"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2022
31º aniversário da independência da Ucrânia

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O Dia da Independência da Ucrânia é o principal feriado na Ucrânia, atualmente celebrado no dia 24 de agosto em comemoração à Declaração da Independência de 1991. O Ato de Declaração da Independência da Ucrânia foi adotado pelo parlamento ucraniano em 24 de agosto de 1991, posteriormente referendado em 1 de dezembro de 1991, por uma maioria de 92,3% dos eleitores.

 


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A crise na Europa, despoletada pela invasão russa da Ucrânia, já atingiu o meio ano e à medida que nos aproximamos do inverno a situação é desoladora, com a subida dos preços dos produtos alimentares, energia limitada para aquecer as casas e a possibilidade real de recessão. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, continua a pressionar os países do Ocidente para apoiarem o seu esforço de guerra, mas à medida que o conflito se arrasta poderá ter mais dificuldade em chamar a atenção dos seus colegas líderes europeus, pois já muitos receiam que a estratégia ocidental de armar os ucranianos esteja a tornar-se de uma solução a curto prazo para um problema a longo prazo: uma guerra sem um ponto final claro. E com isto tudo, embora a maioria gostasse de ver a Ucrânia alcançar os seus objetivos de enfrentar Putin e obrigá-lo a sair do seu país, o andar da carruagem não aponta para isso e cada vez mais parece que Putin está determinado em juntar à Crimeia, já anexada em 2014, os territórios agora “conquistados” mais a leste e a sul da Ucrânia.

 


image.jpgO ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, está, esta quarta-feira, em Kiev, para reiterar o apoio de Portugal à Ucrânia no dia em que o país celebra o 31.º aniversário da sua independência. O chefe da diplomacia portuguesa assinala assim "in loco esta importante e simbólica data, reiterando o apoio e a cooperação de Portugal ao país em guerra". O MNE informou que o ministro ia visitar o memorial de homenagem às vítimas do conflito, mas a visita foi cancelada por motivos de segurança. Soube-se depois que a causa foi outra: um encontro com o Presidente da Ucrânia. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o Presidente Zelensky “transmitiu alguns pedidos de natureza militar”, que incluem a possibilidade de fornecimento de fardas ao exército ucraniano.

 

  Ana Cristina Pereira Leonardo na "Meditação na Pastelaria"
A GUERRA É ISTO E O RESTO É NADA
Quase um milhão de pessoas deslocadas compulsivamente das suas casas, das suas terras. Uma mão à frente e outra atrás e um cobertor às costas e 80 euros no bolso para despesas de Inverno, a vida toda a desaparecer na curva do caminho que não se sabe bem aonde leva.
E depois leio os Viva a guerra! Mais armas! Mais armas! Leio os Boris a vomitar loas aos sacrifícios do povo e ao santo Zelensky, leio os delírios domésticos da Ursula e as mentiras grandiloquentes que todos os dias nos impingem propaganda vitoriosa.
Leio, numa actualização tímida da certeza heróica da vitória: a guerra está empatada. Importam-se de repetir? E se fossem empatar ao jogo da forca?
Repetem ad nauseeam que o Putin invadiu a Ucrânia. Já sabemos, porra! E agora? As guerras perdem-se, essa é a verdade e o resto é nada.
«Under criticism from rights groups, Kyiv hopes to relocate 750,000 people away from the fighting.»

 

  O ministro disse aos jornalistas que foi uma "experiência nova e diferente". E não há dúvida que o "seguro morreu de velho"... e também é verdade que perante o tocar das sirenes "quem tem cu tem medo".
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  Jorge VeigaConvém esconder-se, porque se os Russos nos matam um minstro, nós teríamos de lhes declarar guerra... Ou não?

 


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A esmagadora maioria dos portugueses gostaria de ver a Ucrânia alcançar os seus objetivos de enfrentar Putin e obrigá-lo a sair do seu país, mas não só o andar da carruagem não aponta para isso, como também iremos TODOS sofrer no bolso os danos colaterais deste conflito. E ainda há quem grite "Viva a guerra!"... e apoie os pedidos de "Mais armas! Mais armas!" do presidente ucraniano... poucos ouço a "exigirem" conversações que levem a uma paz minimamente duradoira.


Fernando Peres
Caro David não há negociações possíveis!!! Também negociaram com Hitler na segunda grande guerra é isso não o parou. A Europa só deve queixar de si própria , ficou dependente quase que exclusivamente do gás russo. Escolhemos mal os nossos dirigentes , agora pagamos. Também no nosso País foi assim , escolhemos mal e depois chegou a troika. Não tivessem fechado as centrais a carvão( nesta altura) , não sejam contra a energia nuclear, etc etc
David RibeiroAs negociações são difíceis, caro Fernando Peres, mas já tivemos a prova que são possíveis e úteis.
Maria RodriguesDavid Ribeiro negociar agora o quê? Depois da Rússia conquistar zonas estratégicas da Ucrânia, que tipo de negociações? Só se for para ceder....e tudo bem para a Rússia.
David RibeiroEntão a Maria Rodrigues prefere que se continue com "tiros, bombas e murros nas trombas"... é isso?
Isabel Sousa Braga
David Ribeiro quando a fome começar a apertar .... acho que ainda não caiu a ficha à maioria
Maria RodriguesDavid Ribeiro então os russos entrem pela Europa dentro e problema resolvido.
David RibeiroNão, Maria Rodrigues... por isso é que é urgente e necessário negociações.
Maria Rodrigues
Isabel Sousa Braga será talvez a maneira para repensarmos para se trabalhar os nossos campos que estão ao abandono e virmos todos para as grandes cidades viver de rsi, que é mais fácil. País completamente ao abandono e que se fosse trabalhado como deve ser não precisávamos de estar à espera do que vem de fora. Passe bem.
Isabel Sousa Braga
Maria Rodrigues concordo e alinho mas só se for nos seus campos porque eu não tenho propriedades e para já também não vivo à conta do estado. Boa noite
Maria Rodrigues
Isabel Sousa Braga vá conhecer o interior do país, os poucos que lá vivem, só cultivam para proveito próprio, se os governantes dessem condições talve não estivéssemos tão dependentes do que vem de fora. Boa noite.
Isabel Sousa Braga
Maria Rodrigues boa noite, pense na minha proposta
Isabel Sousa BragaFalo por mim, não queria que a guerra tivesse começado. Lamento profundamente que não consigam acabar com a guerra, só a alimentam. O mundo está liderado por trastes
Carlos Correia
Isabel Sousa Braga Canalhas que sabem que estão bem... até um dia.
Olga BarbosaNo fim do ano vão ver os lucros,guerra e um mote para subir tudo
Joaquim Correia
EDP, dos pior que existe, é como quem o rouba
Zulmiro Pereira
Uiiii, o Galamba vai receber horas extraordinárias a verificar facturas.
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão - Força Ucrânia... Não conheço quem apoie a guerra... Tirando a Rússia 
João Luís Ribeiro Ferreira - Pago o que for preciso para derrotar os invasores. 
Paulo Neves - E, agora, o PM vai reagir e mandar que o Galamba pague a conta? Afinal, Ribeiro da Silva, da Endesa, não estava maluco... 



Publicado por Tovi às 08:15
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2022
2ª Conferência de “Valdai Discussion Club”

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Desde ontem e terminando hoje [17 e 18 de maio] temos na cidade russa de Níjni, a 2ª Conferência da Ásia Central de “Valdai Discussion Club”. O tema deste ano é “Rússia – Ásia Central: Cooperação e Desenvolvimento no meio da Instabilidade”.

A Conferência da Ásia Central terá a participação de cerca de 40 especialistas de 9 países – Rússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Esta cidade de Níjni, uma das maiores cidades da parte europeia da Rússia, foi escolhida como sede da Conferência da Ásia Central, para servir de ligação entre a Europa e a Ásia do ponto de vista histórico e civilizacional. O simbolismo desta escolha reside no facto desta cidade ser a retaguarda da Rússia: durante o Tempo das Perturbações, foi lá que a milícia popular foi formada para combater os intervencionistas europeus e, durante a Grande Guerra Patriótica, as forças industriais e intelectuais. As reservas humanas da cidade deram uma contribuição inestimável para a vitória da ex-União Soviética sobre a Alemanha nazi.

Os principais temas da conferência são os seguintes:
Desenvolvimento da Rússia e da Ásia Central no contexto de novas turbulências geopolíticas;
Segurança coletiva na Ásia Central;
Cooperação entre a Rússia e os países da região no domínio da economia e dos transportes;
Laços inter-regionais entre a Rússia e as cinco repúblicas da Ásia Central.
 
