"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 12 de Junho de 2022
Traidor ou herói?... e os "mercenários" quem são?

Este artigo de Tim Lister e Sanyo Fylyppov, ambos da CNN - Traidor ou herói? É difícil para a Ucrânia identificar os colaboradores russos -, merece uma leitura... leitura calma, atenta, sem "clubites" exacerbadas. É que em todos os conflitos há sempre os "Gauleiters".
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Está em andamento um ajuste de contas na Ucrânia, com os procuradores a trabalhar em dezenas de casos contra ucranianos acusados ​​de colaborar com as forças russas. O Ministério do Interior diz que já existem mais de 500 casos sob investigação. Do presidente Volodymyr Zelensky para baixo, as autoridades ucranianas reservaram uma aversão especial a supostos colaboradores, ou “Gauleiters”, como são frequentemente apelidados. O termo Gauleiters era usado para os funcionários distritais na Alemanha nazi. Artigo completo aqui

 

  Prisioneiros de guerra
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Um tribunal da região separatista de Donetsk, controlada por rebeldes apoiados pela Rússia, emitiu sentenças de morte para dois cidadãos britânicos e um marroquino, que foram capturados enquanto lutavam pelo exército ucraniano contra as forças russas e que foram identificados como "mercenários". O veredicto de quinta-feira [9jun2022] do Supremo Tribunal da autoproclamada República Popular de Donetsk (DPR), marca a primeira condenação de combatentes estrangeiros desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
Um governador ucraniano disse na sexta-feira [10jun2022] que o seu país realizou a 11.ª troca de prisioneiros com a Rússia desde fevereiro, trocando quatro russos por cinco ucranianos. O governador da região de Mykolaiv, Vitaliy Kim, escreveu no Telegram que um dos ucranianos libertados era o chefe da vila local Oleh Pylypenko, que Kim disse ter sido “sequestrado” pelas forças russas em 10 de março.
A família do britânico Shaun Pinner, condenado à morte por um tribunal separatista em Donbas, disse estar devastada com a notícia e pediu que ele fosse trocado ou libertado. “Em primeiro lugar, toda a nossa família está devastada e entristecida com o resultado do julgamento ilegal da chamada República Popular de Donetsk”, disse a família em comunicado. “Shaun deve receber todos os direitos de um prisioneiro de guerra de acordo com a Convenção de Genebra e incluindo representação legal independente completa. Esperamos sinceramente que todas as partes cooperem com urgência para garantir a libertação ou troca segura de Shaun”.


600.jpgLendo o artigo de Mansur Mirovalev (correspondente e produtor de televisão baseado em Kiev que trabalhou com a AP, Al-Jazeera, BBC, CNN, Los Angeles Times, National Geographic, The New York Times, RFE/RL e Vice News, entre outros) publicado na Al Jazeera em 10jun2022, também eu estou convencido que, apesar de ter havido uma sentença de morte, não haverá uma execução. Ora vejamos: 
I) Os cidadãos britânicos Aiden Aslin, de 28 anos, e Shaun Pinner, de 46, mais o marroquino Brahim Saadoun, de 21 anos, lutaram pelo exército ucraniano entre milhares de outros estrangeiros que se inscreveram para combater a invasão russa. 
II) Os três foram capturados por separatistas pró-Rússia e acusados ​​de tentar “tomar o poder” e “treinar para conduzir atividades terroristas”, segundo os “promotores” separatistas. 
III) O “Supremo Tribunal” de Donetsk considerou-os “mercenários” no que parece ser um esforço legal para colocá-los fora do âmbito das Convenções de Genebra. 
IV) As Convenções concedem aos prisioneiros de guerra imunidade de processo por ações militares consideradas lícitas. 
V) O tribunal aprovou a sentença de morte na quinta-feira [9jun2022] de acordo com a constituição da era estalinista que os separatistas “restauraram” no seu estado totalitário. 
VI) Os três enfrentam a morte por fuzilamento, mas podem recorrer da sentença dentro de um mês, disse o juiz separatista Alexander Nikulin, segundo a agência de notícias Donetsk, administrada pelos rebeldes. 
VII) Mas os separatistas não ousarão executar os três, como afirmou Kozlovsky, que foi capturado em 2016 pela sua postura pró-ucraniana e sobreviveu a meses de tortura e ameaças de morte até ser trocado e levado para Kiev em 2018. “Eles não vão correr o risco de executá-los. Tivemos casos semelhantes quando as pessoas foram condenadas à pena capital e foram trocadas”, disse o professor de 68 anos que lecionava estudos religiosos na Universidade Estadual de Donetsk. A sentença “foi a decisão de Moscovo de aumentar o preço, assustar o Ocidente”, disse Kozlovsky. 
VIII) Nas fotos e vídeos divulgados pela mídia separatista e russa, os três pareciam abatidos, pálidos e exaustos. 
IX) Todos se declararam culpados porque foram torturados, segundo Kozlovsky, que relembrou a sua própria experiência. 
X) Mas os separatistas e seus apoiantes do Kremlin não precisam que o julgamento termine com a morte dos três. Eles visam um prémio político muito maior. A “República Popular de Donetsk” dos separatistas, conhecida na Ucrânia como DNR, e seu irmão menor na vizinha Luhansk, conhecido como LNR, estão desesperados por reconhecimento. Mesmo a Rússia, cujo apoio militar, político e financeiro os criou em 2014 e os manteve à tona por oito anos, reconheceu sua independência apenas em 22 de fevereiro, dois dias antes do início da guerra. 
XI) A sentença forçará Londres a iniciar negociações diretas com Donetsk, dando aos rebeldes pelo menos um verniz de legitimidade. "A Rússia, é claro, lavará as mãos dizendo que os chamados 'LNR' e 'DNR' são estados independentes", forçando o governo do Reino Unido a lidar diretamente com Donetsk. "Os julgamentos estão sendo realizados com base na legislação da República Popular de Donetsk, porque os crimes em questão foram cometidos no território da RPD", disse Sergey Lavrov, citado pela mídia russa nesta quinta-feira [9jun2022]. 
XII) As negociações não envolverão apenas uma nação europeia – mas um dos maiores apoiantes internacionais da Ucrânia, o Reino Unido. Após mais de três meses de guerra, Londres estabeleceu laços sem precedentes com Kiev. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu transferências de armas, visitou a capital ucraniana em abril e tornou-se o primeiro líder ocidental a discursar na Verkhovna Rada, a câmara baixa do parlamento ucraniano, após o início da guerra. Não limitada pelas políticas energéticas da União Europeia e quase independente do fornecimento de energia russo, Londres tornou-se uma das maiores críticas de Moscovo – tornando Johnson o bicho-papão favorito da mídia controlada pelo Kremlin. 



Publicado por Tovi às 07:30
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Segunda-feira, 21 de Março de 2022
Polónia quer "missão de paz" em Kiev


20161207_Cooperação-União-Europeia-e-NATO.jpgDisse o vice-primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, durante uma recente visita a Kiev: “A NATO deve enviar uma missão de paz para a Ucrânia, protegida pelas Forças Armadas, para prestar ajuda humanitária e pacificadora. Esta missão não pode ser uma missão desarmada. Ela deve procurar fornecer ajuda humanitária e pacificadora à Ucrânia”. Uma missão de paz para a Ucrânia não deixa de ter razão de ser, mas o que Jaroslaw Kaczynski defendeu parece não estar a equacionar devidamente a mais que previsível resposta das forças militares de Putin. Na próxima quinta-feira (24mar2022) terá lugar em Bruxelas uma cimeira extraordinária da NATO sobre a guerra na Ucrânia, onde estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) e também o presidente norte-americano, Joe Biden. Neste mesmo dia e também em Bruxelas, reúne-se não só a NATO, mas também o grupo de países mais industrializados do mundo (G7 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e ainda os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, todos com a situação na Ucrânia como tema principal. Iremos ver o que destas três reuniões sairá.

