"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2022
Afeganistão: 20 anos, 20 mitos

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“É verdade que o regime talibã regressou ao poder, mas dizer que tudo voltou ao mesmo é fazer tábua rasa do que se passou ao longo destas duas décadas. Nem os ‘estudantes de teologia’, divididos em diversas tendências e ideários, são os mesmos (alguns nem nascidos seriam quando os EUA invadiram o país em 2001), nem a sociedade afegã o é. Cabul deixou de ser uma cidadezinha e cresceu para 4 milhões de habitantes. Tirando os que fugiram em agosto, há muita população urbanizada e educada, a começar pelas mulheres, bem como quadros técnicos, dos quais o novo regime precisa para reconstruir o país e o Estado. Sinal da necessidade desesperada de reconhecimento internacional (e de acesso a recursos financeiros e à ajuda externa), o recente anúncio de que vão voltar a ser emitidos passaportes, proporcionando (teórica) liberdade de deslocações ao estrangeiro.” (Rui Cardoso, in Expresso – 31dez2021)



Publicado por Tovi às 07:19
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2021
Acontecimentos do ano 2021

  Acontecimento nacional 2021
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  Escolha dos leitores do JN
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  Acontecimento internacional 2021
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Publicado por Tovi às 09:49
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2021
Catar e Turquia na estabilização do Afeganistão

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O ministro das Relações Exteriores do Catar reiterou a posição de seu país sobre como lidar com a situação no Afeganistão, dizendo que Doha continuará a trabalhar para aumentar os esforços humanitários e económicos no país devastado pela guerra. Numa conferência de imprensa conjunta com seu homólogo turco na capital do Catar, Doha, na passada segunda-feira [06dez2021], o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani disse que o Catar trabalhará com autoridades aliadas da Turquia e dos Talibã para garantir que o aeroporto internacional de Cabul, o local de cenas caóticas após os primeiros dias do novo poder afegão, continue a funcionar. Catar e Turquia têm um relacionamento forte e estratégico a nível político, económico e militar.



Publicado por Tovi às 07:37
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021
Os “Talibã 2.0” são iguais aos de antigamente

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"As televisões devem evitar exibir telenovelas e séries em que as mulheres sejam protagonistas", diz um documento do ministério enviado à comunicação social. As novas diretrizes são também para que as televisões garantam que as jornalistas usam "o véu islâmico", sem especificar se se trata de um simples lenço na cabeça, já habitualmente usado na televisão afegã, ou um véu mais completo. Esta é a primeira vez que o ministério, responsável por garantir o respeito diário da população pelos "valores islâmicos", tenta regular a televisão afegã desde que os Talibã voltaram ao poder em meados de agosto.



Publicado por Tovi às 07:57
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Sábado, 13 de Novembro de 2021
Nova crise migratória

A tensão na fronteira da Bielorrússia com a Polónia está diariamente a agravar-se, não sendo no entanto fácil de resolver o problema gravíssimo dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa, um "el dorado" para quem foge á miséria que se vive nos seus países de origem. A União Europeia vai ter mais uma vez de resolver uma crise migratória... mas é dificil de saber como.

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A esmagadora maioria dos migrantes que se encontram na fronteira da Bielorrússia com a Polónia têm como origem a Síria, o Iraque e o Afeganistão. O destino é atravessarem a Polónia em direção à Alemanha.
  
Rodrigues Pereira - E sem a Senhora Merkel, vai ser mais complicado ainda ...

 

No dia de hoje [13nov2021] o Ministério da Defesa do Reino Unido acaba de confirmar que Londres enviou tropas de engenharia para a Polónia, tendo em vista cooperar no fortalecimento da segurança na fronteira com a Bielorrússia. E a Rússia iniciou ontem manobras militares conjuntas com a Bielorrússia junto à fronteira.

 

  Um grupo de cerca de 50 migrantes rompeu as defesas na fronteira da Bielorrússia e entrou na Polónia perto da vila de Starzyna, informou a polícia no domingo [14nov2021], confirmando que a situação na fronteira torna-se cada vez mais tensa. Vários grupos de direitos humanos condenaram o governo da Polónia por continuar a proibir jornalistas, advogados e trabalhadores humanitários de ter acesso à fronteira do país com a Bielorrússia, onde milhares de migrantes e refugiados se reúnem do lado bielorrusso na esperança de entrar na Polónia. Já na passada segunda-feira [08nov2021] Vladimir Putin, presidente da Rússia, tinha criticado a posição dos países europeus, os quais, disse, são responsáveis pelas "centenas de milhares de pessoas" que pretendem chegar ao continente, referindo-se  a uma multidão de migrantes, principalmente curdos, incluindo uma quantidade significativa de mulheres e crianças, que se dirigiram à fronteira entre Bielorrússia e a Polónia, criado um acampamento improvisado perto do posto de controle Bruzgi, na região de Grodno. Vários migrantes têm tentado subir as cercas, mas os policias polacos não os têm deixado entrar. Apesar disso, há relatos de dezenas de ilegais entrando no país da União Europeia.
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Publicado por Tovi às 11:28
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2021
Afeganistão antes dos Talibã

