"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 7 de Setembro de 2022
E o inverno está à porta

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A Europa é o maior importador de gás natural do mundo. Em 2021, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Itália e França consumiram três quartos das 10.073 terrawatt-hora (TWh) de energia a partir do gás. Vários países da União Europeia anunciaram medidas de emergência multibilionárias para combater o impacto do aumento dos preços da energia após a guerra da Rússia na Ucrânia. No domingo passado [4set2022], o chanceler alemão Olaf Scholz anunciou um plano de US$ 65 mil milhões para ajudar pessoas e empresas a lidar com a alta dos preços. A próxima primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, também planeja congelar as contas de energia domésticas no nível atual para este inverno e no próximo, pagas por empréstimos garantidos pelo governo a fornecedores de energia. Na Itália, o governo aprovou recentemente um pacote de ajuda de US$ 17 mil milhões para ajudar a proteger empresas e famílias da subida dos custos de energia e do aumento dos preços ao consumidor. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a UE precisa intensificar os planos para produtos de energia renovável e reformar seu mercado de eletricidade. A Finlândia e a Suécia também anunciaram planos para oferecer milhares de milhões de dólares em garantias de liquidez para empresas de energia.

Em 2021, um terço da energia da Europa – usada para gerar eletricidade, transporte e aquecimento – veio da queima de gás.
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  Eu não quero ser um "Velho do Restelo" nesta crise do gás russo... mas a coisa está a ficar negra.
Gazprom acorda com a China pagamento de gás em yuans e rublos
Rússia diz que só volta a abrir o Nord Stream quando o Ocidente levantar as sanções
O pior ainda está para vir, avisa o CEO da Uniper, sobre o fim do gás russo na Europa
Preço do gás natural dispara 35% com corte de abastecimento da Rússia

 

  Carlos Miguel SousaÉ pena que só desta forma nós Europeus, tenhamos de admitir a importância da Rússia. Putin anda a alertar para isto há mais de uma década e para o facto de nunca permitir que a Ucrânia, caísse nas mãos dos EUA. O problema de Putin, não é com a Europa. Quem conhece a Doutrina Monroe, sabe a que me refiro. Notem que Putin, nunca se opôs à entrada da Ucrânia, na União Europeia, apenas na NATO. O que parece um pormenor, faz toda a diferença.

 

  Ana Cristina Leonardo no "Meditação na Pastelaria"
Ainda mal tinha começado a guerra e já a União Europeia anunciava em MARÇO a sua decisão de reduzir as importações de gás russo em DOIS TERÇOS até ao final de 2022.
Em MAIO, o meu mês por sinal, subia a parada e informava o mundo — a Rússia, incluída, naturalmente — que até 2030 cortaria COMPLETAMENTE todos os laços comerciais do sector energético com o antigo país dos Sovietes. O que, aliás, era muito bom, porque íamos ficar bestialmente verdes: "A nossa ambição subiu de nível", diria na altura a querida Ursula.
A 3 JUNHO, um pacote de sanções da UE à Rússia incluía um embargo parcial ao petróleo russo e estipulava a proibição de importação por via marítima a partir de 5 de DEZEMBRO. Já para 2023 seriam proibidas as importações de todos os produtos petrolíferos a partir de 5 de FEVEREIRO.
A 29 de JULHO, Josep Borrell, um amigo da Ursula tão ou mais inteligente do que ela, face às críticas que indicavam que a Rússia continuava a ganhar muito dinheiro no sector energético, ao contrário das previsões que tinham estado por trás da política de sanções, afirma: «Mais importante do que isso [cortar o gás] é cortar os laços da economia russa com o resto do mundo». E indo ainda mais longe, acrescentou: Vladimir Putin «terá de escolher entre ter armas e manteiga para o povo».
Faço aqui um parênteses para relembrar que o que não falta nos manicómios é gente que se julga o Napoleão (que por acaso chegou à Rússia e teve de voltar para trás).
Relembremos agora que ainda era FEVEREIRO, 19 e a Ursula jurava que não precisávamos do gás russo para nada, que ninguém ia passar frio no Inverno e a indústria europeia continuaria a bombar.
Etc. Etc. Etc. que não quero ser maçadora...
Entretanto, com a mesma convicção e o mesmo cabelo armado, a 1 de AGOSTO (antes ou depois de ir de férias para a praia, não posso precisar) a nossa timoneira veio dizer-nos que devemos estar preparados para o pior: «Como a Rússia já cortou total ou parcialmente o fornecimento de gás a 12 países membros [da UE], todos nos devemos preparar para a pior situação».
Sinto-me baralhada. Então, mas não era o que a UE queria e anunciou ao mundo (a Rússia incluída, naturalmente)? Deixar de importar, totalmente de preferência, e parcialmente de certeza, energia russa?!
Entretanto, a última ideia brilhante destes crânios que nos apascentam (ideia que vem de trás mas tinha sido posta de lado na altura...) é impor um tecto ao preço do gás russo.
Putin já comentou: «A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no sector da energia não tem condições de impor nada. O tecto de preços é uma decisão absolutamente estúpida.»
Mais turbina, mais turbina (o que como se sabe faz diferença), é deprimente ter de reconhecer que a inteligência não está do nosso lado.



Publicado por Tovi às 07:50
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Sábado, 3 de Setembro de 2022
Gazprom mantém off gasoduto para a Alemanha

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A gigante de energia russa Gazprom adiou o restaurar de fluxos através de uma rota crucial de fornecimento de gás para a Europa, alegando um vazamento de óleo no gasoduto Nord Stream 1 descoberto durante a manutenção. A empresa de energia havia fechado o gasoduto na quarta-feira para o que disse que seriam três dias de manutenção, mas agora acrescentou, na noite de sexta-feira num post de uma rede social, que identificou “maus funcionamentos” de uma turbina. 
Na manhã de hoje a Gazprom anunciou que irá enviar já neste sábado 42,7 milhões de metros cúbicos de gás para a Europa através da Ucrânia, perante o encerramento do Nord Stream 1, que transporta gás da Rússia até à Alemanha. O fluxo no ponto de entrada de Sudzha foi ligeiramente superior quando comparado com o enviado na sexta-feira, mas não o suficiente para compensar pelo gás que deveria ser enviado este sábado pelo Nord Stream 1.
A Siemens Energy, empresa que mantém regularmente as turbinas Nord Stream 1, informou que o vazamento que a Gazprom disse ter sido encontrado normalmente não era motivo para interromper o fluxo de gás, já que seu reparo estava dentro dos propósitos do trabalho de manutenção. 

 

  Danos colaterais do conflito Rússia - Ucrânia
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  Ponto da situação na linha da frente
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A contra-ofensiva da Ucrânia para recapturar a primeira grande cidade a cair para a Rússia, Kherson, continua com as suas forças a atacarem postos de comando e as tropas de Moscovo a retaliarem com um ataque terrestre para impedir a operação. A porta-voz do comando do sul da Ucrânia, Natalia Humeniuk, disse que as tropas ucranianas destruíram depósitos de munição e pontes flutuantes para dificultar o movimento das reservas russas. Tiros podem ser ouvidos perto do centro da cidade de Kherson, de acordo com relatos da mídia local. “Nossos sucessos são convincentes e em breve poderemos divulgar mais informações”, disse Humeniuk. Moscovo negou relatos de progresso militar ucraniano e disse que suas tropas derrotaram as forças de Kiev. O exército ucraniano está a divulgar poucas notícias sobre o andamento da contra-ofensiva lançada no início da semana na região de Kherson.

