"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2023
Uma nova corrida ao armamento

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  Vladimir Putin garantiu que a Rússia está a produzir tantos mísseis antiaéreos como todos os países do mundo juntos, em resposta à alegada escassez de munições no Exército russo.

  O New York Times divulgou esta terça-feira [24fev2023] que o Pentágono está empenhado numa corrida para aumentar a sua produção de ‘rockets’ de artilharia em 500% nos próximos dois anos, promovendo níveis de fabrico de munições para registos semelhantes aos da Guerra da Coreia (1950- 1953).

   “É evidente que estamos a assistir a uma tendência de rearmamento a nível mundial, estamos a assistir não à redução, mas ao aumento das despesas militares. E esse é mais um fator que está a limitar a capacidade de apoiar financeiramente os países em desenvolvimento, e espero que esta moda possa terminar em breve”, afirmou António Guterres após reunir-se no Mindelo, ilha de São Vicente, com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, no sábado 21jan2023.

  De um lado Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, do outro a China e a Rússia, pelo meio a Coreia do Norte e Taiwan. Com cada um a querer estar um passo à frente dos outros, todos são apanhados num círculo vicioso que está a girar fora de controlo. É uma corrida ao armamento maior do que tudo o que a Ásia alguma vez viu – três grandes potências nucleares e uma em rápido desenvolvimento, as três maiores economias do mundo e alianças de décadas, todas a lutar por uma vantagem em algumas das áreas terrestres e marítimas mais disputadas do mundo.



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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2022
Rússia lança nova vaga de ataques na Ucrânia

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As tropas russas lançaram, esta segunda-feira, uma outra vaga de ataques a várias regiões da Ucrânia, informaram as autoridades ucranianas.  Entre as regiões afetadas estão Zaporijia, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava. Os ataques, dizem ainda as Forças Armadas da Ucrânia, visam infraestruturas energéticas do país, acreditando que irão existir novos cortes de eletricidade, numa altura em que as temperaturas no país estão a descer.  Ainda hoje, a Ukrenergo, operadora estatal de eletricidade ucraniana, informou  que o país registou um novo corte geral no fornecimento de eletricidade no contexto de uma situação que "permanece complicada". 

 
   Sobre a imposição da UE de um teto ao preço do petróleo russo

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O Ministério das Relações Exteriores da China disse que Pequim continuará a sua cooperação energética com Moscovo com base no respeito e benefício mútuo, após o acordo da União Europeia em impor um teto de preço às exportações de petróleo da Rússia.  A China aumentou este ano as suas compras de blends de petróleo dos Urais da Rússia, que agora são negociadas com um grande desconto em relação ao Brent, a referência global.

 

  Embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu dois envelopes suspeitos
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A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu hoje à tarde dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP - que se deslocou ao local com meios da Unidade Especial de Polícia, disse à Lusa fonte policial. A embaixada da Ucrânia em Lisboa confirmou à Lusa que chamou a Polícia de Segurança Pública depois de ter identificado “correspondência suspeita”. Segundo a mesma fonte policial, o alerta foi dado cerca das 15h00 e pelas 17h00 estavam no local equipas da Unidade Especial de Polícia, nomeadamente do Centro de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança Subsolo, para despiste dos envelopes suspeitos. O trânsito na Avenida das Descobertas, onde se encontram várias embaixadas, está cortado e no local estão meios da PSP a garantir perímetro de segurança. As "características suspeitas" da correspondência, que o atual protocolo de segurança da embaixada determina que não podem ser aceites, tinham a ver com "o formato e o remetente", adiantou a fonte da Embaixada. "O pessoal viu imediatamente que [a correspondência] era suspeita, alertou a polícia e o carteiro acabou por ficar retido" nas instalações da missão diplomática, onde ainda se encontram ainda agentes policiais "em grande número", disse a mesma fonte.
Por volta das 18h30 a 
PSP informou não ter encontrado qualquer engenho explosivo nos envelopes suspeitos que chegaram à embaixada da Ucrânia em Lisboa.



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Domingo, 4 de Dezembro de 2022
A "queda" de Putin... e o preço do petróleo russo

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  Disse-me uma amiga minha, prima da cunhada da cabeleireira de uma empregada do palácio onde vive Vladimir Putin, que a funcionária que tinha encerado as escadas naquele dia, já está detida para averiguações.

  O que se tem dito sobre a saúde de Putin
4ee76d886bb3f75115000047.jpgA investigação mais aprofundada sobre a saúde de Putin foi publicada em abril deste ano pelo site de notícias russo Proekt, que usou dados de código aberto para concluir que as viagens do presidente à cidade turística de Sochi, no sul, foram sincronizadas com as de um grande número de médicos, incluindo o especialista de cancro na tiroide Yevgeny Selivanov, cujas visitas a Sochi frequentemente coincidiam com as súbitas ausências de Putin dos olhos do público nos últimos anos. Alega-se que um dos métodos usados por Putin para garantir a longevidade foram os banhos em sangue extraído de chifres de veado na Sibéria, método recomendado pelo seu amigo ministro de Defesa Sergei Shoigu, que é natural daquela região. O semanário francês Paris Match disse em junho deste ano que nas visitas à Arábia Saudita, em 2019, e à França, em 2017, Putin era acompanhado por uma equipa sempre que ia à casa de banho para guardar as suas secreções de forma a que nenhuma potência estrangeira pudesse analisar medicamente as suas fezes e urina. Já a publicação norte-americana Newsweek avançou em junho passado que Putin se tinha submetido a um tratamento para cancro avançado em abril. E o chefe da inteligência militar da Ucrânia, major-general Kyrylo Budanov, em entrevista em meados de maio à Sky News, afirmou, sem provas demonstradas, que Putin sofria de um cancro. O site Proekt também alegou que o Kremlin montou um escritório falso em Sochi, que pretendia parecer-se com a sua residência no subúrbio de Moscovo, para fazer parecer, nas imagens difundidas, que ele estava a trabalhar na capital russa em vez de descansar no resort do Mar Negro.
O Kremlin, através do porta-voz de Putin, Dmity Peskov, negou veementemente todas as alegações de que o presidente está a sofrer algum problema de saúde grave. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, deu uma declaração altamente incomum numa entrevista ao canal de televisão francês TF1, no final de maio, para negar que Putin esteja doente, afirmando: "Eu não acho que as pessoas possam ver sinais de algum tipo de doença ou doença num líder que aparece em público todos os dias". Em recentes aparições públicas, incluindo o Fórum Económico em São Petersburgo, um fórum sobre Pedro, o Grande e uma reunião com o presidente do Turcomenistão Serdar Berdymukhamedov, Putin também não mostrou nenhum sinal de fragilidade física.

 


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Se bem entendi a União Europeia, o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e a Austrália, ao estabelecerem um teto máximo para o preço do petróleo russo em 60 dólares (cerca de 57 euros) por barril, estão a dizer que vamos passar a comprar o "ouro negro" a quem o vende mais caro. E quanto será esse "mais caro"?... E quem são os potenciais novos vendedores?

  
Jorge Veigaos vendedores são os que vão comprar por 60 dolares o barril de petroleo russo. lol e vende-se por 80 ou 90! Bom negócio.
Isabel Gentil QuinaNão entendo o porquê desta guerra … desta matança cega 😎  Razões e interesses ?? A UE está se a endividar e depois? Uma falência de estados e nações
Antero FilgueirasOnde é que o amigo fez o curso de economia? Perdendo o cliente UE a quem é que a Rússia vai vender o petróleo excedente para alimentar a sua facínora máquina de guerra. Ou seja, você acha que o mais saudável é continuar a dar sangue ao vampiro?! Pois!!!!
David RibeiroMeu caro Antero Filgueiras, enquanto houver outros compradores - China e Índia - o impacto do limite do preço do petróleo russo transportado por via marítima (o único que está em causa nestas sanções), é diminuto.

 

  O que está em causa neste teto máximo do preço do petróleo russo
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Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE) as exportações russas para a UE foram de 1,5 milhão de barris por dia em outubro, dos quais 1,1 milhão de barris por dia serão interrompidos quando a proibição da União Europeia, G7 e Austrália, entrar em vigor em 5 de dezembro. Não esquecer que o petróleo que está em causa é unicamente o petróleo russo transportado por via marítima.



Publicado por Tovi às 07:45
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2022
Vem aí o General Inverno

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Com os meses frios a aproximarem-se é muito provável uma desaceleração dos combates terrestres, mas um outro potencial pico de intensidade bélica paira sobre a Ucrânia. Na última semana uma onda de mísseis, ‘rockets’ e drones atingiu dezenas de locais em toda o país - Kiev, Lviv, Dnipro, Zaporíjia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr foram alguns dos alvos do exército russo - a centenas de quilómetros das linhas da frente no leste e a sul. E deverá ser este o “modus operandi” das tropas de Putin até ao Natal.

