"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 1 de Julho de 2022
Abriu oficialmente a «silly season» em Portugal

  Capas dos jornais de hoje

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  O que se ouve por aí
ANA está disponível para construção do Montijo já e melhorar Portela de forma mais modesta. Alcochete logo se vê.
Líder do CDS considera que Primeiro-ministro destruiu “a sua credibilidade e a do ministro em direto perante um país inteiro“.
Costa fica com gestão política do aeroporto e dá tempo a Montenegro para negociar.
Desautorização de Costa está longe de ser a primeira polémica de mandato marcado por tensões com TAP e Ryanair e até colegas de Governo.
No terramoto político de ontem em Portugal, Pedro Nuno Santos marcou-se como seguro. Só uma visão muito ingénua da política pode admitir que o processo de decisão sobre a construção de um novo aeroporto (ou de dois, no caso em concreto), já amplamente debatida com autarquias, com a ANA e outras entidades, anunciada pelo próprio ministro em "prime time" televisivo, possa ter sido omitido a António Costa e a outros membros do Governo. É muito difícil acreditar no acto de contrição do ministro das Infraestruturas quando tudo soa a tacticismo e sobrevivência. O desconforto é evidente. (Miguel Guedes no JN)
Da noite para o dia, passamos de ter tudo para voltar a ter tudo na mesma. (...) Se o país já tem problemas suficientes para perder tempo com a realpolitik, guerrilhas pelo poder e calculismos, menos tempo tem ainda para estas trapalhadas que fariam qualquer um corar de vergonha. (Manuel Molinos no JN)

 


1024.jpgNinguém terá dúvidas das ambições políticas de Pedro Nuno Santos no Partido Socialista, mas António Costa é “puta velha” (pardon my french) e não esquece alguns episódios recentes. Nos congressos dos PS não faltam também histórias que evidenciam um certo mal-estar entre ambos. Em 2018, quando Pedro Nuno Santos apresentou uma moção própria na reunião magna do partido, Costa sentiu necessidade de deixar um aviso aos potenciais sucessores: “Não meti os papéis para a reforma”. Postura diferente teve no último congresso, em agosto do ano passado, onde o tema da sucessão marcava as conversas de bastidores. Pedro Nuno Santos chegou atrasado e não falou – algo que foi interpretado como um novo sinal de desconforto. Já na última campanha eleitoral, no seu discurso em Aveiro, Pedro Nuno Santos não fez qualquer referência ao secretário-geral do PS.

 

  Pois!...
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Publicado por Tovi às 09:29
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2022
Já soam os tambores de guerra na Europa

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Estão reunidos em Madrid os líderes da NATO, a maior aliança de defesa do mundo. A reunião de alto risco de 28 a 30 de junho ocorre num momento de maior tensão global, com origem na invasão russa da Ucrânia. 

 

  Artigo de Priyanka Shankar publicado na Al Jazeera em 27jun2022 
Cinco coisas que devemos saber sobre as prioridades de defesa e segurança dos países, não apenas do Ocidente, mas também de todo o mundo.
1. O que está acontecendo e por que é importante - Na reunião do ano passado em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que o relacionamento da aliança com a Rússia estava no seu “ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria”. (...) 
2. Esperava-se que a adesão à NATO da Suécia e da Finlândia fosse rápida. Isto ainda se mantém? - A cereja no topo do bolo da reunião deste ano será a candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO. (...) 
3. A Ucrânia algum dia se juntará à NATO? - O Kremlin há muito critica o alargamento da NATO na Europa Oriental. (...) 
4. Reforço das despesas de defesa - Um dos maiores debates entre os aliados da NATO é quanto cada país gasta em defesa. (...) 
5. China na agenda? - Na reunião da NATO no ano passado, Stoltenberg destacou que “a China estava a aproximar-se da aliança” e disse que era importante para a NATO desenvolver uma posição clara e unida em relação a Pequim. (...) 

 

  Ao fim da tarde de ontem [28jun2022] soubemos que a Turquia assinou memorando de entendimento para a adesão de Suécia e Finlândia à NATO.
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A situação no Leste da Europa vai sofre inevitavelmente alterações político-militares com a adesão à NATO destes dois países nórdicos. Os próximos dias vão ser muito importantes para o rufar dos tambores de guerra. E já agora: Quer se goste quer não se goste a verdade é que Erdogan é um grande político e mais uma vez lá levou a água ao seu moinho.

 

  Ucrânia pode já não recuperar todo o seu território - CNN 28jun2022
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As autoridades na Casa Branca começam a perder a confiança de que a Ucrânia será capaz de recuperar todo o território que perdeu para a Rússia nos últimos quatro meses de guerra, mesmo com o armamento mais pesado e sofisticado que os EUA e os seus aliados pretendem enviar. Conselheiros do presidente Joe Biden começaram a debater internamente como e se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria mudar a sua definição de “vitória” ucraniana - adaptando-se à possibilidade de o seu país ter encolhido de forma irreversível.

 

  Ao 126.º dia do conflito é assim que estamos
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Um ataque com mísseis russos matou três pessoas e feriu cinco na cidade portuária de Mykolaiv na manhã de quarta-feira, disseram autoridades locais, um dia depois dos ataques que mataram três pessoas, incluindo uma menina de seis anos, nas proximidades de Ochakiv. 
Existe uma possibilidade real de que o míssil russo que atingiu um shopping-center lotado em Kremenchuk e matou pelo menos 18 pessoas, tenha sido destinado a um alvo próximo, disse o Ministério da Defesa britânico. 
Autoridades pró-russas na região ocupada de Kherson, na Ucrânia, disseram que as suas forças de segurança prenderam o prefeito da cidade, Ihor Kolykhayev, na terça-feira, depois de ele se ter recusado a seguir as ordens de Moscovo, enquanto uma autoridade local de Kherson disse que o prefeito foi sequestrado. 
Um referendo para a região de Donetsk, maioritariamente ocupada, a ser absorvida pela Rússia será realizado em 11 de setembro, disse o assessor do prefeito de Mariupol. 

 

  
António-Costa-2.jpgNa chegada à Cimeira da NATO, que se realiza em Madrid, o primeiro-ministro António Costa frisou a importância de “construir a paz e garantir uma paz duradoura nesta região euro atlântica, em especial na Europa”. Aos jornalistas e quando questionado sobre o reforço das forças de elevada prontidão anunciado por Jens Stoltenberg - que passarão de 40 mil para 300 mil - António Costa não se alongou com datas nem números concretos sobre o papel de Portugal, mas defendeu que o país irá participar “da forma adequada”“Temos incrementado a nossa participação nas forças especiais, nomeadamente na NATO. Participaremos da forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias”, disse. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não pode “objetivamente comprometer” com uma data para atingir a meta de 2% do PIB destinados à Defesa, sublinhando que o país só assume “compromissos que pode cumprir”. "Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", justificou António Costa.