 

  Se isto não é CRISE o que será uma crise?
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Com as temperaturas a começar a baixar, aumentam entre os alemães as preocupações com a falta de gás na maior economia europeia e a subida dos preços da energia. As mudanças começam a notar-se a partir do início do mês, com o governo a garantir que tudo fará para ajudar a população. Para aliviar os consumidores, o governo decidiu juntar à folha de vencimento de todos os trabalhadores, mesmo os que trabalham a tempo parcial, um incentivo de 300 euros sujeitos a impostos.

 

  E por cá a coisa começa a ficar negra
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A siderúrgica Megasa voltou a suspender a produção, desta vez no período noturno, para fazer face aos preços da eletricidade e gás natural “que tornam a atividade insustentável”, tendo proposto medidas ao Governo para mitigar estes custos.

 


Captura de ecrã 2022-09-03 210410.jpgO chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU disse que a Central Nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, foi desconectada de sua última linha de energia externa, mas ainda era capaz de fornecer eletricidade através de uma linha de reserva após bombardeamentos prolongados na área. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, disse em comunicado que os especialistas da agência, que permanecem em Zaporizhzhia depois de terem chegado para uma inspeção na quinta-feira, foram informados por funcionários ucranianos de que a quarta e última linha operacional estava inoperante. As outros três foram perdidas anteriormente durante o conflito. Os especialistas da AIEA descobriram que a linha de reserva que liga a instalação a uma central termelétrica próxima estava a entregar a eletricidade que a central gera à rede externa, disse o comunicado. A mesma linha de reserva também pode fornecer energia de backup para o complexo, se necessário, acrescentou. Autoridades apoiadas pela Rússia disseram anteriormente que a central tinha sido desativada.


Albertino AmaralOxalá eu esteja enganado, mas palpita-me que isto vai dar buraco.......Pressinto isso.....
Jose Bandeira
Quanto a buracos penso que o nosso Kosta conseguirá fazer maior que o da central; felizmente não é radioactivo.
David RibeiroNão há dúvida que a qualquer momento pode acontecer um acidente grave de consequências catastróficas. Só a desmilitarização da zona poderá dar um mínimo de garantia de segurança, mas não é fácil de ver esta solução implementada por qualquer um dos dois lados da barricada.



Publicado por Tovi às 10:26
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2022
Gasoduto de Sines ao centro da Europa

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Lembram-se de eu há uns tempos ter aqui defendido esta solução para colmatar o embargo de gás russo na Europa Central?... Pois parece que o chanceler alemão, Olaf Scholz, é da mesma opinião.

 

  António Costa, em resposta a Olaf Scholz: "A Alemanha pode contar 100% com o empenho de Portugal para a construção do gasoduto. Hoje para o gás natural, amanhã para o hidrogénio verde. Até lá, o Porto de Sines poderá ser utilizado como plataforma logística para acelerar a distribuição de GNL para a Europa".


Isabel Sousa Braga - ...l
á para 2030 🙄
David Ribeiro
Vai demorar, seguramente, mas até lá, como disse e bem o António Costa, "o Porto de Sines poderá ser utilizado como plataforma logística para acelerar a distribuição de GNL para a Europa".
Jose RamalhoSe Sines fosse no Norte, acredito... assim daqui a 2 anos se calhar estará pronto...
Isabel Sousa BragaJose Ramalho, era igual

 

  Não é assim tão complicado como dizem
(E
xpresso de hoje, 12ago2022)
O primeiro-ministro garantiu esta sexta-feira, 12 de agosto, que o percurso português do gasoduto para o centro da Europa já está definido, estando os “trabalhos muito avançados”, e assegurou que a Península Ibérica pode substituir "grande parte" do gás importado da Rússia. “Nós temos os trabalhos muito avançados: são cerca de, creio, 160 quilómetros entre Celorico da Beira e o ponto da fronteira onde amarramos com a rede espanhola”, sublinhou António Costa em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à creche Luís Madureira, na Amadora (Lisboa), após ter sido questionado sobre as declarações feitas na quinta-feira pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, que apelou à construção de um gasoduto entre Portugal e o centro da Europa. Costa afirmou que, no que se refere ao percurso português desse gasoduto, “houve dúvidas sobre o traçado” devido ao impacto ambiental que poderia ter, designadamente a travessia do Vale do Douro, que “é uma travessia muito sensível”. “Há um traçado que agora está definido, cuidadoso, que protege os valores ambientais, que importa proteger também no Vale do Douro. Portanto, do nosso lado as coisas têm vindo a avançar, da Espanha também”, indicou. O chefe do executivo recordou que “a existência desta interconexão da Península Ibérica com o resto da Europa é uma ambição antiga” de Portugal, que tem sido confrontada “com uma dificuldade, que são as limitações ambientais que a França tem invocado sobre o impacto do gasoduto na travessia dos Pirinéus”. Costa sublinhou que essa resistência francesa tem “atrasado bastante o problema”, mas referiu que a Comissão Europeia já está a ponderar um novo trajeto que crie interconexões energéticas entre a Península Ibérica e o resto da Europa sem passar pela França. “A Comissão Europeia já colocou em cima da mesa a possibilidade de, se não for possível ultrapassar o bloqueio com a França, o ‘pipeline’ possa ter uma ligação direta de Espanha para Itália, de forma a chegar ao centro da Europa por via de Itália e não por via de França”, frisou. 



Publicado por Tovi às 08:01
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2022
A velha amizade de Schröder com Putin

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É conhecida a velha amizade de Gerhard Schröder com Vladimir Putin, pelo que as declarações do antigo chanceler da Alemanha, após uma visita a Moscovo na semana passada, deverão ter em consideração a proximidade ao presidente da Rússia. 

Disse Schröder à revista Stern que a Rússia está disposta a negociar o fim da guerra:  
“O Kremlin quer uma solução negociada”; 
Os problemas têm de ser resolvidos, o que implicaria não só um compromisso para a região leste de Donbass baseado num “modelo de cantão suíço”, como também “neutralidade armada” para a Ucrânia como alternativa da adesão à NATO; 
“A ideia de que o presidente ucraniano Zelensky possa reconquistar a Crimeia militarmente é absurda”; 
No conflito, a França e a Alemanha têm especial responsabilidade, segundo o ex-chanceler, que acrescenta que “está claro que nada acontecerá sem conversas” com os dois países; 
O ex-chanceler confessa que acha que esta relação de proximidade com Putin ainda poderá “ser útil”, revelando que recebeu cartas de alemães que defendem ser bom “que ainda haja alguém a manter os canais de comunicação com a Rússia abertos no conflito atual”. 

