Capas dos jornais de hoje

O que se ouve por aí
ANA está disponível para construção do Montijo já e melhorar Portela de forma mais modesta. Alcochete logo se vê.
Líder do CDS considera que Primeiro-ministro destruiu “a sua credibilidade e a do ministro em direto perante um país inteiro“.
Costa fica com gestão política do aeroporto e dá tempo a Montenegro para negociar.
Desautorização de Costa está longe de ser a primeira polémica de mandato marcado por tensões com TAP e Ryanair e até colegas de Governo.
No terramoto político de ontem em Portugal, Pedro Nuno Santos marcou-se como seguro. Só uma visão muito ingénua da política pode admitir que o processo de decisão sobre a construção de um novo aeroporto (ou de dois, no caso em concreto), já amplamente debatida com autarquias, com a ANA e outras entidades, anunciada pelo próprio ministro em "prime time" televisivo, possa ter sido omitido a António Costa e a outros membros do Governo. É muito difícil acreditar no acto de contrição do ministro das Infraestruturas quando tudo soa a tacticismo e sobrevivência. O desconforto é evidente. (Miguel Guedes no JN)
Da noite para o dia, passamos de ter tudo para voltar a ter tudo na mesma. (...) Se o país já tem problemas suficientes para perder tempo com a realpolitik, guerrilhas pelo poder e calculismos, menos tempo tem ainda para estas trapalhadas que fariam qualquer um corar de vergonha. (Manuel Molinos no JN)
![]()
Ninguém terá dúvidas das ambições políticas de Pedro Nuno Santos no Partido Socialista, mas António Costa é “puta velha” (pardon my french) e não esquece alguns episódios recentes. Nos congressos dos PS não faltam também histórias que evidenciam um certo mal-estar entre ambos. Em 2018, quando Pedro Nuno Santos apresentou uma moção própria na reunião magna do partido, Costa sentiu necessidade de deixar um aviso aos potenciais sucessores: “Não meti os papéis para a reforma”. Postura diferente teve no último congresso, em agosto do ano passado, onde o tema da sucessão marcava as conversas de bastidores. Pedro Nuno Santos chegou atrasado e não falou – algo que foi interpretado como um novo sinal de desconforto. Já na última campanha eleitoral, no seu discurso em Aveiro, Pedro Nuno Santos não fez qualquer referência ao secretário-geral do PS.
Pois!...


O Governo já decidiu qual é a estratégia para alargar a capacidade aeroportuária da capital. Alcochete é a grande aposta de longo prazo. Segundo fonte do Ministério das Infraestruturas, a decisão consiste em três passos. O primeiro é fazer algumas obras no imediato no Humberto Delgado, no sentido de aumentar o conforto e fluidez com o intuito de reduzir os atrasos, que não se devem só ao SEF. A intervenção implicará a relocalização da torre de controlo. Em segundo lugar, o Montijo já deverá ter aviões a aterrar em 2026. Serão necessários 12 a 18 meses para fazer uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) e mais três anos para obras. Neste caso, será preciso adaptar o projeto de execução a uma já existente Declaração de Impacto Ambiental (DIA). A tarefa será entregue ao LNEC, substituindo-se ao consórcio luso-espanhol composto pela Ineco e pela empresa portuguesa Coba - Consultores de Engenharia e Ambiente, facto que pode dar origem a um pedido de indemnização. Em terceiro lugar, o Governo avança, também, com a colaboração técnica do LNEC com o cenário de Alcochete, infraestrutura que poderá estar pronta em 2035. Nessa altura, Humberto Delgado e Montijo deverão fechar em definitivo, ficando Lisboa com apenas um aeroporto de grande capacidade (pode ir até quatro pistas, tal como sucede atualmente em Barajas, Madrid). Ou seja, Alcochete é a grande aposta de longo prazo. O problema começou a ser estudado há 50 anos. Portugal já discutiu 17 localizações possíveis para o novo aeroporto de Lisboa. No tempo de José Sócrates, estudou-se a opção Ota, depois surgiu Alcochete, entre vários outros cenários.
Marcelo é sempre o último a saber
O ministro das infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse, em entrevista à RTP, que “foi sempre havendo conversas“ com o Presidente da República, mas que não informa Marcelo Rebelo de Sousa de todas as decisões que toma no seu gabinete.
9h44 de 30jun2022
O primeiro-ministro determinou a revogação do despacho de Pedro Nuno Santos sobre aeroporto de Lisboa. Em comunicado, o primeiro-ministro "determinou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do Despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa". António Costa diz ainda que "a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República", acrescentando que "compete ao primeiro-ministro garantir a unidade, credibilidade e colegialidade da ação governativa". Na mesma nota, o primeiro-ministro acrescenta que irá ouvir, "assim que seja possível", o líder do PSD "para definir o procedimento adequado a uma decisão nacional, política, técnica, ambiental e economicamente sustentada".
David Ribeiro - Um a zero no dérbi de Marcelo contra Pedro Nuno Santos.
Raul Vaz Osorio - Não é hipótese, o Costa já disse com todas as letras que ou se demite ou é demitido. O que esta historia faz, é transformar o governo num circo, só que os palhaços somos nós
David Ribeiro - Segundo se consta [à hora do almoço de hoje, 30jun2022] o ministro das Infra-estruturas e da Habitação não tenciona apresentar um pedido de demissão e que já comunicou essa decisão ao primeiro-ministro. Pois assim seja... Costa não deverá ter receio algum deste "fazer peito" de Pedro Nuno Santos.
Paulo Teixeira - David Ribeiro e se tiver já sabemos como vão ser os próximos tempos
Carlos Wehdorn - David Ribeiro categoria!
![]()
Primeiro-ministro, que respondeu a várias perguntas dos jornalistas, diz que mantém a confiança no seu ministro e que agora está tudo bem. Pedro Nuno Santos, que respondeu só a uma pergunta dos jornalistas, acha que não manchou nada e que também está tudo bem. Marcelo, que não respondeu a qualquer pergunta dos jornalistas, pede um aeroporto rápido para que fique tudo bem.
A polémica em torno do despacho de Pedro Nuno Santos apanhou o próprio PS de surpresa. Na quarta-feira à noite, um deputado socialista defendia a solução anunciada pelo ministro das Infraestruturas.Já esta quinta-feira, depois do polémico comunicado do gabinete de António Costa a desautorizar o ministro, Mariana Vieira da Silva mostrou dificuldades em esconder o mau estar dentro do Governo.
O comentador da CNN Portugal Sérgio Sousa Pinto analisou esta quinta-feira o desfecho da polémica entre o primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas e da Habitação, considerando que o Governo não sai bem deste incidente e que com este desfecho da polémica entre o primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas e da Habitação, poderão vir a estar criadas as circunstâncias que levem o Presidente da República a interromper o ciclo político.
Ministro das Infraestruturas e Habitação assume "inteira responsabilidade" pela "falha relevante" relativamente à decisão tomada sobre o novo aeroporto, que atribui a um "erro de comunicação" com o primeiro-ministro.
Como a esperança é a última coisa a morrer, eu ainda tenho uma vaga esperança que António Costa não tenha demitido Pedro Nuno Santos por ainda não ter substituto à altura deste ministério.
Marcelo colocou três condições ao Executivo: Primeira, que haja sobre a matéria em causa "uma solução relativamente rápida"; Segunda, que seja uma solução "consensual" como "o primeiro-ministro prometeu"; Terceira, que seja uma solução "consistente do ponto de vista político, técnico e legal". Ou seja, uma solução "fazível". E por fim, o mais relevante do ponto de vista político: "para que isto seja possível", afirmou o Presidente, é preciso acertar na "escolha" do ministro.

Segui ontem pela tv a audição do Ministro da Administração Interna no Parlamento sobre o espancamento brutal de Ihor Homeniuk às mãos de três inspetores do SEF, nas instalações deste órgão de polícia no aeroporto de Lisboa, e que ditou a morte deste cidadão ucraniano em 12 de março deste ano. E tendo em conta o que ouvi não consigo compreender como é que Eduardo Cabrita AINDA faz parte deste Governo.
Rui Moreira já o afirmou publicamente e muitos outros também já a isto se referiram: O objectivo da TAP ao “roubar” rotas ao aeroporto Sá Carneiro visa unicamente pôr a Portela rapidamente a transbordar e assim ser fácil justificar um colossal investimento nacional num novo aeroporto de Lisboa, desta vez na Margem Sul, com a respectiva nova travessia sobre o Tejo. O lóbi da construção civil, particularmente nos governos de José Sócrates, já o tinha tentado várias vezes, primeiro com a OTA, depois com o “Jamais” e agora com o Montijo. E se não pomos travão a esta loucura de António Costa lá vamos nós a caminho de um novo afundamento ruinoso, desta vez ainda mais completo.
