"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 1 de Novembro de 2022
Lula eleito Presidente do Brasil

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Bolsonaro não conseguiu marcar golo 

 

  Resultado Eleitoral
Lula da Silva / PT - 50,9% - 60.345.999 votos
Jair Bolsonaro / PL - 49,1% - 58.206.354 votos
Inválidos/Nulos - 5.700.443 votos

 

  A "realpolitik" é isto, quer queiramos ou não
Marcelo Rebelo de Sousa já falou ao telefone com Lula da Silva, depois de, na noite de domingo, ter felicitado o recém-eleito presidente do Brasil;
Também António Costa já deu os parabéns  ao novo presidente, através de uma mensagem publicada na sua rede social Twitter;
Foram ainda vários os líderes dos países que felicitaram Lula da Silva pela sua eleição: Desde a Austrália e a Nova Zelândia, até à Índia, à África do Sul e ao Reino Unido;
De acordo com a presidência russa, também o Presidente Vladimir Putin enviou as suas "sinceras felicitações";
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, não ficaram de fora desta onda de parabenizações.

 

  Como votaram os nossos "irmãos" brasileiros
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  Há "democratas" esquisitos no Brasil
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Nuno Matos PereiraO que aconteceu quando deram a escolher ao povo entre Barrabás e Jesus? Escolheram o ladrão!
Zé Carlos - A questão do Brasil é muito complexa e não pode ser corretamente avaliada por malta que não perdeu uns anos a estudar e a viver no país. A disputa Lula/Bolsonaro é a encenação do "estamento" que domina o país desde que Dom João VI deixou o Rio de Janeiro ficando lá a maior parte da elite de Portugal que viajou com o Rei fugindo das tropas napoleónicas. Sugiro começar pela obra fundamental de Rodrigo Faoro ; " Os donos do poder "... O estamento colocou lá Lula agora pela via democrática, mas se for preciso tira, como iria tirar Bolsonaro se este ganhasse e como tirou no passado Dilma, Collor de Mello, João Goulart, Café Filho, etc.

  Mais de 130 estradas bloqueadas por apoiantes de Bolsonaro
Captura de ecrã 2022-11-01 093143.jpgAssim de repente parece estranho como é que a nona economia mundial e a primeira da América Latina (classificação do Fundo Monetário Internacional) se comporta desta forma nos dias seguintes a uma eleição presidencial que toda a gente considerou “livre e justa”... mas a verdade é que nos Estados Unidos partidários do então presidente Donald Trump invadiram o Capitólio como protesto do resultado da eleição presidencial de 2020. Coincidência ou mimetismo? 

 

  
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  O que está a acontecer no Brasil - 1nov2022
11h36 - A manifestação contra a vitória do presidente eleito Lula da Silva (PT) fechou a estrada que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, e fez 25 voos serem cancelados até a manhã desta terça-feira. A informação do cancelamento dos voos é da assessoria de imprensa do terminal, segundo a CNN Brasil.
12h59 - O ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou esta terça-feira que a Polícia Rodoviária Federal eliminou 192 pontos de bloqueio de estradas que estavam a servir de palco para protestos de apoiantes de Bolsonaro, diz a CNN Brasil.
14h23 - O governador do estado brasileiro de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou esta terça-feira que vai usar "toda a força necessária" contra camionistas que apoiam o Presidente, Jair Bolsonaro, e bloqueiam estradas em protesto contra a sua derrota nas eleições presidenciais.
14h38 - De acordo com o jornalista brasileiro Paulo Markun (falando para a CNN Portugal) é difícil perceber em que pensa Bolsonaro, mas admite que “quanto mais tempo passa nesse silêncio, mais difícil será de reverter esse cenário”, afastando a ideia de um “golpe”, visto que “não tem o apoio da comunidade internacional, nem das instituições do Brasil”. No que diz respeito ao aumento da tensão nas ruas do Brasil, lembra “que estão a ocorrer nos estados onde Bolsonaro ganhou” e afirma ter esperança que a situação diminua. 
14h47 - Os protestos dos apoiantes do ainda presidente em funções têm marcado as primeiras horas após as eleições, mas por se tratar de um protesto político, o Supremo Tribunal Federal teve de atuar, colocando no terreno a polícia militar e com ordem de uso força se assim entender que é necessário. Além disso, o Supremo Tribunal Federal considera que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem sido complacente com os protestos. Este organismo é liderada por um apoiante de Jair Bolsonaro, que é agora alvo de uma multa diária se não atuar.
15h10 - O ainda presidente do Brasil vai encontrar-se, ainda esta terça-feira, com os juízes do Supremo Tribunal e não irá contestar os resultados eleitorais, garantiu o ministro das Comunicações à Reuters. Mais tarde, Bolsonaro fará uma comunicação, adiantou Fábio Faria.
16h40 - Fontes do Palácio do Planalto confirmaram que receberam a decisão dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), de que só aceitarão o convite para reunir-se com Jair Bolsonaro, depois de o presidente reconhecer publicamente o resultado do segundo ato eleitoral.