 


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O que Putin está a fazer à Ucrânia é uma monstruosidade altamente condenável e fora de tudo que o Mundo democrático e civilizado pode aceitar… mas Zelensky não fica muito bem nesta “fotografia”, até porque o maior dos partidos suspensos é a Plataforma de Oposição, que tem 43 das 450 cadeiras no parlamento do país.
  
Jorge De Freitas Monteiro - Na realidade não proibiu partidos “pro russos“ como é afirmado. Os partidos “pro russos“ já tinham sido ilegalizados há muito. Proibiu a oposição. O que provavelmente diz mais sobre a crescente oposição interna a Zelensky do que sobre a qualidade da democracia ucraniana, que já não era exemplar nos rankings internacionais.
  David RibeiroContextualizando... era esta a composição do Parlamento da Ucrânia depois das eleições de 2019.
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  Jorge Veiga - sendo pró Rússia, porque cargas de água devem continuar a actividade numa situação de guerra? A democracia tem de ser suspensa...
  
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, democracia é uma maneira de dizer. O insuspeito The Economist classifica a Ucrânia como um regime híbrido, uma coisa a meio caminho entre a democracia e um regime autoritário.
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  Sete preocupações da China com a guerra de Putin
(Filipe Santos Costa na CNNPortugal - 21mar2021)
A China continua a fazer um exercício de contorcionismo entre o apoio estratégico à Rússia, sem condenar a guerra de Putin, e a defesa dos princípios da ONU sobre soberania e integridade territorial. Sob pressão do Ocidente, onde estão os principais parceiros comerciais da China, há muitos cálculos por detrás da cautela de Xi Jinping. Pressionado pelos EUA e pela União Europeia, os principais parceiros comerciais da China, e com pedidos de ajuda da Rússia, o aliado estratégico, eis as principais questões que Xi terá de colocar na balança: 1. Situação militar; 2. Geopolítica; 3. Sanções económicas; 4. Instabilidade na Rússia; 5. 
Soberania e integridade: a questão de Taiwan; 6. Relacionamento bilateral; 7. Dano reputacional.

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, apela à China “para desempenhar um papel importante” na guerra.
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  O número de cidadãos ucranianos que fugiram do país devido à invasão russa já deverá andar perto dos 3 milhões e quatrocentos mil.
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Publicado por Tovi às 07:58
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Quarta-feira, 9 de Março de 2022
Grupo Wagner - mercenários russos na Ucrânia

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  Centenas de mercenários russos estão na Ucrânia e uma das suas missões será assassinar Volodymyr Zelensky. E sim, "o patrão" é "amigo do Putin" (Patrícia Pires na CNNPortugal, às 07h54 de hoje).
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá sido alvo de três tentativas de assassinato desde que a Rússia invadiu o país. Estas alegações não foram confirmadas oficialmente, mas fontes citadas por vários jornais apontam nesse sentido. O britânico "Sunday Times" escreveu taxativamente que "mercenários russos receberam ordens para assassinar o presidente da Ucrânia". O New York Times, citando duas fontes de serviços secretos, adiantava dois dias antes da invasão da Ucrânia que cerca de 300 mercenários já estavam "com o grupo paramilitar russo Wagner nos enclaves separatistas" da Ucrânia. "Legalmente, o grupo Wagner não existe", explica ao The Economist Sorcha MacLeod, que lidera o grupo de trabalho sobre mercenários nas Nações Unidas. A Rússia não reconhece oficialmente a sua existência, mas são muitos os relatórios e notícias que nos últimos anos testemunham a sua existência - e intervenção em conflitos como o da Síria, da Líbia ou da República Centro-Africana.
O que é o grupo Wagner?
Trata-se de "uma entidade militar privada com base na Rússia não constituída formalmente". É desta forma que a União Europeia descreve o grupo, em relação ao qual, em dezembro de 2021, adotou um conjunto de medidas restritivas. A organização terá sido fundada por volta de 2007, na Rússia, por um ex-oficial do exército russo, Dmitriy Valeryevich Utkin, com o apoio de Yevgeny Prigozhin, um oligarca russo com laços estreitos ao Kremlin. E é por isso, que muitos tratam o Grupo Wagner como um exército privado de Vladimir Putin. A denominação não é estranha para José Manuel Anes, ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT). "O patrão do Grupo Wagner é um amigo do Putin e, portanto, é uma milícia privada, não oficial, mas que está sempre ao serviço do governo russo e do Putin, claramente", afirma à CNN Portugal. As tentativas de assassinato de Zelensky avançadas pelo jornal britânico The Times foram comentadas pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia. Oleksiy Danilov revelou, na altura, que "espiões russos tinham alertado [Kiev] sobre os planos de assassinato". Na Ucrânia estarão centenas de mercenários pertencentes ao Grupo Wagner, cuja missão é assassinar Zelensky. Mas ainda segundo o jornal de The Times, eles não estão sozinhos. No terreno, com o mesmo intuito, estão também forças paramilitares especiais chechenas. Para José Manuel Anes, as informações avançadas pelo jornal britânico são credíveis: "O The Times tem boas informações do MI6, que são as informações britânicas no exterior, e que estão também presentes na Ucrânia. Portanto, considero essas informações fiáveis". Recorde-se que Yevgeny Prigozhin, alegado dono do grupo, é um dos alvos de sanções impostas a oligarcas russos pelos Estados Unidos, na sequência da invasão da Ucrânia. E já em dezembro de 2021 o Conselho Europeu impôs medidas restritivas contra o grupo e a descrição feita do mesmo é reveladora: "O Grupo Wagner recrutou, formou e enviou operacionais militares privados para zonas de conflito em todo o mundo, a fim de alimentar a violência, saquear recursos naturais e intimidar civis em violação do direito internacional, incluindo o direito internacionaldos direitos humanos". "As pessoas incluídas na lista da UE estão envolvidas em graves violações dos direitos humanos, nomeadamente tortura e execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, ou em atividades desestabilizadoras em alguns dos países em que operam, como a Líbia, a Síria, a Ucrânia (Donbass) e a República Centro-Africana. O grupo está também a estender a sua influência nefasta a outros locais, a saber, à região do Sael. Por estes motivos, o grupo constitui uma ameaça para as populações dos países onde estão presentes, para toda a região e para a União Europeia", lê-se no comunicado divulgado. As ações do grupo em diversas partes do mundo, são reconhecidas pela União Europeia, através desta decisão, e as medidas "visam o próprio Grupo Wagner, bem como oito pessoas e três entidades a ele ligadas". Esta descrição não espanta quem já se cruzou com este nome profissionalmente. "É uma tropa que pode fazer a chamada guerra suja, aquilo que as tropas, com receio de serem condenadas internacionalmente, não fazem. Este grupo de mercenários faz o que quer, o que lhes apetece e o que lhes é pedido", explica à CNN Portugal José Manuel Anes. E não tem dúvidas: "A situação, se já é preocupante a nível das tropas convencionais russas, agora com estas tropas especiais de guerra suja… ainda vai ser pior". 
Dmitriy Valeryevich Utkin e Yevgeny Prigozhin
As informações sobre o ex-oficial do exército russo Dmitriy Valeryevich Utkin são escassas. Terá servido como tenente-coronel das forças especiais do GRU (Direção Central do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia) e recebido quatro Ordens de Coragem. Nasceu a 11 de junho de 1970 em Asbest, na Rússia, tem agora 51 anos. Dmitriy Valeryevich Utkin também terá sido chefe de segurança de Yevgeny Prigozhin. Já Yevgeny Prigozhin é conhecido como "o chef de Putin". A alcunha virá do facto de ter feito fortuna em negócios de catering na década de 90. Terá conhecido Putin, em 2001, no seu restaurante de luxo em São Petersburgo, o New Island, e em pouco tempo passou a fazer parte do círculo próximo do líder russo. Tem 58 anos. Sempre que foi questionado, Prigozhin negou qualquer ligação ao grupo. Dmitriy Valeryevich Utkin será o homem responsável pelo nascimento do Grupo Wagner. que só se torna visível aos olhos do mundo em 2014, durante a Guerra civil no leste da Ucrânia. É nessa altura que surgem relatos de soldados ucranianos que se cruzaram com homens fardados, mas sem símbolos e que falavam russo. Mais tarde surgem novamente na Síria. Mas a sua ação estende-se por diversos continentes. Nas últimas semanas, mesmo antes da invasão da Ucrânia, já haveria registo de muitos mercenários retirados de África, para rumarem a um novo destino. Segundo o jornal de The Times a nova missão era "decapitar o governo de Zelensky em troca de um bónus financeiro". As viagens de elementos do Grupo Wagner, entre países, são expectáveis para o ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT): "Eles têm um número limitado de efetivos. Se são mais precisos noutra zona, saem de onde estão e vão para outra", até porque, "têm um número limitado de efetivos". Ninguém sabe ao certo quantos são, mas, segundo José Manuel Anes, "calcula-se que serão vários milhares, mesmo dezenas de milhares. O que, mesmo assim, não dá para estar em todo o mundo como a Rússia pretende". 
Como atua o grupo no terreno?
O Grupo Wagner atua através de operações clandestinas, ao serviço de Moscovo, em países em conflito, sejam a Ucrânia, a Síria ou nações africanas como a República Centro-Africana, entre outras, onde projetos de interesse russo possam estar em causa. São também uma forma de expandir a influência geoestratégica de Moscovo e monitorizar lugares-chave no mundo. Em declarações ao The Times, o general Sir Richard Barrons, ex-comandante britânico do Comando das Forças Conjuntas, afirmou que "eles são muito eficazes porque são difíceis de identificar". Estes homens serão treinados para as missões em acampamentos próximos da base dos Serviços de Inteligência russo (GRU) em Molkino, na região de Krasnodar. E sendo este um grupo privado, os interesses económicos não podem ser esquecidos. Há relatos de que também atuam no interesse de empresas russas em determinadas regiões. São ainda capazes de treinar forças de segurança, milícias locais ou proteger dirigentes ou autoridades locais. Considerando que a Agência de Pesquisa na Internet, conhecida como "fábrica de trolls", instalada em São Petersburgo é também propriedade de Yevgeny Prigozhin, muitos garatem que o grupo também tem um papel ativo em campanhas de desinformação e propaganda.
Mercenários russos, do Grupo Wagner, foram mortos em combate na República Centro-Africana
Apesar de eficaz, o Grupo Wagner não é imbatível, e já houve elementos mortos em ações exteriores. Em novembro do ano passado, quatro mercenários russos do grupo Wagner morreram em combates com os rebeldes do movimento 3R a 18 de novembro, em Pare, República Centro-Africana, apurou a CNN Portugal, que então avançou essa informação num exclusivo mundial. Na altura, mercenários russos do grupo Wagner lançaram um ataque contra uma posição do movimento rebelde 3R (Regresso, Reclamação e Reabilitação) na República Centro-Africana. A CNN Portugal confirmou detalhes sobre o ataque, que teve lugar em Pare, a cerca de 15 quilómetros de Baboua, na prefeitura de Nana Mambéré, a 18 de Novembro, segundo um serviço de informações militares. Três mercenários russos morreram no local e um ferido grave foi evacuado para Baboua, onde viria a falecer devido à gravidade dos ferimentos. Nos confrontos morreram ainda um guerrilheiro do 3R e um elemento da milícia cristã anti-balaka. Os mercenários russos foram enterrados no mato. As suas armas (essencialmente AK-47), segundo uma fonte rebelde, foram capturadas. A República Centro-Africana está a ferro e fogo há oito longos anos. Catorze grupos armados controlam 80% do território onde o Estado faz figura de ausente. A influência da Federação Russa não pára de aumentar na RCA desde 2017.
Profissionais sem ética
A presença de tropas chechenas, e também sírias, é previsível para José Manuel Anes. O passado da Rússia nas duas regiões explica essa "ajuda". "Putin fez à Chechenia aquilo que está a tentar fazer agora à Ucrânia, que foi matar civis e destruir cidades. Depois pôs lá um presidente fantoche, com muito dinheiro, e aquilo está mais ao menos controlado", recorda. E esse mesmo tipo de ajuda foi dada à Síria. A presença destes homens no terreno "é um problema" para todos. Sobre o Grupo Wagner, afirma, "sem dúvidas", que "são profissionais sem ética, militares prontos para fazer a guerra suja".  E a companhia no terreno dos mercenários estará ao mesmo nível: "Quantos aos chechenos, é uma tropa também sem ética, aquilo é matança total". "A tropa chechena é uma tropa muito competente, mas é uma tropa de matança e destruição. Os da Síria a mesma coisa", conclui o ex-presidente do OSCOT. Vale a pena recordar os relatos do repórter Rui Araújo, da TVI/CNN Portugal, em novembro passado. Enviado à República Centro-Africana, o jornalista noticiou como mercenários russos mataram, em Kaga-Bandoro um influente comerciante árabe, Mahamat Zène Abrass: "Foi raptado no mercado. Depois foi levado para a base dos russos. Foi torturado com selvajaria e a seguir cortado aos pedaços antes de ser decapitado e queimado. (...) Os mercenários russos estão a transformar a RCA noutra Ucrânia…” Os operacionais (“contractors”) da Wagner são acusados de “matar crianças, violar e torturar mulheres como animais e de executar homens nas mesquitas” Em março do ano passado, um relatório de peritos mandatados pela ONU acusava os operacionais da Wagner de “graves violações dos direitos humanos”. Como recordava em novembro o repórter Rui Araújo, os jornalistas russos Orhan Djemal, Alexandre Rastorguev e Kirill Radchenko, que estavam a fazer um documentário sobre as actividades do grupo Wagner na RCA, foram misteriosamente assassinados perto de Sibut em 2018. A Federação Russa aumentou as operações com firmas tecnicamente ilegais de mercenários (ChVK’s) a partir de 2014. "As principais firmas são a MSGroup, a RSB, a MAP, a CENTRE R, a ATK Group, a SLAV CORPS, a ENOT, a COSSACKS e a PMC WAGNER". O grupo de mercenários mais proeminente é o da firma Wagner. "Especialidades: fomentar a exploração ou o saque dos recursos naturais, propagandear as teses de Putin, divulgar fake news, desinformar as opiniões públicas, raptar e matar com total impunidade…" 

