"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2022
Ainda há tanta janela sem defenestração


Joaquim Figueiredo
Mesmo... ainda há muitos Vasconcelos
José Manuel Nero - Portugueses é que já não há, a prova é o estado em que está o País.
David Ribeiro - Ou então, José Manuel Nero, o mais provável é que mesmo aos tropeções e à falta de melhor é isto que os portugueses querem.
 
José Manuel Nero
David Ribeiro Sim, julgo que o parte da população é mesmo isto que quer. Para esses, é tudo muito mais fácil vantajoso em termos económicos sem exigir trabalho ou responsabilidade. As crianças de hoje vão ser os escravos de amanhã tal vai ser, essa sim, a pesada herança que lhes vamos deixar.
Jorge Veiga
Há tanta janela desaproveitada...



Captura de ecrã 2022-12-01 093525.jpgMas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto "defenestração".
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um acto exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria uma bofetada na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insectos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos, pede defenestração...” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exacta.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”.
Substantivo feminino. Acto de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um acto como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o acto de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
(…)
- Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima é crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdito defenestrar”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestradores. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitectura moderna, com as suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reacção inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda o atiraram pela janela.
Agora mesmo deu-me uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crónica. Se ela sair é porque resisti.
(Luís Fernando Veríssimo n'O Candeeiro do Vasco - 1dez2013)

  Joaquim FigueiredoDavid Ribeiro excelente texto... obrigado pela partilha. Atirar pela porta fora, não será deportar? Óptimo feriado

 

  Ainda vai dar um treco ao André Ventura
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(...) Ao lembrar tantos portugueses, de tantas origens, que se envolveram no movimento revolucionário, o Presidente da República quer lembrar também os Portugueses de etnia cigana que, como reconheceu então o próprio Rei D. João IV, deram a vida pela nossa independência nacional. O “cavaleiro fidalgo” Jerónimo da Costa e muitos dos duzentos e cinquenta outros ciganos que serviram nas fronteiras “procedendo na forma de traje e lugar dos naturais” tombaram por Portugal. Portugal lembra-os, presta-lhes homenagem e exprime a sua gratidão. Este dever de memória é de elementar Justiça e rompe com tanto esquecimento e discriminação de que os ciganos têm, infelizmente, sido alvo no nosso País.

 

  
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Publicado por Tovi às 10:05
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2022
Lula eleito Presidente do Brasil

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Bolsonaro não conseguiu marcar golo 

 

  Resultado Eleitoral
Lula da Silva / PT - 50,9% - 60.345.999 votos
Jair Bolsonaro / PL - 49,1% - 58.206.354 votos
Inválidos/Nulos - 5.700.443 votos

 

  A "realpolitik" é isto, quer queiramos ou não
Marcelo Rebelo de Sousa já falou ao telefone com Lula da Silva, depois de, na noite de domingo, ter felicitado o recém-eleito presidente do Brasil;
Também António Costa já deu os parabéns  ao novo presidente, através de uma mensagem publicada na sua rede social Twitter;
Foram ainda vários os líderes dos países que felicitaram Lula da Silva pela sua eleição: Desde a Austrália e a Nova Zelândia, até à Índia, à África do Sul e ao Reino Unido;
De acordo com a presidência russa, também o Presidente Vladimir Putin enviou as suas "sinceras felicitações";
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, não ficaram de fora desta onda de parabenizações.

 

  Como votaram os nossos "irmãos" brasileiros
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  Há "democratas" esquisitos no Brasil
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Nuno Matos PereiraO que aconteceu quando deram a escolher ao povo entre Barrabás e Jesus? Escolheram o ladrão!
Zé Carlos - A questão do Brasil é muito complexa e não pode ser corretamente avaliada por malta que não perdeu uns anos a estudar e a viver no país. A disputa Lula/Bolsonaro é a encenação do "estamento" que domina o país desde que Dom João VI deixou o Rio de Janeiro ficando lá a maior parte da elite de Portugal que viajou com o Rei fugindo das tropas napoleónicas. Sugiro começar pela obra fundamental de Rodrigo Faoro ; " Os donos do poder "... O estamento colocou lá Lula agora pela via democrática, mas se for preciso tira, como iria tirar Bolsonaro se este ganhasse e como tirou no passado Dilma, Collor de Mello, João Goulart, Café Filho, etc.

  Mais de 130 estradas bloqueadas por apoiantes de Bolsonaro
Captura de ecrã 2022-11-01 093143.jpgAssim de repente parece estranho como é que a nona economia mundial e a primeira da América Latina (classificação do Fundo Monetário Internacional) se comporta desta forma nos dias seguintes a uma eleição presidencial que toda a gente considerou “livre e justa”... mas a verdade é que nos Estados Unidos partidários do então presidente Donald Trump invadiram o Capitólio como protesto do resultado da eleição presidencial de 2020. Coincidência ou mimetismo? 

 

  
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  O que está a acontecer no Brasil - 1nov2022
11h36 - A manifestação contra a vitória do presidente eleito Lula da Silva (PT) fechou a estrada que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, e fez 25 voos serem cancelados até a manhã desta terça-feira. A informação do cancelamento dos voos é da assessoria de imprensa do terminal, segundo a CNN Brasil.
12h59 - O ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou esta terça-feira que a Polícia Rodoviária Federal eliminou 192 pontos de bloqueio de estradas que estavam a servir de palco para protestos de apoiantes de Bolsonaro, diz a CNN Brasil.
14h23 - O governador do estado brasileiro de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou esta terça-feira que vai usar "toda a força necessária" contra camionistas que apoiam o Presidente, Jair Bolsonaro, e bloqueiam estradas em protesto contra a sua derrota nas eleições presidenciais.
14h38 - De acordo com o jornalista brasileiro Paulo Markun (falando para a CNN Portugal) é difícil perceber em que pensa Bolsonaro, mas admite que “quanto mais tempo passa nesse silêncio, mais difícil será de reverter esse cenário”, afastando a ideia de um “golpe”, visto que “não tem o apoio da comunidade internacional, nem das instituições do Brasil”. No que diz respeito ao aumento da tensão nas ruas do Brasil, lembra “que estão a ocorrer nos estados onde Bolsonaro ganhou” e afirma ter esperança que a situação diminua. 
14h47 - Os protestos dos apoiantes do ainda presidente em funções têm marcado as primeiras horas após as eleições, mas por se tratar de um protesto político, o Supremo Tribunal Federal teve de atuar, colocando no terreno a polícia militar e com ordem de uso força se assim entender que é necessário. Além disso, o Supremo Tribunal Federal considera que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem sido complacente com os protestos. Este organismo é liderada por um apoiante de Jair Bolsonaro, que é agora alvo de uma multa diária se não atuar.
15h10 - O ainda presidente do Brasil vai encontrar-se, ainda esta terça-feira, com os juízes do Supremo Tribunal e não irá contestar os resultados eleitorais, garantiu o ministro das Comunicações à Reuters. Mais tarde, Bolsonaro fará uma comunicação, adiantou Fábio Faria.
16h40 - Fontes do Palácio do Planalto confirmaram que receberam a decisão dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), de que só aceitarão o convite para reunir-se com Jair Bolsonaro, depois de o presidente reconhecer publicamente o resultado do segundo ato eleitoral.


Eduardo Miranda
Meu caro, não se aborreça! O Porto e Portugal teem mais problemas com se preocupar!
David RibeiroOs nossos problemas, caríssimo Eduardo Miranda, comparados com os dos nossos "irmãos" brasileiros "it's peanuts", como agora se diz.
Eduardo MirandaDavid Ribeiro Compreendo e respeito a sua opinião. Mas um pais que tem uma população a rondar os 180 milhões e que tem 120 milhões de eleitores e que chega ao momento das eleiç~oes e só tem para apresentar "isto " não merece de mim qualquer comiseração. O que se passa no nosso país aos dias de hoje, isso sim, preocupa-me! A taxa de pobreza; a quantidade de sem abrigo; os deficets do SNS; os bancos e os corruptos; a inação da Justiça; os circuitos migratórios sem controlo; os numeros absurdos de violência domestica; a quantidade bafienta de crianças institucionalizadas causam-me um sofrimento tal que me estou borrifando para o internacionlismo!
David RibeiroTudo isso é verdade, Eduardo Miranda... e, como diz o povo, com o mal dos outros podemos nós bem.
Renato Ferreira
Eduardo Miranda depende: estamos prontos para a nova leva de brasileiros que vêm por aí?

 

  Comunicação de Jair Bolsonaro
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O ainda presidente do Brasil, na sua comunicação pública de hoje, pouco mais disse do que isto: "Quero agradecer aos 58 milhões de brasileiros que votaram a mim"; "É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros"; "Sempre fui rotulado como antidemocrático, mas ao contrário dos meus acusadores sempre joguei dentro das quatro linhas da constituição".