 

 


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Tenho um amigo chinês que vende de tudo... se estiverem interessados mandem-me mensagem privada.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-16 180321.jpgNas últimas horas deste domingo [16out2022] as forças russas atacaram mais de 30 cidades e vilarejos em toda a Ucrânia, lançando cinco mísseis e 23 ataques aéreos, mais perto de 60 ataques com roquetes, disse o Estado Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Em resposta, as forças aéreas da Ucrânia realizaram 32 ataques, atingindo 24 alvos russos. Os combates foram particularmente intensos neste fim de semana nas províncias orientais de Donetsk e Luhansk, e na estrategicamente importante província de Kherson, no sul, três das quatro províncias que Putin proclamou como parte da Rússia no mês passado.

 

  
4265.jpgAs autoridades da China e do Egito pediram hoje aos cidadãos destes países para que deixem imediatamente a Ucrânia devido ao perigo que representa a guerra no país. Tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como a Embaixada da China em Kiev pediram aos cidadãos chineses na Ucrânia para que “melhorem as precauções de segurança e de saída”, segundo um comunicado, citado pelo jornal oficial chinês Global Times, que avança que a embaixada vai ajudar a organizar a retirada de pessoas necessitadas. As autoridades chinesas reconheceram o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia contra a invasão russa, mas defendem meios diplomáticos para pôr fim ao conflito, enquanto acusam os Estados Unidos de supostamente provocarem Moscovo para iniciar uma guerra em larga escala. Também a Embaixada do Egito na Ucrânia publicou um alerta aos seus cidadãos para que deixem o país com efeito imediato. O jornal Egypt Today refere que diplomatas egípcios pediram também aos cidadãos do Egito para que tenham "o máximo de cautela durante a sua partida e fiquem longe de áreas perigosas". Nas últimas horas, a Embaixada da Sérvia na Ucrânia fechou temporariamente por motivos de segurança, segundo uma mensagem publicada na página da internet da missão diplomática. "A equipa diplomática continuará a trabalhar desde Belgrado até que se cumpram as condições para regressar à Ucrânia", refere a mensagem. (Agência Lusa - 16out2022)

 

  CNN Portugal - 17out2022 às 06h14
Captura de ecrã 2022-10-17 082942.jpgPelo menos cinco explosões abalaram esta manhã o centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo presidente da câmara da capital ucraniana, que adiantou que a explosão no distrito de Shevchenkiv causou um incêndio num prédio não residencial no distrito de Shevchenko. Vários prédios residenciais foram danificados. "Explosão no distrito de Shevchenkiv, centro da capital. Todos os serviços seguem no local. O alerta continuam. Fiquem nos abrigos", escreveu Vitali Klitschko no Telegram, antes de anunciar que aconteceram duas novas explosões. A cidade foi alvo de ataques com drones kamikaze e vários edifícios residenciais foram atingidos. Os ataques de hoje aconteceram exatamente uma semana depois de vários mísseis terem atingido o centro de Kiev e terem provocado um cenário de destruição. A pouco mais de 300 quilómetros, em Sumy, vários mísseis atingiram esta madrugada a região. A informação foi divulgada pelo chefe da administração regional de Sumy, que revela que há vítimas na sequência do ataque. Também a região de Dnipro foi atacada, de acordo com o governador local, sendo que os mísseis causaram um grande incêndio em várias infraestruturas energéticas.

 

  Al Jazeera - 17out2022
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05h33 GMT - Several explosions rock central Kyiv district.
06h41 GMT - Intense fighting rages in Ukraine’s Donbas, Kherson. Kyiv attacked by ‘kamikaze drones’.
07h08 GMT - Zaporizhzhia nuclear plant disconnected from power grid after shelling.
07h56 GMT - Drones hit sunflower oil terminal in Ukraine’s Mykolaiv.
09h20 GMT - 
Russian strikes knock out electricity across Ukraine, says PM.
09h55 GMT - Russia hit ‘all designated targets’, says Russia’s defence ministry.



Publicado por Tovi às 07:47
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Sábado, 1 de Outubro de 2022
Anexação russa de quatro províncias ucranianas

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Como era de esperar a proclamação por Vladimir Putin da anexação de quatro províncias ucranianas parcialmente ocupadas durante a escalada da invasão da Ucrânia pelas tropas do Kremlin - Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia – e que ontem [sexta-feira 30set2022] foram formalmente declaradas parte da Rússia, ditou o início de uma nova fase deste conflito.

A Ucrânia já afirmou que as suas tropas continuarão a libertar o seu território ocupado pela Rússia e que “nada muda” após esta proclamação de anexação.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse: “A anexação ilegal proclamada por Putin não mudará nada. Todos os territórios ocupados ilegalmente por invasores russos são terras ucranianas e sempre farão parte desta nação soberana”, acrescentando que a comissão estava a propor “um novo pacote de sanções mordazes contra a Rússia”.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, tornou público que as ações recentes da Rússia constituem a escalada mais séria desta guerra de sete meses. “Putin mobilizou centenas de milhares de soldados, comprometidos em irresponsáveis ​​armas nucleares e agora anexou ilegalmente mais território ucraniano. Tudo junto, isto representa a escalada mais séria desde o início da guerra”, disse Stoltenberg à comunicação social. Segundo afirmou a NATO voltou a reafirmar o seu “apoio inabalável” à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia, e não seria impedida de apoiar o país na defesa contra a Rússia.
Disse o presidente Joe Biden: “Não se enganem: estas ações não têm legitimidade. Os Estados Unidos sempre honrarão as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia”, acrescentando que seu país “reunirá a comunidade internacional para denunciar esses movimentos e responsabilizar a Rússia”.

Ou seja... temos guerra para uns tempos e com as posições dos dois lados das barricadas cada vez mais estremadas.
 
  
Albertino Amaral
Não imagino como e quando isto irá terminar......
Vale Dos Princípes
Na 2.ª já sobe os valores dos combustíveis
 
 


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Como era de esperar a Rússia usou o seu veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas para rejeitar um projeto de resolução que buscava condenar as suas anexações do território ucraniano. E até os amigos íntimos de Moscovo, China e Índia, juntamente com Gabão e Brasil, preferiram abster-se em vez de votar contra a resolução que condenava as últimas ações do Kremlin na Ucrânia.


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Em comunicado o embaixador de Pequim na ONU, Zhang Jun, disse que, embora “a soberania e a integridade territorial de todos os países devam ser salvaguardadas”, as “legítimas preocupações de segurança” dos países também devem ser levadas a sério. “Ao longo de sete meses de crise na Ucrânia, a crise e seus efeitos colaterais tiveram uma ampla gama de impactos negativos. A perspectiva de uma crise prolongada e ampliada também é preocupante. A China está profundamente preocupada com essa perspectiva”.




Quarta-feira, 7 de Setembro de 2022
E o inverno está à porta

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A Europa é o maior importador de gás natural do mundo. Em 2021, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Itália e França consumiram três quartos das 10.073 terrawatt-hora (TWh) de energia a partir do gás. Vários países da União Europeia anunciaram medidas de emergência multibilionárias para combater o impacto do aumento dos preços da energia após a guerra da Rússia na Ucrânia. No domingo passado [4set2022], o chanceler alemão Olaf Scholz anunciou um plano de US$ 65 mil milhões para ajudar pessoas e empresas a lidar com a alta dos preços. A próxima primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, também planeja congelar as contas de energia domésticas no nível atual para este inverno e no próximo, pagas por empréstimos garantidos pelo governo a fornecedores de energia. Na Itália, o governo aprovou recentemente um pacote de ajuda de US$ 17 mil milhões para ajudar a proteger empresas e famílias da subida dos custos de energia e do aumento dos preços ao consumidor. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a UE precisa intensificar os planos para produtos de energia renovável e reformar seu mercado de eletricidade. A Finlândia e a Suécia também anunciaram planos para oferecer milhares de milhões de dólares em garantias de liquidez para empresas de energia.

Em 2021, um terço da energia da Europa – usada para gerar eletricidade, transporte e aquecimento – veio da queima de gás.
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  Eu não quero ser um "Velho do Restelo" nesta crise do gás russo... mas a coisa está a ficar negra.
Gazprom acorda com a China pagamento de gás em yuans e rublos
Rússia diz que só volta a abrir o Nord Stream quando o Ocidente levantar as sanções
O pior ainda está para vir, avisa o CEO da Uniper, sobre o fim do gás russo na Europa
Preço do gás natural dispara 35% com corte de abastecimento da Rússia

 

  Carlos Miguel SousaÉ pena que só desta forma nós Europeus, tenhamos de admitir a importância da Rússia. Putin anda a alertar para isto há mais de uma década e para o facto de nunca permitir que a Ucrânia, caísse nas mãos dos EUA. O problema de Putin, não é com a Europa. Quem conhece a Doutrina Monroe, sabe a que me refiro. Notem que Putin, nunca se opôs à entrada da Ucrânia, na União Europeia, apenas na NATO. O que parece um pormenor, faz toda a diferença.

 

  Ana Cristina Leonardo no "Meditação na Pastelaria"
Ainda mal tinha começado a guerra e já a União Europeia anunciava em MARÇO a sua decisão de reduzir as importações de gás russo em DOIS TERÇOS até ao final de 2022.
Em MAIO, o meu mês por sinal, subia a parada e informava o mundo — a Rússia, incluída, naturalmente — que até 2030 cortaria COMPLETAMENTE todos os laços comerciais do sector energético com o antigo país dos Sovietes. O que, aliás, era muito bom, porque íamos ficar bestialmente verdes: "A nossa ambição subiu de nível", diria na altura a querida Ursula.
A 3 JUNHO, um pacote de sanções da UE à Rússia incluía um embargo parcial ao petróleo russo e estipulava a proibição de importação por via marítima a partir de 5 de DEZEMBRO. Já para 2023 seriam proibidas as importações de todos os produtos petrolíferos a partir de 5 de FEVEREIRO.
A 29 de JULHO, Josep Borrell, um amigo da Ursula tão ou mais inteligente do que ela, face às críticas que indicavam que a Rússia continuava a ganhar muito dinheiro no sector energético, ao contrário das previsões que tinham estado por trás da política de sanções, afirma: «Mais importante do que isso [cortar o gás] é cortar os laços da economia russa com o resto do mundo». E indo ainda mais longe, acrescentou: Vladimir Putin «terá de escolher entre ter armas e manteiga para o povo».
Faço aqui um parênteses para relembrar que o que não falta nos manicómios é gente que se julga o Napoleão (que por acaso chegou à Rússia e teve de voltar para trás).
Relembremos agora que ainda era FEVEREIRO, 19 e a Ursula jurava que não precisávamos do gás russo para nada, que ninguém ia passar frio no Inverno e a indústria europeia continuaria a bombar.
Etc. Etc. Etc. que não quero ser maçadora...
Entretanto, com a mesma convicção e o mesmo cabelo armado, a 1 de AGOSTO (antes ou depois de ir de férias para a praia, não posso precisar) a nossa timoneira veio dizer-nos que devemos estar preparados para o pior: «Como a Rússia já cortou total ou parcialmente o fornecimento de gás a 12 países membros [da UE], todos nos devemos preparar para a pior situação».
Sinto-me baralhada. Então, mas não era o que a UE queria e anunciou ao mundo (a Rússia incluída, naturalmente)? Deixar de importar, totalmente de preferência, e parcialmente de certeza, energia russa?!
Entretanto, a última ideia brilhante destes crânios que nos apascentam (ideia que vem de trás mas tinha sido posta de lado na altura...) é impor um tecto ao preço do gás russo.
Putin já comentou: «A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no sector da energia não tem condições de impor nada. O tecto de preços é uma decisão absolutamente estúpida.»
Mais turbina, mais turbina (o que como se sabe faz diferença), é deprimente ter de reconhecer que a inteligência não está do nosso lado.



Publicado por Tovi às 07:50
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2022
Brincadeiras perigosas... em Taiwan

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  Terça-feira 2ago2022
Terça-feira à noite (hora local), após Pelosi aterrar em Taipé, de onde partiu na quarta-feira ao fim da tarde, Pequim condenou a visita e anunciou que vai realizar, entre quinta-feira e domingo, exercícios navais militares em redor da ilha, que a China reivindica como parte integrante do país. Os exercícios incluem "disparos de munições reais de longo alcance" no Estreito de Taiwan, que separa Taiwan da China continental, segundo Pequim. Nalguns locais, as operações chinesas vão aproximar-se até 20 quilómetros da costa de Taiwan, de acordo com as coordenadas fornecidas pelo Exército de Libertação do Povo.

  Quarta-feira 3ago2022
As autoridades de Taiwan denunciaram a entrada, na quarta-feira, de 27 aviões militares chineses no espaço de defesa aérea de Taiwan, após a visita à ilha pela líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, apesar das ameaças de Pequim. “[Os 27 aviões da Força Aérea da China] entraram, hoje [ 3ago2022], na zona circundante [Zona de Identificação de Defesa Aérea, mais vasta do que o espaço aéreo]”, escreveu na rede social Twitter o Ministério da Defesa de Taiwan.

 

  Comentários de amigos meus no Facebook
Carla Afonso Leitão - A Pelosi e Biden, ou os EUA, estão a ser uns criançolas irresponsáveis. É a minha opinião. Estão abertas as hostilidades.
Luis Saraiva
O Biden, os militares e imensas figuras dos EUA foram contra a visita e pediram-lhe que não fosse. Mesmo assim ela insistiu! Foi abanar o vespeiro na altura menos indicada. É a tal democracia dos puderes paralelos que permite que a Sra. possa ignorar que há uma guerra.
David Ribeiro - Prevendo que o conflito na Ucrânia esteja para acabar num período mais ou menos breve, há que arranjar onde consumir a grande e altamente lucrativa produção de armamento.

 

  Quinta-feira 4ago2022
A China lançou 11 mísseis Dongfeng em águas territoriais de Taiwan, segundo o Ministério da Defesa chinês. Estes disparos de mísseis convencionais já foram confirmados pelas autoridades de Pequim, que descrevem a operação como “parte de exercícios em seis zonas” previamente definidas. Esta operação acontece um dia depois de a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, ter visitado Taiwan. Os exercícios militares chineses desta quinta-feira no estreito de Taiwan são dos maiores de que há registo. É a primeira vez desde 1996 que foram disparados mísseis Dongfeng chineses em águas próximas de Taiwan. Os exercícios militares chineses mobilizam mais de 100 aviões, incluindo caças e bombardeiros, e 10 navios de guerra, disse a televisão estatal CCTV. A tensão entre Pequim e Washington está a aumentar, com um porta-voz do Ministério da Defesa chinês a dizer que o conluio e a provocação dos Estados Unidos e de Taiwan vão empurrar [este país] para o desastre”.

  Sexta-feira 5ago2022 - Liam Gibson na Al Jazeera 
As consequências políticas da recente visita a Taiwan de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, continuam a reverberar na China. A visita de Pelosi à democracia autônoma, que a China reivindica como seu próprio território, está testando a determinação do líder chinês Xi Jinping em um momento politicamente sensível. Xi está se aproximando de garantir um terceiro mandato sem precedentes como chefe do Partido Comunista Chinês em seu próximo 20º Congresso Nacional em novembro. No entanto, enquanto a China reage à visita de Pelosi com uma demonstração de força militar, Xi provavelmente está pesando os custos económicos e as consequências diplomáticas com os EUA e seus aliados contra sua necessidade de agir com dureza em Taiwan, à medida que o crescente sentimento nacionalista na China pressiona para que ele faça mais. “Isso o colocou (Xi) em uma posição impossível”, disse Stephen Nagy, analista da China em Tóquio e membro sénior do Instituto MacDonald-Laurier do Canadá, à Al Jazeera. “Ele precisa manter o crescimento económico, que seria severamente prejudicado por qualquer resposta cinética aos EUA e o crescente reconhecimento internacional de Taiwan como uma entidade política”, disse Nagy. “No entanto, ele está sob tremenda pressão das forças nacionalistas dentro da China, que esperam uma forte resposta ao que entendem ser uma clara violação da ‘Política de Uma China’. Duvido que ele consiga atingir esse equilíbrio.” 



Publicado por Tovi às 08:19
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2022
Já soam os tambores de guerra na Europa

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Estão reunidos em Madrid os líderes da NATO, a maior aliança de defesa do mundo. A reunião de alto risco de 28 a 30 de junho ocorre num momento de maior tensão global, com origem na invasão russa da Ucrânia. 

 

  Artigo de Priyanka Shankar publicado na Al Jazeera em 27jun2022 
Cinco coisas que devemos saber sobre as prioridades de defesa e segurança dos países, não apenas do Ocidente, mas também de todo o mundo.
1. O que está acontecendo e por que é importante - Na reunião do ano passado em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que o relacionamento da aliança com a Rússia estava no seu “ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria”. (...) 
2. Esperava-se que a adesão à NATO da Suécia e da Finlândia fosse rápida. Isto ainda se mantém? - A cereja no topo do bolo da reunião deste ano será a candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO. (...) 
3. A Ucrânia algum dia se juntará à NATO? - O Kremlin há muito critica o alargamento da NATO na Europa Oriental. (...) 
4. Reforço das despesas de defesa - Um dos maiores debates entre os aliados da NATO é quanto cada país gasta em defesa. (...) 
5. China na agenda? - Na reunião da NATO no ano passado, Stoltenberg destacou que “a China estava a aproximar-se da aliança” e disse que era importante para a NATO desenvolver uma posição clara e unida em relação a Pequim. (...) 

 

  Ao fim da tarde de ontem [28jun2022] soubemos que a Turquia assinou memorando de entendimento para a adesão de Suécia e Finlândia à NATO.
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A situação no Leste da Europa vai sofre inevitavelmente alterações político-militares com a adesão à NATO destes dois países nórdicos. Os próximos dias vão ser muito importantes para o rufar dos tambores de guerra. E já agora: Quer se goste quer não se goste a verdade é que Erdogan é um grande político e mais uma vez lá levou a água ao seu moinho.

 

  Ucrânia pode já não recuperar todo o seu território - CNN 28jun2022
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As autoridades na Casa Branca começam a perder a confiança de que a Ucrânia será capaz de recuperar todo o território que perdeu para a Rússia nos últimos quatro meses de guerra, mesmo com o armamento mais pesado e sofisticado que os EUA e os seus aliados pretendem enviar. Conselheiros do presidente Joe Biden começaram a debater internamente como e se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria mudar a sua definição de “vitória” ucraniana - adaptando-se à possibilidade de o seu país ter encolhido de forma irreversível.

 

  Ao 126.º dia do conflito é assim que estamos
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Um ataque com mísseis russos matou três pessoas e feriu cinco na cidade portuária de Mykolaiv na manhã de quarta-feira, disseram autoridades locais, um dia depois dos ataques que mataram três pessoas, incluindo uma menina de seis anos, nas proximidades de Ochakiv. 
Existe uma possibilidade real de que o míssil russo que atingiu um shopping-center lotado em Kremenchuk e matou pelo menos 18 pessoas, tenha sido destinado a um alvo próximo, disse o Ministério da Defesa britânico. 
Autoridades pró-russas na região ocupada de Kherson, na Ucrânia, disseram que as suas forças de segurança prenderam o prefeito da cidade, Ihor Kolykhayev, na terça-feira, depois de ele se ter recusado a seguir as ordens de Moscovo, enquanto uma autoridade local de Kherson disse que o prefeito foi sequestrado. 
Um referendo para a região de Donetsk, maioritariamente ocupada, a ser absorvida pela Rússia será realizado em 11 de setembro, disse o assessor do prefeito de Mariupol. 

 

  
António-Costa-2.jpgNa chegada à Cimeira da NATO, que se realiza em Madrid, o primeiro-ministro António Costa frisou a importância de “construir a paz e garantir uma paz duradoura nesta região euro atlântica, em especial na Europa”. Aos jornalistas e quando questionado sobre o reforço das forças de elevada prontidão anunciado por Jens Stoltenberg - que passarão de 40 mil para 300 mil - António Costa não se alongou com datas nem números concretos sobre o papel de Portugal, mas defendeu que o país irá participar “da forma adequada”“Temos incrementado a nossa participação nas forças especiais, nomeadamente na NATO. Participaremos da forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias”, disse. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não pode “objetivamente comprometer” com uma data para atingir a meta de 2% do PIB destinados à Defesa, sublinhando que o país só assume “compromissos que pode cumprir”. "Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", justificou António Costa.

 

  Forças da NATO no leste europeu
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  NATO - Novo Conceito de Estratégia (em pdf) 
Captura de ecrã 2022-06-29 171542.jpgA NATO aprovou esta quarta-feira o novo conceito de estratégia para a próxima década. Um viragem naquilo que tem vindo a ser feito, e que confirma muitas novidades, grande parte delas impulsionadas pela invasão russa da Ucrânia. Num clima constante de tensão desde 24 de fevereiro, os 30 países-membros decidiram redefinir a relação que têm com a Rússia, que passa de um "parceiro estratégico" à "mais significativa e direta ameaça aos aliados", esquecendo todo um caminho que tinha sido iniciado em Lisboa, em 2010, e com o qual a Rússia decidiu romper este ano. Nesse ano, abriu-se caminho para uma aproximação entre NATO e Rússia, sendo que o presidente da altura, Dmitry Medvedev, chegou mesmo a participar no evento que decorreu na capital portuguesa. 




Domingo, 26 de Junho de 2022
123.º dia da invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin

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Podemos estar a chegar ao início dum ponto de não retorno na globalização do conflito desencadeado pela invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin. No seguimento da abertura do Conselho Europeu à entrada da Ucrânia na União Europeia tivemos ontem uma reunião entre Putim e Lukashenko onde parece ter sido decidido a colocação de mísseis com capacidade para ogivas nucleares na Bielorrússia. Nesta madrugada a região da capital ucraniana foi severamente bombardeada, depois de cerca de três semanas sem um ataque idêntico. Nestes próximos dias os membros do G7 reúnem-se numa unidade hoteleira de luxo a cerca de 100 quilómetros a sul de Munique, da qual sairá muito provavelmente mais sanções a Moscovo. Não há dúvida que estamos num patamar de escalada neste conflito com os dois lados da barrica a mostrar músculo. Por outro lado, e não menos importante, no sudeste da China as coisas estão a ficar quentes, com o Ministro da Defesa chinês a declarar que “Taiwan é território da China” e que “não hesitarão em iniciar uma guerra”. Simultaneamente os EUA criticam toda a atividade militar “provocatória e desestabilizadora” de Pequim.


Jose BandeiraPutin quer aproveitar todos os focos de instabilidade entre nações para potenciar guerras que fragilizem os adversários e facilitem a sua obsessão de concluir o objectivo de reconstrução do Império russo e morrer como Czar Vladimir I.
Jose Antonio M Macedo -
Penso que a escalada e a globalização da guerra já era previsível. A questão será apenas de saber de chegaremos ou não ao patamar nuclear. Esperemos que não. 🙁
Armando Ribeiro
Amigos, sem defender a Rússia e muito menos Putim, a verdade é que eles estão a sentir-se cercados e e apertados pela Europa e América ( >à parte de outros interesses que possam haver por detrás,....o certo é que todos nós podemos sofrer muito mais, com toda esta trapalhada.

 

  Estamos assim ao 123.º dia deste conflito
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Várias explosões foram ouvidas no distrito central de Shevchenkivsky, em Kiev, a primeira vez que mísseis atingiram a capital desde o início deste mês.
Líderes do G7 reúnem-se na Alemanha, onde devem anunciar a proibição de importação de ouro da Rússia, disse o presidente dos EUA, Joe Biden.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse que pedirá um cessar-fogo à Rússia e à Ucrânia, durante uma visita para a construção da paz.
O prefeito de Severodonetsk diz que a cidade na região leste de Luhansk está agora sob a “ocupação total da Rússia”.



Publicado por Tovi às 12:15
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022
Receitas de petróleo da Rússia disparam 50% este ano

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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.

 

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Dias depois de ter proposto um embargo a todo o tipo de petróleo russo, na sequência da invasão militar da Ucrânia, a União Europeia aponta que “o investimento total necessário para garantir a segurança do aprovisionamento de petróleo deverá ascender a entre 1,5 e dois mil milhões de euros”. Bruxelas admite que “a dependência dos combustíveis fósseis russos estende-se também ao petróleo bruto e aos produtos petrolíferos”, mas “enquanto na maioria dos casos o mercado mundial permite uma substituição rápida e eficaz, alguns Estados-membros dependem mais do petróleo russo”. 

 

 

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As negociações entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) para a implementação de um novo pacote de sanções contra a Rússia estão num impasse, com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, a admitir dificuldades em garantir o apoio da Hungria à proposta de embargo do petróleo russo. O sexto pacote de sanções proposto pela Comissão Europeia há duas semanas prevê a eliminação total e gradual da importação do petróleo russo até ao final do ano, tendo em vista a redução da dependência energética europeia em relação a Moscovo. Mas a Hungria tem vindo a manifestar-se contra esta medida, mesmo com a possibilidade de um ano suplementar de transição para o país - e para a Eslováquia, ambos países que não têm acesso ao mar, podendo apenas receber petróleo através de oleodutos e da Rússia, o que, alegam, põe em causa a segurança energética dos seus países. Face a esta intransigência de Budapeste, a Comissão Europeia estará a negociar com o governo de Viktor Órban um programa de investimento comunitário para ajudar a reduzir a dependência energética do país em relação à Rússia. Bruxelas espera, desta forma, conseguir ultrapassar o veto húngaro à proposta de embargo ao petróleo russo “nos próximos dias”, abrindo assim caminho para a aprovação do sexto pacote de sanções contra Moscovo.

 

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A Gasum, empresa de energia estatal finlandesa, informou hoje que a Rússia cortará os fluxos de gás natural para a Finlândia no dia de amanhã, sábado 21mai2022. No entanto a Gasum continuará a fornecer gás natural aos clientes finlandeses através do gasoduto Balticconnector que liga a Finlândia à Estónia.

 

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A China está a aumentar discretamente as compras de petróleo da Rússia a preços de saldos, de acordo com dados de embarque e comerciantes de petróleo citados pela “Reuters”, preenchendo o vazio deixado pelos compradores ocidentais que se afastaram dos negócios com a Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro. A China, que é o maior importador de petróleo do mundo, decidiu apostar na energia vinda de Moscovo um mês depois de inicialmente reduzir os abastecimentos russos, por receios de parecer apoiar abertamente a Rússia  e potencialmente expor as suas gigantes petrolíferas estatais a sanções. As importações marítimas de petróleo russo da China aumentaram para um valor recorde de 1,1 milhões de barris por dia (bpd) em maio, acima dos 750 mil bpd no primeiro trimestre e 800 mil bpd em 2021, de acordo com uma estimativa da Vortexa Analytics.



Publicado por Tovi às 07:43
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2022
As Guerras do pós-Guerra Fria

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Sou um apaixonado pela História Pós-Guerra Fria (da queda do Muro de Berlim [9nov1989] aos dias de hoje) e nestas três décadas foi-nos prometido PAZ, com liberdade, democracia e direitos humanos, mas muitas guerras houve e uma guerra nunca é bonita.

 

  Conflitos armados no pós-Guerra Fria (in Wikipédia)
Guerra Civil Angolana (1975-2002) – MPLA x UNITA.
Conflito Hmong (1975-2007) – Exército Popular do Laos x Rebeldes de etnia Hmong.
Conflito de Cabinda (1975–presente) – Angola x FLEC.
Guerra Cambojana-Vietnamita (1977-1991) – Vietnam x Khmer Vermelho.
Guerra de Nagorno-Karabakh (1988-1994) – República de Nagorno-Karabakh x República do Azerbaijão.
Guerra do Golfo (1990-1991) – USA+Arábia Saudita+Reino Unido+França+Egito x Iraque.
Guerra da Bósnia (1992-1995) – Bósnia e Herzegovina+NATO x Croácia x Repúblicas ex-Jugoslávia.
Primeira Guerra da Chechênia (1994-1996) – Rússia x Chechênia.
Operação Traíra (1991) – Brasil+Colombia x FARC.
Guerra de Cenepa (1995) – Equador x Peru.
Primeira Guerra do Congo (1996-1997) - Mobutu Sese Seko x Laurent-Désiré Kabila.
Guerra do Kosovo (1996-1999) – Jugoslávia+Rússia x Kosovo+NATO.
Guerra Civil na República do Congo (1997-1999) – Entre dois candidatos presidenciais terminando com uma invasão das forças angolanas e instalação de Denis Sassou Nguesso no poder.
Guerra Eritreia-Etiópia (1998-2000) – Eritreia x Etiópia.
Segunda Guerra do Congo (1998-2003) – Forças alinhadas com os Hútus x Forças alinhadas com os Tutsis.
Guerra de Kargil (1999) – Índia x Paquistão.
Guerra do Kosovo (1999) – NATO x Jugoslávia.
Segunda Guerra da Chechênia (1999-2000) – Rússia x Chechênia.
Guerra do Afeganistão (2001-2021) – EUA x Talibã.
Guerra do Iraque (2003-2011) – EUA x Iraque.
Guerra Civil Iraquiana (2011-2017) – Entre diversos grupos iraquianos e jihadistas.
Segunda Guerra do Líbano (2006) – Israel x Hezbollah.
Guerra Russo-Georgiana (2008) – Rússia x Geórgia.
Operação Chumbo Fundido (2008-2009) – Israel x Hamas.
Operação Odisseia ao Amanhecer (2011) – Conselho Nacional de Transição (Líbia) x Líbia de Kadhafi.
Guerra Civil Síria (2011-presente) – Jihadistas x Síria.
Operação Margem Protetora (2014) – Israel x Faixa de Gaza.
Guerra em Donbass (2014-presente) – Ucrânia x Repúblicas de Donetsk e Lugansk.
Guerra Civil Iemenita (2015-presente) – Forças leais a Abd Rabbuh Hadi x Comitê Revolucionário do Iêmen.
Conflito no sul da Arábia Saudita (2015-presente) – Arábia Saudita x Houthis.
Insurgência na Tunísia (2015-presente) – Tunísia x Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Rebelião curda na Turquia (1978-presente) – Turquia x Grupos Rebeldes Curdos.
Confrontos de Kasese (2016) – Reino de Rwenzururu x Uganda.
Confrontos de Kasai-Central (2016-presente) – Milícia Kamwina Isapu x República Democrática do Congo.
Crise Separatista nos Câmarões (2016-presente) – Camarões x Ambazônia.
Guerra no Alto Carabaque (2020) – Azerbaijão x República de Nagorno-Karabakh.
Guerra do Tigré (202-presente) – Etiópia x Tigré.
Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022-presente) – Rússia x Ucrânia.


Da Mota Veiga Suzette - Verdade! E agora esta Guerra Russia - Ucrânia já dentro da Europa! Não se sabe como e quando vai acabar. O Putin vai dificilmente admitir que foi um erro. Por isso está intensificar a guerra para obrigar a Ucrânia a ceder ao plano russo e impedir a aproximação a União Europeia. Não sei imaginar a continuação. Entretanto os paises nordicos querem fazer parte da Nato, porque só a Nato pode dissuadir os Russos. ....mas não sabemos o plano B do Putin!
David Ribeiro - O alargamento da NATO ou da União Europeia a novos países não me dá nenhuma tranquilidade, Da Mota Veiga Suzette. O caso da Hungria, membro de pleno direito quer da UE quer da Aliança Atlântica, ou muito me engano ou vai trazer-nos graves dissabores.
Da Mota Veiga Suzette - Verdade! Só espero que o pior não acontece! (Guerra generalizada, uma disordem completa e empobrecimento dos povos! Sem pensar no perigo nuclear.) Já alarguei a horta para ser o mais possível independente e autosuficiente. Mas preciso de alimentar 15 cães adultos, 10 kg de boa ração por dia! Importado da França. Esta não pode faltar! Caso pior posso cozinhar alimentação dos cães em panelas de exército,15 kg por dia! Melhor não pensar demais! Wait and see!
Luis Barata - Mais de 20 delas totalmente promovidas, instigadas, sustentadas e protagonizadas pela Rússia. É sistemático.
Mário Santos
Muitas batalhas e guerras, mas prefiro a batalha intelectual p. ex: entre Fukuyama (“The End of History and the Last Man”), e Huntington (“The Clash of Civilizations”). O militarismo e as rivalidades culturais continuam superando a lógica econômica. A Grande Ilusão Capitalista está novamente sob ataque em Kiev (2ª globalização). Após 4 anos da publicação da "The Great Illusion" de Norman Angell rebenta a I GM (fim da 1ª globalização), esperemos que amanhã haja um Keynes...

 


Стартовый_комплекс_космодрFalando durante uma visita às instalações de lançamento espacial Vostochny, no extremo leste da Rússia, Vladimir Putin acusou a Ucrânia de ser uma “testa de ferro anti Rússia” onde “brotos de nacionalismo e neonazismo estão a ser cultivados”. Putin acrescentou que Moscovo “não tem outra escolha” a não ser agir contra o seu vizinho. A Ucrânia e os seus aliados ocidentais rejeitaram tais alegações como uma cobertura para a agressão.

 


277784110_338545014971430_4502667354839678904_n.jpAutoridades ucranianas acusaram hackers russos de tentarem lançar um ataque cibernético destrutivo na rede elétrica do país. O grupo, apelidado pelos serviços de segurança de “Sandworm” e anteriormente ligado a ataques cibernéticos destrutivos atribuídos à Rússia, implantou malware destrutivo e de limpeza de dados em computadores que controlam subestações de alta tensão na Ucrânia, disse a Equipe de Resposta a Emergências de Computadores da Ucrânia (CERT-UA) numa declaração no seu site. “A organização sofreu duas ondas de ataques. O compromisso inicial ocorreu em fevereiro de 2022. A desconexão das subestações elétricas e o desligar da infraestrutura da empresa estavam programados para sexta-feira à noite, 8 de abril de 2022”, disse o comunicado do CERT-UA. As autoridades conseguiram impedir que o ataque ocorresse, acrescentou. A declaração não disse qual o fornecedor de energia ucraniano que foi alvo. A Rússia negou consistentemente as acusações de que lançou ataques cibernéticos à Ucrânia.

  No que toca a informação aldrabada Moscovo e Kiev estão bem uns para os outros.
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  Com sete metros de comprimento e três de altura, “Slava Ukranini” é o nome da obra do artista MrKas, junto ao metro da Lapa, na Alameda Capitães de Abril, no Porto.
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  É o que dizem... falta confirmar
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  O Ministério da Defesa da Ucrânia diz que não tem informações sobre a rendição de uma brigada de fuzileiros navais ucranianos em Mariupol que foi relatada anteriormente por Moscovo. "Não tenho informações", disse Oleksandr Motuzyanyk à agência de notícias Reuters em resposta a um pedido de comentário.

 


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Quem acompanha a comunicação social fora deste nosso jardim à beira-mar plantado já deve ter reparado num certo “descontrolo” nas mais recentes afirmações do staff de Volodymyr Zelensky, o que denota não estar a correr muito bem o comando da defesa do território ucraniano perante um crescer da ofensiva das tropas invasoras de Putin. Por outro lado, o Kremlin cada vez mais “fala grosso” e a China todos os dias “inclina-se” mais para o lado de Moscovo. Espero estar redondamente enganado… mas as coisas estão negras no leste e sul da Ucrânia.

