"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021
A crise política está aberta

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O Bloco de Esquerda tinha anunciado no domingo que não estava disponível para viabilizar o Orçamento de Estado e esta manhã, depois das duas deputadas independentes terem anunciado as primeiras abstenções, o PAN seguiu o mesmo caminho (pelo menos na primeira votação). Mas Jerónimo de Sousa acabou por anunciar que o voto do PCP se mantém contra - "foram longas as horas de discussão, mas o Governo não nos quis acompanhar". Marcelo diz que vai esperar até ao último minuto, mas está pronto a dissolver a AR.
  
Da Mota Veiga Suzette - Cá estamos de nova numa situação instável! Prejudica muito o País! Imagine, se em Portugal não houvesse greve, o governo faz compromissos com a oposição, todos sabem que o bom funcionamento da economia, do sistema pode trazer mais investimentos, mais trabalho, mais riqueza e mais bem estar, o Pais ficava semelhante a Suíça, quem não queria?

 

  E se António Costa der um ministério ao BE, este é capaz de fazer flic-flac à retaguarda e viabilizar o Orçamento. Não acham?
  
Jorge Veiga - ...só se for o da Cultura

 

  Hummm!... Não quero ter razão antes do tempo, mas ouvi uns zum-zuns que me põem a acreditar num eventual volte-face, que ainda permita a aprovação, na generalidade, do Orçamento de Estado para 2022.
  
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, creio, sem disso estar certo, que é o que vai acontecer
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro… Também pressinto o mesmo. Aguardemos.
Be Maria Eugénia - Claro que vai ser aprovado. Tudo show off !!!
David Almeida - Claro que tudo isto é 'conversa pra boi dormir' porque os meninos não vão largar mão do poleiro e sugeitar-se a votações, onde terão tudo a perder!!!

 

  E quando esta madrugada me fui deitar, já passava das duas horas, era este o ponto da situação.
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  OE2022 - O folhetim dos últimos dias
(Ilustração de Rafael Costa no DN)

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PS desgastado e em perda;
PSD a crescer e em transição;
Bloco - O fantasma de 2011;
CDU - Jogada de vida ou de morte;
CDS-PP - O risco de desaparecer;
PAN - Um teste à nova liderança;
Chega ansioso por eleições;
Iniciativa Liberal - Objetivo é crescer.



Publicado por Tovi às 16:33
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Sábado, 23 de Outubro de 2021
Mais uma vez o “proibicionismo” no Parlamento

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O tema chegou ao parlamento depois de uma iniciativa de cidadãos a pedir a proibição das corridas de cães em Portugal e que conseguiu mais de 21 mil assinaturas. Ontem os deputados debateram em plenário o projeto de lei da iniciativa legislativa de cidadãos assim como outros três projetos relativos à mesma matéria do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN), do Bloco de Esquerda (BE) e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues. Apenas o projeto do PAN baixou à 7ª comissão parlamentar (Agricultura e Mar) para debate na especialidade com a aprovação de um requerimento que o permitia fazer sem votação. Os restantes projetos, incluindo o da iniciativa de cidadãos, foram rejeitados.

 

 
José Romão - O diploma do PAN fala em corridas de cães não especificando raças, vai mais mais longe, pretende interditar todas as actividades que envolvem canídios, onde está incluído os agilitys, provas de cães de parar, etc, etc!
Sofia Mexia Alves
Em vez de se tanto preocuparem em proibir tudo, deveriam preocupar-se com a regulamentação (feito por quem percebe do assunto, de preferência) e, pela eficaz e competente fiscalização (também por quem percebe do assunto), e pela educação e sensibilização para o bem estar e saúde dos animais (também por quem está devidamente habilitado para tal)! Não é por decreto, nem por proibição sumária que se mudam mentalidades e se obriga a ter sensibilidade e respeito pelos animais, é pela educação, sensibilização, sendo a regulamentação e respectiva fiscalização um veículo eficaz para tal! E respeitando acima de tudo os animais, neste caso os galgos pelo que são e pelas suas aptidões naturais, correr, perseguir e dormir!
David Ribeiro - Atualmente só tenho um galgo - um Whippet - e já está velhote (13 anos) mas quando era jovem, sem nunca ter praticado corridas, era só vê-lo num espaço aberto... não parava de correr.
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Publicado por Tovi às 07:09
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2020
"Chutar para a veia"... à porta das escolas

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“Eu não peço a criminalização do consumo de droga. Peço, sim, que seja criminalizado à porta das escolas, onde por exemplo é proibido vender gelados mas se pode 'chutar para a veia'. Nisto estou certo de que a maior parte da população me acompanha”, declarou Rui Moreira, na sessão da Assembleia Municipal do passado dia 9 de dezembro, em resposta ao deputado Pedro Lourenço, do Bloco de Esquerda, que questionava o executivo camarário sobre salas de consumo assistido na nossa cidade.

 

   Comentários no Facebook

Jorge Saraiva - Para quem não sabe e segundo a lei, de facto é proibido a venda e sua publicidade de gelados, doçarias e afins à porta das escolas e no raio de 100 metros, com multas para quem infringir que vão de 1750€ a 3750€ (no caso de uma pessoa singular) e de 3500€ a 45 mil euros, no caso de empresas. Isto porque anda tudo preocupado com a obesidade das crianças, algumas delas e não digo todas, as mesmas que ao fim de semana junto com os pais deglutem hamburgers no McDonalds. Quanto à droga e o seu consumo, se bem se lembram, foi um espanto quando se quis ciar salas de chuto, com muita gente contra. Parece-me que é mais chiqué ver seringas espalhadas por certos jardins da cidade, para não falar e de novo, junto às escolas. Mas isto..., sou eu... que sou básico.



Publicado por Tovi às 07:48
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2020
Separemos as águas entre o Chega e a CDU e o BE
Tenho muita consideração por Rui Lage, deputado à Assembleia Municipal do Porto na bancada do PS, e igualmente respeito e admiração tenho por seu pai, Carlos Lage, a quem o Rui se refere neste bonito texto.
Forte abraço, companheiros de muitas lutas.

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Que penoso é ver uma fatia assinalável da inteligência nativa usar das categorias políticas comuns para se referir a um fenómeno tão desprezível e grotesco como é o Chega. Um estrangeiro lusófono que hoje chegasse a Portugal e se pusesse a folhear a imprensa dos últimos tempos ficaria com a ideia de que o Chega é um elemento válido do regime, um peão experimentado no xadrez da direita, uma formação partidária apta para alianças parlamentares e entendimentos governativos, enfim, uma peça do mobiliário da nossa democracia e não o rato de rodapé que se esgueirou por um buraco para lamber o ranço da ignorância e do preconceito mais espúrio. A normalização do Chega é (quase) tão desprezível quanto o Chega. E não menos (ou até mais) funesta. E ela vem a pretexto do extremismo que segundo tais inteligências equipara o Chega aos ex-parceiros do PS na malograda "geringonça", uma analogia indecente e indesculpável para quem conhece o itinerário da nossa democracia e os rudimentos da história das ideias políticas. Com todos os seus anacronismos, o seu discurso calcificado, uns quantos votos de política externa cujo valor é essencialmente litúrgico e cuja única consequência é desconceituar quem os oficia, e sem escamotear os riscos a que nos expôs in illo tempore, o PCP teve um papel de relevo na construção do Portugal que temos, seja na resistência ao fascismo, seja na marca que deixou na Constituição de 76, seja até, a Sul, enquanto força autárquica respeitada e prezada. Nos últimos vinte anos, o Bloco de Esquerda estimulou e diversificou o debate político, criou raízes e agregou gente de elevada qualidade humana e intelectual; mesmo quando as suas propostas se revelam (no meu entender) irresponsáveis, despesistas, ingénuas ou moralistas, obedecem a uma ideia de justiça redistributiva e a um desígnio emancipatório nos antípodas das "propostas" peçonhentas que o sacripanta Ventura vocifera ou patrocina. Neste triste episódio, extremista parece ser também o ressentimento que a "geringonça" plantou bem fundo na cabeça de tantas pessoas informadas e preparadas mas a quem esmoreceu a razoabilidade e a capacidade de distanciamento. Sou insuspeito para dizê-lo: não só não morri de amores pela solução como ela me suscitava inúmeras reservas, algumas dissipadas com o passar do tempo, outras que mantenho. Não sou, sequer, um socialista de filiação marxista: Proudhon, passado pelo crivo de Antero de Quental, sempre me interessou muito mais (o que faz de mim, suponho, um "utopista pequeno-burguês"). Mas como homem de esquerda sinto-me indignado com esta miserável tentativa de meter a CDU e o Bloco na mesma prateleira do Chega por operação de geometria descritiva. O património doutrinário do meu partido resulta da separação das águas orquestrada por Mário Soares. Essa é uma separação que não só não renego como é ainda hoje pressuposto da minha militância no PS, mas a decência impõe agora que separemos as águas entre o Chega e a CDU e o BE. Enquanto as águas ainda são navegáveis.
Declaração de "interesse": O meu pai esteve preso cinco anos nos calabouços da PIDE, na cadeia da Machava, em Lourenço Marques, acusado de crimes contra a segurança do Estado e de atentar contra a coesão moral das Forças Armadas. Leram bem: cinco anos, de 69 a 73, dois dos quais em regime de solitária, naquela que tinha a fama de ser a pior cadeia de África, onde muitos detidos eram executados por privação de água e alimento e outros sucumbiam à tortura e aos espancamentos. O meu pai passou cá para fora listas de presos a quem estava reservada a morte por inanição. Na Machava, quase todos os presos políticos, ele incluído, professavam alguma forma de marxismo, que lhes adubava a revolta contra a dominação colonial. Ideais extremistas, parecidos com os do Chega, não é mesmo? Não me lixem.