 

  Forças da NATO no leste europeu
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  NATO - Novo Conceito de Estratégia (em pdf) 
Captura de ecrã 2022-06-29 171542.jpgA NATO aprovou esta quarta-feira o novo conceito de estratégia para a próxima década. Um viragem naquilo que tem vindo a ser feito, e que confirma muitas novidades, grande parte delas impulsionadas pela invasão russa da Ucrânia. Num clima constante de tensão desde 24 de fevereiro, os 30 países-membros decidiram redefinir a relação que têm com a Rússia, que passa de um "parceiro estratégico" à "mais significativa e direta ameaça aos aliados", esquecendo todo um caminho que tinha sido iniciado em Lisboa, em 2010, e com o qual a Rússia decidiu romper este ano. Nesse ano, abriu-se caminho para uma aproximação entre NATO e Rússia, sendo que o presidente da altura, Dmitry Medvedev, chegou mesmo a participar no evento que decorreu na capital portuguesa. 




Terça-feira, 28 de Junho de 2022
Conferência dos Oceanos

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Sendo a Zona Económica Exclusiva de Portugal a 3.ª maior da União Europeia (1.727,408 km2), a 5.ª maior da Europa e a 20.ª maior do mundo, a CONFERÊNCIA DOS OCEANOS, que se realiza em Lisboa de 27 de junho a 1 de julho, é da maior importância.

  As Nações Unidas, com o apoio dos Governos de Portugal e do Quénia, acolhem a Conferência dos Oceanos, em Lisboa, de 27 de junho a 1 de julho de 2022. A Conferência é um apelo à ação pelos oceanos – exortando os líderes mundiais e todos os decisores a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e aumentarem o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos. A Conferência dos Oceanos acontece num momento crítico, pois o mundo procura resolver muitos dos problemas profundamente enraizados nas nossas sociedades e evidenciados pela pandemia da covid-19. Para mobilizar a ação, a Conferência procurará impulsionar as muito necessárias soluções inovadoras baseadas na ciência, destinadas a iniciar um novo capítulo na ação global pelos oceanos.

  Jose Antonio M MacedoClaramente. Assim, se vê o valor de cada uma das onze ilhas portuguesas habitadas, das Desertas e das Selvagens para Portugal. Um valor que muitas vezes é esquecido.

 


mw-860.jpgO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou nesta segunda-feira [27jun2022] as "promessas concretas e vinculativas" assumidas na Conferência dos Oceanos e destacou o compromisso do primeiro-ministro, António Costa, de ter 30% das áreas marinhas nacionais classificadas até 2030. Em conferência de imprensa, na Altice Arena, em Lisboa, onde ontem começou a 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a esperança de que este encontro seja "um ponto de partida para uma grande mudança" na ação global em relação a esta matéria. Marcelo Rebelo de Sousa tinha ao seu lado o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia, país com o qual Portugal partilha a organização desta conferência.

 

  Biodiversidade... by António Gaspar
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Publicado por Tovi às 07:17
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2022
Sérgio Sousa Pinto sobre a situação crítica no SNS

O Sérgio não é "cartilheiro"... o Sérgio é um socialista sério e assertivo nas suas afirmações.

 


Captura de ecrã 2022-06-20 215040.jpgSérgio Sousa Pinto, deputado do PS e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros no Parlamento português, defende demissão de Marta Temido: "País já não tem confiança na ministra". Em programa de comentário na CNN, Sousa Pinto foi taxativo: o país "já não tem confiança" em Temido e não acredita que venha a ser "protagonista" de reformas no SNS. É a primeira voz no PS a fazê-lo. É uma crítica rara vinda do próprio partido - e é, de resto, frequente que a oposição nem sequer se atravesse a defender demissões de membros do Governo e argumente que esse tipo de decisões pertence ao primeiro-ministro, ou que não se resolvem com uma mudança de protagonistas. Na passada quarta-feira, a ministra da Saúde anunciou a criação de uma comissão de acompanhamento de resposta em urgência de Ginecologia-Obstetrícia e Bloco de Partos, para garantir o atendimento atempado dos utentes em caso de emergência. As críticas à gestão do Sistema Nacional de Saúde intensificaram-se há uma semana, quando uma grávida que se dirigiu ao hospital das Caldas da Rainha numa altura em que a urgência de Obstetrícia estava encerrada acabou por perder o bebé.

  “E então? Era o que faltava agora andar a seguir as opiniões do Sérgio Sousa Pinto”, disse o primeiro-ministro quando confrontado com declarações do deputado socialista que pediu a demissão de Temido.



Publicado por Tovi às 09:44
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2022
Ainda vão chamar "putinista" ao Papa... e ao Costa

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"Alguém pode me dizer neste momento: mas você é pró-Putin! Não, não sou”, disse Francisco. “Seria simplista e errado dizer uma coisa dessas. Sou simplesmente contra reduzir uma situação complexa a uma distinção entre bons e maus, sem raciocinar sobre raízes e interesses, que são muito complexos.” O Papa também relembrou uma conversa que teve antes da guerra com um chefe de Estado não identificado – um “homem sábio” – que disse a Francisco que estava preocupado com a NATO e a Rússia. “Ele disse: ‘Eles estão latindo nos portões da Rússia. A situação pode levar à guerra'", disse o Papa. “Aquele chefe de Estado foi capaz de ler os sinais do que estava acontecendo.” (tradução Google)
 
  Uma adesão rápida e sem debate sério seria catastrófica para a UE

Captura de ecrã 2022-06-14 211448.jpgO primeiro-ministro português alerta para o risco de se criarem falsas expectativas à Ucrânia relativamente à adesão à União Europeia. Em entrevista ao Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês), António Costa sublinhou que “o grande risco é criar falsas expectativas que se tornam em desilusão amarga”. São necessários “menos debates legais e mais soluções práticas”, disse o chefe de Governo português, que não se mostrou abertamente contra conceder à Ucrânia o estatuto de país candidato na cimeira da próxima semana, a 23 e 24 de junho, mas disse estar à espera da avaliação da Comissão. Era essencial responder à emergência que a Ucrânia e o povo ucraniano estão a viver presentemente”, acrescentou António Costa, defendendo que a atribuição do estatuto de candidato não resolverá os problemas urgentes da Ucrânia e apenas exibirá as divisões europeias a este nível, dando um presente ao Presidente russo, Vladimir Putin. O meu foco é obter no próximo Conselho Europeu um compromisso claro no apoio urgente e criar uma plataforma de longo prazo para apoiar a retoma da Ucrânia”, disse António Costa. “Esta é a minha prioridade” e para isto “não precisamos de abrir agora uma negociação ou procedimento que levará muitos anos”, concluiu.

 

  O foco da Rússia no conflito agora é Donbas
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Dia após dia, as tropas de Putin estão ao ataque na região de Donbas, com implacável artilharia e ataques aéreos, fazendo um progresso lento, mas constante, para conquistar o coração industrial da Ucrânia. Com o conflito agora no seu quarto mês, é uma campanha de alto risco que pode ditar o curso de toda a guerra.

 

  A triste realidade ao 112.º dia da invasão russa da Ucrânia
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Moscovo pede rendição de Severodonetsk, mas as forças ucranianas não mostram sinais de atender à demanda russa enquanto a batalha pelo controle de uma importante cidade do leste continua acirrada.



