"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 24 de Março de 2022
XXIII Governo de Portugal

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Novo Governo tem 17 ministros (menos dois do que o anterior) e 38 secretários de Estado (menos 12). E ao fim da tarde de ontem a SIC divulgou o que disse ser uma lista completa de nomes. Era esta:

  • Ministério da Presidência – Mariana Vieira da Silva (mantém-se)
  • Ministério dos Negócios Estrangeiros – João Gomes Cravinho (troca de pasta)
  • Ministério da Defesa Nacional – Helena Carreiras (novidade)
  • Ministério da Administração Interna – José Luís Carneiro (novidade)
  • Ministério da Justiça – Catarina Sarmento e Castro (novidade)
  • Ministério das Finanças – Fernando Medina (novidade)
  • Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares – Ana Catarina Mendes (novidade)
  • Ministério da Economia e do Mar – António Costa e Silva (novidade)
  • Ministério da Cultura – Pedro Adão e Silva (novidade)
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Elvira Fortunato (novidade)
  • Ministério da Educação – João Costa (novidade)
  • Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho (mantém-se)
  • Ministério da Saúde – Marta Temido (mantém-se)
  • Ministério do Ambiente e Ação Climática – Duarte Cordeiro (novidade)
  • Ministério das Infraestruturas e Habitação – Pedro Nuno Santos (mantém-se)
  • Ministério da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa (mantém-se)
  • Ministério da Agricultura e da Alimentação – Maria do Céu Antunes (mantém-se)

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  E confirma-se o que a SIC divulgou... já está no site oficial de informação da Presidência da República Portuguesa
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  Adoro estes títulos de primeira página
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Publicado por Tovi às 07:18
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2022
Tentativa de ataque à FCUL

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Parece que foi por um triz que não tivemos uma tragédia no dia de hoje.

 

  Comunicado da Polícia Judiciária - 10fev2022
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), procedeu, nesta data, à realização de uma operação tendente ao cumprimento de Mandados de Busca domiciliária, no âmbito de inquérito titulado pela Secção de Investigação do Crime Violento do DIAP de Lisboa.
A investigação foi desencadeada por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa.
Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia de hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso.
Na sequência das buscas realizadas, seriam apreendidos vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais.
Para além de várias armas proibidas, seriam igualmente apreendidos outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, vasta documentação, isto, para além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear.
O arguido detido em flagrante delito pela posse das referidas armas, encontra-se igualmente indiciado pela prática do crime de terrorismo.
O arguido de 18 anos de idade, será amanhã presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para sujeição à medida de coação tida por adequada.

 

  CNNPortugal / Catarina Pereira e Henrique Machado - 10fev2022
Ataque estava planeado para esta sexta-feiraUm jovem de 18 anos estaria a planear um ataque para esta sexta-feira, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Os alvos seriam indiscriminados, entre os estudantes desta instituição. O plano foi detalhado por escrito e o jovem terá assumido que queria fazer o maior número de vítimas possível entre os colegas universitários.
Jovem é aluno de engenharia informáticaO jovem suspeito de planear o ataque é um estudante do curso de engenharia informática da FCUL. Tem 18 anos e é natural da Batalha, mas vive atualmente em Lisboa, onde foi detido. Na zona onde cresceu, a reportagem da TVI/CNN Portugal já falou com alguns conhecidos do jovem, que relataram que se trata de um rapaz reservado, bom aluno, mas com algumas dificuldades de relacionamento com outras pessoas. Até ao momento, não são conhecidas as motivações para o ataque.
Alerta chegou do FBIO alerta para a intenção deste ataque chegou à PJ na última semana, sabe a CNN Portugal, através do FBI. As autoridades norte-americanas, na monitorização que fazem da internet, das redes sociais e da darkweb, como prevenção do fenómeno do terrorismo, detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português e onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal. O suspeito teria um grande fascínio por este tipo de ataques, mais comuns nos Estados Unidos. 
Busca domiciliária confirmou suspeitas - A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, seguiu as pistas do FBI e conseguiu uma identificação e morada do suspeito. Esta quinta-feira, tendo ido realizar uma busca à casa do rapaz, confirmou que este detinha um plano pormenorizado do ataque, "com os detalhes da ação criminal a desencadear". O suspeito tinha também várias armas brancas (facas, catanas e uma besta com dardos de aço), botijas de gás, garrafas com gasolina e isqueiros. Não foram encontradas armas de fogo.
Jovem pernoita na PJO suspeito está neste momento no estabelecimento prisional anexo à PJ, em Lisboa, e irá pernoitar aí. Esta sexta-feira, será presente a tribunal para ser ouvido. Após o primeiro interrogatório judicial, irá conhecer a medida de coação determinada pelo juiz. Irá responder pela detenção em flagrante delito pela posse das armas referidas, mas também está indiciado pela prática do crime de terrorismo.
Presidente e Governo não comentam -  Acabado de chegar a Brest, em França, onde vai participar na cimeira “Um Oceano”, o Presidente da República afirmou não ter conhecimento do caso, recusando-se a tecer comentários. Questionados pela CNN Portugal, tanto o Governo como o Ministério da Justiça se recusam a comentar o caso e remetem qualquer esclarecimento para PJ.
Faculdade está na época de examesA Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estava atualmente em pausa letiva para a realização de exames e o início das aulas está agendado para dia 21 deste mês. Durante esta semana, decorrem exames de segunda fase, que juntam centenas de alunos. Para esta sexta-feira, segundo o calendário disponível online, estavam marcados 47 exames.

 

  Jornal de Notícias e Correio da Manhã de hoje
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  A propósito da informação que levou à detenção de um jovem, que alegadamente preparava um atentado terrorista em Lisboa, e que chegou à PJ através do FBI.
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  Expresso, 09h47 de 11fev2022 - João, o estudante de engenharia informática de 18 anos que foi detido pela Polícia Judiciária um dia antes de cometer um atentado na faculdade de Ciências, em Lisboa, é descrito pelos vizinhos na aldeia na Batalha onde mora a família e de onde é natural, como “um rapaz tímido, introvertido e pouco sociável”. A aldeia é composta por entre 30 e 50 casas, espalhadas pela serra. João andou na escola naquela freguesia e antes de ir para a faculdade estudou num estabelecimento de ensino na Batalha. A família é elogiada pelos vizinhos. “Nunca levantou problemas. É humilde também no trato.”

