"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
Eleições Regionais na Madeira

Distribuicao-partidaria-madeira-FN.jpg

Vitória só teve o PSD, mas com o sabor amargo de ter perdido a maioria absoluta. BE foi à vida, CDU e CDS levaram um grande tombo (CDU de dois deputados para um; CDS de sete deputados para dois) e o PS teve uma subida considerável mas que soube a pouco. No meio disto tudo o CDS pode-se gabar de ser por ele que tem que passar o Governo da Madeira… e a “oposição” nem com geringonças lá vai.



Publicado por Tovi às 09:13
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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019
Programa da CDU para as Legslativas'19

Também já li o Programa Eleitoral da CDU para as próximas Legislativas e o que lá se diz sobre Regionalização/Descentralização é o seguinte... e é tão pouco:

Captura de Ecrã (179).png

Uma política de desenvolvimento regional

Um país com equilíbrio territorial e coesão económica e social exige uma política de desenvolvimento regional que combata as assimetrias regionais, o despovoamento e a desertificação. Um leque amplo de políticas integradas e dinamizadas por um poder regional decorrente da regionalização e pelas autarquias locais, dotadas de autonomia administrativa e financeira; políticas económicas que, no actual quadro capitalista, possam romper com a lógica única de mercado na afectação e localização de recursos materiais e meios humanos; uma política agrícola e florestal, privilegiando a exploração familiar e produções que garantam a ocupação humana do território e salvaguardem os solos agrícolas e a biodiversidade; uma reindustrialização com a valorização da transformação industrial da matéria-prima regional na região e redes de distribuição que preservem e intensifiquem os fluxos regionais. São necessárias políticas viradas para a actividade produtiva com criação de emprego estável, onde se poderão ancorar e ampliar de forma sustentável, outras actividades, nomeadamente o turismo e outros serviços e defender o mundo rural. Simultaneamente devem manter-se e desenvolver-se as redes de infraestruturas, equipamentos e serviços públicos e de estruturas locais e regionais das empresas estratégicas de energia, telecomunicações, transportes e financeiras.

Uma forte e autónoma Administração Local e Regional

A defesa e afirmação da autonomia administrativa e financeira. A recuperação da capacidade financeira, com um novo regime de finanças locais. A reposição do livre associativismo autárquico, com o fim das comunidades intermunicipais como associativismo forçado, e das freguesias liquidadas pela lei de 2012, de acordo com as populações e os órgãos autárquicos. Uma delimitação de competências que assegure ao poder local e regional os meios financeiros no respeito pela sua autonomia administrativa e financeira e garanta o acesso universal aos bens e serviços públicos, a coesão nacional e unidade do Estado com a adequação do seu exercício aos diversos níveis da administração. O que exige a prévia criação das Regiões Administrativas e a extinção das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a instituição das Áreas Metropolitanas enquanto autarquias dotadas de meios e competências próprias e poderes efectivos.



Publicado por Tovi às 07:26
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Domingo, 21 de Julho de 2019
PSD a afundar-se nas sondagens

Captura de Ecrã (169).png

Comparando o resultado das últimas Legislativas com a evolução dos estudos de opinião conhecidos nestes últimos três meses, verifica-se uma clara subida do PS e do PAN (+5,19 e +2,61 pontos percentuais, respetivamente) e uma descida abrupta do PSD (-7,06%). A coligação CDU e o CDS descem também (-1,45% e -1,30%, respetivamente). Independentemente de se concordar ou não com a política da “Geringonça” a verdade é que é sempre desejável uma oposição forte e credível… mas pelo andar da carruagem ainda não é desta que os sociais-democratas encontraram quem os leve a manter um braço de ferro com António Costa e a sua equipa.



Publicado por Tovi às 10:05
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Quarta-feira, 21 de Março de 2018
A C.M.Porto salva o Liceu Alexandre Herculano

21mar2018.jpg

Lá teve que ser a Câmara do Porto a salvar o Liceu Alexandre Herculano, quando deveria ter sido o Governo Central… este e os anteriores foram altamente negligentes.