 

  Já no passado dia 7 de fevereiro o Observador publicava este artigo sobre o Grupo Wagner:

Grupo Wagner, verdadeiras sombras com armas. Quem é o exército de paramilitares de Putin?
Camuflados e sem marcas de identificação, o Grupo Wagner é composto por mercenários. Especula-se que este grupo de paramilitares tenha ligações ao Governo russo e a Putin. A tensão entre a Ucrânia e a Rússia tem aumentado nas últimas semanas. Moscovo nega a intenção de invadir Kiev, mas exige garantias de que a Ucrânia não será membro da NATO. Ao mesmo tempo, o Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira com a Ucrânia. Para além dos militares, há ainda um grupo que poderá ajudar os russos numa potencial invasão aos ucranianos. Afinal, quem é o exército-sombra de paramilitares de Vladimir Putin? O Grupo Wagner, uma empresa militar privada, terá sido fundado em 2007 pelo ex-oficial do exército da Rússia Dmitriy Valeryevich Utkin. Ainda assim, apenas ganhou notoriedade internacional em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia, separando assim a região da Ucrânia. A ABC internacional refere que, em 2014, o grupo apareceu pela primeira vez na Ucrânia. Os mercenários estavam camuflados, mas sem marcas de identificação, sendo apenas conhecidos como verdadeiras sombras com armas. Acredita-se que o Grupo Wagner, utilizado principalmente no leste da Ucrânia durante 2014, seja composto por membros de forças de elite, dos serviços secretos ou antigos militares. A Ucrânia foi basicamente o começo, o ponto de partida para o Grupo Wagner”, disse o investigador Sergey Sukhankin à revista Foreign Policy. Em outubro de 2015, os paramilitares apareceram na Síria, como parte de uma intervenção russa lançada em auxílio de Bashar Al Assad, Presidente sírio, para combater o terrorismo no país. Foi neste ano que começaram a circular imagens dos mercenários de uniformes e armados, prontos para combater. A 7 de fevereiro de 2018, o Grupo Wagner sofreu centenas de baixas quando, numa operação aérea internacional liderada pelos EUA, decidiram tomar um campo de petróleo dos curdos em Deir ez Zor, na Síria. Com o passar dos anos, a imprensa começou a especular que o Grupo Wagner possa ter ligações ao Governo russo. O Kremlin tem vindo a negar as acusações, mas já há quem apelide os combatentes de “exército privado” do Presidente russo, uma vez que já foram enviados para zonas de combate para servir os interesses da Rússia e do Presidente Putin. Ao que tudo indica, o homem que financia este grupo é o magnata russo Evgueni Prigozhin, amigo íntimo do Presidente, conhecido como “cozinheiro de Putin”, uma vez que administra empresas de catering desde a década de 1990, informa a BBC. Sem experiência militar própria, Evgueni Prigozhin é um candidato improvável para comandar uma rede de paramilitares. O seu relacionamento aparentemente próximo com Putin leva a imprensa a acreditar que é “o alvo perfeito”. A sede do Grupo Wagner estará localizada na cidade de Mólkino, ao sul da cidade de Crasnodar, na Rússia. Este grupo privado tem sido acusado por países ocidentais, como a França, o Reino Unido ou a Alemanha, de realizar operações clandestinas desestabilizadoras ao serviço de Moscovo em países em conflito, como a Ucrânia.

 

  Em finais do ano passado os países da União Europeia adotaram sanções contra o Grupo Wagner, a empresa paramilitar russa que tem agido como uma espécie de braço militar oficioso de Moscovo em vários cenários de conflito no mundo, especialmente em África. A empresa paramilitar russa, próxima do Governo de Vladmir Putin, e oito pessoas a ela ligadas são acusadas de violações de direitos humanos e saqueio de recursos naturais.
Conclusões do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia de 13dez2021 - Adotou igualmente um novo regime de sanções que visa pessoas e entidades que criam entraves à transição política no Mali, bem como medidas restritivas contra pessoas e entidades ligadas ao Grupo Wagner. As atividades deste grupo refletem a estratégia de guerra híbrida da Rússia, representam uma ameaça e estão a criar instabilidade em vários países do mundo. As sanções abrangerão o próprio grupo Wagner, três empresas com ligações ao grupo e oito operacionais militares responsáveis por graves violações dos direitos humanos ou atividades de desestabilização na Ucrânia, Síria, Líbia, República Centro-Africana, no Sudão e em Moçambique.



Publicado por Tovi às 08:50
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2022
Guerra na Europa

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  Levantei-me às sete horas, liguei o rádio e as notícias eram terríveis: Enquanto decorria a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o presidente russo anunciou o lançamento de uma "operação militar especial" na Ucrânia; Há explosões por todo o país e invasão a larga escala; Ucrânia pede ajuda; NATO, G7 e Conselho Europeu reunem-se hoje; Marcelo Rebelo de Sousa convoca reunião do Conselho Superior de Defesa.

 

 

  09h02, Al Jazeera
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A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e a confirmação dos piores temores do Ocidente. Explosões podem ser ouvidas desde o amanhecer na capital ucraniana, Kiev. Tiros ecoaram perto do aeroporto principal e sirenes soaram por toda a cidade.

 

  09h25, Al Jazeera
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  10h32, CNN Portugal
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Captura de ecrã 2022-02-24 140915.jpgO Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu hoje, 24 de fevereiro de 2022, em sessão extraordinária, sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para se inteirar da situação na Ucrânia e eventual participação de Forças Nacionais no âmbito da NATO.
Com base na posição de princípio expressa pelos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o Primeiro-ministro e pelo representante da Assembleia da República do principal partido da oposição, e atendendo à informação analisada, o Conselho deu, por unanimidade, parecer favorável às propostas do Governo para a participação das Forças Armadas Portuguesas no âmbito da NATO, que se seguem:
1. Ativação da Very high readiness Joint Task Force (VJTF) e das Initial Follow-On Forces Group (IFFG) para eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da NATO,
2. Eventual antecipação do segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia.

 

  13h47, Al Jazeera
O Ministério da Defesa da Rússia informou que as suas forças destruíram 74 infraestrutura militares acima do solo na Ucrânia, incluindo 11 aeródromos.
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i444810.jpegA Al Jazeera noticiou há momentos [15h25 GMT] que as forças ucranianas estão em combate com as tropas russas que pretendem capturar a antiga central nuclear de Chernobyl. Confesso que não consigo entender qual o interesse numa central nuclear desativada, mas poderá dar-se o caso de ser eu que não estou suficientemente bem informado sobre a situação atual naquela região do norte da Ucrânia.

Segundo notícias conhecidas já na manhã de sexta-feira, 25fev2022, a Rússia enviou pára-quedistas para proteger a desativada central nuclear de Chernobyl de eventuais sabotagens.

 

  16h35, The New York Times
O ataque da Rússia à Ucrânia atingiu as principais cidades e aeroportos de todo o país, com bombardeamentos em mais de uma dúzia de cidades e vilas, incluindo os arredores da capital, Kiev.
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274586092_5031463476900383_871211497686443676_n.jpMais umas horas e seguramente o governo ucraniano de Volodymyr Zelensky vai ser "decapitado". E Putin lá irá colocar em Kiev um governo fantoche, a exemplo do que fez na Bielorrússia há uns anos. Triste sina a destes povos das ex-repúblicas soviéticas que nunca conseguiram uma verdadeira independência.