  Andrey Sushentsov, diretor do programa Valdai Club
Fundamentos estratégicos da crise ucraniana
Provavelmente estamos no ponto de partida de uma crise que se desenrola e não perto de seu fim. Por que as relações russo-ucranianas dizem respeito a todos os russos e ucranianos? Até certo ponto, o que está acontecendo é uma guerra civil atrasada, que poderia ter acontecido no início dos anos 1990 com o colapso da URSS, quando a primeira geração de líderes russos e ucranianos se gabava de ter evitado um divórcio sangrento como o da Jugoslávia. Na Rússia, todas as pessoas têm parentes no país vizinho e o que está acontecendo lá é mais uma questão de política doméstica. Por exemplo, se o governo ucraniano fechar igrejas ortodoxas russas ou banir um partido político de oposição pró-russo, a história terá cobertura imediata na TV estatal e políticos russos emitirão declarações.
(...)
A primeira proposta diplomática que a Rússia fez no início da crise foi que a Ucrânia permanecesse neutra, que a Crimeia fosse reconhecida como território russo e que as repúblicas do Donbas fossem reconhecidas como independentes. Em resposta a essas demandas, a Ucrânia apresentou a sua própria: a repatriação completa de seu território anterior a 2014 e nenhum passo em direção à Rússia. A maximização das demandas ucranianas significa que um ponto de equilíbrio ainda não foi encontrado na campanha militar em andamento. No entanto, ele tem suas próprias opções de desenvolvimento. No primeiro cenário, o atual governo ucraniano e a Rússia firmam um acordo que leva em consideração as demandas russas, e esses acordos são reconhecidos pelo Ocidente como parte de um pacote de segurança europeu. A crise russo-ucraniana daria lugar a um confronto político-militar russo-ocidental, semelhante à Guerra Fria. O segundo cenário pressupõe o desenvolvimento de eventos sob a influência da situação militar no terreno. Como resultado, ou um equilíbrio é inevitavelmente encontrado, ou uma das partes prevalece. Nesse caso, há riscos de que o Ocidente não reconheça os resultados do acordo, e um novo governo ucraniano surja e seja combatido pelo governo no exílio. A partir do Ocidente, haverá um sistema de apoio ao subterrâneo ucraniano, semelhante ao que existia no oeste da Ucrânia na década de 1950. O terceiro cenário envolve uma forte escalada de tensão entre a Rússia e o Ocidente. É possível que a crise se espalhe para os países da NATO ou a escalada da guerra de sanções contra a Rússia siga na esperança de abalar os fundamentos do estado russo. Nesse caso, os riscos de uma confronto nuclear aumentarão. No entanto, até agora, vemos que os líderes ocidentais estão se distanciando de tais planos e dizendo que não enviarão forças da NATO para esse conflito. No entanto, vimos repetidamente como o Ocidente cruza suas próprias “linhas vermelhas” – isso pode realmente acontecer novamente
  Negociações Moscovo - Kiev
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Não há negociações entre as delegações russa e ucraniana neste momento, segundo disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, durante a 2ª conferência da Ásia Central do clube de discussão internacional Valdai. Acrescentou: “As negociações não continuam. A Ucrânia, de facto, desistiu do processo de negociações". Vladimir Putin, numa conversa telefônica com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, já tinha dito que as negociações Moscovo-Kiev foram interrompidas porque "o lado ucraniano não demonstrou interesse num diálogo construtivo".
 
 
  Os "amigos" de Putin na UE e na NATO
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O aliado mais próximo de Putin na União Europeia é o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já ameaçou vetar a proposta de sanções ao petróleo russo que os outros 26 estados-membros aprovaram. [A Hungria é membro da UE desde maio de 2004]
Da mesma forma, na NATO, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não vê com bons olhos a possível adesão das potências historicamente neutras da Finlândia e da Suécia, cuja adesão é apoiada pelo resto da aliança. [A Turquia é membro da NATO desde 1952]
 
  E depois eu é que sou “russófilo”
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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.


Publicado por Tovi às 07:13
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2022
Dia da Vitória... na Rússia

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Dia da Vitória ou 9 de Maio é um feriado ofical russo que marca a capitulação da Alemanha Nazi para a União Soviética na Segunda Guerra Mundial.

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Neste mesmo dia - 9 de Maio - é também comemorado o Dia da Europa para festejar a paz e a unidade do continente europeu. A data assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman», que expôs a visão de Robert Schuman de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável uma guerra entre os países europeus. Considera-se que a atual União Europeia teve início com a proposta de Robert Schuman.

 

 

  
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Para comemorar o 77º aniversário da vitória no que a Rússia chama de Grande Guerra Patriótica, milhares de soldados marcharam pela Praça Vermelha em Moscovo nesta segunda-feira, seguidos por tanques, veículos blindados e lançadores de mísseis. Estava previsto a Praça Vermelha ser sobrevoada por 77 aeronaves, incluindo o raramente visto avião Il-80 Doomsday que é capaz de resistir a um ataque nuclear, mais oito caças MiG-29 formando a letra Z (símbolo da campanha militar da Rússia na Ucrânia), mas a compenente aérea do desfile do Dia da Vitória foi cancelada por causa da meteorologia, de acordo com o Kremlin. No terreno, a Rússia exibiu também seu hardware com capacidade nuclear, incluindo os mísseis nucleares intercontinentais Yars e os sistemas de mísseis balísticos de curto alcance Iskander.

 

  Discurso de Vladimir Putin nas celebrações do Dia da Vitória
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“Agora, nestes dias, vocês estão a lutar pelas nossas pessoas em Donbas, pela segurança da nossa pátria, a Rússia” (...) “Estão a lutar para que a memória da segunda guerra mundial não seja esquecida, vamos punir os nazis”.
“Dia 9 de maio de 1944 entrou na história como o Dia da Vitória do nosso povo unido. O nosso povo soviético unido. O Dia da Vitória é importante para cada um de nós. Na Rússia não há nenhuma família que não tenha sido atingida pela guerra”.
"Nós temos muito orgulho da geração dos vencedores. De sermos herdeiros dos vencedores. E o nosso dever é preservar a memória, para assegurar que os horrores da guerra não se vão repetir".
"A Rússia vai sempre apoiar a segurança" (...) "A NATO não queria ouvir a Rússia, porque tinham outros planos e estavam a preparar uma operação em Donbas contra o povo de Donbas" (...) "A NATO começou a explorar as nossas fronteiras e criaram uma ameaça para o nosso país".

