"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 31 de Março de 2022
Um novo Parlamento e um novo Governo

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Retomou funções na passada terça-feira um novo Parlamento, saído das eleições de 30 de janeiro e dando início a uma nova legislatura, com 120 deputados do PS, 77 do PSD, 12 do Chega, oito do IL, seis do PCP, cinco do BE e um de cada do PAN e do Livre. Augusto Santos Silva, 65 anos de idade, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e candidato único apresentado pelo PS, foi eleito presidente da Assembleia da República com 156 votos a favor, 63 brancos e 11 nulos.

 

  Primeiro discurso de Santos Silva após ter sido eleito

  • Serei o primeiro presidente com origem, actividade profissional e residência no Porto.
  • Dirijo-me a todos, porque de todos serei o presidente. Agradeço a confiança, senhoras e senhores deputados, que acabais de me manifestar, elegendo-me para presidente da Assembleia da República.
  • Caras e caros colegas, é uma honra, que excede seguramente o mérito pessoal, esta que me dais de ocupar a mesma cadeira que, após a madrugada libertadora, se sentou Henrique de Barros e de me seguir a figuras como Almeida Santos, Mota Amaral, Jaime Gama, Assunção Esteves e Ferro Rodrigues, só para citar os que presidiram esta casa no último quarto de século.
  • O bom requisito para ser patriota é não ser nacionalista, isto é, não ter medo de abrir fronteiras, de integrar migrantes, de acolher refugiados, de praticar o comércio e as trocas culturais.
  • A interrogação sacode os preconceitos, abre caminhos, convida a ouvir as várias respostas, trava o passo ao dogmatismo e à intolerância. (...) As ideias próprias não precisam de ser gritadas, porque a qualidade dos argumentos não se mede em decibéis. O único discurso sem lugar aqui há de ser o discurso do ódio.

 

 

  Tomada de posse do XXIII Governo Constitucional
No dia de ontem [4.ª feira - 30mar2022] no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, tomou posse o Governo saído das eleições de 30 de janeiro.
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Discursando nesta cerimónia o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, frisou que "Os portugueses escolheram mudar dando ao partido do Governo, desta vez, maioria absoluta", sendo que assim o Executivo terá "condições excecionais para, sem desculpas ou álibis, poder fazer o que tem de ser feito". Ainda assim, o presidente deixou um primeiro alerta: "Deram-lhe uma maioria absoluta; não lhe deram, como nunca acontece numa democracia, nem poder absoluto nem uma ditadura da maioria". E dirigindo-se explicitamente a Costa, Marcelo considerou que a maioria absoluta foi conferida não só a um partido, "mas, também, a um homem" que, na campanha eleitoral, "fez questão de personalizar o voto ao falar de uma escolha entre duas pessoas [ele próprio e Rui Rio] para a chefia do Governo".
António Costa, no seu discurso de posse como primeiro-ministro do XXIII Governo Constitucional, dirigiu palavras de "profunda gratidão" à equipa que cessou funções e que "enfrentou a tormenta" da pandemia da covid-19. Para o mandato que agora começa, promete uma atitude de "coragem e ambição" mesmo se confrontado com "tormentas e tempestades".

  E eu, que já vi muitas tomadas de posse de governos, muito me ri ao ouvir o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.


