"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2025
O preço da inação - Filipe Araújo no Expresso

Os fenómenos climáticos extremos vieram para ficar
Temos de ser líderes na adaptação climática, caso contrário o preço a pagar vai ser demasiado alto
Uma boa notícia: ainda podemos reduzir a fatura

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Assistimos, por estes dias, aos trabalhos da COP30, a Cimeira do Clima das Nações Unidas, que decorre no Brasil.
Longe vão os tempos da vitória do Acordo de Paris e o caminho para evitarmos ultrapassar o limite do aumento da temperatura de 2ºC está cada vez mais distante, até pelas complexas perspetivas geopolíticas.
Deste lado do oceano, chove torrencialmente e os ventos sopram de tal forma que tudo voa. Estas duas realidades estão incrivelmente ligadas, por muito que possa não parecer, e têm impacto no nosso dia a dia. Como? Quando falamos de alterações climáticas, temos de falar em adaptação e não somente em mitigação… porque é impossível tentar travar o vento com as mãos. Esta consciência está cada vez mais presente e está a ser debatida pela comunidade internacional na COP30.
Muitas organizações já perceberam que trabalhar apenas do lado da redução das emissões não é prudente e que a componente de adaptação, sempre mais esquecida, tem de merecer uma aposta clara nos próximos anos. Olhemos para as nossas cidades: hoje, a construção de edifícios, ruas, escolas, parques e jardins tem de ser pensada tendo em conta os impactos das alterações climáticas que são já irreversíveis. Por exemplo, as infraestruturas de água nas cidades não foram dimensionadas para estes novos tempos. Sim, caro leitor, as infraestruturas, muitas vezes, não têm capacidade para algumas das enxurradas que enfrentamos e é urgente melhorar e aumentar a capacidade dos solos absorverem água.
Todas as ações contam, grandes ou pequenas. Importa, por isso, continuar a apostar nos telhados verdes no topo dos edifícios, na manutenção de árvores centenárias em novas urbanizações e mesmo assumir que novos parques verdes devem ser projetados como locais fulcrais para a retenção e infiltração de água nos solos. Se recordarmos a tragédia de Valência ou as inundações em Lisboa, fica claro que não preparar as cidades para eventos extremos, cada vez mais frequentes, terá um custo humano e material muito superior ao do planeamento e investimento feito atempadamente.
Temos de agir já!
Os efeitos estão a ser sentidos por todos, nomeadamente pelas famílias, pelas empresas e até pelas seguradoras, que nos últimos anos têm percebido que os eventos climáticos extremos começam a colocar riscos muito superiores. Aliás, no futuro próximo, iremos ver o setor dos seguros a premiar quem investiu em adaptação e resiliência, porque os custos de não adaptar começam a ser insuportáveis. Vejam-se os incêndios: esta tragédia nacional (mas não só), com contornos cada vez mais violentos e com vagas de calor mais longas, exige adaptação com urgência e ações concretas precisamente agora, em pleno outono, antecipando desde já os próximos verões.
Também nas organizações, públicas ou privadas, chegou a altura de investir na resiliência do seu ecossistema, atendendo ao facto de que as alterações nos próximos anos não serão apenas geopolíticas ou de crises económicas, como estivemos habituados a enfrentar nas últimas décadas. Serão de outra dimensão e estão para ficar e, como tal, estamos obrigados a adaptar-nos.
Usar a natureza e o que ela nos ensina como soluções para o futuro é a chave do sucesso. Só as cidades e as organizações que o fizerem continuarão a prosperar. As outras verão os seus problemas aumentar com risco para as populações e para a economia.
O país pode ambicionar ser líder mundial em muitas áreas, algumas recentemente proclamadas pelo Governo numa conferência de tecnologia… Mas, sem liderança na adaptação climática, tudo o vento (a água, ou o fogo) levará.
 
  
Joao Pedro Abreu - Desde que a económia do Porto e de Portugal não sofram com isso, como é óbvio todos concordam com uma mudança de hábitos na redução de todos os agentes poluidores. No entanto... A CMP nada fez pelos seus Munícipes no sentido da discriminação positiva para quem investe nesse sentido.
Nuno Pereira
Taxas de carbono é roubo. Cop30 é uma palhaçada para as elites passearem de avião e roubarem dinheiro aos governos. O povo está farto de mentiras e de covidiotas do clima. Nota: sou a favor de economias circulares e da proteção do ambiente.
Manu Manuela FreitasPlenamente de acordo.
 
  Correio da Manhã 19nov2025
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Ministra do ambiente admite pressão de Bruxelas para terminar subsídios. Portugal com bom desempenho na luta contra as alterações climáticas, mas falha nos transportes. 
  Bernardo MergulhaoE depois PS e restante oposição vem falar de aumento de impostos num cinismo político, quando na verdade estão a retirar desconto e pressionados por Eu...eu não queria ser político da actualidade ..preso por ter cão preso por ter gato..



Publicado por Tovi às 07:18
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2023
Vai ser difícil... mas tentar não custa

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A Cimeira do Clima do Dubai (COP28) aprovou por consenso em plenário, apelar aos Estados para que iniciem uma transição para longe dos combustíveis fósseis, "de forma ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, com o objetivo de atingir o objetivo de zero emissões líquidas até 2050, de acordo com a ciência".

  
Isabel Sousa Braga
Palhaçada
João FernandesE, para "reforçar" essa luta contra os combustíveis fósseis, no próximo ano a cimeira vai ser realizada em Baku, capital de um país que vive apenas e só à custa da exploração do petróleo. É caso para dizer: ide gozar com o ca@@lho.
David Ribeiro - Há uns dias dizia alguém (já não sei quem) com muita piada: "Cimeira do clima organizada pelos Emiratos Árabes, é como uma convenção vegan organizada pelo Rei dos Leitões"
Jorge Veiga
Não acredito que adiante seja o que for. Há gente a querer vender petróleo e gente a querer gastá-lo. À velocidade a que vamos na energia verde, nem do amarelo saímos...
Gonçalo G. MouraFelizmente deu em nada, ou ía-mos pagar ainda mais caro os disparates verdes...
Sarah Corsino"Aprovou apelar aos Estados......" Ou seja: NADA! Mais uma COP que apenas serviu para ser uma Feira de Vaidades. 



Publicado por Tovi às 09:43
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Sábado, 21 de Dezembro de 2019
A depressão "Fabien" chega este sábado

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(As águas do Rio Douro voltaram a galgar a margem e submergiram a Praça da Ribeira, na noite desta sexta-feira)

 

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21 horas de hoje e as 12h00 de domingo em aviso vermelho. São esperados períodos de chuva persistente e por vezes forte na região Centro, Alto Alentejo e no litoral entre o rio Tejo e o cabo de Sines, até ao final da madrugada; aguaceiros temporariamente intensos no Minho e Douro Litoral até ao meio da tarde; e intensificação do vento, especialmente nas regiões Norte e Centro.

 

  10h00 de 21dez2019

A circulação dos comboios de longo curso da Linha do Norte (do serviço Intercidades e Alfa Pendular que ligam Lisboa ao Porto) está hoje suspensa devido ao mau tempo. Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP) explicou que em causa está o troço entre Alfarelos e Ameal Sul, onde a linha ferroviária se "mantém submersa" desde o final de tarde de sexta-feira, devido à subida do nível das águas da Bacia do Mondego.

   18h00 de 21dez2019

A Câmara de Montemor-o-Velho declarou este sábado "alerta máximo de risco de cheia" para as zonas baixas de Carapinheira, Montemor-o-Velho, Meãs do Campo, Tentúgal e Ereira, logo após a rotura de um dique no canal principal do Mondego.

   9h40 de 22dez2019

A passagem da depressão "Elsa", primeiro, e da "Fabien", depois, ainda se faz sentir em Portugal. A Linha do Norte e a Linha do Douro mantêm hoje a circulação ferroviária suspensa, de acordo a Infraestruturas de Portugal (IP). Segundo a empresa gestora da ferrovia, na linha do Douro, a circulação está suspensa entre Marco de Canaveses e Régua, "devido à queda de uma barreira e uma pedra de grandes dimensões" ao quilómetro 89,1, entre Ermida e Rede. "Na linha do Norte e Ramal Alfarelos, mantém-se a circulação suspensa entre Ameal Sul/Alfarelos/Verride devido à subida do nível da água que provoca inundação da via e o corte de tensão entre Alfarelos e Figueira da Foz/Louriçal devido à queda de um poste do sistema de alimentação de energia elétrica (catenária)", refere o ponto da situação divulgado hoje pela IP.

   21h00 de 22dez2019

Terá rebentado um dique periférico no rio Mondego na zona de Montemor-o-Velho.



Publicado por Tovi às 09:06
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Domingo, 18 de Agosto de 2019
Manhã de um domingo de Verão

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Publicado por Tovi às 12:26
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