"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2022
Será o meu candidato

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Se Filipe Araujo se candidatar à Câmara do Porto será o meu candidato.



Publicado por Tovi às 07:11
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2022
Lula eleito Presidente do Brasil

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Bolsonaro não conseguiu marcar golo 

 

  Resultado Eleitoral
Lula da Silva / PT - 50,9% - 60.345.999 votos
Jair Bolsonaro / PL - 49,1% - 58.206.354 votos
Inválidos/Nulos - 5.700.443 votos

 

  A "realpolitik" é isto, quer queiramos ou não
Marcelo Rebelo de Sousa já falou ao telefone com Lula da Silva, depois de, na noite de domingo, ter felicitado o recém-eleito presidente do Brasil;
Também António Costa já deu os parabéns  ao novo presidente, através de uma mensagem publicada na sua rede social Twitter;
Foram ainda vários os líderes dos países que felicitaram Lula da Silva pela sua eleição: Desde a Austrália e a Nova Zelândia, até à Índia, à África do Sul e ao Reino Unido;
De acordo com a presidência russa, também o Presidente Vladimir Putin enviou as suas "sinceras felicitações";
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, não ficaram de fora desta onda de parabenizações.

 

  Como votaram os nossos "irmãos" brasileiros
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  Há "democratas" esquisitos no Brasil
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Nuno Matos PereiraO que aconteceu quando deram a escolher ao povo entre Barrabás e Jesus? Escolheram o ladrão!
Zé Carlos - A questão do Brasil é muito complexa e não pode ser corretamente avaliada por malta que não perdeu uns anos a estudar e a viver no país. A disputa Lula/Bolsonaro é a encenação do "estamento" que domina o país desde que Dom João VI deixou o Rio de Janeiro ficando lá a maior parte da elite de Portugal que viajou com o Rei fugindo das tropas napoleónicas. Sugiro começar pela obra fundamental de Rodrigo Faoro ; " Os donos do poder "... O estamento colocou lá Lula agora pela via democrática, mas se for preciso tira, como iria tirar Bolsonaro se este ganhasse e como tirou no passado Dilma, Collor de Mello, João Goulart, Café Filho, etc.

  Mais de 130 estradas bloqueadas por apoiantes de Bolsonaro
Captura de ecrã 2022-11-01 093143.jpgAssim de repente parece estranho como é que a nona economia mundial e a primeira da América Latina (classificação do Fundo Monetário Internacional) se comporta desta forma nos dias seguintes a uma eleição presidencial que toda a gente considerou “livre e justa”... mas a verdade é que nos Estados Unidos partidários do então presidente Donald Trump invadiram o Capitólio como protesto do resultado da eleição presidencial de 2020. Coincidência ou mimetismo? 

 

  
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  O que está a acontecer no Brasil - 1nov2022
11h36 - A manifestação contra a vitória do presidente eleito Lula da Silva (PT) fechou a estrada que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, e fez 25 voos serem cancelados até a manhã desta terça-feira. A informação do cancelamento dos voos é da assessoria de imprensa do terminal, segundo a CNN Brasil.
12h59 - O ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou esta terça-feira que a Polícia Rodoviária Federal eliminou 192 pontos de bloqueio de estradas que estavam a servir de palco para protestos de apoiantes de Bolsonaro, diz a CNN Brasil.
14h23 - O governador do estado brasileiro de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou esta terça-feira que vai usar "toda a força necessária" contra camionistas que apoiam o Presidente, Jair Bolsonaro, e bloqueiam estradas em protesto contra a sua derrota nas eleições presidenciais.
14h38 - De acordo com o jornalista brasileiro Paulo Markun (falando para a CNN Portugal) é difícil perceber em que pensa Bolsonaro, mas admite que “quanto mais tempo passa nesse silêncio, mais difícil será de reverter esse cenário”, afastando a ideia de um “golpe”, visto que “não tem o apoio da comunidade internacional, nem das instituições do Brasil”. No que diz respeito ao aumento da tensão nas ruas do Brasil, lembra “que estão a ocorrer nos estados onde Bolsonaro ganhou” e afirma ter esperança que a situação diminua. 
14h47 - Os protestos dos apoiantes do ainda presidente em funções têm marcado as primeiras horas após as eleições, mas por se tratar de um protesto político, o Supremo Tribunal Federal teve de atuar, colocando no terreno a polícia militar e com ordem de uso força se assim entender que é necessário. Além disso, o Supremo Tribunal Federal considera que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem sido complacente com os protestos. Este organismo é liderada por um apoiante de Jair Bolsonaro, que é agora alvo de uma multa diária se não atuar.
15h10 - O ainda presidente do Brasil vai encontrar-se, ainda esta terça-feira, com os juízes do Supremo Tribunal e não irá contestar os resultados eleitorais, garantiu o ministro das Comunicações à Reuters. Mais tarde, Bolsonaro fará uma comunicação, adiantou Fábio Faria.
16h40 - Fontes do Palácio do Planalto confirmaram que receberam a decisão dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), de que só aceitarão o convite para reunir-se com Jair Bolsonaro, depois de o presidente reconhecer publicamente o resultado do segundo ato eleitoral.