 

  Prisão preventiva para estudante que preparava ataque terrorista
Foi ouvido em primeiro interrogatório judicial o estudante de 18 anos acusado da tentativa de massacre na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vai ficar a aguardar em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa. A defesa de João estava inicialmente a cargo de um advogado oficioso, nomeado pelo tribunal, mas, à ultima da hora foi nomeado um advogado, pago pelos pais do estudante, o que levou a um atraso no interrogatório judicial. Está indiciado por terrorismo e posse de arma. Jorge Pracana, advogado do jovem suspeito de planear um ataque à FCUL, diz que “este processo vai fazer história no país”. O advogado admite contestar a prisão preventiva decretada ao cliente, mas não deu pormenores: “Aguardo o envio de alguns documentos que acho que são úteis à reversão da decisão”.

 

  Observador / Carlos Diogo Santos - 15h44 de 11fev2022
Jovem foi surpreendido pela PJ, mas colaborou. “Sabia que os corredores da universidade estariam cheios, estava no plano", diz fonte da PJ. Suspeito não queria qualquer vingança contra alguém concreto.
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  Expresso /  - 19h40 de 11fev2022
PsychotycNerd#6116. Era este o nickname na rede social Discord de João, o jovem de 18 anos que ficou em prisão preventiva esta sexta-feira pelos crimes de terrorismo e posse de arma. Foi num chat dessa rede social que o estudante de engenharia informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa revelou o seu plano de levar a cabo um assassinato em massa no Bloco 3 daquela universidade usando facas, uma besta e explosivos fabricados por si para matar e incendiar estudantes e as instalações universitárias. Em conversa na Discord, João contou ao seu interlocutor, Sammy, que a sua motivação para o atentado se devia a um incidente sobre plágio naquela universidade. Alarmado com a conversa, Sammy avisou o FBI por email, a 4 de fevereiro, garantindo que apenas conhecia o jovem pelo seu nickname que usava naquela rede social. A PJ acabou por descobrir que João terá sido vítima de bullying na escola e que sofre de síndrome de Asperger, mas que a doença não o impedia de distinguir o bem do mal, nem lhe afetava a capacidade de optar ou não pela prática de condutas ilícitas.

  E eu, que das ciências médicas não vou além de saber marcar consultas com a minha médica de família e cumprir com o que ela me manda fazer, fico à espera de que a Justiça diga se este jovem é “terrorista” ou “um caso de ameaça e possível homicídio” ou mesmo um doente a necessitar de tratamento.

 

  JN, às 21h18 de 11fev2022
João, de 18 anos, chegou ao Estabelecimento Prisional de Lisboa bastante afetado e alterado, depois de ter sido colocado em prisão preventiva por ordem do tribunal, um dia depois de ser detido por suspeitas de estar a preparar um ataque contra colegas da Faculdade de Ciências de Lisboa. O jovem terá dado entrada no EPL bastante alterado, ao início da noite deste sábado. Em face do estado do jovem, foi transferido para o hospital-prisão de Caxias, onde será avaliado pelos médicos.

 

  CNNPortugal, às 08h04 de 12fev2022
Numa folha de linhas A4, pendurada na parede do quarto onde vivia, nos Olivais, o jovem escreveu à mão em português e inglês o plano do ataque - a preparação, as tarefas a fazer na véspera e toda a ação do dia do ataque. No dia 11 de fevereiro, o ataque seria às 13h30: numa bolsa colocada na perna, levaria uma faca com uma lâmina de cerca de 16 centímetros; na perna colocaria um acessório para transportar as setas que iria disparar com uma besta. Além disso, pretendia provocar um incêndio e, para isso, tinha latas de combustível. Dentro do anfiteatro do bloco 3 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa lançaria uma cortina de fogo com gás e gasolina e depois desataria a matar os colegas. Naquele dia que escolheu estariam ali muitos estudantes a fazer exames. Aí começaria com disparos indiscriminados e a dar facadas a quem conseguisse. O plano até previa o fim: ele mesmo morreria num suicídio policial.
Era na marquise do seu quarto que o estudante guardava as armas que ia comprando. Numa mochila preta e numa mala de viagem escondeu a faca com lâmina de 16 cm, três outras facas mais pequenas, uma besta, várias setas, pelo menos cinco isqueiros, maçaricos, latas de gás e latas de combustível.“
Odeio este mundo.. A frase está publicada numa das páginas das muitas redes sociais que o estudante usava. Aos 18 anos passava grande parte do seu tempo na internet. Tinha página em mais de sete redes sociais diferentes. E o que ia colocando dava sinal de que vivia uma fase mais complicada. Entre as várias redes ia contando que tinha um “passado feliz” mas um “presente negro” e que estava “cansado”.  Ao mesmo tempo publicava fotos de criminosos e assassinos estrangeiros e nacionais, que parecia admirar. Procurava regularmente conteúdo sobre assassinatos e tiroteio em escolas.  Foi também nas redes que um dia confessou que teve “um sonho estranho com um tiroteio” numa escola.
Inteligente e obcecado pelo fenómeno e ideologia do mass shooting – assassinato em massa. Quando foi detido não esboçou sequer surpresa.
Manuela Santos, a agente que liderou a investigação ao grupo motard Hells Angels, lidera a unidade que conseguiu descobrir o estudante. Recebeu um alerta do FBI mas sem qualquer identificação do suspeito e em menos de uma semana conseguiu localizar o jovem que estava por trás de alcunhas que usava nas redes sociais. Esta agente comanda a Unidade Nacional de Contraterrismo, que tem cerca de 100 operacionais. Nos últimos dias, uma brigada foi destacada para este caso sensível, tendo feito várias diligências. Depois de terem descoberto quem ele era, vigiaram-no de perto. Na segunda-feira perceberam que o estudante ainda pensou em avançar com um ataque na faculdade nesse dia mas arrependeu-se - chegou a ir mesmo às instalações da instituição. Manuela Santos sucedeu a Luís Neves, atual diretor nacional da PJ.
Foi numa rede social chamada Discord que o FBI percebeu que um indivíduo português andava a planear o ataque. Os serviços norte-americanos, para combater o terrorismo, estão infiltrados nesta rede. Aqui, o jovem partilhava ideias com membros de grupos ligados aos assassinatos em série. As conversas suspeitas do jovem levaram o FBI a desconfiar e a alertar  a Policia Judiciária, passando-lhe o nome de código que o jovem usava neste sistema – onde muitos grupos são secretos e difíceis de encontrar.

 

  Correio da Manhã de 13fev2022
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Publicado por Tovi às 07:55
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2022
Os ciberataques deliberados e maliciosos

Só neste últimos meses tivermos:

  09jan2022 - Expresso e SIC (Grupo Impresa)
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  06fev2022 - Correio da Manhã (Grupo Cofina)
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  08fev2022 - Vodafone
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  Comunicado da PJ
Numa conferência de imprensa "a título excecional" para "esclarecer informação contraditória", que decorreu na sede nacional da PJ, em Lisboa, ao início da noite, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), Carlos Cabreiro, clarificou que o ciberataque à empresa de telecomunicações Vodafone está a ser investigado como um único ataque. O responsável adiantou também que todas as hipóteses estão em aberto, admitindo-se um ataque a título individual ou uma ação de grupo concertada, com ligação a ciberataques recentes em Portugal, ou não. "Neste momento abrimos todas as hipóteses, de estarmos a falar de alguém a título individual que comete este ilícito. Neste momento é prematuro associá-lo a outros ataques que tenham ocorrido nos últimos tempos. É prematuro fazer essa associação, porque não temos esses dados, não excluímos essa hipótese, mas é prematuro fazer essa avaliação", disse. Segundo o coordenador da UNC3T, esse trabalho "é feito em equipa", não só em termos de cooperação internacional, envolvendo a Europol e a Interpol, por exemplo, mas também nacional, envolvendo o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e os serviços de informações do Estado.

 

  Notícia da manhã de quarta-feira, 9fev2022
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  Capa do JN de 9fev2022
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  Três tipos de ciberataques [Checkpoint Software Portugal / Visionware]
- Os governos (por exemplo, se a Rússia quiser atacar a Ucrânia "vai certamente atacar as suas redes elétricas, bancárias, etc.");
- Os ciberativistas (que geralmente "querem só chamar a atenção para um determinado assunto" e atacam grupos económicos, petrolíferas, empresas de energia, etc.);
- Cibercriminosos - que podem trabalhar isoladamente ou podem ser organizações criminosas (e são estas que têm crescido nos últimos tempos).

Estas redes criminosas vivem através de um modelo de negócio bastante maduro, usam estes ataques para angariar dinheiro. São redes altamente profissionais e tipicamente não têm uma geografia associada, trabalham world wide. Aquela imagem daquele miúdo, hacker, que está em casa escondido está ultrapassada. Estas redes existem para angariar dinheiro, direta ou indiretamente. Podem fazer pedidos de resgate para recuperar informação ou para não divulgar informação, podem fazer fraude bancária direta ou ações semelhantes, podem reutilizar ou vender informação, porque ela é valiosa. Uma coisa sabemos: o mundo não vai andar para trás, estamos cada vez mais dependentes dos sistemas informáticos e, por isso, sabemos que haverá cada vez mais cibercrimes. Assim como os bancos ao início eram assaltados e agora são seguros, também temos que aprender a lidar com o cibercrime. É o mundo que temos e não vai mudar. Temos que trabalhar para termos sistemas mais seguros e isso é possível, mas toda a gente tem que assegurar o seu papel, incluindo o Governo.



Publicado por Tovi às 10:25
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2021
Começou ontem o julgamento do Processo Selminho

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O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, começou ontem a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no âmbito do processo Selminho, onde é acusado de prevaricação, por favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município. Segundo a comunicação social presente na sala de audiências Rui Moreira insistiu durante a manhã perante o Tribunal, que nunca teve intenção de beneficiar a imobiliária da sua família e que a sua intervenção em todo o processo Selminho se limitou a assinar uma procuração forense, sob conselho do seu chefe de gabinete, e meses depois uma declaração de impedimentos. De resto, todo o processo foi conduzido pelo advogado externo contratado pelo seu antecessor, em sintonia com os serviços jurídicos e os serviços de urbanismo da Câmara, e que "nunca" deu qualquer instrução seja em que sentido for.

 

  Jornais de hoje
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[Expresso, 16nov2021 às 20h50] - Antigos eleitos da CDU e BE da Câmara do Porto afirmaram, no Tribunal de São João Novo, que acordo entre a autarquia e a imobiliária da família Moreira no sentido de devolver capacidade construtiva a terreno na escarpa da Arrábida ou eventual indemnização, se a pretensão não fosse acolhida no PDM, inverteu o posicionamento de uma década de litigância.

 

  Segunda sessão do julgamento
 [JN às 12h12 de hoje] - O advogado Pedro Neves de Sousa, que foi mandatado pela polémica procuração que desencadeou o caso Selminho, garantiu, esta quarta-feira, em tribunal, que não sabia que a empresa era de Rui Moreira ou dos seus familiares e que o processo "foi tratado como todos os outros". 
O advogado que conduziu o processo Selminho explicou que apenas lidava com chefias intermédias e que, "provavelmente", pode dizer que nunca esteve numa reunião de trabalho com Rui Moreira, nem com o autarca que o antecedeu, Rui Rio. Pedro Neves de Sousa revelou que, em 2011, antes de Moreira ter tomado posse como presidente da Autarquia do Porto, os serviços de contencioso da câmara lhe tinham solicitado o adiamento da instância, pois havia a possibilidade de atender às pretensões da Selminho em sede de revisão do PDM, que se esperava estar concluído em 2012. O tempo passou e, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretende prosseguir com o processo. Nessa altura, apercebe-se de que já havia pouco tempo para reagir e preparou uma contestação à pretensão da empresa, "da forma que melhor entendeu defender a Câmara do Porto", declarou. Em novembro de 2013, as partes foram convocadas pelo tribunal para uma audiência prévia. Segundo Pedro Neves de Sousa, uma alteração do código processual civil introduziu a possibilidade de as partes chegarem a acordo nessa audiência prévia. Ora, a procuração passada por Rui Rio em 2011 apenas conferia poderes gerais ao advogado. Assim, pediu nova procuração aos serviços jurídicos da Câmara, agora com poderes especiais, para estar presente na audiência. O documento viria a ser assinado por Rui Moreia em novembro de 2013.
 [Observador às 19h15 de hoje] - Azeredo Lopes, chefe de gabinete de Rui Moreira entre 2013 e 2015, e ex-ministro da Defesa, foi a primeira testemunha a ser ouvida na tarde deste segundo dia de julgamento. Começou por admitir conhecer “muito bem” o arguido Rui Moreira, adiantando que numa primeira fase, além de ser chefe de gabinete, prestava ainda aconselhamento jurídico à autarquia durante dois meses. “Na fase da transição, ainda antes de entrar em funções, reuni-me com o anterior chefe de gabinete que me deu conta dos dossiês mais importantes que estavam a decorrer no contencioso. Quando chego à câmara considero crucial fazer uma avaliação de risco, onde a câmara devia estar mais ou menos preocupada para evitar eventuais condenações ou situações menos agradáveis que tivesse de alguma responsabilidade”. Azeredo Lopes garante que só soube da ligação de Rui Moreira com a empresa Selminho apenas no momento da assinatura da procuração forense pelo presidente. “Sendo um caso que estava há bastante tempo dentro da câmara, a minha convicção é que toda a gente sabia. Estava absolutamente convencido que era impossível não saber (…) O Porto é uma cidade bastante pequena, não estamos a falar de uma pessoa anónima nem de uma família anónima. Não me pareceu concebível que ninguém soubesse na câmara que a Selminho não estava ligada à família do Dr. Rui Moreira”. O antigo chefe de gabinete recorda o dia em que Moreira entrou no seu gabinete com uma procuração nas mãos. “Entrou no meu gabinete e disse que tinha uma procuração para assinar porque diziam que muito urgente, mas que tinha lá o nome de uma empresa da sua família. Não me passava pela cabeça que, ao fim de não sei quantos anos, quem elaborou procuração não soubesse ainda o que era ou de quem era a Selminho”, refere o antigo chefe de gabinete. “A interpretação que dei é que eles [serviços jurídicos] entendem que é necessário que assines para evitar que a câmara deixe de estar representada em tribunal. Se não assinares isto pode até ser interpretado contra ti. Foi basicamente isso que transmiti ao presidente”, acrescenta Azeredo Lopes, revelando desconhecer, no entanto, a “natureza da procuração”. “Desconhecia que era uma procuração com poderes especiais e que tinha sido pedida especificamente para aquele efeito [negociação], não sendo válida a procuração passada pelo anterior presidente, Rui Rio". Ouvido minutos depois de Azeredo Lopes, o então diretor municipal do departamento jurídico do município, entre fins de setembro de 2013 e 11 de dezembro de 2013, afirmou desconhecer “em absoluto” a procuração em causa. “Desconheço em absoluto essa procuração. Se ela é de 28 de novembro [de 2013] como é referido, eu ainda estava em funções e não conheço essa procuração. O departamento jurídico e contencioso devia estar envolvido neste processo e não foi”, declarou Miguel Queirós. Pedro Neves de Sousa, advogado que colabora com da autarquia do Porto desde 2009, e a quem Rui Moreira passou uma procuração forense, em 2013, para representar a câmara em tribunal num processo com a Selminho, começou por ser questionado pelo procurador do Ministério Público sobre a relação que tem com Rui Moreira. “Cumprimentamo-nos, mas não temos relação pessoal. Conheço o sr. presidente pessoalmente, mas não consigo localizar no tempo o dia em que estive com ele (…) Antes de ele ser eleito, não me recordo de termos sido apresentados”, adianta, afirmando ainda desconhecer todos os irmãos do autarca. “Se os vir, não os conheço, nem de vista”. O advogado explica com detalhe que trabalha numa sociedade que tem um contrato de prestação de serviços com a autarquia do Porto, desde 2009 até ao presente, mas salienta que não mantém contacto com o presidente de câmara, mas que “responde a chefias intermédias”, neste caso à divisão jurídica de contencioso. “Em processos judiciais, respondia à chefe de divisão municipal de contencioso, inicialmente Sofia Lobo e, mais tarde, Anabela Monteiro”. Pedro Neves de Sousa recorda que em janeiro de 2011 recebeu uma ação por parte do departamento jurídico e obteve informação de que “deveria suspender a instância” — na prática, interromper o ‘dossier Selminho’ — no Tribunal Administrativo e Fiscal, uma vez que “estariam em curso negociações entre a Selminho e o município”, tendo na origem dessas mesmas negociações a possibilidade de “revisão do Plano Diretor Municipal”. “Foi uma situação absolutamente anormal, pois não seria necessário contestar a ação”, enfatiza, acrescentando que essa informação foi-lhe passada pela chefe de divisão, Sofia Lobo. “Não sabia que a Selminho pertencia à família do sr. presidente”, garante, acrescendo só ter tido conhecimento da ligação da imobiliária a Rui Moreira em 2014. Antes disso, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretendia prosseguir com o processo. Nessa altura, preparou uma contestação à pretensão da empresa, convicto de que estaria a fazer “o melhor para defender os interesses do município”. Pedro Neves de Sousa refuta completamente a acusação apontada pelo Ministério Público de que tenha agido cumprindo instruções do autarca do Porto. “Não posso ser mais claro do que isto, nunca falei com o dr. Rui Moreira antes, durante ou depois sobre este processo, nem sobre outros (…) Teria sido muito grave se tivesse recebido instruções por parte do dr. Rui Moreira, não sou advogado do dr. Rui Moreira, sou advogado do município.” Na mesma linha, o advogado garante: “Da minha parte, nunca senti que houvesse algum tipo de pressão nem que a posição do município tivesse sido alterada pela ligação do presidente à Selminho”. Sem “nunca” contactar diretamente o serviço do urbanismo da câmara, depois de Rui Moreira tomar posse, Pedro Neves de Sousa garante que “não houve alteração de procedimentos” relativamente ao processo. “O modus operandi depois de 2013 manteve-se exatamente o mesmo.” Até então, a procuração que mandatava poderes gerais estava com o nome de Rui Rio. “Não era necessário juntar uma nova procuração. Um novo mandato não implica a caducidade de uma procuração”, sustenta o advogado, que, no entanto, a 22 de novembro pediu “uma procuração com poderes especiais”, uma vez que na audiência prévia, agendada para janeiro de 2014, existiria “a tentativa de uma conciliação”, concluindo que nestes casos é necessário um novo documento que transmita poderes especiais. Na sequência dessa audiência prévia, o advogado revela que o município do Porto continuava “exatamente no mesmo ponto”, ou seja, a colocar a hipótese de na revisão do PDM que incluíam as pretensões da Selminho de dar capacidade construtiva ao terreno na escarpa da Arrábida. “Quem elabora a primeira versão do acordo foi o mandatário da Selminho, é ele que me envia as primeiras minutas, que analisei e alterei, em conjugação de esforços com os dirigentes do município do Porto”. Nessa primeira versão do acordo, elaborada em abril de 2014, era incluído o cenário de revisão do PDM dando, assim, capacidade construtiva aos terrenos da Selminho. “A decisão passou sobretudo pela posição do urbanismo”, revelou o advogado, acrescentando que nessa altura “já estavam a decorrer os trabalhos preparatórios para a revisão do PDM por parte do urbanismo”. “Os serviços [urbanísticos] apontavam que a pretensão da Selminho podia ser acolhida. Se se concretizar essa ideia do urbanismo, muito bem, caso contrário nunca esteve adjacente o pagamento de uma indemnização. No caso ser alterado o PDM, o assunto estava fechado, caso contrário, teríamos de discutir se haveria ou não direito a indemnização. Esta foi a grande guerra.” Pedro Neves de Sousa sublinha que no acordo em causa a câmara “não se comprometeu com a alteração do PDM, diz apenas que é expectável que isso venha a acontecer”.



Publicado por Tovi às 08:29
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2021
Violência no Porto… e a comunicação social que temos

A comunicação social devia ser obrigada (detesto o verbo "obrigar", mas...) a noticiar com a mesma notoriedade o seguimento deste tipo de acontecimentos. Ficamo-nos sempre pelo espetacular... faltam sempre as razões e as medidas tomadas.

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  CM, 26set2021 às 13h57 - Um homem de 30 anos foi espancado por dez ladrões durante um assalto, este sábado. A vítima tinha acabado de sair de um bar e seguia sozinha na rua, junto ao Campo dos Mártires da Pátria, na zona da Cordoaria, no Porto, quando foi atacada. Este local tem sido palco de sucessivos assaltos, alguns deles extremamente violentos e com recurso a facas. Os ladrões roubaram a carteira à vítima, que teve de ser transportada para o hospital de Santo António e está em estado crítico. O INEM esteve no local, assim como a PSP, que ainda tentou localizar o grupo de jovens, mas sem sucesso.
  JN, 10out2021 às 11h32 - Um jovem de 23 anos foi espancado, na madrugada deste domingo, na Baixa do Porto, tendo ficado em estado considerado grave. Segundo apurou o JN, o rapaz foi agredido por um grupo de pessoas cerca das 3 horas na Rua Passos Manuel, na Baixa do Porto. A PSP foi alertada e rapidamente chegou ao local, tendo conseguido ainda intercetar dois suspeitos, que são de nacionalidade estrangeira, ao que tudo indica francesa. Pode haver mais agressores em fuga. O jovem foi transportado para o Hospital de Santo António, no Porto, em estado considerado grave. Dada a gravidade do incidente, o caso transitou par a Polícia Judiciária (PJ), que vai agora conduzir a investigação.

  JN - atualização de hoje, 11out2021 às 08h13 - Uma discussão fútil, na fila de um bar da Rua de Passos Manuel, no Porto, terminou da pior maneira para um jovem, de 23 anos, na madrugada de sábado. O jovem levou um soco e, na queda, bateu com a cabeça numa superfície dura. A PSP deteve e entregou à Polícia Judiciária (PJ) o agressor, de nacionalidade francesa, suspeito de ter agredido a vítima, que reside no Grande Porto. O caso deu-se por volta das três horas da madrugada, num bar da Baixa portuense. Mas, ao contrário do que foi inicialmente avançado, a vítima não foi espancada por um grupo de pessoas. Segundo contou, ao JN, fonte da Judiciária, o francês estaria acompanhado de um compatriota e chamou a atenção de um cliente do bar por o mesmo ter furado uma fila. O português não terá gostado e estalou uma discussão. As informações recolhidas não permitiram apurar quem cometeu a primeira agressão física. Certo é que o português levou um soco que o fez cair e bater com a cabeça, ao que tudo indica no chão, com violência. Os dois franceses foram detidos pela PSP, enquanto o português foi levado para o Hospital de Santo António, no Porto, em estado grave. Ao início da noite deste domingo, fonte policial informou que o português estaria já em morte cerebral. "A situação é irreversível", afirmou. Entretanto, a Judiciária libertou o segundo cidadão francês, considerando que o mesmo não teria intervindo na contenda, pelo menos, como autor de agressões físicas. O outro ficou detido e deverá ser presente a um juiz de instrução criminal, no dia de hoje, para apresentação de medidas de coação.

 O portal de notícias do Porto., 11out2021 às 18h40O presidente da Câmara do Porto apresenta as condolências à família e amigos do jovem de 23 anos que acabou por falecer, esta tarde, na sequência de uma agressão de que foi vítima na madrugada de domingo, à porta de um bar na Baixa do Porto. Rui Moreira recorda que têm sido sucessivos os seus alertas a exigir mais policiamento nas ruas e reforça a necessidade de o Ministério da Administração Interna dar luz verde à videovigilância, que a Câmara do Porto está disposta a pagar.

  JN, 11out2021 às 21h28 - O cidadão francês, detido por ter agredido um estudante, perto de uma discoteca na baixa do Porto, vai aguardar julgamento em prisão preventiva. A medida de coação foi decretada pelo Tribunal de Instrução Criminal, esta segunda-feira à noite.




Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
Será um vírus que anda aí?

Captura de Ecrã (252).png

   10h35 de hoje - Correio da Manhã

Um jovem, de 25 anos, foi detido esta quarta-feira pela PJ por suspeita de assassinar a colega de universidade em Lisboa. As autoridades continuam a fazer buscas para encontrar o corpo da vítima, de 23 anos. Os pais da jovem deram conta do desaparecimento da filha na passada sexta-feira, dia 22, e o alerta foi dado às autoridades. A família revelou ainda à polícia que o suspeito do crime mantinha uma relação abusiva com a filha. A Polícia Judiciária tenta agora localizar o cadáver depois do suspeito ter confessado que atirou o corpo ao rio Tejo. O CM sabe que o detido tentou o suicídio nas instalações anexas à Polícia Judiciária e foi transferido para o Hospital de São José. O jovem suspeito do crime estava a terminar um mestrado em Psicologia e tinha já realizado vários trabalhos de voluntariado. A estudante era de Elvas mas estudava em Lisboa.

  11h47 de 29mai - Correio da Manhã

As autoridades encontraram, esta quinta-feira, a arma utilizada no crime de Beatriz Lebre. As buscas foram acompanhadas pela CMTV, que mostra o momento em que a Polícia Marítima encontrou o objeto perfurante, uma espécie de estilete, que estava preso numa zona de lodo do rio Tejo. As autoridades continuam as buscas para encontrar o corpo da jovem de 23 anos.

   16h00 de 29mai - Correio da Manhã

Foi encontrado ao início da tarde desta sexta-feira o corpo de Beatriz Lebre no rio Tejo, junto a Santa Apolónia. O corpo foi removido pelas 15h30 e encaminhado para o Instituto de Medicina Legal. O alerta terá sido dado por um popular que informou as autoridades.



Publicado por Tovi às 10:36
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Sábado, 16 de Maio de 2020
Nova sondagem da Intercampus

Captura de Ecrã (209).png

Conhecida ontem mais uma sondagem da Intercampus (para Correio da Manhã e Jornal de Negócios).
O PS volta a ganhar terreno no mês de maio e seria o grande vencedor das Legislativas, se estas se realizassem atualmente. Esta vantagem aumenta também o fosso para a oposição. A intenção de voto no PSD é de 23,3%, igual ao mês anterior. Destaque ainda para a queda do Bloco de Esquerda, que, ainda que mantenha a terceira posição, desce de 11,9% em abril para 9% este mês. O mesmo acontece com o Chega de André Ventura: cai de 7,8% para 6,8%. A CDU, com 5,9%, tem uma subida ligeira em relação a abril (5,8%). O PAN regista uma descida acentuada, para 3,6%, a mesma percentagem do CDS, que também perde eleitores.



Publicado por Tovi às 07:49
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
Inadmissível…

…a ser verdade o que hoje veio a público. 

Captura de Ecrã (2).png

Notícia do Correio da Manhã



Publicado por Tovi às 21:19
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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2020
Preocupada com o pagamento de salários?...

…não me faças rir, Isabelinha.  

Captura de Ecrã (377).png

 Notícia de hoje do JN

 

  Comentários no Facebook

Hélder Pais - Há muitas formas de ameaça... Esperemos que não venham aí tempos complicados (novamente) ali para os lados da Arroteia.

David Ribeiro - A mim, que não passo de um simples observador das estratégias empresariais e financeiras, já em 2015 me parecia que mais tarde ou mais cedo daria raia a compra de dois terços da Efacec pela empresária angolana Isabel dos Santos. É verdade que a empresa estava em agonia financeira e a filha do ex-presidente angolano apresentou-se como a solução para dar a volta, comprando uma grande parte da empresa aos seus acionistas portugueses, a José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves, mas… Esperemos que num futuro próximo eu não venha a ter razão.

Jose Riobom - Juro que não percebo os teus comentários... Não és tu o "supremo markteer" do "clube de amigos da especulação imobiliária" que há não muito tempo andou com o séquito "Isabelino" por aí com toda a "pompa e circunstância" ??? Estará na altura do..... QUEM ??? EU ??? Não conhecemos de lado nenhum...!!!

David Ribeiro - Ena pá!... Estava convencido que me conhecias melhor do que parece que me conheces. Aposto, singelo contra dobrado, como não consegues encontrar em lado nenhum qualquer afirmação minha de apoio ao "séquito isabelino". E olha que convivi em Luanda (quando lá trabalhei no Ministério dos Petróleos nos anos de 1985-86) com a Isabelinha e sua mãe, era a filha de José Eduardo dos Santos uma linda e inteligentíssima menina com uns onze ou doze anos.

Mario Ferreira Dos Reis - Lembro que parte inicial da fortuna vem da sua mãe!

David Ribeiro - Conheci pessoalmente Tatiana Kukanova quando ambos trabalhamos em empresas ligadas ao Ministério dos Petróleos (1985-86) em Luanda e ninguém lhe conhecia fortuna pessoal.

 

   Joana Amaral dias no Correio da Manhã

Lembra-se quando a elite portuguesa escarnecia da justiça angola? Claro que se lembra. Foi até ao ano passado, 2019, e António Costa chamava-lhe ‘o irritante’. Lembra-se de como Isabel dos Santos e toda uma corte pútrida jactava pelo nosso país, ostentando riqueza e branqueando dinheiro, enquanto o capital português beijava o chão que pisava e lhe lambia os pés? Lembra pois. Foi até 2019.
Súbito tudo mudou. As autoridades angolanas decretaram o arresto de bens da Princesa (para quem herda e rouba o título ‘empresária’ só pode ser fantasia) e, afinal, deram uma chapadona de luva branca nas autoridades portuguesas. Enfim, a menina do ZéDu construiu um império no petróleo e nos diamantes que passou sempre pelo nosso país, pela NOS, pela banca, pela Efacec. O rei vai nu e para já está totalmente exposta a bajulação e a cumplicidade na corrupção e no nepotismo angolanos por parte dos responsáveis portugueses: das autoridades judiciais à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e ao Banco de Portugal.
Em Angola, a Era da Impunidade vai acabando e o país está a tentar devolver às populações o que lhes foi roubado. Em Portugal, ninguém parece sequer querer saber porque é que a Sonangol emprestou dinheiro para Isabel dos Santos entrar na Galp.
O Mundo vai mudando. Portugal nem tanto. Que irritante.



Publicado por Tovi às 10:38
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018
Deve ter-lhe saído no euromilhões

Salgado 12Mai2018.jpg



Publicado por Tovi às 10:48
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Duas sondagens de hoje

Sondagens evoluão 22Set2017 aa.jpg

(Na imagem estão os resultados eleitorais das duas últimas Autárquicas no Porto e a evolução das sondagens conhecidas para as eleições do próximo dia 1 de Outubro)

O Jornal de Notícias apresenta hoje uma sondagem da Universidade Católica em que Rui Moreira e Manuel Pizarro aparecem separados unicamente por um ponto percentual (34% para o actual Presidente de Câmara do Porto e 33% para o líder da candidatura do PS). As sondagens são meros indicadores (valem o que valem e o dia do voto é que é a verdadeira sondagem, costuma dizer-se) mas um descida tão acentuada da candidatura de Rui Moreira terá que ser o “tocar a rebate” entre os independentes do Porto. Amanhã teremos no Rivoli a apresentação do Manifesto Eleitoral de Rui Moreira… e temos todos que lá estar.

 

E foi agora conhecida uma outra sondagem, da Aximage para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, que coloca Rui Moreira à beira da maioria absoluta.

