial do exército russo Dmitriy Valeryevich Utkin são escassas. Terá servido como tenente-coronel das forças especiais do GRU (Direção Central do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia) e recebido quatro Ordens de Coragem. Nasceu a 11 de junho de 1970 em Asbest, na Rússia, tem agora 51 anos. Dmitriy Valeryevich Utkin também terá sido chefe de segurança de Yevgeny Prigozhin. Já Yevgeny Prigozhin é conhecido como "o chef de Putin". A alcunha virá do facto de ter feito fortuna em negócios de catering na década de 90. Terá conhecido Putin, em 2001, no seu restaurante de luxo em São Petersburgo, o New Island, e em pouco tempo passou a fazer parte do círculo próximo do líder russo. Tem 58 anos. Sempre que foi questionado, Prigozhin negou qualquer ligação ao grupo. Dmitriy Valeryevich Utkin será o homem responsável pelo nascimento do Grupo Wagner. que só se torna visível aos olhos do mundo em 2014, durante a Guerra civil no leste da Ucrânia. É nessa altura que surgem relatos de soldados ucranianos que se cruzaram com homens fardados, mas sem símbolos e que falavam russo. Mais tarde surgem novamente na Síria. Mas a sua ação estende-se por diversos continentes. Nas últimas semanas, mesmo antes da invasão da Ucrânia, já haveria registo de muitos mercenários retirados de África, para rumarem a um novo destino. Segundo o jornal de The Times a nova missão era "decapitar o governo de Zelensky em troca de um bónus financeiro". As viagens de elementos do Grupo Wagner, entre países, são expectáveis para o ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT): "Eles têm um número limitado de efetivos. Se são mais precisos noutra zona, saem de onde estão e vão para outra", até porque, "têm um número limitado de efetivos". Ninguém sabe ao certo quantos são, mas, segundo José Manuel Anes, "calcula-se que serão vários milhares, mesmo dezenas de milhares. O que, mesmo assim, não dá para estar em todo o mundo como a Rússia pretende". 
Como atua o grupo no terreno?
O Grupo Wagner atua através de operações clandestinas, ao serviço de Moscovo, em países em conflito, sejam a Ucrânia, a Síria ou nações africanas como a República Centro-Africana, entre outras, onde projetos de interesse russo possam estar em causa. São também uma forma de expandir a influência geoestratégica de Moscovo e monitorizar lugares-chave no mundo. Em declarações ao The Times, o general Sir Richard Barrons, ex-comandante britânico do Comando das Forças Conjuntas, afirmou que "eles são muito eficazes porque são difíceis de identificar". Estes homens serão treinados para as missões em acampamentos próximos da base dos Serviços de Inteligência russo (GRU) em Molkino, na região de Krasnodar. E sendo este um grupo privado, os interesses económicos não podem ser esquecidos. Há relatos de que também atuam no interesse de empresas russas em determinadas regiões. São ainda capazes de treinar forças de segurança, milícias locais ou proteger dirigentes ou autoridades locais. Considerando que a Agência de Pesquisa na Internet, conhecida como "fábrica de trolls", instalada em São Petersburgo é também propriedade de Yevgeny Prigozhin, muitos garatem que o grupo também tem um papel ativo em campanhas de desinformação e propaganda.
Mercenários russos, do Grupo Wagner, foram mortos em combate na República Centro-Africana
Apesar de eficaz, o Grupo Wagner não é imbatível, e já houve elementos mortos em ações exteriores. Em novembro do ano passado, quatro mercenários russos do grupo Wagner morreram em combates com os rebeldes do movimento 3R a 18 de novembro, em Pare, República Centro-Africana, apurou a CNN Portugal, que então avançou essa informação num exclusivo mundial. Na altura, mercenários russos do grupo Wagner lançaram um ataque contra uma posição do movimento rebelde 3R (Regresso, Reclamação e Reabilitação) na República Centro-Africana. A CNN Portugal confirmou detalhes sobre o ataque, que teve lugar em Pare, a cerca de 15 quilómetros de Baboua, na prefeitura de Nana Mambéré, a 18 de Novembro, segundo um serviço de informações militares. Três mercenários russos morreram no local e um ferido grave foi evacuado para Baboua, onde viria a falecer devido à gravidade dos ferimentos. Nos confrontos morreram ainda um guerrilheiro do 3R e um elemento da milícia cristã anti-balaka. Os mercenários russos foram enterrados no mato. As suas armas (essencialmente AK-47), segundo uma fonte rebelde, foram capturadas. A República Centro-Africana está a ferro e fogo há oito longos anos. Catorze grupos armados controlam 80% do território onde o Estado faz figura de ausente. A influência da Federação Russa não pára de aumentar na RCA desde 2017.
Profissionais sem ética
A presença de tropas chechenas, e também sírias, é previsível para José Manuel Anes. O passado da Rússia nas duas regiões explica essa "ajuda". "Putin fez à Chechenia aquilo que está a tentar fazer agora à Ucrânia, que foi matar civis e destruir cidades. Depois pôs lá um presidente fantoche, com muito dinheiro, e aquilo está mais ao menos controlado", recorda. E esse mesmo tipo de ajuda foi dada à Síria. A presença destes homens no terreno "é um problema" para todos. Sobre o Grupo Wagner, afirma, "sem dúvidas", que "são profissionais sem ética, militares prontos para fazer a guerra suja".  E a companhia no terreno dos mercenários estará ao mesmo nível: "Quantos aos chechenos, é uma tropa também sem ética, aquilo é matança total". "A tropa chechena é uma tropa muito competente, mas é uma tropa de matança e destruição. Os da Síria a mesma coisa", conclui o ex-presidente do OSCOT. Vale a pena recordar os relatos do repórter Rui Araújo, da TVI/CNN Portugal, em novembro passado. Enviado à República Centro-Africana, o jornalista noticiou como mercenários russos mataram, em Kaga-Bandoro um influente comerciante árabe, Mahamat Zène Abrass: "Foi raptado no mercado. Depois foi levado para a base dos russos. Foi torturado com selvajaria e a seguir cortado aos pedaços antes de ser decapitado e queimado. (...) Os mercenários russos estão a transformar a RCA noutra Ucrânia…” Os operacionais (“contractors”) da Wagner são acusados de “matar crianças, violar e torturar mulheres como animais e de executar homens nas mesquitas” Em março do ano passado, um relatório de peritos mandatados pela ONU acusava os operacionais da Wagner de “graves violações dos direitos humanos”. Como recordava em novembro o repórter Rui Araújo, os jornalistas russos Orhan Djemal, Alexandre Rastorguev e Kirill Radchenko, que estavam a fazer um documentário sobre as actividades do grupo Wagner na RCA, foram misteriosamente assassinados perto de Sibut em 2018. A Federação Russa aumentou as operações com firmas tecnicamente ilegais de mercenários (ChVK’s) a partir de 2014. "As principais firmas são a MSGroup, a RSB, a MAP, a CENTRE R, a ATK Group, a SLAV CORPS, a ENOT, a COSSACKS e a PMC WAGNER". O grupo de mercenários mais proeminente é o da firma Wagner. "Especialidades: fomentar a exploração ou o saque dos recursos naturais, propagandear as teses de Putin, divulgar fake news, desinformar as opiniões públicas, raptar e matar com total impunidade…" 

 

  Já no passado dia 7 de fevereiro o Observador publicava este artigo sobre o Grupo Wagner:

Grupo Wagner, verdadeiras sombras com armas. Quem é o exército de paramilitares de Putin?
Camuflados e sem marcas de identificação, o Grupo Wagner é composto por mercenários. Especula-se que este grupo de paramilitares tenha ligações ao Governo russo e a Putin. A tensão entre a Ucrânia e a Rússia tem aumentado nas últimas semanas. Moscovo nega a intenção de invadir Kiev, mas exige garantias de que a Ucrânia não será membro da NATO. Ao mesmo tempo, o Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira com a Ucrânia. Para além dos militares, há ainda um grupo que poderá ajudar os russos numa potencial invasão aos ucranianos. Afinal, quem é o exército-sombra de paramilitares de Vladimir Putin? O Grupo Wagner, uma empresa militar privada, terá sido fundado em 2007 pelo ex-oficial do exército da Rússia Dmitriy Valeryevich Utkin. Ainda assim, apenas ganhou notoriedade internacional em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia, separando assim a região da Ucrânia. A ABC internacional refere que, em 2014, o grupo apareceu pela primeira vez na Ucrânia. Os mercenários estavam camuflados, mas sem marcas de identificação, sendo apenas conhecidos como verdadeiras sombras com armas. Acredita-se que o Grupo Wagner, utilizado principalmente no leste da Ucrânia durante 2014, seja composto por membros de forças de elite, dos serviços secretos ou antigos militares. A Ucrânia foi basicamente o começo, o ponto de partida para o Grupo Wagner”, disse o investigador Sergey Sukhankin à revista Foreign Policy. Em outubro de 2015, os paramilitares apareceram na Síria, como parte de uma intervenção russa lançada em auxílio de Bashar Al Assad, Presidente sírio, para combater o terrorismo no país. Foi neste ano que começaram a circular imagens dos mercenários de uniformes e armados, prontos para combater. A 7 de fevereiro de 2018, o Grupo Wagner sofreu centenas de baixas quando, numa operação aérea internacional liderada pelos EUA, decidiram tomar um campo de petróleo dos curdos em Deir ez Zor, na Síria. Com o passar dos anos, a imprensa começou a especular que o Grupo Wagner possa ter ligações ao Governo russo. O Kremlin tem vindo a negar as acusações, mas já há quem apelide os combatentes de “exército privado” do Presidente russo, uma vez que já foram enviados para zonas de combate para servir os interesses da Rússia e do Presidente Putin. Ao que tudo indica, o homem que financia este grupo é o magnata russo Evgueni Prigozhin, amigo íntimo do Presidente, conhecido como “cozinheiro de Putin”, uma vez que administra empresas de catering desde a década de 1990, informa a BBC. Sem experiência militar própria, Evgueni Prigozhin é um candidato improvável para comandar uma rede de paramilitares. O seu relacionamento aparentemente próximo com Putin leva a imprensa a acreditar que é “o alvo perfeito”. A sede do Grupo Wagner estará localizada na cidade de Mólkino, ao sul da cidade de Crasnodar, na Rússia. Este grupo privado tem sido acusado por países ocidentais, como a França, o Reino Unido ou a Alemanha, de realizar operações clandestinas desestabilizadoras ao serviço de Moscovo em países em conflito, como a Ucrânia.