Publicado por Tovi às 08:03
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Sábado, 21 de Maio de 2022
António Costa em visita à Polónia e Ucrânia

 António Costa na Polónia
Captura de ecrã 2022-05-20 204843.jpgO primeiro-ministro António Costa confirmou ontem, após reunir-se com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki, em Varsóvia, que Portugal está a discutir com vários governos a possibilidade de usar o porto de Sines como plataforma de distribuição de gás, transferindo-o de navios maiores para embarcações mais pequenas, capazes de operar nos mares Báltico e do Norte. Mateusz Morawiecki, por seu lado, revelou que a Polónia está interessada em cooperar com Portugal num eventual transporte de gás natural liquefeito (GNL), referindo que o seu país está a tornar-se num eixo para o gás e, portanto, "se pudermos obter gás adicional [...] estaríamos muito interessados neste tipo de cooperação com Portugal", concluiu Morawiecki.
Para além das questões energéticas, António Costa, deixou a garantia de que Portugal vai reforçar o apoio material à Polónia no esforço que este país está a fazer no acolhimento aos refugiados ucranianos, num valor “até ao montante máximo” de 50 milhões de euros, traduzidos no envio de “casas pré-fabricadas, casas modelares, produtos farmacêuticos e bens alimentares, roupa e calçado”, entre outros, voltando a referir que o país continua disponível para colaborar com as autoridades polacas na partilha do esforço de acolhimento dos refugiados ucranianos. Após o encontro com o seu homólogo polaco, António Costa deslocou-se ao Estádio Nacional de Varsóvia, onde está instalado o maior centro de acolhimento a refugiados da guerra na Ucrânia, reiterando a promessa de solidariedade de Portugal no processo de acolhimento, instalação e encaminhamento.

 

  António Costa em Irpin
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O primeiro-ministro dirigiu-se até Irpin, uma das zonas mais afectada pela guerra que fica a cerca de 20 quilómetros da capital ucraniana. “Ver ao vivo é algo absolutamente devastador pela brutalidade do ataque, a forma cruel como os carros foram metralhados com pessoas lá dentro”, disse Costa em Irpin. “É muito duro ver”, diz o primeiro-ministro em visita à cidade que esteve tomada pelos russos. “A guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares são as regras do jogo. Quando é sobre civis, as suas habitações e viaturas quando estavam a fugir, já não é uma guerra normal, já estamos a falar de algo absolutamente criminoso que visa a pura destruição da vida das pessoas e do futuro de um país”. Antes de terminar a breve visita a Irpin, o primeiro-ministro disse, em relação aos crimes de guerra, que “é fundamental que a investigação prossiga” e que os “responsáveis devem ser levados perante a justiça e punidos”.

 

  António Costa em Kiev
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O primeiro-ministro português esteve hoje reunido com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro António Costa revelou que propôs o apoio de Portugal na reconstrução de escolas na Ucrânia. “Estamos disponíveis para patrocinar uma zona geográfica ou a reconstrução de escolas e jardins de infância”. A discussão continuará agora em reuniões com o governo, disse Costa que apontou com vantagem nacional no apoio à reconstrução de escolas a experiência na reconstrução destas infraestruturas em Portugal pela Parque Escolar. No início da declaração que fez no palácio presidencial, Costa disse ter sido “com grande emoção” que teve a “oportunidade de ser recebido pelo presidente Zelensky. “Um líder que inspira o mundo e nos tem dado a todos grande exemplo de coragem, personalizando notável resistência contra agressão ilegal e forma bárbara como a Rússia tem conduzido a guerra em território ucraniano”.  Nesta conferência de imprensa depois da reunião com António Costa, o presidente ucraniano afirmou que “Portugal nesta luta está do lado justo da história”.

 

  Adesão da Ucrânia à União Europeia 
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O primeiro-ministro português elogiou a resistência do povo ucraniano: “Persistência, determinação e coragem não lhes falta. Se têm tido para esta guerra, não há de faltar para desafios muito mais fáceis como a adesão europeia”, disse afirmando que a UE é “o destino” da Ucrânia, mas frisou: “Os processos de adesão são altamente complexos, incertos e difíceis. O nosso levou 9 anos”. Zelensky responder depois: “Compreendo que muitos países esperaram muitos anos para chegar a ser candidatos e depois membros. Mas é incorreto comparar a Ucrânia com esses países que passaram esse caminho em paz. Nós, em guerra, não estamos só a perder o tempo, mas também pessoas, vidas humanas, por isso agradeço quem apoia a nossa candidatura”. 

 

  Al Jazeera - 15h26 (TMG) de 21mai2022
Portugal PM Costa visits Ukraine, meets Zelenskyy
Portugal’s Prime Minister Antonio Costa says he supports Ukraine’s European Union accession bid. Speaking alongside Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy during a visit to Kyiv, Costa backed Ukraine’s EU ambitions saying “the worst thing the European Union could do to Ukraine would be to divide itself now over any decision regarding the future.” Costa reaffirmed Portugal’s commitment to the reconstruction of Ukraine stating it should be a priority in the next European Councils to find a collective response on how to rebuild the war-torn country. “We must be together, because it is together that we can build our Europe,” Costa said.

 

  
transferir.jpgAntónio Costa entregou a insígnia da Ordem da Liberdade a um funcionário diplomático na embaixada portuguesa em Kiev. Trata-se de Andrei Putilovskiy que ajudou dezenas de portugueses e luso-ucranianos a abandonar o país. O funcionário da Embaixada recebeu a insígnia da Ordem da Liberdade por ter permanecido em Kiev, disponível no apoio aos portugueses, luso-ucranianos e ucranianos que procuravam sair do país e chegar a Portugal. "Prestar esse auxílio em tempo de guerra exige, muitas vezes, gestos excecionais de bravura e coragem como aqueles de que deu prova. Estão-lhe gratos, seguramente, todos aqueles que pode salvar", afirmou António Costa. 

 

  Público e JN de 22mai2022
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Publicado por Tovi às 08:35
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2022
As inconfidências de Marcelo

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António Costa está de visita à Roménia e à Polónia e assumiu que, como se previa, vai aproveitar a oportunidade para ir a Kiev, respondendo ao convite que lhe foi feito pelo primeiro-ministro ucraniano. Contudo, por questões de segurança, essa visita não estava anunciada nem incluída no programa oficial de Costa. Mas Marcelo Rebelo de Sousa, numa escala da viagem para Timor, em declaração aos jornalistas, anunciou que o primeiro-ministro vai esta semana à Ucrânia. O Primeiro-ministro, com muito fair-play, acabou por dizer: "O sr. Presidente anunciou está anunciado. Fez certamente bem, é por isso que é Presidente da República. Não condicionamos o timing do uso da palavra pelo sr. Presidente".


Luis Miguel Moreira - De um palhaço espera se sempre uma patetice! Marcelo, depois de ter sido gozado - e muito bem - pelo RAP no inimigo público por andar sempre a dizer que sabe das notícias pelos jornais, resolveu vingar-se e mostrar que ele, Marcelo, também é capaz de dar notícias antes dos jornais, e veio assim revelar em público e em directo um segredo de Estado! Se fosse um ministro a revelar uma viagem secreta de um representante de estado, seria possivelmente demitido de funções! Ao palhaço nada acontece! Faz parte da profissão dizer patetices! 
Rodrigues Pereira - E temos também um monarca putativo - que, por mero acaso, foi eleito Presidente da República - que resolveu dar uma entrevista em plena lounge da First Class da Emirates, no Dubai, a anunciar aos quatro ventos quando o nosso primeiro-ministro iria visitar Kiev. Ora se o cavalheiro ia a caminho de Timor - e bem - não poderia ter-se atido à comemoração da independência, do magnífico café que ainda vai produzindo ou, até, do papel do Comendador Nabeiro na revitalização da economia da ilha??? Arre, que o homem não consegue ficar calado!!! 
David Almeida
Foi para não ser informado, outra vez, pela comunicação social...🤣🤣🤣
Alfredo FontinhaMarcelo, um incontinente verbal!

  JN e Público de hoje
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  Primeiro-ministro português na Roménia
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  Kremlin... esta manhã
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Publicado por Tovi às 08:27
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Sábado, 23 de Abril de 2022
Desempenho dos políticos, do Governo à oposição

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Se não estou em erro esta é a primeira sondagem [Aximage para JN, DN e TSF] sobre "o desempenho dos políticos, do Governo à oposição" conhecida após as Legislativas2022.

 

  JN 23abr2022Primeiro-ministro recupera fôlego na avaliação dos portugueses, neste arranque de legislatura, mas ainda está longe do apoio que conseguia há um ano. Presidente da República beneficia de admiração suplementar entre as mulheres para se manter no topo. Depois da tempestade política do ano velho, a bonança que chega a par da maioria absoluta do ano novo: o primeiro-ministro volta a ter saldo positivo (26 pontos) na avaliação dos portugueses, segundo o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. O que não muda é a popularidade do presidente da República (mantém um saldo positivo de 46 pontos). Outra coisa que se manterá sem oscilações, aposta a maioria (47%), é o relacionamento de Marcelo e Costa. Os restantes dividem-se entre a previsão de que o ambiente entre os dois vai melhorar (23%) ou piorar (23%). Caso para atirar uma moeda ao ar.
Alguns dados interessantes 
67% - Dois terços dos inquiridos pedem a Marcelo que seja mais exigente com o Governo. Uma percentagem semelhante ao habitual, embora agora uns pontos mais abaixo do que nos últimos dois barómetros do ano passado.
47% - Há apenas um segmento em que vence a ideia de que o presidente não deve ser mais exigente com Costa: entre os socialistas (47%). Na verdade também entre os eleitores do Livre, mas estes têm um peso muito pequeno na amostra.
32% - Os portugueses mais otimistas quanto a uma evolução positiva da relação política entre Marcelo e Costa são os mais jovens (18/34 anos).
58% - Os que mais apostam na degradação do diálogo entre o presidente e o primeiro-ministro são os inquiridos que votam no Chega.
Marta Temido é a ministra mais popular e Fernando Medina o único que parte com um saldo negativo para a nova legislatura, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. A titular da pasta da Saúde consegue, aliás, um resultado melhor do que o do Governo no seu conjunto, destacando-se, não só do seu colega das Finanças, mas também de Mariana Vieira da Silva (Presidência), Pedro Nuno Santos (Infraestruturas e Habitação) e José Luís Carneiro (Administração Interna).
Parlamento renovado, equilíbrio de forças alterado, mas a mesma conclusão de sempre: nota negativa para a Oposição, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas há uma novidade significativa: André Ventura é, nesta altura, quem tem mais "votos" como líder da Oposição ao Governo. O vazio de Poder no PSD ajuda a explicar a preponderância do líder do Chega. Rui Rio está de saída, mas ainda não tem substituto nos sociais-democratas. E ainda falta mais de um mês para que os militantes sejam chamados a fazer a sua escolha. Ventura vence em quase todos os segmentos geográficos, de género, de idade e de classe social. A única exceção é a região Norte, onde o mais apontado é Rio.

 

  Nada de surpreendente... ou não tivéssemos a oposição que temos
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  Comentários no Facebook
João CerqueiraSondagens, tem pouca fiabilidade nos números que apresentam, mas são um bom instrumento de propaganda. E barato.
David RibeiroPois a mim, João Cerqueira, os dados desta sondagem parecem-me muito razoáveis, tendo em conta a contínua "popularidade" do Presidente da República e a muito recente maioria absoluta de António Costa.



Publicado por Tovi às 09:53
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Quinta-feira, 31 de Março de 2022
Um novo Parlamento e um novo Governo

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Retomou funções na passada terça-feira um novo Parlamento, saído das eleições de 30 de janeiro e dando início a uma nova legislatura, com 120 deputados do PS, 77 do PSD, 12 do Chega, oito do IL, seis do PCP, cinco do BE e um de cada do PAN e do Livre. Augusto Santos Silva, 65 anos de idade, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e candidato único apresentado pelo PS, foi eleito presidente da Assembleia da República com 156 votos a favor, 63 brancos e 11 nulos.

 

  Primeiro discurso de Santos Silva após ter sido eleito

  • Serei o primeiro presidente com origem, actividade profissional e residência no Porto.
  • Dirijo-me a todos, porque de todos serei o presidente. Agradeço a confiança, senhoras e senhores deputados, que acabais de me manifestar, elegendo-me para presidente da Assembleia da República.
  • Caras e caros colegas, é uma honra, que excede seguramente o mérito pessoal, esta que me dais de ocupar a mesma cadeira que, após a madrugada libertadora, se sentou Henrique de Barros e de me seguir a figuras como Almeida Santos, Mota Amaral, Jaime Gama, Assunção Esteves e Ferro Rodrigues, só para citar os que presidiram esta casa no último quarto de século.
  • O bom requisito para ser patriota é não ser nacionalista, isto é, não ter medo de abrir fronteiras, de integrar migrantes, de acolher refugiados, de praticar o comércio e as trocas culturais.
  • A interrogação sacode os preconceitos, abre caminhos, convida a ouvir as várias respostas, trava o passo ao dogmatismo e à intolerância. (...) As ideias próprias não precisam de ser gritadas, porque a qualidade dos argumentos não se mede em decibéis. O único discurso sem lugar aqui há de ser o discurso do ódio.

 

 

  Tomada de posse do XXIII Governo Constitucional
No dia de ontem [4.ª feira - 30mar2022] no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, tomou posse o Governo saído das eleições de 30 de janeiro.
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Discursando nesta cerimónia o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, frisou que "Os portugueses escolheram mudar dando ao partido do Governo, desta vez, maioria absoluta", sendo que assim o Executivo terá "condições excecionais para, sem desculpas ou álibis, poder fazer o que tem de ser feito". Ainda assim, o presidente deixou um primeiro alerta: "Deram-lhe uma maioria absoluta; não lhe deram, como nunca acontece numa democracia, nem poder absoluto nem uma ditadura da maioria". E dirigindo-se explicitamente a Costa, Marcelo considerou que a maioria absoluta foi conferida não só a um partido, "mas, também, a um homem" que, na campanha eleitoral, "fez questão de personalizar o voto ao falar de uma escolha entre duas pessoas [ele próprio e Rui Rio] para a chefia do Governo".
António Costa, no seu discurso de posse como primeiro-ministro do XXIII Governo Constitucional, dirigiu palavras de "profunda gratidão" à equipa que cessou funções e que "enfrentou a tormenta" da pandemia da covid-19. Para o mandato que agora começa, promete uma atitude de "coragem e ambição" mesmo se confrontado com "tormentas e tempestades".

  E eu, que já vi muitas tomadas de posse de governos, muito me ri ao ouvir o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.


Luís ImpérioÉ um pandego o Marcelo....
António Conceição - Quando na faculdade fiz a cadeira de Direito Constitucional, os alunos dividiam-se em dois grupos: os que queriam saber Direito Constitucional e os que queriam despachar a disciplina com um dez. Os primeiros estudavam os manuais de Gomes Canotilho e de Jorge Miranda. Os segundos liam o manual de Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa é isto, foi sempre isto, da Faculdade de Direito à Presidência da República, passando pelo comentário futebolístico e de divulgação de novidades editoriais nas televisões: um bom resumo para tirar dez. Tem inteligência para ir muito mais longe, mas não vai. Fica-se pelo resumo. Como político, o país não lhe interessa, como, enquanto professor, o Direito também nunca o interessou. Interessa-lhe a chicana e a pequena trica politiqueira. Ontem, imagino, deve ter adormecido todo contente, porque se sentiu a tramar António Costa. Cortou-lhe as veleidades de abandonar o Governo a meio do mandato. Hoje, os jornais gastam muitas linhas a analisar o discurso de Marcelo. O discurso de Marcelo, como sempre, não tem qualquer relevância. É um discurso para quem quer um país a safar-se à rasca, com dez na oral.
Júlio Gouveia
Sinceramente parece-me bem. Eu nem sou pelo Marcelo, nem nunca votei nele, mas desta vez foi das rarissimas vezes que achei que esteve bem. O PS ganhou as eleições, e pir muitos e ganhou o direito dd governar 4 anos, mas estd PS apresentou-se com a cara do AC. Aliás foi o proprio AC que em variadissimas vezes durante a campanha disse que as eleições eram e o povo tinha de votar entre ele e o Rio.Ora se AC sair não se saberá se a vontade popular será a mesma e se o povo quer ou não renovar a maioria se AC não estiver. ALIAS ,parece-me mais que este aviso será para os potenciais futuros candidatos a PM e a secretario geral do PS, qusndo e se o Costa saisse avisando desde já que se o Costa sair, que estes candidatos não pensem que se forem eleitos secretario geral do partido terão a porta aberta de primeiro ministro sem que se tenham de candidatar perante o povo para eleições e ganharem legitimidades.
Isabel Sousa BragaEstá mais para chorar do que para rir 😔

 

  Os deputados da Assembleia da República elegeram hoje a socialista Edite Estrela (159 votos a favor em 224 deputados votantes, 59 brancos e seis nulos) e o social-democrata Adão Silva (190 favor, apenas 28 brancos e seis nulos) para duas das quatro vice-presidências da Assembleia da República. Cada um dos quatro maiores grupos parlamentares tem direito a apresentar um candidato a vice-presidente da AR. Os candidatos apresentados pelo Chega (Diogo Pacheco de Amorim na primeira votação e Mithá Ribeiro na segunda) e pela Iniciativa Liberal (João Cotrim de Figueiredo) não passaram na votação.



Publicado por Tovi às 18:30
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Sábado, 26 de Março de 2022
Limitação do preço da energia no mercado ibérico
  Durante a tarde de ontem um bom amigo [Jorge de Freitas Monteiro] deu-me a conhecer o que aconteceu no Conselho Europeu:
 
Captura de ecrã 2022-03-26 090521.jpgO PM espanhol terá abandonado a sala do Conselho Europeu furioso com a oposição da Alemanha, da Holanda e dos países nórdicos em relação às propostas luso espanholas para limitar o preço da energia no mercado ibérico; Pedro Sanchez terá ameaçado vetar as conclusões da reunião, que têm que se aprovadas por unanimidade.
“El Consejo Europeo que se ha reunido en Bruselas se ha tenido que parar durante unos minutos por una rabieta del presidente español, Pedro Sánchez, cuando no se le ha aceptado una solución a escala europea para moderar los precios de la energía, ni tampoco centrada solo en España y Portugal, por la oposición de Alemania, de Países Bajos y de los países escandinavos. La reacción del presidente español ha sido furibunda coincidiendo con que se siente muy presionado por las protestas en la calle contra el alza de precios y entre acusaciones que el Gobierno no hace nada. "Me voy a airear un rato a ver si encuentran una solución técnica", ha soltado Sánchez mientras abandonaba el encuentro, lo que ha forzado a hacer una pausa, según informa la Ser.
"La cumbre no puede acabar sin acuerdo. Necesitamos medidas y las necesitamos ahora", afirmó ayer Sánchez en el diario económico Financial Times, reconociendo que su apuesta está en riesgo. Sánchez ha amenazado con vetar el documento de conclusiones de la reunión si no se atienden sus reclamaciones para desvincular el precio del gas del de la electricidad o si no se le da una solución separada para España y Portugal, diferente del resto del mercado eléctrico europeo.”
 
 
  Mais para o fim do dia de sexta-feira a comunicação social portuguesa falou do assunto:
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O primeiro-ministro, António Costa, e o chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciaram hoje um acordo dos líderes da União Europeia (UE) para introduzir uma exceção no sistema energético europeu para a Península Ibérica, visando poder baixar preços.
António Costa falou num "objetivo muito claro" que passa por "assegurar que o crescimento que está a ter o preço do gás não vai continuar a repercutir-se no preço da eletricidade". Para isso, os dois países vão "adotar medidas para fazer um preço máximo de referência para o gás, a partir do qual do qual todos os outros preços não poderão ultrapassar e, assim, obtemos uma redução muito significativa do preço da energia com grandes poupanças para as famílias e grandes poupanças para as empresas". 
A decisão esta sexta-feira tomada surge numa altura de aceso confronto armado na Ucrânia provocado pela invasão russa, tensões geopolíticas essas que têm vindo a afetar o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros. A Rússia é também responsável por cerca de 25% das importações de petróleo e 45% das importações de carvão da UE. Em média, na UE, os combustíveis fósseis (como gás e petróleo) têm um peso de 35%, contra 39% das energias renováveis, mas isso não acontece em todos os Estados-membros, dadas as diferenças entre o cabaz energético de cada um dos 27 Estados-membros, com alguns mais dependentes do que outros.



Publicado por Tovi às 09:05
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Quinta-feira, 24 de Março de 2022
XXIII Governo de Portugal

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Novo Governo tem 17 ministros (menos dois do que o anterior) e 38 secretários de Estado (menos 12). E ao fim da tarde de ontem a SIC divulgou o que disse ser uma lista completa de nomes. Era esta:

  • Ministério da Presidência – Mariana Vieira da Silva (mantém-se)
  • Ministério dos Negócios Estrangeiros – João Gomes Cravinho (troca de pasta)
  • Ministério da Defesa Nacional – Helena Carreiras (novidade)
  • Ministério da Administração Interna – José Luís Carneiro (novidade)
  • Ministério da Justiça – Catarina Sarmento e Castro (novidade)
  • Ministério das Finanças – Fernando Medina (novidade)
  • Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares – Ana Catarina Mendes (novidade)
  • Ministério da Economia e do Mar – António Costa e Silva (novidade)
  • Ministério da Cultura – Pedro Adão e Silva (novidade)
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Elvira Fortunato (novidade)
  • Ministério da Educação – João Costa (novidade)
  • Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho (mantém-se)
  • Ministério da Saúde – Marta Temido (mantém-se)
  • Ministério do Ambiente e Ação Climática – Duarte Cordeiro (novidade)
  • Ministério das Infraestruturas e Habitação – Pedro Nuno Santos (mantém-se)
  • Ministério da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa (mantém-se)
  • Ministério da Agricultura e da Alimentação – Maria do Céu Antunes (mantém-se)

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  E confirma-se o que a SIC divulgou... já está no site oficial de informação da Presidência da República Portuguesa
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  Adoro estes títulos de primeira página
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Publicado por Tovi às 07:18
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Quarta-feira, 23 de Março de 2022
28.º dia da invasão russa da Ucrânia

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Antes da invasão da Ucrânia a Rússia tinha mais de 200 mil sodados ao longo da fronteira e tudo parecia ir ser uma campanha rápida até o governo em Kiev ser substituído por um ”fantoche” qualquer ao serviço de Vladimir Putin. Mas passado quase um mês a campanha militar da Rússia na Ucrânia estagnou em todas as frentes e resume-se praticamente a devastadores bombardeamentos, muitos dos quais contra edifícios civis habitados ou mesmo serviços hospitalares. Tudo isto será não só o resultado de um mau planeamento, uma fraca moral das tropas e má logística do Kremlin, mas também e seguramente devido a uma forte resistência das forças ucranianas, que permanecem firmes e bem coordenadas, com a grande maioria do território em mãos fieis ao governo de Volodymyr Zelensky. Tudo leva a crer que o plano original de Putin falhou, mas ainda vamos ter tempos sombrios pela frente.
  
Tiago Mergulhão Gomes - A ajuda do Ocidente, sob a forma de armas anti-tanque e mísseis antiaéreos também tem mostrado o seu valor.

 


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O primeiro-ministro António Costa despediu-se ontem das tropas portuguesas que vão para a Roménia no âmbito da NATO e garantiu que Portugal vai estar presente naquilo que for solicitado para defender a paz nos territórios da organização.

 


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Juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal tomou a decisão de permitir que Mário Machado deixe de ser obrigado a comparecer regularmente à polícia e ir combater voluntariamente na Ucrânia. O Ministério Público discorda e vai recorrer desta decisão judicial.
  Rui MoreiraA grande preocupação do PCP e do BE é o senhor Mário Machado. Pessoa pouco recomendável mas irrelevante. Claro que há uma decisão judicial invulgar. Mas isso sucede todos os dias. Contextualizemos, ainda assim: A minha preocupação é o senhor Putin, e a 5a coluna portuguesa. Do BE ao PCP, colaboracionistas de facto. E é isto, o caso Machado, que preenche o espaço mediático, com um tema irrelevante. Eu acho que o Bernardino, a Catarina e quejandos devem ir lutar pelas suas convicções. O Bernardino Soares é livre de ir combater ao lado dos russos. A Catarina também porque o Trotsky não se importa. Tenham juízo. Todos. Se puderem, tenham vergonha.
  Expresso
Adido militar da Embaixada da Ucrânia em França diz que Mário Machado não pode "entrar nas forças armadas” ucranianas devido aos “crimes mencionados no cadastro”. Um dos critérios para a aceitação de candidatos na Legião Internacional de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia é a “ausência de condenação por crimes, comprovada através do registo criminal”, garante o coronel Sergii Malyk, adido militar da Embaixada da Ucrânia em França ao “Diário de Notícias”. Quando questionado sobre Mário Machado, o militar diz que “a pessoa que refere não pode ser aceite".
PúblicoO militante neonazi Mário Machado regressa esta sexta-feira [25mar2022] a Portugal, depois de ter estado praticamente uma semana na Ucrânia, e volta a estar sujeito a apresentações periódicas às autoridades, confirmou esta quinta-feira o seu advogado. Em declarações à Lusa, José Manuel Castro explicou que o antigo dirigente de extrema-direita fez “distribuição de bens alimentares e material sanitário” em solo ucraniano e que “não chegou a combater”, apesar de ter estado num “cenário de guerra”. O mandatário adiantou também que Mário Machado trouxe alguns refugiados até à Alemanha e integrou algumas das cerca de 20 pessoas que viajaram consigo nos “meios de defesa” ucranianos.

 

  As outras guerras a que não estamos a prestar atenção (in Expresso)
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Conflitos ativos em 2022
Iémen: uma das maiores crises humanitárias do mundo. Cerca de 377 mil pessoas terão morrido devido à guerra até ao final do ano passado, há mais de 20 milhões a precisar de ajuda humanitária.
República Centro Africana: em guerra civil há quase 13 anos. Já morreram milhares de pessoas, há mais de 500 mil refugiados e 581 mil deslocados internos, e cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária.
Nigéria: a ganhar terreno ao extremismo devagar. O grupo fundamentalista Boko Haram e mais recentemente o ISWAP têm feito milhares de vítimas desde 2009: as últimas estimativas apontam para 350 mil mortes.
Líbia: uma nação entre estados paralelos. No total, a guerra civil já causou pelo menos mil mortes. Cerca de 217 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas, e há 1,3 milhões a precisar de assistência humanitária.
Myanmar: a perseguição contra os Rohingya, um povo sem voz. Há 1,3 milhões de Rohingya em Myanmar: mais de 700 mil já fugiram para o Bangladesh desde 2017 e outros 129 mil foram forçados a deixar as suas casas no país para não perderem a vida. O número de desaparecidos é elevado, o número de violações e torturas também, e não se sabe ao certo quantos milhares de pessoas já foram mortas.
Israel: o "apartheid" ao povo palestiniano. É difícil fixar o número de vítimas ao longo dos anos, mas estima-se que mais de 14 mil pessoas perderam a vida desde 1987. A esmagadora maioria são cidadãos palestinianos.
Síria: um país encurralado entre várias guerras. A ONU diz que já morreram pelo menos 400 mil pessoas. Há ainda cerca de 5,6 milhões de refugiados e 6,2 milhões de deslocados internos.
Caxemira: uma disputa longa e violenta entre Índia e Paquistão. Caxemira é uma região tripartida: a Índia controla cerca de 43% do território, o Paquistão 37% e a China 20%. O risco de um confronto militar sério entre Índia e Paquistão permanece elevado — ambas as potências têm armas nucleares e isso é uma preocupação acrescida.
República Democrática do Congo: em transição para a paz que não chega. O Congo é sinónimo de violência há décadas e continua a sofrer as consequências do genocídio do Ruanda, em 1994. As tensões entre a etnias Hutu e Tutsi continuam até hoje, e a política tem sido incapaz de trazer a paz. Há mais de 5,5 milhões de deslocados internos e mais de 800 mil refugiados noutros países.

 

 
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As primeiras notícias deste 28.º dia da invasão da Ucrânia pelos russos dizem-nos que o Laboratório Central Analítico de Chernobyl foi saqueado e arrasado durante esta noite pelas tropas de Vladimir Putin. Eram instalações "sem comparação na Europa", com "o mais moderno e sofisticado equipamento analítico [de desperdícios radioativos]”, segundo a Agência Estatal Ucraniana para a Gestão da Zona de Exclusão [da Central Nuclear de Chernobyl].

 


transferir.jpgA ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse hoje que, após vários atrasos nas entregas, mais fornecimentos de mísseis Strela estão a caminho da Ucrânia. “Posso dizer claramente que mais entregas do Strela estão a caminho”, disse Baerbock à câmara baixa do parlamento do Bundestag, citando os mísseis que historicamente estavam nos inventários do ex-exército comunista da Alemanha Oriental. “Somos um dos maiores fornecedores de armas nesta situação, isso não nos deixa orgulhosos, mas é o que devemos fazer para ajudar a Ucrânia”, acrescentou.
Também no dia de hoje o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que o país vai fornecer à Ucrânia cinco mil armas antitanque adicionais, avança a Reuters, que cita a agência TT. Estas armas são destinadas para a destruição de carros de combate ou outros veículos blindados.
Um primeiro carregamento de um novo pacote de armas dos EUA de US$ 800 milhões para a Ucrânia será enviado nos próximos dias e não demorará muito para chegar aos ucranianos, disse um alto funcionário da defesa dos EUA. Não foram especificados quais sistemas serão incluídos nos primeiros carregamentos, mas será dada prioridade aos tipos de armas defensivas já usadas pelas tropas ucranianas.

 

  Dados oficiais da NATO (21mar2022)
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Reforço de presença defensiva na parte oriental da Aliança com mais tropas, aviões e navios.
  Jorge De Freitas Monteiro - Nos dias pares o exército russo é incapaz de dar conta da Ucrânia. Já nos ímpares prepara-se para invadir mais oito países. Não é espantoso?



Publicado por Tovi às 07:07
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Sexta-feira, 11 de Março de 2022
Voos humanitários portugueses

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O Presidente da República recebeu ontem, ao final da manhã, no aeródromo militar de Figo Maduro, em Lisboa, 267 refugiados ucranianos que chegaram num avião fretado, vindo de Lublin, no leste da Polónia. Esta foi uma iniciativa de dois empresários, Roman Kurtysh, ucraniano residente em Portugal, e José Ângelo Neto, português, que criaram a associação Ukrainian Refugees UAPT, e que contou com apoios da companhia aérea Euroatlantic, da Galp e do Estado português. "À sua maneira, esta foi uma história exemplar: tivemos a sociedade civil a tomar a iniciativa, tivemos o poder político a atuar em conjunto, com relevo naturalmente para o Governo, as câmaras municipais, o poder autárquico a atuar, a embaixada sempre presente, e o voluntariado a permitir esta operação", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, perante os jornalistas, após a chegada do avião. No aeródromo de trânsito n.º1 da Força Aérea Portuguesa estiveram também as ministras de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e da Administração Interna, Francisca Van Dunem, e a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets.

O chefe de Estado referiu que “no sábado passado à tarde apareceram em Belém o José Ângelo e o Roman Kurtysh, que disseram: nós temos com o apoio da Euroatlantic a hipótese de mandar 35 toneladas por avião de equipamento, alimentos e medicamentos, e trazer 267 pessoas, crianças, mulheres, jovens, mulheres jovens, e fazer isto de imediato, precisamos que seja declarado este voo humanitário”. “De imediato foi contactada a senhora ministra da Presidência, porque é o Governo que deve tratar dessas matérias, e a resposta do Governo foi inexcedível. Em conjunto com câmaras, a Câmara da Azambuja, a Câmara de Pinhel, também a Câmara de Lisboa”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. 

Nos últimos dois dias, pelo menos mil pessoas viajaram para Portugal desde a cidade de Varsóvia, na Polónia, para escapar ao conflito e há pelo menos mais um avião de partida para território português já na noite de ontem [quinta-feira, 10mar2022] que deve transportar "algumas dezenas" de refugiados. Os dados foram avançados pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, que tem estado na Polónia a gerir o processo de saída.

Um pouco a Sul da Polónia, na Roménia, está uma equipa da câmara municipal de Cascais que já tem, entre as pessoas que vai transportar num A321 fretado, idosos e recém-nascidos. O vice-presidente da autarquia, Miguel Pinto Luz, está na zona de Bucareste, capital do país e prepara uma viagem que pode transportar cerca de 200 pessoas.

Portugal concedeu até esta quinta-feira 5.213 pedidos de proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra, revelou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O Governo português concede proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra. Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, aos requerentes de proteção temporária é atribuída, de forma automática, autorização de residência por um ano, que pode ser prorrogada duas vezes por um período de seis meses. Estes pedidos podem ser apresentados nos centros nacionais de Apoio à Integração de Migrantes e nas delegações regionais do SEF.

  
Segundo dados do portal da Agência da ONU para os Refugiados mais de 2,3 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde que a Rússia invadiu aquele território.
Contagem mais recente de refugiados atualmente presentes em cada país (não o número de entradas):
Polónia – 1.412.503; Hungria – 214.160; Eslováquia – 165.199;
Rússia – 97.098; Roménia – 84.671; Moldávia – 82.762;
Bielorrússia – 765; Outros países europeus – 258.844.
A maioria das chegadas são mulheres e crianças. Todos os homens com idade entre 18 e 60 anos foram impedidos de deixar a Ucrânia para ficar e lutar.

 

 

  Garantiram-me que é verdade!... mas deve ser tanga
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Captura de ecrã 2022-03-10 224452.jpgOs chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciaram ontem [quinta-feira, 10mar2022] em Versalhes uma cimeira de dois dias originalmente consagrada à economia, mas que se focará agora na defesa e energia, por força da ofensiva russa na Ucrânia. Os líderes dos 27, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, vão designadamente discutir, no histórico Palácio de Versalhes, formas de reduzir a dependência europeia do petróleo e do gás russo e como lidar com o aumento dos preços da energia.

  Com calma e tudo a seu tempo... António Costa, considerou, esta quinta-feira, que a adesão à União Europeia não é a resposta adequada. "O que a Ucrânia hoje precisa é de uma resposta urgente e efetiva", e cabe aos 27 serem "imaginativos, dar uma resposta que seja concreta, rápida e que produza o efeito essencial, que é apoiar a reconstrução da Ucrânia, dar confiança aos ucranianos no futuro do seu desenvolvimento económico".

  "Sem demora"... mas sem atropelos e com cabeça fria, digo eu. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou uma das conclusões do encontro em Versalhes, França: "sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do caminho europeu".

  Como a nossa comunicação social diz tudo e o seu contrário, aqui está a VERSÃO OFICIAL da reunião do Conselho Europeu.
Declaração dos chefes de Estado ou de Governo, reunidos em Versalhes, sobre a agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, 10 de março de 2022 (03h00 de 11mar2022)
1. Há duas semanas, a Rússia trouxe de volta a guerra à Europa. A agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia é uma violação flagrante do direito internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas e compromete a segurança e a estabilidade na Europa e no mundo. E está a infligir um sofrimento indizível à população ucraniana. A responsabilidade por esta guerra de agressão cabe inteiramente à Rússia e à sua cúmplice Bielorrússia, e as pessoas responsáveis serão chamadas a prestar contas pelos seus crimes, incluindo os ataques indiscriminados contra civis e bens de caráter civil. A este respeito, congratulamo-nos com a decisão de abrir um inquérito tomada pelo procurador do Tribunal Penal Internacional. Apelamos a que a proteção e segurança das instalações nucleares da Ucrânia seja imediatamente assegurada com a assistência da Agência Internacional da Energia Atómica. Exigimos à Rússia que cesse a sua ação militar e retire todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, imediata e incondicionalmente, e respeite plenamente a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
2. Saudamos o povo da Ucrânia pela sua coragem na defesa do seu país e dos valores da liberdade e da democracia que partilhamos. Não o abandonaremos à sua sorte. A UE e os seus Estados-Membros continuarão a prestar um apoio coordenado a nível político, financeiro, material e humanitário. Estamos empenhados em prestar apoio à reconstrução de uma Ucrânia democrática, uma vez terminada a ofensiva russa. Estamos determinados a aumentar ainda mais a nossa pressão sobre a Rússia e a Bielorrússia. Adotámos sanções significativas e continuamos prontos a avançar rapidamente com novas sanções.
3. Inúmeras pessoas estão a fugir da guerra na Ucrânia. Oferecemos proteção temporária a todos os refugiados de guerra da Ucrânia. Saudamos os países europeus, nomeadamente os que fazem fronteira com a Ucrânia, pela imensa solidariedade de que dão mostras ao acolher os refugiados de guerra ucranianos. A UE e os seus Estados-Membros continuarão a demonstrar solidariedade e a prestar apoio humanitário, médico e financeiro a todos os refugiados e aos países que os acolhem. Apelamos a que, sem demora, sejam disponibilizados fundos através da rápida adoção da proposta relativa à Ação de Coesão a favor dos Refugiados na Europa (CARE) e através da ReactEU. Exortamos a Rússia a cumprir integralmente as suas obrigações por força do direito humanitário internacional. A Rússia tem de garantir o acesso humanitário seguro e sem entraves às vítimas e às pessoas deslocadas internamente na Ucrânia, bem como permitir a passagem segura dos civis que pretendam sair.
4. O Conselho Europeu reconheceu as aspirações europeias e a opção europeia da Ucrânia, em conformidade com o Acordo de Associação. Em 28 de fevereiro de 2022, o presidente da Ucrânia, exercendo o direito do seu país a escolher o seu próprio destino, apresentou o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia. O Conselho agiu com rapidez e convidou a Comissão a dar o seu parecer sobre esse pedido de adesão, em conformidade com as disposições pertinentes dos Tratados. Na pendência desse parecer, vamos desde já reforçar ainda mais os nossos laços e aprofundar a nossa parceria, a fim de apoiar a Ucrânia na sua via europeia. A Ucrânia faz parte da nossa família europeia.
5. O Conselho convidou a Comissão a apresentar os respetivos pareceres sobre os pedidos de adesão da República da Moldávia e da Geórgia.



Publicado por Tovi às 07:44
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2022
Guerra na Europa

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  Levantei-me às sete horas, liguei o rádio e as notícias eram terríveis: Enquanto decorria a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o presidente russo anunciou o lançamento de uma "operação militar especial" na Ucrânia; Há explosões por todo o país e invasão a larga escala; Ucrânia pede ajuda; NATO, G7 e Conselho Europeu reunem-se hoje; Marcelo Rebelo de Sousa convoca reunião do Conselho Superior de Defesa.

 

 

  09h02, Al Jazeera
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A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e a confirmação dos piores temores do Ocidente. Explosões podem ser ouvidas desde o amanhecer na capital ucraniana, Kiev. Tiros ecoaram perto do aeroporto principal e sirenes soaram por toda a cidade.

 

  09h25, Al Jazeera
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  10h32, CNN Portugal
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Captura de ecrã 2022-02-24 140915.jpgO Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu hoje, 24 de fevereiro de 2022, em sessão extraordinária, sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para se inteirar da situação na Ucrânia e eventual participação de Forças Nacionais no âmbito da NATO.
Com base na posição de princípio expressa pelos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o Primeiro-ministro e pelo representante da Assembleia da República do principal partido da oposição, e atendendo à informação analisada, o Conselho deu, por unanimidade, parecer favorável às propostas do Governo para a participação das Forças Armadas Portuguesas no âmbito da NATO, que se seguem:
1. Ativação da Very high readiness Joint Task Force (VJTF) e das Initial Follow-On Forces Group (IFFG) para eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da NATO,
2. Eventual antecipação do segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia.

 

  13h47, Al Jazeera
O Ministério da Defesa da Rússia informou que as suas forças destruíram 74 infraestrutura militares acima do solo na Ucrânia, incluindo 11 aeródromos.
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i444810.jpegA Al Jazeera noticiou há momentos [15h25 GMT] que as forças ucranianas estão em combate com as tropas russas que pretendem capturar a antiga central nuclear de Chernobyl. Confesso que não consigo entender qual o interesse numa central nuclear desativada, mas poderá dar-se o caso de ser eu que não estou suficientemente bem informado sobre a situação atual naquela região do norte da Ucrânia.

Segundo notícias conhecidas já na manhã de sexta-feira, 25fev2022, a Rússia enviou pára-quedistas para proteger a desativada central nuclear de Chernobyl de eventuais sabotagens.

 

  16h35, The New York Times
O ataque da Rússia à Ucrânia atingiu as principais cidades e aeroportos de todo o país, com bombardeamentos em mais de uma dúzia de cidades e vilas, incluindo os arredores da capital, Kiev.
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274586092_5031463476900383_871211497686443676_n.jpMais umas horas e seguramente o governo ucraniano de Volodymyr Zelensky vai ser "decapitado". E Putin lá irá colocar em Kiev um governo fantoche, a exemplo do que fez na Bielorrússia há uns anos. Triste sina a destes povos das ex-repúblicas soviéticas que nunca conseguiram uma verdadeira independência.



Publicado por Tovi às 08:39
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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