Luís ImpérioÉ um pandego o Marcelo....
António Conceição - Quando na faculdade fiz a cadeira de Direito Constitucional, os alunos dividiam-se em dois grupos: os que queriam saber Direito Constitucional e os que queriam despachar a disciplina com um dez. Os primeiros estudavam os manuais de Gomes Canotilho e de Jorge Miranda. Os segundos liam o manual de Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa é isto, foi sempre isto, da Faculdade de Direito à Presidência da República, passando pelo comentário futebolístico e de divulgação de novidades editoriais nas televisões: um bom resumo para tirar dez. Tem inteligência para ir muito mais longe, mas não vai. Fica-se pelo resumo. Como político, o país não lhe interessa, como, enquanto professor, o Direito também nunca o interessou. Interessa-lhe a chicana e a pequena trica politiqueira. Ontem, imagino, deve ter adormecido todo contente, porque se sentiu a tramar António Costa. Cortou-lhe as veleidades de abandonar o Governo a meio do mandato. Hoje, os jornais gastam muitas linhas a analisar o discurso de Marcelo. O discurso de Marcelo, como sempre, não tem qualquer relevância. É um discurso para quem quer um país a safar-se à rasca, com dez na oral.
Júlio Gouveia
Sinceramente parece-me bem. Eu nem sou pelo Marcelo, nem nunca votei nele, mas desta vez foi das rarissimas vezes que achei que esteve bem. O PS ganhou as eleições, e pir muitos e ganhou o direito dd governar 4 anos, mas estd PS apresentou-se com a cara do AC. Aliás foi o proprio AC que em variadissimas vezes durante a campanha disse que as eleições eram e o povo tinha de votar entre ele e o Rio.Ora se AC sair não se saberá se a vontade popular será a mesma e se o povo quer ou não renovar a maioria se AC não estiver. ALIAS ,parece-me mais que este aviso será para os potenciais futuros candidatos a PM e a secretario geral do PS, qusndo e se o Costa saisse avisando desde já que se o Costa sair, que estes candidatos não pensem que se forem eleitos secretario geral do partido terão a porta aberta de primeiro ministro sem que se tenham de candidatar perante o povo para eleições e ganharem legitimidades.
Isabel Sousa BragaEstá mais para chorar do que para rir 😔

 

  Os deputados da Assembleia da República elegeram hoje a socialista Edite Estrela (159 votos a favor em 224 deputados votantes, 59 brancos e seis nulos) e o social-democrata Adão Silva (190 favor, apenas 28 brancos e seis nulos) para duas das quatro vice-presidências da Assembleia da República. Cada um dos quatro maiores grupos parlamentares tem direito a apresentar um candidato a vice-presidente da AR. Os candidatos apresentados pelo Chega (Diogo Pacheco de Amorim na primeira votação e Mithá Ribeiro na segunda) e pela Iniciativa Liberal (João Cotrim de Figueiredo) não passaram na votação.



Publicado por Tovi às 18:30
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2022
Kiev e Presidente Ucraniano resistem a Putin

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A Ucrânia, que entra este sábado no terceiro dia de guerra, amanheceu a defender-se contra um ataque aéreo de larga dimensão, que atingiu as cidades de Kiev, Sumy, Poltava e Mariupol e com mísseis a serem disparados a partir do Mar Negro. Militares russos invadiram a capital da Ucrânia no início deste sábado, ao mesmo tempo que explosões faziam tremer a cidade. Isto tudo, num momento em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou ao país a "manterem-se firmes" contra o cerco de Moscovo que pode determinar o seu futuro. As autoridades na capital ucraniana lançaram o aviso de que estão a decorrer combates contra militares russos e pediram aos seus cidadãos que procurem refúgio em abrigos.

 

 

  08h59 de 26fev2022As movimentações militares na Base das Lajes estão a registar um aumento da atividade, com a chegada de um avião de transporte militar, um C-130 norte-americano. Na passada quarta-feira já tinham chegado à base três aviões de combate F-15. A CNN Portugal verificou também que foram instaladas barreiras de proteção na pista da base aérea, utilizadas quando aterram aviões de combate no aeroporto. 

  09h30 de 26fev2022O governo da República da Checa aprovou este sábado o envio de armas e de munições no valor de cerca de 7,6 milhões de euros para ajudar a Ucrânia a defender-se contra o ataque russo. De acordo com o Ministério da Defesa checo vai enviar metralhadoras, semi-automáticas e outras armas ligeiras para uma zona na fronteira ucraniana.

  09h46 de 26fev2022Mais de 120 mil pessoas já fugiram da Ucrânia desde que a Rússia começou o ataque ao país vizinho, na quinta-feira, segundo dados da agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). De acordo com a vice-alta comissária do ACNUR, Kelly Clements, os ucranianos estão principalmente a fugir para a Polónia e para a Moldávia, mas também para a Roménia, Eslováquia e Hungria.