 

  Em finais do ano passado os países da União Europeia adotaram sanções contra o Grupo Wagner, a empresa paramilitar russa que tem agido como uma espécie de braço militar oficioso de Moscovo em vários cenários de conflito no mundo, especialmente em África. A empresa paramilitar russa, próxima do Governo de Vladmir Putin, e oito pessoas a ela ligadas são acusadas de violações de direitos humanos e saqueio de recursos naturais.
Conclusões do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia de 13dez2021 - Adotou igualmente um novo regime de sanções que visa pessoas e entidades que criam entraves à transição política no Mali, bem como medidas restritivas contra pessoas e entidades ligadas ao Grupo Wagner. As atividades deste grupo refletem a estratégia de guerra híbrida da Rússia, representam uma ameaça e estão a criar instabilidade em vários países do mundo. As sanções abrangerão o próprio grupo Wagner, três empresas com ligações ao grupo e oito operacionais militares responsáveis por graves violações dos direitos humanos ou atividades de desestabilização na Ucrânia, Síria, Líbia, República Centro-Africana, no Sudão e em Moçambique.



Publicado por Tovi às 08:50
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Segunda-feira, 29 de Março de 2021
Últimas notícias de Cabo Delgado

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    15h56 de 24mar2021 - Google News
Grupos armados atacaram nesta quarta-feira a cidade de Palma, no norte de Moçambique, o centro urbano mais próximo de empreendimentos do setor de gás no país, avaliados em cerca de 51 mil milhões de euros. Segundo a agência Reuters, duas fontes confirmaram os ataques, que estão acontecendo a uma distância cada vez menor dos empreendimentos, que já tiveram que ser paralisados por problemas de segurança. A cidade de Palma está situada a menos de 25 quilômetros de um campo de construção de empreendimentos de gás liderados por grandes empresas petrolíferas, como a francesa Total. O ataque aconteceu no mesmo dia em que a empresa francesa anunciou que retomaria gradualmente as obras no local, após suspendê-las devido aos ataques nas proximidades.

    20h30 de 26mar2021 – Nuno Rogeiro no Facebook
Uma coluna de 23 veículos da ONU acaba de chegar a Pemba, incólume, vinda do Norte de Cabo Delgado, onde recolheu pessoal de vários programas de assistência em zonas atacadas. Quanto à vila-mártir de Palma, continuam intensos combates. A situação mais grave era no hotel Amarula: o recinto vinha sendo flagelado por fogo do Daesh, e o perímetro de segurança foi violado. Entretanto, a evacuação foi-se dando, discreta e com sucesso, embora haja um problema maior a lamentar (PS 2). A propósito da ONU: uma iniciativa urgente sobre o que se passa era necessária. Para ontem.
PS- Ministérios da Defesa Nacional de Portugal e Moçambique e Primeiro Ministro português estiveram em teleconferência
PS2- Desde as 14.00 de Lisboa que circulam muitos relatos sobre o destino das pessoas que decidiram sair do Hotel Amarula. Há pelo menos três grupos distintos. Podemos confirmar, para já, infelizmente, cinco mortos, todos moçambicanos.
PS3- Ofensiva militar em curso, ou para muito breve. Esperemos que com resultados.
PS4- Não se confirma o boato da tomada de navios reféns pelo bando atacante.

    11h20 de 27mar2021 - LUSA
Acaba de ser noticiado pela LUSA que um português ficou gravemente ferido numa operação de resgate de Palma, vila sob ataque de rebeldes armados desde quarta-feira, junto aos projetos de gás natural de Cabo Delgado, norte de Moçambique. O ferido está a caminho de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, 250 quilómetros a sul, por via aérea, a partir do aeródromo do recinto do projeto de gás natural, na península de Afungi, para onde foi resgatado juntamente com outras pessoas.