Sábado, 22 de Outubro de 2022
Quem irá suceder a Liz Truss?...

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Liz Truss renunciou na quinta-feira ao cargo de Primeira-Ministra britânica após um desastroso mandato de seis semanas, mas assegurou que dentro de uma semana o Partido Conservador terá novo líder. A eleição do sucessor é só o último grande desafio na história recente do Partido Conservador, que vive um dos anos mais difíceis de sempre. Depois do escândalo das festas de Boris Johnson durante a pandemia — que provocou uma onda de indignação entre britânicos de todas as simpatias políticas dada a severidade das medidas restritivas que o ex-primeiro-ministro impôs ao país mas não a si mesmo —, passando pela aprovação de um plano económico apoiado em mais empréstimos e, por isso, mais dívida que os mercados rejeitaram assim que Truss o anunciou, a confiança dos britânicos numa liderança conservadora pode ter saído profundamente abalada. 

 

  Azeredo Lopes na CNN Portugal em 20out2022 às 17h21
Caiu Theresa May mesmo antes do Brexit, caiu Boris Johnson depois, caiu Liz Truss agora, e a cada queda o que mais se discute é se vai ser mais rápida do que a do antecessor. Caiu o crédito do país nos mercados, subiram as taxas de juro, faleceu a Rainha e subiu ao trono o filho, a Escócia quer novo referendo para a independência já para o ano e, como se tudo isto não fosse amplamente suficiente, Ronaldo não tem jogado e ontem até foi irritado para os balneários antes do fim do jogo, quando compreendeu que já não ia entrar. (...) Mal chegou a Primeira-Ministra, Liz Struss cometeu o pecado capital de apresentar um plano económico que correspondia, ponto por ponto, ao que prometera como candidata à liderança do Partido Conservador. Sim senhora, cumprira aquilo que anunciara. Simplesmente, o plano era tão mau que os “mercados” decretaram que aquilo que se propunha fazer era um disparate, como o jogador compulsivo que, no casino, pede um empréstimo milionário para recuperar a fortuna que perdeu na roleta. (...) O certo é que, desde o Brexit, o Reino Unido está pior, mais instável, e de nenhum modo se confirmaram os eldorados que foram prometidos quando da decisão. Perdeu as almofadas institucionais que a União lhe garantia. Sim, a UE tem muitos defeitos. Mas, por estas bandas, ainda ninguém inventou melhor, e muito menos o Reino Unido. (...) Quem está a rir é Vladimir Putin. Depois de Mario Draghi, dois a zero (Boris Johnson e Liz Truss), e ainda aqui estou, deve estar a dizer para com os seus botões.  [Notícia completa aqui]

 

  EuronewsO provérbio português "Atrás de mim virá, quem de mim bom fará" assenta que nem uma luva a Boris Johnson que, apenas seis semanas depois de ter sido obrigado a demitir-se, volta a ser uma hipótese a considerar pelos tories na chefia do governo. A corrida está de novo aberta e Boris Johnson, que estava de férias nas Caraíbas, está de regresso a Londres para uma fim de semana que se prevê bastante movimentado na busca de apoios. Rishi Sunak, que tinha sido derrotado por Truss e Penny Mordaunt, líder da câmara dos comuns também aspiram à chefia do partido e do governo. Todos eles terão de assegurar até à próxima segunda-feira o apoio de pelo menos 100 deputados conservadores. Se só um conseguir será automaticamente nomeado primeiro-ministro. Se não, o voto online é lançado na sexta-feira, 28 de outubro, para que os tories escolham.

 


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Publicado por Tovi às 07:41
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2022
Vem aí o General Inverno

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Com os meses frios a aproximarem-se é muito provável uma desaceleração dos combates terrestres, mas um outro potencial pico de intensidade bélica paira sobre a Ucrânia. Na última semana uma onda de mísseis, ‘rockets’ e drones atingiu dezenas de locais em toda o país - Kiev, Lviv, Dnipro, Zaporíjia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr foram alguns dos alvos do exército russo - a centenas de quilómetros das linhas da frente no leste e a sul. E deverá ser este o “modus operandi” das tropas de Putin até ao Natal.

 

 


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Tenho um amigo chinês que vende de tudo... se estiverem interessados mandem-me mensagem privada.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-16 180321.jpgNas últimas horas deste domingo [16out2022] as forças russas atacaram mais de 30 cidades e vilarejos em toda a Ucrânia, lançando cinco mísseis e 23 ataques aéreos, mais perto de 60 ataques com roquetes, disse o Estado Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Em resposta, as forças aéreas da Ucrânia realizaram 32 ataques, atingindo 24 alvos russos. Os combates foram particularmente intensos neste fim de semana nas províncias orientais de Donetsk e Luhansk, e na estrategicamente importante província de Kherson, no sul, três das quatro províncias que Putin proclamou como parte da Rússia no mês passado.

 

  
4265.jpgAs autoridades da China e do Egito pediram hoje aos cidadãos destes países para que deixem imediatamente a Ucrânia devido ao perigo que representa a guerra no país. Tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como a Embaixada da China em Kiev pediram aos cidadãos chineses na Ucrânia para que “melhorem as precauções de segurança e de saída”, segundo um comunicado, citado pelo jornal oficial chinês Global Times, que avança que a embaixada vai ajudar a organizar a retirada de pessoas necessitadas. As autoridades chinesas reconheceram o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia contra a invasão russa, mas defendem meios diplomáticos para pôr fim ao conflito, enquanto acusam os Estados Unidos de supostamente provocarem Moscovo para iniciar uma guerra em larga escala. Também a Embaixada do Egito na Ucrânia publicou um alerta aos seus cidadãos para que deixem o país com efeito imediato. O jornal Egypt Today refere que diplomatas egípcios pediram também aos cidadãos do Egito para que tenham "o máximo de cautela durante a sua partida e fiquem longe de áreas perigosas". Nas últimas horas, a Embaixada da Sérvia na Ucrânia fechou temporariamente por motivos de segurança, segundo uma mensagem publicada na página da internet da missão diplomática. "A equipa diplomática continuará a trabalhar desde Belgrado até que se cumpram as condições para regressar à Ucrânia", refere a mensagem. (Agência Lusa - 16out2022)

 

  CNN Portugal - 17out2022 às 06h14
Captura de ecrã 2022-10-17 082942.jpgPelo menos cinco explosões abalaram esta manhã o centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo presidente da câmara da capital ucraniana, que adiantou que a explosão no distrito de Shevchenkiv causou um incêndio num prédio não residencial no distrito de Shevchenko. Vários prédios residenciais foram danificados. "Explosão no distrito de Shevchenkiv, centro da capital. Todos os serviços seguem no local. O alerta continuam. Fiquem nos abrigos", escreveu Vitali Klitschko no Telegram, antes de anunciar que aconteceram duas novas explosões. A cidade foi alvo de ataques com drones kamikaze e vários edifícios residenciais foram atingidos. Os ataques de hoje aconteceram exatamente uma semana depois de vários mísseis terem atingido o centro de Kiev e terem provocado um cenário de destruição. A pouco mais de 300 quilómetros, em Sumy, vários mísseis atingiram esta madrugada a região. A informação foi divulgada pelo chefe da administração regional de Sumy, que revela que há vítimas na sequência do ataque. Também a região de Dnipro foi atacada, de acordo com o governador local, sendo que os mísseis causaram um grande incêndio em várias infraestruturas energéticas.

 

  Al Jazeera - 17out2022
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05h33 GMT - Several explosions rock central Kyiv district.
06h41 GMT - Intense fighting rages in Ukraine’s Donbas, Kherson. Kyiv attacked by ‘kamikaze drones’.
07h08 GMT - Zaporizhzhia nuclear plant disconnected from power grid after shelling.
07h56 GMT - Drones hit sunflower oil terminal in Ukraine’s Mykolaiv.
09h20 GMT - 
Russian strikes knock out electricity across Ukraine, says PM.
09h55 GMT - Russia hit ‘all designated targets’, says Russia’s defence ministry.



Publicado por Tovi às 07:47
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2022
Marcelo... Quem não o conhecer que o compre

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Parecia impossível mas o Presidente da República tinha-o afirmado publicamente. E rapidamente a comunicação social e as redes sociais não falavam doutra coisa na tarde de ontem.
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Depois lá veio um "Nota da Presidência da República" que pouco ou nada acrescentou de positivo ao que Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito.