 

  Era óbvio que a Rússia ia vetar esta resolução da ONU… mas convém ficar para memória futura: China, Índia e Emirados Árabes Unidos foram os países que se abstiveram.
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  Não será esta a altura ideal para se discutir este assunto, mas já é tempo dos atuais 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas se pronunciarem sobre:
Segundo a Carta das Nações Unidas, os Membros Permanentes do Conselhos de Segurança são: Estados Unidos da América, Federação Russa (que substituiu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS), França, Reino Unido e República Popular da China. Todos estes têm direito ao PODER DE VETO, permitindo-lhes evitar a adoção de qualquer projeto "adicional" pela Resolução do Conselho, independentemente do apoio internacional para o projeto.

 

  16h19 de 26fev2022O exército russo recebeu ordens para ampliar sua ofensiva na Ucrânia “de todas as direções” depois que Kiev se recusou a realizar negociações na Bielorrússia, disse o Ministério da Defesa do país.
  
Augusto Santos Silva lembrou hoje, em entrevista à CNN Portugal, as "campanhas de desinformação" das autoridades russas e avisou: "Acreditem em mim, sei do que falo, não acreditar em nada do que é divulgado por essa estação de televisão, a RT (Russia Today). É um dos instrumentos principais da campanha de desinformação das autoridades russas". Em seguida garantiu ainda que "há uma disponibilidade da Ucrânia para iniciar negociações desde o início dos acontecimentos. A Ucrânia nunca disse que não a negociações com a Rússia. Quem se recusa a negociar, porque não se negociei à lei da bala, não se negoceia atirando um míssil contra prédios ou atacando hospitais, é a Rússia. Não vamos pôr aqui os dois lados equivalentes. Há um agressor, que é a Rússia e há uma vítima que é a Ucrânia".

 

  Da série "Rússia invadiu Ucrânia"
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  17h43 de 26fev2022 - Augusto Santos Silva, confirmou que "já saíram dois grupos de portugueses da Ucrânia: um saiu logo na quinta-feira e outro saiu na sexta-feira". Garantiu que todos o que pediram apoio à embaixada portuguesa antes de quinta-feira, foram colocados "nesta expedição". O primeiro grupo já se encontra na Roménia e o segundo chegará em breve. Depois serão "repatriados para Portugal via aérea". Ao todo são cerca de 50 pessoas. O ministro deixou desde já um aviso aos 14 portugueses que ainda se encontram em Kiev: “Não saiam dos seus abrigos nas próximas horas”, porque explicou em seguida “a situação está muito grave”.

  18h24 de 26fev2022 - O governo da Alemanha aprovou a entrega à Ucrânia de um lote de armas - 1.000 armas antitanque e 500 mísseis terra-ar Stinger de seus stocks militares - numa grande reviravolta política. “A invasão russa da Ucrânia marca um ponto de viragem. É nosso dever fazer o nosso melhor para apoiar a Ucrânia na defesa contra o exército invasor de Putin”, disse Scholz no Twitter.

  23h59 de 26fev2022Duas grandes explosões iluminaram o céu da cidade de Kiev. As explosões, ao que tudo indica, ocorreram num aeroporto e numa refinaria em Vasylkil, a 30 quilómetros da capital ucraniana.



Publicado por Tovi às 09:31
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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Domingo, 27 de Maio de 2018
O que me ficou do Congresso do PS

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Acabado o XXII Congresso do Partido Socialista, que acompanhei com interesse e cuidado, ficaram-me algumas coisas, umas mais importantes que outras, mas todas dignas de registo.

 

“Não vale a pena varrer para debaixo do tapete o que nos envergonha” – Ana Gomes.

 

Mais uma vez, e unicamente no que concerne à Geringonça e à liderança de António Costa, estou em muito de acordo com o que Francisco Assis tornou a dizer hoje numa reunião magna do PS. E ouvi por lá umas palmitas, não muitas, é certo, mas ouvi algumas.

 

Pedro Nuno Santos, um socialista de esquerda, mais à esquerda que a própria esquerda. Guardem para memória futura o que ele ontem disse no XXII Congresso do PS: De Marx a Costa – as nove frases-chave de Pedro Nuno Santos.

Augusto Santos Silva e Pedro Nuno Santos não partilham da mesma opinião sobre a Geringonça e isso é bom para a Democracia.

 

Não houve cromos tipo Tino de Rãs neste Congresso. A tradição já não é o que era.

 

Centeno ainda não apareceu no Congresso do PS. Estará ainda a preparar uma qualquer folha de excel?
Afinal apareceu... mas só para o discurso do chefe.



Publicado por Tovi às 14:54
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2018
José Sócrates abandona o PS

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Hummmm!... Ainda vai fundar um novo partido  

 

   Comentários no Facebook

«Henrique Camões» - Se pensar em criar um novo partido não lhe vão faltar apoios, até mesmo de alguns "envergonhados". Sócrates entrega cartão do PS incomodado com a vergonha que os seus dirigentes AGORA, dizem sentir, será irá processar judicialmente por isso alguém...é costume. Bem, na realidade eu até dou razão ao homem para esta atitude, porquê só agora? Não tiveram vergonha quando rebentou o caso Freeport, não tiveram vergonha quando a sua licenciatura foi posta em causa, não tiveram vergonha quando os jornais noticiavam que o primeiro ministro de Portugal, encomendava os seus fatos no mais caro costureiro do mundo onde um fato rondaria os 50 mil Euros o que não seria compatível, com o vencimento de um membro do governo (pressupondo outras fontes de rendimento), não tiveram vergonha, quando incomodados com a acção da Procuradora Geral da Republica defenderam a sua não recondução. Não tiveram vergonha nem questionaram nada disto e de muitas outras coisas que a comunicação social ia noticiando, não interessava, o tempo era de vacas gordas e o PS estava de vento em popa, a factura seria paga pelos do costume e haveria no futuro alguém sobre quem deitar as culpas. Costuma-se dizer a propósito, que "é pior a emenda que o soneto" neste caso seria melhor deixar a "partitura" como estava, porque esta gente não é ingénua, não é inexperiente, não é ignorante e não é inocente, eles estiveram lá, o Costa, o Santos Silva, o Vieira da Silva, etc, e são cúmplices, pelo menos passivos dos erros de que agora dizem ter vergonha. Haja vergonha sim, mas do comportamento colectivo dos políticos em Portugal.

«David Ribeiro» - O hábito repetido de desculparmos os erros “dos nossos” com os erros “dos outros” é que fez chegarmos ao estado de corrupção em que nos encontramos.

«Pedro Baptista» - É muito estranha esta reviravolta no topo do PS, particularmente por parte de Augusto Santos Silva, o ministro do atual governo que, além de Costa, era ministro ( e eminente) do 1º Governo Sócrates e, no caso dele, até do 2º, o que nos levou à troika. Uma eminência parda que Sócrates considerava indispensável ao lado de si e de Manuel Pinho. Até agora o discurso era à justiça a justiça, à política a política... Agora houve um reviravolta de 180º e passou a haver uma condenatória radical? Só pode trazer água no bico! Aqui há marosca... Até parece que alguém está com medo que a coisa alastre e se põe já a sacudir a água do capote. É hora dos ratos... mas aqui HÁ GATO...

«Jorge De Freitas Monteiro» - David, como queres que se faça esse tal julgamento político de que falas se ainda não é claro que o homem seja culpado do que é acusado, antes do debate contraditório diante de um tribunal e da decisão condenatória eventual? Podes detestar a pessoa, podes abominar o modo como governou, mas não é por isso que se torna lógico ou legítimo considerar que é culpado dos crimes que lhe são imputados. Não basta vir com a lenga lenga da presença dos cabritos e ausência das cabras. É preciso provar pagamentos, decisões que beneficiaram os pagantes e nexo de causalidade entre os primeiros e as segundas. Não me incomoda o julgamento político sobre matérias políticas; incomoda-me o linchamento público antecipado sobre acusações criminais complexas e por julgar.

«David Ribeiro» - Até os seus pares já o condenam politicamente, Jorge De Freitas Monteiro… e não esperaram pelos Tribunais.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Eu sei. Um triplo erro da parte deles: jurídico, ético e político. Faz imensa falta Mário Soares.

«Duarte Nuno Correia» - Defender o Sócrates exige um estado de alheamento tão grande da realidade, como dizer que a terra não é redonda ou que é o sol que gira à volta da terra. Mas a verdade é que ainda há, hoje, quem acredite em tudo isso.



Publicado por Tovi às 14:34
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
Resposta do Iraque ao ultimato do MNE

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No seguimento das agressões a um jovem em Ponte de Sor perpetuadas pelos dois filhos do embaixador iraquiano em Lisboa ficou hoje a saber-se pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, que as dúvidas suscitadas pela diplomacia de Bagdade sobre o caso foram enviadas à Procuradoria-Geral da República para esta, se entender pertinente, facultar eventuais elementos adicionais que permitam ao Governo deliberar sobre este caso tendo em conta o estipulado na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. É o que se chama dizer “nin” às perguntas dos portugueses sobre este caso.

Os filhos do Embaixador do Iraque em Portugal (24Ago2016)

Não há nada que o dinheiro não compre... (3Set2016)



Publicado por Tovi às 10:34
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016
Feira de Gado

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Houve um que por fazer uns corninhos foi para o olho da rua 

 

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«João Simões»Parece que é mais outro assunto encerrado - Parceiros sociais dão por encerrado assunto "feira de gado" - Em declarações à TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu que se excedeu nas palavras e pediu desculpa aos parceiros socais.

«David Ribeiro» - Posso concluir do seu comentário, João Simões, que não repudia a afirmação do Ministro dos Negócios Estrangeiros quanto ao assunto “feira de gado”?

«José Alberto Rio Fernandes»Em geral não associamos a feira de gado a longa negociação, um "marralhar" e larga discussão até ao acordo final? E então? Indignação porquê? Porque apetece? Ou não se pode usar a palavra gado sem que se pense que se está a comparar pessoas a vacas? Mas, estava e negociar-se pessoas na Concertação Social? Por isso se acha grave comparar a gado, é isso? De qualquer forma, por certo a pensar em mentes mais sensíveis o Ministro Augusto Santos Silva pediu desculpa.

«David Ribeiro»E não fará parte da política árduas negociações?... Por isso é para mim estranha esta comparação às feiras de gado.

«José Alberto Rio Fernandes»Temos direito a achar estranho, mas não deveríamos antes de mais achar estranho que jornalistas transcrevessem frases privadas? De resto, insisto que não há qualquer comparação na frase entre parceiros sociais e gado, porque nas feiras de gado não se negoceia com bois ou vacas. Mas, mesmo os mais melindrados, não aceitam as desculpas? Os parceiros sociais já o fizeram!...

«Maria Helena Guimarães» - Se me permitem um comentário, há uma diferença abismal entre uma brincadeira num jantar privado de um partido e os corninhos na Assembleia Nacional, ou não haverá????

«David Ribeiro» - Seguramente que há diferenças, mas ambas a colocar muito mal os seus autores. E há também o facto do outro, o dos corninhos, nunca ter pedido desculpa ao que me lembro.

«Pedro Baptista» - Mas isto é precisamente o que o Santos Silva pensa das pessoas... O Santos Silva e os outros (e os outros são mais do que as pessoas posso imaginar), diga-se de passagem. Ele acha, como acham todos, que os cidadãos são esterco para serem manipulados, nada mais: esta é a dimensão da pretensa democracia que se quer o superior modelo da inteligência e da moralidade dos direitos humanos, mas que, na verdade, não passava de uma ditadura de gangues. Este governo, como os anteriores, são isto: uns bandidozecos de meia-tigela a viverem e divertirem-se na arte de enganar os cidadãos, estudando para isso, com profundidade, até sociológica, as suas fraquezas psicológicas... Como é que depois de tanta alarvice, este tipo não é demitido? Mas os portugueses, sobre isto, nada dizem... Parece que acham normal que os governantes os entendam mesmo como bestas... Mau, mau é mesmo se um ministro oferecer um par de estalos a um gajo que talvez os merecesse... Ou talvez dizer coisas como estas... - Santos Silva pede desculpa por comparar concertação social a ‘uma feira de gado’

«Rodrigo Sousa Castro» - Tão certinho em público e tão desastrado em privado...



Publicado por Tovi às 08:01
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