Eduardo Miranda
Meu caro, não se aborreça! O Porto e Portugal teem mais problemas com se preocupar!
David RibeiroOs nossos problemas, caríssimo Eduardo Miranda, comparados com os dos nossos "irmãos" brasileiros "it's peanuts", como agora se diz.
Eduardo MirandaDavid Ribeiro Compreendo e respeito a sua opinião. Mas um pais que tem uma população a rondar os 180 milhões e que tem 120 milhões de eleitores e que chega ao momento das eleiç~oes e só tem para apresentar "isto " não merece de mim qualquer comiseração. O que se passa no nosso país aos dias de hoje, isso sim, preocupa-me! A taxa de pobreza; a quantidade de sem abrigo; os deficets do SNS; os bancos e os corruptos; a inação da Justiça; os circuitos migratórios sem controlo; os numeros absurdos de violência domestica; a quantidade bafienta de crianças institucionalizadas causam-me um sofrimento tal que me estou borrifando para o internacionlismo!
David RibeiroTudo isso é verdade, Eduardo Miranda... e, como diz o povo, com o mal dos outros podemos nós bem.
Renato Ferreira
Eduardo Miranda depende: estamos prontos para a nova leva de brasileiros que vêm por aí?

 

  Comunicação de Jair Bolsonaro
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O ainda presidente do Brasil, na sua comunicação pública de hoje, pouco mais disse do que isto: "Quero agradecer aos 58 milhões de brasileiros que votaram a mim"; "É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros"; "Sempre fui rotulado como antidemocrático, mas ao contrário dos meus acusadores sempre joguei dentro das quatro linhas da constituição".




Terça-feira, 18 de Outubro de 2022
Frente a frente Lula da Silva e Jair Bolsonaro

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Do que vi na madrugada de ontem (e não vi tudo) deu para perceber a “dificuldade” que terão os brasileiros que na primeira volta não votaram nem Lula nem Bolsonaro. Quem votou nestes dois dificilmente alterará o seu voto, mas a coisa não me parece fácil para quem tem que decidir na escolha de um presidente para o Brasil. E não há dúvida que, como já alguém disse, “a degradação da democracia, quer Lula vença ou não, veio para ficar”.

 

  Mas vejamos o que mais me ficou na memória deste debate:
“Mentiroso é você. Você mente todo dia”, acusou Lula. “Lula, não continue mentindo, pega mal para sua idade”, contrapôs Bolsonaro.
“Quero um país livre, em que seja respeitada liberdade de expressão, que possa trabalhar e ter certeza que seu filho não vai ser ensinado a ideologia de género. Não quero que as crianças frequentem o mesmo banheiro, não queremos a liberalização das drogas. Somos cristãos. Não ao aborto, não ao MST [Movimento dos Sem Terra] invadindo terra. Pelo direito de legítima defesa. Esse é o país que nós queremos”, disse Bolsonaro.
“Quem defende a democracia e a liberdade sou eu, muito mais do que ele [Bolsonaro], que é um pequeno ditadorzinho que quer ocupar a Suprema Corte”, atacou Lula. “O Brasil tem 3% da população mundial e teve 11% das mortes da pandemia no mundo”, atirou o antigo presidente. “A verdade é que o senhor debochou, o senhor gozou das pessoas e deixou as pessoas morrerem afogadas por falta de oxigênio em Manaus. Apareceu na TV imitando pessoas sem ar”, disse Lula sobre a Covid-19.
“A grande verdade: o senhor não fez nada pelo Brasil, a não ser transpor dinheiro público para o seu bolso e o dos seus amigos”, atirou Bolsonaro, ainda com a corrupção e a ida de Lula para a cadeia como mote da argumentação.
Lula chamou mesmo Bolsonaro de “Rei das Fake News e Rei da Estupidez”, sobretudo pelas suas declarações e decisões polémicas nestes mais de dois anos de pandemia.

 


Rui Lima
Cada um no seu estilo não me dizem rigorosamente nada. Era incapaz de votar num ou noutro.
Luis BarataE então, David? Quer o Brasil subjugado ao socialismo ditatorial corrupto?
David RibeiroLuis Barata, ao Brasil só desejo um futuro melhor, coisa que não me parece fácil de acontecer nos tempos próximos.
Luis BarataDavid Ribeiro já está a acontecer há algum tempo. Desde que lula foi deposto. É abrir os olhos e querer ver, sem empenhar. Oxalá não regressem esses tempos de trevas
David RibeiroLuis Barata, "tempos de trevas"... mas olhe que está mais para isso do que para outra coisa, seja lá quem ganhe.



Publicado por Tovi às 08:01
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Domingo, 2 de Outubro de 2022
Hoje foi um domingo do caraças... ora vejam

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No Brasil tudo leva a crer que Bolsonaro vai à vida... e à falta de melhor é capaz de vencer as presidenciais o LULA DA SILVA.

De manhã estive em Barcelos, na companhia de bons amigos, na Quinta de Santa Comba, onde se realizou a 26.ª Exposição Canina Monográfica do ROTTWEILER.

Mas acabou mal o dia... o BOAVISTA foi a Famalicão e sofreu quatro secos em jogo da 8.ª jornada da I Liga de Futebol Nacional.

 

  As eleições no Brasil
Com 48,36%, Lula ganhou, mas não evitou a segunda volta. Com 43,26%, Bolsonaro ficou em segundo, mas derrotou as sondagens e mostrou-se com novo fôlego para o tira-teimas, marcado para dia 30. Pode ser decisiva a terceira classificada, a senadora Simone Tebet (MDB), que chegou aos 4,2%, com quase 5 milhões de votos. A surpresa pela negativa foi o quarto lugar de Ciro Gomes (PDT), que se ficou pelos 3%, bem longe dos 12,5% de 2018.
  Jose Antonio M Macedo
Mesmo assim se juntarmos à votação de Lula os votos de Ciro Gomes a maioria na segunda volta é possível.

 

  Os melhores (Best in Show) da Monográfica do Rottweiler
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   Outros resultados da 8.ª jornada da Liga de Futebol
Sporting 3 - 1 Gil Vicente
Porto 4 - 1 Braga

Vitória de Guimarães 0 - 0 Benfica




Quarta-feira, 28 de Setembro de 2022
Eleições no Brasil

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Eu sei que ainda é só uma sondagem, mas o que vos parece?...

 


Júlio Gouveia
Se as sondagens forrm como ca ainda vai ganhar Balsonaro
João CerqueiraParece-me que o Lula é o testa de ferro que vai segurar na vaca para muitos mamarem. No futuro alguém vai resolver. Lamentavelmente um país com mais de 200 Milhões de habitantes, tem de escolher para presidente, o lixo da sociedade. Basta ver 1 minuto dos comicios e ficamos arrepiados.
Carlos PedrosaA escolha num partido é sempre muito difícil pois já todos sabemos que estamos/vamos ser enganados...
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoQualquer coisa é melhor que o actual, mas não queria ser Brasileiro, neste momento, perante opção apresentada. Péssimo
Diogo Couceiro
Lula Presidente




Segunda-feira, 29 de Agosto de 2022
Assim vai a campanha eleitoral no Brasil

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Lula da Silva - 48,5%  /  Jair Bolsonaro - 38,5%

 

  Corrupção, fome e covid marcam debate no Brasil
Viram o debate de ontem à noite?... Os brasileiros estão entregues aos bichos.
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Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e mais quatro candidatos à presidência do Brasil falaram de fome e corrupção, de combate à covid e de respeito às mulheres, no primeiro - e talvez único - dos debates eleitorais para o sufrágio marcado para os dias 2 e, caso necessário, 30 de outubro. Bolsonaro referiu-se a Lula como "ex-presidiário", Lula defendeu que só foi preso "para que Bolsonaro pudesse ser eleito", dando o tom a uma campanha que se adivinha mais polarizada e turbulenta do que qualquer outra na história democrática brasileira.


Jorge VeigaDavid Ribeiro eu votaria no Ciro.
David RibeiroEu também, Jorge Veiga... embora as hipóteses sejam diminutas.
Jorge VeigaDavid Ribeiro mas parece ser o mais sensato...



Publicado por Tovi às 10:46
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2022
Coração de D. Pedro IV

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Antes de viajar temporariamente para o Brasil, no âmbito das celebrações do bicentenário da independência brasileira, o coração de D. Pedro IV esteve pela primeira vez em exposição aberta ao público, no Salão Nobre da Irmandade da Lapa, no último fim-de-semana de 20 e 21 de agosto. Foi o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a levar pessoalmente o coração de D. Pedro IV ao Brasil, durante a noite de ontem, com o apoio da Força Aérea brasileira. A peça viajou em ambiente pressurizado, atendendo desta forma às preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara do Porto e ao respetivo parecer técnico. No dia de hoje [22ago2022], a relíquia chega ao Palácio do Planalto, em Brasília, para ser recebido com “honras militares” e participará nas celebrações da independência do Brasil, durante 20 dias, regressando à cidade do Porto no dia 9 de setembro.

 

  Chegada ao Brasil do coração de Dom Pedro
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Publicado por Tovi às 07:55
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022
Intenções de voto para as Presidenciais brasileiras

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A sondagem mostra uma ligeira subida nas intenções de voto do atual chefe de Estado brasileiro que viu a vantagem de Lula da Silva, seu principal adversário, cair de 18 pontos em julho para 15 pontos em agosto. No mês anterior, Bolsonaro tinha 29% das intenções de voto e Lula os mesmos 47%. Em terceiro lugar está o ex-governador Ciro Gomes com 7% das intenções de voto, seguido da senadora Simone Tebet com 2%.

 

  Sondagem de IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) tornada pública em 15ago2022 
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Publicado por Tovi às 09:27
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Domingo, 3 de Julho de 2022
Marcelo no Brasil... e o "desconvite" de Bolsonaro

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Na manhã de sábado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, nadou e passeou no areal da praia Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhados por dois seguranças.

 

Marcelo Rebelo de Sousa está desde sexta-feira numa visita de três dias ao Brasil, para assinalar o centenário da travessia aérea do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, e mesmo antes de começar já havia uma polémica, porque Jair Bolsonaro decidiu desmarcar o encontro com o Presidente português - “Resolvi cancelar o almoço que ele teria comigo, bem como toda a programação” -, ao que parece porque o Presidente da República portuguesa teria uma reunião com o Lula [da Silva]”, na residência oficial do Cônsul-Geral de São Paulo, no domingo de manhã, antes da reunião com o atual chefe de Estado do Brasil, marcada para segunda-feira.
Mas Marcelo foi rápido a comentar o "incidente": "Quem convida para almoçar é que sabe em que termos. Se o senhor presidente entende que não pode, não é oportuno, entendo. Ele saberá se quer ou não manter o convite. Em Portugal dizemos 'Ninguém deve fazer-se de convidado, nem para boda nem para batizado'. Os povos é que tem de manter uma relação duradoura, perduram para além de ciclos bons e maus. Não vamos perder um segundo com um almoço quando há a importância da amizade dos povos. Os povos continuam, os almoços podem mudar"

 

  Domingo, 17h05 de 3jul2022
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Publicado por Tovi às 08:17
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
COVID-19 não é uma doença de velhos

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Os dados da DGS no que diz respeito à caracterização dos óbitos ocorridos em Portugal ainda não refletem um perfil da vítima de Covid-19 como a realidade de alguns países da América Latina, mas a caracterização demográfica dos casos confirmados já tende para isso – “No Brasil, 15% das mortes foram pessoas com menos de 50 anos, uma taxa mais de 10 vezes que na Itália ou Espanha; No México, a tendência é ainda mais forte: quase um quarto dos mortos já foi entre os 25 e 49; No estado do Rio de Janeiro mais de dois terços das hospitalizações são para pessoas com menos de 49 anos”. O vírus SARS-CoV-2 ainda é imprevisível.



Publicado por Tovi às 07:40
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Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
"Esquerda" e "direita" na América do Sul

mapa-america-sul-1317828611.jpgSeja lá o que for a “esquerda” e a “direita” é assim que vai a América do Sul:

A sociedade brasileira está bipolarizada com a libertação de Lula:
Chile torna-se menos conservador ao prometer uma Assembleia Constituinte;
Bolívia vira à direita com a renúncia de Evo Morales;
Argentina ruma à esquerda;
No Uruguai é provável que se confirma nas urnas a vitória de Luis Lacalle Pou.



Publicado por Tovi às 14:44
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Sábado, 24 de Agosto de 2019
Revolução do Porto

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Faz hoje 199 anos a REVOLUÇÃO DO PORTO, um movimento de cunho liberal que teve repercussões tanto na História de Portugal quanto na História do Brasil. O movimento resultou no retorno (em 1821) da Corte Portuguesa, que se transferira para o Brasil durante a Guerra Peninsular, e no fim do absolutismo em Portugal, com a ratificação e implementação da primeira Constituição portuguesa (1822). O movimento articulado no Porto pelo Sinédrio eclodiu no dia 24 de Agosto de 1820. Ainda de madrugada, grupos de militares dirigiram-se para o campo de Santo Ovídio (atual Praça da República), onde formaram em parada, ouviram missa e uma salva de artilharia anunciou publicamente o levante. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se nas dependências da Câmara Municipal, onde constituíram a "Junta Provisional do Governo Supremo do Reino". (in WikiPédia)



Publicado por Tovi às 14:20
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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
A Amazónia está a arder

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(Imagem de satélite de 13 de Agosto onde é possível ver o fumo dos fogos na floresta amazónica)

Sempre houve incêndios na floresta amazónica mas é preocupante o impacto negativo da desflorestação ilegal e queimadas não autorizadas que se têm verificado nos últimos meses. Em comparação com o mesmo período do ano passado o número de fogos no Brasil cresceu 82% este ano, tendo o país registado mais de 71 mil focos de incêndio até ao passado domingo. Segundo o Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o bioma (conjunto de ecossistemas) mais afetado é o da Amazónia, com 51,9% dos casos, seguindo-se o cerrado – ecossistema que cobre um quarto do território do Brasil –, com 30,7% dos focos registados no ano. O cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ficando atrás em extensão apenas da floresta amazónica, com dois milhões de quilómetros quadrados.



Publicado por Tovi às 10:49
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Sábado, 7 de Abril de 2018
Lula da Silva foi preso

Diz o New York Times... interessante ler.

Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term

(By Shasta Darlington reported from São Paulo, Ernesto Londoño from Rio de Janeiro, and Manuela Andreoni from Curitiba, Brazil)

merlin_136519266_7a03e520-a1eb-48d6-9d31-b16182a9fCURITIBA, Brazil — After vowing for months that a conviction on corruption charges would not stand in the way of his bid for a third term as Brazil’s leader, former President Luiz Inácio Lula da Silva surrendered to the police on Saturday evening to begin serving a 12-year sentence.
His imprisonment was an ignominious turn in the remarkable political career of Mr. da Silva, the son of illiterate farmworkers who faced down Brazil’s military dictators as a union leader and helped build a transformational leftist party that governed Brazil for more than 13 years.
His detention was also a momentous development in the coming election in Brazil, upending the race to replace President Michel Temer in October.
Having carved out a sustained and ample lead in the polls, Mr. da Silva promised his followers that the Workers’ Party could once again wrest control of Brazil’s destiny, and prioritize policies to narrow the country’s steep inequality.
Succeeding would have been a stunning comeback after the 2016 impeachment of Mr. da Silva’s handpicked successor, Dilma Rousseff. She was replaced by Mr. Temer, a deeply unpopular center-right politician who also stands accused of corruption.
Mr. da Silva is the first former Brazilian president to be remanded into custody since democracy was restored in the mid-1980s and the first former president to have been convicted of corruption.
His imprisonment represents perhaps the biggest triumph in the yearslong effort by a team of crusading judges and prosecutors to upend the endemic graft that has long been a staple of politics and deal making in Brazil.
Before surrendering to federal police authorities, Mr. da Silva, 72, accused prosecutors and judges of knowingly pursuing a baseless case against him.
“I do not forgive them for creating the impression that I am a thief,” an indignant Mr. da Silva, sounding hoarse, told a throng of gathered outside a metalworkers union headquarters outside of São Paulo. For hours on Saturday, in a tense standoff, his ardent supporters had physically blocked his surrender, before finally allowing him to leave.
The prosecution, Mr. da Silva charged, was an effort to thwart his vision of a country in which ever more poor people could enroll in universities, go on vacation and buy cars and homes.
“If that was the crime I committed, I want to say that I will continue being a criminal because we’re going to accomplish much more,” Mr. da Silva shouted to a crowd that had spent much of the morning chanting that he should not surrender.
During his last hours of freedom, Mr. da Silva appeared to acknowledge that his political career is over — at least for now.
“You will have to transform yourselves,” he told supporters. “They must know that the death of a combatant doesn’t end a revolution.”
Months away from Election Day, Brazil’s political left now finds itself without an obvious standard-bearer.
Mr. da Silva did not anoint a successor to take his place on the ballot, suggesting that Workers’ Party leaders have yet to decide who stands the best chance of filling the void.
But, notably, he did single out for compliments two leftist presidential hopefuls from other parties who were with him on stage, Manuela d’Ávila and Guilherme Boulos.
Other candidates who remain in the race include Jair Bolsonaro, a far-right lawmaker who has campaigned on a promise of resorting to harsh tactics to restore security in areas plagued by violence; and a former environmental minister, Marina Silva, who supports the judiciary’s crackdown on corruption and an overhaul of the political system.
But by ending the presidential candidacy of a leader who remains beloved across much of the country, the move by judicial authorities may have called into question the fairness of the October election.
Daniel Aarão Reis, a professor of contemporary history at Federal Fluminense University, said that while Mr. da Silva’s prosecution was procedurally sound, it is likely to further shake Brazilians’ faith in democracy, particularly if political rivals who also stand accused of wrongdoing, manage to escape accountability.
“It worries me because, whether or not the people who provoked this situation meant it, it’s a blow to democracy,” he said. “Democracy is living a moment of very little prestige.”
“No citizen is above the law, and no one, regardless of how important a leader he may have been, or what position he once held, is entitled to make a mockery of justice,” Brazil’s National Association of Prosecutors said in a statement issued Saturday night. “Institutions are the pillars of democracy.”
Mr. Bolsonaro’s reaction to the arrest was minimalist: He tweeted an image of the Brazilian flag.
Mr. da Silva left power in 2011 with extraordinarily high approval ratings at home and a reputation as an effective diplomatic mediator abroad.
Washington initially viewed his rise with apprehension, but his rock star status appeared at its peak when President Obama, during a meeting of heads of state in London in 2009, called Mr. da Silva “the most popular politician on Earth.”
Brazil appeared to be on a breathtaking rise when Mr. da Silva left office in 2011, poised to cash in on new, enormous oil reserves, and revel in the spotlight that the 2014 World Cup and the 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro would cast on the country of almost 210 million people.
But his party’s legacy was marred in 2014, when prosecutors began unraveling a giant, convoluted kickback scheme as part of an investigation that became known as Lava Jato, or Car Wash, that has so far resulted in the conviction of 120 people and billions of dollars in restitution payments.
The investigation crippled the state-run oil company, Petrobras, and the giant construction firm, Odebrecht, and contributed to a devastating recession that paved the way for Ms. Rousseff’s impeachment, which deeply polarized Brazilians.
The charges Mr. da Silva were convicted of were a small chapter in the annals of Lava Jato. He was found guilty last July of accepting a seaside apartment in return for contracts awarded to the construction company O.A.S.
After a three-judge panel upheld the conviction in January, Mr. da Silva asked the country’s two top courts to allow him to remain free while other appeals were considered, but his petitions were rejected.
Mr. da Silva is slated to start serving the sentence in a specially configured cell at the federal police headquarters in the southern city of Curitiba, a building he was on hand to inaugurate as president in 2007.
Mr. da Silva’s legal team said Saturday night that he would continue to appeal his conviction before Brazil’s top courts. He is a defendant in at least seven other cases.
Mr. da Silva will be detained in a small bedroom with a simple, wooden bed, a small table and two windows on the fourth floor of the building.
As news of his arrest broke shortly before 7 p.m., some Brazilians who opposed his re-election celebrated across the country by setting off fireworks and honking horns.
“Decent Brazilians are celebrating this historic moment. Justice has been served,” João Doria, a former mayor of São Paulo, who is believed to have presidential aspirations, said in a statement.
Supporters saw his imprisonment as a tragic end of an era that had brought enormous hope and pride to Brazil.
“Brazil went from having the pop star of international politics to having a supporting actor for a vampire film,” the former foreign minister Celso Amorim said, referring to a parody of Mr. Temer by a samba school during the recent Carnival parade in Rio de Janeiro. “We get really sad.”
Opposing groups of protesters awaited Mr. da Silva’s arrival outside the building where he will be held in Curitiba.
A few hundred supporters wearing the Workers’ Party trademark red chanted to the beat of drums “Free Lula,” and sang a jingle from his first presidential campaign in 1989.
A smaller group of critics of the former president, meanwhile, beat pots and pans as they chanted: “Lula, you thief, your place is in prison.”



Publicado por Tovi às 23:08
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018
Lula da Silva condenado… para já

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Se o José Sócrates vier a ser condenado também irá haver manifestações destas cá pelo Jardim-à-Beira-Mar-Plantado?



Publicado por Tovi às 14:15
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Sábado, 10 de Junho de 2017
Dia de Portugal comemorado no Porto

Discurso de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ontem, 9 de Junho, nas cerimónias que decorreram na Sé do Porto.

Sé.jpgSenhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, Excelência Reverendíssima,
Senhores Governantes,
Senhores membros do Corpo Diplomático,
Demais Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Minhas Senhoras e meus Senhores

Bem haja, Senhor Presidente, por ter decidido que, depois de Lisboa, era ao Porto que cabia a honra de acolher as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. E que estas celebrações se concluam, amanhã no Brasil, a nossa Pátria irmã.

Temos, minhas senhoras e meus senhores, a sorte e a ventura de viver num país diferente de muitos outros; um país que guardou incólumes as suas fronteiras, defendidas com sangue, suor e lágrimas; um país que permanece uno, que corresponde e se exprime num estado-nação, coisa rara e nada negligenciável nestes tempos de sobressalto em que vivemos.

Um país que, pese embora os desequilíbrios que nem sempre temos sabido compensar, ou as rivalidades que nem sempre conseguimos atenuar, vive bem com a sua geografia, com a sua língua e com a sua cultura. Um país, e chamemos-lhe pelo nome - Portugal - que tem sabido resistir à voracidade da história, que tem sido capaz de enfrentar todos os desafios.

Nunca faltaram ao português, como escreveu Cortesão, "grandes e nobres motivos para um orgulhoso conceito de Pátria (...) talvez porque a natureza foi com ele em extremo dadivosa dos seus bens".

Talvez por isso, mas também por cepa e inquietude, soubemos, antes de outros, partir à descoberta do Mundo. Por onde passámos, deixámos as nossas marcas. Com Camões, que hoje recordamos, guardámos o registo lírico dessa extraordinária epopeia.

Durante cinco séculos fomos porto de partida de uma irreplicável e improvável aventura pelas sete partidas do mundo. Soubemos, depois, em circunstâncias particularmente adversas, bolinar contra o vento da história e reintegrar todos, e foram tantos, que aqui voltaram, ao seu porto de abrigo. Uma história que está por assimilar, mas que representa um momento alto da nossa saga: o regresso ao abraço pátrio, sem ressentimentos, uma forma nobre de encerrarmos um longo e épico capítulo.

Deparámo-nos, então, com a realidade de uma velha e inculta metrópole, repartida entre um interior arcaico e uma capital desmesurada, perdido que fora o Império. O Porto foi então, e direi que continua a ser, o ponto justo de equilíbrio. Jaime Cortesão bem que avisara, alguns anos antes, que "graças ao Porto, o povo português teve coluna vertebral, e ainda hoje possui um ideal de cidadania". Coluna vertebral que é hoje, também, parte da indispensável coluna cerebral deste novo Portugal, ousado, inventivo, estudioso, sagaz e indómito.

Foi graças a esse ideal de cidadania e a essa coluna vertebral que não permitimos que o 25 de Abril fosse uma mera transição entre regimes autoritários, e se transformasse na manhã que a aurora anunciara.

É graças a essa coluna também cerebral, de que o Porto é parte plena, que hoje podemos olhar o futuro com confiança.

Depois, virámo-nos para a Europa, para o mais evidente e sempre adiado dos desígnios. Mais uma vez, o Porto e o Norte sofreram, com abnegação, o preço da escolha. Um preço que foi pago com a desindustrialização em sectores tradicionais, enquanto o investimento público se concentrava na capital e no velho sonho de fazer dela uma grande cidade mercantil. Sem lugar nessa mesa, o Porto porfiou.

Mesmo quando a crise nos bateu à porta, o Porto foi sempre o fiel da balança. Sem nunca esmorecer. Com boas contas, com a severidade do seu granito. Como disse Bénard da Costa, esta cidade foi sempre um país que respeita e se respeita. Uma cidade que, como Agustina dissera, "tem toda ela uma forma, uma alma de muralha”.

Cidade invicta, abnegada e empreendedora, não se intimidou quando os sinos voltaram a tocar a rebate. Fez, como sempre, das tripas coração. Em vez de se queixar, resistiu e empreendeu. Cidade de pergaminhos, que mais se pode exigir de uma cidade onde, como disse Torga, "Garrett pode nascer no calor do seu coração, António Nobre pode morar em paz dentro das suas portas, e se mesmo numa das suas cadeias pode ser escrito o Amor de Perdição".

Tudo isso, que pode ser útil e nos compraz, não nos satisfaz. Mas, muitas queixas que tenhamos e não calamos, nós os portuenses temos honra, como poucos ou nenhuns, em sermos portugueses. Temos o orgulho intacto, por sabermos que, nos tempos difíceis, nos momentos mais críticos, a Pátria apela ao nosso contributo; e nunca deixámos de corresponder, apesar de também sabermos que, no fim de cada crise, o papel do Porto volta, inevitavelmente, a ser esquecido.

Não faltará quem veja, neste discurso do Presidente da Câmara Municipal do Porto, algum bairrismo. Pois a esses responderei com as palavras de Sophia: "nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo."

Senhor Presidente, em vésperas da sua oportuna visita ao Brasil, fundado pelo nosso Dom Pedro, cujo coração guardamos na Lapa, não posso deixar de lhe dizer, em nome dos portuenses, que nós, que temos tanta e tanta honra em sermos portugueses, somos ainda assim, diferentes.

O que se diria se, em Londres, em Trafalgar Square se ao lado dos leões, estivesse numa coluna, não o invencível Nelson, mas Gandhi, que libertou a jóia da coroa britânica? Pois, em vésperas da sua viagem ao Brasil, Senhor Presidente, não posso deixar de recordar que nós, os portuenses, temos como símbolo o nosso D. Pedro.

D. Pedro de quem, como disse guardamos o coração, na Lapa e nas nossas Armas, em escudo de honra, no meio; D. Pedro que lutou pela nossa liberdade e que soube fundar o país irmão, com quem celebrámos a história e a língua, esse extraordinário património imaterial que ainda não soubemos explorar.

Senhor Presidente,
Termino com Eduardo Lourenço:
"O Porto é o barco que nunca partiu”

 

 

Sobrinho Simões, presidente das comemorações do 10 de Junho, durante a sua intervenção na cerimónia de hoje disse que os portugueses são um povo com características genético-culturais “sui generis”:

Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética. Incorporou, ao longo de séculos, judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, porque se misturou com árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias com uma expressão e durante centenas de anos. E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas. E, por esse motivo, se compreende que a população portuguesa tenha grandes percentagens de diversas linhagens genéticas, sobretudo de origem materna, afiançou, sublinhando que há diferenças regionais, mas o que impressiona é a consistência com que tem “muito mais” mistura de genes do que os seus vizinhos. O ponto que estou a procurar salientar é que a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respetivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado. Deveríamos ser capazes de integrar gentes que se veem obrigadas a fugir de casa, comportando-se como uma comunidade inclusiva e solidária, uma comunidade que percebe o valor sociocultural, económico e até demográfico da integração dos migrantes. Somos uma das sociedades com menos filhos do mundo. Continuamos, infelizmente, demasiado individualistas e ainda não somos uma sociedade de contrato, lá chegaremos, espero.

 

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«Antonio Sousa Dias» - Dia de Portugal - O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.
Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.
Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.
Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.
Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?
PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo Rebelo de Sousa?
(in O Jumento)



Publicado por Tovi às 08:04
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