"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 23 de Junho de 2019
Va lá saber-se quem fala verdade

Captura de Ecrã (154).png

O ministro dos negócios estrangeiros iraniano, Mohamad Javad Zarif, publicou ontem na sua conta no Twitter: "Às 00h14 [hora local] o drone descolou dos Emiratos Árabes Unidos em modo furtivo e violou o espaço aéreo iraniano. Foi alvejado às 04h05 nas coordenadas (25°59'43"N 57°02'25"E) perto de Kouh-e Mobarak. Recuperamos destroços do drone militar dos EUA em nossas águas territoriais, onde foi derrubado".



Publicado por Tovi às 07:31
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Sexta-feira, 21 de Junho de 2019
Trump aprovou… e depois voltou atrás

Captura de Ecrã (152).png

Altos responsáveis militares e diplomáticos americanos esperavam ordem de ataque ainda na noite de quinta-feira, após debates descritos como acalorados na Casa Branca envolvendo as principais autoridades de segurança nacional de Trump e líderes do Congresso, segundo o The New York Times. Aeronaves e navios estavam em posição de disparar mísseis quando veio a ordem para cancelar a operação.



Publicado por Tovi às 11:54
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Domingo, 16 de Junho de 2019
Como Afonso de Albuquerque conquistou Ormuz

Portuguese_Castle_(Hormuz).jpg

[Foto: Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz, ruínas na ilha de Gerun, atual Irão, no estreito de Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico]

 

Afonso de Albuquerque é reconhecido como um génio militar pelo sucesso da sua estratégia de expansão ao procurou fechar todas as passagens navais para o Índico – no Atlântico, Mar Vermelho, Golfo Pérsico e oceano Pacífico – construindo uma cadeia de fortalezas em pontos-chave para transformar este oceano num “mare clausum” português, sobrepondo-se ao poder dos otomanos, árabes e seus aliados hindus.

A 6 de Abril de 1506 duas armadas partiram de Lisboa. Chefiando uma delas Afonso de Albuquerque seguia pilotando o seu próprio navio e em Socotorá os caminhos dos dois capitães separaram-se: Tristão da Cunha partiu para a Índia, indo apoiar os portugueses cercados em Cananor; Afonso de Albuquerque navegou com uma frota de seis navios e quinhentos homens rumo à ilha de Ormuz no Golfo Pérsico, um dos centros chave do comércio no oriente. No percurso conquistaram as cidades de Curiate, Mascate e Corfação, aceitando a submissão das cidades de Kalhat e Soar. A 25 de setembro de 1507, Albuquerque chegou a Ormuz precedido de uma temível reputação e rapidamente tomou posse da ilha na sequência de uma das maiores batalhas da história da marinha portuguesa, a 27. O rei local concordou tornar-se tributário do rei de Portugal. Passados poucos dias, chegou um enviado da Pérsia que vinha exigir o pagamento de tributo ao xá Ismail I. O emissário persa foi enviado de volta com a resposta de que o tributo seria apenas balas de canhão e armas, começando assim a ligação entre Albuquerque e o xá Ismail I (muitas vezes referido por Xeque Ismael), fundador do império safávida. Como fruto do acordo com o rei de Ormuz, imediatamente Albuquerque iniciou a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória em Ormuz (mais tarde renomeado Forte de Nossa Senhora da Conceição). A primeira pedra foi colocada com pompa e entusiasmo por Albuquerque em 24 de Outubro, com os seus homens de todas as condições participando nos trabalhos de construção. Contudo, na sequência da crescente contestação dos seus capitães, que reclamavam dos duros trabalhos e difíceis condições, vários navios desertaram para a Índia. Com a frota reduzida a dois navios e sem mantimentos, Afonso de Albuquerque foi forçado a abandonar Ormuz em Abril de 1508. Retornou a Socotorá, onde encontrou a guarnição portuguesa passando fome, e para reabastecer este assentamento assaltou navios muçulmanos e a cidade de Calhate (Barém). Voltou ainda a Ormuz e só depois rumou à Índia.



Publicado por Tovi às 07:59
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Sábado, 15 de Junho de 2019
Estreito de Ormuz e a História de Portugal

Fortress_of_Hormuz.jpg

Nestes dias muito se fala e irá falar do estreito de Ormuz , localizado entre o golfo de Omã a sudeste e o golfo Pérsico a sudoeste, e que tem na costa norte o Irão e na costa sul os Emirados Árabes Unidos e o enclave de Omã. Próximo da costa norte situam-se algumas ilhas - Kish, Queixome, Abu Musa e as Tunbs Maior e Menor - posições estratégicas enormes, funcionando como plataformas de controle do tráfego marítimo, por onde transita o escoamento de petróleo oriundo dos países árabes produtores da região, entre um terço e 40% do tráfego marítimo petroleiro mundial.

A história de Portugal está intrinsecamente ligada a estas paragens, pois na sequência da expansão portuguesa na Índia, em Outubro de 1507, Afonso de Albuquerque atacou a cidade de Ormuz, dominando-a, e quase consegui concluir a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória, se não fosse a deserção de três capitães portugueses (Motim dos Capitães). Foi forçado a abandoná-la em Janeiro de 1508. Em 1 de Abril de 1515, Albuquerque, já governador da Índia, regressou a Ormuz, onde reconstruiu a fortificação (Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz) e estabeleceu a suserania portuguesa, subordinada ao Estado da Índia. Data desta fase a descrição da cidade, pelo cronista português: "A cidade de Ormuz està situada em hua pequena ilha chamada Gerum que jaz quasi na garganta de estreito do mar Parseo tam perto da costa da terra de Persia que avera de hua a outra tres leguoas e dez da outra Arabia e terà em roda pouco mais de tres leguoas: toda muy esterele e a mayor parte hua mineira de sal e enxolfre sem naturalmente ter hum ramo ou herva verde. A cidade em sy é muy magnifica em edificios, grossa em tracto por ser hua escala onde concorrem todalas mercadorias orientaes e occidentaes a ella, e as que vem da Persea, Armenia e Tartaria que lhe jazem ao norte: de maneira que nam tendo a ilha em sy cousa propria, per carreto tem todalas estimadas do mundo /...../ a cidade é tam viçosa e abastada, que dizem os moradores della que o mundo é hum anel e Ormuz hua pedra preciosa engastada nelle" (João de Barros, Décadas da Ásia II, L. II cap. 2) No contexto da Dinastia Filipina, as possessões portuguesas em todo o mundo tornaram-se alvo de ataques dos inimigos de Espanha. Após a queda do Forte de Queixome, uma flotilha Persa com mais de 3.000 homens e o apoio de seis embarcações Inglesas, colocaram cerco ao Forte de Ormuz (20 de Fevereiro de 1622). Os Persas ofereceram ao comandante português da praça a ilha de Qeshm em troca de 500.000 patacas e o porto de Julfar, na costa da Arábia, recém-conquistado aos portugueses por uma força combinada de Árabes e Persas. A oferta, entretanto, foi recusada e, em poucos meses, a ilha de Ormuz era perdida para os Persas e seus aliados Ingleses (3 de Maio). A guarnição e a população portuguesa na ilha, cerca de 2.000 pessoas, foram enviadas para Mascate.



Publicado por Tovi às 07:37
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