 

A decisão da transmissão da titularidade da obra do liceu Alexandre Herculano para Câmara do Porto foi ontem à noite aprovada por unanimidade em sessão extraordinária da Assembleia Municipal. Para este órgão autárquico, a cidade resolveu um problema há muito adiado pelo Estado central.
Trata-se da melhor solução encontrada para as obras que são prementes na Escola Alexandre Herculano, admitiram os deputados municipais na sessão extraordinária da Assembleia que decorreu nesta segunda-feira.
Satisfeitos com o acordo agora alcançado - porque, acima de tudo, resolveu um impasse que se prolongava desde 2009, altura em que o primeiro projeto de requalificação, no valor de 15 milhões de euros, foi apresentado - os deputados municipais divergiram, contudo, na admissão de responsabilidades do Estado central na condução deste dossiê.
Para o PS, na voz do deputado Tiago Barbosa Ribeiro, há motivos para a cidade "regozijar pela celebração deste acordo entre o Governo e o Município, que vai permitir requalificar e modernizar uma das escolas mais emblemáticas da cidade", até porque, em 2011, referiu, o "projeto foi suspenso pelo anterior Governo". Neste contexto, salientou, vive-se um "clima favorável à descentralização".
Opinião divergente manifestou a deputada da CDU, Joana Rodrigues, que lembrou ser necessário continuar a "pressionar a Administração Central a cumprir com as suas responsabilidades", lamentando a condução deste processo por parte dos governos do PSD e PS, que não assumiram uma obra que seria sua, alijando o ónus da empreitada para a autarquia. A propósito, alertou também para a "necessidade de reabilitação da Escola Profissional Infante D. Henrique", uma "entidade formadora de confiança, com características únicas".
Por seu turno, da bancada parlamentar do PSD, Francisco Carrapatoso quis "recordar os factos", dizendo que o projeto apresentado pelo PS era "megalómano" e que se tratava de uma "manifesta ousadia vir agora reclamar os louros". Além do mais, lembrou que o investimento será dividido em partes iguais entre Estado central e Município.
Do movimento independente Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido, André Noronha afirmou que houve um "Governo trapalhão que calçou uma bota que não lhe cabia e que a Câmara do Porto descalçou" e que "agora aparecem todos a perfilhar um filho que não é seu". Isto porque, como explicou, o Município viu-se obrigado a assumir uma obra que não era sua, porque só assim seria desbloqueada a verba para a obtenção de fundos comunitários (sabendo-se que o anterior Governo fez a inscrição da obra em nome da autarquia, sem o seu conhecimento).
Face a esta explicação, declarou: "Regozijemo-nos sim, porque foi a Câmara do Porto que resolveu o problema". 
Bebiana Cunha, em representação do PAN, congratulou-se pela requalificação do liceu Alexandre Herculano, mas avisou que estará atenta para que "que não se permita um arboricídio" decorrente da intervenção.
Pela parte do Bloco de Esquerda, Pedro Lourenço recordou as palavras de Rui Moreira,aquando da assinatura do acordo, referindo que se revê nelas: "Este momento não é o da celebração. Sê-lo-á quando as obras ficarem concluídas".
Embora também tenha confirmado que a sua força política era favorável ao acordo, entendeu que a solução agora encontrada não pode justificar da parte do Governo uma "desresponsabilização nesta matéria". 
Em representação do presidente da Câmara que, pela primeira vez em dois mandatos, esteve ausente numa Assembleia Municipal (para participar na cimeira sobre descentralização), o vice-presidente, Filipe Araújo, lembrou que o primeiro projeto de requalificação para o liceu Alexandre Herculano era, de facto, "demasiado ambicioso", sendo que também entendia que não avançou depois "devido à situação de crise".
No entanto, salientou que não aceitava a crítica de que a autarquia poderia ter tido um papel mais célere, quando "sempre se ocupou em levar o processo a bom porto". Aliás, acrescentou, "para chegar ao ponto que hoje aqui estamos a discutir, comprometendo a Câmara do Porto até meios financeiros".