    18h00 de 27mar2021 - Expresso
"A situação neste momento é crítica em Palma. Estamos sob ataque desde ontem, quando eles começaram a atacar pessoas com catanas, a partir das 15h foi ataque armado, já estamos há 24 horas sob fogo cruzado. Não sabemos como a gente vai sair daqui. Não sabemos se vamos chegar ao mar, se vamos ser evacuados, quando, a que horas, como e por quem”. O relato é de um dos cidadãos que se refugiaram no hotel Amarula Lodge, em Palma, na província moçambicana de Cabo Delgado. “Os helicópteros estão a sobrevoar a zona do Amarula Hotel para terem a certeza de que a estrada está livre para a gente tentar chegar até à praia para apanhar um batelão, mas conforme estão a ouvir não sabemos se será possível. A situação está crítica. Não temos comida, só temos água. Então… seja o que Deus quiser, seja o que Deus quiser”, relata o cidadão retido no hotel, cuja identidade o Expresso não conseguiu apurar.
O projeto Mozambique LNG, liderado pela Total, é um dos maiores investimentos em curso em Moçambique, envolvendo várias outras empresas, como a japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP (dona da portuguesa Partex, comprada à Fundação Calouste Gulbenkian), entre outras empresas. Paralelamente, também na região Norte de Moçambique, em Cabo Delgado, um outro consórcio, a portuguesa Galp integra com uma participação de 10% o projeto da Área 4, para a produção de gás natural no offshore moçambicano. Este consórcio é liderado pela ExxonMobil e Eni, contando ainda com participações da chinesa CNPC, da coreana Kogas e da moçambicana ENH.

    10h58 de 28mar2021 - Miguel Prado, jornalista do Expresso
“Estamos a trabalhar em Palma há sete anos. A insegurança começou há três anos. A partir daí nunca ninguém dormiu descansado”, conta ao Expresso António Silva, um empresário natural da região de Pombal que há vários anos se instalou em Pemba, mais de 400 quilómetros a sul da região onde na quarta-feira um grupo rebelde se instalou e deixou um rasto de sangue e destruição, levando ao resgate de centenas de pessoas por barco e via aérea. .../... acrescenta, “a verdade nunca se vai saber”. Conta-nos que “os ataques começaram com catanas e quando os militares reagiram começou a haver troca de tiros”. Dos contactos que teve, indica que “há muitas mortes, mas ninguém sabe quem é que são”. “Houve gente decapitada”, aponta o empresário que o Expresso ouviu por telefone na manhã deste domingo. A empresa de António Silva, a ZAT, dedica-se à construção e logística, e tinha mais de três dezenas de funcionários em Palma na altura dos ataques, que começaram na quarta-feira. O empresário conseguiu resgatar todos os seus funcionários, 32 moçambicanos e três portugueses. A maior parte foram transportados para Pemba de barco e alguns por avião.  .../... Segundo António Silva, na altura dos ataques haveria cerca de 15 portugueses em Palma, entre os mais de mil expatriados que aí estavam a trabalhar em vários negócios. Aquela vila tem atraído diversas empresas e prestadores de serviços, muitos deles ancorados no projeto de produção e liquefação de gás natural. .../... várias empresas portuguesas estão presentes em Palma, como as construtoras Mota-Engil e Gabriel Couto.

   18h40 de 28mar - Nuno Rogeiro no Facebook
Deslocados da zona de violência em Cabo Delgado chegam a Pemba. São perto de mil e quinhentos e estão agora sob vigilância apertada, pois há um grande receio que sejam falsos deslocados, espiões ou sabotadores. Uma grande insegurança mantem-se no Norte de Moçambique.
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    19h55 de 28mar - LUSA
O português ferido nos ataques de grupos armados à vila de Palma, Moçambique, foi transferido para Joanesburgo, na África do Sul, para tratamento médico, confirmou este domingo à agência Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O gabinete de Augusto Santos Silva fez saber ainda que vai continuar "a acompanhar" a situação, sem adiantar para já outros pormenores. O Presidente da República já tinha aludido este domingo à retirada do português para a cidade sul-africana, numa nota a propósito de uma conversa que manteve com a mulher do ferido.

   01h46 de 29mar2021 - JN/The Guardian
Pelo menos 60 pessoas, na maioria estrangeiros, estão desaparecidas desde que os militantes islamitas atacaram uma coluna de viaturas civis que fugia dos confrontos armados em Palma. Governo confirma dezenas de mortos. Segundo as gravações das Forças de Segurança (FDS), a que o jornal britânico "The Guardian" teve acesso, e que descrevem o que aconteceu após o ataque a Palma, apenas sete dos 17 veículos da coluna que fugiu da cidade, conseguiram chegar a uma zona segura na sexta-feira. Todos os que viajavam nos outros veículos estão presumivelmente mortos, diz aquele jornal britânico. Não foi possível perceber, ainda, se estas eventuais vítimas mortais estão incluídas entre as dezenas de mortos confirmados, este domingo, pelo Ministério da Defesa moçambicano.

