"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2023
Arménios do Nagorno-Karabakh

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(CNN Portugal às 08h00 de 20set2023)

Vendes coisas a bom preço?... Então és nossos parceiro "fiável", embora sejas uma das ditaduras mais repressivas do mundo.

  
Raul Vaz Osorio - São uns meninos à beira dos chineses 😈
David Ribeiro - O Raul Vaz Osorio fez-me agora lembrar aquilo que dizem ter dito Henry Kissinger acerca do ditador civil dominicano Joaquín Balaguer e do ditador militar chileno Augusto Pinochet: “Eles são uns filhos da puta, é verdade, mas são os nossos filhos da puta!”
Raul Vaz Osorio - David Ribeiro pois, só que eu não disse nada que se pareça com isso. Só destaquei a dualidade de critérios

  Notícias de ontem [4.ª feira 20set2023] na Al Jazerra
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Os arménios étnicos na região separatista do Azerbaijão, Nagorno-Karabakh, concordam com uma proposta russa de cessar-fogo, um dia depois de o Azerbaijão ter iniciado uma ofensiva para assumir o controlo do enclave. O Ministério da Defesa do Azerbaijão confirma que chegou a acordo sobre um cessar-fogo na região étnica montanhosa, que é povoada por arménios. Autoridades arménias dizem que pelo menos 27 pessoas foram mortas na operação do Azerbaijão, enquanto Baku afirma que pelo menos um soldado foi morto, culpando as tropas de Yerevan. Nenhum dos números pôde ser verificado. O Azerbaijão disse que pretendia destruir instalações militares pertencentes às forças de segurança da Arménia. A Arménia negou a presença de estações e pessoal militar em Nagorno-Karabakh, acusando o Azerbaijão de espalhar informações falsas.

Também no dia de ontem foi notícia que o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou total apoio à operação militar do Azerbaijão na região separatista etnicamente arménia de Nagorno-Karabakh. A Turquia é um antigo aliado do Azerbaijão e vê a Arménia como um dos seus principais rivais regionais.
 

  Notícias de hoje [5.ª feira 21set2023] da Reuters 

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Os arménios étnicos em Nagorno-Karabakh precisam de garantias de segurança antes de entregarem as suas armas, disse um conselheiro do seu líder no dia de hoje [5.ª feira 21set2023], um dia depois de o Azerbaijão ter declarado que tinha trazido a região separatista de volta ao seu controlo. As autoridades arménias de Karabakh acusaram o Azerbaijão de violar um cessar-fogo acordado na quarta-feira, depois que uma ofensiva relâmpago do Azerbaijão forçou os separatistas a concordarem em se desarmar.



Publicado por Tovi às 07:58
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2023
Encontro entre Putin e Erdogan no resort de Sochi

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O presidente russo, Vladimir Putin, recebe hoje o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, no resort de Sochi, no Mar Negro. Na quinta-feira passada [31ago2023] fontes turcas tinham dito que a reunião discutiria principalmente as exportações de cereais do Mar Negro. Também na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse ter enviado à Rússia “um conjunto de propostas concretas” para relançar o acordo de cereais.

 

  No seguimento das conversações que o presidente russo, Vladimir Putin, manteve hoje em Sochi com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou em Kiev: “Estou convencido de que, com base nos resultados da conversa de Erdogan com Putin, haverá contacto entre o Presidente Erdogan e o Presidente Zelensky (...) Há confiança nas relações entre o Presidente Zelensky e o Presidente Erdogan"Segundo dizem os média normalmente bem informados, Putin no fim da reunião com Erdogan voltou a frisar que não haverá renovação do acordo para a exportação de cereais ucranianos enquanto não estiverem em cima da mesa algumas contrapartidas que Moscovo exige, entre elas a facilitação de exportações de produtos agrícolas russos, tal como de fertilizantes.

 

  Novo Ministro da Defesa da Ucrânia
Captura de ecrã 2023-09-04 162816.pngRustem Umerov, de 41 anos, é um tártaro da Crimeia, um grupo turco de muçulmanos sunitas cujo lar ancestral é a Península da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014. É um poliglota (ucraniano, tártaro, russo, turco e inglês) com experiência em finanças. É conhecido como advogado anticorrupção e foi membro de um grupo de trabalho do governo ucraniano que desde 2020 trabalha numa estratégia para acabar com a ocupação da Crimeia. Em março do ano passado, um mês após a invasão em grande escala da Rússia, fez parte da equipa ucraniana que participou nas primeiras conversações com a Rússia na vizinha Bielorrússia. Pessoas próximas descrevem-no como um negociador habilidoso e talentoso.



Publicado por Tovi às 07:52
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Sexta-feira, 14 de Julho de 2023
Quem não é por mim é contra mim

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Altas patentes militares russas, incluindo o general Sergey Surovikin, ex-comandante das forças de Moscovo na Ucrânia, foram presas, no âmbito da rebelião do Grupo Wagner, informou ontem The Wall Street Journal citando fontes próximas do processo. O general, que comandou as forças russas na Síria e depois na invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro do ano passado, foi detido e interrogado, segundo as mesmas fontes, juntando-se a outras altas patentes que foram presas, suspensas ou demitidas. Surovikin, conhecido como “General Armagedão” pelas campanhas de bombardeamentos que empreendeu na Síria, não era acusado de nenhum crime, mas estava a par alegadamente dos planos de rebelião do líder do grupo mercenário Wagner.

  
Jorge Veiganem comento, para não te zangares comigo...
Rui LimaO fim de Putin e do bando de criminosos está para breve. O exército vai tomar conta do poder. Talvez seja pior ou não, depende...
Jose Antonio M Macedo
Rui Lima Se for para pior ...
Raul Vaz Osorio
E então? O regime russo está podre? Já sabíamos

 

  Entretanto...
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Segundo o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, numa declaração aos jornalistas no dia de hoje [sexta-feira 14jul2023], traduzida pelo “The Guardian”, Vladimir Putin concordou em alargar o prazo de vigência para o acordo que possibilita a exportação de cereais pelo Mar Negro, previsto para expirar na próxima semana. Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Interfax, garantiu não haver ainda comentários sobre a extensão do acordo de cereais.



Publicado por Tovi às 07:38
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2023
Cimeira da NATO em Vilnius

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Os líderes da NATO, durante o primeiro dia da Cimeira de Vilnius [terça-feira 11jul2023], disseram que o futuro da Ucrânia está na aliança mas não anunciaram um cronograma ou um convite formal para o bloco militar.
O presidente Volodymyr Zelensky dirigiu-se à multidão na capital lituana e disse que a NATO dará segurança à Ucrânia e seu país fortalecerá a aliança.
Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, alerta para uma resposta “apropriada” no caso de expansão da NATO.

 
Rui LimaUm dos problemas é os States e Israel ainda não terem resolvido o problema Irão .
Carlos AlmeidaO nazismo anda no ar… Por aquelas bandas foi florescente e não foi esquecido… E faz sonhar alguns por cá…
Raul Vaz OsorioComo cantava o Sting, the russians love their children too.