Publicado por Tovi às 10:16
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018
Os “malabarismos” da CDU na A.M.Porto

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Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto de ontem, 7 de Fevereiro de 2018, cujo ponto único era “As pessoas com deficiência e a sua Provedoria” e que tinha sido solicitada pelo PS, logo durante a chamada dei conta que no grupo municipal da CDU estava uma cara nova e que verifiquei na altura ser o 30º membro da lista de candidatos desta coligação política. Como a CDU só tem três deputados na A.M.Porto e como não gosto de ficar sem entender as coisas, sendo que se me explicarem eu percebo tudo, solicitei o seguinte pedido de esclarecimento à mesa:

“Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Durante a chamada verifiquei, creio não estar enganado, que um dos deputados da CDU aqui presente não se encontra na lista de efectivos de candidatos desta coligação. Queira Vossa Excelência fazer o favor de me esclarecer.
Muito obrigado.”

O Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Porto informou ter recebido efectivamente pedidos de substituição por parte de VINTE E SETE deputados da CDU evocando motivos inadiáveis, o que lhe parecia estranho e tendo até dúvidas da sua legalidade, pelo que pediu um parecer aos serviços jurídicos da Câmara. No entanto e porque “in dubio pro…“ deu as boas-vindas ao Senhor Deputado.

Eu fiquei esclarecido… mais do que esclarecido.

 

   Comunicado da Associação Cívica “Porto, o nosso Movimento”

Movimento independente pede à CDU esclarecimentos sobre 26 substituições de deputados

Os deputados do Movimento Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido, tomaram ontem conhecimento, durante a sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto, de um aparente inédito expediente, que não dignifica os órgão autárquicos nem os partidos políticos.
Com efeito, estando legalmente admitida a substituição pontual de eleitos pelo seguinte na Lista, quando excepcionalmente e por motivo inadiável não puderem comparecer nas sessões, não há memória de que, numa mesma sessão, 26 candidatos tenham pedido a sua substituição, indo ao ponto de chamar o 30º da lista (suplente), quando a CDU elegeu apenas 3 deputados, sendo esse 30º da Lista o Candidato que o Líder do Grupo Municipal da CDU informou que iria estar presente, mesmo antes de os demais terem pedido a sua substituição.
O relato dos factos feito pelo Presidente da Assembleia Municipal, quando interpelado sobre o assunto por um deputado, remete este caso para o livro dos recordes e anedotário da política autárquica, tanto mais que, segundo foi então informado, houve muitos deputados a pedirem a sua substituição antes mesmo de serem convocados, invocando todos o mesmo motivo: “razões inadiáveis”.
A CDU é uma coligação que integra o PCP, partido institucionalista e com tradição parlamentar e autárquica que merece todo o respeito aos eleitos do nosso movimento. Mas não explicou, até ao momento, os motivos “inadiáveis” que estiveram na origem das faltas e dos pedidos sistemáticos de substituição de 26 candidatos a deputados.
O Grupo Municipal Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido e a associação cívica Porto, o Nosso Movimento, entendem que este caso deveria ser devidamente esclarecido pela CDU em nome da transparência e de dignificação da política e do órgão Assembleia Municipal, independentemente das eventuais questões regimentais e legais que possam, eventualmente, estar em causa e que o movimento entende, por ora, não levantar.

 

   Expresso, 14h14 de hoje

Os deputados do Movimento Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido pretendem que os eleitos da bancada da CDU expliquem a razão do inusitado pedito de substituição de 26 candidatos da sua lista de deputados, feito durante a sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto realizada esta quarta-feira. Em comunicado, os deputados do movimento independente referem que “um aparente inédito expediente não dignifica os órgãos autárquicos nem os partidos políticos”.
Apesar de os independentes admitirem que o pedido de substituição pontual dos eleitos pelos elementos seguintes da lista está legalmente prevista, “quando excecionalmente e por motivo inadiável não puderem comparecer nas sessões”, referem que não há memória de, numa mesma sessão, 26 candidatos terem pedido escusa, “indo ao ponto de chamar o 30.º da lista (suplente)“.