    15h35 de 29mar2021 - JN
O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou esta segunda-feira o controlo da vila de Palma, no extremo norte de Moçambique, que foi atacada na quarta-feira passada. A agência oficial do grupo terrorista, a Amaq, divulgou imagens da vila e reivindicou a ocupação do capital do distrito, junto à fronteira com a Tanzânia. 

    21h15 de 29mar2021 . Expresso
O Governo português vai enviar cerca de 60 militares para reforçar a ajuda na formação das forças especiais moçambicanas. “Está em planeamento o reforço da cooperação técnico-militar bilateral com Moçambique, no quadro do qual cerca de 60 militares portugueses vão contribuir para a formação de forças especiais moçambicanas”, pode ler-se na resposta enviada ao Expresso. “No quadro da União Europeia, na sequência da missão política realizada em janeiro passado e liderada pelo MNE português, decorrem os trabalhos de preparação do incremento da cooperação europeia na dimensão da segurança, possivelmente através quer de apoio em equipamento, quer de apoio em formação”, acrescenta ainda.

   07h50 de 30mar2021 - Jornal de Angola
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reuniu-se sábado à noite, de emergência, com altos responsáveis da Defesa devido ao ataque no Norte de Moçambique que resultou na ocupação da cidade de Palma e na morte de, pelo menos, um sul-africano, além de vários desaparecidos, noticiou a televisão estatal, que admite a hipótese de uma intervenção militar caso ela seja solicitada pelas autoridades de Maputo.

    8h36 de 30mar2021- TSF
P
alma é neste momento uma vila isolada e deserta, de onde até os gritos de desespero demoram a fazer-se ouvir. A comunicação está cortada, mas os focos de fumo, espalhados pelo território, comunicam a devastação. A vila no Norte de Moçambique foi esta manhã sobrevoada pela investigadora Zenaida Machado, responsável da organização Human Rights Watch nos territórios de Angola e Moçambique, e é esta a paisagem que descreve, em entrevista à TSF. "Alguns jornalistas tiveram oportunidade de sobrevoar Palma e contam-nos que a cidade está completamente deserta", começa por dizer a representante do grupo ativista, que dá ainda conta de "focos esporádicos de tiros, que provavelmente são dos grupos armados a tentarem afugentar os soldados, ou então dos soldados a repelirem-nos".

    15h56 de 30mar2021 - JN
Centenas de pessoas estão a chegar a Pemba, fugidos do horror dos ataques a Palma. Os sobreviventes, que chegam a pé, por mar e também por via aérea, dizem que "morreu muita gente" devido à ofensiva jiadista.

 

   Diz-nos Marcelo Mosse, jornalista e escritor moçambicano...
Detalhes do ataque à Palma: De como os terroristas ludibriaram as FDS para alcançarem o centro da vila
Ontem [24mar2021], para lograr entrar em Palma, os “insurgentes” usaram uma tática. Bloquearam o cruzamento de Pundanhar para impedir que as FDS se reforçassem com tropa instalada em Mueda e atacaram a aldeia de Manguna. Porquê Manguna? Porque daqui o único sentido de refúgio da população seria correr em debandada para Palma. Desde há uns meses que Palma é quase que uma vila e sitiada – e só entra lá quem tenha consigo uma espécie de “guia de marcha”. Com tiros no ar e gente em fuga, esses procedimentos são letra morta.
Foi justamente isso que aconteceu. Por volta das 16 horas, os atacados de Manguna estavam a chegar a Palma com suas trouxas. Era uma situação de emergência. Devido ao ataque, as FSD foram mobilizadas para Manguna, deixando Palma de portas abertas e com proteção diminuída. Os terroristas tinham-se infiltrado no seio dos fugitivos de Manguna, entrando também em Palma com suas mochilas armadas. Dentro de Palma, abriram as mochilas, sacaram das armas e desataram a atacar alvos militares e civis.
O centro dos combates localizou-se na zona da Igreja Católica. Desconhece-se ainda a magnitude dos danos e perdas humanas e de um propalado ataque ao balcão do BCI. Ontem [24mar2021], por volta das 16 horas, a rede da Vodacom foi cortada. Tudo feito milimetricamente. Houve disparos contra a uma avioneta que descia para o aeródromo local.
Hoje [25mar2021], por volta das 10 horas da manhã, quem estivesse refugiado no principal hotel da cidade (que possui um heliporto) podia ouvir tiros dispersos. Estima-se que pouco mais de 100 terroristas estiveram envolvidos neste ataque, cujas características mostram que foi planeado com muita antecedência e... inteligência militar.
Os mercenários da DAG foram envolvidos nos combates, lançando bombas contra os terroristas. Hoje [25mar2021], um helicóptero da DAG, de 6 lugares, começou a evacuar as cerca de 200 pessoas que receberam a guarda do referido hotel para o acampamento da Total em Afungi. São os expatriados quem tem acesso aos voos, mas também moçambicanos funcionários da banca. Esta tarde [25mar2021], o exército mandou reforços de Maputo para Palma, incluindo fuzileiros navais. "Carta" obteve estes detalhes de várias fontes.



