"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 7 de Novembro de 2017
A maleita do TCA nos vinhos

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Portugal é o maior produtor mundial de cortiça e sem dúvida alguma temos as melhores empresas no fabrico de rolhas de cortiça. Paralelamente já nos encontramos muito bem considerados internacionalmente como vitivinicultores, mas há uma maleita que mais vezes do que era desejado tem vindo a ensombrar estas duas nossas actividades económicas: o TCA, abreviação da substância química 2,4,6- Tricloroanisole, que provoca nos vinhos o chamado cheiro e gosto a rolha, semelhante a mofo. Pedro Garcias, no seu artigo de opinião no Fugas de 4Nov2017, relata-nos uma degustação de grandes brancos portugueses da colheita de 2007, em que em 22 vinhos só um estava contaminado com TCA, mas embora não parecendo ser nada de extraordinário, pois é “só” cerca de 5%, a verdade é que esta percentagem de problemas num produto alimentar como o vinho não é pouco, é muito e suficiente para destruir um jantar e causar grandes prejuízos na imagem de um vinho, principalmente quando não há uma segunda garrafa para tira teimas. Não estará na hora dos industriais das rolhas de cortiça natural fazerem um investimento sério para se controlar o problema do TCA nos vinhos? Eu acho que sim e como disse Pedro Garcias no artigo atrás referido “a rolha de cortiça continua a ser o melhor vedante para vinhos, em especial para os vinhos com uma longa vida pela frente, aqueles que podem aspirar a ser considerados GRANDES”.

 

   Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - E esse problema, do TCA, está perfeitamente identificado sendo que as rolhas contaminadas só são lançadas no mercado por más práticas dos produtores. Dão um grande tiro no pé ao fazer isto, mas como são de vistas curtas...

«Jorge Saraiva» - Tanto quanto sei há investigação a ser feita, resultados a ser atingidos, sendo que a incidência de TCA tem diminuído muito... Estamos a falar de vinhos de 2007. Não li o artigo, mas uma amostra de 22 garrafas não é evidentemente representativa (como provavelmente há-de lá estar escrito). Por outro lado a rolha não é a única causa do TCA, sendo no entanto prevalecente. As condições de higiene no lagar e na linha de engarrafamento também influenciam. Dito isto, direi também que se há coisa a que tenho sensibilidade é ao TCA, pelos vistos a sensibilidade varia muito de pessoa para pessoa.

«Jose Bandeira» - O tratamento das rolhas para diminuir a probabilidade de ocorrência de contaminação dos vinhos é um processo que requer várias horas. Por vezes a satisfação das urgências dos clientes não se compadece com esses procedimentos, vai daí...



Publicado por Tovi às 11:37
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Sábado, 19 de Abril de 2014
V e r g o n h o s o ! . . .

{#emotions_dlg.sidemouth} Há certos empresários do Norte que por vezes tomam atitudes que eu não consigo entender… mas se calhar o defeito é meu que apesar de tudo ainda me considero Português.

Para acompanhar umas “Douradas Assadas no Forno” (em cama de cebola, curgetes e tomate) do almoço de ontem, abri uma garrafa de “Adega de Vila Real Colheita Branco 2012”, um DOC Douro em que as CAVES VALE DO CORGO (Adega Cooperativa de Vila Real CRL) tiveram a infeliz ideia de vedarem com um ROLHA SINTÉTICA, coisa que num País como o nosso, líder na produção e transformação da cortiça, até devia ser proibido. Estou a falar de um vinho premiado – medalha de bronze no “Decanter World Wines Awards 2013”, medalha de prata no “Concours Mondial Bruxelles 2013” e recomendado pelo “International Wine Challenge 2013” – o que já exigia um melhor cuidado. Mas é o que temos… ou melhor dizendo, os “empresários“ que temos.

E o que é que vocês pensam disto?... Venham daí os vossos bitaites.


«Miguel C Reis» no Facebook >> Una verguenza! Vinho a não beber!

«Pedro Aroso» no Facebook >> Uma vergonha! Vou tomar nota do nome desse vinho, para nunca comprar.

«Diogo Sampaio» no Facebook >> David Ribeiro nada lhe escapa, já estou a ver

«Albertino Amaral» no Facebook >> Sem dúvida que um bom apreciador de vinhos, "exige"  que ele se apresente com uma rolha de cortiça, tanto mais que estamos num dos melhores países, produtor de bons vinhos e responsável por 50% da produção mundial de cortiça...!

«Isabel Branco Martins» no Facebook >> totalmente de acordo, INDESCULPÁVEL

«Tiago Vasquez» no Facebook >> Concordo plenamente, produtor descuidado

«Maria Rosário Aires Pinto» no Facebook >> Só neste País se vêm coisas que não lembra a ninguém. Por coisa menor se multa se fazem leis sem explicarem dão e tiram. isto que o David Ribeiro fala é muito sério e preocupante se não fosse verdade. Nós somos os unicos certamente os maiores exportadores de cortiça Rolhas de plástico). um ou dos melhores vinhos com essas rolhas. quem é que está interessado em destruir mais uma riqueza? ...(vinho do Douro)... não é certamente um (zé ninguém). qualquer que diz que as rolhas de plástico não deixa sabor da cortiça no vinho ao fim de algum tempo.

«Lindoro Barbosa» no Facebook >> Penso que não vou comprar vinho das Caves Vale do Corgo

«Jorge Garcia» no Facebook >> David, há marcas que a maior parte da sua produção é para exportação. E digo-te que a maior parte dos grandes e médios produtores vive das exportações por não haver escoamento em Portugal. Acontece que há países que não aceitam as rolhas de cortiça e outros que nem sequer rolhas mas sim as roscas em metal. Pode ser o caso. Constatei que em vários vinhos franceses de gama media-baixa usam essas rolhas sintéticas por serem vinhos novos como são os casos dos brancos jovens. Pode ser o caso também.

«Albertino Amaral» no Facebook >> Amigo Jorge, uma coisa é beber vinho, como quem bebe água, e aí a rolha é indiferente... Outra coisa é sentir, mastigar, degustar o néctar que sem dúvida com rolha de cortiça é outra coisa… Razão tem o amigo David... Convenhamos...!

«Jorge Garcia» no Facebook >> Albertino: É claro que odeio rolhas sinteticas e enquanto estava na Belgica bebia um Rosé marca Pórtico com rolha de rosca. É claro que o David tem razão eu só tentei passar alguma informação suplementar que pode ou não ser relevante para o caso.

«Albertino Amaral» no Facebook >> Claro, Jorge Garcia, eu entendi o seu ponto de vista...

«David Ribeiro» no Facebook >> Essa é realmente a justificação que alguns viticultores dão para a utilização de outro tipo de vedantes que não a clássica rolha de cortiça, caro amigo Jorge Garcia, mas um PORTUGUÊS deveria sempre primar pela utilização de componentes nacionais nas nossas garrafas de vinho, especialmente no caso da exportação. Sou da opinião que se devia legislar sobre a utilização de vedantes alternativos à rolha de cortiça nos vinhos nacionais, Lei que deveria OBRIGAR a utilização da rolha de cortiça, pelo menos nos vinhos “DOC”.

«Diamantino Hugo Pedro» no Facebook >> Por muito bom que seja, já não faço ideias de o beber ....

«Albertino Amaral» no Facebook >> Porque diz isso, Diamantino Hugo Pedro ?

«Diamantino Hugo Pedro» no Facebook >> Porque eu sou um tradicionalista, bom vinho, para mim, vem fechado com boa rolha de cortiça. É um dogma, nem discuto outras opções ;-)

«Albertino Amaral» no Facebook >> Peço desculpa pela pergunta, mas imaginei que não beberia por outras razões. Bem haja...

«Jorge Veiga» no Facebook >> Como pouco entendedor de vinhos, apenas direi o que ouvi outros dizer. Um vinho Bom (e este teve prémio) tem de respirar, para evoluir se for um tinto capaz. Com uma rolha de plático sufoca. Já vi vinhos franceses com esse tipo de rolhas, mas eram zurrapas que aqui temos melhores e mais baratos. Vinho com rolha de cortiça e se forem para exportação, que os exportem. Aqui em Portugal, rolhas de cortiça!