![]()
De Tiago Barbosa Ribeiro, deputado da Nação e presidente da concelhia do PS-Porto:
1) A TAP é, desde há muito, uma companhia que tem vindo a ignorar o Porto e o Norte. Isso inclui supressão de rotas, frota de aviões direccionados para o Porto (maioritariamente da ex-PGA), áreas para os passageiros, entre muitos outros indicadores (relembro os serviços mínimos insultuosos que foram fixados durante a última greve dos pilotos) que demonstram uma gritante desigualdade e que confirmam as razões de queixa do Porto.
2) O PS Porto tem vindo a pronunciar-se sistematicamente sobre este e outros temas, colocando sempre o Porto à frente de quaisquer outras opções (deixo, a título de exemplo, notícia de Maio de 2015). É assim na TAP, nos fundos comunitários, na fusão das águas, nos transportes públicos e em muitas outras temáticas. Sobre tudo isto, o PSD e o CDS cobriram-se de silêncio (ou de vergonha) ao longo dos últimos anos.
3) Só é possível influenciar decisivamente a TAP e apoiar o Porto mantendo-a na esfera pública. A decisão do anterior Governo, tomada à pressa e já depois de ter sido demitido pela AR, foi mais uma que prejudicou o país e o Norte. A supressão dos voos foi consequência dessa negociata. Não é possível ser-se simultaneamente a favor da privatização da companhia e depois rasgar as vestes com decisões resultantes dessa privatização.
4) PSD e CDS, que foram e SÃO a favor da privatização, não podem exigir nada ao Governo. Podem estar calados e assobiar para que não nos lembremos do que fizeram.
5) O actual Governo recuperou parte do controlo público da TAP. Tem agora de garantir que esse controlo é exercido em prol de todo o país e os socialistas do Porto não aceitam menos do que isso. Estou plenamente convencido de que assim será, em linha com outras decisões que o actual Governo já tomou e que demonstrou o respeito pelo Porto que faltou na última legislatura. Só é possível termos este debate porque António Costa agiu.
6) O Presidente Rui Moreira tem feito um importante combate em prol dos interesses do Porto e da região, contra o permanente vírus do centralismo. Conta com o apoio do PS Porto!
(PS: Hoje a TAP foi debatida no Parlamento e o Manuel Pizarro, vereador na CMP e candidato à Federação do Porto do PS, não deixou de marcar presença. É assim que o Porto tem voz.)
Por onde eu ando...
Nova Crítca - vinho & gastronomia
PINN (Portuguese Independent News Network)
Meus amigos...
A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
Antes Que Me Passe a Vontade (Nanda Costa)
Caderno de Exercícios (Celina Rodrigues)
Cerâmica é talento (Pataxó Lima)
Clozinha/and/so/on (Maria Morais)
Do Corvo para o Mundo!!! (Fernando Pimentel)
Douro de ouro, meu... (Jorge Carvalho)
Douro e Trás-os-Montes (António Barroso)
Escrita Fotográfica (António Campos Leal)
Let s Do Porto (José Carlos Ferraz Alves)
Life of a Mother Artist (Angela Ferreira)
Marafações de uma Louletana (Lígia Laginha)
Matéria em Espaço de Escrita com Sentido (Mário de Sousa)
Meditação na Pastelaria (Ana Cristina Leonardo)
Memórias... (Boaventura Eira-Velha)
Mente Despenteada (Carla Teixeira)
Nortadas (Francisco Sousa Fialho, João Anacoreta Correia e outros)
O Portugal Futuro (Tiago Barbosa Ribeiro)
O Porto em Conversa (Vitor Silva)
Os meus apontamentos (Vitor Silva)
Renovar o Porto (Rui Farinas e Rui Valente)
Reportagens de Crítica, Investigação e Opinião (Tron)
Que é que se come por aqui (Ricardo Moreira)
Servir o Porto (Pedro Baptista)
Um Rapaz Mal Desenhado (Renato Seara)
Vai de Rastos (Luís Alexandre)
(IN)TRANSMISSÍVEL (Vicente Ferreira da Silva)
Adoradores de Baco...
Site de Prova de Vinhos (Raul Sousa Carvalho)