"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 28 de Junho de 2016
Oitavos-de-final do EURO2016

euro2016-logo.jpg

Terminaram ontem os jogos dos oitavos-de-final do EURO2016 com os seguintes resultados:

Polónia eliminou a Suíça (empate a um golo e depois 5 a 4 nos penalties);
País de Gales eliminou a Irlanda do Norte por um a zero;
Portugal eliminou a Croácia por um a zero;
França eliminou a República da Irlanda por dois a um;
Alemanha eliminou a Eslováquia por três a zero;
Bélgica eliminou a Hungria por quatro a zero;
Itália eliminou a Espanha por dois a zero;
Islândia eliminou a Inglaterra por dois a um.

A Itália terminou com o reinado da Espanha e desforrou-se das derrotas dos dois últimos Europeus; Não faltaram elogios pela exibição realizada pela Bélgica sobre uma Hungria cheia de orgulho por ter chegado aos oitavos-de-final; A Alemanha terá que melhorar, apesar do impressionante triunfo sobre a Eslováquia; A França teve de lutar durante todo o jogo para vencer a Irlanda; O País de Gales está a causar sensação nesta prova da UEFA; Fernando Santos reconhece que teria sido bom jogar bonito contra a Croácia, mas afirmou que nem sempre é assim que se ganham torneios;… e assim vai o EURO2016.



Publicado por Tovi às 08:35
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Sexta-feira, 25 de Março de 2016
Tudo vai mal no combate ao terrorismo na velha Europa

Europa vs Estado Islâmico cartoon.jpg

O jornal belga Le Soir noticia que “les ministres de la Justice et de l’Intérieur ont présenté leur démission“ e embora “le Premier ministre Charles Michel les a refusées” a verdade é que a continuidade de Jan Jambon e Koen Geens no governo está altamente comprometida, tal foi o descalabro a que a polícia e a justiça da Bélgica chegaram na falta de rigor e laxismo na gestão da liberdade condicional de Ibrahim El Bakraoui. Os factos são cruéis, terríveis e brutais: Um homem belga, em liberdade condicional após uma condenação a 10 anos de prisão, atravessou por duas vezes a fronteira síria, foi deportado pelos turcos para a Holanda no passado mês de Julho, escapou a todos os controlos e fez-se explodir no aeroporto de Zaventem na passada terça-feira.

 

  Comentários no Facebook

«Renato Rodrigues» >> Disparou sobre a polícia com uma kalashnikov (arma de guerra) e ao fim de 4 anos é solto... A Bélgica é um país de palhaçada!

«David Ribeiro» >> ...é solto e ninguém quer mais saber dele. Depois queixam-se.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> E quantos andarão nas mesmas condições?

«David Ribeiro» >> Sim... Quantos andarão?... É que o perigo está cá dentro, nados e criados na Europa.

«Renato Rodrigues» >> A Bélgica é um país que funciona bastante mal, bastante desorganizado. É sempre motivo de piada para todos os estrangeiros que lá moram, a ineficiência dos serviços públicos Belgas. Sempre estou para ver se alguém propõe a suspensão da Bélgica do espaço Schengen ou algo do género. Eu sou completamente o oposto de securitário, mas um rapaz que dispara uma arma de guerra sobre um polícia não pode sair ao fim de quatro anos!! E a coisa da extradição pela Turquia também tem que se lhe diga, se for verdade. Não entendo sequer porque extraditam um cidadão Belga para a Holanda?! É engraçado que haja estados de sítio em França e propostas para acabar com a privacidade, se a UE nem consegue ter um mínimo controlo das fronteiras externas...

«Ricardo Nuno» >> Mas da Bélgica já se tinham queixado os serviços secretos alemães e ingleses! Aliás o cúmulo foi terem de ser os franceses a dizer aos belgas q eles tinham terroristas em Molenbeek!

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Tem de haver uma eficaz Policia Europeia

«Fernando Duarte» >> a culpa foi dos turcos que confundiram a Holanda com a Bélgica

«Jose Bandeira» >> Sugiro a leitura da obra de Gosciny ilustrada por Uderzo "Astérix entre os Belgas"

«David Ribeiro» >> Eu nunca tinha entendido muito bem a expressão “parece qu’és Belga”, muito usada na minha juventude… mas depois de ter trabalhado com eles durante dois anos, deu para perceber [Emoji wink] – Encontrado na NET: «Antigamente, não era raro ouvir alguém rotular outro de belga: "fulano é belga ou meio-belga!" Pretendendo dizer com isso que se tratava de uma pessoa muito pouco fidedigna ou finória, no sentido menos edificante do vocábulo. Qual a raiz da expressão? Desconheço. Apenas posso futurar que talvez isso se relacione com os problemas e os atritos constantes, pelo menos no passado, entre os povos belgas e os seus governos.»