 

  Comentários de meus amigos no Facebook
Jorge Veiga - Acabar a guerra seria óptimo, mas também não pode ser a qualquer preço. O que dizem os Ucranianos? 
David Ribeiro - Jorge Veiga, no passado mês de junho o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, dizia que o seu país precisa de uma vitória sobre a Rússia "no campo de batalha", antes de qualquer negociação de paz.
Jorge Veiga - David Ribeiro porque se for o contrário, já sabe o que Putin vai fazer e exigir...
Francisco BismarckDavid Ribeiro entre precisar e obter vai uma diferença...
David RibeiroClaro, Francisco Bismarck ... e isso faz toda a diferença.
Rui PaivaJorge Veiga o Zelensky, infelizmente não quer paz, só armas, dinheiro e boicotes. O POVO que se lixe e Nós vamos e estamos a pagar a fatura pesada da guerra.
Jorge VeigaRui Paiva não concordo.
Jose Antonio M Macedo - O único aspeto que poderia concodar seria a neutralidade da Ucrânia. Ceder território, incluindo a Crimeia, seria abrir um precedente muito perigoso que poderia motivar Rússia para futuras invasões de território de outros países, especialmente os da antiga URSS, sob o pretexto da russofonia.
Joaquim Figueiredo
Vendilhões do templo...
Carlos Miguel Sousa
Na minha humilde opinião o que Schroder está a tentar é que Putin, mostre o jogo e se defina, para apartir daí, se poder criar o necessário ambiente a negociações. Se partirmos do principio que a Europa, não voltará atrás no seu caminho de reduzir a dependência energética da Rússia, encetar negociações de paz, só pode ser positivo para ambas as partes. Pessoalmente não acredito que Putin, recue, quanto ao território conquistado à Ucrãnia, no Donbass. Em relação à Crimeia, nem discuto porque foi sempre território Russo até no século passado o secretário geral da ex- URSS, Nikita Kruschev ( Ucraniano ) a ter « doado » à Ucrânia. A Ucrãnia, faz parte do espaço vital da Rússia, segundo a Doutrina Monroe ( Ex-presidente Norte americano ) e os EUA, sabem disso. A minha curiosidade é apenas sobre o papel da UE. Se vai continuar a ser o fantoche americano, ou se vamos agarrar o Touro pelos cornos, negociar com Putin, ao mesmo tempo, que definimos como estratégica, a redução da dependência energética da Rússia, a que a Alemanha, mas não só, foi relegada pelos desejos da senhora Dona Merkel.



Publicado por Tovi às 08:11
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Terça-feira, 26 de Julho de 2022
Quando há fome reduz-se à ração

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Os ministros da Energia da União Europeia (UE) chegaram esta terça-feira a um acordo político sobre a meta para reduzir 15% do consumo de gás até à primavera, pelo receio de rutura no fornecimento russo, num “consenso esmagador” após novas exceções. Da iniciativa fazem agora parte “algumas isenções e possibilidades de solicitar uma derrogação ao objetivo obrigatório de redução, a fim de refletir as situações particulares dos Estados-membros e assegurar que as reduções de gás sejam eficazes para aumentar a segurança do aprovisionamento na UE”. Portugal e Espanha não deverão ter de cumprir mais de 8% de poupança de gás. À entrada para a reunião, o ministro Duarte Cordeiro congratulou-se por a mais recente proposta de regulamento, considerando já dar resposta “a algumas das questões levantadas por Portugal e outros países”.

 


Captura de ecrã 2022-07-26 211115.jpgA Hungria rejeitou a proposta da União Europeia de reduzir o consumo de gás por ser “injustificada”, depois de os ministros de energia do bloco terem aprovado o plano no dia de hoje [terça-feira 26jul2022], em face dos temores de medidas russas para cortar o fornecimento. A gigante de energia russa Gazprom disse que os fluxos de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 serão reduzidos para 20 por cento a partir de quarta-feira devido a problemas de manutenção, uma medida que o chefe de energia da União Europeia chamou de "motivada politicamente". 

 


Captura de ecrã 2022-07-26 212528.jpgPor que o Nord Stream 1 é importante? 
O Nord Stream 1, que é de propriedade maioritária da Gazprom, é o maior gasoduto que traz suprimentos cruciais de gás natural russo para a Europa via Alemanha. A UE depende fortemente do gás russo. No ano passado, a Rússia forneceu cerca de 40% do gás natural da UE. Este valor caiu significativamente este ano, sobrecarregando as indústrias intensivas em energia e elevando os preços das commodities. O trabalho de manutenção passou despercebido no passado, mas o oleoduto agora se tornou uma moeda de troca, já que a Rússia e o Ocidente trocam golpes económicos em resposta à invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, lançada em fevereiro. 



Publicado por Tovi às 13:45
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2022
Ação diplomática no seio da NATO

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A invasão russa da Ucrânia despoletou uma grande e importante ação diplomática no seio da Aliança Atlântica, pois nem todos parecem estar de acordo quanto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Neste momento temos a Hungria (aderiu à Aliança em 1999) e a Turquia (não sendo fundadora está na Aliança desde 1952) a colocarem sérias reservas ao alargamento da NATO aos dois Estados Bálticos. Não vai ser tarefa fácil, até porque as lideranças atuais da Hungria e Turquia não têm nada a ver com as do tempo em que entraram para a Aliança, nem o mundo é o mesmo. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 101653.jpgO presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado passado [21mai2022] que Ancara não olharia "positivamente" para as propostas da Suécia e da Finlândia ingressarem na NATO, a menos que suas preocupações fossem abordadas, apesar do amplo apoio de outros aliados, incluindo os Estados Unidos. A Turquia há muito acusa os países nórdicos, em particular a Suécia, que tem uma forte comunidade de imigrantes turcos, de abrigar rebeldes curdos fora da lei, bem como apoiantes de Fethullah Gülen, o pregador dos EUA procurado pelo fracassado golpe de 2016. 

 


images.jpgViktor Orban é o líder europeu mais próximo de Putin e a oposição do primeiro-ministro húngaro ao alargamento da NATO tem muito a ver com a sua discordância das sanções ao petróleo russo, do qual a Hungria é altamente dependente. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 115334.jpgO ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na passada 6.ª feira [20mai2022] que Moscovo lançará 12 unidades e divisões militares na região oeste em resposta às pretensões da Suécia e Finlândia ingressarem na Aliança Atlântica. Essas ameaças também incluem os Estados Unidos que têm aumentado os voos estratégicos de bombardeiros, enviado navios de guerra para o Mar Báltico e intensificando os exercícios de treino na região com seus parceiros da NATO. “A tensão continua a crescer na zona de responsabilidade do Distrito Militar do Oeste. Estamos tomando contramedidas adequadas”, disse Shoigu.

 

  Alemanha, França e Itália já fazem propostas de abertura a Moscovo
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"(...) Uma grande preocupação é que vitórias militares ucranianas possam desestabilizar a Rússia, tornando-a ainda mais imprevisível e colocando uma normalização das ligações energéticas ainda mais fora de alcance. É por isso que algumas capitais da Europa Ocidental, de forma silenciosa, já trabalham numa resolução “salvando a face” para o conflito, mesmo que isso custe algum território à Ucrânia. Mesmo que Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz tenham dito repetidamente que caberia à Ucrânia determinar as condições para a suspensão das hostilidades, eles recentemente enfatizaram sua preferência por um cessar-fogo, mais cedo ou mais tarde. (...)"
Leiam o artigo completo aqui 

 


transferir.jpgAs sanções do Ocidente a Moscovo, são o que são... mas a verdade é que a recuperação do rublo já levou a moeda russa para 30% mais forte em relação ao dólar do que era antes da Rússia invadir a Ucrânia.



Publicado por Tovi às 10:03
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2022
A guerra da (des)informação... e a geopolítica

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Nos dias de hoje a capacidade de manipular a informação e torná-la desinformação é enorme e fácil, bastando construir “fake news” que pareçam verdadeiras e rapidamente as espalhar, não só pela comunicação social, mas também e principalmente, pelas redes sociais, de preferência selecionando criteriosamente o “público-alvo”. Embora eu tenha lido recentemente que no Parlamento Europeu está em discussão uma lei sobre os anúncios políticos, em especial para proibir a publicidade política dirigida e limitar a capacidade de manipular eleitores, seja lá o que isto for, a verdade é que o melhor antídoto para esta maleita das notícias falsas é seguir os conselhos da Google.