No comunidado, os eleitos do movimento de Rui Moreira defendem ser ainda invulgar que a CDU, que elegeu apenas três deputados, tenha susbtituído os ausentes pelo 30.º da lista (Bruno Valentim), candidato que o líder do Grupo Municipal da CDU, Rui Sá, “informou que iria estar presente” mesmo antes de os demais terem pedido a sua substituição”.
Contactado pelo Expresso, Rui Sá afirma que o movimento de Rui Moreira está a tentar transformar num “caso algo que não é caso algum”, sustentando que a figura da substituição está legalmente consagrada, “não sendo sequer necessário invocar o motivo quando a ausência é inferior a 30 dias”.
Rui Sá adianta que a escusa foi pontual e que a deputada Joana Rodrigues, “que quarta-feira não pôde estar presente", irá à próxima reunião da Assembleia Municipal, agendada para 27 de fevereiro. “Os motivos de susbtituição podem ser de saúde, razões profissionais inadiáveis ou até de ordem pessoal, mas sendo a ausência pontual os deputados não têm de prestar esclarecimento”.
De acordo com os independentes, o relato dos factos feito pelo Presidente da Assembleia Municipal (Miguel Pereira Leite), “quando interpelado sobre o assunto por um deputado, remete este caso para o livro dos recordes e anedotário da política autárquica, tanto mais que, segundo foi então informado, houve muitos deputados a pedirem a sua substituição antes mesmo de serem convocados, invocando todos o mesmo motivo: razões inadiáveis”.
No documento, é ainda referido que a CDU é uma coligação que integra o PCP, “partido institucionalista e com tradição parlamentar e autárquica que merece todo o respeito aos eleitos do movimento”, lamentado os eleitos independentes que a CDU não tenha explicado,até ao momento os motivos “inadiáveis” dos pedidos de substituição dos 26 candidatos a deputados.
O Grupo Municipal Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido e a recém-criada associação cívica Porto, o Nosso Movimento, entendem que este caso deveria ser devidamente esclarecido pela CDU “em nome da transparência e de dignificação da política e do órgão Assembleia Municipal”, independentemente das eventuais questões regimentais e legais que possam, eventualmente, estar em causa e que o movimento entende, por enquanto não levantar.
A questão central da reunião extraordiária desta quarta-feira foi a contestada decisão do executivo municipal de extinção da Provedoria Municipal do Cidadão com Deficiência, tendo o Expresso apurado que a CDU entendeu que o candidato mais habilitado a discutir o assunto seria Bruno Valentim, portador de deficiência motora e atleta paraolímpico.

 

   Comentários no Facebook

«Rui Lima» - Ainda existe a cdu Porto ? É tempo da reforma...

«Rodrigues Pereira» - São uns pândegos, estes tipos da CDU ;-)

«Be Maria Eugénia» - Só 27 ????? Quem diria !!!

«Gonçalo Moreira» - É a democracia que perde.

«Jorge Veiga» - Foram ver o FCP...

«Isabel Ponce de Leão» - Uma forma pouco digna de se servirem dos deficientes para fins políticos. Um circo em que ninguém saiu beneficiado. Uma exposição desnecessária e que nada tem de inclusivo. Não contava com isto da CDU.

«Raul Vaz Osorio» - Eu percebo. Os 27 são todos portadores de deficiências e como tal pediram escusa para não serem apanhados em nenhum conflito de interesses. Acho uma atitude de elevado sentido ético e acho lamentável que pessoas mal intencionadas a venham aqui manchar com insinuações e dúvidas! :P

«Mario Azevedo» - Será que este elemento da CDU não será o mais habilitado para discutir o Tema em análise? Não me digam que querem ir todos para a EDP substituir o Catroga e as suas "pentelhices"!

«David Ribeiro» - A qualidade do Senhor Deputado em questão não está de forma alguma posta em causa, até porque fez uma intervenção interessante, o que se critica é a forma que a CDU utilizou para o trazer à Assembleia. Um dos três deputados eleitos podia ter lido uma comunicação do referido senhor e assim evitavam que considerássemos tudo isto um "malabarismo" desta força política e um inaceitável aproveitamento mediático de um cidadão com mobilidade reduzida.



Publicado por Tovi às 14:14
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
AM aprova orçamento do Porto para 2018

#mno_dinheiro_moedas_01.jpgA Assembleia Municipal do Porto aprovou, ontem à noite, o orçamento para 2018, no valor de 257,4 milhões de euros. Os documentos previsionais de gestão para o próximo ano foram aprovados com 22 votos a favor, 6 contra e 17 abstenções.
Num debate em que intervieram todos os grupos municipais, a maioria da oposição classificou este orçamento como de "continuidade". Em representação do PS, Pedro Braga Carvalho explicou que o seu partido se absteve na votação porque o orçamento não traz nada de novo ou substancialmente diferente. CDU e BE votaram contra. A deputada do BE Susana Constante Pereira considerou o orçamento "poucochinho" para o Porto; o deputado comunista Rui Sá sustentou que não responde às necessidades das populações. Por seu turno, o social-democrata Luís Osório criticou o aumento da receita corrente e da despesa. Nas questões ambientais, a eleita pelo PAN, Bebiana Cunha, congratulou o Executivo de Rui Moreira pela sua preocupação pela sustentabilidade. Perante as críticas, o deputado do movimento "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido" André Noronha explicou que este orçamento é o "orçamento da formiga", de quem tem as contas em dia.
Coesão e Acção Social ou Economia e Desenvolvimento Social, bem como Cultura, são eixos considerados fundamentais num orçamento que, sob os princípios da sustentabilidade, se traduz em mais receita, mais investimento e numa aposta nos recursos humanos da polícia e dos bombeiros. Depois de quatro anos de forte redução de dívida e lançamento de projectos-âncora para a cidade, o Executivo prevê para 2018 mais 14,1 milhões de euros de investimento municipal. Só em habitação social, o investimento previsto é de 26,8 milhões de euros.



Publicado por Tovi às 15:12
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017
O Acesso à Habitação na Cidade do Porto

#mno_mesa_assembleia_municipal_04.jpg

A sessão extraordinária de ontem da Assembleia Municipal do Porto versou um assunto da máxima importância – O Acesso à Habitação na Cidade do Porto – solicitada pela CDU e posteriormente também com apresentação de propostas por parte do BE, tendo sido estas últimas liminarmente rejeitadas por serem tão sem nexo. As matérias apresentadas pela CDU tinham algumas delas muita razão de ser e por isso foram votadas favoravelmente por uma esmagadora maioria dos deputados municipais.

Para vossa reflexão deixo aqui algumas das informações prestadas pelo edil portuense:
A Câmara do Porto está, de uma forma transversal, fortemente empenhada neste tema e na resolução dos principais problemas que hoje encerra. Incluímos no nosso programa de governo local o tema habitação, em particular da habitação para a classe média, num eixo mais vasto a que chamamos “sustentabilidade” e que envolve os pelouros do urbanismo, espaço público, habitação económica, mas que se cruza também com o ambiente e com a mobilidade.
O Estado foi abandonando a sua política de habitação social, deixando praticamente sem investimento e sem apoio, não apenas os seus próprios inquilinos, como também as autarquias que estavam (e estão) a fazer avultados investimentos nos seus bairros sociais municipais.
De apoios que rondavam os 50% de investimento nesta área, as autarquias passaram a dispor de zero, o que é inaceitável e representa uma demissão do Estado central relativamente aquela que é uma das suas funções primordiais.
O resultado está à vista. No Porto há bairros pertencentes ao IHRU que se degradam e não conhecem reabilitação, paredes meias com a habitação municipal que se vai renovando e reabilitando, mantendo rendas mais baixas.