Eduardo Miranda
Meu caro, não se aborreça! O Porto e Portugal teem mais problemas com se preocupar!
David RibeiroOs nossos problemas, caríssimo Eduardo Miranda, comparados com os dos nossos "irmãos" brasileiros "it's peanuts", como agora se diz.
Eduardo MirandaDavid Ribeiro Compreendo e respeito a sua opinião. Mas um pais que tem uma população a rondar os 180 milhões e que tem 120 milhões de eleitores e que chega ao momento das eleiç~oes e só tem para apresentar "isto " não merece de mim qualquer comiseração. O que se passa no nosso país aos dias de hoje, isso sim, preocupa-me! A taxa de pobreza; a quantidade de sem abrigo; os deficets do SNS; os bancos e os corruptos; a inação da Justiça; os circuitos migratórios sem controlo; os numeros absurdos de violência domestica; a quantidade bafienta de crianças institucionalizadas causam-me um sofrimento tal que me estou borrifando para o internacionlismo!
David RibeiroTudo isso é verdade, Eduardo Miranda... e, como diz o povo, com o mal dos outros podemos nós bem.
Renato Ferreira
Eduardo Miranda depende: estamos prontos para a nova leva de brasileiros que vêm por aí?

 

  Comunicação de Jair Bolsonaro
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O ainda presidente do Brasil, na sua comunicação pública de hoje, pouco mais disse do que isto: "Quero agradecer aos 58 milhões de brasileiros que votaram a mim"; "É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros"; "Sempre fui rotulado como antidemocrático, mas ao contrário dos meus acusadores sempre joguei dentro das quatro linhas da constituição".




Terça-feira, 18 de Outubro de 2022
Frente a frente Lula da Silva e Jair Bolsonaro

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Do que vi na madrugada de ontem (e não vi tudo) deu para perceber a “dificuldade” que terão os brasileiros que na primeira volta não votaram nem Lula nem Bolsonaro. Quem votou nestes dois dificilmente alterará o seu voto, mas a coisa não me parece fácil para quem tem que decidir na escolha de um presidente para o Brasil. E não há dúvida que, como já alguém disse, “a degradação da democracia, quer Lula vença ou não, veio para ficar”.

 

  Mas vejamos o que mais me ficou na memória deste debate:
“Mentiroso é você. Você mente todo dia”, acusou Lula. “Lula, não continue mentindo, pega mal para sua idade”, contrapôs Bolsonaro.
“Quero um país livre, em que seja respeitada liberdade de expressão, que possa trabalhar e ter certeza que seu filho não vai ser ensinado a ideologia de género. Não quero que as crianças frequentem o mesmo banheiro, não queremos a liberalização das drogas. Somos cristãos. Não ao aborto, não ao MST [Movimento dos Sem Terra] invadindo terra. Pelo direito de legítima defesa. Esse é o país que nós queremos”, disse Bolsonaro.
“Quem defende a democracia e a liberdade sou eu, muito mais do que ele [Bolsonaro], que é um pequeno ditadorzinho que quer ocupar a Suprema Corte”, atacou Lula. “O Brasil tem 3% da população mundial e teve 11% das mortes da pandemia no mundo”, atirou o antigo presidente. “A verdade é que o senhor debochou, o senhor gozou das pessoas e deixou as pessoas morrerem afogadas por falta de oxigênio em Manaus. Apareceu na TV imitando pessoas sem ar”, disse Lula sobre a Covid-19.
“A grande verdade: o senhor não fez nada pelo Brasil, a não ser transpor dinheiro público para o seu bolso e o dos seus amigos”, atirou Bolsonaro, ainda com a corrupção e a ida de Lula para a cadeia como mote da argumentação.
Lula chamou mesmo Bolsonaro de “Rei das Fake News e Rei da Estupidez”, sobretudo pelas suas declarações e decisões polémicas nestes mais de dois anos de pandemia.

 


Rui Lima
Cada um no seu estilo não me dizem rigorosamente nada. Era incapaz de votar num ou noutro.
Luis BarataE então, David? Quer o Brasil subjugado ao socialismo ditatorial corrupto?
David RibeiroLuis Barata, ao Brasil só desejo um futuro melhor, coisa que não me parece fácil de acontecer nos tempos próximos.
Luis BarataDavid Ribeiro já está a acontecer há algum tempo. Desde que lula foi deposto. É abrir os olhos e querer ver, sem empenhar. Oxalá não regressem esses tempos de trevas
David RibeiroLuis Barata, "tempos de trevas"... mas olhe que está mais para isso do que para outra coisa, seja lá quem ganhe.



Publicado por Tovi às 08:01
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Domingo, 2 de Outubro de 2022
Hoje foi um domingo do caraças... ora vejam

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No Brasil tudo leva a crer que Bolsonaro vai à vida... e à falta de melhor é capaz de vencer as presidenciais o LULA DA SILVA.

De manhã estive em Barcelos, na companhia de bons amigos, na Quinta de Santa Comba, onde se realizou a 26.ª Exposição Canina Monográfica do ROTTWEILER.

Mas acabou mal o dia... o BOAVISTA foi a Famalicão e sofreu quatro secos em jogo da 8.ª jornada da I Liga de Futebol Nacional.

 

  As eleições no Brasil
Com 48,36%, Lula ganhou, mas não evitou a segunda volta. Com 43,26%, Bolsonaro ficou em segundo, mas derrotou as sondagens e mostrou-se com novo fôlego para o tira-teimas, marcado para dia 30. Pode ser decisiva a terceira classificada, a senadora Simone Tebet (MDB), que chegou aos 4,2%, com quase 5 milhões de votos. A surpresa pela negativa foi o quarto lugar de Ciro Gomes (PDT), que se ficou pelos 3%, bem longe dos 12,5% de 2018.
  Jose Antonio M Macedo
Mesmo assim se juntarmos à votação de Lula os votos de Ciro Gomes a maioria na segunda volta é possível.

 

  Os melhores (Best in Show) da Monográfica do Rottweiler
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   Outros resultados da 8.ª jornada da Liga de Futebol
Sporting 3 - 1 Gil Vicente
Porto 4 - 1 Braga

Vitória de Guimarães 0 - 0 Benfica




Quarta-feira, 28 de Setembro de 2022
Eleições no Brasil

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Eu sei que ainda é só uma sondagem, mas o que vos parece?...

 


Júlio Gouveia
Se as sondagens forrm como ca ainda vai ganhar Balsonaro
João CerqueiraParece-me que o Lula é o testa de ferro que vai segurar na vaca para muitos mamarem. No futuro alguém vai resolver. Lamentavelmente um país com mais de 200 Milhões de habitantes, tem de escolher para presidente, o lixo da sociedade. Basta ver 1 minuto dos comicios e ficamos arrepiados.
Carlos PedrosaA escolha num partido é sempre muito difícil pois já todos sabemos que estamos/vamos ser enganados...
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoQualquer coisa é melhor que o actual, mas não queria ser Brasileiro, neste momento, perante opção apresentada. Péssimo
Diogo Couceiro
Lula Presidente




Segunda-feira, 29 de Agosto de 2022
Assim vai a campanha eleitoral no Brasil

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Lula da Silva - 48,5%  /  Jair Bolsonaro - 38,5%

 

  Corrupção, fome e covid marcam debate no Brasil
Viram o debate de ontem à noite?... Os brasileiros estão entregues aos bichos.
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Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e mais quatro candidatos à presidência do Brasil falaram de fome e corrupção, de combate à covid e de respeito às mulheres, no primeiro - e talvez único - dos debates eleitorais para o sufrágio marcado para os dias 2 e, caso necessário, 30 de outubro. Bolsonaro referiu-se a Lula como "ex-presidiário", Lula defendeu que só foi preso "para que Bolsonaro pudesse ser eleito", dando o tom a uma campanha que se adivinha mais polarizada e turbulenta do que qualquer outra na história democrática brasileira.


Jorge VeigaDavid Ribeiro eu votaria no Ciro.
David RibeiroEu também, Jorge Veiga... embora as hipóteses sejam diminutas.
Jorge VeigaDavid Ribeiro mas parece ser o mais sensato...



Publicado por Tovi às 10:46
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2022
Eleições Gerais em Angola

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Angola foi a votos na última quarta-feira [24ago2022] para escolher um novo Presidente da República e os 220 novos representantes na Assembleia Nacional. Estas foram as quartas eleições do pós-guerra em Angola e o quinto processo eleitoral desde 1992, ano em que foi introduzido este exercício democrático, e a primeira vez em que angolanos residentes no estrangeiro puderam votar. 

 

  00h50 de 25ago2022 - Comissão Nacional Eleitoral 
Resultados provisórios quando estão apurados 33,16% do total dos votos
MPLA - 60,65%  /  UNITA - 33,85%  /  PRS - 1,45%  /  FNLA - 1,28%
PHA - 1,05%  /  CASE-CE - 0,75%  /  APN - 0,51%  /  P-NJANGO - 0,48%

 

  11h00 de 25ago2022 - Comissão Nacional Eleitoral 
Resultados provisórios quando estão apurados 86,41% do total dos votos
MPLA - 52,08%  /  UNITA - 42,98%  /  PRS - 1,18%  / FNLA - 1,07%
PHA - 1,02%  / CASA-CE - 0,73%  /  APN - 0,48%  /  P-NJANGO - 0,42%
Resultados provisórios em Luanda com 77,12% dos votos apurados
UNITA - 62,93%  /  MPLA - 33,06% 

 

  20h45 de 25ago2022 - Comissão Nacional Eleitoral
Quando faltam apenas 2,7% das mesas por apurar, o MPLA mantém-se à frente da contagem de votos com 51,07%, que lhe permite eleger 124 deputados, seguido da UNITA (oposição) com 44,05%, o equivalente a 90 deputados. De acordo com a segunda e última actualização do dia de hoje, feita pelo porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Lucas Quilundo, o PRS, FNLA e PHA conseguem eleger dois deputados cada, enquanto CASA-CE, APN e P-JANGO sem hipótese de eleger deputados.  

 

  12h40 de 26ago2022 - Agência Lusa
O Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA, no poder) perdeu um milhão de votos nas eleições de quarta-feira face a 2017, enquanto a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) obteve quase um milhão a maisSegundo os dados da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), quando estão escrutinados 97,03% dos votos, o MPLA (no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos. Já a UNITA teve uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica na de Luanda, a maior do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos enquanto em 2017 teve 1.800.860 boletins favoráveis. Além desta mudança de votação, há um registo de uma menor afluência. Menos 700 mil angolanos acorreram às urnas nas eleições gerais de quarta-feira apesar de o universo eleitoral ter aumentado mais de 55%, passando de 9,22 milhões para 14,4 milhões de eleitores. Em 2022, com um caderno eleitoral substancialmente superior, verificou-se uma abstenção de 56% quando, em 2017, data da primeira eleição de João Lourenço, a abstenção foi apenas de 23,5%.

 

  19h10 de 26ago2022 - UNITA não reconhece resultados das eleições
A UNITA anunciou esta sexta-feira que não reconhece os resultados das eleições do dia 24 de agosto, que deram a vitória ao MPLA em Angola. "Não existe a menor dúvida em afirmar, com toda a segurança, que o MPLA não ganhou as eleições do dia 24 de agosto", afirmou Adalberto Costa Júnior em conferência de imprensa. "A UNITA não reconhece os resultados provisórios divulgados pela CNE." Costa Júnior referiu que a UNITA criou um escrutínio paralelo "para proteger o voto do povo do assalto daqueles que ainda não entenderam o conceito de democracia", e que os dados do partido são significativamente diferentes dos da Comissão Nacional Eleitoral de Angola. "As discrepâncias dos mandatos atribuídos à UNITA pela CNE são brutais", afirmou o líder do maior partido da oposição. Costa Júnior deu vários exemplos das alegadas diferenças do número de votos atribuídos à UNITA, incluindo na região de Luanda. Segundo o líder político, as atas síntese na posse da UNITA revelam que o partido obteve 1.417.447 votos na região da capital, o que corresponde a 70% dos votos. Estes dados contrariam os da CNE, que revelam que o partido fundado por Jonas Savimbi obteve 1.230.217 votos, cerca de 137 mil votos a menos, o que corresponde a 62,59% do total dos votos no círculo eleitoral de Luanda.

 

  Resultados Oficiais - CNE 29ago2022
Votaram 44,82% dos 14,4 milhões de eleitores, com 1,67% de votos brancos e 1,15% de votos nulos.
MPLA - 51,17% - 3.209.429 votos - 124 deputados.
UNITA - 43,95% - 2.756.786 votos - 90 deputados.
PRS - 1,14% - 71.351 votos (1,14%) - 2 deputados.
FNLA - 1,06% - 66.337 votos - 2 deputados.
PHA - 1,02% - 63.749 votos - 2 deputados.
CASA-CE - 0,76% - 47.446 votos - 0 deputados.
APN - 0,48% - 30.199 votos - 0 deputados.
P-NJANGO - 0,42% - 26.867 votos - 0 deputados.
O plenário da CNE proclamou assim Presidente da República de Angola João Lourenço, cabeça de lista pelo MPLA, e vice-presidente Esperança da Costa, segunda da mesma lista.



Publicado por Tovi às 08:00
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Sábado, 28 de Maio de 2022
Eleição do Presidente do PSD

39Congresso - 2Dia - Santa Maria da Feira - 000891

Hoje, sábado 28 de maio de 2022, entre as 14h00 e as 20h00, teremos a eleição do Presidente do PSD e dos delegados ao 40º Congresso. Estas eleições pareceram-me terem passado despercebidas à opinião pública e ao próprio PSD. E para isto é muito provável que tenha contribuído as constantes lutas internas, rivalidades, tricas e questiúnculas, que muito provavelmente foram causadoras do afastamento dos seus militantes, mas também, dos portugueses. 

 

  O que um querido Amigo meu - Paulo Teixeira - escreveu numa rede social nas vésperas desta eleição
Muito obrigado Mr Rui Rio
Obrigado por ter feito o todo o possível para destruir o PSD. Depois do CDS ter naufragado nas suas posições e incongruências, coube lhe nestes últimos anos o trabalho árduo de destruir o centro direita em Portugal.
Sou dos que defendem o fim do dictat que o PREC impôs a direita em 75.
Mas nunca nas minhas mais loucas ambições pensei que o senhor tão diligentemente conseguisse fazer o que foi feito.
Destruição clara e inequívoca de tudo o que de bom o PSD significa para muitos portugueses, é a medalha que nos deixa.
Vai sair devagar como foi o seu mandato neste fim de semana da liderança do seu partido. Não deixa saudades mas deixa preocupação face ao estado em que deixa isto e aos sucessores que se colocam em jogo.
Temos sempre a visão de que pior que está não fica, mas aqui o futuro é incerto e sobretudo deixa o legado de confusão desrespeito apego ao tacho e um sem mais de tristes feitos
Graças aos Deuses que se vai. Gratos por termos agora a real oportunidade de fazer renascer a direita e o centro direita em Portugal.
Vá e não volte.

 

  Um outro desabafo, este de José Maria Montenegro, Deputado Municipal no Porto (Grupo "Rui Moreira"), nas vésperas da eleição no PSD 
PSD, até quando?
Não sei se se deram conta, mas daqui a dois dias os (ainda) militantes do PSD vão escolher o sucessor do «defunto» Rui Rio (sim, é fraqueza minha, que não resisto ao adjectivo depreciativo).
Repito, daqui a dois dias. Repito, o novo líder do PSD.
Para o bem e para o mal, o PSD é (ainda) o maior partido da oposição. O partido que, à direita (não cedi a dizer «no espaço não socialista» porque desconfio da capacidade de fundamentação e prefiro simplificar) aparentemente poderá (este poderá suspeito que é generosidade minha) liderar um governo alternativo para Portugal. Estará, no fundo, em causa a escolha do pretenso candidato a Primeiro-Ministro alternativo a António Costa.
Já não sei explicar deviamente esta depressão em que estamos (também tomo as dores). Porque pode ter a ver com os candidatos e o entusiasmo que geram. Porque pode ter a ver com a dinâmica que o PSD não tem. Porque pode ter a ver com a escassa mobilização e entusiasmo dos militantes. Porque pode ter a ver com a concorrência dos acontecimentos mediáticos. Porque pode ter a ver com o desgaste de 5 meses de uma teimosa demissão. Porque pode ter a ver com o pobre grupo parlamentar e a sua prestação amorfa, seja qual for o tema ou o debate. Porque pode ter a ver com a condescendência (ia dizer desprezo, mas talvez seja exagerado) que se gerou na comunidade a respeito do PSD e da sua real capacidade de mobilizar e fazer acreditar. Porque, no fundo, pode ter a ver com tudo isto (e mais alguma coisa).
Eu estive atento. Tive mesmo essa preocupação. Assisti a várias entrevistas e li outras tantas (as do Vítor Gonçalves, na RTP, as «Sob Escuta» do Observador, as da Renascença, as do JN, as do Porto Canal). Fui vendo os estafados chavões, as distinções, os apoios e o registo que quer Luís Montenegro quer Jorge Moreira da Silva escolheram para atrair a atenção, a adesão e, no fim do dia, o voto dos militantes do partido. Não acho (insisto, porque estive atento) que lhes tenha sido destinado pouco tempo de antena, ou que estejam a ser vítimas de qualquer desierarquização mediática. O que acho é que por mais tempo de antena que tenham, por mais importância que exibam, já não se cruzam com a disponibilidade das pessoas. Mesmo daquelas (cada vez menos) que se interessam.
Hoje, a dois dias da decisão, se perguntarmos na rua, num centro comercial ou até na mesa, ao jantar, lá em casa, se sabem o que vai acontecer já neste sábado, suspeito que ninguém dará nota da eleição do «novo líder do PSD». Qualquer final da Champions, qualquer concerto dos muitos que temos, ou mesmo o calor que estará de regresso e a consentir uma ida à praia, serão a resposta. Ninguém está alerta, se interessa, quer saber do novo líder do PSD.
O problema é o que o líder do PSD devia interessar-nos. E – talvez mais isso – devia preocupar-nos.
A penúria que vem pautando a vida do PSD (tão eloquentemente ilustrada nas listas que o partido sucessivamente apresenta a eleições) devia sobressaltar-nos.
O PSD, para quem quer uma alternativa ao PS, devia ser uma prioridade na comunidade em geral. Isto, enquanto mantivermos a expectativa de que é do PSD que deve emanar essa alternativa magnânima que ansiamos e de que o país precisa (primeiro na oposição e depois num novo e urgente governo).
Às tantas é vã a expectativa. E cada vez mais me pergunto. Até quando nos manteremos reféns do PSD?

 

  António Maria na sua página do Facebook
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Nestas eleições do PSD, tenho o privilégio de integrar a lista J, de delegados ao congresso do Partido, pelo concelho do Porto. Amanhã, terá inicio um novo ciclo, confiante, que Jorge Moreira da Silva, é o mais capaz, para juntos termos Direito a um Futuro, mais solidário, mais justo, para um País de todos, e não só de alguns. Seguimos juntos.

  David Ribeiro - Caríssimo António Maria... Permita-me a ousadia de dizer que os “culpados” do estado a que chegou o PSD são unicamente os militantes sociais-democratas, mas é esta a hora de se redimirem do passado recente e elegerem gente séria, amante da Democracia e que estão prontos a lutar por um Portugal melhor, como tenho a certeza é a lista que o meu Amigo integra.
  António MariaDavid Ribeiro, caríssimo, eu assumo as minhas culpas, aí estamos de acordo, tenho o privilégio de entregar uma lista cujo número 1, é um enorme Social Democrata, Manuel Moreira, de acordo, no resto convido o meu amigo para um café e trocarmos, pontos de vista, abraço

 

  Auf wiedersehen, Rui Rio
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Mais logo saberemos quem vai ser o novo Presidente do PSD... mas Rui Rio já foi à vida e, segundo as suas próprias palavras, é o fim da sua carreira política.

 

  Luís Montenegro é o novo presidente do Partido Social Democrata
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O presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, Paulo Colaço, declara Luís Montenegro como novo presidente do PSD, com 72,5% dos votos contra 27,5% de Jorge Moreira da Silva.



Publicado por Tovi às 07:03
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Domingo, 24 de Abril de 2022
Eleições Presidenciais em França

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Em 2017 Emmanuel Macron venceu as Presidenciais com 66,1%, contra os 33,9% de Marine Le Pen. Para as deste ano a última sondagem publicada pelo Le Monde dava 56,5% e 43,5%, respetivamente para Macron e Le Pen. Mas mais para o fim do dia já saberemos quem vai para o Palais de l'Élysée.

 

  As melhores da série "Présidentielle 2022"
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  17h57 de 24abr2022 - Segundo vários institutos de sondagens
Harris Interactive: 55% pour Emmanuel Macron - 45% pour Marine Le Pen
Ifop: 56% pour Emmanuel Macron - 44% pour Marine Le Pen
OpinionWay: 58% pour Emmanuel Macron - 42% pour Marine Le Pen
BVA: 57% pour Emmanuel Macron - 43% pour Marine Le Pen

 

  19h00 (20h00 em França) de 24abr2022 - Estimativa
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  23h55 de 24abr2022 - Expresso / Público
mw-860.jpgA entrada de Macron no Champ-de-Mars, onde celebrou a vitória nesta noite eleitoral, foi acompanhada do hino da Europa. Foi recebido com bandeiras da França e da União Europeia – mas também pela mensagem de que nos próximos anos terá de fazer mais, até porque nem todos os votos foram de apoio ao seu programa. A diferença para a extrema-direita encurtou, mas a vitória permite aos seus apoiantes respirar de alívio - por cinco anos. Para já, olhos postos nas legislativas.
Já ao fim da noite, com mais de 97% dos votos contados, os números divulgados pelo Ministério do Interior de França mostravam que Macron arrecadou 58,55% dos votos (um total de 18.779.809) e Marine Le Pen 41,45% (13.297.728).



Publicado por Tovi às 08:22
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Domingo, 10 de Abril de 2022
Presidenciais em França

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Há 12 candidatos às eleições presidenciais francesas... mas só estes é que contam:

Éric Zemmour – É um candidato da extrema-direita, que tem contribuído para tornar Marine Le Pen menos radical aos olhos da opinião pública (o que favorece a candidata do Rassemblement National). Zemmour começou com dois dígitos nas projeções, mas tem perdido gás e agora não passa dos 9%.

Valérie Pécresse - Preside à região Ile-de-France e é a representante da direita tradicional do Partido Republicano. Tem propostas económicas próximas das de Macron, mas nem assim deixou de ser engolida pela radicalização do debate político em França. Aparece também na casa dos 9%.

Jean-Luc Mélenchon - Aos 70 anos, tem desta feita uma hipótese, embora improvável, de chegar à segunda volta. Candidato da extrema-esquerda do La France Insoumise, propõe o aumento do salário mínimo e a taxação das grandes fortunas. Tem por esta altura cerca de 17% das intenções de voto.

Marine Le Pen - Candidata da extrema-direita, pela agora denominada Rassemblement National (“União Nacional”, antes “Frente Nacional”), Le Pen é anti-europeísta, anti-NATO e pró-Rússia, embora tenha tentado afastar-se de Vladimir Putin, desde a invasão russa da Ucrânia. Está com 24% nas sondagens, o que representa uma subida nas últimas semanas e uma aproximação ao primeiro posto.

Emmanuel Macron - É o grande favorito à vitória, embora não com o mesmo conforto de há cinco anos. Além do desgaste da governação, Macron tem sido acusado de ter deixado a campanha eleitoral interna fora da agenda, em parte para se dedicar à negociação sobre a questão da Ucrânia, e abrindo assim espaço à campanha da adversária principal. O presidente segue, ainda assim, em vantagem, com 26% das intenções de voto para a primeira volta.

 


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Os franceses é que sabem, ou estas eleições não fossem para Presidente da República da França… mas se numa segunda volta fosse Marine Le Pen a escolhida para o Palácio do Eliseu, iriamos ter nos destinos do segundo principal país da União Europeia, em termos de peso económico e uma grande potência nuclear, uma mulher que vem da extrema-direita e cujas proximidades a Moscovo são públicas e notórias, não esquecendo também as suas amizades com Salvini e Orbán. Mas, como atrás disse, os franceses é que sabem.

 

  Deverá ser mais ou menos isto o resultado das eleições em França. E agora siga para bingo… ou melhor dizendo, vamos à segunda volta.
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  Uma sondagem (a segunda conhecida esta noite) dá 54% a Macron para a segunda volta
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Publicado por Tovi às 07:58
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2022
Rei morto, Rei posto

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  Rita Dinis, em 1fev2022 no Expresso - Rio sai (sem pressa) e PSD senta-se no divã. O que falhou? E para onde vai? Na má digestão dos resultados eleitorais, PSD reflete sobre o que falhou: Costa afinal não estava esgotado, portugueses premiaram estabilidade e dinheiro no bolso, Rio teve “excesso de confiança” e “erros na mensagem” – perdeu pensionistas e funcionários públicos quando decidiu não lhes dar nada, e reforçou voto no PS quando decidiu não hostilizar o Chega. O medo da direita prevaleceu. Perante isto, Rio sai, disso não há dúvidas. Mas também não há pressa. Eleições internas podem acontecer até junho: começa agora a guerra de sucessão. Mais uma. Salvador Malheiro já lançou Montenegro. Quem vem lá?

  Nuno Melo, em 1fev2022 na sua página do Facebook - O CDS está ferido, mas não de morte. O partido está implantado a nível nacional, governa sozinho 6 autarquias, muitas mais em coligação, e está presente nos governos regionais dos Açores e da Madeira. …/… Embora o resultado agora obtido confirme inteiramente os meus alertas, não tenciono concentrar-me em ajustes de contas com o passado. Sou presentemente o único deputado com mandato e palco nacional e europeu do CDS. Nunca virei as costas ao meu partido e não abandono o CDS no momento mais difícil da sua história. Uma coisa quero garantir: no que de mim depender, o CDS não acaba aqui.



Publicado por Tovi às 07:50
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2022
A "morte" do CDS

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O CDS teve no passado domingo o pior resultado da sua história e não conseguiu eleger nenhum deputado para a Assembleia da República. Uma coroa de flores foi entregue frente à sede do partido e históricos democratas cristãos falam do período mais negro da história do partido. Na sequência dos resultados, o presidente do CDS e cabeça de lista por Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos, assumiu "todas as responsabilidades" pelo resultado e anunciou ter apresentado a sua demissão à direção do partido.

 

  Raul AlmeidaO CDS sofreu um verdadeiro desastre eleitoral. Este desastre teve um rosto e muitos responsáveis. Desde o malfadado "irrevogável", sentiu-se uma progressiva perda de confiança do eleitorado no CDS. Assunção Cristas e Nuno Melo viriam a sentir isto mesmo, plasmado na incapacidade que tiveram de dar a volta a este rumo, em dois actos eleitorais com resultados péssimos. Francisco Rodrigues dos Santos acabou com o resultado trágico que ontem se viu, falhando tudo aquilo a que se tinha proposto enquanto alternativa de corte com o que identificou em congresso como decadência do portismo. Pelo meio, assistimos a uma guerra fratricida sem limites de parte a parte. O povo não gostou e não perdoou. O CDS, se quiser resistir, terá de ultrapassar tudo isto. Terá de abrir um novo capítulo com novos protagonistas. Terá de fazer uma inevitável catarse e não negar nenhum dos seus problemas, das dívidas de monta às incompatibilidades pessoais de difícil resolução. Terá de refletir muito e bem, virar-se para o país e tentar recomeçar a compreendê-lo. Terá de pensar na sua utilidade externa, agora que já quase não tem meios de satisfação das diferentes utilidades internas que o consumiram. Terá de se sujeitar ao difícil exercício de pôr o todo acima das partes, sendo implacável com qualquer lógica de facção. Para todo este exercício, com toda a sua complexidade evidente, o CDS precisa de tempo. Precisa de um acordo acolhido por todos os interessados nalguma espécie de futuro, em que o Congresso seja feito após a ressaca da hecatombe, depois de tempo para analisar, pensar, prever e decidir com pés e cabeça; o agora é a pior altura para arrebatamentos e voluntarismos. Há fórmulas que permitem este tão necessário tempo de reflexão séria, apesar da compreensível saída imediata do Presidente. Está nas mãos dos diferentes protagonistas e dos militantes do partido. Para o melhor e para o pior.