Publicado por Tovi às 07:33
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Segunda-feira, 22 de Março de 2021
Grupo Wagner combate os jihadistas em Cabo Delgado

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O “Grupo Wagner” é uma empresa de segurança russa, com presença no continente africano, da Líbia ao Sudão, passando pela República Centro-Africana e Madagáscar, e agora também em Moçambique, onde combate as milícias armadas jihadistas em Cabo Delgado. A violência nesta região da nossa antiga colónia localizada na costa sudeste da África começou em outubro de 2017. Em três anos e meio já terão morrido mais de duas mil pessoas, há registos de 670 mil deslocados e importantes investimentos estão a ser condicionados pela violência.



Publicado por Tovi às 10:33
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2020
Um Cinturão, Uma Rota

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(Na figura: China em vermelho, membros do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura em laranja, os seis corredores em preto e azul)

Na semana passada vi na RTP-2 um interessante documentário que revela a iniciativa chinesa "Um Cinturão, Uma Rota", pretendendo criar uma vasta zona económica em toda a Eurásia. O governo chinês está a construir infraestruturas e a incentivar o comércio e o investimento ao longo de duas rotas, por terra e por mar. O programa centra-se em três locais-chave ao longo de uma linha férrea construída entre a China e a Europa: o Cazaquistão, fonte vital de energia e alimentos para a China, a Polónia, novo mercado para os produtos chineses; e a Alemanha, líder da União Europeia que a China procura conquistar. Este documentário revela-nos a rápida expansão económica e a "nova Rota da Seda" chinesa que marcha em direção ao Ocidente. Escolas de línguas chamadas "Institutos Confucio" estão a abrir por toda a Europa. Com o apoio do governo chinês propagam o pensamento e a cultura chinesa. Atualmente, este país com mais de 1,4 mil milhões de pessoas está a expandir-se rapidamente para o Ocidente. "Um Cinturão, Uma Rota" é a política nacional da China. É a planta para uma rede económica colossal que liga a China à Europa através da Rota da Seda, por terra e por mar. Uma linha ferroviária transcontinental transporta a energia da China para o Ocidente, atravessando a Ásia Central para chegar à Europa. A China fornece pessoas, dinheiro e bens a locais que fazem parte dessa rota, criando pontos chave ao longo de um cinturão e uma rota. Grandes quantidades de trabalhadores chineses são enviados para o Ocidente para garantirem reservas estáveis de energia e alimento. Com a revolução no transporte de bens, os produtos de origem chinesa invadiram os mercados. A onda de capital chinês estendeu-se ainda mais para Ocidente, atacando o mercado e os produtos de tecnologia de ponta.



Publicado por Tovi às 07:53
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Domingo, 3 de Agosto de 2014
Ébola fora de controlo

A Organização Mundial de Saúde alerta para o facto de o surto do Ébola (Febre Hemorrágica Ébola) estar fora de controlo na África Ocidental, tendo sido registado mais de 700 mortos desde Fevereiro deste ano na Guiné Conacri, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim. Por haver um alto risco de propagação para outros países, a OMS anunciou recentemente um plano de combate à epidemia, no valor de 10 milhões de US$. Embora esteja amplamente demonstrado que o surto pode ser interrompido e a população mundial em geral não ser de alto risco, é contudo extremamente imprudente deixar o vírus circular livremente durante um longo período de tempo, pois as mutações e adaptações constantes são mecanismos de sobrevivência de vírus e outros micróbios. Não podemos de forma alguma dar a esta febre hemorrágica a oportunidade de nos surpreender. Todo o cuidado é pouco.


«Albertino Amaral» no Facebook >> NÃO GOSTO... A ideia incomoda-me...!

«António Vidal» no Facebook >> O mundo todo, enquanto foram os Pretos, assobiou para o ar e não foi ajudar. Agora como a ameaça de exportação da doença, já quase isolaram os países, cancelando voos, e vão para lá , para terem a certeza que ninguém sai com a doença. A bemdizer uma espécie lazaria.




Terça-feira, 17 de Abril de 2012
O Povo da Guiné-Bissau merece outro futuro

{#emotions_dlg.meeting} [Na Rota Dos Povos] - Desde há umas décadas a esta parte, e quase ciclicamente, a Guiné-Bissau tem dado ao mundo os piores exemplos de falência da natureza humana. Os últimos acontecimentos deixam-nos de novo indignados, enquanto cidadãos, e envergonhados, enquanto seres humanos.  Não há outra forma educada de o expressar. A "Na Rota dos Povos" que, como tantas outras ONG's, tem participado na ajuda solidária ao povo guineense e, em particular, às crianças e à sua educação e saúde, lembrou-se de se juntar a todos os que, na comunidade internacional, têm repudiado mais este duro golpe num processo democrático. Para dar forma ao repúdio, pensamos no pequeno texto que aqui partilhamos. A ideia é que todos os que o se identiquem com o seu conteúdo o partilhem, em seu nome, para que o mesmo chegue às instâncias nacionais e internacionais que nos representam. Se dentro de vós não encontrarem outras razões, façam-no em nome das crianças e do futuro da Humanidade.