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O Afeganistão dos anos 1960 apresenta um forte contraste com a região devastada pela guerra que conhecemos hoje. Dê uma olhada em como o Afeganistão era... e como poderá vir a ser novamente.

  By All That's Interesting | Checked By John Kuroski; Published August2021



Publicado por Tovi às 07:36
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021
Saudade dos meus Amigos Afegãos
Alguns amigos já me perguntaram donde vem este meu interesse sobre o Afeganistão… pois foi assim:
 
Desde meados da década de oitante do século passado que me interesso pela situação política, militar e social que se vive no Afeganistão, devido a ter convivido com um simpatiquíssimo casal afegão durante os dois anos em que os três trabalhamos em Luanda para o Ministério dos Petróleos. Muitas e agradáveis horas passamos em amena cavaqueira, nas quais fiquei a conhecer um país e um povo que até à altura era para mim praticamente desconhecido. Este casal, ele programador informático e ela fluente em inglês, russo e a começar a “palrar” o português, apesar de serem simpatizantes da ocupação soviética nunca me pareceram adeptos do marxismo. Diziam eles que foram as forças soviéticas, que entraram no Afeganistão em dezembro de 1979, que os livraram da ferocidade de vários grupos de guerrilheiros mujahidins, nunca tendo, no entanto, eu percebido muito bem se professavam alguma religião e, em caso afirmativo, qual seria. Deixamos de nos ver em outubro de 1986, quando acabou o meu contrato de trabalho, mas soube há uns anos que viviam na Bélgica e eram felizes.
 

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(Tropas da União Soviética a chegarem a Cabul, em dezembro de 1979)



Publicado por Tovi às 07:18
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021
Crise humanitária no Afeganistão

  Al Jazeera, 13out2021
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Os G20 concordam em ajuda para evitar crise humanitária no Afeganistão. Mas os Talibã precisarão de se envolverem na assistência e o ‘Grupo dos 20’ enfatiza que isso não significa o reconhecimento de seu governo.

 

  Al Jazeera, 25out2021
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ONU alerta sobre crise ‘aguda’ de alimentos no Afeganistão. Mais da metade da população de 39 milhões do Afeganistão enfrenta insegurança alimentar aguda e "marcha para a fome, com muitas crianças a morrerem”.

 

  Al Jazeera, 29out2021
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Enquanto os EUA congelam os fundos, um inverno rigoroso aguarda os afegãos sem dinheiro. Com 9,5 mil milhões de US$ em ativos e empréstimos congelados e limites impostos aos saques bancários, uma crise humanitária desenrola-se no Afeganistão.

 

  Ataque a hospital militar em Cabul
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No dia de ontem fontes do Ministério do Interior afegão disseram à Al Jazeeraa que duas explosões, seguidas de tiros, aconteceram no maior hospital militar do Afeganistão na capital Cabul. Hoje soube-se que nestas duas explosões morreram pelo menos 25 pessoas e ficaram feridas outras 50. Um destacado comandante Talibã, Hamdullah Mokhlis, membro da rede Haqqani e oficial das forças especiais Badri, foi um dos mortos durante este ataque, segundo a agência de notícias AFP.