«Fernando Duarte» >> os belgas estiveram recentemente 3 anos sem governo, e isso prova que não precisamos de governo para nada

«David Ribeiro» >> Não tenhas dúvida, amigo Fernando Duarte, que o facto da Bélgica ter estado tanto tempo sem governo central num passado recente contribuiu imenso para este descalabro que se veio a verificar no combate ao terrorismo. Para a gestão política e social dum dado território os governos regionais servem perfeitamente e até o conseguem fazer melhor que um governo central, mas os serviços secretos e controlo do sistema de justiça, nomeadamente o acompanhamento de indivíduos em liberdade condicional, são e devem continuar a ser funções exclusivas dos governos centrais.

«Fernando Duarte» >> é isso mesmo David, o governo central nunca deveria tomar decisões de nível regional, não é um deputado eleito no Algarve que vai decidir se podemos ou não tomar banho no rio Douro ou um deputado eleito em Bragança que vai decidir se em Lisboa o trânsito deve ser condicionado



Publicado por Tovi às 10:07
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Quinta-feira, 24 de Março de 2016
Nada mais assustador que a ignorância em acção

Molenbeck jeunesse aa.jpg

Anda por aí meio mundo a dizer que a culpa deste terrorismo é das religiões. E já alguém se lembrou que o principal motivo poderá ser a IGNORÂNCIA, um terreno fértil para o fanatismo? Tivéssemos dado a devida atenção aos mais desfavorecidos e não estaríamos nesta terrível situação. É que toda esta gente já nasceu e foi criada dentro da nossa Europa e a política só tem sentido identificando-se com a ética de servir todos os cidadãos, sejam eles os nascidos em berço de ouro ou num dos muitos guetos que fomos criando ao longo dos anos.

 

  Comentáros no Facebook

«Zé De Baião» >> Urge refletir sobre o heroísmo decorrente do terrorismo social (praticado ou consentido pelos políticos): A frase de um jovem, que vive no bairro de Molenbeek e convive diariamente com os nossos emigrantes portugueses, explica quase tudo: "If you don't have a future and if you are socially dead, you may opt for a heroic death. And this is what happens with a number of youngsters here."

«António Magalhães» >> Curioso pois nunca vi portugueses emigrados fazerem-se explodir para aparecerem nas TV's... e muitos também passaram e passam dificuldades e exclusões de vária ordem! É que a integração social começa pelo próprio, e se estes "herois" se sentem excluídos, comecem eles próprios a fazerem qualquer coisinha para se integrarem! Alguém foi buscar pelas orelhas e a pontapé estes jovens "excluídos" aos seus países de origem? E os pais destes "heróis", também foram obrigados? Se querem ser "heróis", uma sugestão: regressem ao deserto ou às terreolas onde abunda merda por todo o lado, convoquem todos os meios de comunicação social e façam-se explodir com toda a pompa e circunstancia! Muito mais excluídos foram os Pais destes meninos armados em coitadinhos e em excluídos e, melhor ou pior lá se foram integrando. Bardamerda para os "coitadinhos dos excluidos" que já metem é nojo!

«Pedro Simões» >> Sao umas vitimas... Se a tese fosse verdadeira, entao teriamos estas situacoes com pessoas de todas as origens, crencas, e bairros... Ca so nao temos disto porque os ignorantes podem votar no Bloco. Senao era a mesma coisa!

«Zé De Baião» >> Caros amigos, já temos descendentes de portugueses inseridos nesta problemática. Por enquanto, sugiro que comecem a pensar sobre o aumento do suicídio por cá e por toda a Europa. Quando começarem a falhar os valores humanos, o suicídio pode converter-se em suicídio conjunto ou mesmo terrorismo.

«António Magalhães» >> O raciocino do Zé é claro: para evitar que estes jovens algum dia se possam sentir excluídos e até possam cometer suicídio, o melhor é fechar as fronteiras e não deixar entrar mais nenhum, tal e qual a Polónia esta a fazer...

«Zé De Baião» >> Errado. O raciocínio é trabalhar para humanizar, socializar e integrar todas as pessoas.

«Ricardo Nuno» >> la vem a conversa dos fofinhos, do moderno, de termos que estar atentos a todas as necessidades etc etc . Foi exactamente este genero de laxismo intelectual e este genero de argumentario que nos trouxe ate aqui. Os que os ajudaram, tb estavam desempregados? os vizinos, os amigos? nao acontece este fenomeno com os polacos, com os ucranianos, com os ciaganos, com os budistas, com os hindus, com os bulgaros, com os romenos... Acontece com estes, acontece com uma parte do islao

«António Magalhães» >> Pergunta ao Zé: Na Europa, todas as jovens mulheres a quem foi imposta a excisão genital, são vitimas ou heroínas, incluídas ou excluídas?

«David Ribeiro» >> Nada minimiza a culpabilidade dos autores destes ataques terroristas, que deverão ser perseguidos, apanhados, julgados e condenados, mas há que evitar que esta “filosofia” alastre entre uma camada jovem fácil de ser arregimentada para estas loucuras. É nisto que temos que mudar a forma de lidar com uma grande parte dos habitantes dos bairros degradados nas periferias das grandes cidades europeias. Reparem que alguns deles sabe-se agora que já tinham prestado contas à justiça por delitos menores, mas não parece ter havido um acompanhamento correcto das situações.



Publicado por Tovi às 09:54
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Quarta-feira, 23 de Março de 2016
Ataques terroristas em Bruxelas

Bruxelas terrorismo 22Mar2016.jpg
(À esquerda no aeroporto de Zaventem e à direita na estação de metro de Maelbeek)

Ainda não eram nove horas da manhã de ontem, tinha acabado de ir levar a minha neta à escolinha, um amigo meu há muitos anos a residir em Bruxelas dizia no Facebook que tinham rebentado bombas no aeroporto de Zaventem. Liguei-me à NET, primeiro no “La Capitale” e no “Le Soir”, depois na “RTL”, ficando a saber que também na estação de metro de Maelbeek tinha deflagrado um engenho explosivo, havendo já várias mortes a lamentar. E ao longo da manhã fomos conhecendo a verdadeira dimensão de mais um ataque terrorista, desta vez no coração da Europa, uma tentativa ignóbil de fanáticos e extremistas islâmicos para conseguirem por esta via um aproveitamento político-partidário que o imobilismo europeu lhes vem concedendo. No momento em que escrevo este “post” (10 horas de 23Mar) o saldo destes trágicos acontecimentos é de 31 mortos e 250 feridos.

 

 Últimas informações do jornal belga “Le Soir”

Les frères Khalid et Ibrahim El Bakraoui ont été formellement identifiés comme deux des kamikazes, le premier dans le métro, le second à l'aéroport. Le troisième kamikaze n'est pas encore identifié. Une personne, présente à l'aéroport avec une charge explosive, est toujours en fuite. (...) L’ensemble du pays est placé en niveau d'alerte maximum, le niveau 4 et un avis de recherche a été émis à l'égard d'un homme suspecté d'être impliqué dans l'attentat de Zaventem.

 

 Estado Islâmico reivindicou os atentados

Par la grâce d’Allah et Son bienfait, une cellule secrète des soldats du Califat s’est élancée en direction de la Belgique croisée qui n’a cessé de combattre l’Islam et les musulmans. (…) Un nombre de soldat du Califat - portant des ceintures explosives, des bombes et des fusils mitrailleurs et ciblant des lieux choisis avec précision dans la capitale Bruxelles - se sont élancés à l’intérieur de l’aéroport Zaventem de Bruxelles et d’une station métro pour tuer un grand nombre de croisés.

 

 19 portugueses feridos

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, acaba de informar que pelo menos 19 cidadãos com passaporte português ficaram feridos no duplo atentado terrorista de ontem na capital da Bélgica. Estima-se em cerca de 50 mil o número de portugueses residentes só na cidade de Bruxelas.



Publicado por Tovi às 10:29
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015
Os neo-jihadistas vivem entre nós

jihadistas aa.jpg

Os ataques terroristas do passado dia 13 de Novembro em Paris vieram mais uma vez revelar-nos que os neo-jihadistas vivem entre nós, muito pouco têm a ver com a cultura muçulmana e o islão é primordialmente um pretexto para mostrarem à sociedade a sua revolta, sede de violência e desejo de radicalização. Se não tivessem origem magrebina e por isso considerados potencialmente muçulmanos, estes delinquentes com problemas de integração social poderiam facilmente estar em movimentos de extrema-esquerda ou extrema-direita, ou simplesmente num grupo punk qualquer. E é nestes jovens que o Estado Islâmico vai encontrar a sua “carne para canhão”, gente disposta a transformar a sua revolta pessoal em actos sangrentos. Mais tarde ou mais cedo o desejo de um califado jihadista nos territórios sírios e iraquianos irá extinguir-se, muito mais por falta de quem lhes compre o “ouro negro” do que pelas bombas dos aviões russos, franceses ou mesmo dos Estados Unidos da América, mas o vírus da violência está espalhado nos subúrbios das grandes metrópoles europeias e haverá sempre um extremista qualquer que se irá aproveitar da revolta destes jovens.

 

  Comentários no Facebook

«Laura Sarmento» >> concordo 100%

«António Lopes» >> Extrema-esquerda, movimento Punk? Vai-me desculpar caro David Ribeiro mas discordo totalmente nesse ponto. A Extrema-esquerda é demasiado generalista mas mesmo assim a leitura dos mais variados manuais a violência nunca é apregoada de forma tão banal como o ISIS produz. As revoluções de 68 (França), pouco ou nada têm a ver com o ISIS, etc, etc. Sobre o movimento Punk... grupos anarquistas/Punk (nem sempre uma coisa significa outra), o nascimento do Movimento Oi, nasce entre a classe operária inglesa como forma de proteger a Classe trabalhadora e não para destruir de forma violenta tudo o que lhe aparece pela frente. Por favor nunca mas nunca meter na mesma panela ISIS e Movimentos Punk ou Extrema Esquerda. Sobre a Extrema esquerda, Stalin nunca foi comunista, os seus gulags não fazem parte da ideologia comunista e até Lenine escreveu que Stalin não tinha o perfil de. ISIS não é representativo da Religião Muçulmana [wink emoticon]. Sobre o Movimento anarquista, temos um exemplo bem próximo de nós (Guerra civil espanhola 1936-39), em que algumas Igrejas foram queimadas mas numa guerra tudo o que é de mau acontece MAS nunca uma Igreja ou convento tinham sido queimados antes da Guerra Civil espanhola ter o seu início. Culpas? Para mim, a construção de seres-humanos frios, sem ideias e sem sentimentos próprios de um sistema económico baseado unicamente no material, no dinheiro produz tudo isto.