Publicado por Tovi às 11:35
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020
Eleições Regionais nos Açores

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Vejam no gráfico a comparação dos resultados eleitorais de 2012 e 2016, com uma sondagem recente e o resultado das Eleições Regionais nos Açores de ontem, 25out2020.

 

 
A propósito do resultado destas eleições na Região Autónoma dos Açores dizia ontem um amigo meu, com carradas de razão, que o PCP é um movimento institucionalista sobrevivente do PREC, mas que já perdeu a sua raiz operária e camponesa, ficando-se pelo funcionalismo público e pelo seu sindicalismo. E o BE é um partido classista e urbano, profundamente populista, uma espécie de salada (não russa) de caviar e outros géneros, com grandes contradições.



Publicado por Tovi às 09:11
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2020
Regimento da Assembleia Municipal do Porto

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Aprovado ontem o novo Regimento da Assembleia Municipal do Porto, com a abstenção do BE... partido que tinha feito parte da comissão que exaustivamente elaborou este importante documento e que a deputada Susana Constante Pereira elogiou na sua intervenção na sessão de ontem. Não se entende.



Publicado por Tovi às 10:00
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Sábado, 16 de Maio de 2020
Nova sondagem da Intercampus

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Conhecida ontem mais uma sondagem da Intercampus (para Correio da Manhã e Jornal de Negócios).
O PS volta a ganhar terreno no mês de maio e seria o grande vencedor das Legislativas, se estas se realizassem atualmente. Esta vantagem aumenta também o fosso para a oposição. A intenção de voto no PSD é de 23,3%, igual ao mês anterior. Destaque ainda para a queda do Bloco de Esquerda, que, ainda que mantenha a terceira posição, desce de 11,9% em abril para 9% este mês. O mesmo acontece com o Chega de André Ventura: cai de 7,8% para 6,8%. A CDU, com 5,9%, tem uma subida ligeira em relação a abril (5,8%). O PAN regista uma descida acentuada, para 3,6%, a mesma percentagem do CDS, que também perde eleitores.



Publicado por Tovi às 07:49
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Quinta-feira, 5 de Março de 2020
Miguel Pereira Leite… estamos consigo

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  Notícia do Público

 

   Raul Ameida no Observador, em 10mar

Susana incendeia em Plenário, Pedro filma contra o regulamento, Maria Manuel irrompe a galope invocando o seu estatuto de deputada e Tatiana confessa que tudo o que queriam era armar a p*** lá dentro. = Notícia completa =

 



Publicado por Tovi às 11:39
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Terça-feira, 3 de Março de 2020
"Circo mediático" na Assembleia Municipal do Porto

  JN de hoje

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Lourenço foi expulso esta segunda-feira à noite da Assembleia Municipal do Porto, por estar a filmar.
Pedro Lourenço, que estava na zona destinada ao público e não nas bancadas reservadas aos deputados, foi avisado que a filmagem era proibida, mas protestou e insistiu na ação, tendo recebido ordem para sair, por indicação do presidente da Assembleia Municipal.
O deputado deixou a sala sob escolta da polícia municipal. A filmagem aconteceu quando usava da palavra Susana Constante Pereira, do BE.
O deputado Miguel Gomes, do movimento que apoia Rui Moreira, apresentou um voto de protesto relativo a Pedro Lourenço, devido à sua "ação indevida" e por entender que a assembleia não deve transformar-se num "circo mediático'.