Publicado por Tovi às 07:58
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2021
Ser mulher no Afeganistão
  A vida das mulheres no Afeganistão

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BBC/Getty Images - Mulheres em Cabul em 1979, durante o governo comunista apoiado pelos soviéticos

Toda a primeira metade do século XX refletiu as profundas divisões que existem no Afeganistão entre reformistas e tradicionalistas e também mostrou as diferentes interpretações que diferentes grupos fazem sobre o Islão e sua influência sobre o direito das mulheres. Como aconteceu em muitas outras sociedades, no Afeganistão existem interpretações reformistas da religião, que são totalmente a favor da igualdade de género. E há interpretações conservadoras, que dizem que as mulheres não devem ser educadas, que elas não precisam entrar no mercado de trabalho e que definitivamente não precisam de ter uma presença no Parlamento.
Em 1973, Zahir Shah foi deposto por seu primo, Mohammed Daoud Khan, encerrando mais de 200 anos de governo monárquico no Afeganistão. E durante a proclamada República do Afeganistão, os direitos das mulheres continuaram a aumentar. Não só começou a haver presença de mulheres no Parlamento, como se verificou uma grande enfase na formação universitária para mulheres e também presença de mulheres na esfera pública e nos cargos públicos. O status das mulheres afegãs continuou a melhorar durante os regimes apoiados pelos soviéticos no final dos anos 1970, quando o Partido Democrático do Povo do Afeganistão marxista assumiu o poder na Revolução de abril de 1978. E a melhora continuou após a invasão soviética em 1979, principalmente no setor de educação, onde 45% dos professores eram mulheres. Pode-se dizer que os direitos das mulheres atingiram seu ponto alto durante o regime comunista. O parlamento fortaleceu a educação das meninas e proibiu práticas como oferecer mulheres para selar disputas entre duas tribos ou forçar as viúvas a se casarem com o irmão do falecido marido. Mas, como aconteceu em muitos outros países, este movimento de mulheres não se espalhou por todo o país. E num país tão complexo como o Afeganistão continuou a haver diferenças marcantes entre o status das mulheres nas áreas rurais e urbanas e profundas divisões dependendo de sua etnia, tribo e, acima de tudo, religião.
Em 1996, os direitos que as mulheres mais urbanas e em regiões menos tradicionais tinham conquistado chegaram a um fim abrupto com a ascensão dos Talibã ao poder. Quando este regime foi derrubado por uma coligação militar liderada pelos EUA, em 2001, as mulheres foram aos poucos reconquistando seus direitos no novo governo civil. Voltaram a trabalhar, a estudar, a sair de casa sozinhas, não eram mais obrigadas a usar a burca e podiam ocupar cargos públicos - algumas conseguiram ser eleitas como autarcas e congressistas. Mas agora, 25 anos depois, quando os Talibã iniciaram uma nova era de poder no Afeganistão, teme-se que retornem às suas interpretações conservadoras da Sharia (a lei islâmica) e devolvam as mulheres à esfera doméstica. Tudo o que foi conquistado está em risco agora.
 
 

  Uma questão de vida ou morte no Afeganistão
Religião, família, violência e cultura ancestral pesam sobre as mulheres afegãs para chegarem ao casamento virgens, um teste que os pais e as autoridades podem pedir. Notícia completa aqui
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  Mulheres afegãs protestam em Cabul
Um grupo de mulheres marchou desde o Ministério da Educação até ao Ministério das Finanças na capital afegã, empunhando cartazes com os seguintes dizeres: “Não temos direito a estudar e trabalhar” e “Desemprego, pobreza, fome”. [Fotos de FarsNews Agency – 23out2021]
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Publicado por Tovi às 07:17
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2021
Caus instalado no Afeganistão

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Kaveh Kazemi ficou célebre pelas suas imagens da revolução iraniana de 1979 e da guerra que opôs o Iraque ao Irão. O fotojornalista iraniano voltou pela quarta vez ao Afeganistão, a 14 de setembro e ficou no país 12 dias. Esteve em Herat, Cabul e Kandahar. Falou ao Expresso a partir de Teerão, contando que há elementos dos Talibã a desertar por não lhes pagarem há meses. Não têm dinheiro para enviar às famílias nas aldeias remotas de onde vieram. A economia está parada, não há dinheiro nem empregos, mas algumas mulheres voltaram ao trabalho.

 

246460308_10220423934136289_3430249703232984855_n. "A ascensão do Daesh (ISIL) e de outros grupos terroristas Takfiri, após uma mudança de governo no Afeganistão, é perigosa", disse Amir Abdollahian [Ministro das Relações Exteriores do Irão] durante uma reunião na capital iraniana. Em 8 e 15 de outubro, os terroristas do ISIL atacaram mesquitas xiitas nas cidades afegãs de Kunduz e Kandahar, respetivamente, matando e ferindo centenas de fiéis inocentes que compareciam às orações de sexta-feira. Os ataques terroristas aconteceram quase dois meses depois que os Talibã assumiram o controle do Afeganistão depois de avanços rápidos no terreno, que muitos atribuem a uma retirada apressada das forças estrangeiras lideradas pelos EUA. O ministro das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, pediu à União Europeia que adote “uma abordagem mais responsável” na proteção dos direitos dos afegãos deslocados pela violência. Nos seus comentários, Amir Abdollahian [Secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores austríaco] referiu-se às antigas relações do Irão com a Áustria e expressou a esperança de um crescimento nos laços económicos e comerciais entre os dois países, tendo também denunciado os últimos atos terroristas no Afeganistão, dizendo que o Irão e a Áustria têm preocupações comuns em relação ao ISIL. [FARS News Agency, 17out2021]

 

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A ativista e cineasta afegã Sahraa Karimi partilhou no Twitter, na passada terça-feira [19out2021], a trágica notícia do assassinato pelos Talibã da jogadora da seleção de juniores de voleibol do Afeganistão, Mahjabin Hakimi. Apesar desta jovem ter sido decapitada pelos extremistas no início de outubro, os pais da atleta não noticiaram a sua morte devido a ameaças por parte dos novos senhores de Cabul.

 

Não tarda muito estão no Conselho de Segurança da ONU  
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Publicado por Tovi às 07:22
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Domingo, 10 de Outubro de 2021
Tão amigos que nós somos, não é?

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Altos funcionários dos Talibã e representantes dos Estados Unidos discutem a "abertura de uma nova página" nas relações de seus países ao iniciarem as negociações no Catar, segundo o ministro das Relações Exteriores do Afeganistão. As reuniões presenciais que começaram em Doha neste sábado, 09out2021, são as primeiras desde que as forças dos EUA se retiraram do Afeganistão em agosto - encerrando uma presença militar de 20 anos - e a ascensão dos Talibã ao poder. Durante as conversações a delegação Talibã exigiu que os bens do Afeganistão no estrangeiro fossem descongelados. Para além disso, a delegação pediu que os EUA não violassem o espaço aéreo do Afeganistão e se abstenham de interferir nos assuntos internos de seu país. Por seu lado os EUA comprometeram-se a fornecer ao Afeganistão vacinas contra o Covid-19.
  (Washington, 10out2021 - Reuters) - Os Estados Unidos disseram no domingo que o primeiro encontro face-a-face entre altos funcionários dos EUA e dos Talibã, desde que o grupo linha-dura retomou o poder no Afeganistão, foi "sincero e profissional".

  Reabilitação de viciados em drogas… à moda Talibã.
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Publicado por Tovi às 07:13
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021
A segurança ao estilo Talibã…
…é bem-vinda por alguns, mas temida por outros.
 
  By Kathy Gannon / Associated Press – 4out2021

Afghanistan_Security_04635.jpgAinda não eram 7 horas da manhã e a fila do lado de fora dos portões da delegacia já era longa, com homens trazendo suas reclamações e demandas por justiça aos novos governantes Talibã do Afeganistão.
Algo novo eles descobriram imediatamente: os combatentes Talibã, que agora são policias, não exigem subornos como os policias fizeram durante o governo apoiado pelos EUA nos últimos 20 anos.
“Antes, todo mundo roubava o nosso dinheiro”, disse Hajj Ahmad Khan, um dos que estavam na fila na delegacia do Distrito 8 de Cabul recentemente. “Em todos os lugares de nossas aldeias e escritórios do governo, todos estavam com as mãos estendidas”, afirmou este afegão.
Muitos afegãos temem os métodos duros dos Talibã, sua ideologia linha-dura ou suas severas restrições à liberdade das mulheres. Mas o movimento traz a reputação de não ser corrupto, um contraste gritante com o governo que depôs, que era notoriamente repleto de suborno, peculato e corrupção.
Até mesmo residentes que estremecem com o potencial retorno de punições - como cortar as mãos de ladrões - dizem que parte da segurança voltou a Cabul desde que os Talibã invadiram a capital em 15 de agosto. No governo anterior, gangues de ladrões expulsaram a maioria das pessoas das ruas no escuro. Várias estradas entre as cidades estão novamente abertas e até mesmo receberam luz verde para viagens de algumas organizações internacionais de ajuda.
Mesmo assim, existem perigos. No domingo, uma bomba do lado de fora da mesquita Eid Gah, em Cabul, matou vários civis e teve como alvos membros Talibã que compareciam a um serviço memorial. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo atentado, mas o grupo rival do Estado Islâmico aumentou os ataques contra os Talibã num reduto do Daesh no leste do Afeganistão.
Durante sua última vez no poder, no final da década de 1990, os Talibã ofereceram uma compensação: trouxeram uma estabilidade que os afegãos buscavam desesperadamente e eliminaram a corrupção, mas também impuseram sua interpretação severa da lei islâmica. Isso incluiu punições como amputações de mãos, execuções de assassinos com uma única bala na cabeça, na maioria das vezes por um parente da vítima do assassinato e todas realizadas em público. A polícia religiosa espancou homens por cortar suas barbas ou por não comparecerem às orações.
Na semana passada, os Talibã prenderam 85 supostos criminosos, alguns acusados de crimes menores e outros de assassinato, sequestro e roubo, disse Noor Ahmad Rabbani, do departamento anti-crime dos Talibã. Estes afirmam que trarão de volta suas punições anteriores. A única questão é se eles vão executá-los publicamente, disse à Associated Press o mulá Nooruddin Turabi, ex-ministro da Justiça e atual oficial encarregado das prisões.
Algumas punições já reapareceram. Os corpos de quatro homens foram pendurados em guindastes no centro da cidade de Herat, depois de serem mortos pelos Talibã durante uma suposta tentativa de sequestro. Em pelo menos duas ocasiões em Cabul, pequenos ladrões desfilaram pelas ruas para envergonhá-los, algemados, com o rosto pintado ou com pão enfiado na boca.
Militantes armados Talibã assumiram posições em postos de controle em Cabul e, gradualmente, alguns foram obrigados a usar uniformes - o início de uma nova força de segurança nacional, segundo disseram autoridades. Para muitos residentes de Cabul - principalmente os jovens que cresceram ouvindo histórias de terror sobre o período anterior do governo Talibã - a visão dos lutadores é assustadora enquanto eles vagam pelas ruas livremente, com seus cabelos compridos característicos, roupas tradicionais e espingardas Kalashnikov penduradas ao ombro.
Mas até agora, eles parecem ter trazido alívio da corrupção. Antes da tomada do poder pelos Talibã em agosto, as pessoas tinham que pagar subornos simplesmente para pagar uma conta de serviços públicos. A fraude desenfreada nas forças armadas foi um dos motivos pelos quais desmoronou tão rapidamente em face do avanço Talibã. Apesar da corrupção aberta, os EUA e a Europa despejaram biliões de dólares no governo com pouca supervisão.
Como no passado, os Talibã recorreram aos anciãos tribais para resolver disputas. Na semana passada, um grupo de anciãos reuniu-se numa mesquita de Cabul para julgar um ataque de facadas que causou ferimentos leves. Os anciãos ordenaram que o pai do culpado pagasse à vítima o equivalente a quase 400 US$, o suficiente para cobrir as despesas médicas. Muhammed Yousef Jawid aceitou sua punição. “É rápido e muito mais barato do que no sistema anterior”, disse ele.
Na delegacia de polícia do Distrito 8, o novo comandante, um afável talibã chamado Zabihullah, disse que os Talibã lutaram durante 20 anos para trazer as leis islâmicas ao Afeganistão. “Agora as pessoas estão seguras sob nosso governo”, afirmou. Zabihullah, que como muitos afegãos tem um só nome, é da província central de Ghazni, onde os insurgentes travaram algumas de suas batalhas mais difíceis durante as últimas duas décadas. Aos 32 anos, este afegão diz-nos que não foi treinado para ser comandante de polícia, pois a maior parte de sua educação foi numa madrassa, ou escola religiosa. Mas Zabihullah disse que seus anos de guerra e a adesão à interpretação dos Talibã da lei islâmica o prepararam.
Fora dos portões da delegacia, a fila estava ficando mais longa. Khan, de 60 anos, veio da província de Khost para buscar a ajuda dos Talibã na cobrança de um empréstimo pendente. Disse que apoiava as punições dos Talibã, como amputações, embora não para pequenos ladrões. “Trouxeram alguma segurança porque tratam o criminoso de acordo com a lei islâmica".
O diretor de uma escola, que não quis se manifestar temendo repercussões, veio à delegacia reclamar de pais que estão meses atrasados nas mensalidades escolares. Disse que queria dar uma chance ao governo dos Talibã. No governo anterior, ele era acusado de suborno cada vez que ia à polícia para reclamar de pagamentos não cumpridos. “Os Estados Unidos investiram muito dinheiro no Afeganistão, mas era uma máfia que comandava o país”, disse ele.
Outro reclamante, que deu seu nome apenas como Dr. Sharif, havia retornado recentemente da Arábia Saudita, onde havia trabalhado por vários anos. Ele não tinha objeções às punições ao estilo dos Talibã, mas argumentou veementemente contra colocar líderes Talibã e clérigos religiosos no comando de departamentos governamentais. “Precisamos de profissionais ... precisamos de especialistas econômicos, não de um maulvi que não tenha nenhuma ideia sobre negócios”, disse ele, usando uma palavra para designar um clérigo muçulmano. Ainda assim, gostou de ter sua reclamação ouvida sem qualquer pedido de suborno da polícia Talibã. Antes, a polícia exigia suborno apenas para entrar na delegacia. “O erro dos governos anteriores”, disse ele, “foi colocar todo o dinheiro nos bolsos”.