Sete conselhos para os utilizadores evitarem o consumo de fake news: Verificar a credibilidade das fontes; Procurar a cobertura de notícias; Fazer mais do que uma pesquisa; Verificar se uma imagem está a ser utilizada no contexto correto; Consultar os sites verificadores de factos; Usar o Google Earth ou Street View para verificar a localização; Não incluir a resposta na pergunta de pesquisa.

E mesmo assim é forçoso usar o nosso senso crítico… que há mais quem desinforme do que informe.

 

  Pois é!...
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Jorge De Freitas Monteiro - A Alemanha não tem alternativa. Não é legítimo pedir à Alemanha que cometa o suicídio económico instantâneo. Aliás não é legítimo pedir à Europa que cometa o suicídio económico lento.
David Ribeiro - Num passado recente Angela Merkel e Vladimir Putin, insistiram no gás russo, garantindo que o Nord Stream 2 era um projeto puramente comercial, sem qualquer caráter político. Mas está a ser o que se vê e embora isto não nos afete de forma direta, uma vez que Portugal importa pouco gás russo, um problema europeu é também um problema de Portugal.
Jorge De Freitas MonteiroDavid Ribeiro, o gás é indispensável, principalmente porque se abdicou do nuclear. E ainda hoje não há alternativa ao gás russo. O LPG americano é mais caro e não chega. O célebre acordo de fornecimento de LPG americano à UE não é um acordo firme de abastecimento mas uma mera declaração de intenções; os US farão os possíveis para que a Europa tenha acesso a uma determinada quantidade de gás, aliás uma quantidade ela mesma insuficiente.
Da Mota Veiga Suzette
Verdade, esta guerra acontece praticamente de surpresa, sem tempo de preparação. 

 

  Confesso que sou um consumidor compulsivo de informação, não só da comunicação social, mas também da televisiva… e no que se refere aos “repórteres na zona de guerra na Ucrânia” sou cada vez mais fã de Nuno Ricardo Pereira, que até agora eu só conhecia daquele agradável e popular pograma da SIC dos verões portugueses com Joana Latino – Olhá Festa –, mas que tem vindo a mostrar-se de um humanismo e profissionalismo fora do vulgar. 
Vejam esta reportagem... é um exemplo do que acabo de dizer.
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  As melhores... destes últimos dias
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Quando nos anos 1985 e 86 trabalhei em Luanda para o Ministério dos Petróleos, todos nós dizíamos não sermos comunistas nem pactuarmos com os senhores todo-poderosos do Futungo de Belas, onde residia o poder absoluto de José Eduardo dos Santos… mas a verdade é que eramos autênticos “mercenários económicos” (mas bem pagos), uns verdadeiros “vendidos” aos poder absoluto de Angola. E hoje em dia tenho uma visão muito mais clara da geopolítica mundial. O que a vida nos ensina.

 

  E é assim que estamos... primeiro dia da ofensiva final das tropas russas contra a região de Donbass
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  Continua o rufar dos tambores de guerra na Europa
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"Hoje será, provavelmente, a batalha final porque as nossas munições estão a esgotar-se", escreveu na rede social Facebook a 36.ª brigada da Marinha Nacional, que integra as Forças Armadas ucranianas, citada pela agência France-Presse (AFP). A declaração acrescenta que cerca de "metade" dos membros da brigada estão feridos. Ao longo de 40 dias, os militares dizem ter sido "empurrados gradualmente" pelo inimigo, que os cercou "e tenta agora" destruí-los. A brigada queixou-se da falta de ajuda do comando do Exército e do presidente, Volodymyr Zelensky. "Só uma vez recebemos 50 cartuchos, 20 minas, mísseis antitanque NLAW ", lamentaram na publicação. A brigada disse que houve ainda "promessas que não foram cumpridas".
  Kiev espera que a Rússia lance uma grande ofensiva no leste da Ucrânia "em breve", disse um porta-voz do Ministério da Defesa do país há cerca de 4 horas (13h24 TMG) desta 2.ª feira. “O inimigo terá terminado a preparação de um ataque ao leste, o ataque começará em breve”, disse Oleksandr Motuzyanyk numa entrevista coletiva.
  
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse, durante uma entrevista transmitida esta segunda-feira, que as tropas russas não vão interromper as operações militares na Ucrânia antes das próximas conversações de paz. "Depois de nos convencermos de que os ucranianos não estavam a planear fazer o mesmo [suspender as operações militares], foi tomada a decisão de que, durante as próximas rondas de conversações, não haverá pausas até que se chegue a um acordo final", disse Sergei Lavrov", citado pela Reuters.



Captura de ecrã 2022-04-11 184857.jpgClaro que as sanções têm que ser fortes para doerem ao governo de Kremlin e sanções sobre o gás e o petróleo russo é onde pode verdadeiramente doer. Mas temos que ser rápidos, porque depois da Ucrânia derrotada o efeito é mínimo.

 

 

  Mais uma, e das boas, da série "Rússia invade Ucrânia"
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Quarta-feira, 23 de Março de 2022
28.º dia da invasão russa da Ucrânia

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Antes da invasão da Ucrânia a Rússia tinha mais de 200 mil sodados ao longo da fronteira e tudo parecia ir ser uma campanha rápida até o governo em Kiev ser substituído por um ”fantoche” qualquer ao serviço de Vladimir Putin. Mas passado quase um mês a campanha militar da Rússia na Ucrânia estagnou em todas as frentes e resume-se praticamente a devastadores bombardeamentos, muitos dos quais contra edifícios civis habitados ou mesmo serviços hospitalares. Tudo isto será não só o resultado de um mau planeamento, uma fraca moral das tropas e má logística do Kremlin, mas também e seguramente devido a uma forte resistência das forças ucranianas, que permanecem firmes e bem coordenadas, com a grande maioria do território em mãos fieis ao governo de Volodymyr Zelensky. Tudo leva a crer que o plano original de Putin falhou, mas ainda vamos ter tempos sombrios pela frente.
  
Tiago Mergulhão Gomes - A ajuda do Ocidente, sob a forma de armas anti-tanque e mísseis antiaéreos também tem mostrado o seu valor.

 


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O primeiro-ministro António Costa despediu-se ontem das tropas portuguesas que vão para a Roménia no âmbito da NATO e garantiu que Portugal vai estar presente naquilo que for solicitado para defender a paz nos territórios da organização.

 


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Juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal tomou a decisão de permitir que Mário Machado deixe de ser obrigado a comparecer regularmente à polícia e ir combater voluntariamente na Ucrânia. O Ministério Público discorda e vai recorrer desta decisão judicial.
  Rui MoreiraA grande preocupação do PCP e do BE é o senhor Mário Machado. Pessoa pouco recomendável mas irrelevante. Claro que há uma decisão judicial invulgar. Mas isso sucede todos os dias. Contextualizemos, ainda assim: A minha preocupação é o senhor Putin, e a 5a coluna portuguesa. Do BE ao PCP, colaboracionistas de facto. E é isto, o caso Machado, que preenche o espaço mediático, com um tema irrelevante. Eu acho que o Bernardino, a Catarina e quejandos devem ir lutar pelas suas convicções. O Bernardino Soares é livre de ir combater ao lado dos russos. A Catarina também porque o Trotsky não se importa. Tenham juízo. Todos. Se puderem, tenham vergonha.
  Expresso
Adido militar da Embaixada da Ucrânia em França diz que Mário Machado não pode "entrar nas forças armadas” ucranianas devido aos “crimes mencionados no cadastro”. Um dos critérios para a aceitação de candidatos na Legião Internacional de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia é a “ausência de condenação por crimes, comprovada através do registo criminal”, garante o coronel Sergii Malyk, adido militar da Embaixada da Ucrânia em França ao “Diário de Notícias”. Quando questionado sobre Mário Machado, o militar diz que “a pessoa que refere não pode ser aceite".
PúblicoO militante neonazi Mário Machado regressa esta sexta-feira [25mar2022] a Portugal, depois de ter estado praticamente uma semana na Ucrânia, e volta a estar sujeito a apresentações periódicas às autoridades, confirmou esta quinta-feira o seu advogado. Em declarações à Lusa, José Manuel Castro explicou que o antigo dirigente de extrema-direita fez “distribuição de bens alimentares e material sanitário” em solo ucraniano e que “não chegou a combater”, apesar de ter estado num “cenário de guerra”. O mandatário adiantou também que Mário Machado trouxe alguns refugiados até à Alemanha e integrou algumas das cerca de 20 pessoas que viajaram consigo nos “meios de defesa” ucranianos.