  O que se ouviu no dia de ontem - terça-feira 11jul2023

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Os ministros da Defesa de 11 países da NATO assinaram esta terça-feira a declaração que cria uma coligação para formar pilotos e técnicos ucranianos de caças F-16Esta declaração política foi assinada por Portugal, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polónia, Roménia, Suécia e Reino Unido, que “partilham a convicção de que o apoio continuado à Ucrânia é de extrema importância” face à agressão da Rússia.
Os países membros da NATO comprometeram-se hoje com um investimento mínimo anual de 2% do PIB em despesas militares, admitindo a necessidade, em muitos casos, de ultrapassar esta meta. No comunicado da cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que decorre até quarta-feira em Vilnius, na Lituânia, os aliados estabeleceram este compromisso, reconhecendo que “é necessário mais para manter de forma sustentável” os compromissos dos membros da NATO.
Os membros da Aliança Atlântica aprovaram hoje “uma nova geração” de planos de defesa regionais e o aumento da presença no flanco leste, reforçando a capacidade da NATO para apoiar “qualquer aliado que esteja sob ameaça”.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não esteve no jantar que reúne os chefes de Estado e de Governo na cimeira da NATO em Vilnius, na Lituânia. A representá-lo esteve o secretário de Estado, Antony Blinken. Um funcionário justificou, citado pela CNN, que Biden tem “quatro dias inteiros de atividades oficiais e está a preparar-se para um grande discurso amanhã”. Depois, o Presidente norte-americano seguirá para Helsínquia, para participar na Cimeira dos Líderes Nórdicos.
Rose Gottemoeller, antiga secretária-geral adjunta da aliança, disse à Sky News que o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem “toda a razão” em afirmar que Kiev não está preparada para se tornar membro da NATO, uma vez que isso poderia significar “uma guerra geral na Europa”.

 

  Noite de terça para quarta-feira
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As forças russas lançaram esta madrugada uma nova onda de ataques aéreos contra Kiev e outras cidades ucranianas, pela segunda noite consecutiva.

 

  O que se ouviu no dia de hoje - quarta-feira 12jul2023
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advogou hoje, à entrada para uma reunião com os Estados-membros da Aliança Atlântica e os parceiros do Indo-pacífico, que para a Ucrânia "ser membro da UE e da NATO são indispensáveis as reformas, o fortalecimento das instituições e a luta, por exemplo, contra a corrupção”.
Volodymyr Zelensky pede mais armas e insiste no convite para aderir à NATO. Mas, neste segundo dia de Cimeira em Vilnius, na Lituânia, o Presidente ucraniano mudou de tom. À entrada para o encontro com os Aliados, deixou as críticas e desilusão manifestadas ontem - perante a falta de um calendário para entrar - e apontou três prioridades. A primeira é um novo "pacote de armas" para apoiar o exército ucraniano no campo de batalha. A segunda é o convite para se juntar à Aliança Atlântica: "Queremos estar na mesma página com toda a gente", disse aos jornalistas, explicando ter compreendido que terá "esse convite quando as medidas de segurança permitiram". Trata-se de uma leitura mais otimista, depois de, esta terça-feira, ter falado de uma oportunidade perdida e de um "absurdo". Zelensky apontou ainda uma terceira prioridade: espera ainda, com os aliados, "discutir as garantias de segurança no caminho para a NATO".
Volodymyr Zelensky adiantou que a Alemanha concordou no “fornecimento de sistemas de defesa antiaérea Patriot e mísseis adicionais” à Ucrânia.
“A Ucrânia está mais próxima da NATO do que nunca”, começou por afirmar o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, numa declaração conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no segundo e último dia da cimeira em Vilnius, capital da Lituânia. O secretário-geral da Aliança vincou também que os Estados-membros têm de garantir que, quando a guerra russa terminar, tem de haver um plano de segurança para a Ucrânia, “para que a história não se repita”.
Durante a sua participação na cimeira de Vilnius da NATO, Volodymyr Zelensky reiterou que “a Ucrânia já está pronta para aderir” à Aliança Atlântica: “Queremos que se perceba isso”. "...estamos a fazer tudo aquilo que vocês nos pedem”, elencou.
Volodymyr Zelensky reconheceu que há discordância dentro da NATO sobre a disponibilização pelos Estados Unidos de bombas de fragmentação, mas apontou que “tem de haver justiça”, já que a Rússia também as utiliza.

 


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Isabel Sousa BragaPalhaçada
David RibeiroMas o que é que o Zelensky queria?... Isto não é chegar, ver e vencer. Há que fazer o trabalho de casa, ou seja, dotar a Ucrânia das indispensáveis reformas, fortalecer as instituições ucranianas e lutar seriamente contra a corrupção que prolifera nos senhores de Kiev.
Jorge VeigaDavid Ribeiro Queria o que não tem e lhe faz falta. Como quem não chora, não mama, está a cumprir o papel, embora esteja a exagerar, na minha opinão. Quanto aos pontos negativos de Kiev, devem ser menos que os de Moscovo.
David RibeiroJorge Veiga... mas Moscovo não está a pedir para entrar para a NATO ou para a União Europeia. Temos que saber e conhecer bem quem aceitamos nas nossas organizações políticas, económicas e militares.
Jorge VeigaDavid Ribeiro Ainda bem que Moscovo não pede para entrar para as duas coisas, porque teríamos sérios problemas e o principal é Putin e sua cambada. E até digo mais, se Putin se aproximasse da UE e da NATO, era capaz de ter mais lucros do que lutar contra ela ...já sabemos que numa ditadura com nome, seria impossível entrar, mas disfarçava...
Nuno RebeloE o que implicaria em termos militares …
Mário Paiva
...isso já está (mais ou menos) definido... haverá guerra até que a Ucrânia se déclare país neutro em relação a qualquer bloco militar... à parte outros com função cosmética, a neutralidade da Ucrânia é provávelmente o motivo maior da invasão... de todo o modo, em minha opinião, Zelensky não é para o assunto visto nem chamado, é apenas o pau-de-cabeleira de outros interesses... pobre povo ucraniano que de tais líderes depende...



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Para mim, que leio tudo e de todos os quadrantes políticos e estratégicos, quem foi o grande vencedor da Cimeira da NATO em Vilnius não há dúvida que foi Erdogan, que conseguiu tudo aquilo que queria para a Turquia.

 
Carlos Miguel Sousa
Tudo ? Tudo o quê ?
Antero FilgueirasConseguiu tudo?! Pago um cozido à portuguesa a todos os turcos se a Turquia entrar na UE antes de 2050!!!!
David RibeiroCarlos Miguel Sousa e Antero Filgueiras... Erdogan saiu de Vilnius com a promessa dos F-16, e também com o levantamento do embargo de venda de armas à Turquia do aliado Canadá. Tudo isto foi uma vitória que não era esperada.



Publicado por Tovi às 07:37
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Domingo, 28 de Maio de 2023
Eleições Presidenciais na Turquia

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, enfrenta hoje o candidato da oposição Kemal Kilicdaroglu na segunda volta da eleição presidencial. Erdogan, que governa o país há mais de 20 anos, é o favorito para continuar por mais cinco anos depois de ter perdido marginalmente na primeira volta em 14 de maio (Erdogan 49,5%; Kilicdaroglu 44,8%), mas só a contagem dos votos de hoje dirá quem é o futuro Presidente da Turquia. Mais logo saberemos... até lá.

  Antero FilgueirasSalazar se fizesse eleições destas tinha ganho sempre e hoje ninguém o discutia.

 


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A noiva (Ozge Coban, 23 anos) e o noivo (Ismail Coban, 24 anos), vestidos com suas roupas de casamento estavam entre os milhões de eleitores que foram às urnas para a segundo volta das presidenciais da Turquia. Votaram numa secção eleitoral em Duzce antes de irem para a cerimónia de casamento.

  Mário PaivaPrimeiro a responsabilidade, depois a irresponsabilidade 😁

 

  Resultados provisórios das Presidenciais na Turquia (às 18h12)
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O presidente Recep Tayyip Erdogan deverá ser reeleito, de acordo com resultados não oficiais da agência estatal Anadolu.

Paulo Teixeira
Mais apertado
Luis Miguel MoreiraA diferença vai continuar a baixar, mas acho que será difícil inverter
Jorge VeigaDavid Ribeiro quem acha que é o melhor para a Turquia. E para a Europa?
David RibeiroNão sei, Jorge Veiga... conheço muito mal Kilicdaroglu e dizer-se que é do centro-esquerda não quer dizer muito naqueles países.
Jorge VeigaFiquei confuso com o que ouvi os candidatos prometerem...
David RibeiroJorge Veiga... por aqueles lados o que se promete hoje nunca ou raramente é o que se fará.
Jorge Veiga
David Ribeiro por cá quase...
David RibeiroEm Istambul e em Ankara Erdogan está a perder... por uma diferença pequena, mas a perder.

  Erdogan venceu as Presidenciais
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Num discurso a partir de Istambul Recep Tayyip Erdogan agradeceu ao povo a “responsabilidade de governar pelos próximos cinco anos”. “Se Deus quiser eu vou ser merecedor da vossa confiança, tal como tenho sido nos últimos 21 anos”, acrescentou, num discurso que começou por uma canção com os apoiantes. "Estamos juntos até ao túmulo", reiterou, deixando um irónico "adeus" a Kemal Kiliçdaroglu, o candidato da oposição. Perante os apoiantes, o chefe de Estado, que está há 20 anos no poder, garantiu que vai cumprir “todas as promessas feitas ao povo” e salientou que cada eleição é “um renascimento”.



Publicado por Tovi às 07:42
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Domingo, 14 de Maio de 2023
Os turcos vão a votos

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Uma aliança de oposição de seis partidos escolheu Kemal Kilicdaroglu, líder do Partido Republicano do Povo (CHP), de centro-esquerda, como seu candidato. Enquanto isso, o Partido Justiça e Desenvolvimento (AK) de Recep Tayyip Erdogan adicionou dois partidos conservadores à sua aliança, além de seus dois parceiros nacionalistas de longa data, puxando a coligação ainda mais para a extrema direita.

 

  Andrew Wilks / Al Jazeera - 13mai2023
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Neste fim-de-semana, Recep Tayyip Erdogan, o homem que dominou a política turca por duas décadas, está tentando estender seu governo por mais cinco anos. Erdogan está a lutar para garantir um terceiro mandato como presidente, somando-se a seus três mandatos anteriores como primeiro-ministro de 2003 a 2014, em eleições presidenciais e parlamentares que são amplamente consideradas as mais difíceis que ele já enfrentou. O homem de 69 anos vem de uma tradição política conservadora e desenvolveu uma reputação de figura divisiva num país que foi fundado em linhas secularistas na década de 1920 por Mustafa Kemal Ataturk. Erdogan ultrapassou os 15 anos de Ataturk no cargo principal da Turquia há cinco anos, tornando-se o líder mais antigo que o país conheceu. Em 2014, tornou-se o primeiro presidente eleito pelo voto popular, vencendo um referendo que concentrou o poder nas mãos do presidente.


Luis Barata
Já agora, uma opinião, é bom ou mau ou nem por isso?
David RibeiroLuis Barata, não morro de amores por Erdogan, embora lhe aprecie a constante intervenção na geopolítica da região. Quanto ao seu opositor Kilicdaroglu pouco sei.
Luis BarataDavid Ribeiro sabe que Erdogan já reverteu a ideologia de Ataturk... E que concentra poderes e que de democrata terá pouco e cada vez menos, e que já esmagou os opositores e que os "cérebros" estão a desertar ... etc etc
David RibeiroLuis Barata... Erdogan já foi tudo e mais alguma coisa, mas é capaz de ainda conseguir vencer as eleições (esperemos que pelo menos seja de forma limpa). E se as perder que o futuro seja risonho para os turcos e todos os seus vizinhos.
Luis BarataDavid Ribeiro perfeitamente de acordo. Só esperava é que, de novo, se virassem para a Europa e não de costas...

 


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Já se vota na Turquia desde as 8h da manhã locais (6h em Portugal Continental) e fecham às 17h (15h por cá). Vai ser interessante acompanhar a forma como mais de 64 milhões de eleitores vão decidir a sobrevivência política, ou não, do atual Chefe de Estado, Tayip Erdogan. Recordamos que a maioria das sondagens antecipa a derrota do atual Presidente, mas não é certo que o líder do Partido Republicano do Povo, Kemal Kiliçdaroglu, apoiado por uma coligação de 6 partidos e por uma formação de esquerda defensora dos direitos da minoria curda, consiga destronar Erdogan, que está há 20 ano no poder. Se nenhum candidato obtiver mais da metade dos votos no primeiro turno, um segundo turno será realizado em 28 de maio. Aguardemos até às nossas 19h, quando os mídia na Turquia poderão relatar resultados parciais.

 

  Al Jazeera - 13h55 de hoje
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Eleitores turcos esperaram em longas filas que serpenteavam pelas cidades com milhares de pessoas a comparecerem às urnas para votar nas eleições do país.

  Resultados provisórios serão conhecidos ao fim do dia. Entretanto...
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15h00 - As assembleias de voto na Turquia encerram às 17h00 (hora local), mas devido às longas filas de eleitores, a Ordem dos Advogados de Istambul disse que as pessoas que aguardam na fila poderão votar. De acordo com a lei, o chefe da comissão de urnas deve recolher os documentos de identidade de quem ainda estiver na fila e permitir que votem após o horário limite.
15h05 - Como manda a tradição, o presidente Erdogan votou em Istambul – sua cidade, onde nasceu e iniciou sua carreira política – e já voltou para Ankara para acompanhar os resultados.
15h22 - “O processo de votação foi concluído em todo o país de uma forma condizente com a nossa democracia”, disse Erdogan. “Agora, como sempre, é hora de proteger firmemente as urnas. Até que os resultados sejam finalizados, continuaremos a proteger a vontade de nosso povo”.
15h33 - Amer Lafi, jornalista da Al Jazeera, falou com eleitores em Istambul e relata-nos o seguinte: “Aqueles que votaram em Kilicdaroglu disseram-nos que queriam que a situação económica mudasse e que Kilicdaroglu poderia ter a varinha mágica ou a chave para a mudança. Aqueles que votaram em Erdogan disseram que ainda tinham muita fé no homem que liderou a Turquia por mais de 20 anos, e que a crise económica não se limitou à Turquia, mas sim uma crise global que atingiu todas as cidades e países ao redor do mundo. Eles estão confiantes de que Erdogan pode superar esse desafio”. Os turcos sempre dizem que quem ganha em Istambul ganha a eleição, acrescentou Lafi.
15h42 - Nenhum grande incidente de segurança ou irregularidades nas secções eleitorais foi relatado até agora, informou Sami Zeidan, da Al Jazeera. “Infelizmente, em algumas outras partes do país, três pessoas tiveram um ataque cardíaco – um supervisor de votação e dois eleitores – por causa do envolvimento e da tensão que tomou conta deste país”, disse Zeidan.
16h19 - Kilicdaroglu disse num tweet: “Quero chamar nossos heróis da democracia. Nunca deixe as urnas, não importa o que aconteça, até que o relatório final da urna assinado seja entregue. A plena e correta manifestação da vontade do povo depende de sua determinação. Você vai ver, vai valer a pena o seu cansaço.”
16h59 - Resultados preliminares não oficiais mostram Erdogan à frente com 56,67% dos votos, em comparação com o rival Kilicdaroglu com 37,41%.
17h13 - Falando à Al Jazeera em Istambul, o analista político Ali Carkoglu disse que “é muito difícil fazer previsões neste momento. A única coisa que posso [dizer] neste momento é que seus votos [de Erdogan] provavelmente cairão, em termos percentuais. E muito provavelmente, os votos de Kilicdaroglu vão aumentar a partir deste ponto, em termos percentuais, mas ainda não sabemos quanto.” Afirmou também que geralmente os resultados “não mudam drasticamente” quando cerca de 50% dos votos são contados.

 

  Resultados quando estão apurados 57,88% dos votos
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  Resultados quando estão apurados 94,66% dos votos
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  Os Curdos tramaram Erdogan
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Reportando de Istambul, Sinem Koseoglu, da Al Jazeera, disse que Erdogan terá que tentar reconquistar o voto curdo que anteriormente o havia perdido antes do colapso do processo de paz. “Depois que o processo de paz com os curdos entrou em colapso, os curdos ficaram ofendidos com o presidente Erdogan. As políticas de segurança do governo após a tentativa de golpe [de 2016] também distanciaram os curdos”, explicou Koseoglu. “Na região sudeste, onde estão as cidades dominadas pelos curdos, os votos foram para o CHP. Erdogan… precisa desses votos”, disse ela, acrescentando que o terceiro candidato Sinan Ogan, que deu um grande salto nas eleições que ninguém esperava, terá que decidir se lidera seu apoio a Erdogan ou Kilicdaroglu. “Até à segunda volta, tudo é negociação”, acrescentou. (Na imagem resultado quando estavam apurados 99,87% dos votos)

 

  Assim se votou na Turquia
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Turquia vai ter um tira-teimas entre Recep Tayyip Erdoğan e Kemal Kılıçdaroğlu, após um tenso escrutínio este domingo. Após a contagem final, com os resultados definitivos anunciados só na tarde desta segunda-feira, nenhum dos candidatos chegou à barreira dos 50%. A segunda volta está marcada para o dia 28 de maio.



Publicado por Tovi às 07:49
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2022
Como resolver a crise energética?...

jornalggn.com.br-crise-energetica-mais-uma-tragedi

Está a decorrer em Bruxelas uma nova cimeira da União Europeia sobre a crise energética... e está cá a parecer-me que ainda não será desta que se minimiza a alta dos preços da energia e se assegura o seu abastecimento.

 

  Querem gás?... Chamem o Erdogan  (JN de 19out2022)
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Jorge LiraIsto tem nome. Mas é feio.
David RibeiroJorge Lira, eu diria "uma puta velha"... no sentido "mulher acusada de práticas maléficas e submissão as forças do mal".
Adao Fernando Batista BastosUm habilidoso e oportunista sem credibilidade...
Da Mota Veiga SuzettePois.... e cinco vez mais caro!

 

  Expresso de 20out2022 às 13h46
66778282-47373601.jpgO primeiro-ministro português, António Costa, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente francês, Emmanuel Macron, chegaram a um acordo para o reforço das interligações energéticas entre a Península Ibérica e França, quer no gás natural, quer na eletricidade.

 

  CNN Portugal / Agência Lusa - 21lout2022 às 06h34
1024 (1).jpg“O Conselho Europeu chegou a um acordo” relativamente à situação energética, pois “concordou em trabalhar em medidas para conter os preços da energia para as famílias e empresas”, anunciou Charles Michel, numa publicação na conta oficial da rede social Twitter. “A unidade e a solidariedade prevalecem”, adiantou o presidente do Conselho Europeu. O anúncio para este trabalho futuro foi feito após várias horas de discussões entre os 27, que arrancaram ao início da tarde de quinta-feira, marcadas por posições divergentes em assuntos como limites temporários aos preços de referência no gás e regras de solidariedade no bloco comunitário para disponibilização de gás a todos os Estados-membros em caso de emergência. Os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeram que as medidas adotadas de combate à crise energética “serão visíveis em breve”, levando-a “muito a sério”.



Publicado por Tovi às 08:09
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2022
Não há vencedores na guerra nem perdedores na paz

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O presidente turco Recep Tayyip Erdogan - provavelmente quem mais tem lutado pela PAZ neste conflito Rússia-Ucrânia (juntamente com o Secretário Geral da ONU) - prometeu continuar a trabalhar pela paz enquanto se preparava para se encontrar no dia de ontem [quinta-feira 13out2022] com o presidente russo, Vladimir Putin, na capital do Cazaquistão. “Nosso objetivo é continuar o impulso que foi alcançado e acabar com o derramamento de sangue o mais rápido possível”, disse o líder turco no seu discurso na VI Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia, que se está a realizar em Astana, capital do Cazaquistão.

 


Captura de ecrã 2022-10-13 180838.jpgO presidente Vladimir Putin propôs ao seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, que a Rússia exporte mais gás através da Turquia e transformar este país num novo centro de abastecimento, enquanto tenta preservar a alavancagem energética da Rússia sobre a Europa. Numa reunião no Cazaquistão no dia de ontem [quinta-feira 13out2022], Putin disse que a Turquia oferece a rota mais confiável para entregar gás à União Europeia e que o hub proposto permitirá que os preços sejam estabelecidos independentemente da política.

 

  Tempos perigosos
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De acordo com a Reuters, as primeiras pessoas que saíram de Kherson deverão começar a chegar à Rússia esta sexta-feira. Na quinta-feira, um oficial de Moscovo afirmou que os residentes deviam abandonar a área por segurança. "Sugerimos que todos os residentes de Kherson, se quiserem, para se protegerem das consequências dos ataques de mísseis.... saem para outras regiões", afirmou Vladimir Saldo num vídeo, acrescentando que as pessoas "devem sair com os filhos". O oficial revelou ainda que a "oferta" se aplicava aos habitantes da margem oeste do rio Dnipro, o que incluía a capital regional, a única cidade que os russos capturaram intacta desde o início da guerra. De acordo com a Tass, os primeiros civis devem chegar a Rostov esta sexta-feira.


Joaquim Figueiredo
Fará? Não sei...o gajo é louco
David RibeiroJoaquim Figueiredo, segundo a lógica de Putin, após a "anexação" aqueles territórios são considerados russos... vai daí Moscovo considera qualquer ataque a estas regiões como invasão à Rússia, o que, segundo a forma deles verem as coisas, lhes dá o "direito" de atacarem em força. Os próximos tempos são perigosos.
Jose Antonio M MacedoDavid Ribeiro Se houver o emprego de armamento nuclear certamente que a nuvem radioativa chegará a território russo.
David RibeiroJose Antonio M Macedo, se forem utilizadas armas nucleares táticas as radiações não são de grande alcance, pois as armas nucleares de uso tático são armas nucleares de pequeno poder explosivo, geralmente na faixa de 0,5 a 5 kilotons, destinadas a alvos específicos, como tropas, agrupamentos de blindados, bases militares, grupos de navios ou porta-aviões. O uso de armas nucleares táticas é destinado principalmente para o emprego contra as forças armadas do adversário. Esta função é de importância maior se as forças-alvo se encontrassem próximas às forças que estão lançando a bomba, já que isto impediria o uso de uma arma de grande poder destrutivo, que ao explodir, pudesse atingir também a força lançadora.
Diogo Quental
Vão arrasar a cidade, imagino.
Nuno Matos PereiraAntes das anexações, os nazis não matavam civis. Depois das anexações, só matam russos.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-14 204559.jpgFalando no Cazaquistão, o presidente Vladimir Putin disse que a Rússia não tem planos de expandir a mobilização militar e alerta que um confronto direto com a NATO levaria a uma “catástrofe global”. Numa entrevista coletiva na capital do Cazaquistão, Astana, Putin disse que a “mobilização parcial” que anunciou no mês passado, que o ministro da Defesa disse ter como objetivo recrutar 300.000 soldados, terminaria dentro de duas semanas. Até agora, 222.000 dos 300.000 reservistas que o Ministério da Defesa russo disse que seriam convocados foram mobilizados. Um total de 33.000 já estão em unidades militares e 16.000 estão envolvidos na operação militar na Ucrânia.



Publicado por Tovi às 07:17
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2022
Uma nova estratégia no conflito Rússia - Ucrânia

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Acabou a guerra em movimento e a Rússia e a Ucrânia transitam para um conflito estático, cada vez mais semelhante à Primeira Guerra Mundial. O comando militar russo está cada vez mais preocupado com a aparente deterioração da segurança em toda a Crimeia, que funciona como área de base de retaguarda para a ocupação de toda a zona leste da Ucrânia. E Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garante que “nos próximos dois ou três meses” a Rússia vai sofrer uma série de “ataques misteriosos” como os que aconteceram na base aérea de Saky e no depósito de armas de Dzhankoi, bem no interior da Crimeia, a mais de 200 quilómetros da frente de combate. Embora a Ucrânia não tenha assumido a autoria destes ataques, o ministério da Defesa russo foi rápido a apontar a causa dos ataques como atos de sabotagem. 

 

  
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António Guterres, Secretário-geral das Nações Unidas, chegou ao fim da tarde de ontem a Lviv e hoje deverá encontrar-se com Volodymyr Zelensky e Recep Tayyip Erdoğan.
  Jose Bandeira
Tem vindo a surpreender-me pela positiva.

 

  Guterres fala na universidade de Lviv
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Secretário-geral da ONU está em Lviv e a primeira paragem foi a universidade da cidade, antes de seguir para o encontro com Zelensky. Aos jornalistas, António Guterres afirmou que as universidades são "essenciais no desenvolvimento das democracias". "Hoje muitas pessoas que apenas os governos interessam, cada vez mais a contribuição da sociedade civil e da academia são essenciais no desenvolvimento das democracias. Esta universidade tem dado bons contributos para a Carta das Nações Unidas, um dos membros desta universidade foi quem escreveu a carta, mas também na forma como se estudou o Holocausto e vários aspetos nessa forma de violação dos direitos humanos. Para as Nações Unidas é uma boa experiência visitar esta universidade", afirmou, em inglês. O discurso, ainda sem a companhia de Zelensky e Erdogan, foi posteriormente traduzido para ucraniano. "Estou certo que a sua versão em ucraniano é mais bonita do que a minha em inglês", afirmou Guterres depois da tradutora traduzir as suas declarações". 

 

  Erdogn, Zelensky e Guterres - Reuniões importantes em Lviv
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A Ucrânia quer que as Nações Unidas garantam a desmilitarização da central nuclear de Zaporizhzhia, que está sob controlo russo, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Na reunião com Guterres, realizada na cidade ucraniana de Lviv, Zelensky acusou a Rússia de fazer chantagem com a segurança da central nuclear, a maior da Europa, segundo relatou na rede social Telegram. Zelensky disse que o clima de “terror deliberado da parte do agressor pode ter consequências catastróficas a nível global” no caso de um acidente nuclear. “A ONU tem de garantir a segurança deste ativo estratégico, a sua desmilitarização e completa libertação das tropas russas”, defendeu. As forças russas controlam a central, mas ambas as partes acusam-se mutuamente de ataques que podem provocar um desastre nuclear. A Ucrânia tem quatro centrais nucleares em funcionamento, com um total de 15 reatores, seis dos quais em Zaporizhzhia. Zelensky disse também que ele e Guterres concordaram em prosseguir com a implementação do acordo que permitiu o restabelecimento da exportação de cereais ucranianos que estavam bloqueados desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.
Além do encontro com Guterres, Zelensky reuniu-se em Lviv com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que propôs ao seu homólogo ucraniano Volodomyr Zelensky um encontro entre os presidentes da Ucrânia e da Rússia e isto pode vir a revelar-se a maior vitória diplomática do Presidente turco e um momento fundamental na linha do tempo da guerra na Ucrânia. Algumas fontes sugerem que Putin terá agora mudado a sua abordagem e estaria pronto para um encontro com Zelensky, sem pré-condições, o que teria sido transmitido a Erdogan na cimeira entre os presidentes russo e turco no passado dia 5 de agosto, em Sochi. A confirmar-se, e assumindo que Zelensky aceitaria a proposta, seria uma nova vitória diplomática para Erdogan, que serviria para reabilitar ainda mais a sua imagem internacional, consolidando também a sua posição a nível interno a meses das próximas eleições presidenciais (junho 2023). 
  Comentários de meus amigos no Facebook
Jorge VeigaPara já não acredito que o Putin e o Zelensky se encontrem.
Francisco Rocha AntunesEsse encontro não vai acontecer



Publicado por Tovi às 08:15
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2022
Rússia e Ucrânia assinam acordo sobre cereais

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A Ucrânia e a Rússia vão assinar hoje um acordo para permitir a exportação de cereais através do Mar Negro. A cerimónia de assinatura deste acordo do envio de cereais, na qual estarão presentes o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o secretário-geral da ONU, António Guterres, terá lugar às 13h30 locais (14h30 em Portugal), no Palácio Dolmabahçe, em Istambul, com a participação da Ucrânia e Rússia. Este acordo visa trazer pelo Mar Negro cerca de 20 milhões de toneladas de cereais que se encontram bloqueados em silos ucranianos, por causa da ofensiva russa na Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro. O acordo também deve facilitar as exportações russas de cereais e fertilizantes, afetadas pelas sanções ocidentais que afetam a logística e as cadeias financeiras russas.

 

  Bom trabalho do presidente turco Erdogan e do secretário-geral da ONU, António Guterres. As Nações Unidas e a Turquia trabalham há dois meses para intermediar o que Guterres chamou de um “pacote” – para retomar as exportações de cereais da Ucrânia no Mar Negro e facilitar os embarques russos de cereais e fertilizantes.

  Zelensky, no briefing diário na noite de quinta-feira, afirmou: “E amanhã também esperamos notícias da Turquia, sobre o desbloqueio de nossos portos”. 

 

  Alguns dos pontos conhecidos do acordo assinado esta tarde entre a Ucrânia e a Rússia, para permitir a exportação de cereais bloqueados nos portos do Mar Negro
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O acordo prevê um centro de coordenação e controlo em Istambul, dirigido por todas as partes envolvidas: um ucraniano, um russo, um turco e um representante das Nações Unidas. Os delegados vão gerir a rotatividade de navios no Mar Negro. Pode demorar quatro semanas até o centro estar operacional.
Moscovo exige inspeções aos navios à partida e chegada na Turquia para garantir que não levam armamento. Há um compromisso em manter corredores marítimos sem atividade militar, e qualquer desminagem fica a cargo de um “país terceiro” por especificar.
O acordo dura quatro meses mas é renovável. E tem uma contrapartida: um memorando de entendimento em como as sanções contra Moscovo não vão afetar direta ou indiretamente cereais e fertilizantes.