 

  Lusa, 5out2021 às 12h02
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Mais de cem alunos e professores de música deixaram Cabul a bordo de um avião na segunda-feira e, posteriormente, deverão vir para Portugal, disse esta terça-feira o diretor do Instituto Nacional de Música do Afeganistão (ANIM). Temendo serem vítimas de represálias dos Talibã que, durante seu primeiro período no poder [entre 1996 e 2001] havia proibido a música, 101 membros do ANIM desembarcaram na segunda-feira à noite em Doha, declarou M. Sarmast à agência de notícias France-Presse (AFP). O grupo, cerca de metade constituído por mulheres e raparigas, deverá vir para Portugal com o apoio do Governo português, disse o também fundador do instituto, refugiado em Melbourne, na Austrália.

 

  AFP News Agency, 05out2021 às 15h00
Conhecida como uma das regiões mais bonitas do Afeganistão, o vale Bamiyan é o lar de várias centenas de famílias que vivem em cavernas que foram esculpidas em penhascos de arenito por monges budistas no século VII. Desde a tomada de posse dos Talibã, a comunidade, uma das mais pobres do país, viu as suas dificuldades agravadas com a ajuda internacional cortada, o aumento dos preços dos alimentos e o aumento do desemprego.
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  Semanário SOL, 06out2021às 15h20
O modus operandi consistia no contrabando de afegãos, “abordados em campos de refugiados ou noutros lugares onde requerentes de asilo se reúnem”. A rede facilitava o transporte e a acomodação ilegal dos migrantes, que pagavam entre mil a dois mil euros por "uma viagem perigosa em camiões", sem conhecimento dos motoristas. Há 21 detidos. 
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Publicado por Tovi às 07:44
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2021
Emergência no Afeganistão

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Claro que vai ser necessário apoiar as muitas famílias a necessitarem de ajuda urgente no Afeganistão... mas temos que resolver também toda a anacrónica situação política e social em que os Talibã colocaram aquele país.

 

   UNICEF
É o desespero de uma população que precisa do nosso auxílio. O Afeganistão sempre foi um dos lugares mais perigosos para ser criança. Mas, nas últimas semanas, a situação tornou-se ainda mais desesperante. Não iremos abandonar o país, por todas as crianças e suas famílias. Presentes no Afeganistão há 65 anos e com 11 escritórios no terreno, a UNICEF tem a capacidade de prestar assistência humanitária. Mas precisamos de si para continuar a apoiar! 
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  Cruz Vermelha Internacional
Um porta-voz do Ministério do Interior afegão informou que uma explosão perto da entrada da mesquita Eid Gah em Cabul, neste domingo, matou pelo menos dois civis e três ficaram feridos. Várias ambulâncias foram vistas dirigindo-se para o Hospital de Emergência de Cabul, na área de Shahr-e-Naw. O ato ainda não foi reivindicado.
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(in Novo Semanário - 1out2021) - “Mais de dois mil estabelecimentos de saúde fecharam e cerca de 23 mil trabalhadores da saúde, incluindo sete mil mulheres, já não são pagos ou tiveram de deixar de trabalhar”, disse em Cabul o director para a Ásia-Pacífico da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha, Alexander Matheou. Além da crise na saúde, o país enfrenta também escassez de alimentos devido à situação económica. Há cerca de 18 milhões de afegãos a precisar de assistência humanitária. Matheou explicou que no sector da saúde as pessoas aceitarão trabalhar sem salários durante mais algumas semanas, mas que as unidades de saúde fecharão quando “não houver medicamentos, electricidade, nem nada para oferecer aos doentes”. A ajuda internacional foi suspensa após os talibãs assumirem o controlo em 15 de Agosto, deixando a economia afegã, devastada por décadas de guerra, em crise.

 

  Al Jazeera, às 19h50 de 03out2021
Um porta-voz do Ministério do Interior afegão informou que uma explosão perto da entrada da mesquita Eid Gah em Cabul, neste domingo, matou pelo menos cinco civis e quatro outras pessoas ficaram feridas. 
Várias ambulâncias foram vistas correndo em direção ao Hospital de Emergência de Cabul, na área de Shahr-e-Naw. O ataque, que ainda não foi reivindicado, tinha como alvo um serviço memorial realizado pela mãe do porta-voz Talibã, Zabihullah Mujahid.
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  Nesta segunda-feira (4out) o Daesh declarou-se responsável pela explosão ocorrida no dia anterior em Cabul, segundo a sua agência de notícias Amaq relatou no Telegram.



Publicado por Tovi às 07:47
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2021
História recente do Afeganistão

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No final do século XIX, o Afeganistão tornou-se um Estado tampão no "Grande Jogo" entre os impérios Britânico e Russo. Na Primeira Guerra Anglo-Afegã, de 1839 a 1842, tropas britânicas, vindas da Índia, tomaram o controle do Afeganistão, mas acabaram por ser decisivamente derrotadas. Após a Terceira Guerra Anglo-Afegã de 1919, o país conseguiu tornar-se independente da influência estrangeira. Em 1926, o Afeganistão tornou-se numa monarquia sob comando de Amanulá Cã. Contudo, em 1973, o rei Zair foi derrubado e uma república de partido único foi estabelecida. Em 1978, após um segundo golpe de estado, o Afeganistão tornou-se um Estado socialista, que levou a nação a passar boa parte da década de 1980 envolvido na Guerra Afegã-Soviética contra os rebeldes mujahidins. Em 1996, a maior parte do país havia sido tomado por fundamentalistas do grupo Talibã, que estabeleceram um regime totalitarista radical que só foi derrubado do poder na invasão dos Estados Unidos em 2001, mantendo, no entanto, controle e influência sob boa parte do país, especialmente nas zonas rurais e montanhosas. A guerra civil no país continuou entre o novo governo afegão e os insurgentes Talibã, que resultou em mais de 150 mil mortos, atrocidades, atentados terroristas, torturas, sequestros e assassinatos. Como a nova república afegã dependia imensamente da ajuda económica e militar dos americanos, quando os Estados Unidos iniciaram a retirada, em 2020, o exército afegão entrou em colapso e o governo central começou a ruir. Em maio de 2021, os Talibã iniciaram uma grande ofensiva generalizada e em poucos meses dominaram a maioria dos distritos do país, acabando por chegar à capital Cabul em agosto deste ano, completando o colapso da república afegã.

 

  The Economist, 18set2021
De Cabul a Kandahar... pela estrada que liga as duas maiores cidades do Afeganistão
A rodovia com quase 500 quilómetros de extensão que liga a capital do Afeganistão, Cabul, à sua segunda cidade, Kandahar, já foi considerada como um sinal de grande progresso na campanha dos Estados Unidos para pacificar o Afeganistão. Quando Hamid Karzai, então presidente, inaugurou o primeiro trecho em 2003, disse que foi um dos melhores dias de sua vida. No entanto, a estrada rapidamente se tornou um exemplo preocupante do que estava errado. Um mês depois dos Talibã assumirem o poder, a viagem de Cabul a Kandahar ilustra como o país mudou da noite para o dia e os fracassos que ajudaram a precipitar essa mudança. Desde algumas semanas atrás, dirigir por este trecho da Rodovia 1, uma espécie de anel viário nacional, era já impensável para muitos afegãos. Postos de controle improvisados dos Talibã interrompem o trânsito e vasculham ónibus e táxis em busca de membros das forças armadas para sequestrar ou matar. Comboios militares foram destruídos por bombas escondidas sob a estrada. Alguns distritos, como Saydabad na província de Wardak, não muito longe de Cabul, tornaram-se conhecidos como locais de perigo.
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  JN, 22set2021  às 00h06
Por acaso gostava de ouvir o que eles têm para dizer ao Mundo... mas ao que me parece ainda não há reconhecimento formal da sua autoridade.
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   Al Jazeera, 22set2021 às 08h45
O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, alertou sobre o risco de uma “guerra civil” no Afeganistão se os Talibã não forem capazes de formar um governo inclusivo, isto é, incluindo todas as fações, o que iria seguramente ter também impacto no Paquistão.
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  O que é a Sharia? 
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Os Talibã planeiam governar o Afeganistão de acordo com a Sharia. Durante a sua passagem anterior no poder, este grupo fundamentalista islâmico era conhecido por sua interpretação estrita da jurisprudência islâmica, proibindo a música e forçando as mulheres a usarem uma burca completa em público. Mas muitos países além do Afeganistão - entre eles Arábia Saudita, Irão e partes da Indonésia e Nigéria - também usam a Sharia mas sem tais restrições. Então, o que é Sharia e como ela é aplicada?
Sharia significa “caminho” em árabe, indicando a conduta que agrada a Deus. Abrange as leis criminais, comerciais e de família, mas é muito mais holístico do que os sistemas jurídicos seculares: também estabelece as regras éticas pelas quais os muçulmanos devem viver e adorar (Um código semelhante que rege questões legais e éticas, halakha, existe no Judaísmo). A Sharia é baseada no Alcorão, o livro sagrado do Islão; o "hadith", ou ditos do profeta Muhammad; e o trabalho subsequente de estudiosos jurídicos islâmicos. Existem algumas punições muito severas para crimes considerados contra Deus (conhecidos como "hudud"), incluindo morte por apedrejamento ou 100 chicotadas para adúlteros. Mas o padrão de prova para condenação é extremamente alto, tornando raras essas punições. No caso de adultério, quatro testemunhas devem testemunhar. A retribuição por crimes graves contra pessoas, como assassinato, também pode ser severa, com base no princípio de “qisas”, ou “olho por olho”. Mas o Islão encoraja as vítimas a serem misericordiosas e pagar “diya”, “dinheiro de sangue”, em vez disso.