 

  As outras guerras a que não estamos a prestar atenção (in Expresso)
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Conflitos ativos em 2022
Iémen: uma das maiores crises humanitárias do mundo. Cerca de 377 mil pessoas terão morrido devido à guerra até ao final do ano passado, há mais de 20 milhões a precisar de ajuda humanitária.
República Centro Africana: em guerra civil há quase 13 anos. Já morreram milhares de pessoas, há mais de 500 mil refugiados e 581 mil deslocados internos, e cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária.
Nigéria: a ganhar terreno ao extremismo devagar. O grupo fundamentalista Boko Haram e mais recentemente o ISWAP têm feito milhares de vítimas desde 2009: as últimas estimativas apontam para 350 mil mortes.
Líbia: uma nação entre estados paralelos. No total, a guerra civil já causou pelo menos mil mortes. Cerca de 217 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas, e há 1,3 milhões a precisar de assistência humanitária.
Myanmar: a perseguição contra os Rohingya, um povo sem voz. Há 1,3 milhões de Rohingya em Myanmar: mais de 700 mil já fugiram para o Bangladesh desde 2017 e outros 129 mil foram forçados a deixar as suas casas no país para não perderem a vida. O número de desaparecidos é elevado, o número de violações e torturas também, e não se sabe ao certo quantos milhares de pessoas já foram mortas.
Israel: o "apartheid" ao povo palestiniano. É difícil fixar o número de vítimas ao longo dos anos, mas estima-se que mais de 14 mil pessoas perderam a vida desde 1987. A esmagadora maioria são cidadãos palestinianos.
Síria: um país encurralado entre várias guerras. A ONU diz que já morreram pelo menos 400 mil pessoas. Há ainda cerca de 5,6 milhões de refugiados e 6,2 milhões de deslocados internos.
Caxemira: uma disputa longa e violenta entre Índia e Paquistão. Caxemira é uma região tripartida: a Índia controla cerca de 43% do território, o Paquistão 37% e a China 20%. O risco de um confronto militar sério entre Índia e Paquistão permanece elevado — ambas as potências têm armas nucleares e isso é uma preocupação acrescida.
República Democrática do Congo: em transição para a paz que não chega. O Congo é sinónimo de violência há décadas e continua a sofrer as consequências do genocídio do Ruanda, em 1994. As tensões entre a etnias Hutu e Tutsi continuam até hoje, e a política tem sido incapaz de trazer a paz. Há mais de 5,5 milhões de deslocados internos e mais de 800 mil refugiados noutros países.

 

 
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As primeiras notícias deste 28.º dia da invasão da Ucrânia pelos russos dizem-nos que o Laboratório Central Analítico de Chernobyl foi saqueado e arrasado durante esta noite pelas tropas de Vladimir Putin. Eram instalações "sem comparação na Europa", com "o mais moderno e sofisticado equipamento analítico [de desperdícios radioativos]”, segundo a Agência Estatal Ucraniana para a Gestão da Zona de Exclusão [da Central Nuclear de Chernobyl].

 


transferir.jpgA ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse hoje que, após vários atrasos nas entregas, mais fornecimentos de mísseis Strela estão a caminho da Ucrânia. “Posso dizer claramente que mais entregas do Strela estão a caminho”, disse Baerbock à câmara baixa do parlamento do Bundestag, citando os mísseis que historicamente estavam nos inventários do ex-exército comunista da Alemanha Oriental. “Somos um dos maiores fornecedores de armas nesta situação, isso não nos deixa orgulhosos, mas é o que devemos fazer para ajudar a Ucrânia”, acrescentou.
Também no dia de hoje o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que o país vai fornecer à Ucrânia cinco mil armas antitanque adicionais, avança a Reuters, que cita a agência TT. Estas armas são destinadas para a destruição de carros de combate ou outros veículos blindados.
Um primeiro carregamento de um novo pacote de armas dos EUA de US$ 800 milhões para a Ucrânia será enviado nos próximos dias e não demorará muito para chegar aos ucranianos, disse um alto funcionário da defesa dos EUA. Não foram especificados quais sistemas serão incluídos nos primeiros carregamentos, mas será dada prioridade aos tipos de armas defensivas já usadas pelas tropas ucranianas.

 

  Dados oficiais da NATO (21mar2022)
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Reforço de presença defensiva na parte oriental da Aliança com mais tropas, aviões e navios.
  Jorge De Freitas Monteiro - Nos dias pares o exército russo é incapaz de dar conta da Ucrânia. Já nos ímpares prepara-se para invadir mais oito países. Não é espantoso?



Publicado por Tovi às 07:07
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Terça-feira, 8 de Março de 2022
Evacuação de civis de cinco cidades ucranianas

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Na imagem os corredores humanitários propostos pela Rússia

Até ao dia de ontem já se registavam mais de 1,7 milhões de refugiados ucranianos. Hoje, às 9 horas na Ucrânia (07h00 TMG), entrou em vigor um cessar-fogo proposto pela Rússia. Iremos ver ao longo do dia se encontrarão passagem segura os muitos civis que pretendem abandonar o terror dos combates em cinco cidades ucranianas: Kiev, Sumy, Kharkiv, Cherniguiv e Mariupol.

 

  08h10 de 08mar2022 - Fonte do Ministério da Defesa russo, citada pela agência Interfax, garante que os combates em Chernihiv, Sumy, Kharkiv, Mariupol e Kiev pararam, e que foram abertos corredores humanitários a partir destas cidades.
  08h24 de 08mar2022Evacuação em Sumy já começouO primeiro grupo de civis já foi retirado da cidade, de acordo com fonte do governo regional. Entre as pessoas que deixaram a cidade durante o cessar-fogo desta manhã estão residentes e cerca de 1.000 estudantes estrangeiros.
  08h36 de 08mar2022Depois de Sumy, também Irpin começou a retirar os seus cidadãos, depois do cessar-fogo desta manhã para permitir a criação de um corredor humanitário. Irpin, nos arredores de Kiev, tem sido palco de intensos combates, inclusive durante a retirada de cidadãos. Aguarda-se ainda a confirmação das autoridades ucranianas sobre os corredores humanitários em Cherhihiv, Kharkiv e Mariupol.
  08h52 de 08mar2022"Se a guerra continuar, começaremos a ver pessoas sem recursos e sem conexões. Será uma situação mais complexa de gerir para os países europeus daqui para frente, e será preciso haver ainda mais solidariedade de todos na Europa e fora dela", disse o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, em conferência de imprensa nesta terça-feira. Filippo Grandi lembrou que as guerras nos Balcãs, na Bósnia e no Kosovo, também causaram um grande fluxo de refugiados, "cerca de dois ou três milhões, mas num período de oito anos". "Em várias regiões do mundo vemos coisas destas, mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial", lembrou.
  10h12 de 08mar2022O governo da Ucrânia diz que 30 autocarros estão a caminho de Mariupol para retirar civis através dos corredores humanitários que foram autorizados esta manhã.
  11h16 de 08mar2022
O presidente chinês, Xi Jinping, pede "contenção máxima" da situação da Ucrânia, que descreveu como preocupante, de modo a evitar que fique fora de controlo, segundo a emissora estatal chinesa CCTV. Xi Jinging participou numa videoconferência com o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Schoz, dizendo que os três países devem apoiar conjuntamente as negociações de paz.


    
image.jpgO edifício da Embaixada da Rússia em Lisboa esteve na noite de segunda-feira iluminada com as cores da bandeira da Ucrânia, na sequência de uma manifestação contra a invasão russa do território ucraniano. Um dos jovens manifestantes, solicitando o anonimato, afirmou que estavam ali unidos pela liberdade e que enfrentaram o frio da noite chuvosa para pôr em marcha a "ação de guerrilha" contra o que disse ser "um grito contra a ocupação selvagem da Ucrânia pela Rússia". Nesta mesma segunda-feira [07mar2022] o grupo da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia Municipal de Lisboa propôs a alteração do nome da rua Visconde de Santarém, morada da embaixada russa na capital portuguesa, em Arroios, para que passe a ter a designação de Rua da Ucrânia.

 


EU-NATO flags.jpgO ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reagiu hoje às ameaças russas contra o Ocidente, particularmente a inclusão de Portugal na lista de países hostis: "No que diz respeito às ameaças da Rússia e do seu presidente Putin, em diferentes áreas, a resposta é muito simples: essas ameaças não nos amedrontam nem intimidam. Decidimos as nossas posições em concertação, quer no quadro das Nações Unidas quer no quadro da União Europeia e da NATO".
  
David RibeiroNo que se refere à agressão da Rússia à Ucrânia, os membros da NATO e da União Europeia nunca estiveram tão bem alinhados na condenação desta bárbara atitude do Governo de Putin. Portugal, como não podia deixar de ser, está em perfeita sintonia com a NATO e UE… se vai doer?... claro que vai, mas TODOS temos que continuar a defender que "o futuro da Ucrânia aos ucranianos pertence" e só a eles.


  16h28 de 08mar2022
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o pais vai proibir todas as importações de petróleo da Rússia"Este é um passo para infligir uma dor ainda maior a Vladimr Putin", disse Joe Biden.
  16h29 de 08mar2022
Reino Unido anunciou, esta terça-feira, que vai acabar com a importação de petróleo e produtos petrolíferos russos até ao final do anoDe acordo com a agência Reuters, o governo britânico diz que esta transição vai dar ao mercado, aos negócios e à cadeia de fornecimento "mais do que tempo suficiente" para substituir as importações da Rússia, que são apenas 8%. "As empresas devem utilizar este ano para garantir uma transição suava de forma a que os consumidores não sejam afetados". O Reino Unido vai, desde já, começar a trabalhar com novos fornecedores de petróleo, avança o mesmo comunicado. Quanto ao gás natural, do qual só dependem da Rússia em 4%, também já estão a procurar outras opções. 



Publicado por Tovi às 08:38
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Segunda-feira, 7 de Março de 2022
A China e a invasão da Ucrânia pela Rússia

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O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou numa entrevista coletiva à margem da reunião anual do parlamento chinês, que a China está disposta a promover conversações entre a Rússia e a Ucrânia e avançou que a Cruz Vermelha chinesa irá prestar assistência humanitária na Ucrânia. O ministro assegurou também que a China tem sempre sido "objetiva e justa", a solução deve focar-se na estabilidade da região a longo prazo e o diálogo "deve persistir". Abordando as relações da China com a Rússia, o ministro afirma que continuam "sólidas" e que devem permanecer "livres" de interferências externas, e garantiu que as perspetivas de cooperação são "alargadas".
Curiosamente o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou hoje [segunda-feira, 07mar2022] que “nenhum país terá um impacto maior na conclusão desta terrível guerra na Ucrânia do que a China”. Morrison apelou ao governo chinês para agir de acordo com as suas declarações de promoção da paz mundial e se junte ao esforço para impedir a invasão da Ucrânia pela Rússia, alertando que o mundo corre o risco de ser remodelado por um "arco de autocracia".
  Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa e atual comentador CNNPortugal, falou sobre a importância da China se disponibilizar para mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia, dizendo que, apesar das iniciativas "louváveis" de tentativa de interferência de outros países, nomeadamente de Israel ou Turquia, só a China poderá ser eventualmente bem-sucedida porque é "a última boia de salvação que a Rússia pode ter". "A Rússia tem uma fronteira de quatro mil quilómetros com a China, absolutamente descomunal, com várias situações conflituais com reivindicações recíprocas de parcelas territoriais", recorda Azeredo Lopes. Mas a China é também "a última boia de salvação que a Rússia pode vir a ter quando "as contramedidas económicas e financeiras que temos vindo a adotar forem cada vez mais eficientes", assinala o ex-ministro.
 
 
  

Captura de ecrã 2022-03-07 103941.jpgVejam este artigo de Michael R. Gordon, publicado em 23fev2022 no The Wall Street Journal - Crise na Ucrânia dá início a nova luta de superpotências entre EUA, Rússia e China… e Pequim e Moscovo têm agora uma mão mais forte no confronto com o Ocidente do que durante a Guerra Fria.

 

  Nesta ínvasão da Ucrânia pela Rússia estou claramente contra Putin e a favor do Povo ucraniano… mas o Batalhão de Azov ainda me faz comichões nas meninges.

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O Batalhão de Azov (em ucraniano: Полк Азов) é uma organização paramilitar, atualmente ligada ao Ministério do Interior da Ucrânia, criado em 2014 durante os protestos da Euromaidan (também chamada de Primavera Ucraniana). Ela é uma unidade militar de infantaria voluntária de extrema-direita, são ultranacionalistas acusados de abrigar a ideologia neonazista e supremacia branca, além de ter envolvimento em vários casos de abusos de direitos humanos e crimes de guerra na Guerra civil no leste da Ucrânia, principalmente em casos de torturas, estupros, saques, limpeza étnica e perseguição de minorias como homossexuais, judeus e russos. O Batalhão de Azov é muito mais que uma milícia, tem seu próprio partido político, duas editoras, acampamentos de verão para crianças e uma força de vigilância conhecida como Milícia Nacional (Natsionalni Druzhyny), que patrulha as ruas das cidades ucranianas ao lado da polícia. Ao contrário de seus pares ideológicos nos EUA e na Europa, também possui uma ala militar com pelo menos duas bases de treino e um vasto arsenal de armas, de drones e veículos blindados a peças de artilharia. (in Wikipédia)

 

  Fiquei agora a saber que no período “antes da ordem do dia” da reunião de hoje do Executivo Municipal do Porto, discutiu-se a eventual conjugação de posições sobre as moções a CONDENAR A INVASÃO RUSSA. Mas perante a intransigência da Vereadora comunista, sustentada numa argumentação desfasada da realidade e meramente ideológica, e da retórica bloquista sobre o Lebensraum, não foi possível uma posição comum.
  Rosário Queirós
Lebensraum? A que propósito?
 David Ribeiro
Sobre a sua dúvida, Rosário Queirós, aqui fica uma parte de um texto publicado no "Delito de Opinião" em 01mar2022: «Há dias vi um excerto televisivo no qual a deputada Mariana Mortágua algo sumarizava as causas desta crise ao invectivar o governo ucraniano de "corrupto" e "neonazi" .../... Nas vésperas da invasão russa Mortágua nega a possibilidade dessa ocorrência, atribuindo os alvitres dessa possibilidade a mera propaganda ocidental e aos discursos de alguns líderes (Biden, Johnson) - tamanho o seu aprisionamento a um visão anti-"ocidental", de facto avessa às democracias liberais. O vigor das suas certezas ali proclamadas são um evidente, enorme e até acabrunhante sinal de incompetência para aquela mera tarefa de "comentário político" sobre a actualidade internacional. Mortágua torna-se ali ridícula. Mas não será decerto por isso afastada daquele palanque de propaganda político-partidária. .../... Critica Putin e seus anseios. Mas algo justifica a sua política devido a uma contextualização (a la carte) do processo daquela região, uma típica historicização que se pretende legitimadora. Invoca a condição "humilhada" da Rússia e a sua necessidade de um "Espaço Vital". Isto é tão boçal que custa a crer - pois é a pura recuperação do argumentário da Alemanha nazi, a questão da "humilhação" com o tratado de Versailles e a necessidade de abranger um Espaço Vital (a apropriação nazi do Lebensraum de Ratzel). Chegámos a isto, em Mortágua a repulsa pelas imperfeitas democracias liberais é tamanha que "compreende" o seu agressor imediato através de termos, ideais, com esta genealogia. E temos então a tão "respeitada" e tão "competente" deputada da "esquerda" tão "identitarista" (e nisso "multicultural") a valorizar a necessidade do Lebensraum.»

 

  Mais uma da série "Rússia invadiu Ucrânia"
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  13h01 de 07mar2022 - A União Europeia está a preparar novas sanções à Rússia, face à "imprudência" do Kremlin para com os civis, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes de um encontro com o primeiro-ministro italiano Mario Draghi. "Já tínhamos três pacotes de sanções contundentes, mas agora temos de garantir que não haja brechas e que o efeito das sanções seja maximizado. As sanções em vigor são realmente mordazes. Vemos as turbulências descendentes na economia russa”, apontou, assumindo ainda que a UE "tem de livrar-se da dependência do gás, petróleo e carvão russos".
  13h28 de 07mar2022
O Kremlin fez saber, esta segunda-feira, que pode parar as operações militares na Ucrânia, se forem cumpridas certas exigências, como o reconhecimento da Crimeia enquanto território russo e de Lugansk e Donetsk enquanto estados independentesSegundo Dmitry Pescov, porta-voz do Kremlin, o vizinhos ucranianos terão ainda de mudar a Constituição do país, para garantir que não poderá entrar em qualquer bloco de países (como a NATO). Enquanto estes critérios não forem cumpridos, vai continuar a "desmilitarização" da Ucrânia. Pescov sublinhou ainda que a Rússia não tem qualquer outro interesse no território da Ucrânia.
  14h00 de 07mar2022A delegação ucraniana já está na Bielorrússia para a terceira ronda de negociações com a Rússia, indicou o conselheiro presidencial Mykhailo Podolak, que adiantou ainda que as mesmas estão previstas arrancar às 16h00 de Kiev (14h00 TMG). Mykhailo Podolak diz que a delegação ucraniana é constituída pelos mesmos elementos que participaram na ronda anterior.
  17h28 de 07mar2022
Alemanha e Hungria não apoiam sanções à energia russaA energia da Rússia é de “importância essencial” para a vida quotidiana das pessoas, justifica o chanceler alemão. Já o ministro das Finanças da Hungria diz que sancionar a energia russa faria com que os húngaros pagassem o preço da guerra.
  17h57 de 07mar2022Terceira ronda negocial entre russos e ucranianos já terminou. A informação foi avançada pela AFP, que cita a embaixada russa na Bielorrússia, onde foi realizado o encontro. De acordo com um negociador ucraniano, houve "pequenos avanços" no que diz respeito aos corredores humanitários.
  18h01 de 07mar2022O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para a próxima segunda-feira, pelas 15h00, no Palácio da Cidadela em Cascais, com um único ponto da ordem de trabalhos: a situação na Ucrânia.



Publicado por Tovi às 09:00
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2022
Kiev e Presidente Ucraniano resistem a Putin

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A Ucrânia, que entra este sábado no terceiro dia de guerra, amanheceu a defender-se contra um ataque aéreo de larga dimensão, que atingiu as cidades de Kiev, Sumy, Poltava e Mariupol e com mísseis a serem disparados a partir do Mar Negro. Militares russos invadiram a capital da Ucrânia no início deste sábado, ao mesmo tempo que explosões faziam tremer a cidade. Isto tudo, num momento em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou ao país a "manterem-se firmes" contra o cerco de Moscovo que pode determinar o seu futuro. As autoridades na capital ucraniana lançaram o aviso de que estão a decorrer combates contra militares russos e pediram aos seus cidadãos que procurem refúgio em abrigos.

 

 

  08h59 de 26fev2022As movimentações militares na Base das Lajes estão a registar um aumento da atividade, com a chegada de um avião de transporte militar, um C-130 norte-americano. Na passada quarta-feira já tinham chegado à base três aviões de combate F-15. A CNN Portugal verificou também que foram instaladas barreiras de proteção na pista da base aérea, utilizadas quando aterram aviões de combate no aeroporto. 

  09h30 de 26fev2022O governo da República da Checa aprovou este sábado o envio de armas e de munições no valor de cerca de 7,6 milhões de euros para ajudar a Ucrânia a defender-se contra o ataque russo. De acordo com o Ministério da Defesa checo vai enviar metralhadoras, semi-automáticas e outras armas ligeiras para uma zona na fronteira ucraniana.

  09h46 de 26fev2022Mais de 120 mil pessoas já fugiram da Ucrânia desde que a Rússia começou o ataque ao país vizinho, na quinta-feira, segundo dados da agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). De acordo com a vice-alta comissária do ACNUR, Kelly Clements, os ucranianos estão principalmente a fugir para a Polónia e para a Moldávia, mas também para a Roménia, Eslováquia e Hungria.

 

  Era óbvio que a Rússia ia vetar esta resolução da ONU… mas convém ficar para memória futura: China, Índia e Emirados Árabes Unidos foram os países que se abstiveram.
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  Não será esta a altura ideal para se discutir este assunto, mas já é tempo dos atuais 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas se pronunciarem sobre:
Segundo a Carta das Nações Unidas, os Membros Permanentes do Conselhos de Segurança são: Estados Unidos da América, Federação Russa (que substituiu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS), França, Reino Unido e República Popular da China. Todos estes têm direito ao PODER DE VETO, permitindo-lhes evitar a adoção de qualquer projeto "adicional" pela Resolução do Conselho, independentemente do apoio internacional para o projeto.

 

  16h19 de 26fev2022O exército russo recebeu ordens para ampliar sua ofensiva na Ucrânia “de todas as direções” depois que Kiev se recusou a realizar negociações na Bielorrússia, disse o Ministério da Defesa do país.
  
Augusto Santos Silva lembrou hoje, em entrevista à CNN Portugal, as "campanhas de desinformação" das autoridades russas e avisou: "Acreditem em mim, sei do que falo, não acreditar em nada do que é divulgado por essa estação de televisão, a RT (Russia Today). É um dos instrumentos principais da campanha de desinformação das autoridades russas". Em seguida garantiu ainda que "há uma disponibilidade da Ucrânia para iniciar negociações desde o início dos acontecimentos. A Ucrânia nunca disse que não a negociações com a Rússia. Quem se recusa a negociar, porque não se negociei à lei da bala, não se negoceia atirando um míssil contra prédios ou atacando hospitais, é a Rússia. Não vamos pôr aqui os dois lados equivalentes. Há um agressor, que é a Rússia e há uma vítima que é a Ucrânia".

 

  Da série "Rússia invadiu Ucrânia"
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  17h43 de 26fev2022 - Augusto Santos Silva, confirmou que "já saíram dois grupos de portugueses da Ucrânia: um saiu logo na quinta-feira e outro saiu na sexta-feira". Garantiu que todos o que pediram apoio à embaixada portuguesa antes de quinta-feira, foram colocados "nesta expedição". O primeiro grupo já se encontra na Roménia e o segundo chegará em breve. Depois serão "repatriados para Portugal via aérea". Ao todo são cerca de 50 pessoas. O ministro deixou desde já um aviso aos 14 portugueses que ainda se encontram em Kiev: “Não saiam dos seus abrigos nas próximas horas”, porque explicou em seguida “a situação está muito grave”.

  18h24 de 26fev2022 - O governo da Alemanha aprovou a entrega à Ucrânia de um lote de armas - 1.000 armas antitanque e 500 mísseis terra-ar Stinger de seus stocks militares - numa grande reviravolta política. “A invasão russa da Ucrânia marca um ponto de viragem. É nosso dever fazer o nosso melhor para apoiar a Ucrânia na defesa contra o exército invasor de Putin”, disse Scholz no Twitter.

  23h59 de 26fev2022Duas grandes explosões iluminaram o céu da cidade de Kiev. As explosões, ao que tudo indica, ocorreram num aeroporto e numa refinaria em Vasylkil, a 30 quilómetros da capital ucraniana.



Publicado por Tovi às 09:31
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Sábado, 13 de Novembro de 2021
Nova crise migratória

A tensão na fronteira da Bielorrússia com a Polónia está diariamente a agravar-se, não sendo no entanto fácil de resolver o problema gravíssimo dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa, um "el dorado" para quem foge á miséria que se vive nos seus países de origem. A União Europeia vai ter mais uma vez de resolver uma crise migratória... mas é dificil de saber como.

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A esmagadora maioria dos migrantes que se encontram na fronteira da Bielorrússia com a Polónia têm como origem a Síria, o Iraque e o Afeganistão. O destino é atravessarem a Polónia em direção à Alemanha.
  
Rodrigues Pereira - E sem a Senhora Merkel, vai ser mais complicado ainda ...

 

No dia de hoje [13nov2021] o Ministério da Defesa do Reino Unido acaba de confirmar que Londres enviou tropas de engenharia para a Polónia, tendo em vista cooperar no fortalecimento da segurança na fronteira com a Bielorrússia. E a Rússia iniciou ontem manobras militares conjuntas com a Bielorrússia junto à fronteira.

 

  Um grupo de cerca de 50 migrantes rompeu as defesas na fronteira da Bielorrússia e entrou na Polónia perto da vila de Starzyna, informou a polícia no domingo [14nov2021], confirmando que a situação na fronteira torna-se cada vez mais tensa. Vários grupos de direitos humanos condenaram o governo da Polónia por continuar a proibir jornalistas, advogados e trabalhadores humanitários de ter acesso à fronteira do país com a Bielorrússia, onde milhares de migrantes e refugiados se reúnem do lado bielorrusso na esperança de entrar na Polónia. Já na passada segunda-feira [08nov2021] Vladimir Putin, presidente da Rússia, tinha criticado a posição dos países europeus, os quais, disse, são responsáveis pelas "centenas de milhares de pessoas" que pretendem chegar ao continente, referindo-se  a uma multidão de migrantes, principalmente curdos, incluindo uma quantidade significativa de mulheres e crianças, que se dirigiram à fronteira entre Bielorrússia e a Polónia, criado um acampamento improvisado perto do posto de controle Bruzgi, na região de Grodno. Vários migrantes têm tentado subir as cercas, mas os policias polacos não os têm deixado entrar. Apesar disso, há relatos de dezenas de ilegais entrando no país da União Europeia.
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Publicado por Tovi às 11:28
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2021
Angela Merkel deixa o poder na Alemanha

Partilho... porque faço minhas as palavras deste meu grande Amigo:

 

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Eu, pecador, me confesso ...
Em duas linhas: Nunca pensei que iria ter saudades da Chanceler alemã, a qual, na minha perspectiva, entrou de chancas, quer na Alemanha reunificada, quer na Europa comunitária.
Hoje, porém, no dia da sua despedida, acredito que vai ser muito difícil, a quem lhe suceder na Chancelaria, coordenar vontades, conceitos políticos e birras de políticos mal-amados como ela conseguiu.
Foi uma enorme Estadista, ao leme da maior Democracia da Europa. Reteve a necessidade de apoiar minorias e de subscrever a obrigação moral que temos em receber os refugiados, com obrigações, mas com dignidade para os próprios.
Por tudo, só me resta dizer:
Vielen Dank, Frau Doktor Merkel ! Ich werde Sie nie vergessen !
MRP, 22 de Outubro de 2021



Publicado por Tovi às 07:55
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2021
Fase de Grupos do UEFA EURO 2020

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   15jun2021 às 17h00 em Budapeste: Hungria 0 - 3 Portugal
Portugal venceu a Hungria  na primeira jornada do Grupo F do Campeonato da Europa. Numa partida marcada pelo domínio português, os golos só chegaram na segunda parte e depois da Hungria ter visto um tento de Schöns anulado por posição irregular. Raphael Guerreiro (84’) abriu o ativo e Cristiano Ronaldo (87’ gp e 90+2’) bisou, tornando-se no melhor marcador de sempre dos Campeonatos da Europa, com um total de 11 tentos.

   19jun2021 às 17h00 em Munique: Portugal 2 - 4 Alemanha
Portugal perdeu diante da Alemanha em jogo da segunda jornada do Grupo F do Campeonato da Europa. Ronaldo (15’) ainda colocou a Seleção Nacional em vantagem, mas os autogolos de Rúben Dias (35’) e Raphael Guerreiro (39’) iniciaram o desmoronar do bloco defensivo português que caiu por completo na segunda parte com os golos de Kai Havertz (51’) e Robin Gosens (60’). Diogo Jota (67’) ainda reduziu a desvantagem portuguesa.

   23jun2021 às 20h00 em Budapeste: Portugal 2 - 2 França
A Seleção portuguesa qualificou-se ontem para os oitavos de final do Euro2020, ao empatar 2-2 com a França, em encontro da terceira jornada do Grupo F, em Budapeste. Cristiano Ronaldo marcou os dois golos lusos, aos 31 e 60 minutos, ambos de penálti, igualando os 109 do recordista mundial, o iraniano Ali Daei, enquanto Karim Benzema faturou duas vezes para os gauleses, aos 45+2, de penálti, e 47.

    Classificação Grupo F
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Publicado por Tovi às 00:44
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2021
Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

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Em 27 de janeiro de 1945 o campo de concentração de Auschwitz foi libertado pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto (ou Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto), assim designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.



Publicado por Tovi às 11:26
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