"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015
Reestruturar as dívidas

Deus Zefiro

Diz a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) que o nosso calote era no final do ano passado de 218 mil milhões de euros. Se cada um dos portugueses tivesse disponibilidade financeira para se chegar á frente de imediato com um pouco mais de vinte mil euros, a coisa estava feita e não tínhamos que estar à espera do que os gregos venham a conseguir como reestruturação da dívida. É que se não forem os helénicos a lutarem por quem deve mais do que aquilo que tem e consegue produzir, não deveremos ser nós que iremos “bater o pé” à Europa.
Que o deus Zephyros - o deus dos ventos suaves, o anunciador da primavera, um deus benéfico - continue a iluminar e a proteger Alexis Tsipiras e Yanis Varoufakis.



Publicado por Tovi às 18:17
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014
Dívida pública igual a 134% do PIB

{#emotions_dlg.blushed} Não pode ser!... Ou é erro de contas do Banco de Portugal ou o jornalista que redigiu esta notícia enganou-se. Então não estávamos no bom caminho?... E o Sócrates não é que era o gastador?...


«Loja Do Pecado Guimaraes» no Facebook >> Podíamos juntar num sanatório para doentes com problemas de gastos compulsivos o Eng Pinóquio de Sócrates,  o prof Tabaco Silva o Candidato Santana Nigt Lopes e o Passos Coelho para jogarem a lerpa e ficarem por lá até à eternidade.

«Henrique Camões» no Facebook >> Sem esquecer o iniciador da festa, o Guterres e os seus zig-zag's, que abandonou o barco quando viu que não tinha conserto, e ainda tem a lata de vir candidatar-se à presidência, este fica a arbitro da partida.

«David Ribeiro» no Facebook >> E antes dele o Cavaco, que quando Primeiro-Ministro também foi muito jeitoso.

«José Costa Pinto» no Facebook >> É preciso perceber um pouco de cálculo diferencial e integral... Caro David Ribeiro, eu explico em termos não matemáticos: o valor do défice em percentagem do PIB — que é aquilo que vem mencionado na notícia — é um quociente simples, entre o total acumulado do défice (DT) e o PIB. Logo: DT/PIB. No corrente ano atingiu, pelo que diz a notícia, 1,34, ou seja, 134%. A aritmética simples diz-nos que este quociente só diminui se se verificar uma de duas condições ou as duas em simultâneo: (1) se o numerador baixar mais depressa do que o denominador ou (2) se o denominador subir mais depressa do que o numerador. Isto é assim grosso modo, experimente com uns valores simples, para ver no que dá. Acontece porém que, em Portugal, somos orçamentalmente deficitários desde há muitos anos, e continuámos a sê-lo mesmo depois de 2011, com os cortes todos que têm existido. Quer dizer, o numerador, que é um acumulado, tem sempre subido, mesmo que o défice tenha diminuído, e o denominador, o PIB, pouco tem subido ou não tem subido o suficiente para se verificar uma das duas condições acima. Daí a ilusão criada pela notícia. Parece que não se faz esforço, mas faz-se. O problema é que o nosso PIB precisa de crescer muito mais do que o défice anual, e este, de preferência, precisava de ser zero ou até negativo. Coisas das funções matemáticas...

«Jorge Veiga» no Facebook >> Pois, mas parece-me que mesmo com a matemática toda, Portugal deve mais. Será assim?

«José Costa Pinto» no Facebook >> Sim, é assim. Um exemplo simples. Suponha-se que Portugal devia, em 2013, 132 e tinha um PIB de 100. Isto significa que, no final de 2013, o défice total era de 132% do PIB. Suponha-se que no ano de 2014, Portugal tinha um défice de 4% e um crescimento do PIB de 2%. Note-se que estes valores são optimistas, e que a realidade de 2014 é bem pior. Mas aceitemos estes números. Qual é a dívida em percentagem do PIB no final de 2014? É exactamente 132,53%. Quer dizer, cresceu a dívida total, que passou de 132 para 135, e o PIB, que cresceu de 100 para 102. Mas o numerador cresceu mais do que o denominador. Só baixará a percentagem da dívida se conseguirmos aumentos do PIB superiores ao aumento do défice. E a dívida - o numerador - crescerá em valor absoluto. Só baixará se houver superhavit orçamental, e esse superhavit for usado para liquidar a dívida remanescente.

«Jorge Veiga» no Facbook >> entendi. Apesar da melhoria, pioramos... kkk

«José Costa Pinto» no Facebook >> Convém perceber o que está em causa, para não haver bitaites infundados. Infelizmente a comunicação social, que deveria ter uma função pedagógica, não a tem neste caso. A realidade é bem pior do que se pensa.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Eu percebi. Mas na verdade é o que eu disse: Melhoramos, mas pioramos.

«José Costa Pinto» no Facebook >> Sim. Precisamos de melhorar ainda mais. Só que não há maneira de melhorar sem baixar brutalmente a despesa pública e fazer subir o PIB. Isto é coisa quase milagrosa, a não ser que encontremos petróleo. Daí que as frases genéricas dos políticos sejam completamente destituídas de substância e se destinem apenas a preencher o vazio. Mas é para isso que servem os políticos, para construir uma narrativa tranquilizadora. Veja-se esta notícia do i, com mais números - Dívida. Famílias ajustam, Estado e grandes empresas não. Note-se que o problema está sobretudo no sector da Administração Pública, a qual inclui as empresas do sector empresarial do Estado (REFER, CP, etc.) com défices anuais enormes. O montante do défice nacional da responsabilidade das famílias e do sector privado até que tem baixado.



Publicado por Tovi às 09:31
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Junho 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9


26
27
28
29

30


Posts recentes

Reestruturar as dívidas

Dívida pública igual a 13...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus