"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016
Eles não dão ponto sem nó

Lóbi da construção civil aa.jpg

Rui Moreira já o afirmou publicamente e muitos outros também já a isto se referiram: O objectivo da TAP ao “roubar” rotas ao aeroporto Sá Carneiro visa unicamente pôr a Portela rapidamente a transbordar e assim ser fácil justificar um colossal investimento nacional num novo aeroporto de Lisboa, desta vez na Margem Sul, com a respectiva nova travessia sobre o Tejo. O lóbi da construção civil, particularmente nos governos de José Sócrates, já o tinha tentado várias vezes, primeiro com a OTA, depois com o “Jamais” e agora com o Montijo. E se não pomos travão a esta loucura de António Costa lá vamos nós a caminho de um novo afundamento ruinoso, desta vez ainda mais completo.

 

De Tiago Barbosa Ribeiro, deputado da Nação e presidente da concelhia do PS-Porto:

1) A TAP é, desde há muito, uma companhia que tem vindo a ignorar o Porto e o Norte. Isso inclui supressão de rotas, frota de aviões direccionados para o Porto (maioritariamente da ex-PGA), áreas para os passageiros, entre muitos outros indicadores (relembro os serviços mínimos insultuosos que foram fixados durante a última greve dos pilotos) que demonstram uma gritante desigualdade e que confirmam as razões de queixa do Porto.

2) O PS Porto tem vindo a pronunciar-se sistematicamente sobre este e outros temas, colocando sempre o Porto à frente de quaisquer outras opções (deixo, a título de exemplo, notícia de Maio de 2015). É assim na TAP, nos fundos comunitários, na fusão das águas, nos transportes públicos e em muitas outras temáticas. Sobre tudo isto, o PSD e o CDS cobriram-se de silêncio (ou de vergonha) ao longo dos últimos anos.

3) Só é possível influenciar decisivamente a TAP e apoiar o Porto mantendo-a na esfera pública. A decisão do anterior Governo, tomada à pressa e já depois de ter sido demitido pela AR, foi mais uma que prejudicou o país e o Norte. A supressão dos voos foi consequência dessa negociata. Não é possível ser-se simultaneamente a favor da privatização da companhia e depois rasgar as vestes com decisões resultantes dessa privatização.

4) PSD e CDS, que foram e SÃO a favor da privatização, não podem exigir nada ao Governo. Podem estar calados e assobiar para que não nos lembremos do que fizeram.

5) O actual Governo recuperou parte do controlo público da TAP. Tem agora de garantir que esse controlo é exercido em prol de todo o país e os socialistas do Porto não aceitam menos do que isso. Estou plenamente convencido de que assim será, em linha com outras decisões que o actual Governo já tomou e que demonstrou o respeito pelo Porto que faltou na última legislatura. Só é possível termos este debate porque António Costa agiu.

6) O Presidente Rui Moreira tem feito um importante combate em prol dos interesses do Porto e da região, contra o permanente vírus do centralismo. Conta com o apoio do PS Porto!

(PS: Hoje a TAP foi debatida no Parlamento e o Manuel Pizarro, vereador na CMP e candidato à Federação do Porto do PS, não deixou de marcar presença. É assim que o Porto tem voz.)



Publicado por Tovi às 10:31
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015
A crise do petróleo em Angola

petroleo-caindo.jpg

A baixa do preço do petróleo nos mercados internacionais está a provocar graves problemas de tesouraria ao Governo de José Eduardo dos Santos e há já em Portugal quem se esteja a ressentir desta crise. Os pagamentos ao exterior estão condicionados pelo Banco de Angola e sectores exportadores portugueses, como o dos vinhos, da cerveja e da construção civil, encontram-se já em dificuldades, pois aquela antiga colónia portuguesa só em vinhos de mesa representa 20% das exportações nacionais, com o Douro e o Alentejo à cabeça. No sector cervejeiro a Unicer viu reduzidas as suas quotas de exportação em 60 milhões de litros. O “el dorado” angola não vai estar nada bem nos próximos tempos... e os portugueses vão ser os primeiros a sofrer na pele esta crise.

 

 Comentários no Facebook

«Carlos Wehdorn» >> o problema é que o eldorado angolado sempre foi uma ilusão... e, como se vê, a economia lá sem petróleo caro não funciona... não existe,.. fica logo tudo adiado

«José Camilo» >> Nacionalizar Angola, já.

«Zé De Baião» >> Estavam à espera de que? As colónias acabam por sofrer quando a história se inverte. Então mas não diziam que Portugal era uma colónia Angolana? El Confidencial fala em inversão da história e coloca Portugal como colónia...

«Joaquim Leal» >> Eu nem comento para não ter que "espingardar".

«David Ribeiro» >> Segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) a redução de exportações para Angola é catastrófica para a política económica portuguesa que teve como opção estratégica dos últimos anos as vendas ao exterior. No agro-alimentar (óleo, farinhas, arroz, açúcar, sumos, água, cerveja) deverá verificar-se cortes da ordem de um terço do total das nossas exportações para Angola e que deverão atingir mais de 200 milhões de euros.

«José Camilo» >> O nosso "governo" podia sortear Audi's A6 por cada encomenda para Angola.

«António Lopes» >> Até os dias de hoje ainda não senti grandes diferenças. Um das vantagens de ser vender "pouco" é essa. Verdade seja dita até ao dia 30/01/2015 os pagamentos efectuados pela empresa angola tem sido de salutar. Tenho a impressão que a crise tenha afectado os grandes investimentos, ou até as grandes compras. Trabalho para uma empresa agro-alimentar.

«David Ribeiro» >> Até ao 3º trimestre de 2014 tudo foi um mar de rosas nas exportações de Portugal para Angola. Estavam a crescer 49,8%, em termos homólogos, segundo dados oficias do Instituto Nacional de Estatística Angolano. Portugal exportou para Angola, entre Julho e Setembro do ano transacto, bens e serviços no valor de 171.513 milhões de kwanzas (cerca de 1,4 mil milhões de euros). Este volume corresponde a uma quota do mercado das importações angolanas de 14,7%, à frente de países como a China (12,6%), de Singapura (11,4%), Estados Unidos (8,8%), Emiratos Árabes Unidos (5,5%) e Brasil (5,1%).

«António Lopes» >> As empresas portuguesas estão a fazer um excelente trabalho, as que foram ao charco (uma grande maioria), não estavam preparadas para esta crise, obviamente que algumas delas (uma minoria) infelizmente foram apanhadas por tabela e embra tivessem uma gestão responsável devido a vicissitudes do próprio mercado não conseguiram aguentar. Infelizmente vejo na economia real algumas dificuldades por parte de empresas sérias e honestas. Aquilo que foi pedido a empresários e a trabalhadores portugueses foi algo inamaginável, de um mercado interno forte e pujante (até 2008), as coisas dacairam de tal maneira que o aparecimento de um mercado ávido como o angolano foi uma benção. Não vamos criticar o mercado angolano e as nossas empresas que viram nesse mercado uma boa oportunidade.

«David Ribeiro» >> Só para que se tenha uma ideia mais correcta da importância do mercado angolano no que diz respeito à comercialização de vinhos DOC Douro, digo-vos que de Janeiro a Setembro de 2014 exportou-se para Angola 4,518 milhões de euros (5,9% de toda a comercialização nacional), o que corresponde a 132 mil caixas (cx = 9 litros), colocando a República Popular de Angola como o segundo nosso maior cliente internacional, logo a seguir ao Canadá.

«Victor Meirinho» >> David... No vinho, muito muito sério. Sobretudo para quem pôs os ovos todos na cesta ! Felizmente, por cá tudo bem !!!



Publicado por Tovi às 10:04
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Posts recentes

Eles não dão ponto sem nó

A crise do petróleo em An...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus