"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2022
A China e as medidas anti-pandémicas

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  A jornalista e escritora Ana Cristina Pereira Leonardo não permitiu a partilha deste seu post no Facebook… mas eu roubei-o.

 


Nuno Matos Pereira - Não sei o que quer dizer este seu post! Mas a pergunta é directa!O David Ribeiro acha que a vacinação deveria ser obrigatória?
David Ribeiro - Sim, tendo em consideração todas os dados conhecidos, quer a nível nacional como internacional, bem como a informação vinculada pela comunidade científica, sou da opinião que a vacinação deveria ser obrigatória, obviamente com todas as ressalvas que a ciência recomenda.
Nuno Matos Pereira - Ok! Obrigado pela sua resposta, sincera! Gosto de quem tem certezas absolutas. Mas digo-lhe que a ciência só evolui se for posta em causa!
David Ribeiro - Eu não tenho certezas absolutas, muito menos na área da ciência que muito pouco domino, e também acredito que há evolução em todo o saber.
Nuno Matos Pereira - Eu também não tenho certezas absolutas, também não sou especialista em ciências médicas! Tenho uma opinião muito própria sobre esta vacinação! Pessoas abaixo dos 30 anos, nem no pico da pandemia houve casos significantes! Pessoas que já tiveram a doença, grave ou sem sintomas, deveriam ser informadas para fazer testes serológicos e verificar o seu grau de imunidade! Pessoas que são alérgicas a compostos das vacinas deveriam se informar com os médicos! Vacinação em massa é uma completa loucura, principalmente em crianças... E poderia continuar, mas acho que dá para perceber o meu ponto de vista.
David Ribeiro - Entendo o que acaba de dizer, Nuno Matos Pereira ... mas não se esqueça que muitas das maleitas que atingiram a humanidade foram eliminadas com enormes campanhas de vacinação. Eu sou do tempo que para frequentar o liceu era necessário apresentar o boletim de vacinas.
Nuno Matos Pereira - David Ribeiro a gripe espanhola matou 1/3 da população mundial, ninguém se vacinou, e foi por esses que se criou imunidade de grupo! Devemos sempre olhar para o copo meio vazio.
David Ribeiro - O preço de não ter havido vacina para a Pneumónica foi o enorme número de mortes que provocou. Já agora, Nuno Matos Pereira... O livro "Contágios - 2500 anos de pestes" de Jaime Nogueira Pinto (Dom Quixote - agosto2020) é uma boa informação como têm vivido e morrido as pessoas e as sociedades em tempo de peste.
Mario Ferreira Dos Reis - A vacinação é obrigatória em muitas situações. Não se pode ir para muitos países de África sem a vacina da Febre Amarela. Não se pode trabalhar em muitos sítios sem a vacina do Tétano. A erradicação da Varíola deve-se em muito da sua obrigatoriedade. As vacinas que são ministradas no ex serviço militar obrigatório eram obrigatórias. Quando íamos para a Escola o boletim de vacinas em dia era obrigatório para o procedimento de matrícula. É até estupida esta situação de que atenta contra a nossa liberdade que num caso de saúde pública como este não seja obrigatório, com tantas coisas obrigatórias. A começar pelo sinto de segurança no automóvel. Por causa da liberdade dos que não se querem vacinar é que temos todas estas restrições, que também nos atingem. Ou seja, o direito à liberdade de uma minoria afecta a todos os outros com menos liberdade. Só esta premissa justifica uma obrigatoriedade.



Publicado por Tovi às 09:03
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Sábado, 24 de Abril de 2021
A história é feita por aqueles que nela participam

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Campo de Instrução Militar de Santa Margarida
Batalhão de Engenharia n.º 3

Quarta-feira, 24 de Abril de 1974, 22h55

São quase 11 horas da noite e já entreguei no gabinete do oficial de dia ao QG do CIM (Campo de Instrução Militar) o relatório da ronda acabada de efetuar aos paióis. As temperaturas estão registadas, os cadeados das portas foram verificados, o pessoal está nos postos.
A caminho do nosso quartel, o Martins, o brioso condutor da Land Rover, desafia-me para uma partida de snooker: “Só uma partidinha… Hoje estou com uma fezada que lhe ganho”. Concordo e lá vamos para a messe de sargentos. O “barista” dormita encostado ao balcão e, com cara de quem já não esperava mais clientes, diz-nos: “Depressinha que tenho que fechar antes da meia-noite”. Duas minis fresquinhas escorrem-nos pelas goelas abaixo e começo eu. Nas duas primeiras tacadas entram a “1” e a “5”. Giz no taco, aponto à “3”, preparo o efeito… e aparece o Sargento da Guarda ao Quartel. “Quem é o Sargento de Dia ao Piquete?” pergunta ele. Com uma tacada brusca meto a bola no buraco do canto. “Sou eu, porquê?” – respondo-lhe com maus modos. Com o ar mais importante do Mundo diz-me: “O Nosso Segundo Comandante está à tua espera no edifício de Ordem Pública do QG. Vai lá depressa”. Prontos… lá se foi uma vitória certa. Boina na cabeça, blusão apertado e lá vamos a caminho do Quartel-General. Em 10 minutos estamos lá. À porta de armas informam-nos que deveremos ir imediatamente para a Sala de Operações. Entro, faço a continência e com um olhar rápido inventario os participantes na reunião: Um Major, o meu Segundo Comandante; três Capitães, dois do meu quartel e um de cavalaria; seis Alferes, todos do QG. Com ar grave diz-me o Major: “Ó Ribeiro, vamos entrar em prevenção rigorosa e quero que você me organize a defesa e proteção dos paióis. Ponha todos os seus homens do piquete a interditar as estradas de acesso e, a partir de agora, reporta diretamente a este grupo de oficiais. Vá lá organizar as tropas e depois encontramo-nos na messe de oficiais do Batalhão”. Faço novamente a continência e respondo: “Sim senhor, meu Comandante. É para já”. Meia volta e em passo rápido dirijo-me para o jeep. O Martins, com o ar mais aparvalhado que já lhe tinha visto pergunta-me: “Então?! Vai haver merda?”. Sem lhe responder entro na viatura e com a mão aponto-lhe a direção do quartel. Não me apetece falar… Ainda não digeri a ordem que acabo de receber. Tenho a certeza absoluta que aquilo que andamos a falar há uns tempos vai ser hoje.
Entro na caserna da 2ª Companhia de Sapadores e acordo o pessoal: “Está a formar rápido… Quero todos na parada em 5 minutos… Levantem rações de combate e encham os cantis de água… Quero toda a gente municiada e de capacete… Hoje não é exercício noturno… É mesmo a sério”. Tenho absoluta confiança nos meus homens. São Sapadores de Engenharia, habituados a acompanharem-me em operações de interdição de pistas de aviação e desativação de explosivos. Gente de barba rija.
Passam vinte minutos da meia-noite. No programa Limite da Rádio Renascença é transmitida a canção "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso. Está a começar o meu 25 de Abril.

 

 

   Memórias... no Facebook
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Publicado por Tovi às 09:39
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2021
Presidenciais em Portugal e as Cowboyadas nos USA

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Partilhado à má fé… ou seja, sem ter pedido autorização à autora do texto.




Publicado por Tovi às 07:49
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