 

  Al Jazeera, 26set2021
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Vai ser uma tarefa árdua a destes quatro países… Rússia, China, Paquistão e Estados Unidos estão a trabalhar em conjunto para garantir que os novos governantes Talibã do Afeganistão cumpram suas promessas, especialmente no que diz respeito a formar um governo genuinamente representativo, evitando que a violência se espalhe.



Publicado por Tovi às 08:09
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Sábado, 18 de Setembro de 2021
E assim vai o Afeganistão com os Talibã

  A Ministra das Relações Exteriores holandesa, Sigrid Kaag, acaba de se demitir do cargo na última quinta-feira (16set), após ter recebido fortes críticas do parlamento sobre a forma como tratou a crise afegã, agindo demasiado tarde relativamente à evacuação dos funcionários da embaixada dos Países Baixos em Cabul, deixando-os em "grave perigo" quando os militantes Talibã tomaram o controle do Afeganistão.
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  Um dia após a saída da ministra das Relações Exteriores da Holanda a Ministra da Defesa holandesa também renunciou, devido à forma como o governo lidou com as evacuações do Afeganistão.
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  A comunidade internacional não deve legitimar o governo dos Talibã antes que este demonstre que respeitará os direitos humanos de todos os afegãos.
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  Não há dúvida que o controle dos Talibã sobre todo o Afeganistão vai remodelar o Oriente Médio por muitos anos e já podemos considerar que foi uma vitória do Paquistão e um novo âmbito de oportunidades para a China, enquanto o papel dos EUA passará a ser mínimo. Se houver uma luta geopolítica pelo Afeganistão, vamos ver o Paquistão e a China de um lado e a Índia, o Irão e a Rússia do outro.
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  Desde que os Talibã reivindicaram "controle total" sobre o Vale Panjshir no nordeste do Afeganistão no início deste mês, o grupo tem vindo a ser acusado de "atrocidades generalizadas", forçando muitos afegãos a fugir da província, o último enclave remanescente de resistência contra o governo instalado em Cabul.
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  Contado ninguém acredita… mas é verdade: Os governantes Talibã do Afeganistão criaram um ministério para a "Propagação da Virtude e a Prevenção do Vício" no prédio que antes abrigava o Ministério dos Assuntos da Mulher.
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 Segundo meios de comunicação social iranianos duas explosões atingiram hoje (18set2021) a capital do Afeganistão, uma das quais deixou várias pessoas feridas. A primeira explosão ocorreu em Dasht-e-Barchi, um distrito de Cabul, provocando vários feridos. A segunda explosão registrou-se num outro bairro do mesmo distrito e, por enquanto, não há informações sobre feridos.
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  Os afegãos que fugiram para o Paquistão enfrentam futuro incerto. O Paquistão já disse que não pode receber mais refugiados e começou a deportar os recém-chegados de volta ao Afeganistão.
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   JN, 20set2021 às 11h42
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