 

   Site oficial da Câmara Municipal do Porto

Assembleia Municipal exorta Governo a criar programa capaz de mitigar problemas na Habitação - 05-12-2017
A Assembleia Municipal do Porto exorta o Governo a apresentar um novo programa de financiamento de construção e reabilitação de habitações económicas e sociais, que inclua a componente dos espaços exteriores. 
Em reunião extraordinária realizada na segunda-feira à noite, convocada pela CDU para debater o acesso à habitação no Porto, os partidos foram unânimes em considerar a habitação um "problema da maior importância" que é preciso resolver "com urgência".
Para o deputado da CDU Artur Ribeiro, a situação constitui uma "enorme gravidade", sendo dever de todos procurar soluções. Na sua ótica, o turismo trouxe "inúmeros" benefícios à cidade, mas transformou também a reabilitação de prédios privados em espaços destinados a turistas.
Preocupado com a "especulação imobiliária", Artur Ribeiro vincou que não é competência da Câmara garantir o direito à habitação consagrado na Constituição, mas é seu dever garantir condições dignas a quem vive nas casas que fazem parte do seu património, mediante a reabilitação dos bairros e zonas adjacentes e construção de equipamentos sociais e de estacionamento.
Em resposta, o presidente da Câmara, Rui Moreira, lembrou que tem apostado numa política de habitação coerente. Recordou o investimento de 53 milhões de euros da autarquia neste domínio, nos últimos quatro anos, e assinalou o "contraste evidente" que hoje existe "entre o parque habitacional detido pelo Município e aquele que é detido pelo Estado central". O Executivo do Porto pretende continuar a intervenção nos bairros camarários, acudindo a novas prioridades, tais como o investimento no espaço público envolvente ou a conceção de "novas residências mais adequadas aos cidadãos seniores". Para o setor estão previstos, no orçamento de 2018, perto de 22,7 milhões de euros. 
Rui Moreira assinalou que, infelizmente, a habitação social há muito que passou de uma solução temporária para permanente. A Câmara disponibiliza anualmente entre 300 a 350 casas, mas são cerca de mil as famílias em lista de espera. A muita procura "já não resulta apenas de situações de declarada carência social", mas também por "não existir no mercado habitação disponível a um preço que seja compatível com o rendimento" das famílias.
O autarca sumariou a estratégia do seu Executivo, atenta também à classe média, e mencionou, a propósito, a sua intervenção na sessão pública de apresentação das propostas do Governo para o setor. Para a Autarquia, justifica-se a "promoção de habitação nas suas várias dimensões, que não apenas na sua forma social". Nesse sentido, é necessário um quadro legal "amigo da autonomia local, que lhe dê capacidade de intervir ao nível dos incentivos fiscais necessários e na edificabilidade".
Já a deputada do BE Susana Pereira afirmou que o "negócio está a matar a cidade". "Na Baixa há mais visitantes e turistas, mas muito menos habitantes", ressalvou. Na sua opinião, se a situação não se inverter o Porto tornar-se-á mais pequeno.
Apesar de fazer uma avaliação positiva do trabalho e investimento feito na Habitação, Patrícia Ferreira, do PS, entendeu que é necessário melhorar a gestão do parque habitacional municipal, repensar o centro histórico, requalificar as ilhas e desenvolver programas de apoio ao arrendamento.
A socialista afirmou que quase não há mercado de arrendamento no Porto, e salientou que a Câmara deve clarificar a estratégia nesta área.
Por seu lado, o deputado social-democrata Alberto Araújo considerou ser "muito cedo" para realizar uma assembleia dedicada a este tema.
Por seu turno, a deputada do PAN, Bebiana Cunha, advogou que se deve "ir mais além e sair do paradigma da habitação social para a habitação condigna para todas as pessoas". Defendeu também a aposta "na recuperação de edifícios", quer municipais quer privados, "premiando nos impostos municipais aqueles que o fizerem e fazendo acordos para rendas controladas".