Publicado por Tovi às 08:39
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2022
Sanções à Rússia... e a China aqui tão perto

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  No final da reunião desta terça-feira [22fev2022] dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da União Europeia, em Paris, Josep Borrell confirmou que as sanções terão três grandes alvos: os decisores políticos responsáveis pelo reconhecimento das regiões separatistas ucranianas pró-Rússia como independentes, quem está e estará envolvido na invasão da Ucrânia e os bancos que financiam a política bélica de Moscovo.

  O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou também na terça-feira [22fev2022] o que chamou de "primeira parcela" de sanções contra a Rússia, incluindo medidas para privar o país de financiamento. “Estamos a implementar sanções à dívida soberana da Rússia. Isso significa que cortamos ao governo da Rússia o financiamento ocidental”, disse Biden, acrescentando que as medidas também teriam como alvo as instituições financeiras e “elites” russas.

  Claro que estas sanções vão doer forte na Rússia... mas não vão mandar Putin para os cuidados intensivos.

 


Captura de ecrã 2022-02-23 091228.jpgA relação China-Rússia poderá parecer estranha pelos padrões históricos, mas cada vez mais estou convencido que é a China que vai ser o fiel da balança na geoestratégia do leste europeu. Embora Xi Jinping concorde com Putin que a NATO é uma relíquia da Guerra Fria e que já não tem razão para existir, a verdade é que o Presidente da República Popular da China tem as suas próprias preocupações domésticas, o que o obriga a manter uma relação de diálogo com a União Europeia e também com os EUA. Mas também não esqueçamos que ainda recentemente China e Rússia assinaram um acordo de petróleo e gás no valor de 117,5 mil milhões de dólares, consolidando assim o seu relacionamento económico, reduzindo a dependência financeira da Rússia em relação à Europa. Vamos ver nas próximas semanas como as coisas evoluirão… e que não desate tudo à batatada.

 

  Não mudaram nada...
Não há dúvidas que “uma árvore não faz a floresta” e eu conheço comunistas que são inteligentes, cultos, humanistas e verdadeiros democratas, mas continuo a não entender as afirmações desta “floresta”. Se eles me explicassem… é que eu, bem explicadinho, entendo tudo.
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  Do melhor que tenho visto
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  CNNPortugal às 16h19 de 23fev2022
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  O governo ucraniano continua a anunciar o serviço militar obrigatório para todos os homens em idade de combate enquanto Moscovo está hoje [23fev20202] a retirar pessoal e equipamentos da sua embaixada em Kiev.
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Publicado por Tovi às 07:00
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2022
Tentativa de ataque à FCUL

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Parece que foi por um triz que não tivemos uma tragédia no dia de hoje.

 

  Comunicado da Polícia Judiciária - 10fev2022
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), procedeu, nesta data, à realização de uma operação tendente ao cumprimento de Mandados de Busca domiciliária, no âmbito de inquérito titulado pela Secção de Investigação do Crime Violento do DIAP de Lisboa.
A investigação foi desencadeada por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa.
Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia de hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso.
Na sequência das buscas realizadas, seriam apreendidos vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais.
Para além de várias armas proibidas, seriam igualmente apreendidos outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, vasta documentação, isto, para além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear.
O arguido detido em flagrante delito pela posse das referidas armas, encontra-se igualmente indiciado pela prática do crime de terrorismo.
O arguido de 18 anos de idade, será amanhã presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para sujeição à medida de coação tida por adequada.

 

  CNNPortugal / Catarina Pereira e Henrique Machado - 10fev2022
Ataque estava planeado para esta sexta-feiraUm jovem de 18 anos estaria a planear um ataque para esta sexta-feira, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Os alvos seriam indiscriminados, entre os estudantes desta instituição. O plano foi detalhado por escrito e o jovem terá assumido que queria fazer o maior número de vítimas possível entre os colegas universitários.
Jovem é aluno de engenharia informáticaO jovem suspeito de planear o ataque é um estudante do curso de engenharia informática da FCUL. Tem 18 anos e é natural da Batalha, mas vive atualmente em Lisboa, onde foi detido. Na zona onde cresceu, a reportagem da TVI/CNN Portugal já falou com alguns conhecidos do jovem, que relataram que se trata de um rapaz reservado, bom aluno, mas com algumas dificuldades de relacionamento com outras pessoas. Até ao momento, não são conhecidas as motivações para o ataque.
Alerta chegou do FBIO alerta para a intenção deste ataque chegou à PJ na última semana, sabe a CNN Portugal, através do FBI. As autoridades norte-americanas, na monitorização que fazem da internet, das redes sociais e da darkweb, como prevenção do fenómeno do terrorismo, detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português e onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal. O suspeito teria um grande fascínio por este tipo de ataques, mais comuns nos Estados Unidos. 
Busca domiciliária confirmou suspeitas - A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, seguiu as pistas do FBI e conseguiu uma identificação e morada do suspeito. Esta quinta-feira, tendo ido realizar uma busca à casa do rapaz, confirmou que este detinha um plano pormenorizado do ataque, "com os detalhes da ação criminal a desencadear". O suspeito tinha também várias armas brancas (facas, catanas e uma besta com dardos de aço), botijas de gás, garrafas com gasolina e isqueiros. Não foram encontradas armas de fogo.
Jovem pernoita na PJO suspeito está neste momento no estabelecimento prisional anexo à PJ, em Lisboa, e irá pernoitar aí. Esta sexta-feira, será presente a tribunal para ser ouvido. Após o primeiro interrogatório judicial, irá conhecer a medida de coação determinada pelo juiz. Irá responder pela detenção em flagrante delito pela posse das armas referidas, mas também está indiciado pela prática do crime de terrorismo.
Presidente e Governo não comentam -  Acabado de chegar a Brest, em França, onde vai participar na cimeira “Um Oceano”, o Presidente da República afirmou não ter conhecimento do caso, recusando-se a tecer comentários. Questionados pela CNN Portugal, tanto o Governo como o Ministério da Justiça se recusam a comentar o caso e remetem qualquer esclarecimento para PJ.
Faculdade está na época de examesA Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estava atualmente em pausa letiva para a realização de exames e o início das aulas está agendado para dia 21 deste mês. Durante esta semana, decorrem exames de segunda fase, que juntam centenas de alunos. Para esta sexta-feira, segundo o calendário disponível online, estavam marcados 47 exames.

 

  Jornal de Notícias e Correio da Manhã de hoje
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  A propósito da informação que levou à detenção de um jovem, que alegadamente preparava um atentado terrorista em Lisboa, e que chegou à PJ através do FBI.
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  Expresso, 09h47 de 11fev2022 - João, o estudante de engenharia informática de 18 anos que foi detido pela Polícia Judiciária um dia antes de cometer um atentado na faculdade de Ciências, em Lisboa, é descrito pelos vizinhos na aldeia na Batalha onde mora a família e de onde é natural, como “um rapaz tímido, introvertido e pouco sociável”. A aldeia é composta por entre 30 e 50 casas, espalhadas pela serra. João andou na escola naquela freguesia e antes de ir para a faculdade estudou num estabelecimento de ensino na Batalha. A família é elogiada pelos vizinhos. “Nunca levantou problemas. É humilde também no trato.”