  Nota da Presidência da República - 11 de outubro de 2022
O Presidente da República tomou conhecimento da validação de 424 testemunhos de abusos sexuais na Igreja em Portugal, hoje anunciada pela Comissão criada pela Igreja Católica.
O Presidente da República sublinha, mais uma vez, a importância dos trabalhos desta Comissão, muito embora lamente que não lhe tenham sido efetuados mais testemunhos, pois este número não parece particularmente elevado face à provável triste realidade, quer em Portugal, quer pelo Mundo.
Vários relatos falam em números muito superiores em vários países, e infelizmente terá havido também números muito superiores em Portugal.
O Presidente da República espera que os casos possam ser rapidamente traduzidos em Justiça.
Tal como fez no início de setembro, transmitindo imediatamente à PGR a denúncia que recebeu, continuará a promover e apoiar todos os esforços para que os abusadores sejam responsabilizados e afastados de qualquer situação que possa permitir a reincidência nestes comportamentos, seja no seio da Igreja Católica, ou em qualquer outra situação.

 

  Expresso - 12out2022 às 13h27
O primeiro-ministro António Costa fez questão de sair em defesa do Presidente da República na polémica sobre as declarações de Marcelo relativas ao abuso de menores por membros da Igreja Católica. Em Viseu, onde participa numa conferência da Aicep, António Costa fez uma declaração em que defende o chefe de Estado da “interpretação inaceitável que tem estado a ser feita das suas palavras”. “Todos nós na vida politica por vezes não usamos a melhor expressão”, admitiu o primeiro-ministro a propósito da primeira declaração de Marcelo na terça feira. 

 

  Quem não o conhecer que o compre
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  Tão amigos que eles são
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  Jose Pinto PaisDavid Ribeiro não há almoços grátis



Publicado por Tovi às 07:43
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2022
A Europa numa profunda crise energética

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A análise de Tim Lister e Vasco Cotovio - A Ucrânia pode ganhar a guerra à Rússia? Eis o que se segue no conflito publicada hoje na CNN Portugal, diz-nos que "há muito que é evidente que parte da estratégia do Kremlin consiste em ajoelhar a determinação europeia no apoio à Ucrânia, mergulhando-a numa crise energética ao fechar literalmente as torneiras de gás". E no terreno os combates continuam, com ambos os lados a prepararem-se para um longo Inverno, em vez de explorarem as perspetivas de um acordo. 

  O gambito do gás (parte do artigo referido anteriormente)
Há muito que é evidente que parte da estratégia do Kremlin consiste em ajoelhar a determinação europeia no apoio à Ucrânia, mergulhando-a numa crise energética ao fechar literalmente as torneiras de gás.
Num fórum em Vladivostok no início deste mês, Putin afirmou: “Não forneceremos absolutamente nada se isso for contrário aos nossos interesses. Não no gás, não no petróleo, não no carvão, não no fuelóleo, nada”.
No meio de contratempos no campo de batalha, Ivo Daalder e James Lindsay escrevem na revista “Foreign Affairs” que “a melhor esperança de Putin - talvez a sua única esperança - é que o apoio ocidental à Ucrânia se desmorone à medida que os custos da guerra, incluindo a escassez de energia e o aumento dos preços, comecem a atingir a Europa”.
Os preços do gás natural na Europa estão 10 vezes mais elevados do que há um ano, com a Rússia a ganhar cerca de mil milhões de dólares [valor equivalente em euros] por dia nos primeiros três meses do conflito das exportações de energia. E o regime de sanções contra a Rússia só terá um impacto significativo a longo prazo, porque a economia russa é tão autocontrolada.
Mas o próximo Inverno será o teste de ácido do aperto na energia de Moscovo. Em vez de procurarem um compromisso, os governos europeus concluíram que as concessões apenas iriam encorajar o Kremlin. Estão apostados em assumir despesas pesadas para proteger os consumidores e, numa estratégia a mais longo prazo, para reduzir a dependência da energia russa. Depois de procurarem fornecedores alternativos no mundo, acumularam reservas (no caso da França, para mais de 90% da capacidade).
Embora os preços do gás no mercado grossista ainda estejam altos, eles caíram cerca de um terço nas últimas três semanas. Alguns analistas pensam que cairão ainda mais, reduzindo o custo dos subsídios que estão a ser introduzidos pelos governos europeus, já amarrados quanto a dinheiro.
Há também sinais de que os preços elevados do petróleo e do gás na Rússia podem ter atingido o seu pico. A Agência Internacional de Energia prevê que a produção russa de petróleo será 17% mais baixa em fevereiro próximo em comparação com a produção anterior à guerra, uma vez que seja sentida a força total das sanções da UE.
Daalder e Lindsay acreditam que os aliados da Ucrânia definiram o seu rumo. “Muitos céticos no Ocidente acreditam que as democracias irão ceder perante as dificuldades”, escreveram. “as tais vozes subestimam o poder de permanência do Ocidente”.


Joaquim Figueiredo
Esperemos que seja a Rússia a ajoelhar-se...
David RibeiroEsperemos que explorem as perspetivas de um acordo.
Jose Pinto Pais
Joaquim Figueiredo vais por o Putin a rezar  😀
Albertino AmaralQuero acreditar que não se trata de uma questão de humilhação, para que cada um se possa ou não ajoelhar em jeito de pedir perdão, mas sim pensar sèriamente em terminar com esta verdadeira estupidez, a que chamam guerra, invasão, ou o que queiram chamar. Não é aceitável esta situação em pleno Século XXI.....!

 

 Maximilian Hess in Al Jazeera - 19set2022
Captura de ecrã 2022-09-20 103923.jpgItália e Bulgária: os grandes testes da Europa para a unidade energética russa
Europa enfrenta duas opções neste inverno. A primeira é aceitar o racionamento de gás, provavelmente causando grandes e duradouros danos à indústria pesada e centenas de milhares de milhões de euros em gastos para gerenciar os custos de energia em alta e acelerar a transição energética. A segunda opção é aceitar a destruição do Estado ucraniano pelo presidente russo Vladimir Putin e sua trama de futuras guerras de agressão. A opção dois é, obviamente, totalmente inaceitável. No entanto, a capacidade da Europa de permanecer unida em rejeitá-la enfrenta dois testes iminentes: eleições na Itália em 25 de setembro e depois na Bulgária uma semana depois. Nos dois países, forças políticas mais alinhadas com Putin do que o resto da Europa podem chegar ao poder, potencialmente ameaçando uma frente coesa na questão das sanções contra a Rússia.

  Paulo TeixeiraDavid na Itália na há risco nenhum. Georgia Melloni disse ainda ontem de forma clara que a alternativa a derrota da Ucrânia não existia e podia acontecer. Pois o resultado final seria a vitória da China e não da Rússia O nacionalismo mede se por critérios e valores que o mainstream e os jornais não entendem e conseguem explicar.

 

  A propósito...
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  Maritime gas dispute risks conflict between Lebanon and Israel
Captura de ecrã 2022-09-20 173043.jpgNuma altura em que o GÁS é um bem precioso, já temos um novo problema: Karish é um campo de gás relativamente pequeno e inexplorado no Mar Mediterrâneo Oriental, mas sua localização entre Israel e o Líbano significa que pode levar a um novo conflito entre os dois vizinhos.



Publicado por Tovi às 09:14
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2022
A regra dos avôs


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A minha neta Alice chegou ontem de umas curtas férias na capital espanhola. E à noite, ao jantar, o pormenorizado relato da viagem foi fantástico. 



Publicado por Tovi às 08:26
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Domingo, 24 de Julho de 2022
Vamos entrar no sexto mês da invasão russa da Ucrânia

Ucrânia quem controla o quê 24jul2022 dia 151.jp

 

  Expresso de 22jul2022
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Não!... Não é verdade que a "coligação ocidental está a desmoronar-se", como diz a televisão estatal russa, mas já viu melhores dias.

 

  DN de 22jul2022 (Ver aqui)
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Diz quem sabe... até porque já foi diretor da Integração Europeia no MNE.

 

   JN de 23jul2022 (Ver aqui)
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Pois é!... E não esqueçamos que a Hungria é membro de pleno direito da União Europeia e da NATO.

 

  DN de 24jul2022 (Ver aqui)
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Siga para bingo... que uma justificação deste tipo já era esperada.

 

  Al Jazeera de 24jul2022
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Zelensky diz que a Ucrânia não se curvou e continuará a fazer todo o possível para infligir o máximo de dano possível ao seu inimigo.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, diz, em contraste com declarações anteriores, que a Rússia está tentando derrubar o governo ucraniano. “Definitivamente ajudaremos o povo ucraniano a se libertar do regime que é absolutamente anti-povo e anti-história”, disse Lavrov no Cairo. Os povos russo e ucraniano viverão juntos no futuro, disse ele.

 

  Cereais ucranianos (Pelo cartunista jordano Emad Hajjaj)
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Publicado por Tovi às 08:38
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Terça-feira, 28 de Junho de 2022
Conferência dos Oceanos

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Sendo a Zona Económica Exclusiva de Portugal a 3.ª maior da União Europeia (1.727,408 km2), a 5.ª maior da Europa e a 20.ª maior do mundo, a CONFERÊNCIA DOS OCEANOS, que se realiza em Lisboa de 27 de junho a 1 de julho, é da maior importância.