Publicado por Tovi às 17:32
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Domingo, 1 de Outubro de 2017
Rui Moreira vence as Autárquicas no Porto

Rui Moreira Vitória 1Out2017 aa.jpg

Como era esperado Rui Moreira ganhou com maioria absoluta a Câmara Municipal do Porto e o seu movimento de independentes venceu também a Assembleia Municipal e sete das nove Juntas de Freguesia. Assim se mandou às urtigas os “Velhos do Restelo” que diziam “para Moreira esta campanha foi sempre a perder”. O PSD foi praticamente neutralizado (10,39%, elegendo um único vereador) e o PS (28,55% de votos), uma clara derrota de Manuel Pizarro, de Tiago Barbosa Ribeiro e dos senhores do Largo do Rato, apesar de ter conseguido eleger quatro vereadores, mais um que no mandato anterior. Os portuenses compreenderam bem o que foi a Cultura nesta cidade nos últimos quatro anos, o que foi o boom turístico e o que isso contribui para a recuperarão económica e social da Invicta, não esquecendo que o Bolhão, o Matadouro, o Terminal de Campanhã, o Museu da Cidade ou o Parque Oriental estão num caminho seguro.

Força Rui Moreira!... Os portuenses estão contigo

 

Convém não esquecer e por isso fica aqui, para memória futura, um gráfico com os resultados das autárquicas no Porto de 2009 e 2013, mais as sondagens e o resultado das Autárquicas2017.

Sondagens+Resultados 2017 aa.jpg



Publicado por Tovi às 23:50
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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Última sondagem

Sondagens evolucão 29Set2017 aa.jpg

Depois de termos conhecido hoje o último estudo de opinião feito pela Eurosondagem para o Expresso, a evolução das sondagens para as Autárquicas no Porto é a que se vê no gráfico, comparando sempre com os resultados das duas últimas eleições.



Publicado por Tovi às 09:59
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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Debate na SIC

SIC 5Set2017 aa.jpg

Do debate de ontem organizado pela SIC e transmitido do esplendoroso Salão Árabe do Palácio da Bolsa, sobressaíram para mim quatro coisas:
A tentativa de Manuel Pizarro de sair menos mal do “divórcio” com Rui Moreira;
O facto do BE e da CDU recusarem futuros acordos com Rui Moreira;
A notória impreparação política de Álvaro Almeida;
E assim deu para ver como irá ser a futura oposição à gestão camarária de Rui Moreira.

 

  Comentários no Facebook

«Mario Ferreira Dos Reis» - Notei que Pizarro tambem não falou mal e que teve alguma voz pelo norte e que não foi atacado pelo Rui Moreira ...

«David Ribeiro» - Pizarro sempre teve uma posição correcta no executivo camarário, o seu mal foi não ter tido coragem de bater o pé aos senhores do Largo do Rato que tão irritados ficaram por Rui Moreira não ter dado ao presidente da distrital socialista o segundo lugar nas listas para as Autárquicas.

«João Greno Brògueira» - Teria saído muito melhor na fotografia se tivesse tido a coragem de dizer não à máquina partidária. Assim as suas aparentes defesas dos interesses do Norte não deixam de soar a apenas palavras.

«Pedro Correia» - Continuo a achar que a Ana Catarina Mendes tinha feito melhor se tivesse ficado calada... e melhor tinha feito o Pizarro se lhe tivesse sabido fazer frente...

«Ze De Baião» - Eu julgava que também era bom para a Cidade e para o Norte ter a influência de Manuel Pizarro Manuel Pizarro junto do Primeiro Ministro de Portugal. Mas devo ser só eu a ver essa relevância. É que quando é necessário reivindicar algo para a Cidade e para o Norte, também dá muito jeito ter gente influente e credível do norte nas organizações partidárias e no Governo. Veja-se que os socialistas do norte foram dos primeiros a reivindicar a possibilidade de candidatura à Agência Europeia do Medicamente. Entre outras reivindicações mais e menos visíveis, que se fazem.

«Henrique Camões» - Eu não quero acreditar que li isto. Então o governo não deve igual tratamento a todas os autarcas e a todas as autarquias? Então o facto de ser da cor dá privilégios? Todos sabemos que assim é mas isto dito assim com este à vontade soa mal.