«Laura Sarmento» >> António Lopes, o que eu penso é que o David Ribeiro se quis referir aqui a gente extremista (sobretudo jovens), que estão em momentos extremistas porque sim, que são facilmente formatados porque sim, e que se deixam levar em qualquer onda diferente e extremista porque sim... não tem nada a ver com o teor, com o conteúdo de cada movimento. Tem a ver com revolta, falta de valores, vida oca e desocupada.

«António Lopes» >> O "extremismo" faz parte de uma juventude normal, agora temos é de incutir desde cedo valores como o respeito entre todos e não deixa-los entregues a toda uma máquina destruidora de sonhos, destruidora de Utopias. ISIS é um cancro, cancro esse alimentado pela ignorância. Embora não conheça pessoalmente o caríssimo David Ribeiro tenho a certeza que o texto dele foi escrito com alma e que não deixa de ter uma certa razão (conheço o David unicamente através da sua escrita e tenho pelo seu teor o máximo de respeito). Apenas ligar o Movimento Punk ao ISIS senti-me tentado a demonstrar a minha opinião contrária [smile emoticon]. Um excelente fim de semana a todos. PS: A extrema-esquerda (embora seja um termo muito difuso), é-me próxima [smile emoticon]

«Laura Sarmento» >> o problema que se levanta agora é incutir esses valores numa camada jovem que foi sucessivamente esquecida e habituada a não dar valor nenhum a quem nunca lhes prestou a atenção devida. São descrentes no sistema, num sistema que os esqueceu. Não sei se ainda iremos a tempo.

«António Lopes» >> A pobreza como a grande culpada?

«Laura Sarmento» >> Se calhar, Antonio Lopes, se calhar... ou riqueza a mais sem amor... um bom fim de semana.

«David Ribeiro» >> Provavelmente não me expressei bem… Nunca quis meter no mesmo saco os movimentos de extrema-esquerda, de extrema-direita e os punk, mas que estes jovens das periferias degradadas das grandes cidades são facilmente “recrutados” para seja o que for, terão que concordar que é verdade.

«Gonçalo Graça Moura» >> David, continua a acreditar no pai natal... mostra-me um islâmico "moderado" que condene de facto o jhiadismo... e sim, o islão é tanto uma religião de paz, que numa noite o mafoma só degolou 600 "apóstatas" que se recusaram a converter... e já agora, tirando o Breviq, diz-me um terrorista não-islâmico desde o 11/9. E sim, a maioria dos suicidas tem formação superior, sendo que só no último atentado de Paris é que não eram de classe média-alta...

«David Ribeiro» >> A “carne para canhão” do Estado Islâmico já não é a mesma do 11 de Setembro, assim como Abu Bakr al-Baghdadi não é o Bin Laden.

«Joaquim Leal» >> Assim por acaso lembrei-me do movimento "Black bloc" [tongue emoticon]

«Rogerio Silvestre» >> e também é verdade que esta gente com sede de sangue não conhece o Islão na sua essência, pois a doutrina não permite estes actos, basicamente são jovens e ocos, almas fracas

«Diamantino Hugo Pedro» >> Que bonito que é o politicamente correcto... A doutrina do Islão não permite estes actos, mas o Al-Corão está cheio de versos a justificarem os mesmos....



Publicado por Tovi às 11:45
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Sábado, 17 de Maio de 2014
A Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial de Martin Gilbert

Colecção "Grande Guerra, Grandes Livros"

Tradução de Francisco Paiva Boléo

A Esfera dos Livros (2014 "Expresso").

{#emotions_dlg.chat} Associando-se à evocação do centenário da Grande Guerra, o ‘Expresso’ oferece, entre 10 de Maio e 21 de Junho, uma colecção de sete livros, distribuídos gratuitamente com a edição em papel. Os seis primeiros volumes correspondem à obra do historiador britânico Martin Gilbert, enquanto o sétimo e último é uma obra inédita dedicada à participação portuguesa na I Guerra Mundial, escrito pelos jornalistas do ‘Expresso’ Rui Cardoso e Ricardo Marques e pela historiadora Margarida Ramalho. Hoje sai o volume II.




Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
Square Pessoa

Sabiam que no passado mês de Julho foi inaugurada num recanto da Place Flagey, em Ixelles, Bruxelas, a Square Pessoa?...Pois é verdade… A cidade de Bruxelas homenageou assim o grande poeta português.

Imagem

A Square Pessoa, mais do que um recanto urbano, é um acolhedor espaço que convida os que passam a deterem-se na sombra das árvores envolventes. A efígie de Fernando Pessoa, obra em bronze da escultora Irene Vilar e oferecida a Ixelles pela Fundação Eng. António de Almeida, do Porto, repousa sobre uma tradicional calçada portuguesa, desenhada pela Arq. Rita Gomes e executada por calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa.

 

«da Horta Primeira» / AzulJasmim.info ► É triste que a nossa comunicação social não tenha dado o verdadeiro valor...  é mais importante abrir um telejornal a dizer que a Lili Caneças tirou as rugas...

«Tovi» / AzulJasmim.info ► Pois é!... E depois dizem que o povo é inculto... Incultos são aqueles que têm as informações e não as dão a saber.

 


Busto do poeta Fernando Pessoa esculpido pela artista Irene Vilar

Irene Vilar nasceu a 11 de Dezembro de 1930 em Matosinhos e morreu no passado mês de Maio após doença prolongada. Licenciou-se em 1958 na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto onde obteve 20 valores na sua tese. Nunca viveu exclusivamente da escultura, mas deixou-nos um espólio de um “grande conteúdo contemporâneo" e “alguma modernidade". Deu aulas na Escola Secundária Clara de Resende, no Porto e foi directora da Escola Industrial Aurélia de Sousa, também no Porto, até 1974. Com o 25 de Abril retirou-se do cargo, depois de ter sido difamada pela sua amizade a Marcelo Caetano. Apesar do sucedido não abandonou a docência e voltou para a Escola Secundária Clara de Resende, onde deu aulas até 1987, ano em que se aposentou.
Ao longo de vários anos, a escultora participou em diversas exposições e ganhou vários prémios. As obras de escultura e medalhística de Irene Vilar estiveram presentes nas exposições "Cristo fonte de esperança" (Porto), "Morte e Transfiguração" (Sociedade Nacional de Belas Artes - SNBA, Lisboa), "Natividade 2000" (Mosteiro dos Jerónimos) e "100 anos - 100 artistas" (SNBA, Lisboa).
Em Portugal, o seu espólio encontra-se espalhado pela Secretaria de Estado da Cultura, Museu Amadeo Souza-Cardoso, Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira, Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, Museu do Chiado, em Lisboa, Património Artístico de Matosinhos, entre outros.

 

«XôZé» / ViriatoWeb ► Estou abismado porque quem mora em Bruxelas ainda não nos tenha contado nada sobre isso. Deve andar mais dedicado às causas do Vaticano...

:whistle:

«Reboredo» / ViriatoWeb ► Questões de saias!

«zézen» / ViriatoWeb ► (...) A titulo de informação: vivo a 300 metros da estatua.

«Tovi» / ViriatoWeb ► Pois... Mas se não fosse o nosso "comuna" de estimação (que no ViriatoWeb é conhecido por «Reboredo»), estavamos todos sem saber que há em Bruxelas um local dedicado ao nosso Fernando Pessoa.