  As Nações Unidas, com o apoio dos Governos de Portugal e do Quénia, acolhem a Conferência dos Oceanos, em Lisboa, de 27 de junho a 1 de julho de 2022. A Conferência é um apelo à ação pelos oceanos – exortando os líderes mundiais e todos os decisores a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e aumentarem o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos. A Conferência dos Oceanos acontece num momento crítico, pois o mundo procura resolver muitos dos problemas profundamente enraizados nas nossas sociedades e evidenciados pela pandemia da covid-19. Para mobilizar a ação, a Conferência procurará impulsionar as muito necessárias soluções inovadoras baseadas na ciência, destinadas a iniciar um novo capítulo na ação global pelos oceanos.

  Jose Antonio M MacedoClaramente. Assim, se vê o valor de cada uma das onze ilhas portuguesas habitadas, das Desertas e das Selvagens para Portugal. Um valor que muitas vezes é esquecido.

 


mw-860.jpgO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou nesta segunda-feira [27jun2022] as "promessas concretas e vinculativas" assumidas na Conferência dos Oceanos e destacou o compromisso do primeiro-ministro, António Costa, de ter 30% das áreas marinhas nacionais classificadas até 2030. Em conferência de imprensa, na Altice Arena, em Lisboa, onde ontem começou a 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a esperança de que este encontro seja "um ponto de partida para uma grande mudança" na ação global em relação a esta matéria. Marcelo Rebelo de Sousa tinha ao seu lado o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia, país com o qual Portugal partilha a organização desta conferência.

 

  Biodiversidade... by António Gaspar
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Publicado por Tovi às 07:17
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2022
Bom senso precisa-se... e é urgente

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  As últimas do conflito Rússia-Ucrânia
O Ministério da Defesa da Rússia diz que os últimos ataques russos destruíram tanques e outros veículos blindados nos arredores de Kiev, equipamentos fornecidos à Ucrânia por países europeus.
O presidente Vladimir Putin alertou o Ocidente que a Rússia atacará novos alvos se os Estados Unidos começarem a fornecer à Ucrânia mísseis de longo alcance.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a luta de rua continua na cidade de Severodonetsk, onde a situação continua “extremamente difícil”.
A Alemanha enfrenta um impacto de 5 mil milhões de euros (US$ 5,4 bilhões) por ano devido às sanções russas, segundo um jornal alemão.

 

  Francisco Seixas da Costa na sua página do Facebook - E A UCRÂNIA AQUI TÃO PERTO… Tudo indica que a Rússia, para travar o reforço de material militar do ocidente à Ucrânia, vá aumentar os ataques de mísseis a linhas ferroviárias e às instalações, cada vez mais civis e situadas em áreas civis, que são utilizadas para esconder esse armamento. A probabilidade desses ataques, oriundos de longa distância, poderem ser menos precisos, tendo civis como “colateral casualties”, é assim cada vez maior. Relembra-se que a Ucrânia quer aderir à NATO, mas já terá percebido que isso é difícil. Desde o primeiro momento, foi objetivo nunca escondido por Kiev tentar envolver a NATO no conflito. Isso sucedeu, como se recordará, quando pediu que a organização impusesse uma zona de exclusão aérea sobre o seu território, o que foi negado pelos EUA e por alguns aliados sensatos dentro da NATO, porque isso poderia conduzir à guerra Rússia-NATO, com todas as consequências daí decorrentes, que só alguns inconscientes desprezam. Atenta a evolução da guerra, e não querendo estar a chamar os demónios, arrisco dizer que pode estar a aproximar-se um momento em que a Ucrânia (com os seus amigos NATO do Leste, que, como se sabe, são mais papistas do que o papa e têm, dentro da organização, uma linha discretamente favorável a um envolvimento militar mais ousado) arrisque produzir um incidente grave, para poder justificar um maior envolvimento da NATO. O pior é que pode dar-se o caso de isso também convir à Rússia, na lógica do quanto pior melhor. Nessa altura, é tempo de alguns, por cá, irem a Fátima. E por lá procurarem o segredo da conversão da Rússia… 

 

  David Ribeiro na sua página do FcebookPois é!... Ao que parece o presidente do Senegal e titular da União Africana, Macky Sall, já conseguiu o que queria de Vladimir Putin, prova provada que o diálogo, mesmo com aqueles que não nos merecem grande confiança e credibilidade, dá resultado. “Saímos daqui muito tranquilos e muito felizes com nossas trocas”, disse Macky Sall após uma reunião de três horas com Putin, em Sochi (sul da Rússia), acrescentando que encontrou o presidente russo “comprometido e ciente de que a crise e as sanções criaram sérios problemas para economias fracas, como as economias africanas". France24 - Céréales: le président de l'Union africaine "rassuré" après sa rencontre avec Poutine.

Francisco Rocha Antunes - O diálogo com o invasor depende dele mesmo: parar a invasão e retirar. Tudo o resto é manobra de diversão. 
David Ribeiro
Caríssimo Francisco Rocha Antunes ... entendo a sua posição, mas a verdade é que aquilo que todos gostaríamos que acontecesse após a injustificável invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin não é aquilo que tudo leva a crer irá acontecer, pelo que o diálogo é urgente e necessário.
João Greno Brògueira - Pura mera comunhão de interesses. Chamar a isso diálogo digamos que é um pouco forçado. 
David Ribeiro - João Greno Brògueira... Este diálogo que se pretende e que já tarda, tem em vista conseguir-se um acordo de paz entre as duas partes hostis, terminando com o conflito armado que tem vindo a martirizar o Povo ucraniano. Ou a alguém passa pela cabeça ser possível um ou outro dos contentores resolveram a coisa pelas armas?
João Greno Brògueira
David Ribeiro estava a falar dos cereais. Quanto à invasão a ver vamos.

 


Captura de ecrã 2022-06-05 181611.jpgO chanceler austríaco Karl Nehammer só demonstrou bom senso ao pedir um estágio intermédio entre a cooperação e a adesão plena à União Europeia para países como Ucrânia e Moldávia. Realmente um chamado “espaço preparatório” permitiria que os países alcançassem os padrões da União Europeia, semelhantes ao Espaço Económico Europeu (EEE) ou ao Acordo Europeu de Livre Comércio (EFTA). “Estamos unidos pelo mesmo objetivo, todos queremos uma Ucrânia forte, independente e economicamente bem-sucedida”, disse Nehammer em comunicado divulgado no domingo [5jun2022] pelo gabinete do chanceler. (Nota: A Áustria é membro de pleno direito da União Europeia mas não faz parte da NATO)



Publicado por Tovi às 07:44
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2022
A "crise" das Sanções à Rússia

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Avançou o Financial Times na manhã de ontem [28abr2022]: "Distribuidores de gás na Alemanha, Áustria, Hungria e Eslováquia planeiam abrir contas em rublos no Gazprombank, na Suíça, para satisfazer a exigência russa de pagamentos na própria moeda".
Então?... Onde está a solidariedade com a Polónia e Bulgária?... E as sanções da União Europeia à Rússia não são para cumprir por todos?
 

Jorge De Freitas Monteiro - Depois de num primeiro tempo ter afirmado que o pagamento em rublos violaria as sanções a Comissão veio desdizer-se e admitiu que era possível pagar em rublos. Não há portanto qualquer ilegalidade por parte dos Estados membros que aceitam fazê-lo. Se a Polónia e a Bulgária se recusam a pagar em rublos são eles que estão a criar um problema a eles próprios. Aliás da parte da Polónia há uma incoerência enorme uma vez que andam já há mais de um mês a pedir o embargo das importações de hidrocarbonetos russos mostrando-se indiferentes aos problemas que tal embargo criaria a outros Estados membros. Afinal querem ou não querem gás russo?
David Ribeiro - Ou seja, Jorge De Freitas Monteiro, a sanção "não pagar em rublos" foi só para se ficar bem na fotografia.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, terá sido? Ou terá sido um sintoma da cada vez maior divisão no seio da UE?
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... ou isso.
Serafim Nunes - Ainda não percebi bem a vantagem para os russos, e a desvantagem para o ocidente, deste tipo de pagamento e tenho alguma experiência em matéria cambial. Segundo li há tempos no Economist, creio, os pagamentos pelos compradores ocidentais continuam a ser feitos na moeda dos contratos (sobretudo dólares e euros), pelos preços previstos nesses contratos nessas mesmas moedas. Ou seja, pagarão o mesmo. De seguida são creditados noutra conta em rublos ao câmbio do fecho desses dias e entregues aos fornecedores. Não vejo, pois, qualquer vantagem de preço na operação em relação ao que vinha acontecendo, salvo o facto de, eventualmente, se pretender “prestigiar” o rublo como moeda.
David Ribeiro - Serafim Nunes... Mas numa altura em que o rublo está nos mercados cambiais em profunda queda, avultadas compras da moeda russa dá-lhe uma grande ajuda.
Serafim Nunes - David Ribeiro quando a Rússia tomou esta decisão o rublo já tinha recuperado. O que li então é que o próprio Ocidente tinha ficado baralhado e desconfiado com a proposta e daí a sua reacção. Obviamente que, neste caso, a Rússia sai (para já) pro cima. Mais por causa do desfecho do circo que se montou do que propriamente por razões económicas.
Carlos Miguel Sousa - Business as usual. As boas intenções dos politicos nada podem contra o poder do dinheiro. É por isto que a base de todos os problemas de um país, é sempre FINANCEIRA.
David Ribeiro - Mas a um político, caro Carlos Miguel Sousa, exige-se leituras políticas com base no social, económico e financeiro, seja qual for o assunto e os "donos do dinheiro".
Carlos Miguel Sousa - David Ribeiro Os Politicos eleitos democráticamente não passam de «assalariados» do grande capital internacional. Antes, alguns durante, e quase todos depois de exercerem cargos politicos. Hoje, em democracia, ninguém ascende a qualquer cargo politico sem antes ter estabelecido a rede de sustentação, cuja base é saberem os podres uns dos outros. Quem não tem, ou pode viver sem os ter, não vai para a politica.
David Ribeiro - Carlos Miguel Sousa... Há, infelizmente, muitos políticos dependentes dos "donos disto tudo", mas somos nós, os eleitores, que poderemos fazer a diferença no hora do voto, pois nem todos são como descreveu.
Carlos Miguel Sousa - David Ribeiro É verdade. Note porem que o VOTO, é algo sem grande valor. Se a ideia fosse dar-lhe valor, certamente já haveria estudos nesse sentido. Estudos que permitissem criar formas justas de aferir o VALOR DO VOTO de cada um. Até que assim seja - se alguma vez for - o resultado da democracia na segunda metade do século XIX, é o mesmo da democracia nas primeiras décadas do século XXI. Passaram mais de 100 anos, mas não aprendemos nada. Pensámos que ao alargar a base de voto, as coisas iríam ser diferentes. Não são. E não são porque se calhar o caminho não é esse.
 
 
  Da série "Sanções à Rússia"

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  Se Von der Leyen me explicasse...
...é que eu, se me explicarem, percebo tudo.
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  Após a Rússia ter bloqueado esta semana a venda de gás à Bulgária e à Polónia e ameaçado outros países que não aceitem pagar as faturas de energias em rublos, o Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que não deixará que a Rússia “intimide” os países europeus com ameaças de bloqueio de recursos energéticos. “Não permitiremos que usem as suas reservas de petróleo ou de gás para evitar as consequências da sua agressão. Estamos a trabalhar com outros países, como Japão, Coreia do Sul ou Qatar para ajudar os nossos aliados europeus, ameaçados por essas chantagens”, prometeu Biden.

 

  Bruxelas promete avançar com ações legais se os Estados-membros contornarem as sanções contra a Rússia. Moscovo exige que os países considerados "hostis" façam pagamentos em rublos à empresa estatal Gazprom. Ao abrigo de um novo sistema de pagamentos, instituído por decreto, estes só são considerados saldados se os euros ou os dólares pagos forem, depois, convertidos para divisa local através de uma segunda conta criada no Gazprombank e o depósito chegar à empresa fornecedora. Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, afirmou ontem: "Estamos a monitorizar se os Estados-membros estão realmente a aplicar as sanções da União Europeia. E se percebermos que não é esse o caso, existe a possibilidade de a Comissão Europeia abrir procedimentos de infração a esse respeito".

 

  Gás russo - Quem importa e quanto
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  Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, melhor depender a 9% do que a 90%, claro. Mas isso não muda grande coisa a médio prazo caso não haja um, cada vez mais improvável, acordo de paz. Todos, os que dependem a 90% ou os que dependem a 10%, se se virem privados do gás russo vão comprar gás de outras proveniências. Gás que não chegará para todos e que por isso será cada vez mais caro. Os que dependem a 9%, como nós, serão tão atingidos como os outros, só que um pouco mais tarde.

 

  Pois é... agora, além da invasão da Ucrânia pelas tropas russas, também temos a guerra de Putin com os importadores de gás russo.
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O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, afirmou durante uma visita ao Japão nesta quinta-feira [28abr2022] que a Alemanha deve estar preparada para a suspensão do abastecimento de gás natural russo. "Se haverá e qual vai ser a decisão do governo russo nesse sentido é especulação, mas… É preciso estar preparado para isso", disse o chefe de governo, que acrescentou que o governo alemão já havia começado a refletir sobre essa possibilidade antes do início da invasão russa da Ucrânia, no dia 24 de fevereiro.
  Renato Ferreira
Resumo da ópera: A Polónia não compra mais gás à Rússia; A Alemanha está a vender gás (russo) à Polónia; A “UE” proíbe que sejam pagos bens em rublos; Apenas o gazprombank não foi excluído do Swift; A Alemanha paga à Rússia em euros via Gasprombank; O Gasprombank autonomamente converte os euros para rublos; Estão todos felizes e coerentes a brincarem às sanções económicas, até o dia em que começar a “pancadaria”. 😵‍💫

 

  No jornal Público de hoje
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A União Europeia anunciou três pacotes de ajuda militar à Ucrânia no valor total de 1,5 mil milhões de euros, ou o equivalente ao que pagamos a Putin em apenas dois dias pela energia.

 

  Sanções contra a Rússia
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GettyImages-1239410934-768x511.jpgA Noruega vai proibir o transporte rodoviário aos operadores russos, a partir de 7 de maio, e fechar os seus portos aos navios com bandeira daquele país, anunciou o Governo de Oslo. A Noruega, que faz fronteira com a Rússia, cumpre assim o quinto pacote de sanções a Moscovo por causa da guerra na Ucrânia adotado há algumas semanas pela União Europeia (UE), da qual não faz parte, embora integre o Espaço Económico Europeu (EEE). O encerramento dos portos afeta navios comerciais com mais de 500 toneladas brutas, iates e alguns barcos de recreio que navegam em águas internacionais, com exceção para a pesca.



Publicado por Tovi às 07:23
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Domingo, 24 de Abril de 2022
Eleições Presidenciais em França

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Em 2017 Emmanuel Macron venceu as Presidenciais com 66,1%, contra os 33,9% de Marine Le Pen. Para as deste ano a última sondagem publicada pelo Le Monde dava 56,5% e 43,5%, respetivamente para Macron e Le Pen. Mas mais para o fim do dia já saberemos quem vai para o Palais de l'Élysée.

 

  As melhores da série "Présidentielle 2022"
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  17h57 de 24abr2022 - Segundo vários institutos de sondagens
Harris Interactive: 55% pour Emmanuel Macron - 45% pour Marine Le Pen
Ifop: 56% pour Emmanuel Macron - 44% pour Marine Le Pen
OpinionWay: 58% pour Emmanuel Macron - 42% pour Marine Le Pen
BVA: 57% pour Emmanuel Macron - 43% pour Marine Le Pen

 

  19h00 (20h00 em França) de 24abr2022 - Estimativa
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  23h55 de 24abr2022 - Expresso / Público
mw-860.jpgA entrada de Macron no Champ-de-Mars, onde celebrou a vitória nesta noite eleitoral, foi acompanhada do hino da Europa. Foi recebido com bandeiras da França e da União Europeia – mas também pela mensagem de que nos próximos anos terá de fazer mais, até porque nem todos os votos foram de apoio ao seu programa. A diferença para a extrema-direita encurtou, mas a vitória permite aos seus apoiantes respirar de alívio - por cinco anos. Para já, olhos postos nas legislativas.
Já ao fim da noite, com mais de 97% dos votos contados, os números divulgados pelo Ministério do Interior de França mostravam que Macron arrecadou 58,55% dos votos (um total de 18.779.809) e Marine Le Pen 41,45% (13.297.728).