 

  Prisão preventiva para estudante que preparava ataque terrorista
Foi ouvido em primeiro interrogatório judicial o estudante de 18 anos acusado da tentativa de massacre na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vai ficar a aguardar em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa. A defesa de João estava inicialmente a cargo de um advogado oficioso, nomeado pelo tribunal, mas, à ultima da hora foi nomeado um advogado, pago pelos pais do estudante, o que levou a um atraso no interrogatório judicial. Está indiciado por terrorismo e posse de arma. Jorge Pracana, advogado do jovem suspeito de planear um ataque à FCUL, diz que “este processo vai fazer história no país”. O advogado admite contestar a prisão preventiva decretada ao cliente, mas não deu pormenores: “Aguardo o envio de alguns documentos que acho que são úteis à reversão da decisão”.

 

  Observador / Carlos Diogo Santos - 15h44 de 11fev2022
Jovem foi surpreendido pela PJ, mas colaborou. “Sabia que os corredores da universidade estariam cheios, estava no plano", diz fonte da PJ. Suspeito não queria qualquer vingança contra alguém concreto.
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  Expresso /  - 19h40 de 11fev2022
PsychotycNerd#6116. Era este o nickname na rede social Discord de João, o jovem de 18 anos que ficou em prisão preventiva esta sexta-feira pelos crimes de terrorismo e posse de arma. Foi num chat dessa rede social que o estudante de engenharia informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa revelou o seu plano de levar a cabo um assassinato em massa no Bloco 3 daquela universidade usando facas, uma besta e explosivos fabricados por si para matar e incendiar estudantes e as instalações universitárias. Em conversa na Discord, João contou ao seu interlocutor, Sammy, que a sua motivação para o atentado se devia a um incidente sobre plágio naquela universidade. Alarmado com a conversa, Sammy avisou o FBI por email, a 4 de fevereiro, garantindo que apenas conhecia o jovem pelo seu nickname que usava naquela rede social. A PJ acabou por descobrir que João terá sido vítima de bullying na escola e que sofre de síndrome de Asperger, mas que a doença não o impedia de distinguir o bem do mal, nem lhe afetava a capacidade de optar ou não pela prática de condutas ilícitas.

  E eu, que das ciências médicas não vou além de saber marcar consultas com a minha médica de família e cumprir com o que ela me manda fazer, fico à espera de que a Justiça diga se este jovem é “terrorista” ou “um caso de ameaça e possível homicídio” ou mesmo um doente a necessitar de tratamento.

 

  JN, às 21h18 de 11fev2022
João, de 18 anos, chegou ao Estabelecimento Prisional de Lisboa bastante afetado e alterado, depois de ter sido colocado em prisão preventiva por ordem do tribunal, um dia depois de ser detido por suspeitas de estar a preparar um ataque contra colegas da Faculdade de Ciências de Lisboa. O jovem terá dado entrada no EPL bastante alterado, ao início da noite deste sábado. Em face do estado do jovem, foi transferido para o hospital-prisão de Caxias, onde será avaliado pelos médicos.

 

  CNNPortugal, às 08h04 de 12fev2022
Numa folha de linhas A4, pendurada na parede do quarto onde vivia, nos Olivais, o jovem escreveu à mão em português e inglês o plano do ataque - a preparação, as tarefas a fazer na véspera e toda a ação do dia do ataque. No dia 11 de fevereiro, o ataque seria às 13h30: numa bolsa colocada na perna, levaria uma faca com uma lâmina de cerca de 16 centímetros; na perna colocaria um acessório para transportar as setas que iria disparar com uma besta. Além disso, pretendia provocar um incêndio e, para isso, tinha latas de combustível. Dentro do anfiteatro do bloco 3 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa lançaria uma cortina de fogo com gás e gasolina e depois desataria a matar os colegas. Naquele dia que escolheu estariam ali muitos estudantes a fazer exames. Aí começaria com disparos indiscriminados e a dar facadas a quem conseguisse. O plano até previa o fim: ele mesmo morreria num suicídio policial.
Era na marquise do seu quarto que o estudante guardava as armas que ia comprando. Numa mochila preta e numa mala de viagem escondeu a faca com lâmina de 16 cm, três outras facas mais pequenas, uma besta, várias setas, pelo menos cinco isqueiros, maçaricos, latas de gás e latas de combustível.“
Odeio este mundo.. A frase está publicada numa das páginas das muitas redes sociais que o estudante usava. Aos 18 anos passava grande parte do seu tempo na internet. Tinha página em mais de sete redes sociais diferentes. E o que ia colocando dava sinal de que vivia uma fase mais complicada. Entre as várias redes ia contando que tinha um “passado feliz” mas um “presente negro” e que estava “cansado”.  Ao mesmo tempo publicava fotos de criminosos e assassinos estrangeiros e nacionais, que parecia admirar. Procurava regularmente conteúdo sobre assassinatos e tiroteio em escolas.  Foi também nas redes que um dia confessou que teve “um sonho estranho com um tiroteio” numa escola.
Inteligente e obcecado pelo fenómeno e ideologia do mass shooting – assassinato em massa. Quando foi detido não esboçou sequer surpresa.
Manuela Santos, a agente que liderou a investigação ao grupo motard Hells Angels, lidera a unidade que conseguiu descobrir o estudante. Recebeu um alerta do FBI mas sem qualquer identificação do suspeito e em menos de uma semana conseguiu localizar o jovem que estava por trás de alcunhas que usava nas redes sociais. Esta agente comanda a Unidade Nacional de Contraterrismo, que tem cerca de 100 operacionais. Nos últimos dias, uma brigada foi destacada para este caso sensível, tendo feito várias diligências. Depois de terem descoberto quem ele era, vigiaram-no de perto. Na segunda-feira perceberam que o estudante ainda pensou em avançar com um ataque na faculdade nesse dia mas arrependeu-se - chegou a ir mesmo às instalações da instituição. Manuela Santos sucedeu a Luís Neves, atual diretor nacional da PJ.
Foi numa rede social chamada Discord que o FBI percebeu que um indivíduo português andava a planear o ataque. Os serviços norte-americanos, para combater o terrorismo, estão infiltrados nesta rede. Aqui, o jovem partilhava ideias com membros de grupos ligados aos assassinatos em série. As conversas suspeitas do jovem levaram o FBI a desconfiar e a alertar  a Policia Judiciária, passando-lhe o nome de código que o jovem usava neste sistema – onde muitos grupos são secretos e difíceis de encontrar.

 

  Correio da Manhã de 13fev2022
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Publicado por Tovi às 07:55
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Domingo, 30 de Janeiro de 2022
L e g i s l a t i v a s - 2 0 2 2

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As eleições legislativas portuguesas de 2022 (também designadas eleições para a Assembleia da República) realizam-se hoje, 30 de janeiro de 2022 (das 8 às 19 horas no Continente e na Madeira; nos Açores, as mesas de voto abriram e vão encerrar uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária) e constituirão a XV Legislatura da Assembleia da República. Foram marcadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 4 de novembro, na sequência do chumbo do orçamento, o primeiro na história da Terceira República, e consequente dissolução do Parlamento, decisão anunciada oficialmente a 5 de dezembro de 2021. De acordo com a Constituição da República Portuguesa, é necessária a realização de eleições nos sessenta dias seguintes à dissolução da Assembleia da República.

No Círculo Eleitoral do Porto serão eleitos 40 deputados (dos 230 que compõem o Parlamento) e concorrem a estas eleições: PS, PSD, BE, CDU (PCP+PEV), CDS, PAN, Chega, Iniciativa Liberal, Livre, Aliança, RIR, Ergue-te, MPT, Nós Cidadãos, ADN, JPP, PTP, MAS, Volt Portugal.