«David Ribeiro» - Essa dos socialistas do norte terem sido dos primeiros a reivindicar a possibilidade de candidatura à Agência Europeia do Medicamento até tem piada. Até já esqueceram qual foi a votação no Parlamento.

«Maria Gabriela Rafael» - O Rui Moreira deveria ter dado o 2 lugar da lista ao Manuel Pizarro.

«David Ribeiro» - Rui Moreira ofereceu-lhe, e Pizarro aceitou, o terceiro lugar, pois tinha outra personalidade em vista para a vice-presidência da Câmara. O problema aconteceu quando a malta do Largo do Rato "obrigou" Pizarro a voltar com a palavra atrás.

«Maria Gabriela Rafael» - Está tudo bem mas logo no início o segundo lugar deveria ter sido para o Pizarro.

«Pedro Correia» - Se fosse uma coligação até entenderia o segundo lugar para o Pizarro... mas como não é... O importante aqui é que Lisboa tentou meter a foice em seara alheia e quando assim é dá "pessegada"!!!



Publicado por Tovi às 08:53
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Marasmo… sabem o que é?

Ilda Figueiredo 25Ago2017 aa.jpg

Sou mesmo totó…

Julgava eu que MARASMO queria dizer: Magreza e fraqueza extremas; Apatia, indiferença por tudo; Melancolia.



Publicado por Tovi às 21:27
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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – Candidatos

Camara Municipal do Porto aa.JPG

Para a corrida eleitoral à Câmara Municipal do Porto entregaram a documentação necessária os seguintes partidos e movimentos de cidadãos, aguardando-se ainda a correspondente aceitação/validação pelo Tribunal competente:

PPD/PSD-PPM;
PS;
PCP/PEV;
BE;
PAN;
PTP;
PNR;
Cidadania e Democracia Cristã;
Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido;
Porto, de Alma e Coração.



Publicado por Tovi às 08:24
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – Eurosondagem Jul2017

Autárquicas Jul2017.jpg

 Rui Moreira a caminha da maioria absoluta.
 Partido Socialista mantém praticamente os valores de 2013.
 PSD em queda abruta.
 Comunistas sobem um poucochinho.
 Bloquistas na mesma… mas assim não chegam a eleger um único vereador.

Eu sei que sondagens são sondagens e que importante é o papelinho “botado” na caixinha, mas como não temos o dão da adivinhação, ficamo-nos pelas sondagens.



Publicado por Tovi às 11:52
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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017
Uma vergonha… na cidade do Porto

25Jul2017 aa.jpg

Como é que é possível que a CDU e BE tenham a distinta “lata” de se apresentarem a eleições quando é assim que tratam a Cidade? 



Publicado por Tovi às 22:32
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Sábado, 20 de Maio de 2017
Primeira sondagem sobre as Autárquicas no Porto

20Mai2017 aa.jpg

Rui Moreira (Indep.) – 44,8% - 6/7 mandatos
Manuel Pizarro (PS) – 22,2% - 3 mandatos
Álvaro Almeida (PSD) – 15,1% - 2 mandatos
Ilda Figueiredo (CDU) – 6,9% - 1 mandato
João Semedo (BE) – 6% - 0/1 mandato

Atendendo à “badalhoquice” do início desta campanha eleitoral até me parece que os 5,6 pontos percentuais que Rui Moreira tem nesta sondagem acima do resultado das últimas eleições autárquicas são um bom prenúncio para uma maioria absoluta. Mas há que trabalhar que os votos não caem do céu. As autárquicas no Porto são (vão ser) as mais renhidas da próxima consulta eleitoral, sendo por isso normal que se tornem as mais mediáticas e consequentemente alvo das mais variadas sondagens… que, todos sabemos, por vezes são ao gosto dos “clientes”. A Eurosondagem tem no entanto créditos de seriedade e bom trabalho nesta área.



Publicado por Tovi às 08:38
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