Publicado por Tovi às 08:41
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Os "velhadas"... com eu!...
«zézen» / ViriatoWebLevantei-me às 6 (com dores de garganta - pensei que era uma angina) para ir passear o Boris, depois de me refrescar e lavar a cremalheira, apercebi-me que tinha a "campaìnha" muito inchada e que isso me impedia de respirar pela boca. Como isto jà me aconteceu hà dez anos e de forma mais séria, fui directamente às urgencias do hospital do bairro. Foi assim:
7.30 entrega de documentos pessoais. (escrevi num pequeno bilhete que não podia falar e que respirava com dificuldade)
7.31 chegada da maca
7.32 entrada na sala de reanimação n°3
7.33 colocação de sondas, electrodos etc...
7.34 Minutorização de Pulso, respiração e coração.
7.35 Uma mijinha num copo e uma pica pica para anàlise de sangue.
7.37 Soro e injecção mais tubo à frente das narinas para respirar.
Os três enfermeiras que me atenderam numa das dez camas disponìveis, saìram e fiquei à espera do médico.
7.40 Chegada do médico.
7.43 Saìda do médico, depois de me ter dito que estava tudo bem e que supostamente o problema era devido a uma alergia.
7.45 / 11.00 descanso e uma pequena naninha.
11.00 Acordado por uma enfermeira. "O senhor deseja comer ou beber ? Àgua, café, sumo, sopa ?
11.15 Médico. O senhor pode ir para casa, està tudo em ordem o seu problema é de facto devido a uma alergia. Leve estes medicamentos para tomar durante a semana e... se houver qualquer problema telefone ou venha cà.
Conclusão: 1) Hospitais com técnicos de enfermagem e médicos bem formados;
2) Hospital bem equipado e organizado; 3) Hospitais com mais camas que doentes.
Obrigado à sociedade Solidària
«Viriato» / ViriatoWebem que hospital de Portugal foi isso ? :mrgreen:   eu sei bem que foi na Bélgica,   porque se fosse em Portugal, eras enterrado amanhã ! :twisted:
«zézen» / ViriatoWebFoi no bairro onde vivo. :mrgreen:
«XôZé» / ViriatoWebAs melhoras Zé. :)
Tiveste sorte em estares no sitio e à hora certa. :grin:
Como muito bem disse o Viriato, neste momento os teus amigos aqui do fórum já tinham colocado a arejar no estendal, o fato preto. 8-)
Ó «zézen», tu não estavas nada doente... Apeteceu-te ir ao hospital ver se estava tudo a funcionar... :whistle:
«zézen» / ViriatoWebObrigado Amigos, felizmente isto jà està muito melhor, graças à eficàcia da equipa, ao "Medrol" e ao "Xyzall" . :P
«XôZé» / ViriatoWebTangas... :P
Acredito piamente no Tovi. :fcp:
Pessoa mais credível que ele, nunca vi! :grin:
«zézen» / ViriatoWebDesde quando é que dàs vivas ao porto, pà ? :twisted:
deves andar com muita falta de afecto :mrgreen:
«XôZé» / ViriatoWeb ⇒ Hoje almocei umas divinais favas com rodelas de chouriço e entremeada, acompanhadas por uma salada de alface, ambas cultivadas na horta que o meu irmão criou na quinta dos meus pais. A confecção coube à minha querida mãe. Lembrei-me de aqui relatar-vos isto apenas para recomendar ao zézen que vá à fava! :twisted:
Maravilhoso!... E o que é que se bebeu?... :?
«XôZé» / ViriatoWebÁgua do Fastio. Só consumo bebidas alcoólicas (cerveja) ao final da tarde e (vinho) ao jantar, desde que o repasto a isso convide. 8-)
Água de Fastio?!?!?... Estás pior do que a minha médica de família me disse estar eu!... Não te cures e depois não me venhas dizer que estás como o «zézen», que até teve que ir ao hospital...


Publicado por Tovi às 19:59
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Paulo Laureano

«Alambique/Bruxelas» ⇒ Caro Tovi,   Aproveito este pouco tempo livre que me resta, para o informar que estou já a comercializar os novos vinhos do Paulo Laureano. Não sei se conhece o seu mais recente "projecto a solo" mas devo dizer-lhe que vale a pena descobri-lo. Os vinhos são fantásticos e reflectem bem o seu "savoir faire". Sem duvida um dos melhores enólogos Portugueses. Saudações cordiais,

Em Junho de 2006 tive o prazer de estar pela primeira vez com o Paulo Laureano numa prova de “vins em primeur” do Clube de Vinhos do Continente e desde então tenho acompanhado com muito interesse a carreira deste conceituado enólogo alentejano de Alter do Chão, licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, com pós graduação em Enologia pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto e diplomado em Winegroing pela Charles Sturt University de New South Wales na Austrália.
 
Foi no ano passado que Paulo Laureano arrancou com um investimento de três milhões de euros comprando uma adega e setenta hectares de vinha na Vidigueira, a um produtor para quem trabalhava (Vidisava). Criou então a Paulo Laureano Vinus, para assegurar a produção dos seus próprios vinhos, e a Eborae Consulting para gerir os seus trabalhos de consultoria, passando a ser estas duas empresas a assegurar o que anteriormente fazia a Eborae Vitis e Vinus, que Paulo tinha criado em 1998.

De 1993 a 2003 foi docente de Enologia na Universidade de Évora, dedicando-se actualmente, em exclusividade, à produção vitivinícola.

A “Revista de Vinhos” e a “Revista Néctar” consideraram-no “Melhor Enólogo do Ano” em 2004.
O objectivo actual de produção da Paulo Laureano Vinus é de quinhentas mil garrafas, muito mais que as 100 mil da colheita de 2005, e há também um grande interesse no aumento da quota de exportação, actualmente por volta dos 35% e que deverá em breve atingir os 50%.
Os seus melhores vinhos: Dollium Reserva (tinto) 2004 [um estilo bordalês, um excelente vinho alentejano]; Dollium Escolha Antão Vaz (tinto) 2006 [longo e altivo numa reinterpretação moderna das potencialidades da casta]; Singularis branco 2006 [enche as medidas a um público muito alargado]; Singularis (tinto) 2004 [reinventa a rusticidade da Trincadeira]; Paulo Laureano Clássico (tinto) 2005 [muito sofisticado no estilo mas sem nunca perder o elo de ligação às terras quentes da planície]; Paulo Laureano Clássico branco 2006 [boca untuosa, elegante, revelando boa frescura no final]. (Os comentários entre "[ ]" são de Pedro Gomes e Tiago Teles no Guia de Vinhos Portal Portugal 2008).