(Na imagem estão os resultados eleitorais das duas últimas Autárquicas no Porto e a evolução das sondagens conhecidas para as eleições do próximo dia 1 de Outubro, incluindo as duas de hoje)

Sondagens evoluão 22Set2017 ab.jpg

 

  Comentários no Facebook

«Eduardo Vasques de Carvalho» - Face à disparidade, só se pode concluir que uma delas ou ambas, são sondagem feitas por medida. Ou então a demência está instalada no Porto

«Pedro Baptista» - Sondagem Correio da Manhã para o Porto, da AXIMAGEM, a que se tem mostrado mais séria empresa de sondagens: praticamente 40% para Rui Moreira, cerca de 20% para Pizarro, com o PSD a esfumar-se... Por que foi o JN arranjar hoje uma sondagem da empresa que se tem mostrado mais afeta a satisfazer o gosto de quem encomenda, quando nada disso se sente na cidade?

«Antonio Jose Fonseca» - Duas sondagens publicadas no mesmo dia (JN e CM). Verdade verdadinha só mesmo no dia 1 de Outubro.



Publicado por Tovi às 09:38
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Sábado, 25 de Março de 2017
Banho de Sangue em Barcelos

Bolas!... Isto anda mal cá pelo Norte.

Quem tem gente desta para que é que precisa de jihadistas?

   JN – 24Mar2017 ás 21h38

1PBV5LWX.jpgO autor confesso de quatro pessoas em S. Veríssimo, Barcelos, entre as quais uma grávida, está indiciado por quatro crimes de homicídio qualificado e de um crime de aborto. Segundo fonte da Polícia Judiciária, o detido será ouvido na manhã de sábado no Tribunal de Braga para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação. Adelino Briote, de 62 anos, entregou-se às autoridades depois de ter esfaqueado todas as vítimas no pescoço. As vítimas são um casal de 84 anos (ele) e 80 (ela), uma mulher de 62 anos e outra mulher de 37 anos, grávida de sete meses. "Neste caso, como a gravidez era visível, além de que o alegado agressor era vizinho da vítima e como tal saberia perfeitamente do seu estado, penso que em causa estarão um crime de homicídio e um crime de aborto", referiu a fonte da PJ. O quádruplo homicida já teria prometido vingar-se dos vizinhos que testemunharam contra ele ou que se recusaram a depor em seu abono num processo em que foi condenado por violência doméstica. "Já tinha ameaçado que se vingaria", disse o presidente da Junta de Freguesia de S. Veríssimo, João Abreu, aos jornalistas. As agressões à filha e à sogra, com um ferro, registaram-se em março de 2015. Por esse processo, o homem foi condenado numa pena de prisão de três anos e dois meses, suspensa na sua execução, ficando em liberdade. Desde então, e segundo vários testemunhos recolhidos no local do quádruplo homicídio, o homem ameaçou vingar-se quer de quem se recusou a testemunhar em seu abono, quer de quem foi a tribunal dar conta de que presenciou as agressões. O comandante do destacamento da GNR de Barcelos disse que o homem já confessou os crimes. O caso passou, entretanto, para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

   Expresso – 25Mar2017 ás 13h52

O suspeito do quádruplo homicídio em São Veríssimo, Barcelos, vai ficar em prisão preventiva. Este sábado, o homem foi presente ao juiz no Tribunal de Braga. Apesar de já ter confessado a autoria do massacre, agora optou por não responder a qualquer pergunta. Está indiciado por quatro crimes de homicídio.

 

Isto será uma virose que anda aí?...

[Correio da Manhã – 25Mar2017 às 16h27] - Um homem com 50 anos assassinou a mulher à facada, este sábado, em Esmoriz, Ovar. A vítima tinha 51 anos e foi morta num quadro de violência doméstica. Homicida chamou os bombeiros e já foi detido pelas autoridades. O comandante dos bombeiros de Esmoriz, Artur Ferreira, acrescentou que a vítima apresentava "ferimentos nas costas e no abdómen" que levam a crer que a agressão foi feita com uma faca. Depois de cometer o crime, o homicida terá chamado os bombeiros, que, por sua vez, alertaram as autoridades. Os bombeiros ainda tentaram fazer manobras de reanimação, mas a vítima acabou por falecer. O homem entregou-se voluntariamente às autoridades e foi, no entretanto, detido.



Publicado por Tovi às 07:22
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017
É mesmo… é uma semidescentralização

Eu cá quero é a Regionalização... e ontem já era tarde.

 

  Rui Moreira in Correio da Manhã

Rui Moreira aaa.jpg

A semidescentralização - O Estado propõe-se delegar competências administrativas mas não partilha decisões políticas.

O Governo apresentou uma proposta de descentralização de competências. Só pela vontade política, António Costa andou bem. O Primeiro-Ministro foi autarca e sabe o que isso representa para o País e para o poder local, onde incluo o Município de Lisboa, também ele vítima do centralismo burocrático. Contudo, este impulso, que registo como genuíno, é insuficiente.
Segundo o documento, o Estado propõe-se descentralizar competências em áreas como a Educação. Mas, na verdade, transfere pouco mais do que obrigações. Mesmo que bem acompanhadas pelo envelope financeiro – e veremos se assim é –, o que está proposto é transferir para a esfera municipal tudo aquilo que poderia chamar de "hotelaria". Ou seja, delega competências administrativas mas não partilha decisões políticas.
No caso da Educação, propõe-se que as autarquias, à semelhança do que já acontece na pré-primária e no ensino básico, construam edifícios, os mantenham e limpem, sirvam refeições e forneçam transporte. Sendo evidente que uma autarquia poderá fazer melhor estes serviços, isso não resolve qualquer problema estrutural. Na verdade, pode até criar novos entraves ao desenvolvimento local e regional, se não forem simultaneamente transferidos os recursos financeiros e humanos correspondentes. Sem esses, não será possível suportar novas tarefas e, simultaneamente, manter o nível de serviço público e investimento noutras áreas.
Note-se que não me refiro ao aumento de recursos humanos via novas contratações, mas apenas da sua transferência do Estado para o domínio municipal, sem penalização orçamental e financeira para as autarquias, flexibilizando os absurdos mapas de pessoal determinados com critérios incompreensíveis. Mas a peça mais importante deste puzzle, que é complexo, é a das competências políticas. Porque sem capacidade para intervir na programação curricular e na colocação de professores, a descentralização será sempre pouco mais do que um alijar de responsabilidades. A definição curricular e o mapa docente, não podendo ser competências exclusivas das autarquias, devem poder contar com a contribuição local e estarem também descentralizadas. A não ser assim, o Estado estará a abdicar de competências administrativas, mas não se avançará em matéria de Educação.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - O país não precisa de descentralizações que não sejam mais do que o alijar de responsabilidades por parte do centralismo, nas matérias que não rendam para o poder central e, pelo contrário, se lhes afiguram difíceis, porque dão trabalho. O país precisa sim, há mais de um século, é de regionalização, criando polos de planeamento, coordenação administrativa e desenvolvimento, bem como dinâmicas regionais capazes de promoverem a economia nacional e criarem riqueza para todo o país. O PS apresentou-se em 1995 às eleições como o campeão da regionalização mas depois, através de António Guterres, em 1997, negociou secretamente com Marcelo Rebelo de Sousa, o boicote da regionalização em revisão constitucional a troco da viabilização do governo: foi assim que foi inventado o referendo de bloqueio à regionalização. Costa era ministro de Guterres e conhece muito bem a história. E já sabia, na altura, que a poeira que os inimigos do desenvolvimento nacional lançavam para evitar a regionalização que lhes tiraria a posição dominante só por serem capital, se chamava descentralização... Que claro nem é descentralização nenhuma, como mostrou ontem, Rui Moreira em artigo no CM. Apenas entrada dos trabalhos de hotelaria, disse ele, e bem. Não, obrigado!

«Antero Filgueiras» - Muito cuidado com o que está em marcha: uma colossal transferência de poderes para entidades - CCDR - que não estão sujeitas a escrutínio universal e que são "pasto" de gente, cuja honestidade nunca foi a mais apreciável: gente que usa o serviço público para negócios privados.



Publicado por Tovi às 09:48
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
O Porto não é o Faroeste

Grande Rui Moreira!... Desanca-lhes, que é o que eles merecem.

 

Rui Moreira aaa.jpg

  Rui Moreira in Correio da Manhã

O Porto aprovará o primeiro regulamento para o transporte turístico, que obriga a aplicar normas ambientais.

Os filmes de cowboys, que nos entretinham nas matinés de domingo, são uma boa referência se quisermos pensar nos dilemas do desenvolvimento urbano de hoje. Nessas fitas, pequenas cidades perdidas no deserto eram invadidas por garimpeiros em busca do ouro. Traziam dinheiro e dinâmica aos saloons e aos bordéis do Faroeste e criavam emprego para os homens que, até aí, envelheciam entre copos e poeira. Mas também traziam as pistolas e mais trabalho para o Xerife. No imaginário televisivo americano, encontramos, mais tarde, a série Dallas, onde JR continuava a ostentar o chapéu de cowboy, mas para procurar ouro negro. Como no velho Faroeste, o desenvolvimento, o emprego e a riqueza da indústria petrolífera também trouxeram o reverso da medalha, com a especulação e a disputa. Foi com impulsos como estes que os EUA se transformaram num grande país. Cheio de defeitos, claro está, mas desenvolvido.
Portugal vive agora a descoberta de um filão. O turismo, antes confinado à areia algarvia, entrou nas cidades e transformou-as. Os cafés abandonados, os prédios em ruína e as ruas desertas encheram-se de garimpeiros, que trouxeram reabilitação e emprego. Mas também trouxeram poluição, trânsito e transformações aceleradas.
A questão não está em saber se queremos ou não o desenvolvimento. Descontando um ou outro "Velho do Restelo", ninguém pode defender responsavelmente o regresso ao passado de esvaziamento dos centros históricos e de ruína.
Mas também não podemos deixar de olhar para o fenómeno e usar os meios legais de que dispomos, e que às vezes são escassos, para regular. O Porto aprovará, na próxima terça-feira, o primeiro regulamento para o transporte turístico, que restringe percursos e paragens, obriga à aplicação de normas ambientais e defende a vida quotidiana dos portuenses. Foi um longo e difícil caminho em que a Câmara trabalhou com agentes económicos e associações do setor no sentido de encontrar soluções de sustentabilidade. Para o turismo e para a cidade.
Como autarca e como presidente da Associação de Turismo do Porto, não posso deixar de elogiar estes novos "garimpeiros" que operam no Porto, por terem sabido entender que não há turistas que queiram vir ao Porto para ver autocarros de turismo e tuc-tuc, e que colaboraram no processo, sem preconceitos.



Publicado por Tovi às 14:34
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
É a merda do centralismo...

Até quando?...

 

  Rui Moreira num artigo de opinião no jornal CM

Rui Moreira 11Set2016.jpg

A Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas abriu recentemente uma formação generalista, de nível avançado, em gestão pública. Esta ação possibilita a aquisição de conhecimentos para o exercício de funções técnicas superiores e dirigentes na Administração Pública. Vai na 16ª edição. Este curso "é um caminho paralelo ao do procedimento concursal, tendo em vista o recrutamento de trabalhadores" para postos de trabalho superiores e dirigentes. É o que diz a portaria que o regulamenta.

O curso foi aberto a todos os funcionários públicos, independentemente da sua origem geográfica, e foram constituídas turmas em Lisboa e no Porto, como parece bem a qualquer alma que preconize a descentralização. Mas um olhar atento aos lugares de destino destes formandos, que se transformarão brevemente em dirigentes da função pública, revela outra realidade. É que o inquérito promovido pelos competentes serviços estatais no âmbito deste curso, que mais não é do que um "caminho paralelo" para o recrutamento de dirigentes, já concluiu pelo destino destes formandos.
Em 200 vagas, o distrito de Faro receberá um dirigente. Aveiro, Évora, Leiria e Santarém, dois cada. Coimbra e o Porto, onde uma das turmas está a funcionar, acolherão cinco. E os restantes 181 formandos, onde serão integrados? A resposta a esta questão é desnecessária.
O País habituou-nos e habituou-se ao centralismo. E, agora, que está vacinado, uma crónica como esta parecerá à generalidade dos comentadores do regime, apenas e tão-só, mais um laivo de bairrismo exacerbado do populista presidente da Câmara do Porto.
Com o seu eleitoralismo bacoco, Rui Moreira, necessitando desesperadamente de votos nas próximas autárquicas, incomoda tudo e todos com mais esta questão menor. Como foi e continua a ser menor a questão da TAP. Como era e ainda é a dos Fundos Comunitários.
Bem sei que cada um dos Governos que tomam posse em Portugal elege a descentralização como desígnio da legislatura. Bem sei que o fazem com convicção. Só que, para além dos discursos, cada novo Executivo que toma posse torna-se, no dia seguinte, em mais um servidor da máquina centralista do Estado, rubricando leis, aprovando portarias e emitindo despachos que tornam o País cada vez mais desigual e cada vez mais vacinado.



Publicado por Tovi às 09:45
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