Publicado por Tovi às 08:22
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2022
"Nossos últimos dias"... em Mariupol

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Serhiy Volyna, comandante dos fuzileiros navais ucranianos que lutam contra as forças russas em Mariupol, disse ontem [4.ª feira, 20abr2022] que as suas forças “podem estar a enfrentar os nossos últimos dias, se não horas”, já que a Rússia emitiu um novo ultimato aos combatentes que se encontram na fábrica siderúrgica da cidade sitiada. "O inimigo está nos superando em número de 10 para um", disse Serhiy Volyna, da 36.ª Brigada de Fuzileiros Navais, ao pedir a extração do último reduto em Mariupol num post no Facebook nesta quarta-feira. Acredita-se que centenas de civis estejam abrigados nos túneis subterrâneos da fábrica sitiada Azovstal. De acordo com informações russas, cerca de 2.500 combatentes ucranianos e 400 mercenários estrangeiros estão escondidos na siderúrgica, enquanto relatórios ucranianos dizem que aproximadamente 1.000 civis procuraram proteção lá. Não é possível verificar as informações fornecidas por ambos os lados, dada a escala dos combates e a falta de comunicações em Mariupol, cujo porto foi cercado por tropas russas em 1 de março, logo após o início da invasão russa em 24 de fevereiro. Considera-se que a cidade e o porto foram praticamente destruídos em semanas de bombardeamentos russos. Foi na última semana de março que a Rússia mudou o seu foco militar para o leste da Ucrânia, depois das suas forças se retiraram de Kiev e das suas áreas adjacentes, encerrando o que Moscovo chamou “a primeira fase” da guerra.

  A agência Reuters, citando testemunhas, afirmou que dezenas de pessoas estavam ontem à tarde a embarcar numa pequena caravana de autocarros na cidade de Mariupol, que viajaria para território controlado pela Ucrânia. O governador ucraniano da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, lamentou que tenham sido retiradas menos pessoas que o previsto na quarta-feira em Mariupol devido à falta de autocarros. Kyrylenko esperava a presença de 90 autocarros na cidade, que conseguiriam retirar 6 mil pessoas de Mariupol. "É claro que as pessoas se reuniram nos pontos de encontro acordados, mas poucas entraram nos autocarros", disse, citado pela Reuters.

  Nesta manhã [5.ª feira, 21abr2022] foi noticiado ter o ministro da Defesa russo informado Putin que a Rússia tomou Mariupol, segundo é avançado pela Reuters, que cita a agência russa Interfax. Segundo a Reuters, o ministro da Defesa russo, Shoigu, informou o Kremlin de que ainda há resistentes ucranianos na fábrica Azovstal, cerca de 2.000, e que 1.478 já se renderam, mas que as instalações estão bloqueadas de forma seguraA Rússia diz ainda que retirou mais de 142 mil civis de Mariupol e que há condições para o regresso dos civis, pois a situação está "calma". Em resposta, Putin ordenou que fossem cancelados os planos de ataque que existiam e felicitou o ministro da Defesa pela operação bem sucedida. Ainda em reação à tomada de Mariupol pelos russos, o presidente Vladimir Putin diz que os combatentes ucranianos que ainda estão na fábrica Azovstal serão poupados e tratados com respeito. Dizendo que a operação em Mariupol foi "um sucesso", o presidente russo ordenou ainda que as instalações da Azovstal sejam bloqueadas para que "nem uma mosca" passe despercebida.

  Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra ucraniana, exigiu que a Rússia permita a abertura imediata de um corredor humanitário para retirar civis e feridos refugiados no complexo industrial de Azovstal"São agora cerca de mil civis e 500 soldados feridos. Precisam de ser removidos de Azovstal hoje", escreveu no Telegram. "Apelo aos líderes mundiais e à comunidade internacional para que foquem agora os seus esforços em Azovstal. Agora este é o ponto-chave e o momento-chave do esforço humanitário."

 

  Mais uma da série "Rússia invade Ucrânia"
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  Da série "Mariupol... a cidade que já não existe"
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  Na tarde de hoje... na Assembleia da República Portuguesa
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  No discurso, o presidente ucraniano lembrou que a luta do seu povo não é apenas pela independência mas também "pela sobrevivência" e comparou as revoluções ucranianas, de 2004 e 2014 à Revolução dos Cravos. "O vosso povo, que daqui a nada vai celebrar o aniversário da Revolução dos Cravos, que também vos libertou da ditadura, vocês sabem perfeitamente o que nós estamos a sentir", afirmou. Além disso, fez referência a duas das cidades mais fustigadas, Mariupol e Bucha, comparando-as, em termos de dimensão, a Lisboa e ao Porto. No final, pediu ajuda a Portugal em termos de armamento, sanções contra a Rússia e ajuda humanitária. Zelensky alertou ainda que, depois da Ucrânia, a Rússia vai tentar invadir Moldava, Georgia e os Países Bálticos. De seguida,  Augusto Santos Silva transmitiu a unidade nacional no apoio à Ucrânia e defendeu que o "país agredido" tem o direito de se defender. "Defendendo-se a si própria, a Ucrânia defende-nos a todos". O presidente da Assembleia da República disse ainda que Portugal não se ficou pelas palavras de condenação e de solidariedade, tendo enviado tropas para reforçar a NATO na Roménia, abriu portas aos refugiados ucranianos e apoiou várias sanções contra a Rússia. Santos Silva demonstrou ainda apoio à candidatura da Ucrânia à União Europeia e elogiou o exército e o povo ucraniano. "Saudamos e admiramos o esforço heroico do exército e da sociedade ucraniana na defesa da sua pátria, incluindo no Donbass", disse.

  Al Jazeera - Addressing Portuguese parliament, Ukraine president accuses Russia of atrocities, says Kyiv needs arms to defend itself. (...) he accused the Russian army of committing many atrocities in Ukraine, including in the port city of Mariupol, and asked Portugal to support a global embargo on Russian oil.

  Para memória futura - O PCP considerou esta quinta-feira que a referência que o Presidente da Ucrânia fez ao 25 de Abril durante a sua intervenção, por videoconferência, na Assembleia da República, “é um insulto” à Revolução dos Cravos. “A revolução de Abril foi feita para pôr fim ao fascismo e à guerra. É um insulto esta declaração [de Volodimir Zelenskii] que faz referência ao 25 de Abril. O 25 de Abril em Portugal foi para libertar e contribuiu para a libertação dos antifascistas. Na Ucrânia estão a ser presos”, argumentou a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, nos Passos Perdidos do parlamento.



Publicado por Tovi às 08:07
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2022
Entretanto... em Moscovo estamos assim

  Frida Ghitis, colunista de assuntos mundiais na CNN, é capaz de ter razão nesta sua previsão
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  Em Moscovo acontecem coisas estranhas... alegadamente
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1024.jpgA Rússia já começou a "nova fase" da invasão à Ucrânia, admitiu o ministro dos Negócios Estrangeiros numa entrevista ao canal India Today, citada pela agência Tass, sem no entanto se referir a uma guerra mas sim a uma "operação especial" para "libertar" Donetsk e Lugansk", "A operação no leste da Ucrânia visa - como foi anunciado anteriormente - a libertação completa das repúblicas de Donetsk e Lugansk. Esta operação vai continuar. A próxima fase desta operação especial começa agora. E, parece-me, vai ser um momento importante durante esta operação especial", afirmou Sergei Lavrov. Lavrov disse ainda que a operação da Rússia na Ucrânia decorre do desejo do Ocidente de dominar o mundo e que foi o Ocidente que criou um "trampolim" na Ucrânia contra a Rússia ao colocar armas no país e a dizer que Kiev se pode juntar à NATO. 

 


img_900x561$2022_02_20_13_21_42_422432.jpgA Rússia vai avançar para os tribunais para recuperar os 300 mil milhões de dólares em reservas denominadas em moeda estrangeira, congelados pelo Ocidente em resposta à invasão do Kremlin à Ucrânia. "Este é um congelamento [de ativos] sem precedentes, por isso estamos a preparar [a entrega] de processos judiciais", assegurou Elvira Nabiullina, governadora do Banco Central da Rússia, citada pela Interfax. Atualmente, a instituição russa não consegue aceder a quase metade das suas reversas de 609,4 mil milhões de dólares, tendo por isso imposto restrições financeiras e monetárias à economia russa, obrigando o pagamento de gás russo em rublo e dando ordens às empresas exportadoras do país para converterem as receitas angariadas no estrangeiro em rublos.

 


Captura de ecrã 2022-04-19 221745.jpgNana Grinstein fugiu da Rússia porque as novas leis do Kremlin que punem as críticas à chamada “operação especial na Ucrânia” podem levá-la à prisão. Grinstein, dramaturga, seu marido Viktor, editor de vídeo, e sua filha de 14 anos, Tonya, deixaram para trás a histeria na Rússia causada pela guerra na Ucrânia e a perseguição de quem se atreve a dizer que a “operação especial” do presidente Vladimir Putin é, de facto, uma guerra. “O mundo que construímos há anos, que parecia inabalável, importante e relevante, desmoronou diante dos meus olhos como se fosse feito de papelão”, disse Grinstein à Al Jazeera de um apartamento alugado na capital arménia, Yerevan. Chegando à Arménia no início de março, a família descobriu que dezenas de milhares de outros russos fizeram a viagem antes deles e testemunharam a chegada de muitos mais desde então.

 


Captura de ecrã 2022-04-20 085101.jpgSancionado pelo Reino Unido, o oligarca russo Oleg Tinkov garante que “90% dos russos são contra a guerra” na Ucrânia, acredita que “os funcionários do Kremlin estão em choque“ por não poderem “ir ao Mediterrâneo este verão” e arrasa o exército russo. Ao Ocidente, pede que encontrem uma saída para Putin evitar um massacre. Oleg Tinkov é um empresário e milionário russo que em 2014 foi classificado como a 15.ª pessoa mais rica da Rússia, com um património líquido estimado em 8,2 mil milhões de US$.

 

  Como eu entendo Azeredo Lopes
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Defendi que se deve ter algum cuidado (ia dizer, pudor) com a utilização da palavra genocídio para descrever a atual situação na Ucrânia. Defendi, portanto, que me parece pouco avisado o anúncio público do convite feito pelo Presidente da Ucrânia a Emmanuel Macron para que visite o seu País para confirmar (uma vez que tem dúvidas) que na Ucrânia “está” a acontecer um genocídio. Defendi que é importante que, o mais rapidamente possível, a Ucrânia ratifique, sem reservas, o Estatuto do Tribunal Penal Internacional, para dessa forma ganhar uma legitimidade intocável para exigir, até ao fim, a responsabilização de todos os que possam ter cometido crimes internacionais em território ucraniano. Defendi que é estranho e incoerente ver alguns Estados a invocarem alto e bom som a prática pela Rússia de crimes internacionais (coisa que, tudo indica, é verdade), e a sua responsabilização pelo TPI ou por um tribunal internacional ad hoc, constituído para o efeito, para julgar, além de Vladimir Putin, todos os que tiverem cometido crimes internacionais, sem, por outro lado, aceitarem a jurisdição do TPI ou, até, a combaterem ferozmente. Isto foi o suficiente para, de imediato, ser apodado de putinista.
Não há pachorra.

 

  “A fama da Rússia agora é aquela que sempre teve durante a Guerra Fria: uma potência pesada e antiquada, narcisista, megalómana e petulante, com um complexo de inferioridade galopante, sentindo-se injustamente desrespeitada e ostracizada pela Europa de que faz parte”.
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Publicado por Tovi às 08:46
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Terça-feira, 19 de Abril de 2022
Crimes de Guerra... e o Tribunal Penal Internacional
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ESTATUTO DE ROMA DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL
Artigo 1.º - O Tribunal
É criado, pelo presente instrumento, um Tribunal Penal Internacional («o Tribunal»). O Tribunal será uma instituição permanente, com jurisdição sobre as pessoas responsáveis pelos crimes de maior gravidade com alcance internacional, de acordo com o presente Estatuto, e será complementar das jurisdições penais nacionais. A competência e o funcionamento do Tribunal reger-se-ão pelo presente Estatuto.
Artigo 2.º - Relação do Tribunal com as Nações Unidas
A relação entre o Tribunal e as Nações Unidas será estabelecida através de um acordo a ser aprovado pela Assembleia dos Estados Partes no presente Estatuto e, seguidamente, concluído pelo presidente do Tribunal, em nome deste.
Artigo 3.º - Sede do Tribunal
1 - A sede do Tribunal será na Haia, Países Baixos («o Estado anfitrião»). 
 - O Tribunal estabelecerá um acordo com o Estado anfitrião relativo à sede, a ser aprovado pela Assembleiados Estados Partes e seguidamente concluído pelo presidente do Tribunal, em nome deste.
3 - Sempre que entender conveniente, o Tribunal poderá funcionar noutro local, nos termos do presente Estatuto.
Artigo 4.º - Estatuto legal e poderes do Tribunal
1 - O Tribunal terá personalidade jurídica internacional. Possuirá, igualmente, a capacidade jurídica necessária ao desempenho das suas funções e à prossecução dos seus objectivos.
2 - O Tribunal poderá exercer os seus poderes e funções, nos termos do presente Estatuto, no território de qualquer Estado Parte e, por acordo especial, no território de qualquer outro Estado.
Artigo 5.º - Crimes da competência do Tribunal
1 - A competência do Tribunal restringir-se-á aos crimes mais graves que afectam a comunidade internacional no seu conjunto. Nos termos do presente Estatuto, o Tribunal terá competência para julgar os seguintes crimes:
a) O crime de genocídio;
b) Os crimes contra a Humanidade;
c) Os crimes de guerra;
d) O crime de agressão.
(...)
Artigo 8.º - Crimes de guerra
1 - O Tribunal terá competência para julgar os crimes de guerra, em particular quando cometidos como parte integrante de um plano ou de uma política ou como parte de uma prática em larga escala desse tipo de crimes.
2 - Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por «crimes de guerra»:
a) As violações graves às Convenções de Genebra, de 12 de Agosto de 1949, a saber, qualquer um dos seguintes actos, dirigidos contra pessoas ou bens protegidos nos termos da Convenção de Genebra que for pertinente: i) Homicídio doloso; ii) Tortura ou outros tratamentos desumanos, incluindo as experiências biológicas; iii) O acto de causar intencionalmente grande sofrimento ou ofensas graves à integridade física ou à saúde; iv) Destruição ou apropriação de bens em larga escala, quando não justificadas por quaisquer necessidades militares e executadas de forma ilegal e arbitrária; v) O acto de compelir um prisioneiro de guerra ou outra pessoa sob protecção a servir nas forças armadas de uma potência inimiga; vi) Privação intencional de um prisioneiro de guerra ou de outra pessoa sob protecção do seu direito a um julgamento justo e imparcial; vii) Deportação ou transferência, ou a privação de liberdade ilegais; viii) Tomada de reféns;
b) Outras violações graves das leis e costumes aplicáveis em conflitos armados internacionais no quadro do direito internacional, a saber, qualquer um dos seguintes actos: i) Atacar intencionalmente a população civil em geral ou civis que não participem directamente nas hostilidades; ii) Atacar intencionalmente bens civis, ou seja, bens que não sejam objectivos militares; iii) Atacar intencionalmente pessoal, instalações, material, unidades ou veículos que participem numa missão de manutenção da paz ou de assistência humanitária, de acordo com a Carta das Nações Unidas, sempre que estes tenham direito à protecção conferida aos civis ou aos bens civis pelo direito internacional aplicável aos conflitos armados; iv) Lançar intencionalmente um ataque, sabendo que o mesmo causará perdas acidentais de vidas humanas ou ferimentos na população civil, danos em bens de carácter civil ou prejuízos extensos, duradouros e graves no meio ambiente que se revelem claramente excessivos em relação à vantagem militar global concreta e directa que se previa; v) Atacar ou bombardear, por qualquer meio, aglomerados populacionais, habitações ou edifícios que não estejam defendidos e que não sejam objectivos militares; vi) Provocar a morte ou ferimentos a um combatente que tenha deposto armas ou que, não tendo meios para se defender, se tenha incondicionalmente rendido; vii) Utilizar indevidamente uma bandeira de tréguas, a bandeira nacional, as insígnias militares ou o uniforme do inimigo ou das Nações Unidas, assim como os emblemas distintivos das Convenções de Genebra, causando deste modo a morte ou ferimentos graves; viii) A transferência, directa ou indirecta, por uma potência ocupante de parte da sua população civil para o território que ocupa ou a deportação ou transferência da totalidade ou de parte da população do território ocupado, dentro ou para fora desse território; ix) Os ataques intencionais a edifícios consagrados ao culto religioso, à educação, às artes, às ciências ou à beneficência, monumentos históricos, hospitais e lugares onde se agrupem doentes e feridos, sempre que não se trate de objectivos militares; x) Submeter pessoas que se encontrem sob o domínio de uma parte beligerante a mutilações físicas ou a qualquer tipo de experiências médicas ou científicas que não sejam motivadas por um tratamento médico, dentário ou hospitalar, nem sejam efectuadas no interesse dessas pessoas, e que causem a morte ou façam perigar seriamente a sua saúde; xi) Matar ou ferir à traição pessoas pertencentes à nação ou ao exército inimigos; xii) Declarar que não será dado abrigo; xiii) Destruir ou apreender bens do inimigo, a menos que as necessidades da guerra assim o determinem; xiv) Declarar abolidos, suspensos ou não admissíveis em tribunal os direitos e acções dos nacionais da parte inimiga; xv) O facto de uma parte beligerante obrigar os nacionais da parte inimiga a participar em operações bélicas dirigidas contra o seu próprio país, ainda que eles tenham estado ao serviço daquela parte beligerante antes do início da guerra; xvi) Saquear uma cidade ou uma localidade, mesmo quando tomada de assalto; xvii) Utilizar veneno ou armas envenenadas; xviii) Utilizar gases asfixiantes, tóxicos ou similares, ou qualquer líquido, material ou dispositivo análogo; xix) Utilizar balas que se expandem ou achatam facilmente no interior do corpo humano, tais como balas de revestimento duro que não cobre totalmente o interior ou possui incisões; 
xx) Empregar armas, projécteis, materiais e métodos de combate que, pela sua própria natureza, causem ferimentos supérfluos ou sofrimentos desnecessários ou que surtam efeitos indiscriminados, em violação do direito internacional aplicável aos conflitos armados, na medida em que tais armas, projécteis, materiais e métodos de combate sejam objecto de uma proibição geral e estejam incluídos num anexo ao presente Estatuto, em virtude de uma alteração aprovada em conformidade com o disposto nos artigos 121.º e 123.º; xxi) Ultrajar a dignidade da pessoa, em particular por meio de tratamentos humilhantes e degradantes; xxii) Cometer actos de violação, escravidão sexual, prostituição forçada, gravidez à força, tal como definida na alínea f) do n.º 2 do artigo 7.º, esterilização à força e qualquer outra forma de violência sexual que constitua também um desrespeito grave das Convenções de Genebra; xxiii) Aproveitar a presença de civis ou de outras pessoas protegidas para evitar que determinados pontos, zonas ou forças militares sejam alvo de operações militares; xxiv) Atacar intencionalmente edifícios, material, unidades e veículos sanitários, assim como o pessoal habilitado a usar os emblemas distintivos das Convenções de Genebra, de acordo com o direito internacional; xxv) Provocar deliberadamente a inanição da população civil como método de fazer a guerra, privando-a dos bens indispensáveis à sua sobrevivência, impedindo, nomeadamente, o envio de socorros, tal como previsto nas Convenções de Genebra; xxvi) Recrutar ou alistar menores de 15 anos nas forças armadas nacionais ou utilizá-los para participar activamente nas hostilidades;
c) Em caso de conflito armado que não seja de índole internacional, as violações graves do artigo 3.º comum às quatro Convenções de Genebra de 12 de Agosto de 1949, a saber, qualquer um dos actos que a seguir se indicam, cometidos contra pessoas que não participem directamente nas hostilidades, incluindo os membros das forças armadas que tenham deposto armas e os que tenham ficado impedidos de continuar a combater devido a doença, lesões, prisão ou qualquer outro motivo: i) Actos de violência contra a vida e contra a pessoa, em particular o homicídio sob todas as suas formas, as mutilações, os tratamentos cruéis e a tortura; ii) Ultrajes à dignidade da pessoa, em particular por meio de tratamentos humilhantes e degradantes; iii) A tomada de reféns; iv) As condenações proferidas e as execuções efectuadas sem julgamento prévio por um tribunal regularmente constituído e que ofereça todas as garantias judiciais geralmente reconhecidas como indispensáveis; 
d) A alínea c) do n.º 2 do presente artigo aplica-se aos conflitos armados que não tenham carácter internacional e, por conseguinte, não se aplica a situações de distúrbio e de tensão internas, tais como motins, actos de violência esporádicos ou isolados ou outros de carácter semelhante;
e) As outras violações graves das leis e costumes aplicáveis aos conflitos armados que não têm carácter internacional, no quadro do direito internacional, a saber qualquer um dos seguintes actos: i) Atacar intencionalmente a população civil em geral ou civis que não participem directamente nas hostilidades; ii) Atacar intencionalmente edifícios, material, unidades e veículos sanitários, bem como o pessoal habilitado a usar os emblemas distintivos das Convenções de Genebra, de acordo com o direito internacional; iii) Atacar intencionalmente pessoal, instalações, material, unidades ou veículos que participem numa missão de manutenção da paz ou de assistência humanitária, de acordo com a Carta das Nações Unidas, sempre que estes tenham direito à protecção conferida pelo direito internacional dos conflitos armados aos civis e aos bens civis; iv) Atacar intencionalmente edifícios consagrados ao culto religioso, à educação, às artes, às ciências ou à beneficência, monumentos históricos, hospitais e lugares onde se agrupem doentes e feridos, sempre que não se trate de objectivos militares; v) Saquear um aglomerado populacional ou um local, mesmo quando tomado de assalto; vi) Cometer actos de violação, escravidão sexual, prostituição forçada, gravidez à força, tal como definida na alínea f) do n.º 2 do artigo 7.º, esterilização à força ou qualquer outra forma de violência sexual que constitua uma violação grave do artigo 3.º comum às quatro Convenções de Genebra; vii) Recrutar ou alistar menores de 15 anos nas forças armadas nacionais ou em grupos, ou utilizá-los para participar activamente nas hostilidades; viii) Ordenar a deslocação da população civil por razões relacionadas com o conflito, salvo se assim o exigirem a segurança dos civis em questão ou razões militares imperiosas; ix) Matar ou ferir à traição um combatente de uma parte beligerante; x) Declarar que não será dado abrigo; xi) Submeter pessoas que se encontrem sob o domínio de outra parte beligerante a mutilações físicas ou a qualquer tipo de experiências médicas ou científicas que não sejam motivadas por um tratamento médico, dentário ou hospitalar, nem sejam efectuadas no interesse dessa pessoa, e que causem a morte ou ponham seriamente a sua saúde em perigo; xii) Destruir ou apreender bens do inimigo, a menos que as necessidades da guerra assim o exijam;
f) A alínea e) do n.º 2 do presente artigo aplicar-se-á aos conflitos armados que não tenham carácter internacional e, por conseguinte, não se aplicará a situações de distúrbio e de tensão internas, tais como motins, actos de violência esporádicos ou isolados ou outros de carácter semelhante; aplicar-se-á, ainda, a conflitos armados que tenham lugar no território de um Estado, quando exista um conflito armado prolongado entre as autoridades governamentais e grupos armados organizados ou entre estes grupos.
3 - O disposto nas alíneas c) e e) do n.º 2 em nada afectará a responsabilidade que incumbe a todo o Governo de manter e de restabelecer a ordem pública no Estado e de defender a unidade e a integridade territorial do Estado por qualquer meio legítimo.
 