«Alambique/Bruxelas»Caro Tovi,   Depois de ler o seu comentário sobre os vinhos do Laureano, só me resta acrescentar que Portugal precisa de mais pessoas como ele para defender a riqueza e a diversidade das nossas castas. Acho que mais uma vez, temos aqui um argumento de peso para nos diferenciarmos da "massificação" que o sector tem vindo a revelar. No novo mundo já se "fabricam" gostos especificos para pessoas especificas. Só espero que a maior parte dos nossos vinhos continuem fora de modas...   Reparei também que não fala do Laureano premium (branco e tinto) e dos reserva branco e tinto. Quanto ao clássico tinto 2006, atreveria-me a dizer que foi o melhor vinho desta gama de preço que bebi até hoje.   Saudações,

Pois é… Mas a verdade é que ainda não estou certo se o que a seguir transcrevo é “dor de cotovelo”, uma doença endémica ainda por erradicar no nosso País, ou crítica válida e construtiva… Vejamos: -1) …/ também muito bom, está o Singularis tinto 2004 do Paulo Laureano; Não está para ficar muitos anos, mas bebe-se com imenso prazer, pró dia-a-dia; Sinceramente, provei também o Dolium 2004, e não lhe achei tanta piada quanto a este. -2) …/ provem lado a lado o Singularis branco 2006 e o Dolium branco 2006; Depois digam o que acharam e se vale a pena o dobro do preço. -3) São exactamente a mesma coisa, e se calhar ate são da mesma cuba /…
Cá para mim e até prova em contrário, a aposta do Paulo Laureano nas castas autóctones nacionais merecem-me todo a consideração e respeito. Sejam vinhos do Alentejo ou do Douro, ou de outra qualquer região portuguesa, desde que se mantenha a tipicidade das nossas regiões vitivinícolas, sou da opinião que estamos a criar vinhos 100% portugueses, vinhos com aromas da nossa terra.



Publicado por Tovi às 21:43
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
Vinhos Portugueses na Bélgica

«Reboredo» ⇒ Meu caro Tovi, aqui por Brx. existe alguma procura por clientela Bélga de:
QUINTA DO ENCONTRO - BRUTO - BAIRRADA - Método Clássico - Vinho Espumante de Qualidade - BRANCO E TINTO
QUINTA DE CABRIZ - BRUTO - DÃO - Método Clássico - Vinho Espumante de Qualidade - BRANCO
http://www.alambique.org - dégustation de vins chez Alambique
GRILOS - BRANCO - 2006 - DÃO
QUINTA DE Sta EUFÉMIA - TINTO - 2005 - DOURO
PALESTRA - TINTO - 2006 - DOURO
O que te solicito é o teu sábio comentário a estas delícias. Um abraço,

Ora vamos lá falar dos Vinhos Portugueses que se bebem em Bruxelas...
 
:arrow: A Quinta do Encontro tem bons espumantes… O Bruto Branco de 2001 (espumante feito pelo enólogo Carlos Rodrigues com as castas Bical, Maria Gomes e Arinto) foi dos “Bairradas” mais bem cotados nos anos de 2004 e 2005. [Apontamentos de relva, citrino verde, biscoito e, posteriormente, rebuçado, dão o mote para um espumante de bolha fina e com razoável persistência. Um conjunto interessante e menos agreste do que é habitual nos espumantes nacionais. Ataque suavizado pela generosidade do carbónico e textura relativamente macia devido à cremosidade da mousse. Evolução com algum verdor a produzir pronunciadas notas amargosas num final com média persistência. Faltam-lhe estrutura e complexidade aromática, mas, por contraponto, e mesmo não sendo um paradigma de elegância, consegue demarcar-se da rudeza típica de muitos espumantes nacionais. E isso já é um passo em frente... – Classificação: 14 (em 20) – Pedro Gomes]
 
:arrow: Conheço bem os espumantes da Quinta de Cabriz... Os últimos que bebi e que me pareceram muito bem feitos, foram os Bruto 2003 e Bruto 2004.
 
:arrow: Grandes brancos do Dão tem a Quinta dos Grilos… Ainda não provei o da colheita de 2006, mas o Quinta dos Grilos Branco 2004 foi um dos melhores brancos do Dão que bebi nos últimos tempos. […/ elaborado pela Dão Sul a partir das castas Encruzado e Cerceal Branco, apresentando-se o vinho com 12,5%. Mostrou uma tonalidade citrina muito leve e de pouca concentração, denotando um vinho com estágio em inox. Na prova de nariz mostrou uma entrada com aromas florais e alguma fruta, tem um aroma fresco e limpo, de boa intensidade. Na boca mostra-se com corpo mediano, entrada fresca e viva, com acidez bem colocada dando a frescura correcta ao conjunto, que se mostra simples mas eficaz com final médio e alguma mineralidade. Classificação: 14,5 (em 20) – João Pedro de Carvalho no “Copo de 3”]
 
:arrow: Da Quinta de Santa Eufémia eu prefiro os vinhos do Porto… O Branco 10 Anos é um dos poucos “brancos velhos” no mercado e que eu considero de superior qualidade. O LBV 2003 está já pronto a beber e com uma doçura invulgar num vinho tão novo. Ambos tiveram a classificação de 15 (em 20) – bom vinho, superior à média – no Guia de Vinhos Portal Portugal 2008, de Pedro Gomes e Tiago Teles (Editorial Presença).
 
:arrow: Se a casa Encostas do Douro Soc. Vitivinícola SA tiver feito o Tinto de 2006 como fez o Vinha da Palestra Douro DOC 2003 Tinto, então estamos perante um vinho onde as castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca nos oferecem toda a riqueza dos tintos do Douro.



Publicado por Tovi às 20:09
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Vinhos Portugueses no Estrangeiro (II)
Comentários publicados no "ViriatoWeb":
«zézen» ⇒ Um grande obrigado ao Tovi por este texto. Sem isto, não teria conhecido esta casa. ;)   Vou passar por là e comprar umas pingas. :P
http://www.alambique.org/index.html
Amigo «zézen», quando fores ao Alambique, dá um grande abraço ao Rui Ferreira, que como nós, é um PORTUGUÊS de gema, daqueles que antes quebrar que torcer, daqueles que já não abundam por esta Europa que todos nós estamos a construir.
«zézen»Não mais tarde que amanhã, terà o teu abraço :P e eu... umas coroas a menos :mrgreen:
«Viriato»Tovi escreveu: "...por esta Europa que todos nós estamos a construir." - com os tijolos, telhas e azulejos do JER ! :twisted:
«rjmoreira»Ai é que ninguém o aturava...... :shock:


Publicado por Tovi às 09:28
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Vinhos Portugueses no Estrangeiro

Um Minhoto meu amigo que se encontra há vários anos na diáspora, deu-me a conhecer uma interessante garrafeira na cidade de Bruxelas – Alambique – cujo proprietário é “um Aveirense com muito orgulho na sua terra”, “um teimoso defensor em terras estrangeiras do que é nosso”, como ele próprio se intitula.
E nestes últimos tempos temos vindo a trocar opiniões sobre o fascinante mundo do vinho, com especial relevo para a temática dos Vinhos Portugueses no Estrangeiro.


Alambique escreveu: (…) Sou o proprietário da garrafeira Alambique, uma casa que (…) teimosamente promove as castas nacionais num mercado onde a mundialização vai ditando as regras do consumo.

Tovi escreveu: (…) bem-haja por “teimosamente promover as castas nacionais num mercado onde a mundialização vai ditando as regras de consumo”. Pelo nosso Portugal também já tropeçamos em vinhos do Novo Mundo e ainda por cima, a maior parte das vezes, sem qualidade nenhuma.

Alambique escreveu: (…) Quanto a esses "tropeções" em vinhos do novo mundo, há que ser optimista. Só assim podemos comprovar que, de facto, os nossos vinhos são bem melhores do que se poderá pensar. No meio desta diversidade sem grande interesse está o nosso maior trunfo... Oportunamente partilharei consigo alguns desabafos de um "teimoso" defensor do que é nosso, em terras estrangeiras. Acredite que é por vezes difícil lidar com a falta de visão de alguns dos nossos produtores.

Tovi  escreveu: Fico a aguardar os seus desabafos… Também eu sou um defensor do que é nosso, principalmente do que é do Douro, onde não nasci, mas onde passei grande parte das “férias grandes” da minha juventude. Um dos tios do meu pai era caseiro numa Quinta do Douro e foi aí que aprendi a amar o vinho. Tempos difíceis aqueles (…)

Alambique escreveu: (…) partilho essa opinião sobre os vinhos da mais antiga região demarcada. Acho que poderiam ser os melhores do mundo, não fosse a nossa "pequenez". Há apenas um problema, é que os Douros são para os verdadeiros apreciadores de vinho ficando por isso, arredados das novas tendências que tanto vendem por esse mundo fora. Apesar de tudo, sou defensor acérrimo da anti-mundialização do Douro Português ao contrário dos "vaidosos" que já começam a surgir por lá.

E agora vamos ao tema do tópico - O que é que se passa com a promoção dos nossos vinhos no estrangeiro?... Parece-me que nem tudo corre bem. Vejamos o que este meu amigo me contou:

Alambique escreveu: Em jeito de desabafo… Hoje tive um jovem cliente Português que viveu algum tempo em Itália e foram surpreendentes as confissões que me fez. Entrou porque andava à procura de bons vinhos para provar a uns amigos "sommeliers" que os nossos vinhos são bons. É verdade, temos mesmo que provar... Acabou por me dizer que por terras dos "Barolos" se pensa que em Portugal a língua oficial é o espanhol e, irritantemente, desconhece-se a nossa tradição na produção de vinhos. Faz-se vinho em Portugal? - Perguntam com frequência. Nem sei se me atrevo a repetir o que perguntam sobre o azeite...


Publicado por Tovi às 12:51
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