Publicado por Tovi às 08:46
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Sábado, 25 de Maio de 2013
Green Cork

Eu guardo para reciclagem as rolhas de cortiça. E vocês?...

O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, o Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro (Quercus suber). O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2. As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.


«Zé Regalado» no Facebook >> Eu guardava, qd bebia. Nesta fase não tenho para guardar. :)

«Jorge Saraiva» no Facebook >> Guardo sim, senhor! :)

«Susana Lapa» no Facebook >> Eu guardo em álcool. Servem de acendalhas

«Patricia Santos» no Facebook >> Em Gaia no colégio privado Couto (av da república) instalaram um receptáculo para recolha destas rolhas, e um outro para as de plástico, para quem não souber onde as depositar e vier para estes lados.

«Paulino Coelho» no Facebook >> sim, claro!!



Publicado por Tovi às 07:50
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Sábado, 5 de Junho de 2010
Processo Portucale

Os sobreiros são uma espécie protegida por lei… e por isso o Tribunal Central de Instrução Criminal enviou para julgamento 11 arguidos no abate ilegal de sobreiros que ocorreu em Benavente, no projecto da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo. Estão metidos nesta embrulhada: Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa, do Grupo Espírito Santo; António de Sousa Macedo e Manuel Rebelo, ex-responsáveis superiores da Direcção Geral das Florestas; António Ferreira Gonçalves, do Núcleo Florestal do Ribatejo; e ainda Eunice Tinta, João Carvalho, Teresa Godinho, José António Valadas e Abel Pinheiro. Que a justiça seja célere, digna e merecida… para ser Justiça, pois não nos podemos esquecer que um sobreiro, que pode viver 500 anos, só após 40 anos do plantio é que está apto a dar-nos cortiça. Embora Portugal seja o maior produtor mundial de cortiça (seguido da Espanha, Algéria, Marrocos, Itália, Tunísia e França) a verdade é que somos responsáveis perante a humanidade pela conservação dos nossos sobreiros.

 Sobreiro – (in Nova Enciclopédia Larousse) – Árvore perenifólia (Quercus suber) de onde se extrai a cortiça, com intervalos de cerca de nove anos, frequente na região mediterrânica e, em particular, no Alentejo ocidental e Centro de Portugal, sobre solos siliciosos, formando, no seu conjunto, montados quando há um aproveitamento silvo-pastorício, ou bosques mais ou menos bem estruturados e aproximados do que se designa por vegetação clímax.

 Cortiça – (in Nova Enciclopédia Larousse) – Tecido vegetal espesso, impermeável e leve, com as paredes impregnadas de suberina, formado pela felogene da casca de certas árvores e especialmente desenvolvido no sobreiro. (…) A cortiça tem múltiplas aplicações, devido à sua leveza, flutuabilidade e eficiência isoladora e ser um produto mau condutor de electricidade e de calor, elástica e não absorvente de líquidos. Estas qualidades e o facto da cortiça permitir trocas gasosas faz dela o melhor vedante para o engarrafamento e envelhecimento de vinhos, sendo o fabrico de rolhas a utilização industrial de maior valor. (…) Portugal produz e industrializa mais de 50% da cortiça mundial. Já no tempo de D. Dinis a cortiça figurava entre os produtos exportados para Inglaterra. A sua produção começou a expandir-se a partir do séc. XV. A indústria corticeira só começou a desenvolver-se no final do séc. XIX. Portugal é o primeiro produtor mundial de cortiça, que a exporta sobretudo depois de trabalhada.


«Joaquim Leal» in Facebook >> Acreditas que se fará justiça, tendo a quadrilha do BES metida ao barulho?

«José Paulino Ferreira» in Facebook >> Eu tenho a certeza que se fará justiça. Mas de conveniência para os arguidos. Sai tudo em liberdade ou com pequenas importâncias a pagar. O que para o BES é uma brincadeira, porque aumenta um euro de despesas de manutenção em cada conta num mês e está o caso arrumado. Se o estado bater com os pés, eles cobram quatro por mil de imposto de selo sobre esse aumento e o Estado fica todo contente. Excepto pessoas como nós.



Publicado por Tovi às 08:00
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