
Pois é!... Muita gente relembra-nos agora que há quase três décadas lutou-se contra os eucaliptos em Valpaços, e fizeram muito bem no meu entender. Mas os das zonas mais flageladas com estes incêndios será que não querem os eucaliptos?... Ainda ontem ouvi um dos muitos que ficou sem nada após os fogos na Região Centro dizer que têm que o deixar plantar aquilo que rapidamente lhe dará um mínimo de riqueza e isso só o eucalipto. Temos um problema ainda para mais algumas décadas… pois há décadas que já o devíamos ter resolvido.

Agora que os trágicos incêndios que assolaram a região Centro estão a acalmar, é altura de reflectir seriamente nestes números:
a) A Floresta Portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4% do território nacional;
b) A propriedade florestal em Portugal é maioritariamente privada, detida praticamente em exclusivo por pequenos proprietários de cariz familiar, com 2,8 milhões de hectares, ou seja, 84,2% da área total;
c) Somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais;
d) Unicamente 2% (a menor percentagem da Europa) são do domínio privado do Estado;
e) O eucalipto é a espécie florestal predominante, com 25,4% da ocupação (equivalente a 812 mil hectares), seguindo-se o sobreiro com 23% (perto de 737 mil hectares) e o pinheiro bravo com 22,3 % (mais de 714 mil hectares de floresta);
f) A dimensão da propriedade florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que o grande número de prédios se situa no Norte e Centro, onde as explorações chegam a atingir dimensões com menos de um hectare, estimando-se a existência de cerca de meio milhão de proprietários florestais;
g) Apesar do elevado número de proprietários e a pequena dimensão da propriedade florestal os bens produzidos por esta via sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação (segundo uma estimativa relativa a 2001 a produção económica anual efectiva era de 1,3 milhões de euros, ou seja, 344 euros/ha/ano);
h) Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são o papel e cartão, a pasta de papel, a cortiça, a madeira e produtos de resina e mobiliário.
Comentários no Facebook
«Albertino Amaral» - Números interessantes que deveriam merecer a reflexão, o cuidado e a preocupação organizacional do Governo. Afinal, Portugal é uma fazenda, comparado a outras nos EUA ou na Austrália.....
«David Ribeiro» - Curiosamente, e isto é muito importante, somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais, maioritariamente de celuloses... e estas não ardem. Porque será?
«Albertino Amaral» - Será que ali existe uma tecnologia anti-fogo que nós não conhecemos ? Só pode........
«David Ribeiro» - Claro que há... Chama-se PREVENÇÃO. Vejam aqui como é que as empresas florestais sérias (as tais que não ardem) tratam da sua segurança: A AFOCELCA é um agrupamento complementar de empresas do grupo The Navigator Company e do grupo ALTRI que com uma estrutura profissional tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
«Mário Santos» - Os concursos para os fundos comunitários são ganhos pelas grandes propriedades (latifúndios) e raramente no Norte (2%) e no Centro do País.
«David Ribeiro» - Já era tempo de cá pelo Norte se apostar no associativismo e deixarem os "quintais". E isto aplica-se à floresta e a outras actividades rurais.
Por onde eu ando...
Nova Crítca - vinho & gastronomia
PINN (Portuguese Independent News Network)
Meus amigos...
A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
Antes Que Me Passe a Vontade (Nanda Costa)
Caderno de Exercícios (Celina Rodrigues)
Cerâmica é talento (Pataxó Lima)
Clozinha/and/so/on (Maria Morais)
Do Corvo para o Mundo!!! (Fernando Pimentel)
Douro de ouro, meu... (Jorge Carvalho)
Douro e Trás-os-Montes (António Barroso)
Escrita Fotográfica (António Campos Leal)
Let s Do Porto (José Carlos Ferraz Alves)
Life of a Mother Artist (Angela Ferreira)
Marafações de uma Louletana (Lígia Laginha)
Matéria em Espaço de Escrita com Sentido (Mário de Sousa)
Meditação na Pastelaria (Ana Cristina Leonardo)
Memórias... (Boaventura Eira-Velha)
Mente Despenteada (Carla Teixeira)
Nortadas (Francisco Sousa Fialho, João Anacoreta Correia e outros)
O Portugal Futuro (Tiago Barbosa Ribeiro)
O Porto em Conversa (Vitor Silva)
Os meus apontamentos (Vitor Silva)
Renovar o Porto (Rui Farinas e Rui Valente)
Reportagens de Crítica, Investigação e Opinião (Tron)
Que é que se come por aqui (Ricardo Moreira)
Servir o Porto (Pedro Baptista)
Um Rapaz Mal Desenhado (Renato Seara)
Vai de Rastos (Luís Alexandre)
(IN)TRANSMISSÍVEL (Vicente Ferreira da Silva)
Adoradores de Baco...
Site de Prova de Vinhos (Raul Sousa Carvalho)