Publicado por Tovi às 07:14
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Sábado, 27 de Agosto de 2011
Out of Africa / África Minha

Lembram-se?... Grande filme!... E grande música! 

Nunca fui, nem sou, um melómano… Muito menos um lamechas… Mas faz hoje oito dias, quando ia de carro até à baixa do Porto fazer umas comprinhas, liguei o rádio na “Antena-1” e ouvi este tema no programa “Hotel Babilónia”… E quase que houve uma lágrima furtiva a rolar no meu rosto.


«Joaquim Leal» in Facebook >> Por acaso nunca vi esse filme.

«David Ribeiro» in Facebook >> E será "por acaso" que nunca viste este filme, meu caro Joaquim Leal?... Eu vi-o pela primeira vez em Março de 1986, quando vim a Portugal de férias, estava eu nessa altura a trabalhar em Luanda.

«Joaquim Leal» in Facebook >> Não vi pronto. Não porque não tivesse a oportunidade. Prometo penitenciar-me :)

«Teresa Canavarro» in Facebook >> Lindo, com uma banda sonora out of everything!


«Pataxó Lima» in Facebook >> Esse filme, independente de qualquer clichê, é belissimo/sensível e comovente... E o filme surpreende em todos os aspectos de forma muito positiva. A trilha sonora do longa, que é do brilhante maestro e compositor britânico John Barry, está entre as maravilhosas, não diria surpresas, mas, encantamento fica melhor... Acho!!

«David Ribeiro» in Facebook >> É um grande filme este que nos relata a história verídica da baronesa dinamarquesa Karen von Blixen-Finecke, uma mulher independente e forte que dirige uma plantação de café no Quénia, por volta de 1914. Para sua total surpresa, ela ficou apaixonada por África e pela sua gente. Casada por conveniência com o Barão Bror von Blixen-Finecke, apaixona-se pelo misterioso caçador Denys Finch Hatton.



Publicado por Tovi às 19:09
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Europa vs África (II)

O problema actual da Europa para com a África é exclusivamente económico e advém do protagonismo que a China está a ter no continente africano. Desde o fim da guerra-fria que os chineses, em consequência do seu enorme crescimento económico, precisam cada vez mais de matérias-primas, sobretudo de petróleo. No médio-oriente não há hipóteses de o comprarem, pois está destinado prioritariamente à Europa e ao EUA, pelo que houve necessidade de uma aproximação aos países produtores de petróleo do continente africano. Esta política tem dado excelentes resultados, pois só como exemplo pode-se dizer que metade das exportações de petróleo do Sudão destinam-se à China, na Nigéria os chineses investiram 2,7 milhões de dólares na compra de direitos de exploração de um campo petrolífero e Angola é o seu maior fornecedor de ouro negro. Isto já para não falar do algodão em bruto do Oeste africano, do cobre e cobalto da República Democrática do Congo, do minério de ferro e platina da Zâmbia e das madeiras do Gabão, Camarões e Congo-Brazavile. Claro está que inevitavelmente há uma protecção dos países africanos aos produtos chineses e já se afirma que mais de três quartos dos artigos à venda nos mercados africanos são de origem chinesa.

«XôZé»Segundo as palavras do nosso 1º Ministro, a cimeira UE-África foi um "sucesso" porque "correspondeu a todos os objectivos previstos". Eu que mesmo não sendo muito instruída no assunto, tentei por isso mesmo melhor me informar através do que as televisões iam transmitindo. Apesar do optimismo do nosso Sócrates, corroborado pelo fugitivo José Manuel, sinceramente não consigo vislumbrar tão publicitado optimismo. A situação no Sudão está como se sabe e concerteza irá manter-se nos mesmos ou pior moldes, Mugabe continuará dono e senhor do seu Zimbabué, entre outros líderes africanos como os de Angola e da Líbia - ad eternum, como se calcula. A desproporção no trato dispensado ao ditador Mugabe quando comparado ao carinho com que Kadafi foi prendado pela presidência portuguesa da União Europeia, deixa-me confusa - até parece que há ditadores que são filhos, enquanto outros, enteados. Deslumbrei-me no entanto pela oportunidade única de Portugal conseguir concentrar o maior número de ditadores por metro quadrado, fora do habitual regaço africano. Talvez esteja de facto aí o tal sucesso de que tanto se gabam. Enfim, esta é a modesta opinião de quem continua com a cabeça entre as orelhas... Cumprimentos deste vosso amigo.

ImagemÉ verdade que as violações dos direitos humanos em alguns países de África são inaceitáveis, mas porque é que os grandes (leia-se: “mais importantes”) políticos europeus só falam do Zimbabué e do Sudão?... Muito mais que preocupada com os “direitos humanos” a Europa está é a ver o “comércio livre” a fugir-lhe das mãos. Não tarda muito, nós os europeus, vamos estipular aos “países africanos não democráticos” uma taxa... Do tipo: Não és democrático, logo tens que pagar!... Quando fizeres eleições livres e controladas por nós, já podes ficar isento!... Mas atenção, essa taxa não pode ser muito alta, pois os chineses, que de democráticos também não têm nada, já estão a ultrapassar-nos. Veja-se que, mesmo com toda a dificuldade da língua e da cultura, são os chineses que estão a reconstruir o caminho-de-ferro em Angola. E ainda por cima estão a financia-los com juros muito mais baixos do que os bancos europeus praticam para países africanos. Não é por acaso que em Setembro deste ano o Governo de Angola e o Eximbank da China assinaram um acordo de cooperação no valor de 2 mil milhões de dólares, para se poder continuar a implementar o programa de reconstrução de infra-estruturas necessárias à revitalização desta nossa antiga colónia.



Publicado por Tovi às 08:59
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Europa vs África

«Viriato» ⇒ a escumalha ( pretos e árabes ) voltou à carga; isto nada tem a ver com a revolta social de 2005; hoje estamos confrontados com bandos organizados de guerrilha urbana, treinados ( não se sabe bem onde nem por quem ) e que utilizam armas de guerra, como ficou provado pelas balas extraidas do corpo dos policias atingidos !   a Policia, pensando que se tratava de mais uma revoltazita com alguns carros queimados, foi surpreendida pelo armamento destes criminosos e o resultado é ( provisório ) de 122 policias feridos em 2 dias, alguns em estado muito grave !    do lado dos turras, não foram assinalados feridos ( apenas 2 mortos ) o que leva a crer que os gajos até na cena de evacuação dos feridos estão organizados !   de notar que ontem, esses filhos da puta, atacaram as urgências de vários hospitais, para impedir que alguns policias feridos recebessem tratamento !   em Villiers le Bel, arredores de Paris, onde os confrontos são mais importantes, foram destruidos : a esquadra de Policia, a Biblioteca municipal, onde nem um único livro escapou às chamas, um concessionário Citroen ( todos os carros arderam ) , um salão de cabeleireiro, um hipermercado , e pouco mais sabemos porque agrediram alguns jornalistas e roubaram-lhes as câmaras !    hoje o 1° ministro foi chamado à Assembleia da República para prestar explicações aos deputados ! Prometeu que ia tentar resolver isto ainda hoje, com um reforço de vários milhares de policias, mas o problema é que ontem, a cena alastrou a mais cerca de 15 cidades ! esta noite não sabemos o que a coisa vai dar !    curiosamente, desta vez , nem os comunas tiveram a cobardia habitual de querer defender esta merda de pretalhada, sobretudo depois de ter sido extraida uma bala de Kalashnikov do corpo de um policia !
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«Fafe» ⇒ Cada francês tem o que merece.

«redoctober»Pois, só que o que a França tem de menos são franceses....

«Reboredo» Meu caro Red, a França tem mais franceses que estrangeiros. Nos bidonvile tem muitos franceses de origem estrangeira que eles teimam em dizer que são estrangeiros!

«Viriato»onde é que tu viste "bidonvilles" em França ????   deves estar a confundir com a Cova da Moura ou com a Quinta do Mocho ! :roll:

Ó «Viriato», não te esqueças que o nosso comum amigo «Reboredo», com aquela mais meia dúzia de anos de vida que tu tens, ainda se lembra muitíssimo bem do flagelo por que passaram os emigrantes portugueses em França nos anos de 60-70 do século passado.
Felizmente, nós os Europeus, já estamos “noutra” e os “nossos problemas” passam muito mais (ou menos…) pelas misérias e/ou ditaduras da África, do que pela fuga dos mais desfavorecidos do País governado pela ditadura de Salazar e Marcelo Caetano.
Vejamos o que se discutiu no dia de ontem (Domingo, 9 de Dezembro de 2007) na Segunda Cimeira EU / África -
Segunda Cimeira EU / África aprovou hoje, em Lisboa, uma "estratégia conjunta" que deverá permitir a 27 países europeus e a 53 nações africanas uma era sem precedentes nas suas relações políticas, económicas e comerciais. Acreditam, não acreditam?... Eu também não!...

«Viriato»então não percebeste que estão, pura e simplesmente, a preparar de novo a colonização desses 53 países, mas desta vez com a própria colaboração dos pre.., perdão, dos homens de côr ¹ ????
¹ é verdade que não os devemos chamar pretos, porque na realidade a côr da pele deles não é bem preto, é mais côr de m.... jà seca !



Publicado por Tovi às 19:44
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