 
Rodrigues Pereira - Estou a pensar que é uma enorme honra ver o nosso compatriota António Guterres a firmar um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, co-negociado pela ONU e a Turquia, e que pode constituir o primeiro passo sério para o fim da guerra!
David Ribeiro - Sem dúvida... até porque, como sempre defendi, o DIÁLOGO é a melhor forma de se tentar resolver um conflito.
Paulo PereiraUm primeiro passo para um cessar fogo, acho.

 


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António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que "este é um acordo para o mundo" e que, a partir desta sexta-feira, "existe um farol no mar negro: um farol de esperança, de possibilidade e de alívio".
Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Turquia, país onde se assinou o acordo que irá permitir a exportação de cereais ucranianos, bloqueados nos portos do Mar Negro devido à guerra, acredita que "este acordo é um passo a caminho da paz".

 


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O oligarca russo Roman Abramovich, que também tem nacionalidade portuguesa, foi visto participando da cerimónia de assinatura do acordo de cereais em Istambul. Não ficou claro a que título o ex-proprietário do Chelsea Football Club estava a participar no evento. Kiev e Moscovo tinham indicado anteriormente que Abramovich estava operando como intermediário entre os dois lados no início da guerra.

 


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A União Europeia saúda este acordo... mas não lhe tinha ficado mal se já tivesse "lutado" por ele há mais tempo.
  Francisco Seixas da Costa
Hoje, foi um dia estranho para a União Europeia. Desde há muitos anos, fomos habituados a ver surgir a União Europeia em quase todos os cenários que, direta ou indiretamente, se ligassem aos seus interesses geopolíticos. Como “honest broker” ou como “soft power”, os enviados de Bruxelas tinham sempre uma espécie de lugar cativo nos cenários de crise ou de tentativa de resolução de conflitos. Da União esperava-se sempre apoio, intermediação e uma atuação que, sem descurar interesses, carreasse o seu peso político: com afirmação de princípios, com clareza de posições, mas sempre com sentido de compromisso e, em especial, com uma linguagem serena e sem histerismos jingoístas. Hoje, em Istambul, naquela que é uma tentativa de entendimento, pontual mas muito relevante, entre dois Estados da sua vizinhança, em aberto conflito armado, a União Europeia não teve lugar na sala. Nem como simples observador. Vale a pena perguntar porquê, embora todos saibamos a resposta.

 


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As reações já se fazem sentir... e ainda não saiu pelo Mar Negro nenhum carregamento de cereais.



Publicado por Tovi às 07:47
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2022
Já soam os tambores de guerra na Europa

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Estão reunidos em Madrid os líderes da NATO, a maior aliança de defesa do mundo. A reunião de alto risco de 28 a 30 de junho ocorre num momento de maior tensão global, com origem na invasão russa da Ucrânia. 

 

  Artigo de Priyanka Shankar publicado na Al Jazeera em 27jun2022 
Cinco coisas que devemos saber sobre as prioridades de defesa e segurança dos países, não apenas do Ocidente, mas também de todo o mundo.
1. O que está acontecendo e por que é importante - Na reunião do ano passado em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que o relacionamento da aliança com a Rússia estava no seu “ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria”. (...) 
2. Esperava-se que a adesão à NATO da Suécia e da Finlândia fosse rápida. Isto ainda se mantém? - A cereja no topo do bolo da reunião deste ano será a candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO. (...) 
3. A Ucrânia algum dia se juntará à NATO? - O Kremlin há muito critica o alargamento da NATO na Europa Oriental. (...) 
4. Reforço das despesas de defesa - Um dos maiores debates entre os aliados da NATO é quanto cada país gasta em defesa. (...) 
5. China na agenda? - Na reunião da NATO no ano passado, Stoltenberg destacou que “a China estava a aproximar-se da aliança” e disse que era importante para a NATO desenvolver uma posição clara e unida em relação a Pequim. (...) 

 

  Ao fim da tarde de ontem [28jun2022] soubemos que a Turquia assinou memorando de entendimento para a adesão de Suécia e Finlândia à NATO.
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A situação no Leste da Europa vai sofre inevitavelmente alterações político-militares com a adesão à NATO destes dois países nórdicos. Os próximos dias vão ser muito importantes para o rufar dos tambores de guerra. E já agora: Quer se goste quer não se goste a verdade é que Erdogan é um grande político e mais uma vez lá levou a água ao seu moinho.

 

  Ucrânia pode já não recuperar todo o seu território - CNN 28jun2022
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As autoridades na Casa Branca começam a perder a confiança de que a Ucrânia será capaz de recuperar todo o território que perdeu para a Rússia nos últimos quatro meses de guerra, mesmo com o armamento mais pesado e sofisticado que os EUA e os seus aliados pretendem enviar. Conselheiros do presidente Joe Biden começaram a debater internamente como e se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria mudar a sua definição de “vitória” ucraniana - adaptando-se à possibilidade de o seu país ter encolhido de forma irreversível.

 

  Ao 126.º dia do conflito é assim que estamos
Ucrânia quem controla o quê 29jun2022 dia 126.jp
Um ataque com mísseis russos matou três pessoas e feriu cinco na cidade portuária de Mykolaiv na manhã de quarta-feira, disseram autoridades locais, um dia depois dos ataques que mataram três pessoas, incluindo uma menina de seis anos, nas proximidades de Ochakiv. 
Existe uma possibilidade real de que o míssil russo que atingiu um shopping-center lotado em Kremenchuk e matou pelo menos 18 pessoas, tenha sido destinado a um alvo próximo, disse o Ministério da Defesa britânico. 
Autoridades pró-russas na região ocupada de Kherson, na Ucrânia, disseram que as suas forças de segurança prenderam o prefeito da cidade, Ihor Kolykhayev, na terça-feira, depois de ele se ter recusado a seguir as ordens de Moscovo, enquanto uma autoridade local de Kherson disse que o prefeito foi sequestrado. 
Um referendo para a região de Donetsk, maioritariamente ocupada, a ser absorvida pela Rússia será realizado em 11 de setembro, disse o assessor do prefeito de Mariupol. 

 

  
António-Costa-2.jpgNa chegada à Cimeira da NATO, que se realiza em Madrid, o primeiro-ministro António Costa frisou a importância de “construir a paz e garantir uma paz duradoura nesta região euro atlântica, em especial na Europa”. Aos jornalistas e quando questionado sobre o reforço das forças de elevada prontidão anunciado por Jens Stoltenberg - que passarão de 40 mil para 300 mil - António Costa não se alongou com datas nem números concretos sobre o papel de Portugal, mas defendeu que o país irá participar “da forma adequada”“Temos incrementado a nossa participação nas forças especiais, nomeadamente na NATO. Participaremos da forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias”, disse. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não pode “objetivamente comprometer” com uma data para atingir a meta de 2% do PIB destinados à Defesa, sublinhando que o país só assume “compromissos que pode cumprir”. "Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", justificou António Costa.

 

  Forças da NATO no leste europeu
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  NATO - Novo Conceito de Estratégia (em pdf) 
Captura de ecrã 2022-06-29 171542.jpgA NATO aprovou esta quarta-feira o novo conceito de estratégia para a próxima década. Um viragem naquilo que tem vindo a ser feito, e que confirma muitas novidades, grande parte delas impulsionadas pela invasão russa da Ucrânia. Num clima constante de tensão desde 24 de fevereiro, os 30 países-membros decidiram redefinir a relação que têm com a Rússia, que passa de um "parceiro estratégico" à "mais significativa e direta ameaça aos aliados", esquecendo todo um caminho que tinha sido iniciado em Lisboa, em 2010, e com o qual a Rússia decidiu romper este ano. Nesse ano, abriu-se caminho para uma aproximação entre NATO e Rússia, sendo que o presidente da altura, Dmitry Medvedev, chegou mesmo a participar no evento que decorreu na capital portuguesa. 




Segunda-feira, 23 de Maio de 2022
Ação diplomática no seio da NATO

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A invasão russa da Ucrânia despoletou uma grande e importante ação diplomática no seio da Aliança Atlântica, pois nem todos parecem estar de acordo quanto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Neste momento temos a Hungria (aderiu à Aliança em 1999) e a Turquia (não sendo fundadora está na Aliança desde 1952) a colocarem sérias reservas ao alargamento da NATO aos dois Estados Bálticos. Não vai ser tarefa fácil, até porque as lideranças atuais da Hungria e Turquia não têm nada a ver com as do tempo em que entraram para a Aliança, nem o mundo é o mesmo. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 101653.jpgO presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado passado [21mai2022] que Ancara não olharia "positivamente" para as propostas da Suécia e da Finlândia ingressarem na NATO, a menos que suas preocupações fossem abordadas, apesar do amplo apoio de outros aliados, incluindo os Estados Unidos. A Turquia há muito acusa os países nórdicos, em particular a Suécia, que tem uma forte comunidade de imigrantes turcos, de abrigar rebeldes curdos fora da lei, bem como apoiantes de Fethullah Gülen, o pregador dos EUA procurado pelo fracassado golpe de 2016. 

 


images.jpgViktor Orban é o líder europeu mais próximo de Putin e a oposição do primeiro-ministro húngaro ao alargamento da NATO tem muito a ver com a sua discordância das sanções ao petróleo russo, do qual a Hungria é altamente dependente. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 115334.jpgO ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na passada 6.ª feira [20mai2022] que Moscovo lançará 12 unidades e divisões militares na região oeste em resposta às pretensões da Suécia e Finlândia ingressarem na Aliança Atlântica. Essas ameaças também incluem os Estados Unidos que têm aumentado os voos estratégicos de bombardeiros, enviado navios de guerra para o Mar Báltico e intensificando os exercícios de treino na região com seus parceiros da NATO. “A tensão continua a crescer na zona de responsabilidade do Distrito Militar do Oeste. Estamos tomando contramedidas adequadas”, disse Shoigu.

 

  Alemanha, França e Itália já fazem propostas de abertura a Moscovo
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"(...) Uma grande preocupação é que vitórias militares ucranianas possam desestabilizar a Rússia, tornando-a ainda mais imprevisível e colocando uma normalização das ligações energéticas ainda mais fora de alcance. É por isso que algumas capitais da Europa Ocidental, de forma silenciosa, já trabalham numa resolução “salvando a face” para o conflito, mesmo que isso custe algum território à Ucrânia. Mesmo que Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz tenham dito repetidamente que caberia à Ucrânia determinar as condições para a suspensão das hostilidades, eles recentemente enfatizaram sua preferência por um cessar-fogo, mais cedo ou mais tarde. (...)"
Leiam o artigo completo aqui 

 


transferir.jpgAs sanções do Ocidente a Moscovo, são o que são... mas a verdade é que a recuperação do rublo já levou a moeda russa para 30% mais forte em relação ao dólar do que era antes da Rússia invadir a Ucrânia.



Publicado por Tovi às 10:03
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2022
2ª Conferência de “Valdai Discussion Club”

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Desde ontem e terminando hoje [17 e 18 de maio] temos na cidade russa de Níjni, a 2ª Conferência da Ásia Central de “Valdai Discussion Club”. O tema deste ano é “Rússia – Ásia Central: Cooperação e Desenvolvimento no meio da Instabilidade”.

A Conferência da Ásia Central terá a participação de cerca de 40 especialistas de 9 países – Rússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Esta cidade de Níjni, uma das maiores cidades da parte europeia da Rússia, foi escolhida como sede da Conferência da Ásia Central, para servir de ligação entre a Europa e a Ásia do ponto de vista histórico e civilizacional. O simbolismo desta escolha reside no facto desta cidade ser a retaguarda da Rússia: durante o Tempo das Perturbações, foi lá que a milícia popular foi formada para combater os intervencionistas europeus e, durante a Grande Guerra Patriótica, as forças industriais e intelectuais. As reservas humanas da cidade deram uma contribuição inestimável para a vitória da ex-União Soviética sobre a Alemanha nazi.

Os principais temas da conferência são os seguintes:
Desenvolvimento da Rússia e da Ásia Central no contexto de novas turbulências geopolíticas;
Segurança coletiva na Ásia Central;
Cooperação entre a Rússia e os países da região no domínio da economia e dos transportes;
Laços inter-regionais entre a Rússia e as cinco repúblicas da Ásia Central.
 
  Andrey Sushentsov, diretor do programa Valdai Club
Fundamentos estratégicos da crise ucraniana
Provavelmente estamos no ponto de partida de uma crise que se desenrola e não perto de seu fim. Por que as relações russo-ucranianas dizem respeito a todos os russos e ucranianos? Até certo ponto, o que está acontecendo é uma guerra civil atrasada, que poderia ter acontecido no início dos anos 1990 com o colapso da URSS, quando a primeira geração de líderes russos e ucranianos se gabava de ter evitado um divórcio sangrento como o da Jugoslávia. Na Rússia, todas as pessoas têm parentes no país vizinho e o que está acontecendo lá é mais uma questão de política doméstica. Por exemplo, se o governo ucraniano fechar igrejas ortodoxas russas ou banir um partido político de oposição pró-russo, a história terá cobertura imediata na TV estatal e políticos russos emitirão declarações.
(...)
A primeira proposta diplomática que a Rússia fez no início da crise foi que a Ucrânia permanecesse neutra, que a Crimeia fosse reconhecida como território russo e que as repúblicas do Donbas fossem reconhecidas como independentes. Em resposta a essas demandas, a Ucrânia apresentou a sua própria: a repatriação completa de seu território anterior a 2014 e nenhum passo em direção à Rússia. A maximização das demandas ucranianas significa que um ponto de equilíbrio ainda não foi encontrado na campanha militar em andamento. No entanto, ele tem suas próprias opções de desenvolvimento. No primeiro cenário, o atual governo ucraniano e a Rússia firmam um acordo que leva em consideração as demandas russas, e esses acordos são reconhecidos pelo Ocidente como parte de um pacote de segurança europeu. A crise russo-ucraniana daria lugar a um confronto político-militar russo-ocidental, semelhante à Guerra Fria. O segundo cenário pressupõe o desenvolvimento de eventos sob a influência da situação militar no terreno. Como resultado, ou um equilíbrio é inevitavelmente encontrado, ou uma das partes prevalece. Nesse caso, há riscos de que o Ocidente não reconheça os resultados do acordo, e um novo governo ucraniano surja e seja combatido pelo governo no exílio. A partir do Ocidente, haverá um sistema de apoio ao subterrâneo ucraniano, semelhante ao que existia no oeste da Ucrânia na década de 1950. O terceiro cenário envolve uma forte escalada de tensão entre a Rússia e o Ocidente. É possível que a crise se espalhe para os países da NATO ou a escalada da guerra de sanções contra a Rússia siga na esperança de abalar os fundamentos do estado russo. Nesse caso, os riscos de uma confronto nuclear aumentarão. No entanto, até agora, vemos que os líderes ocidentais estão se distanciando de tais planos e dizendo que não enviarão forças da NATO para esse conflito. No entanto, vimos repetidamente como o Ocidente cruza suas próprias “linhas vermelhas” – isso pode realmente acontecer novamente
  Negociações Moscovo - Kiev
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Não há negociações entre as delegações russa e ucraniana neste momento, segundo disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, durante a 2ª conferência da Ásia Central do clube de discussão internacional Valdai. Acrescentou: “As negociações não continuam. A Ucrânia, de facto, desistiu do processo de negociações". Vladimir Putin, numa conversa telefônica com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, já tinha dito que as negociações Moscovo-Kiev foram interrompidas porque "o lado ucraniano não demonstrou interesse num diálogo construtivo".
 
 
  Os "amigos" de Putin na UE e na NATO
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O aliado mais próximo de Putin na União Europeia é o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já ameaçou vetar a proposta de sanções ao petróleo russo que os outros 26 estados-membros aprovaram. [A Hungria é membro da UE desde maio de 2004]
Da mesma forma, na NATO, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não vê com bons olhos a possível adesão das potências historicamente neutras da Finlândia e da Suécia, cuja adesão é apoiada pelo resto da aliança. [A Turquia é membro da NATO desde 1952]
 
  E depois eu é que sou “russófilo”
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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.


Publicado por Tovi às 07:13
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Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Alargamento da NATO... sim ou não?

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Atuais Estados-Membros da NATO: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, República Checa, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia do Norte, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Turquia.

No início da Guerra Fria, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN/NATO) tinha apenas 12 membros. Após o colapso soviético de 1991, 11 nações do Leste Europeu que costumavam ser satélites de Moscovo e três repúblicas soviéticas juntaram-se à aliança. O Kremlin viu a expansão como uma ameaça existencial e um apelo para acabar com ela fazia parte da lista de demandas de Putin entregue ao Ocidente, antes da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. Assim, os anúncios de Estocolmo e Helsínquia são um golpe duplo na reputação de Putin tanto no exterior quanto em casa. “Isso marca a derrota de Putin em duas frentes – estrangeira e doméstica”, afirmou Sergei Biziukin, publicitário e ativista da oposição que fugiu da Rússia em 2019. Alguns anos atrás, várias forças políticas viram a NATO como uma relíquia obsoleta da Guerra Fria, mas na Europa – com exceção da Hungria e Sérvia, amigas de Putin – percebeu-se o perigo da recém-descoberta assertividade da Rússia a que alguns chamaram de desrespeito à ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial.

 


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Quer se goste ou não a verdade é que “a faca e o queijo” estão nas mãos de Erdogan. Ainda vai correr muita água debaixo da ponte do Bósforo até haver unanimidade dos atuais membros da NATO sobre as adesões da Finlândia e Suécia. Fontes do Ministério da Justiça turco, referem que nos últimos cinco anos nenhum dos 33 pedidos de extradição enviados por Ancara recebeu resposta positiva por parte de Estocolmo ou de Helsínquia. Os pedidos de extradição relacionam-se com pessoas procuradas por Ancara e acusadas de serem membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ou do movimento de Fethullah Gülen.

 


1200px-Emblem_of_the_Collective_Security_Treaty_OrO Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou ontem [2.ª feira 16ma2022] que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países"A Rússia não tem problemas com esses países, já que a sua entrada na NATO não cria uma ameaça", disse Putin durante a cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (Rússia, Bielorrússia, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão). Contudo, o líder russo acrescentou que, se o alargamento da NATO for acompanhado pela localização de "infraestruturas militares" naqueles países, Moscovo ficará obrigado a "reagir". "Vamos decidir com base nas ameaças que a NATO nos criar", explicou Putin, referindo-se ao alargamento da Aliança como uma questão “artificial”, que foi criada “no interesse da política externa dos Estados Unidos”. "A NATO é usada como instrumento de política externa, essencialmente, de um único país, com insistência, maestria e muita agressividade", denunciou o líder russo, considerando que o alargamento da organização militar ocidental “deteriora a já complicada situação internacional no domínio da segurança”. Putin considera essa expansão como uma ferramenta usada pelos EUA "para controlar a situação internacional do ponto de vista da segurança, para influenciar outras regiões do mundo".

 


transferir.pngNum comunicado o Partido Comunista Português, veio ontem [2.ª feira 16mai2022] dizer que considera que a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países europeus. O partido acusa também a NATO de promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II Guerra Mundial”.

 

   Da série "Expansão da NATO"
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Publicado por Tovi às 07:16
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2022
Covid ou Guerra... venha o diabo e escolha

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  Portugal contabilizou, na última semana, 99.866 casos e 142 mortes de covid-19. Os dados, relativos ao período entre 3 de maio e 9 de maio, refletem um aumento de 23.746 infeções e de 15 óbitos, face ao número reportado no último balanço (entre 26 de abril e 2 de maio).
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  Na Ucrânia as tropas de Putin continuam no 82.º dia da invasão com os combates a intensificarem-se no leste do país, na zona do Donbas. O exército russo está a tentar avançar em direção a Sloviansk e Kramatorsk, numa tentativa de isolar as tropas ucranianas e cortar o seu contacto com o resto do país. Do outro lado da barricada as forças ucranianas destruíram parte de uma coluna militar russa em Donbas, quando as tropas da Rússia tentavam atravessar um rio.
Ucrânia quem controla o quê 16mai2022.jpg

Captura de ecrã 2022-05-16 175614.jpgAs autoridades ucranianas não confirmaram, até agora, qualquer acordo, mas a Agência de Notícias Russa TASS noticiou na tarde de hoje um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia: “Um regime de silêncio [das armas] está em vigor atualmente [na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol] e um corredor humanitário aberto, pelo qual os soldados ucranianos feridos estão a ser transportados para os estabelecimentos médicos de Novoazovsk”, em território controlado pelas forças russas e pró-russas. Já ao fim do dia a Reuters avançou que foram transportados do complexo siderúrgico de Azovstal, para um centro médico na cidade de Novoazovsk, cerca de 300 soldados feridos.

280652104_10221379925995488_7034225621293759954_n.A Rússia, com uma população de 144 milhões, invadiu um país de 44 milhões de habitantes e até hoje as suas “vitórias” não são significativas, mas também não deverão ser desprezadas. Dizia-se nos primeiros dias da entrada das tropas de Putin pelo norte ucraniano que seriam dois ou três dias para chegarem a Kiev, depor o governo de Volodymyr Zelensky e colocar um qualquer governo fantoche na capital da Ucrânia. As coisas não foram assim e ainda hoje não há um motivo minimamente credível para o facto de quilómetros de veículos militares russos terem estado parados durante semanas a fio numa estrada de acesso a Kiev. Depois foram-se embora, não sem deixarem “crimes de guerra” nas redondezas da capital. Já no leste e sul da Ucrânia as coisas foram diferentes e a situação não é atualmente risonha para o governo de Kiev. Daí eu pensar que é tempo de se negociar… pois quando o nosso adversário é tão poderoso como é a Rússia há que lhe “proporcionar” uma “saída airosa” num “acordo de paz”. Infelizmente as autoproclamadas repúblicas do Donbas estarão condenadas a saírem do controle de Kiev e é impensável que a península da Crimeia volte ao que era antes de 2014. (E depois de lerem o que aqui acabei de escrever não vale a pena virem chamar-me “russófilo”. Não sou, nunca fui e seguramente nunca virei a ser um saudoso da União Soviética, muito menos “admirador de Putin”. Mas sou um eterno defensor do diálogo e da diplomacia, tendo como único objetivo a PAZ)



Publicado por Tovi às 08:29
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