Paulo Pereira - O que me parece é que o Zelensky não quer nenhum acordo com a Rússia mas parece que se perder Mariupol acaba por ser forçado a um acordo. Por isso prefere que todos os ucranianos morram em Mariupol do que se rendam
David Ribeiro - Paulo Pereira, espero que Zelensky nunca tenha lido a mensagem que Salazar enviou em dezembro de 1961 ao general Vassalo e Silva, governador do Estado Português da Índia: "Não prevejo possibilidade de tréguas nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos ..."
Carlos Miguel Sousa
David Ribeiro, pensei exactamente nisso.
Chico GouveiaO plano de Putin não prevê a paz. Putin quer anexar a Ucrânia á Rússia. Anda a dizê-lo desde a anexação da Crimeia. Só quem anda muito distraído, não acompanha a História, e fala de cartilha, não entende que a paz não é possível. Só para em Kiev. E se não conseguir Kiev pela força das armas, bombardeia-a nuclearmente. Apontem.
Paulo PereiraChico Gouveia não sou astrólogo como você.. Vai ser bonito então nao haver negociações e termos uma guerra na Europa por 10 ou 20 anos.
Chico GouveiaPaulo Pereira Não. A guerra termina este ano. Em Janeiro de 2023 a China quer o assunto resolvido quando iniciar a implementação da sua rota da seda. Putin tem até ao fim do ano para tomar Kiev. Vai fazê-lo de qualquer maneira. Já agora: rendição não faz parte do código de guerra russo. Rendição faz parte dos códigos militares ocidentais como termo de uma guerra: vitória de um lado e rendição do outro. No russo é vitória e aniquilamento do inimigo.
Paulo PereiraChico Gouveia é muita astrólogia para mim...
Jorge Veiga - se calhar prefere todos mortos do que escravos para sempre, como tem acontecido com o poder russo.
Paulo Pereira - Jorge Veiga, quem são os escravos na Rússia?
Jorge Veiga - Paulo Pereira, a maioria do povo.
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, essa é uma das frases mais infelizes de sempre. Os que se ajoelham perante um poder maior poderão sempre no futuro revoltar-se e levantar-se. Os mortos nunca mais se levantam.
Jorge VeigaJorge De Freitas Monteiro, essa é a tua opinião. E esse raciocínio também é infeliz, porque há muita gente que não gosta de estar de joelhos.
Jorge De Freitas MonteiroJorge Veiga, ninguém gosta, mas enquanto há vida há esperança; preferia estar morto? Regra geral quem afirma esses disparates é quem está bem seguro em casa no sofá e não quem tem realmente que optar entre uma coisa e outra.
Jorge Veiga
Jorge De Freitas Monteiro, estás num país com ditadura? Boa sorte para andares vergado.
Paulo Pereira - Jorge Veiga, que exagero... Ainda até à pouco tempo os russos podiam sair do país livremente
Jorge Veiga
Paulo Pereira, Acha? E quem sou eu para desmentir. Se entendes que é um povo livre, porque até pode viajar, estará como nós no tempo do Salazar. É que também podíamos sair do país.
Domingos CunhaComo diria a múmia do filme "A "Ucrânia" é apenas o princípio..."
Paulo PereiraHá astrólogos por aqui ... e videntes. Não tenho essas capacidades
David Ribeiro - Não, não são astrólogos nem videntes, Paulo Pereira. Mas dizem o que gostariam que acontecesse como fosse uma premonição.
Paulo Pereira
David Ribeiro a malta prefere adivinhar o futuro do que analisar o presente... A chamada conversa da treta



Publicado por Tovi às 07:35
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2022
Novas sanções à Rússia

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A União Europeia está a preparar novas sanções à Rússia, condenado assim com a maior veemência as atrocidades que terão sido cometidas pelas forças armadas de Putin em várias cidades ucranianas que foram recentemente libertadas. 

 

  Al Jazeera - 5abr2022
Captura de ecrã 2022-04-05 104808.jpgO governo ucraniano exigiu novas e paralizantes sanções por parte das potências ocidentais sobre o que chamou de "massacre" de Bucha.
A União Europeia provavelmente adotará novas sanções contra a Rússia na quarta-feira, disse o ministro de Assuntos Europeus da França, Clement Beaune. Isto ocorre após relatos de assassinatos de civis no norte da Ucrânia por forças russas, o que a Rússia negou. “As novas sanções provavelmente serão adotadas amanhã”, disse Beaune à rádio RFI, acrescentando que a UE também deve agir rapidamente sobre as importações de gás e carvão da Rússia. 
Os EUA impediram o governo russo de pagar aos detentores de sua dívida soberana mais de 600 milhões de US$ das reservas mantidas em bancos americanos, num movimento destinado a aumentar a pressão sobre Moscovo e obrigar o Kremlin a decidir se usará os dólares que tem para pagar a sua 
dívida ou para outros fins, como por exemplo o seu esforço de guerra, disse um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA. 
O mayor de Kiev pediu aos políticos europeus que cortem todos os laços comerciais com Moscovo, dizendo que todos os pagamentos à Rússia alimentarão o que ele chamou de “genocídio de ucranianos”.

 

  Agência Lusa - 5abr2022
95272716_European-Commission-President-Ursula-von-A Comissão Europeia propôs esta terça-feira novas medidas restritivas “mais amplas e mais severas” para a economia russa, após as alegadas execuções de civis cometidas pelas tropas russas, nomeadamente em Bucha, na Ucrânia. Segundo Ursula von der Leyen, as novas sanções – que terão de ter aval dos Estados-membros – incluem “uma proibição de importação de carvão proveniente da Rússia, no valor de quatro mil milhões de euros por ano”, com vista a “cortar outra importante fonte de receitas para a Rússia”. Foi também revelado que a UE está já a “trabalhar em sanções adicionais, incluindo sobre importações de petróleo, e a refletir sobre algumas das ideias apresentadas pelos Estados-membros, tais como impostos ou canais de pagamento específicos, tais como uma conta caucionada”. A Rússia é responsável por cerca de 45% das importações de gás da UE, bem como por cerca de 25% das importações de petróleo e por 45% das importações de carvão europeias.

 

  
1024.jpgDez funcionários da embaixada russa em Lisboa têm duas semanas para deixar Portugal. João Gomes Cravinho, Ministro dos Negócios Estrangeiros, notificou na tarde de ontem [5abr2022] "o Embaixador da Federação Russa”, considerando que as atividades destes dez funcionários “são contrárias à segurança nacional”. “São funcionários com acreditação diplomática junto da missão russa em Lisboa, são funcionários que estavam a trabalhar de uma forma que punha em causa interesses de segurança nacional e, portanto, naturalmente que tomámos a decisão adequada, que é dizer que tinham de sair do país”, declarou Cravinho, à chegada a uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO no dia de hoje.
  
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia, citado pela Tass, informou que o país irá expulsar 12 diplomatas russos, declarados como personas non-gratas. O governo helénico junta-se assim a outros países da União Europeia, como Portugal, Itália, Espanha, Dinamarca e Suécia, na adoção desta medida.
  O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexander Grushko, afirmou esta quarta-feira que o país deseja manter as relações diplomáticas com o Ocidente, isto apesar das recentes expulsões de diplomatas russos decretadas por vários países da União Europeia. A propósito desta medida, Grushko disse que os países que a tomam "estão a prejudicar os próprios interesses". Citado pela Tass, o governante russo avisou também que a UE "irá pagar pela chantagem energética", e avisou o Ocidente para não "brincar" em torno do exclave de Kaliningrado.
  
O Ministério das Relações Exteriores do governo holandês, numa declaração em carta ao Parlamento, disse que atualmente está a impedir que 14 iates deixem o país devido a sanções à Rússia, incluindo 12 que estavam em construção para proprietários russos.
  
O governo da Nova Zelândia vai introduzir uma tarifa de 35% sobre todas as importações da Rússia e proibirá a exportação de produtos industriais, como equipamentos de telecomunicações e motores para o território russo.
  
Os EUA anunciaram um novo lote de 18 indivíduos abrangidas pelas sanções. Neste grupo de pessoas, destacam-se os nome de Dmitry Medvedev, ex-presidente e primeiro-ministro e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, e do atual primeiro-ministro do país, Mikhail Mishustin. A Reuters, citando o Departamento do Tesouro dos EUA, avança que o atual ministro da Justiça da Rússia, Konstantin Chuychenko, também passará a constar da lista de sancionados.
  
À semelhança dos EUA, o Reino Unido também irá impor o bloqueio total ao Sberbank, bem como o Banco de Crédito do Moscovo, avança a Reuters, citando fonte governamental. O Reino Unido anunciou também que irá proibir a importação de carvão russo, medida que a União Europeia também iria tomar. No entanto, devido a questões técnicas levantadas por vários Estados, o bloco dos 27 adiou um potencial acordo para amanhã.