 


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Perante o que disse Vladimir Putin no seu discurso nas comemorações do “Dia da Vitória” - Hoje, as milícias do Donbass, juntamente com o exército russo, estão a lutar nas suas próprias terras. Agora dirijo-me às nossas tropas e milícias em Donbas: estão a lutar pela sua pátria, pelo seu futuro, para que ninguém esqueça as lições da Segunda Guerra Mundial, para que não haja espaço para os nazis – estou cada vez mais convencido que a "operação militar especial” se vai ficar pelo Donbas.



Publicado por Tovi às 08:29
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2022
A guerra da (des)informação... e a geopolítica

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Nos dias de hoje a capacidade de manipular a informação e torná-la desinformação é enorme e fácil, bastando construir “fake news” que pareçam verdadeiras e rapidamente as espalhar, não só pela comunicação social, mas também e principalmente, pelas redes sociais, de preferência selecionando criteriosamente o “público-alvo”. Embora eu tenha lido recentemente que no Parlamento Europeu está em discussão uma lei sobre os anúncios políticos, em especial para proibir a publicidade política dirigida e limitar a capacidade de manipular eleitores, seja lá o que isto for, a verdade é que o melhor antídoto para esta maleita das notícias falsas é seguir os conselhos da Google.

Sete conselhos para os utilizadores evitarem o consumo de fake news: Verificar a credibilidade das fontes; Procurar a cobertura de notícias; Fazer mais do que uma pesquisa; Verificar se uma imagem está a ser utilizada no contexto correto; Consultar os sites verificadores de factos; Usar o Google Earth ou Street View para verificar a localização; Não incluir a resposta na pergunta de pesquisa.

E mesmo assim é forçoso usar o nosso senso crítico… que há mais quem desinforme do que informe.

 

  Pois é!...
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Jorge De Freitas Monteiro - A Alemanha não tem alternativa. Não é legítimo pedir à Alemanha que cometa o suicídio económico instantâneo. Aliás não é legítimo pedir à Europa que cometa o suicídio económico lento.
David Ribeiro - Num passado recente Angela Merkel e Vladimir Putin, insistiram no gás russo, garantindo que o Nord Stream 2 era um projeto puramente comercial, sem qualquer caráter político. Mas está a ser o que se vê e embora isto não nos afete de forma direta, uma vez que Portugal importa pouco gás russo, um problema europeu é também um problema de Portugal.
Jorge De Freitas MonteiroDavid Ribeiro, o gás é indispensável, principalmente porque se abdicou do nuclear. E ainda hoje não há alternativa ao gás russo. O LPG americano é mais caro e não chega. O célebre acordo de fornecimento de LPG americano à UE não é um acordo firme de abastecimento mas uma mera declaração de intenções; os US farão os possíveis para que a Europa tenha acesso a uma determinada quantidade de gás, aliás uma quantidade ela mesma insuficiente.
Da Mota Veiga Suzette
Verdade, esta guerra acontece praticamente de surpresa, sem tempo de preparação. 

 

  Confesso que sou um consumidor compulsivo de informação, não só da comunicação social, mas também da televisiva… e no que se refere aos “repórteres na zona de guerra na Ucrânia” sou cada vez mais fã de Nuno Ricardo Pereira, que até agora eu só conhecia daquele agradável e popular pograma da SIC dos verões portugueses com Joana Latino – Olhá Festa –, mas que tem vindo a mostrar-se de um humanismo e profissionalismo fora do vulgar. 
Vejam esta reportagem... é um exemplo do que acabo de dizer.
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  As melhores... destes últimos dias
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Quando nos anos 1985 e 86 trabalhei em Luanda para o Ministério dos Petróleos, todos nós dizíamos não sermos comunistas nem pactuarmos com os senhores todo-poderosos do Futungo de Belas, onde residia o poder absoluto de José Eduardo dos Santos… mas a verdade é que eramos autênticos “mercenários económicos” (mas bem pagos), uns verdadeiros “vendidos” aos poder absoluto de Angola. E hoje em dia tenho uma visão muito mais clara da geopolítica mundial. O que a vida nos ensina.

 

  E é assim que estamos... primeiro dia da ofensiva final das tropas russas contra a região de Donbass
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  Continua o rufar dos tambores de guerra na Europa
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"Hoje será, provavelmente, a batalha final porque as nossas munições estão a esgotar-se", escreveu na rede social Facebook a 36.ª brigada da Marinha Nacional, que integra as Forças Armadas ucranianas, citada pela agência France-Presse (AFP). A declaração acrescenta que cerca de "metade" dos membros da brigada estão feridos. Ao longo de 40 dias, os militares dizem ter sido "empurrados gradualmente" pelo inimigo, que os cercou "e tenta agora" destruí-los. A brigada queixou-se da falta de ajuda do comando do Exército e do presidente, Volodymyr Zelensky. "Só uma vez recebemos 50 cartuchos, 20 minas, mísseis antitanque NLAW ", lamentaram na publicação. A brigada disse que houve ainda "promessas que não foram cumpridas".
  Kiev espera que a Rússia lance uma grande ofensiva no leste da Ucrânia "em breve", disse um porta-voz do Ministério da Defesa do país há cerca de 4 horas (13h24 TMG) desta 2.ª feira. “O inimigo terá terminado a preparação de um ataque ao leste, o ataque começará em breve”, disse Oleksandr Motuzyanyk numa entrevista coletiva.
  
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse, durante uma entrevista transmitida esta segunda-feira, que as tropas russas não vão interromper as operações militares na Ucrânia antes das próximas conversações de paz. "Depois de nos convencermos de que os ucranianos não estavam a planear fazer o mesmo [suspender as operações militares], foi tomada a decisão de que, durante as próximas rondas de conversações, não haverá pausas até que se chegue a um acordo final", disse Sergei Lavrov", citado pela Reuters.



Captura de ecrã 2022-04-11 184857.jpgClaro que as sanções têm que ser fortes para doerem ao governo de Kremlin e sanções sobre o gás e o petróleo russo é onde pode verdadeiramente doer. Mas temos que ser rápidos, porque depois da Ucrânia derrotada o efeito é mínimo.

 

 

  Mais uma, e das boas, da série "Rússia invade Ucrânia"
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Quinta-feira, 10 de Março de 2022
EUA travam entrega de caças MiG polacos à Ucrânia

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  Pois é!... De vez em quando, e já não é de hoje, o Governo da Polónia mija fora do penico (pardon my french).

  Os Estados Unidos rejeitaram a oferta da Polónia de enviar os seus caças MiG-29 para a Ucrânia através de uma base aérea dos EUA na Alemanha, dizendo que a proposta levanta “sérias preocupações” para toda a aliança da NATO. Varsóvia fez esta oferta surpresa na terça-feira [08mar2022] após repetidos apelos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, por mais aviões de guerra para reabastecer a força aérea de seu país, que tenta desesperadamente defender-se das forças russas invasoras.

  A Alemanha não vai enviar aviões de guerra para a Ucrânia, disse o chanceler alemão Olaf Scholz no dia de ontem [09mar2022], em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau. "Fornecemos todo o tipo de materiais de defesa e enviámos armas de que vos falámos, mas também é verdade que temos de considerar muito cuidadosamente aquilo que fazemos em concreto e, definitivamente, aviões de guerra não são parte disso", disse o chanceler alemão. Scholz disse ainda que não vê sentido numa solução militar para o conflito na Ucrânia e disse esperar que pudesse ser encontrada uma solução em conversações entre Moscovo e Kiev.

  Os EUA justificaram por que motivo não se querem envolver no envio dos aviões de combate MiG-29 para a Ucrânia: "Não é a maneira mais eficaz de combater a agressão russa" e "escala a tensão com a NATO", justificam. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pelo Guardian, afirma que o secretário de Estado da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tem estado em diálogo com o seu homólogo polaco e que lhe demonstrou que a América "não apoia a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e que por esse motivo os EUA não têm interesse em ficar com a custódia temporária" destes aviões. A Polónia estava disponível para enviar para os EUA os seus MiG-29, que por sua vez os fariam chegar às forças ucranianas. John Kirby enumerou os argumentos dos EUA para esta decisão: "Acreditamos que a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é através do fornecimentos de armas de que necessitam para se defender da agressão russa, nomeadamente equipamento para destruição de blindados e de defesa aérea. Nós, a a par de outros países, continuamos a enviar equipamento deste tipo e sabemos que está a ser usado com grande eficácia. O lento avanço russo no norte é uma prova disso mesmo". Mais argumentos dos EUA: "Ainda que as capacidades aéreas russas sejam muito significativas, a sua eficácia tem sido limitada devido à estratégia operacional dos ucranianos, às armas táticas de defesa aérea e aos Manpads (arma de mísseis anti-aéreos que se utiliza suportando-a nos ombros)". E ainda: "A Força Áerea da Ucrânia tem vários esquadrões devidamente equipados. Acreditamos que reforçar estes esquadrões não terá um impacto significativo na eficácia da Força Aérea icraniana no combate às forças russas". Concluindo: "Por tudo isto acreditamos que a transferência dos MiG-29 não trará ganhos relevantes. E os nossos serviços de informação acreditam que o envio destas aeronaves pode provocar um reação do Kremlin que resulte numa escalada militar com a NATO. Entendemos também por isto que é um risco enviar os MiG-29. E acreditamos também que há formas alternativas mais eficazes de combate para as forças militares ucranianas. Continuaremos a propor isso mesmo".

 

  Rodrigo Sousa Castro, numa publicação de hoje na sua página do Facebook, lembrou-nos isto… e às vezes precisamos que nos lembrem a história recente da Europa.
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  Chico GouveiaEm 2015, Vasco Pulido Valente volta a falar neste assunto, seguindo, por outras palavras, este aviso de Soares. Muita culpa dos actuais dirigentes políticos europeus. A era dos grandes dirigentes, carismáticos, sensatos e sabedores, acabou. Ou melhor, já começara a declinar em 2008.
  Mário Soares, na Visão de 11set2008 - Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.
O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica...
Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.
No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes...
A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental. Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia...
E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!
O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putin não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»...
CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.
Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa.
Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan... A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.
  Chico Gouveia - Que fique claro que isto não desresponsabiliza nem justifica a agressão bárbara de Putin. Porque chegados aqui, só há duas trincheiras: a dos que estão ao lado da Ucrânia e a dos que estão ao lado de Putin. Este texto de Soares é, acima de tudo, um libelo acusatório contra a mediocridade dos actuais lideres europeus, e mundiais, de cuja obrigação é saberem prever as catástrofes, evitando-as com negociações. E uma negociação só é eficaz se as resoluções forem boas para ambas as partes. É perante esta mediocridade e conhecimento da fraqueza europeia, que Putin avança. Com autorização da China, acrescente-se. Com uma Europa forte, e só pode ser forte com lideres fortes, não se atreveria. Hoje ficou demonstrado que Putin não quer negociar. Quer arrasar a Ucrânia, obrigada à saída do maior número possível de ucranianos, dizimar os opositores e o exército ucraniano, e anexar o país. Todo. Chegado aqui, não parará. Os imperialistas nunca param. Aliás, ele sabe que já não pode parar e, muito menos, recuar. Irá sempre em frente. A História encarregar-se-á de o parar. O problema é que o tempo da História é insondável. Pelo menos, devemos-lhe o favor de unir e de pôr algum juízo no mundo ocidental. Algo que ele nunca suspeitaria de fazer. E, a bem de todos, era bom que a História resolvesse dar um salto, e passar de imediato para a cena do: - até tu, Brutus?

 

  A invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin já deixou um número enorme de mortes e feridos difícil de calcular de forma independente. Neste tipo de conflitos, em que é mínima a presença no terreno de entidades credíveis e independentes, as informações são novas e contraditórias a toda a hora. Mas, como é uso dizer-se, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
(Estas imagens foram encontradas aleatoriamente na NET)
Captura de ecrã 2022-03-10 101645.jpg

 


275614159_10223595887823277_6976357499481531859_n.Já terminou a reunião de hoje na Turquia entre russos e ucranianos, mas não parece ter havido grandes avanços para um cessar-fogo.
Declarações aos jornalistas:
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que Sergey Lavrov "não se comprometeu" com um corredor humanitário em Mariupol e que não se registaram avanços quanto a um eventual cessar-fogo. Dmytro Kuleba avança também que a reunião foi "fácil e difícil". "Foi fácil porque Sergey Lavrov seguiu a sua retórica tradicional, e foi difícil porque dei o meu melhor", avançou. O ministro ucraniano mostrou-se disponível para continuar o diálogo, com vista a parar com a guerra, e diz estar preparado para mais encontros com este formato. "Não conseguimos parar a guerra se o lado agressor não o deseja fazer", acrescentou Kuleba.



Publicado por Tovi às 07:42
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2022
Guerra na Europa

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  Levantei-me às sete horas, liguei o rádio e as notícias eram terríveis: Enquanto decorria a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o presidente russo anunciou o lançamento de uma "operação militar especial" na Ucrânia; Há explosões por todo o país e invasão a larga escala; Ucrânia pede ajuda; NATO, G7 e Conselho Europeu reunem-se hoje; Marcelo Rebelo de Sousa convoca reunião do Conselho Superior de Defesa.

 

 

  09h02, Al Jazeera
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A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e a confirmação dos piores temores do Ocidente. Explosões podem ser ouvidas desde o amanhecer na capital ucraniana, Kiev. Tiros ecoaram perto do aeroporto principal e sirenes soaram por toda a cidade.

 

  09h25, Al Jazeera
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  10h32, CNN Portugal
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Captura de ecrã 2022-02-24 140915.jpgO Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu hoje, 24 de fevereiro de 2022, em sessão extraordinária, sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para se inteirar da situação na Ucrânia e eventual participação de Forças Nacionais no âmbito da NATO.
Com base na posição de princípio expressa pelos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o Primeiro-ministro e pelo representante da Assembleia da República do principal partido da oposição, e atendendo à informação analisada, o Conselho deu, por unanimidade, parecer favorável às propostas do Governo para a participação das Forças Armadas Portuguesas no âmbito da NATO, que se seguem:
1. Ativação da Very high readiness Joint Task Force (VJTF) e das Initial Follow-On Forces Group (IFFG) para eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da NATO,
2. Eventual antecipação do segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia.

 

  13h47, Al Jazeera
O Ministério da Defesa da Rússia informou que as suas forças destruíram 74 infraestrutura militares acima do solo na Ucrânia, incluindo 11 aeródromos.
Captura de ecrã 2022-02-24 180438.jpg

 


i444810.jpegA Al Jazeera noticiou há momentos [15h25 GMT] que as forças ucranianas estão em combate com as tropas russas que pretendem capturar a antiga central nuclear de Chernobyl. Confesso que não consigo entender qual o interesse numa central nuclear desativada, mas poderá dar-se o caso de ser eu que não estou suficientemente bem informado sobre a situação atual naquela região do norte da Ucrânia.

Segundo notícias conhecidas já na manhã de sexta-feira, 25fev2022, a Rússia enviou pára-quedistas para proteger a desativada central nuclear de Chernobyl de eventuais sabotagens.