 
  Da série "Crimes de Guerra"

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  E ao 55.º dia estamos assim
Ucrânia quem controla o quê 19abr2022.jpg
#  Ao fim do dia de ontem o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou numa mensagem divulgada na rede social Telegram: “Agora podemos dizer que as tropas russas começaram a batalha pelo Donbass, para a qual se estão a preparar há muito tempo. Uma parte muito grande de todo o Exército russo está agora dedicado a esta ofensiva".
#  As forças ucranianas continuavam a resistir em Mariupol ao início desta madrugada e pareciam estar confinadas à siderurgia Azovstal - trata-se de uma área de grandes dimensões e de difícil controlo. Mesmo assim, dada a incapacidade dos ucranianos em reforçarem ou reabastecerem as suas tropas, não se espera que resistam por muito mais tempo.
#  As tropas russas capturaram já a cidade de Kreminna, mais a sul do Donbas, enquanto as autoridades ucranianas pediam aos residentes no Donetsk e Luhansk para evacuarem as cidades. “Neste momento, o controlo sobre a cidade de Kreminna perdeu-se", disse na conta de Telegram o governador da região do Luhansk, Sergiy Gaiday.
#  As forças ucranianas atacaram um vilarejo perto da fronteira da Rússia com a Ucrânia, ferindo um morador, disse o líder da administração regional da província russa de Belgorod, de acordo com a agência de notícias Reuters.
#  O Ministério da Defesa da Rússia diz que as suas forças realizaram dezenas de ataques aéreos no leste da Ucrânia e também ataques com mísseis e artilharia que atingiram 1.200 a
lvos em todo o país durante a noite.

  Imagens de drone mostram o estado da fábrica de aço Azovstal depois dos ataques russos. É possível ver uma enorme nuvem de fumo preto que sobrevoa os céus de toda aquela área. Esta fábrica é a única infraestrutura de Mariupol que ainda está sob controlo das tropas ucranianas.
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"Tendo em conta a situação catastrófica que se desenvolveu na fábrica metalúrgica Azovstal, para além de serem guiadas por princípios puramente humanos, as Forças Armadas russas voltam a oferecer aos militares dos batalhões nacionalistas e aos mercenários estrangeiros para cessarem as hostilidades e deporem as suas armas a partir das 12:00", anunciou o Ministério da Defesa russo, citado pela agência espanhola EFE.

  Ao fim do dia de hoje a Rússia anunciou um cessar-fogo na fábrica de aço e ferro de Mariupol, avança a agência estatal russa RIA, remetendo para uma decisão do Ministério da Defesa. O cessar-fogo deve acontecer na quarta-feira, a partir das 14h (meio-dia em Lisboa). De acordo com Moscovo, o objetivo é dar aos combatentes oportunidade para se renderem e abandonarem o complexo industrial ilesos. Estima-se que cerca de mil civis estejam refugiados na fábrica de Azovstal.



Publicado por Tovi às 07:53
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