 


transferir.jpgHoje e amanhã reúnem-se no quartel-general da NATO em Bruxelas os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros, com a presidência do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg. “Desde a invasão, os aliados aumentaram o seu apoio. Espero que, quando nos encontremos hoje e amanhã, os ministros discutam como podemos ajudar ainda mais a Ucrânia. Os aliados estão a fornecer armas antitanque, antiaéreas e sistemas de defesa aérea, mas também vários tipos de sistemas avançados de armamento”, disse Stoltenberg, que vincou que a totalidade do apoio é “significativa”. “Neste conceito, precisamos de abordar as consequências securitárias das agressivas ações russas, o equilíbrio de poder mundial em mudança, as consequências securitárias de uma China muito mais forte, e os desafios que Rússia e China estão a impor juntos a uma ordem internacional de valores democráticos baseada em regras. Definiremos a estratégia sobre como líder com terrorismo ciber e híbrido, bem como as consequências das alterações climáticas para a segurança”, acrescentou.

  
Sanções, sanções e mais sanções. Mas... "Mil milhões de euros pode parecer muito, mas mil milhões de euros é o que pagamos a Putin todos os dias pela energia que nos fornece. Desde o início da guerra, demos-lhe 35 mil milhões de euros" (Josep Borrell, responsável pela diplomacia na União Europeia).
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  5.ª feira - 07abr2022
image.jpgA Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de votar a suspensão da Rússia de Conselho de Direitos Humanos da ONU, durante uma sessão em Nova Iorque. Antes da votação, o embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, acusou a Rússia de abusos “horríveis”, levantando a questão de supostos assassinatos de civis na cidade de Bucha. O representante da Rússia, Gennady Kuzmin, condenou a votação da moção apresentada pelos Estados Unidos - 93 países votaram a favor (entre os quais Portugal), 24 países votaram contra (Argélia, Bielorrússia, Bolívia, Burundi, Cuba, Congo, Coreia do Norte, Eritreia, Etiópia, República Centro-Africana, Gabão, Irão, Cazaquistão, Laos, Quirguistão, Mali, Nicarágua, Rússia, Síria, Tajiquistão, Zimbabué, Uzbequistão, Vietname e China) e 58 países abstiveram-se (entre os quais Brasil, Índia e África do Sul). Apenas 175 dos 193 países-membros da ONU participaram da votação.

 

  Nos últimos três dias o panorama de tropas no terreno alterou-se substancialmente na região nordeste de Kiev.
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Publicado por Tovi às 07:42
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Terça-feira, 29 de Março de 2022
Nova ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia

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Arranca hoje na Turquia mais uma ronda de negociações presenciais russo-ucranianas e deverão estender-se até quarta-feira. O facto de Erdogan ter sido, desde o início, um dos mediadores de quem as duas partes desconfiam menos e também pelo facto da Turquia ser membro da NATO, é importante e poderá revelar alguma coisa. Veremos.

O avião que transportava membros da delegação russa aterrou em Istambul a meio da tarde de ontem, para mais uma ronda de negociações, programadas para hoje e amanhã (28 e 29mar2022) em modelo presencial. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia poderá aceitar declarar neutralidade – e, eventualmente, aceitar um compromisso para as áreas reclamadas por separatistas no leste do país – bem como oferecer garantias de segurança à Rússia para garantir a paz “sem demora”. O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou neste mesmo dia de segunda-feira que se reunirá tanto com a delegação ucraniana como com a russa antes de estas iniciarem hoje uma nova ronda de negociações no Palácio Dolmabahce de Istambul. É capaz de sair fumo branco destas negociações... e quem vai ficar bem na fotografia é Erdogan.

 

  O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, dirigiu-se às delegações ucraniana e russa, que retomam hoje as conversações de paz em Istambul. "Uma paz justa não terá um derrotado. O conflito continua a não beneficiar ninguém", disse o presidente turco, antes do arranque das negociações. No seu discurso, Erdogan sublinhou também o papel da Turquia, considerando que o seu país tem mostrado "uma posição justa" em todas as frentes desde o início da guerra. O presidente turco lembrou as partes que chegou o momento de as negociações "terem resultados concretos", pedindo um "imediato cessar-fogo". Erdogan disse ainda que os eventuais progressos alcançados em Istambul podem abrir caminho ao encontro entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, que a Turquia está também disponível para acolher. "Ambos são amigos de valor", sublinhou o presidente turco.

  oligarca russo Roman Abramovich está presente nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, que decorrem esta terça-feira, em Istambul. Foi filmado e fotografado por vários órgãos de comunicação no local, sentado ao lado de Ibrahim Kalin, porta-voz de Erdogan, enquanto escuta a tradução das declarações do presidente turco. De referir que esta não é a primeira vez que o dono do Chelsea participa nestas reuniões. De acordo com o Wall Street Journal, Abramovich esteve numa ronda de negociações, que teve lugar em Kiev, no início do mês. O oligarca russo foi um dos que sofreu graves sanções económicas em consequência da invasão à Ucrânia, muito devido à sua ligação a Moscovo e Vladimir Putin, que o levaram a colocar o Chelsea à venda.

 

  
Captura de ecrã 2022-03-29 135009.jpgO encontro entre as delegações da Ucrânia e da Rússia em Istambul já terminou [12h30 TMG], confirmou a embaixada ucraniana na Turquia e também Ankara. As negociações de paz duraram cerca de quatro horas, com algumas pausas, e ainda não é claro se serão retomadas na quarta-feira. A Ucrânia já apresentou a sua proposta final à Rússia sobre o que entende por neutralidade e aguarda agora uma resposta, segundo indicou um dos negociadores ucranianos, Oleksander Chaly, que falou aos jornalistas no final do encontro que decorreu em Istambul, ao lado do conselheiro presidencial Mykhailo Podolak. De acordo com a fonte ucraniana, se as garantias de segurança funcionarem, Kiev aceita o estatuto neutral. Este estatuto obrigará a que a Ucrânia não adira à NATO ou outras alianças militares e que não haja bases militares estrangeiras no país Kiev diz que para haver um acordo final com a Rússia tem de haver paz em toda a Ucrânia e ainda que os termos do acordo com Moscovo vão estar sujeitos a referendoA situação na Crimeia não foi excluída, com a Ucrânia a propor consultas com a Rússia sobre o estatuto da região, que foi anexada por Moscovo em 2014, durante os próximos 15 anosQuanto às garantias de segurança, além da Turquia ser apontada como o principal aliado neste capítulo, também Israel, Polónia e Canadá podem estar entre os países que assegurarão as condições necessárias de segurança ao abrigo de um novo sistema. A Ucrânia adiantou ainda que houve desenvolvimentos suficientes para que Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin se possam reunir presencialmente. O negociador e alto responsável do Kremlin, Vladimir Medinsky, confirmou que as conversações foram construtivas, que vão agora olhar para as propostas ucranianas e apresentá-las a PutinNo entanto, para que os dois presidentes se encontrem será necessário um acordo assinado entre os ministros dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba. O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomin, anunciou que as tropas russas vão "reduzir radicalmente" as atividades militares em Kiev e Chernihiv, na sequência das negociações de paz. Fomin pediu também à Ucrânia para cumprir as Convenções de Genebra sobre prisioneiros de guerra.
  
Carlos Miguel Sousa - Oxalá esta gente se entenda.
David Ribeiro - Já parece haver uma ténue luz ao fundo do túnel... e o Erdogan a ficar bem na fotografia.
Carlos Miguel SousaO Erdogan, posiciona-se sempre como a principal potência regional. E tem sido inteligente nessa estratégia.

 

  As negociações de paz entre as delegações da Ucrânia e da Rússia que se encontram em Istambul não prosseguem amanhã, adiantou o ministério turco dos Negócios Estrangeiros, dando o encontro de hoje como concluído.

 

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5b973878a31033b41c02ae18.jpegNuma altura em que não é clara a posição da China relativamente ao apoio militar à Rússia na guerra com a Ucrânia, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros disse ontem [2.ª feira, 28mar2022] que as relações entre os dois países nunca estiveram tão fortes. O tema não foi, no entanto, aprofundado por Sergei Lavrov, que respondia aos jornalistas sobre como a Rússia estava a reagir às sanções internacionais, sabendo-se desde já que Pequim recusou aplicar sanções económicas a Moscovo. "As nossas relações com a China estão mais fortes do que nunca. A nossa parceria estratégica privilegiada com a Índia está a crescer. Também temos laços com a maior parte do Médio Oriente, com os países latinos e africanos", apontou Lavrov.

 

  João Fernando Ramos, enviado especial da CNN Portugal a Lviv
O “Obelix” da Ucrânia
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Conheci hoje o Iaroslav.
Estava sentado na entrada da aldeia de Nova Camianka, junto a uma proteção muito musculada da sede do poder local. A aldeia fica a uns quarenta quilómetros de Lviv, perdida no meio da imensidão dos campos desta região. Chegámos lá por uma estrada de terra, depois de termos contornado uma barreira cheia de sacos de areia e de blocos de betão, mas sem ninguém de guarda.
As pessoas ficam muito desconfiadas com a chegada de estrangeiros. Ninguém fala inglês e só o nosso tradutor consegue quebrar o medo com a insistência de que somos portugueses e que vimos por bem.
Só restam os velhos, algumas mulheres e muitas crianças. Estão aqui no colo dos avós, muito mais seguras do que nas cidades. Quem vive ali acredita nisso. Não lhes disse nada em contrário, mas não me tranquiliza deixar o meu novo amigo Iaroslav, mesmo com os seus 180 quilos, com a missão de defender aquela terra de caçadeira em punho e, se necessário, a correr russos à paulada. Este país tem um contraste imenso entre as cidades e o campo. O desenvolvimento tarda em chegar aqui e esta guerra vai ainda causar mais problemas para quem ainda resiste. Os tratores são da primeira geração de máquinas agrícolas. O transporte de estrumes e adubos é feito ainda de burro e as bicicletas servem para novos e velhos se aventurarem naqueles caminhos poeirentos com sacos e pertences.
A conversa com Iaroslav foi deliciosa, mesmo com uma tradução muito incompleta pelo meio. Acabámos sentados numa mesa com eles a partilharem o melhor que tinham, ao ritmo de copinhos de vodka ucraniano. Falta quase tudo aqui e estas pessoas vivem do que a terra dá - mesmo assim partilham. Iaroslav contou os dias e as noites em que partiram brigadas da aldeia com sopa e agasalhos para os milhares de refugiados que passavam por ali. Ele optou por ficar, com a aldeia, mas também com a família. Na mesa juntaram-se a senhora Iaroslav e a filha.  Entraram logo naquela conversa com gestos e sorrisos que nos afastou a todos do temor de um qualquer ataque surpresa.
Brindámos à paz, à Ucrânia e a Portugal.
Não sei se o vou voltar a ver, mas ficará nas doces memórias de uns dias terríveis como o nosso Obelix, que não desiste, mesmo quando só tem as mãos para lutar.



Publicado por Tovi às 08:07
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Domingo, 27 de Março de 2022
Qual é a estratégia da China na Ucrânia?


mw-860.jpgAs negociações continuam, mas os resultados são praticamente nulos… e diz quem acompanha esta crise provocada pela invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin que o importante e que ainda teremos que aguardar é para onde vai a China cair, pois será o que influenciará o destino da guerra. Eu também sou desta opinião.


Pingus Vinicus - A China tem uma paixão pela Rússia…
Jorge De Freitas Monteiro - A China cai sempre para o seu próprio lado. O que neste caso significa ter interesse numa solução pacífica da qual a Rússia não saia enfraquecida nem os US reforçados.
David Ribeiro - ...o que no atual estado da coisa é o mesmo que cair para o lado russo.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, provavelmente. Aliás é interessante ver o tom utilizado por diplomatas e altos funcionários chineses nas suas contas no Tweeter. Sabendo-se que os chineses não dizem nada só por dizer é muito significativo. Mais um factor que a informação a que temos direito omite cuidadosamente.
David Ribeiro - Mas os chineses são exímios em dar “uma no cravo e outra na ferradura”, conforme lhes convenha. Na semana passada, durante uma conversa telefónica entre Xi Jinping e Joe Biden, o presidente chinês disse que os interesses económicos da China estão com o Ocidente e não com a Rússia. Xi é uma puta velha (pardon my french).
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, justamente, caem sempre para o seu próprio lado
Chico Gouveia - A estratégia da China é a dos tomates: colabora mas não entra.
Da Mota Veiga Suzette - A China é tradicionalment amigo da Russia mas lembra-se do grande mercado que significa a Europa e USA para escoar os seus produtos. Assim, a China disse: esta guerra não é bom par ninguém!

 

 


18304358_905.jpgLendo tudo o que se escreveu sobre as reuniões dos últimos dias em Bruxelas – NATO, União Europeia e G7 – estou convencido, mais do que nunca, que a União Europeia não pode de forma alguma aceitar a covarde invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin, mas também não se pode tornar num “Estado vassalo” dos Estados Unidos da América, mas sim um seu par. É certo que nunca se teve em atenção a capacidade estratégica e militar dos 27 Estados-membros da UE, um espaço com 450 milhões de habitantes, mas é forçoso avançar para forças armadas conjuntas, com sistema de transporte estratégico, informação estratégica, capacidade de projeção de forças e capacidade naval. E a NATO, qual será o seu futuro? Não será que com trinta países, com interesses muito diferentes, no caso de um conflito o comando e controlo será muito complicado?

 


Map_of_Central_Asia(pt).pngCercada pela Rússia, China, Irão, Afeganistão e Mar Cáspio, a região da Ásia Central – que inclui Quirguistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão – é muito suscetível à volatilidade em termos de mudanças geopolíticas e de segurança. Após o colapso da União Soviética estes países permaneceram na órbita russa e embora muitos tentassem adotar políticas externas multivetoriais, as suas dependências de Moscovo permaneceram fortes. Mas o atual conflito de Rússia com a Ucrânia pode alterar o jogo político e mudar a dinâmica regional. É que não há dúvida que a forma como a Ásia Central vê a atual governação de Putin alterou-se substancialmente. Enquanto antes a Rússia era vista como uma fonte de estabilidade, agora parece que se tornou uma fraqueza para a estabilidade regional, soberania e integridade territorial. As coisas já não são o que eram nesta região da Ásia Central.
  
Xavier Cortez - Um dos comentários mais inteligentes que vi ultimamente. Os tão podem tornar-se um problema sério para a Rússia. Pela via do islamismo.

 

  Expliquem-me, se souberem e me quiserem ser úteis, qual o interesse prático das reuniões do Conselho de Segurança da ONU se os membros permanentes que o integram, dispõe cada um deles de um direito de veto, como estipula a Carta das Nações Unidas.

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O Artigo 27 das Nações Unidas afirma:
Cada membro do Conselho de Segurança terá um voto.
Decisões do Conselho de Segurança sobre questões processuais, serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros.
Decisões do Conselho de Segurança em todos os outros assuntos serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros, incluindo os votos afirmativos dos membros permanentes, desde que, nas decisões previstas no Capítulo VI, parágrafo 3 do Artigo 52, uma reunião deverá ser realizada pela abstenção do voto.
Embora o "poder de veto" não seja mencionado explicitamente na Carta da ONU, as decisões do Conselho de Segurança exige "os votos dos membros permanentes", significa que qualquer um desses membros permanentes podem impedir a adoção de qualquer assunto adicional sobre alguma resolução. Por essa razão, o "poder de veto" também é um princípio unânime das grandes potências.
  Mário Santos - A Alemanha, Brasil, Índia e Japão (aliança G4) em setembro de 2021 propõem a reforma "urgente" do Conselho de Segurança da ONU, com vista a torná-lo mais legítimo, eficaz e representativo (claro que querem entrar no Conselho). Também Guterres defendeu a reforma do Conselho de Segurança em particular o Artº 27º (o tal "veto" do P5). Agora as contas da ONU e quem as paga (quer estar no tal conselho...)
 
  Não será um “flik-flak à retaguarda” por parte de Vladimir Putin, mas um dos seus generais já afirmou que as forças russas na Ucrânia mudaram o foco numa ofensiva terrestre voltada para a capital, Kiev, para uma prioridade a que Moscovo chama de “libertação” da contestada região de Donbass. Ainda é cedo para se saber o que isto significará em toda esta situação da invasão russa da Ucrânia, mas os fracos progressos das tropas de Putin (ver mapa com a evolução no terreno de 6mar para 27mar2022) sugerem uma nova fase da guerra.

De dia 06 para dia 27mar2022.jpg

 

  Eu não fui hoje a esta manif na Praça D João l. Mas vi agora estas fotos e curiosamente nem uma bandeira ucraniana. E não houve nem uma crítica a Putin, disse-me quem lá esteve. Esta malta, do CPPC e PCP… quem não os conhecer que os compre.
Captura de ecrã 2022-03-27 221510.jpg
  Raul AlmeidaO PC criou há muitos anos uma série de organizações satélites, falsamente independentes, com diversas finalidades, enquadradas pelo interesse maior da defesa e protecção do comunismo de inspiração soviética. Utilizando uma dessa pseudo-organizações, o Conselho para a paz, cooperação e segurança, que se diz empenhada na promoção de paz sempre obediente a Moscovo, fizeram hoje um encontro "pela paz", onde sintomaticamente não se viu uma única bandeira da Ucrânia, nação actualmente mais fustigada pela guerra. O revisionismo, a profunda cara de pau, a sempre presente e profundamente entranhada herança de Stalin, fazem do PC algo que nos envergonha a todos, enquanto sociedade. Queriam o Rivoli e o patrocínio da Câmara para esta palhaçada aviltante. Era o que mais faltava!!! Esteve muitíssimo bem, Rui Moreira na recusa, interpretando a expressão democrática dos votos na Autarquia e impedindo uma mancha ignóbil num espaço nobre da Cidade.



Publicado por Tovi às 09:42
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

Captura de ecrã 2022-03-24 214538.jpg

  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
NATO 25mar2022.jpg



Publicado por Tovi às 07:09
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