 

  Mais no JN de hoje
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O despejo de Joana Pacheco e dos dois filhos menores na Ribeira reuniu dezenas de pessoas esta segunda-feira, num protesto em frente à Câmara Municipal do Porto, durante a Assembleia Municipal.

 

  Comunicado da Câmara Municipal do Porto

Nos últimos dias, alguma comunicação social tem reportado o caso de uma casa que foi desocupada no Centro Histórico do Porto pela Domus Social. Essa casa estava ilegalmente ocupada por uma família, que não era titular de qualquer contrato de arrendamento, nem no âmbito da Domus Social nem de qualquer outro regime.
A senhora que ocupou a habitação tem dois filhos e, segundo se sabe, cerca de 1.200 euros de rendimento mensal e tomou conta da casa que anteriormente estava arrendada ao seu pai, falecido, que era inquilino municipal, e onde a renda era de menos de € 15.00 por mês por um T4 na Ribeira.
Antes de ter ocupado a habitação da Câmara, a munícipe era arrendatária de uma outra casa particular no Centro Histórico, a poucos metros, na Rua do Comércio do Porto. Casa que voluntariamente abandonou. Pagava aí uma de renda cerca de 300 euros e deixou-a quando decidiu mudar-se para a casa arrendada pelo pai, sem autorização da Domus Social e por sua exclusiva responsabilidade.
Invocou que o fizera para auxiliar o Pai. O que carecia de autorização prévia, que nunca requereu.
Ou seja, não se trata, como a própria reconhece, de um caso de cessação de contrato de arrendamento ou despejo. Nem um caso de assédio por parte do seu anterior senhorio. Saiu porque quis, quebrando ela própria o contrato que tinha com o seu senhorio que não praticou sobre si qualquer ação para a desalojar. Tinha capacidade financeira para pagar a renda da casa que abandonou.
A senhora fez um único pedido de habitação em 2018, que foi indeferido, dado que os seus rendimentos e condição social não lhe permitiam o acesso à habitação social, de que estão em lista de espera cerca de mil famílias no Porto, com rendimentos inferiores e condições sociais de maior necessidade.
Após a entrada em vigor do novo regulamento, em março de 2019, não fez qual pedido de habitação social ao Município, não fez qualquer candidatura ao Porto Solidário que apoia o pagamento mensal da renda, não se inscreveu no programa de arrendamento acessível lançado recentemente pela Sociedade de Reabilitação Urbana para arrendamento de casas no Centro Histórico e, durante dois anos, não encontrou uma solução para o seu problema de habitação no mercado de arrendamento, como muito outros cidadãos do Porto e de todas as outras cidades portuguesas, apesar de a Câmara do Porto ter uma verba disponível para auxiliar nestas situações, que este ano é de dois milhões de euros.
Foi notificada para deixar a casa que não lhe pertencia e que tinha ocupado ilegalmente. Isso mesmo dizem as faturas que, nos termos da Lei, lhe foram sendo apresentadas enquanto ocupava ilegalmente a casa que tinha estado arrendada ao seu pai. Foram-lhe dados dois anos (2 anos) para encontrar uma solução e as faturas que lhe foram apresentadas, além de uma imposição legal, não são recibos, contrariamente ao noticiado na comunicação social.
Caso o vereador da Habitação decidisse atribuir discricionariamente um contrato de arrendamento a esta senhora, passando por cima da Lei, do regulamento municipal aprovado em Executivo e Assembleia Municipal e por cima das cerca de mil famílias que aguardam, com direito, a uma habitação municipal, cometeria o crime de prevaricação que, entre outras penas, inclui a perda de mandato.
Lembramos que, ainda que legalmente fosse possível atropelar a lei e os regulamentos municipais, dando discricionariamente uma casa a uma senhora não inscrita e com um vencimento superior a mil euros mensais, estaríamos a condenar uma outra família, legalmente com direito à mesma casa, potencialmente com mais filhos e menos rendimentos, a ficar sem ela.
O rendimento da senhora em questão corresponde ao de um técnico superior municipal, ou seja, aos funcionários sem cargo de chefia e em início de carreira mais bem pagos pela Câmara Municipal. A maioria dos funcionários da autarquia têm rendimentos inferiores. Muitos têm filhos. A lei não lhes confere nem a eles nem a nenhum munícipe o direito de ocupar habitações municipais ilegalmente e, consequentemente, a pedir que, discricionariamente, o vereador da Habitação lhes conceda ilegalmente a habitação que ocuparam.