 

  09h45 de hoje - Já "botei o papelinho na urna".
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  11h20 de hoje - A minha filha mais nova a cumprir o seu dever cívico.
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  Realmente... já era tempo de se alterar o sistema de votação.
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 Resultados Globais Provisórios (faltam atribuir 4 mandatos)
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  É nos círculos eleitorais de Lisboa e Porto que se elegem 38% dos deputados do Parlamento. Vejam quem elegeu quem nas Legislativas de 2019 e 2022.
Lisboa e Porto deputados e percentagem de votos.jp



Publicado por Tovi às 08:00
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
Os últimos cartuchos destas Legislativas

  Sondagem do ISCTE/ICS para Expresso e SIC
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David Ribeiro - Lá teremos que ir a penalties.
Luis Paixão Martins - Estou a imaginar o leitor tipo do Expresso. Entradote ou mais. A olhar para esta manchete. E a pensar: Deixa-me ir votar senão a canalhada ainda dá cabo disto 😎😎😎

  Sondagem da CESOP para RTP, Antena 1 e Público
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  Tracking Tool (Pitagórica) para TVI e CNNPortugal 
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Publicado por Tovi às 13:47
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2022
As últimas da Tracking Poll para as Legislativas2022

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Houve quem lançasse foguetes antes do tempo... até ao próximo domingo ainda muito se verá.

 

  Valores da Tracking Poll de 23jan2022
PS- 35,30%
PSD - 31,40%
Chega - 6,90%
BE - 6,10%
CDU - 4,90%
I.Liberal - 4,70%
CDS - 1,60%
PAN - 1,60%
Livre - 0,80%
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Publicado por Tovi às 07:46
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Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Tracking Poll - PSD ultrapassa PS

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Pelo andar da carruagem tudo leva a crer que o PS vai perder estas eleições e a culpa só pode ser atribuída a António Costa. Uma campanha desastrosa, praticamente só apoiada num pedido de “maioria absoluta”, coisa que estava mesmo a ver-se não ser do agrado dos portugueses. Ainda não sei o que irá sair do novo Parlamento, mas tendo em conta uma natural subida do número de deputados da Iniciativa Liberal e do Chega, seguramente nada será como dantes.
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  Está explicada a subida da direita nas sondagens
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  Já sei em quem vou votar!...
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  Quando ontem se soube o resultado da última "Tracking Poll" da TVI/CNNPortugal (21jan2022 - trabalho de campo da Pitagórica) muita gente rasgou as vestes e outros deitaram foguetes e abriram garrafas de champanhe. Mas ainda é muito cedo para estas atitudes, pois estão a esquecer-se que as eleições Legislativas são por Círculos Eleitorais e o número de deputados que irão formar o novo Parlamento serão encontrados pelo Método de Hondt. Vejam o quadro em anexo (Legislativas de 2019).
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Publicado por Tovi às 07:49
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022
Rui Moreira absolvido no caso Selminho

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O Ministério Público acusou Rui Moreira de prevaricação por ter tentado favorecer a Selminho, imobiliária da família da qual era sócio, e pediu perda de mandato do autarca independente. E na tarde de hoje (sexta-feira, 21jan2022) o autarca da Invicta conheceu a decisão do coletivo de juízes do Porto - ABSOLVIÇÃO. E Rui Moreira vai continuar o Rui Moreira de sempre: Um portuense livre, independente, sério e digno.

 

  Rui Moreira mostrou-se tranquilo com a decisão do Tribunal, que hoje o absolveu dos crimes pelos quais vinha acusado. "Foi reparada a minha honra", disse o autarca, apontando que "o processo foi sempre político".
"Hoje fez-se justiça", disse o autarca portuense, a partir da Câmara Municipal do Porto, reagindo à decisão do Tribunal Criminal de São João Novo, que esta sexta-feira o ilibou de todas as acusações proferidas pelo Ministério Público "por manifesta falta de provas". "Agradeço ao tribunal o cuidado em analisar todo o relacionamento entre a Câmara e a Selminho desde 2005 - recordo que só cá cheguei em 2013 - para esclarecer que a postura do município foi sempre a mesma e que eu não tive qualquer intervenção direta ou indireta nessa relação", notou em declaração aos jornalistas. Lamentando que o seu nome tenha sido "vilipendiado" durante o processo judicial e que, mesmo sem sentença, tenha sido "condenado insistentemente na praça pública", Rui Moreira lembrou que houve "líderes políticos que nunca quiseram respeitar a presunção de inocência", apontando o dedo, sem personalizar, a um líder partidário em específico. "Sinto que, para além da absolvição, foi reparada a minha honra e desfeita a menor dúvida que pudesse porventura existir", disse Rui Moreira, não escondendo o sofrimento que todo o processo lhe causou. "Sofri eu, sofreu a minha família, sofreram muitos portuenses, que insistentemente se dirigiam a mim sempre com palavras de apoio, força e não raras vezes de revolta", partilhou, enaltecendo o "caráter granítico dos portuenses", a quem agradeceu pela vitória nas últimas eleições autárquicas. Quanto à já anunciada decisão do Ministério Público, que vai recorrer da sentença, Rui Moreira mostrou-se sem medos, tecendo críticas à ação do procurador responsável pelo caso: "O Ministério Público é livre de interpor recursos. Surpreende-me é que o Ministério Público, que tem um mês para recorrer, não tenha esperado para ler o extenso acórdão. Não tenho receio nenhum relativamente ao recurso”. "Este processo foi sempre político. Não estou a dizer que, na sua origem, fosse político. Aquilo que afirmo é que se transformou em processo político. Já não tenho idade nem para acreditar no pai natal nem para acreditar em acasos", declarou.

 

  Que vergonha!...
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  Pedro Santos Guerreiro - Diretor executivo CNN Portugal
A absolvição no caso Selminho é para Rui Moreira uma vitória do tamanho do mundo, ou mais ainda, do tamanho do Porto. E é uma derrota humilhante para o Ministério Público – e para os políticos que, em eleições, se aproveitaram do caso. Esses políticos podem hoje não ter cara, mas têm nome. Nas últimas autárquicas, Moreira estava acusado e tinha julgamento marcado. Na campanha, o CDS e a IL mantiveram o apoio ao candidato, e o PS e sobretudo o PCP não fizeram aproveitamento político. Fê-lo o PSD, fê-lo Rui Rio.

 

  Raul Almeida, na sua página do Facebook
“…é lícito perguntar até que ponto esta obstinação infundada do Ministério Público interferiu com o curso normal da Democracia. Para além de rigorosamente nada indiciar qualquer tipo de responsabilidade ou benefício de Rui Moreira no caso, houve uma manifesta gestão política do tempo processual, não tendo faltado quem, escasso de dignidade ou escrúpulos, se tivesse aproveitado disso mesmo. Por fim, sem margem para dúvidas, fez-se justiça.”

 

 

  Manuel Pizarro, ontem, na sua página do Facebook… uma postura leal de quem foi adversário, mas não confunde as coisas.

