"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016
Assassinado Embaixador da Rússia na Turquia

Embaixador russo assassinado na Turquia 19Dez2016.
As coisas já andavam quentes… mas agora vão ficar ao rubro.

 

Segundo a agência estatal turca Anadolu a polícia já deteve seis pessoas desde que o embaixador da Rússia em Ancara, Andrei Karlov, foi mortalmente atingido a tiro numa galeria de arte da capital turca no dia de ontem, por um agente da polícia, que estava de folga, e que gritou "Não esqueçam Aleppo, não esqueçam a Síria" " e "Allahu Akbar" ('Deus é grande'). A mãe, o pai, a irmã e outros dois familiares do assassino, que foi abatido pela polícia no local do crime, foram detidos na província de Aydin; e o seu colega de casa foi levado para uma esquadra em Ancara.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia informou que as autoridades russas e turcas falaram ao telefone durante a noite e concluíram que têm de trabalhar mais para um combate efectivo ao terrorismo. Para hoje, é esperada uma reunião entre os chefes da diplomacia da Rússia, da Turquia e do Irão, que já estava marcada e que terá lugar em Moscovo, para discutir a grave crise humanitária na Síria. Uma delegação russa terá aterrado em Ancara pelas 11h locais (8h em Lisboa) para participar nas investigações ao ataque, avançou a CNN Turk.



Publicado por Tovi às 08:13
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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
A Turquia, o Islão e a laicidade

Reconheço que sei pouco, muito pouco mesmo, sobre a Turquia dos nossos dias, mas lendo textos como este que Carlos Esperança publicou no seu mural do Facebook, estou certo que vou ficar a saber mais alguma coisa da realidade turca actual.

{#emotions_dlg.star} A Turquia, o Islão e a laicidade
A Turquia era a última esperança de um país laico com religião muçulmana maioritária. Era o exemplo que os otimistas apresentavam para justificar a compatibilidade de uma religião com a democracia e do proselitismo religioso com a pluralidade de pensamento que é apanágio dos regimes democráticos.
Todos esqueceram que as democracias são recentes na história da Humanidade e que o cristianismo só foi tolerante graças à repressão política sobre o clero; que só no início da década de sessenta, do século passado, a Igreja católica reconheceu o direito à liberdade religiosa, durante o concílio Vaticano II.
A Guerra dos Trinta Anos acabou em 1648 e, só depois 3 a 11 milhões de mortos e da paz de Vestefália, houve liberdade religiosa pela primeira vez.
A Turquia tem hoje um primeiro-ministro democraticamente eleito, com a ajuda de Alá e a misericórdia de Maomé mas o desrespeito à Constituição é total.
Os conflitos em Istambul, Ancara e Esmirna, os mais violentos, são uma luta de vida ou de morte onde se confrontam as liberdades e a submissão ao Islão. A violência policial é a amostra do que são capazes os mullahs. As restrições sobre o vestuário, a comida e os afetos são o princípio do fim da laicidade.
Por ora a polícia ainda não cheira o hálito dos transeuntes para averiguar se consumiram álcool mas já adverte os namorados que desafiam a pudicícia de Maomé ao caminharem de mãos dadas. O beijo entre um homem e uma mulher, na via pública, começa a ser tão inaceitável como o presunto. A televisão do Estado ignora os milhares de feridos que os polícias fizeram, os 1700 detidos, os dois mortos e o bloqueio à Internet.
Importante é que cada vez mais turcos façam cinco orações diárias e jamais se atrevam a urinar virados para Meca, a cidade santa que recebe anualmente 13 milhões de crentes.
O Governo de Recep Tayyip Erdogan hesita, mas sabe que se perder esta batalha pode perder as delícias do Paraíso e o direito de impô-las aos que as desprezam. O mal não é de quem acredita no Paraíso, é de quem o quer impor aos outros. Na Turquia joga-se a nossa forma de viver e a liberdade de que gozamos. O rastilho do fanatismo está aceso.


«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.serious} Uma amiga minha a viver há uns anos nos arredores de Istambul, escreveu ontem no seu mural do Facebook: "And yes, the Turks are not happy. Even here in Emirgan, so far from the city center, there is a non stop noise of pans being bashed and horns sounding. I hope all of this will make things change and no one gets hurt."

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.sidemouth} Istambul no dia de hoje (Imagem do jornal "The Times")

«Antonio Sousa Dias» no Facebook >> Revolution loading.

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.sidemouth} Ancara no dia de hoje (Imagem de "BBC News")



Publicado por Tovi às 19:24
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