"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 16 de Março de 2017
CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes

Escreveu Rui Moreira no Facebook... com a frontalidade a que já nos habituou:

 

rui moreira.jpg  Caixa Geral de Depósitos
Disse-o no "Bloco Central" da TSF, repito-o agora, a CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes.
Hoje digo mais, num cenário em que se irão encerrar balcões, promover despedimentos, reduzir o Banco de nós todos a uma caríssima irrelevância: a CGD é o condicionamento industrial do regime.
Creio que todos nós deveríamos ter direito a saber:
1/ quais foram as operações de crédito que resultaram em perdas e incumprimentos superiores a €10M.
2/ quem foram os beneficiários que fizeram "default".
3/ quem fez a avaliacão do risco de crédito.
4/ quais os relatórios técnicos de suporte.
Aos meus amigos, de direita e de esquerda, direi apenas, e respectivamente, que quero perceber de que forma estes critérios alteraram o princípio da sã concorrência que é a essência da economia de mercado, e quero combater o populismo que resultará de uma política de avestruz.
Sim, nós temos o direito de saber. Porque vamos pagar.
A existência de um banco público exige que ele esteja sujeito a escrutínio. O banco, quem o administra, quem avalia o risco na concessão de crédito, quem dele beneficia. E não me venham, por favor, invocar questões de sigílo. Afinal, qualquer contribuinte sujeita-se, hoje, a um severo escrutínio. Porque devemos, então, aceitar que quem não cumpre, e quem os ajudou, escape a idêntico escrutínio?
Se o fisco publica a lista dos incumpridores, não se entende que o mesmo não seja feito neste caso.



Publicado por Tovi às 08:37
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
Centeno vs Domingues – “histórias” da CGD

Então é assim… o que eu penso sobre esta “telenovela”:

16Fev2017 aa.png

Centeno não me parece um mau Ministro das Finanças… Centeno até tem chegado a valores interessantes no que á política nacional diz respeito… Mas Centeno não sabe lidar com “os outros”, sejam eles oposição ou os simples e anónimos cidadãos, a quem já não restam grandes dúvidas do que aconteceu na mais recente “telenovela” da CGD. E ser sério não chega a um membro do Governo… é necessário parecê-lo. E uma outra coisa é certa: António Domingues não é "tolinho".

Já agora: Marcelo Rebelo de Sousa, ao que parece muito bem informado de tudo o que se passou, assumiu uma atitude “de Estado” o que para mim só lhe fica bem. Esperemos que no futuro e em todos as “telenovelas” que venham a aparecer, a atitude do Presidente da República seja sempre em favor do maior interesse Nacional.



Publicado por Tovi às 08:46
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017
António Domingues deixa definitivamente a CGD

António Domingues CGD.jpg

Estive ontem a ver e a ouvir com a maior atenção na televisão a audição de António Domingues na Comissão Parlamente de Orçamento e Finanças da AR e cada vez mais estou convencido que perdemos uma rara oportunidade de ter à frente do banco do Estado um profissional competente, além de que o Ministro das Finanças deste Governo dá mais uma vez a ideia que não sabe negociar e “esconde” de todos os seus colaboradores as suas intenções.

 

  O que disse António Domingues na AR

- O que fez com que me tivesse demitido? Muito simples, eu ia ficar sem equipa. Dos onze membros do Conselho de Administração demitiram-se sete, e se considerar o Conselho Fiscal em quinze demitiram-se nove. Eu sem equipa teria dificuldade em gerir a Caixa.

- Uma das primeiras responsabilidades do gestor de uma empresa é saber se tem condições para a gerir e eu, no meu melhor juízo, entendi que não tinha condições para o fazer.

- Quando me perguntaram se eu estava zangado eu disse, como se recorda, ‘pelo amor de deus’, porque o acionista tem direito de tomar decisões e de mudar de opinião. Respeito isso, mas eu tenho direito de me bater pela minha opinião, os meus objetivos e as minhas responsabilidades.

- Quando se trabalha num banco, seja ele qual for, são publicados todos os anos nos relatórios os rendimentos e os meus, quem quiser vê-los, estão no BPI. O que faço com os meus rendimentos e o meu património já é da minha esfera pessoal, não vejo que haja ou houvesse necessidade de regras específicas para a Caixa para controlar a minha vida pessoal.

- Estimamos que a Caixa precisa de reduzir 2.200 pessoas.

- Gerir não é gerir para os dias de sol, mas para os riscos que existem.

 

  Comentários no Facebook

«José Camilo» - Também fiquei com essa impressão.

«Jota Caeiro» - os técnicos, os bons técnicos, foram uma vez mais trucidados pelos experientes e experimentadíssimos políticos de merda (veja-se quem acabou por ficar na presidência da CGD!). este, como o próprio ministro que tem desempenhado de forma quase irrepreensível a sua técnica tarefa, foram surpreendidos pelos golpes dos políticos mais sinistros habituadíssimos aos enchumaços da Portuguêza. não tenho duvida quase nenhuma de que este Domingues, vindo de uma das esquerdas 'mais profundas', desempenharia o seu papel social à frente do maior banco português: e isso a ladroagem do regime não permite...

«José Camilo» - E, sinceramente, estou-me perfeitamente a marimbar para o que o homem possui ou não. Divulgar isso para além a quem de direito é colocar, provavelmente, a sua vida em risco. Ontem, alguém viu a sua casa assaltada e ficar sem 10 milhões de euros (dinheiro ou valores). Quem é? Sinceramente não me interessa e apenas o aconselho a ter mais cuidado aonda coloca os seus haveres (compreendendo que uma boa pintura terá de estar numa parede).

«Duarte Leal» - Também vi e fiquei com a mesma impressão. O BPI é um banco com futuro. Boa escola. Tudo o resto é política.

«Ricardo Nuno» - este é o mesmo q foi responsavel por afundar o BPI com a aposta desmesurada no C habt . Obviamente sem perfil para a CGD . Responsavel de cargo publico q tenha problemas em expor o seu patrimonio e rendimento nao o pode ser , parece me basico qd se trata de gerir algo que pertence a uma comunidade . Na Suecia é assim desde o sec 18 e nao me parece que por lá seja um problema ...

«Paulo Santos da Cunha» - Falando claro e para que a culpa não morra solteira e os bois sejam chamados pelo seu nome: O PSD e o CDS e a seu reboque um excitado e folclórico BE, depois de Marques Mendes ter levantado a “lebre” na SIC, iniciaram uma autêntica chicana contra o governo e António Domingues pelo facto de a nova lei ter isentado os gestores de apresentarem a citada declaração. A partir daí, esses três partidos, aprovaram legislação que repõe essa obrigação aos gestores da Caixa. E sendo assim, essa alteração mudou o contexto em que Domingues aceitara dirigir a CGD. É bom que se refira que, o governo nada pode fazer contra uma lei aprovada pela Assembleia da República. Leia-se o texto da Lei fundamental. Ponto!

«João Simões» - Foi uma boa escolha destruída por quem quer descredibilizar a cgd com outros objetivos.

«David Ribeiro» - Também tenho a impressão que o que acaba de dizer tem razão de ser, João Simões ...mas o Ministro das Finanças devia ter desmascarado a marosca em devido tempo.

«João Simões» - Perdeu se uma oportunidade de dar uma gestão totalmente independente e profissional à cgd.

«David Ribeiro» - O tempo vai acabar por dar razão a António Domingues… mas depois é capaz de já ser tarde e ir-nos custar muito dinheirinho.



Publicado por Tovi às 09:11
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