"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 17 de Dezembro de 2016
A tomada de Aleppo pelo exército sírio

Aleppo 16Dez2016.jpg

O exército sírio, fortemente apoiado pela força aérea russa destacada para esta zona de conflito, está praticamente a consumar a tomada de Aleppo, onde durante os últimos quatro anos vários grupos anti-Bashar al-Assad, armados e apoiados pela administração de Washington e seus aliados, mantiveram uma importante frente de batalha nesta guerra fratricida. Neste momento discute-se como será possível conseguir acções "humanitárias" eficazes tendo em conta que além de muita gente a querer fugir do caos, há também uma enorme quantidade de combatentes que não estão dispostos a entregarem-se às forças de Damasco. Depois, muito depois seguramente, teremos a reconstrução da cidade, coisa que vai necessitar de grandes “patrocinadores” e na qual a Rússia estará fortemente envolvida. As guerras sempre foram assim… não nos esqueçamos.

 

  JN 17Dez2016
Obama JN17Dez2016.jpg
Pois… mas já é tarde.
(Notícia completa do JN aqui)



Publicado por Tovi às 08:27
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
A “técnica” dos escudos humanos

Mossul escudos humanos 1Nov2016.jpg

O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou para o próximo dia 4 de Novembro mais uma “pausa humanitária” nos violentos combates que têm vindo a acontecer na cidade síria de Aleppo, “para evitar o surgimento insensato de vítimas”. Mas já em 20 de Outubro uma pausa humanitária tinha sido declarada pela Rússia para garantir a segurança durante a evacuação dos civis da zona leste desta martirizada cidade. Oito corredores foram criados especialmente para a acção, tendo no entanto o grupo terrorista Frente al-Nusra, actualmente conhecido como Jaish al-Fatah, atacado os civis que tentavam deixar a cidade, impossibilitando, assim, a saída dos mesmos.
No Iraque o mesmo está a acontecer na região de Mossul, havendo relatos que afirmam estar o grupo jihadista Estado Islâmico a tentar transportar milhares de civis de uma região do sul de Mossul para o centro da cidade, a fim de serem usados como escudos humanos na batalha contra o exército iraquiano, que está a avançar sobre Mossul e abriu nas últimas horas vias de acesso estratégicos para libertar a cidade bastião do Estado Islâmico.
Não nos devemos esquecer que o sequestro de civis num conflito armado é um crime de guerra.

 

Aleppo é a maior cidade da Síria, capital da província homónima que se estende em torno da cidade, cobrindo uma área de 18.482 quilómetros quadrados e abrangendo uma população de mais de 5 milhões de habitantes (estimativa de 2008), o que faz dela a maior província da Síria em termos de população.

Mossul é a terceira maior cidade do Iraque, depois de Bagdad e de Baçorá. Está localizada no norte do Iraque e é a capital da Província de Ninawa, a cerca de 400 km a noroeste de Bagdad. A cidade original fica na margem oeste do rio Tigre, oposta à antiga cidade assíria de Naīnuwa, na margem oriental, mas a área metropolitana já cresceu a ponto de abranger áreas significativas em ambas as margens, com cinco pontes ligando os dois lados. A maioria de sua população (cerca de um milhão e oitocentos mil habitantes) é árabe (assírios, arménios, turcomanos e minorias curdas).



Publicado por Tovi às 09:02
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016
Forças militares russas no Mediterrâneo

Rússia submarinos no Mediterrâneo Out2016.jpg
Segundo o Sunday Times várias fontes anónimas da Marinha do Reino Unido e da NATO informaram que à frota russa no mediterrâneo juntaram-se nos últimos dias dois submarinos nucleares do projecto 971 Shuka-B (Akula) e um outro diesel-eléctrico do projecto 877 Paltus, pressupondo-se que estes submarinos possam estar equipados com mísseis Kalibr para atacar alvos na Síria, nomeadamente a cidade de Aleppo. Os homens de Vladimir Putin dizem não haver razão para preocupação, pois os seus navios sempre estiveram presentes no mar Mediterrâneo.

 Comentários no Facebook

«Conceição Oliveira» >> Dizem os homens do sr. Putin que não existem razões para preocupações? Pois eu penso exatamente o contrário!...mas o que interessa ao mundo a minha preocupação?!!...

«Nuno Filipe Cardoso» >> ...é um typhonn esta classe. já desmantelada... tretas...

«Tiago Múrias Santos» >> A foto. Mas será que os que por aí andam o são assim tanto?...

 

Síria Aleppo 31Out2016.jpg
Parece já não haver dúvida que será esta semana (de 2 a 4 de Novembro) que os militares russos iniciarão uma operação de grande escala na cidade síria de Aleppo em apoio às Forças Armadas da Síria. Segundo a análise de dados de inteligência o porta-aviões russo Admiral Kuznetsov também apoiará a operação (tem capacidade para 50 aviões) e os três submarinos de combate russos que se encontram na região também tomarão parte nos bombardeamentos de grande escala contra Aleppo. Como todos sabemos a Síria está mergulhada numa guerra civil desde Março de 2011, com as tropas governamentais a oporem-se a vários grupos armados e desde 30 de Setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar al-Assad, a Rússia realiza várias operações aéreas contra as posições terroristas neste martirizado país. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, tem declarado repetidamente que a Aliança está preocupada com a hipotética utilização do grupo naval russo recentemente chegado ao Mediterrâneo para ataques contra Aleppo, mas o director do Departamento de Cooperação Europeia do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Kelin, continua a dizer que estas afirmações são absurdas. Aguardemos… mas não foi certamente para participarem num piquenique que estes militares de Vladimir Putin vieram para a região.

  Comentários no Facebook

«João Greno Brògueira» >> David Ribeiro o que sempre esteve em causa neste conflito foram os interesses antagónicos na região. Uns querem que pela Síria passe um gasoduto para transportar o gás natural do Qatar para a Europa Central e outros que não querem ter concorrência ao seu gás natural. Tudo isto se tem complicado de forma grave, muito grave, através do envolvimento das "partes interessadas". Desgraçados aqueles que ficaram lá no meio ou que tiveram de fugir. Lembro que as coisas não são tão lineares como por vezes a comunicação oficial duma das partes pode querer fazer parecer. Algo que me preocupa profundamente é ver uma Europa cada vez mais incapaz de zelar pelos seus próprios interesses e ficando à mercê dos interesses de terceiros que nem sempre estão interessados nem na coesão nem no futuro económico desta zona onde vivemos. Abraço.

«David Ribeiro» >> Tens toda a razão, amigo João Greno Brògueira.



Publicado por Tovi às 08:30
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