  António Conceição Há uma coisa que os militantes e simpatizantes do CDS parece não se terem ainda apercebido: estão fora do Parlamento e vão ter o tratamento dos pequenos partidos sem assento parlamentar. Não vão receber dinheiro e ninguém vai pôr dinheiro no partido, porque ninguém investe em losers. Não vão ter visibilidade, a não ser no mês anterior à campanha e, aí, para discutir com outros partidos insignificantes, como o PPM ou o Partido da Terra. Daqui a 4 anos, haverá uns milhares de eleitores que hoje se lembram do cerco ao Palácio de Cristal no I Congresso do CDS, mas que não votarão, porque, entretanto, terão morrido. Haverá, ao invés, outros milhares de eleitores que irão votar pela primeira vez e que nunca terão ouvido falar no CDS. A vida não está fácil para os centristas. Isto não vai lá com um simples Congresso, como imaginam os militantes. À semelhança daqueles clubes de futebol falidos que são comprados por ricalhaços árabes ou chineses, a única esperança do CDS é quase só ser tomado de assalto por um qualquer Marinho e Pinto ambicioso que use o partido como barriga de aluguer para um projecto político pessoal.

  Xavier CortezUma palavra para o CDS/PP. Como sabem sou um democrata cristão e fui militante e dirigente da então Juventude Centrista no Porto. Há vários anos que me afastei do partido por não reconhecer nele os ideais da fundação. Com várias saídas ao longo dos anos (para o PS, para o PSD), atualmente perdeu completamente a sua base de apoio e deixou de ter a sua principal característica: ser um partido de quadros. Pior: encalhou-se numa tendência cada vez com menos adeptos em Portugal e na Europa, o conservadorismo.



Publicado por Tovi às 08:17
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2022
O dia seguinte às Legislativas2022

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A vitória do PS não me surpreendeu, mas não contava com uma maioria absoluta. Esperemos que António Costa a saiba usar para o bem dos portugueses.

Rui Rio, por quem nunca tive simpatia política, não conseguiu que o PSD se afirmasse como alternativa ao Governo. Está provado que o País não é a cidade do Porto onde foi presidente por 12 anos.

Chega é, sem dúvida, o partido dos “descontentes” e há muitos descontentes em Portugal.

A Iniciativa Liberal foi um dos vencedores da “direita” nesta noite eleitoral. Mas tem ainda que sair das zonas urbanas e ir à conquista do país.

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português deram um trambolhão maior do que era esperado e vão ficar reduzidos a cinco e seis deputados, respetivamente.

Contra o que eu esperava o Livre lá conseguiu eleger deputado o Rui Tavares, não parecendo ter acusado a rutura com Joacine Katar Moreira na legislatura anterior.

O PAN, o “Cavalo de Troia” da política nacional, ainda conseguiu eleger Inês de Sousa Leal, mas não vai longe com este resultado.

O CDS desapareceu, na minha opinião fruto da infantilidade política do Chicão.

E pronto… siga para bingo.


João Geirinhas Rocha - Quem viesse de Marte e aqui aterrasse nos últimos dias ao ler o Facebook ficava convencido que o Costa era o politico mais odiado do país. E no entanto…

 

  A Liga dos Últimos
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  A iliteracia política nacional
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  A melhor explicação para se saber de quem é a culpa do resultado eleitoral de domingo: "...dos tradicionais malandros ex-abstencionistas que, desta vez, para baralhar as contas, decidiram ir votar". (roubado por aí)



Publicado por Tovi às 09:24
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Domingo, 30 de Janeiro de 2022
L e g i s l a t i v a s - 2 0 2 2

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As eleições legislativas portuguesas de 2022 (também designadas eleições para a Assembleia da República) realizam-se hoje, 30 de janeiro de 2022 (das 8 às 19 horas no Continente e na Madeira; nos Açores, as mesas de voto abriram e vão encerrar uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária) e constituirão a XV Legislatura da Assembleia da República. Foram marcadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 4 de novembro, na sequência do chumbo do orçamento, o primeiro na história da Terceira República, e consequente dissolução do Parlamento, decisão anunciada oficialmente a 5 de dezembro de 2021. De acordo com a Constituição da República Portuguesa, é necessária a realização de eleições nos sessenta dias seguintes à dissolução da Assembleia da República.

No Círculo Eleitoral do Porto serão eleitos 40 deputados (dos 230 que compõem o Parlamento) e concorrem a estas eleições: PS, PSD, BE, CDU (PCP+PEV), CDS, PAN, Chega, Iniciativa Liberal, Livre, Aliança, RIR, Ergue-te, MPT, Nós Cidadãos, ADN, JPP, PTP, MAS, Volt Portugal.

 

  09h45 de hoje - Já "botei o papelinho na urna".
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  11h20 de hoje - A minha filha mais nova a cumprir o seu dever cívico.
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  Realmente... já era tempo de se alterar o sistema de votação.
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 Resultados Globais Provisórios (faltam atribuir 4 mandatos)
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  É nos círculos eleitorais de Lisboa e Porto que se elegem 38% dos deputados do Parlamento. Vejam quem elegeu quem nas Legislativas de 2019 e 2022.
Lisboa e Porto deputados e percentagem de votos.jp



Publicado por Tovi às 08:00
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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