 

   Os meus apontamentos desta Assembleia Municipal
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Publicado por Tovi às 10:20
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019
Sessão de hoje da Assembleia Municipal do Porto

Esta sessão extraordinária tinha como ponto único: Análise da situação do tráfico de estupefacientes na cidade do Porto.

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  Comentários no Facebook

Pedro Baptista - Rui Moreira disse e muito bem... Digo eu, que é inacreditável ver a forma como o BE e o PS olham para a droga, o primeiro com cumplicidade, o segundo com licenciosidade... São inacreditáveis tais atitudes, frente a uma realidade que tem a montante o negócio criminoso mais ignóbil e rentável do mundo para a selvajaria capitalista e a jusante a maior desgraça social dos últimos cinquenta anos, com cadastro de milhões de vidas destroçadas e milhões de mortos... Não sei bem o que se passou neste país nos últimos anos... Mas quando a policia diz que não pode fazer nada frente a quem se queira drogar à porta duma escola, algo está muito mal no reino, o país andou a ser governado por mentecaptos senão por criminosos...

Paula Ribeiro de Faria - A Assembleia Municipal do Porto reuniu em sessão extraordinária para debater a situação do tráfico de estupefacientes na cidade do Porto e aprovar recomendações ao Governo para reforçar os meios de combate ao tráfico de drogas na cidade, já que a competência para o policiamento e a garantia da segurança das populações pertence ao Estado central. Na Idade Média, os senhores feudais defendiam a sua gente dentro dos castelos, porque o poder central era fraco e não chegava a todo o lado. Vigorava um sistema de justiça privado, em que cada um fazia justiça pelas próprias mãos. Não é isso que se espera que aconteça num Estado europeu e civilizado no século XXI, mas é o risco que se corre quando não há meios policiais suficientes e a estrutura que suporta as soluções legais não funciona eficazmente...

Rui Moreira - A Assembleia Municipal deu um bom exemplo do que é a democracia. Por nossa iniciativa levamos a cidade a discutir um tema difícil. Mas temos que o fazer se queremos realmente mudar. Foi bom ver as forças democráticas do nosso lado. Como o PS, que depois de hesitar, decidiu apoiar as nossas propostas e reivindicações para que a PSP reforce os meios no Porto. Foi mau ver o Bloco de Esquerda não perceber nada do que se está a passar na cidade e na sociedade portuguesa.



Publicado por Tovi às 23:59
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
Eleições Regionais na Madeira

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Vitória só teve o PSD, mas com o sabor amargo de ter perdido a maioria absoluta. BE foi à vida, CDU e CDS levaram um grande tombo (CDU de dois deputados para um; CDS de sete deputados para dois) e o PS teve uma subida considerável mas que soube a pouco. No meio disto tudo o CDS pode-se gabar de ser por ele que tem que passar o Governo da Madeira… e a “oposição” nem com geringonças lá vai.



Publicado por Tovi às 09:13
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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2019
Piadas das Legislativas'2019 #04

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Publicado por Tovi às 08:04
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Terça-feira, 2 de Julho de 2019
Sinais dos tempos

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A 1ª Grande Corrida de Galgos da Paróquia de Gueifães estava planeada para os dias 20 e 21 de julho. Segundo a organização, o “principal objetivo seria a angariação de fundos para as obras da igreja, como também promover mais um evento cultural à nossa comunidade”. Após a divulgação do evento geraram-se várias ondas de indignação, tendo um dos comentários sido partilhado quase mil vezes. “Chocada e disposta a organizar vigília”, podia ler-se na rede social Facebook. Hoje, através de comunicado assinado pelo Pároco, Orlando Santos, foi anunciado o cancelamento do evento, descrito pelo próprio como “um momento lúdico, garantindo o respeito pelos animais”.

 

Dogs Magazine

Hoje, 2 de julho, é discutido na Assembleia da República a proibição das corridas de cães, frequentemente referidas como corridas de galgos, com base nas propostas de projetos de Lei do Bloco de Esquerda e do PAN.
Publicamos um artigo de opinião da Dra. Cláudia Terroso, Veterinária Municipal de Vila do Conde, que é um testemunho real sobre as corridas de Galgos organizadas pela Associação Galgueira e Lebreira do Norte, no Concelho de Vila do Conde.

“Em face da grande polémica criada à volta das corridas de Galgos, achei necessário escrever este testemunho real e deixar uma palavra de apoio/amizade aos Galgueiros do Norte.
Sou Veterinária Municipal de Vila do Conde há 15 anos, e estando a Associação Galgueira e Lebreira do Norte sediada no Concelho, passou a ser solicitada a minha presença nas corridas de forma a garantir o Bem-estar Animal e cumprir a legislação em vigor.
Ao longo destes anos fui conhecendo melhor os galgueiros e, obviamente, os Galgos. Além da relação profissional, criei relações de amizade com vários galgueiros e fui conhecendo melhor a realidade da Associação.
Fiz inúmeras inspeções (algumas vezes com o apoio do SEPNA), quer a nível da documentação dos animais, quer a nível do estado geral dos animais, por isso baseio-me em factos reais e passados em Portugal.
A quase totalidade dos Galgos de corrida são dóceis, sociáveis e bem tratados pelos donos. Permitem o contacto e exame clínico sem revelarem desconforto e medo durante o mesmo. Como em todas as actividades não serão todos donos exemplares, mas a larga maioria é.
As corridas em Portugal são amadoras e não há apostas do público como é dito. Aliás, regra geral não há público, só galgueiros, familiares e alguns amigos.
Em 15 anos nunca foi recolhido um Galgo na via pública pelos Serviços Oficiais, ao contrário de outras raças e dos cães de raça indeterminada.
Vários dos galgueiros têm Galgos idosos nas suas casas ao contrário do que é dito e tal pode ser confirmado.
Por último, antes de criticarem/insultarem e criarem ondas de ódio deveriam vir conhecer os Galgos ao vivo, nos dias de corrida ou falar com a Associação Galgueira e Lebreira do Norte para os verem nos locais que habitam. Tenho a certeza que seriam bem recebidos e sem ódios.
Por fim, as notícias terrificas do mundo dos Galgos referem-se a outros países onde a actividade é profissionalizada e não a Portugal (Espanha, Argentina, Inglaterra, Austrália, etc.) e como é evidente nessa realidade deveriam ser proibidas e criminalizados os donos desses Galgos.
Como é evidente, aceito opiniões contrárias, mas baseadas na realidade de Portugal e do norte. Só falo do que conheço pessoalmente e sem insultos. A falar é que as pessoas racionais se entendem.”

 

Sexta-feira, 5jul2019

Projetos do PAN e do BE foram chumbados com votos contra do PS, do PSD e do CDS-PP.



Publicado por Tovi às 11:16
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018
E pronto… instauraram-me um processo

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   Comentários no Facebook

Jose Serôdio em 31 de Agosto
Das coisas mais ridículas a que assisti, só mesmo possível quando há polícias do pensamento em cada esquina, preocupados com uma novilingua qualquer e sempre apoiados por uma comunicação social onde o BE tem 60% nas redacções, mas felizmente não chega aos 10 no País...

Abraço David Ribeiro!

 

Jose Bandeira em 1 de Setembro
Mas que é isto? Pretendem amordaçar-nos com as cordas do politicamente correcto? O David Ribeiro contou-nos aquilo a que ASSISTIU da varanda da sua casa! Dizer a verdade é agora punível?
É verdade que são romenos;
É verdade que conspurcam os locais que invadem;
É verdade que são explorados por organizações que os usam para a prática da mendicidade!
INVESTIGUEM, NÃO CHANTAGEIEM!

 

Celestino Neves em 1 de Setembro
Mas que é isto? - pergunto eu também.
Agora é proibido falar em romenos ilegais que - ostensivamente - provocam, roubam, conspurcam, se marimbam para as Leis do País?
É proibido falar de ciganos que assaltam supermercados, agridem cidadãos e polícias se borrifam para o Estado de Direito em que, legalmente ou não, assentam arraiais?
Foi com algum asco e muita revolta que ontem assisti - no Jornal das 13h da TVI a uma dirigente 'neurónio-deprimida' da SOS Racismo debitar asneiras, ofender a nossa inteligência e armar-se em carapau de corrida ao "exigir" a condenação (?) do David Ribeiro.
Se calhar vai ter de fazer muitas outras queixinhas porque o direito à revolta ainda não foi abolido nem a Liberdade de Expressão suprimida.
SOS Racismo, uma organização irrelevante e parasitária do espírito cívico e solidário dos portugueses - a banir do nosso apoio e solidariedade...

 

Raul Vaz Osorio em 1 de Setembro
A propósito do ridiculo processo movido pelo SOS Racismo ao meu amigo David Ribeiro: Pacheco Pereira no Público - O admirável mundo novo e a sua companheira a censura

 

Eduardo Miranda em 3 de Setembro
EM APOIO A ANTÓNIO SANTOS RIBEIRO
O dito, é membro da Assembleia Municipal do Porto, eleito na Lista de Rui Moreira.
Em Julho, no seu Facebool colocou um post:
“Há um grupo de 20 a 30 romenos, maioritariamente mulheres e jovens, que são um autêntico martírio para os moradores da zona da Boavista. Não, não sou racista nem xenófobo mas, mas sou declaradamente contra quem recusa qualquer tipo de ajuda social e prefere continuar a viver da mendicidade, do pequeno furto e a dormir em jardins e espaços públicos, conspurcando os terrenos que são de todos os cidadãos. É preciso encontrar rapidamente formas eficazes de proteger os cidadãos destes energúmenos.”
Tanto bastou para a SOS Racismo, chefiada pelo preto Mamadou Ba, a viver às custas do Bloco de Esquerda, fazer uma participação à Comissão para a Igualdade e Contra a Descriminação Racial, que veio agora instaurar um processo de contraordenação contra António Santos Ribeiro.
Daqui, bem longe mas ciente de como estes grupelhos de ciganos romenos funcionam, venho colocar-me à disposição do membro da Assembleia Municipal para intervir no inquérito como sua testemunha de defesa, porque assino por baixo as suas declarações e é tempo deste país se tornar salubre, a menos que tenhamos que esperar uma “eternidade” por um Luigi di Maio ou um Mateo Salvini, já para não falar em Viktor Orban.
Já é velho o ditado, mas não se esqueçam de quanto mais um gajo baixa as calças mais se lhe vê o cú!!



Publicado por Tovi às 22:57
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2018
Um incidente na sessão de ontem da AMPorto

Foi assim… mas já era expectável, ou eu não os conhecesse.

 

   Abel Coentrão do jornal Público

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Presidente da Assembleia Municipal acusado de tentar coarctar liberdade de expressão - Munícipe Tatiana Moutinho acabou por conseguir intervir na reunião desta noite, mas foi interrompida quando acusou deputado de racismo.
Vários representantes da oposição na Assembleia Municipal do Porto reagiram com incómodo, e críticas, à forma como o presidente deste órgão, eleito pelo grupo de Rui Moreira, tentou condicionar a intervenção de uma munícipe, no período dedicado ao público. Por causa da discussão gerada por este caso, a reunião que decorreu esta terça-feira à noite prolongou-se, por mais 40 minutos, já para a madrugada de quatra-feira, num debate aceso sobre racismo e sobre liberdade de expressão.
Rui Moreira já não estava na sala quando o episódio se começou a adivinhar. Terminado o período da ordem do dia de uma sessão relativamente calma, e que até começara com um voto de pesar, unânime, pela morte do antigo líder do BE João Semedo, elogiado por todos pela forma recta, frontal e leal com que conduziu o seu percurso político, Miguel Pereira Leite abriu o período do público e chamou a munícipe em causa. Mas, sabendo, de antemão, que Tatiana Moutinho pretendia fazer declarações sobre um deputado da maioria, acusado de racismo por causa de um post do Facebook, tentou impor-lhe condições e balizar a intervenção, em modos que a levaram, inicialmente, a desistir de falar.
Aproveitando o facto de a munícipe se ter identificado como candidata nas listas do Bloco a esta assembleia, num e-mail que esta lhe enviara com questões sobre o caso envolvendo o deputado municipal António Santos Ribeiro, Miguel Pereira Leite chegou a tratá-la, mais do que uma vez, como “sr.ª candidata”. Argumentou, a dado momento, que a cidadã em causa poderia intervir “sobre assuntos de interesse para o município”, mas convidou-a a assumir o lugar de um dos camaradas, numa sessão, para poder fazer uma intervenção “política” sobre a Assembleia Municipal em defesa da qual garantia, como presidente, estar a agir, ao impedir alguém de “insultar qualquer um" dos membros.
Ainda antes de o centrista Raul Almeida, do grupo de Rui Moreira, lhe agradecer o facto de “preservar o estatuto da assembleia”, o líder deste órgão foi interpelado pelo socialista Gustavo Pimenta, que “preocupado, perturbado”, com o que acabara de assistir, o acusou de “exorbitar os seus poderes”, ao tentar condicionar a priori, o teor da intervenção da munícipe. “Não creio que possa ser coarctada a liberdade de se pronunciar”, insistiu, usando uma expressão que viria a ser repetida, minutos depois, pela deputada bloquista Susana Constante Pereira. Que via no episódio “uma preocupante concepção de democracia”.
“O facto de a senhora ter sido candidata não lhe retira direitos. O sr. presidente não esteve bem”, atirou de seguida o comunista Artur Ribeiro, num momento em que Miguel Pereira Leite, depois de insistir na posição inicial, já dizia que a munícipe poderia falar, desde que, insistia, respeitasse a assembleia. Esta voltou a pegar no microfone, mas acabou por ser interrompida e impedida de continuar depois de acusar o deputado António dos Santos Ribeiro – ou David Ribeiro, no Facebook – de racismo e incitamento ao ódio num post sobre romenos, acampados perto de sua casa, que mereceu uma queixa da SOS Racismo.
Espectador atento de tudo isto, em sua própria defesa, o deputado em causa tentou fintar a polémica com uma curta declaração. "Se eu, que até sou adepto do Boavista, disser que um jogador mexicano do FC Porto não joga nada é considerado racismo?" A pergunta não obteve resposta, mas o caso fez o deputado Pedro Baptista levantar-se do “banco” para a intervenção mais exaltada da noite, na qual defendeu o amigo e “grande democrata” e acusou os críticos de preferirem expor o “folclore de preconceitos ideológicos” em vez de se preocuparem com a lixeira que o deputado denunciara e apelarem aos serviços públicos para resolverem o problema.
“Vocês não passam de demagogos e oportunistas”, acusou, inflamado pelo debate, o antigo parlamentar socialista que foi eleito pelo grupo de Rui Moreira e para quem não há problema nenhum em associar a situação em causa a quem a provoca, porque David Ribeiro o faria naturalmente se estivessem em causa “dinamarqueses ou lisboetas”, em vez de romenos, garantiu. A intervenção haveria de merecer, mais tarde, reparos do comunista Artur Ribeiro, que a considerou “absolutamente lamentável” e digna, essa sim, notou, de interrupção por parte de Miguel Pereira Leite.
Perante um estreante deputado substituto do PAN, Ernesto Morais, impressionado com o que ia testemunhando – “a resposta da assembleia não foi digna”, sentenciou – ainda houve tempo para mais algumas trocas azedas de palavras. O deputado bloquista Pedro Lourenço disse-se "envergonhado com a actuação" do líder deste órgão, que tomou a crítica, vinda de quem vinha, "como um elogio". Os apartes entre bancadas ainda continuaram, durante uma outra intervenção de Carla Leitão em defesa de David Ribeiro, e contra quem o acusava, “injustamente”. A sessão acabaria já pelas 00h35 com Miguel Leite Pereira a regozijar-se pelo início das férias. “Em Setembro voltaremos mais tranquilos”, suspirou.



Publicado por Tovi às 15:58
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