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Conhece-se amanhã a sentença do caso Selminho. Rui Moreira é acusado de prevaricação (“trair, por interesse ou má-fé, os deveres do seu cargo ou abusar do exercício do cargo”, segundo a definição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa) e o Ministério Público pede a sua condenação e perda de mandato.
Não tenho por hábito comentar processos judiciais, e é recato que não me custa. No entanto, evidentemente, num Estado de direito, democrático, o respeito pelas decisões da justiça não significa que estas não possam ser debatidas ou questionadas.
Decidi, por isso, dizer o que penso sobre este processo e torná-lo público antes de conhecida a decisão judicial. O caso tem indubitável relevância cívica e justifica esta atitude. Acresce que o terreno da divergência política não pode ser constantemente sabotado pelos ataques pessoais. Isso empobrece a democracia, porque desnatura a ação política.
Rui Moreira, depois da sua eleição como presidente da Câmara, não agiu bem em dois momentos. Em primeiro lugar, e como já foi reconhecido pelo próprio, com a assinatura da procuração para que o advogado pudesse intervir em defesa da Câmara.
Rui Moreira devia, em segundo lugar, e por elementar prudência, ter comunicado à Assembleia Municipal a existência de um conflito entre o Município e uma empresa da sua família. Tivesse-o feito, e o processo seria amplamente escrutinado desde o início, evitando dissabores ao presidente da CMP.
Os reparos que faço a Rui Moreira são do foro político. Mas, nessa esfera, já foi feita a avaliação pelos cidadãos do Porto que, recentemente, lhe deram uma nova vitória eleitoral, acompanhada por perda de votos, de percentagem e de vereadores. Como democrata, confio no julgamento político dos portuenses. As pessoas fizeram o seu juízo e renovaram a confiança no Presidente da Câmara, embora de forma mitigada. 
Encerrado o processo político, resta a questão jurídico-criminal. Nessa matéria, quero também ser claro: em meu entender, Rui Moreira não cometeu o crime de prevaricação. É fácil de ver, quanto à famosa procuração, que se esta tivesse sido assinada desde o início pela então vice-presidente o comportamento do advogado da Câmara teria sido exatamente igual, e exatamente idêntico o resultado final. Rui Moreira não deu em nenhum momento instruções aos serviços ou advogado e, como tal, não traiu os deveres do seu cargo e não abusou dele. Logo, digo-o com plena convicção: não deve ser judicialmente condenado.
Note-se, aliás, que foi com Rui Moreira na presidência da Câmara que os serviços municipais apuraram, sem condicionamento, que parte dos terrenos registados em nome da Selminho pertenciam, de facto, ao Município. Sei que em nenhum momento deste outro processo Rui Moreira procurou condicionar a atuação dos serviços. Ao contrário, comportou-se com isenção e dignidade que não pode deixar de ser reconhecida.
Espero, por isso, que o Tribunal o considere inocente, e estou convicto de que é isso que irá acontecer. Mas, também o digo, que como cada vez mais acontece neste tipo de processos, isso não apaga anos de exposição pública e uma marca injusta e indelével.



Publicado por Tovi às 15:50
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
Faltam 10 dias para as Legislativas2022

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Eu não sou portuense de nascimento, mas sou PORTUENSE DE CORAÇÃO, pois embora tenha nascido na Praia da Granja e vivido parte da minha juventude em Espinho, a verdade é que foi na Cidade Invicta que fiz os meus estudos liceais (Liceu Alexandre Herculano) e de formação no Setor da Hotelaria e Turismo (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto), cidade onde casei e criei duas filhas e onde vivo vai para mais de quatro décadas. Penso eu que isto dá direito a considerar-me PORTUENSE… e numa altura de eleições dou comigo a pensar que era tempo dos diferentes candidatos pelo círculo eleitoral do Porto nos dizerem o que pretendem para a Cidade, para a Área Metropolitana do Porto e para a Região Norte. Eu irei votar no dia 30 deste mês e votarei em consciência, mas numa negativa total à situação a que chegamos nos últimos tempos.

 

  Se esta notícia da SIC tem algo de verdade, para mim está tudo dito... e poderá pesar forte na hora de "botar" o papelinho na urna.
Captura de ecrã 2022-01-20 135615.jpg

Nuno Solla Lacerda - Só com alguma imaginação fértil se poderá assumir essa leitura do que o RR disse. Mas como para se criar parangonas há que criar notícias, todas as interpretações jornalísticas servem.
João Pedro Maia - 😅... Voto e Votarei IL...
David Ribeiro - Pois eu, caro João Pedro Maia, enquanto a IL não se definir sobre a Regionalização, terei uma linha vermelha para este partido.
João Pedro Maia - David Ribeiro, no distrito do Porto é consensual! Para mim, é facto q tem de se realizar. Será inimaginável isso n acontecer.

 

  PSD a subir, PS a descer, diz a tracking poll da CNN Portugal (trabalho de campo da Pitagórica).
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Publicado por Tovi às 14:07
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2022
Debate eleitoral do tudo ou nada

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O secretário-geral do PS e atual Primeiro-Ministro, António Costa, e o presidente do PSD, Rui Rio, encontraram-se ontem no cineteatro Capitólio, em Lisboa, para o mais importante debate desta campanha eleitoral para as Legislativas2022, com transmissão nas três televisões generalistas e moderação de João Adelino Faria (RTP), Clara de Sousa (SIC) e Sara Pinto (TVI).

 

  Coisas importantes do debate
Rio diz que fez oposição “civilizada” mas com “alternativas”, Costa critica propostas “perigosas” de Rio.
Costa admite Governo à Guterres ou opção com o PAN. O líder do PS admitiu governar "diploma a diploma" caso vença as legislativas sem maioria absoluta, tal como chegou a fazer António Guterres, embora tenha admitido que essa é uma solução "difícil".
Impostos. Costa promete reduzir IRS “já”, Rio diz que isso é “insistir nos erros do passado” e lembra percurso de Costa nos governos de Sócrates e Guterres.
Salário mínimo. Rio diz que quer aumentar pela inflação e Costa promete pelo menos 900 euros.
Saúde. SNS "falhou", acusa Rio. Costa acusa Rio de querer SNS só para pobres e classe média a pagar. Rio diz que se deve distinguir “os que podem pagar e os que não podem”.
Costa diz que programa do PSD na justiça é “perigoso” por querer “subordinar a justiça ao poder político. Rio diz que Costa é como Ventura e acusa-o de populismo.
TAP. “Indecente, gravíssimo”, diz Rio, quer quer privatizar o quanto antes. Costa confia no plano de reestruturação. "Não há razões para plano da TAP falhar, Há outras companhias interessadas em comprar 50%", assegura Costa. 
Costa termina o debate a dizer que Rio recorre a "malandrices habituais" para negar crescimento da economia.

 

  Quem esteve melhor no debate entre António Costa e Rui Rio
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  Para mim foi este o melhor comentário sobre o debate de ontem
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  Ontem… a ver o debate. (Roubei esta linda foto à Chloe Pairel, que a publicou na página “Amis qui aiment Levrier whippet”)
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Publicado por Tovi às 08:26
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Sábado, 18 de Dezembro de 2021
Sondagens de hoje... para as Legislativas2022

Foram hoje conhecidas duas sondagens para as Legislativas2022, uma da Aximage (para o JN , DN e TSF) e uma outra da Pitagórica (para TVI e CNN Portugal).
Sondagem 18dez2021.jpg
Pitagórica 18dez2021.jpg

No gráfico seguinte poderão ver todas as sondagens conhecidas nos dois últimos meses, comparando-as com os resultados das eleições Legislativas2019, bem como a média truncada  (eliminando os valores mais altos e mais baixos de cada uma delas) das sondagens deste período.
Sondagens dos últimos dois meses 18dez2021.jpg



Publicado por Tovi às 17:12
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