 

  16h35, The New York Times
O ataque da Rússia à Ucrânia atingiu as principais cidades e aeroportos de todo o país, com bombardeamentos em mais de uma dúzia de cidades e vilas, incluindo os arredores da capital, Kiev.
274366208_10152878453199999_4257014665090754258_n.

 

  
274586092_5031463476900383_871211497686443676_n.jpMais umas horas e seguramente o governo ucraniano de Volodymyr Zelensky vai ser "decapitado". E Putin lá irá colocar em Kiev um governo fantoche, a exemplo do que fez na Bielorrússia há uns anos. Triste sina a destes povos das ex-repúblicas soviéticas que nunca conseguiram uma verdadeira independência.



Publicado por Tovi às 08:39
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2022
Não deve tardar muito

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  Contextualizando...
gas russo em 2020.jpg

 

  E ainda não começou
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  Depois das seguradoras terem informado as companhias de aviação que excluem voos e operações nos aeroportos ucranianos das coberturas das apólices de seguros, os céus da Ucrânia estão limpos.
Captura de ecrã 2022-02-14 171930.jpg

 

  E a que horas vai ser?... É que a minha vida não é só isto e já tenho coisas marcadas para quarta-feira.
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Publicado por Tovi às 07:17
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Sábado, 2 de Outubro de 2021
A dependência europeia do gás russo

gas rússia.jpg

Os ministros de energia da Europa discutiram no passado dia 22 de setembro um plano ambicioso para comprar em bloco reservas estratégicas de gás, num esforço para conter eventuais cortes de fornecimentos e aumentos de preços por parte dos russos. A reunião da União Europeia deveria ter-se concentrado nas mudanças climáticas, mas foi ofuscada pela escassez de gás e subsequentes picos de preços que ameaçam uma crise de energia neste inverno. Um fator chave na crise é a diminuição no volume das exportações de gás natural da Rússia para o norte da Europa, após uma queda na capacidade de armazenamento devido ao longo inverno do ano passado.

 

  O gás natural consumido em Portugal chega-nos por terra através de um gasoduto que tem origem na Argélia, passa por Marrocos, Estreito de Gibraltar, Tarifa (Espanha), Córdoba, Badajoz e chega a Portugal em Campo Maior. A partir daí, o GN, a alta pressão, entra no gasoduto nacional. Por mar, o GN chega ao Terminal de Sines, mas nesse caso sob a forma líquida (GNL). É transportado por navios chamados metaneiros. A maioria do GNL que chega a Portugal tem origem na Nigéria, mas vem também de países como o Qatar, a Guiné Equatorial ou Trinidad e Tobago.



Publicado por Tovi às 07:09
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Sábado, 8 de Maio de 2021
Cimeira Social da União Europeia

A Cimeira Social da União Europeia realizou-se no Porto entre sexta-feira e hoje. Nestes dois dias estiveram na Cidade Invicta mais de 100 participantes na Cimeira.

 


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Ontem, poucos minutos antes das 11 horas, a Câmara do Porto foi palco da receção de boas-vindas aos três mais altos dirigentes da UE - presidente do Parlamento Europeu, David Maria Sassoli; presidente do Conselho Europeu, Charles Michel; e presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen - que receberam das mãos de Rui Moreira as chaves da cidade.

 


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A Cimeira Social da UE iniciou-se com uma conferência, na Alfândega do Porto, onde marcaram presença líderes políticos e institucionais, parceiros sociais e sociedade civil; e continua, neste sábado de manhã, com um Conselho Europeu informal no Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, de onde se aguarda que saia um compromisso político para a agenda social europeia.

 

   Porto, O nosso Movimento
Captura de ecrã 2021-05-09 104447.jpg

 


Até nos pequenos pormenores se vê a qualidade com que os portuenses receberam os Chefes de Estado europeus no Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.
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Publicado por Tovi às 08:46
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2021
Vai haver vacinas para todos?

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Parece estar provado que há alguns graves efeitos secundários destas vacinas… mas eu temo que a “guerra” entre a União Europeia e as farmacêuticas venha a provocar enormes dificuldades numa completa vacinação das populações.

 

    La Stampa
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    Relatório de Vacinação em Portugal (de 27dez2020 a 11abr2021)
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    Expresso, 14abr2021 às 13h54
A Presidente da Comissão Europeia anunciou ao início da tarde desta quarta-feira que mais 50 milhões de doses de vacinas da Pfizer devem chegar à UE na segunda metade de abril. Para 2022 e 2023 espera-se a entrega de mais 1,8 mil milhões de doses.
A Dinamarca anunciou esta quarta-feira que desistiu de usar a vacina para a covid-19 da AstraZeneca devido aos efeitos secundários "raros, mas graves", enquanto a Alemanha decidiu administrar outra vacina nas segundas doses a quem tomou este fármaco na primeira.




Sábado, 2 de Janeiro de 2021
Portugal na Presidência do Conselho da UE

   Entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2021, Portugal assume a Presidência rotativa do Conselho da UE.

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Publicado por Tovi às 07:19
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Domingo, 15 de Novembro de 2020
O "milagre" da Suécia no combate à pandemia

Pois é... 
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   Valores atualiados ao dia de ontem
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   Comentários no Facebook

Altino Duarte - O jornal "Público" de 3 de Maio trazia uma extensa entrevista dum epidemiologista sueco, Johan Giesecke, já reformado mas consultor das autoridades de Saúde do país que defendia o modelo que estava a ser seguido e que, na altura, já tinha sido abandonado no RU. Dizia ele que quando se fizessem as contas, se iria verificar que teriam morrido um número idêntico de pessoas em todos os países da Europa, isto é, as mortes seriam comparativamente iguais em cada um deles. Nessa altura já a Suécia, com uma população quasi igual à portuguesa apresentava o dobro das vítimas de Portugal, sendo que a maior parte das pessoas tinha mais de 70 anos de idade. Lembro-me que, na altura, muito boa gente acreditou, tanto lá como cá. Por ironia do destino vi, ontem, no "Expresso da Meia Noite" uma personagem que ultimamente muito se tem destacado como conhecedor destes assuntos do Covid fugir como o diabo da cruz quando a conversa parecia ir nesse sentido. Essa personagem, ex bastonário da Ordem dos Advogados e que me lembro de citar as declarações do epidemiologista sueco em causa , com as quais concordava, fez, aliás, uma triste figura no programa da SIC de ontem confrontando opiniões de médicos conhecedores do assunto e de primeiríssimo plano no combate à pandemia. Pelos vistos, o sistema sueco não funcionou e são as próprias responsáveis a admitir que as previsões estavam erradas...

David Ribeiro - Sem dúvida, Altino Duarte... e numa altura em que a própria WORLD HEALTH ORGANIZATION diz que ainda se sabe muito pouco sobre o SARS-CoV-2, acho uma piada do caraças aos epidemiologistas armados em "treinadores de bancada".



Publicado por Tovi às 11:37
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Sábado, 14 de Novembro de 2020
C u i d e m - s e ! . . .

Anotação 2020-11-14 100741.jpg

   Uma importante ajuda no combate à pandemia   
A Pousada da Juventude do Porto - Estrutura Distrital de Acolhimento Provisório para Pessoas com Teste Negativo à COVID.19, já está a funcionar e acolherá pessoas provenientes de estruturas residenciais de idosos que necessitem de segregar pessoas que testaram positivo. Integralmente financiada pela Câmara do Porto, que disponibiliza 300 mil euros, esta resposta foi criada em cooperação com a Comissão Distrital de Proteção Civil, a ARS-N e a Segurança Social.

 

   Situação hospitalar em Portugal
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Publicado por Tovi às 10:33
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
Assim vai a pandemia em alguns países da EUROPA

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  • As hospitalizações na BÉLGICA estão a subir a um ritmo semanal de 88%, com 502 internamentos diários em média, enquanto as mortes associadas ao Sars-CoV-2 se situaram na média diária de 48,3 óbitos, uma alta semanal de 50%.
  • Em ESPANHA estão hospitalizados em todo o país 16.008 pessoas infetadas com o novo coronavírus, das quais 2.183 estão em UCI.
  • No REINO UNIDO 1.142 pessoas foram hospitalizadas por causa do novo coronavírus, que já provocou a morte a 44.998 infetados e mais de 890.000 contágios.
  • Os infetados com covid-19 nas UCI da ITÁLIA são já 1.284 e crescem a uma média diária de 90 pessoas, o que faz temer que, em poucas semanas, os hospitais possam entrar em colapso, tal como ocorreu em março.
  • Nos últimos sete dias, os hospitais da FRANÇA registaram 13.066 internamentos devido ao novo coronavírus. Segunda-feira, segundo os dados avançados pela Agência de Saúde Pública (ASP) francesa, estavam hospitalizados 17.784 pacientes, 2.770 nas UCI.
  • Na HOLANDA estão hospitalizados devido ao novo coronavírus 2.249 pacientes, com 506 deles nas UCI.
  • A ROMÉNIA registou nas últimas 24 horas 104 mortes associadas à covid-19.
  • PORTUGAL contabilizou hoje mais 28 mortos relacionados com a covid-19 e 3.299 novos casos confirmados de infeção.
  • REPÚBLICA CHECA acumulou cerca de 163 mil infeções desde o início da pandemia, com 5.613 pacientes hospitalizados, 800 deles em estado grave.
  • O sistema de saúde na RÚSSIA está a trabalhar hoje em toda a sua capacidade.
  • A falta de pessoal nos hospitais está a converter-se num dos principais problemas para assistir os doentes com coronavírus na ALEMANHA, onde o número de pacientes nas UCI duplicou em duas semanas.

 

   Situação crítica em Espanha, França e Alemanha
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Publicado por Tovi às 07:02
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2020
Ursula Von der Leyen está em Portugal

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Ursula Von der Leyen está de visita oficial a Portugal, para participar no Conselho de Estado. A presidente da Comissão Europeia tem também agendada uma visita ao Instituto Ricardo Jorge e à Fundação Champalimaud, em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro António Costa, onde vão apresentar os planos de recuperação de Portugal e o da União Europeia.



Publicado por Tovi às 11:26
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