"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 26 de Abril de 2018
Começou a polémica sobre a ponte

E assim vai no Facebook a discussão sobre a anunciada ponte sobre o Douro.

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   Página do Facebook - "Um novo norte para o Norte"

«Jorge De Freitas Monteiro» - Em Dezembro RM anunciou que se iam lançar os estudos para a construção de uma nova ponte entre a do Infante e a D. Maria. Os estudiosos, além de serem discretos porque ninguém ouviu falar no que andaram a fazer, deviam ter um gps avariado: quatro meses depois é anunciada a decisão de construir a ponte a quilómetros do local anunciado. Mais seriamente: creio que não deve haver em toda a Europa um caso semelhante. Um autarca eleito com umas dezenas de milhar de votos decidir sem debate público prévio, sem estudos dignos desse nome, sem discussão prévia na própria vereação, sem ouvir entidades implicadas (como são no caso concreto a APDL e a CCRN) a construção de uma ponte sobre um rio internacional numa aglomeração urbana de milhão e meio de habitantes. Esta reunião deveria ter tido lugar antes da decisão e deveria ter servido para o lançamento do debate público que a deveria ter precedido. Assim parece uma sessão de venda à populaça da bondade de um facto consumado decidido por um autocrata.

«David Ribeiro» - Seguindo o teu raciocínio posso concluir que o autarca de Gaia também é um autocrata?.... Ou pelo facto de ser socialista podia proceder como Rui Moreira fez?

«Vasquez da Gama» - David Ribeiro na opinião dos críticos o autarca de Gaia deve ter sido coagido a agir. Será que foi com a espingarda amarela que dizem ter o RM no carro? Primeiro critica-se, depois... depois olha

«Jorge De Freitas Monteiro» - David Ribeiro, não me leves a mal mas a tua reacção parece a do menino apanhado a fazer asneira que tenta defender-se dizendo que o outro menino também fez. Evidentemente que a minha crítica quanto ao processo que conduziu à decisão aplica-se dos dois lados do Douro, por igual. Mas a sessão que originou o meu comentário é anunciada como sendo relativa ao Porto e o autarca que a vai protagonizar é vereador da CMP. Além disso como sabes, e apesar de gostar muito de Gaia onde nasceu a minha mãe e de Matosinhos onde resido quando estou em Portugal, o Porto é a minha cidade e é sempre em relação ao Porto que intervenho. Dito isto gostaria de saber o que pensas quanto à substância do meu post; independentemente da oportunidade e da localização da ponte não te causa estranheza nenhuma a forma como as coisas se passaram?

«David Ribeiro» - Não, em nada acho estranho e considero que a localização, quer do lado do Porto quer de Gaia, está de acordo com o desenvolvimento que se deseja para essas zonas. O que eram as margens do Douro em Gaia e no Porto no local onde foi construída a Ponte da Arrábida?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Portanto é normal que numa sociedade aberta, numa democracia liberal e participativa uma coisa destas apareça decidida sem o mínimo vestígio sequer de debate público. Ficarei surpreendido no dia em que te vir fazer a mais ligeira crítica a RM. Depois vem dizer que os dos partidos é que são acríticos, seguidistas e coisa e tal...

«David Ribeiro» - Desde Dezembro se sabia que os executivos de Porto e Gaia trabalhavam numa nova travessia para o Douro e bastava estar-se atento para ver onde ia ser esta nova ponte. Para mim a única novidade foi os dois municípios decidirem arrancar para a obra com fundos próprios.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Não é bem assim. Em Dezembro anunciaram que iam lançar os estudos para uma ponte entre a do Infante e a D Maria. Ficamos a aguardar os tais estudos e o ulterior debate, que preparariam a decisão. Quatro meses depois sai uma decisão das cartolas dos dois autarcas. Dos estudos ninguém sabe. O debate não existiu. A ponte sabe-se que fica a quilómetros do local que foi anunciado. Podes dar as voltas que quiseres mas sei que sabes tão bem como eu que foi tudo mal conduzido.

«David Ribeiro» - O que ouvi de Rui Moreira na Assembleia Municipal foi que a ponte seria a montante da D Maria e que a sua construção libertaria o tabuleiro inferior da Luiz I para peões.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Baseio-me no que foi publicado por todos os jornais em Dezembro; a localização referida era a que mencionei. E de qualquer modo, mesmo que assim não fosse, isso não invalidaria a crítica quanto ao método seguido.

«Nuno Santos» - Acontece que é mentira. Aliás, isso está registado em vídeo. Agora diga-me, onde ancorava a Ponte do lado de Gaia? - Nova travessia do Douro já tinha sido anunciada por Rui Moreira… - É ver o vídeo e depois pedir desculpa pelo que atrás escreveu Sff. Outra coisa, o autarca anunciou, mas não lançou concursos. Ou seja, para haver debate tem que haver proposta. Ela foi feita já duas vezes. No debate na AM a que pode assistir no vídeo acima e publicamente. O debate está a ocorrer, até aqui. Há-de depois haver debate na Câmara e AM quando se levar os concursos a aprovação e a adjudicação. Por um lado diz que não há estudos e não devia ter sido anunciada, por outro diz que já devia ter sido discutida. Quer-me dizer como isso se faz. Quando ao “mundo todo” anda a viajar pouco e ler menos. Jorge De Freitas Monteiro mas a ponte já lá está?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Nuno Santos permitir-me-á que ignore o seu pueril pedido de desculpas, inapropriado numa conversa deste tipo. Vou ignorar igualmente as suas considerações sobre quanto leio ou deixo de ler, viajo ou deixo de viajar; além de irrelevante não lhe diz respeito. Ressalvo no entanto que não falei em “mundo todo” mas sim em Europa. E quanto a isso o nosso amigo comum David Ribeiro poder-lhe-á confirmar que não serei completamente ignorante. Mas vamos ao que interessa. A localização anunciada foi, segundo o Expresso (poderá consultar o link que vou partilhar mais abaixo), a que mencionei. Aliás no contexto de uma substituição, para efeitos de travessia de cota baixa, do tabuleiro inferior da ponte D Luís é a única localização pertinente. Refugiar-se na expressão “a montante”, esquecendo convenientemente o contexto, equivaleria a dizer que RM anunciou uma ponte algures entre a D Luís e o limite oriental do Porto. Não faria qualquer sentido. Pergunta-me onde ancoraria a ponte, presumo que menos a montante, do lado de Gaia. Creio ter lido que essa dificuldade foi a razão da migração da ponte entre Dezembro e Abril. Bom, a resposta é simples: se não há ancoradouro possível no local onde a ponte é útil e necessária não se faz a ponte e não se limita a utilização do tabuleiro inferior da D Luís. O que não faz sentido é precisar da ponte perto da Ribeira e, por dificuldades de ancoração, ir construí-la onde nem resolve o problema nem é necessária. Passemos ao debate público. Não misturemos alhos com bugalhos: o debate posterior ao lançamento do concurso público estará, por definição, limitado ao que for previamente establecido como sendo o objecto desse concurso. Ou seja, não poderá ter como objecto a própria necessidade da ponte e a sua localização. Alias nem poderá ser um verdadeiro debate: a partir do momento que o concurso público esteja lançado aplicam-se as regras legais relativas a esses concursos. O tempo do debate público com todas as opções em aberto estará encerrado. Foi esse o debate que faltou e daí a decisão ser, a meu ver, autocrática. A não ser que, e as suas palavras recobrem uma certa ambiguidade, a “decisão” anunciada não seja ainda uma; mas então porque a designaram assim? Talvez nesse sentido pergunta-me se a ponte já lá está. Da última vez que verifiquei não estava. Se houver bom senso nunca virá a estar. A terminar permita-me que aproveite este diálogo para lhe perguntar algo: porquê anunciar, como se fosse algo de positivo, que a obra, a vir a existir, será custeada exclusivamente pelos orçamentos das duas autarquias? Porque não tentar obter outras fontes de financiamento? É que parece insólito protestar nos dias pares contra a insuficiência de recursos e considerar positivo nos dias ímpares construir pontes de utilidade discutível sem necessidade de pedir nada a ninguém. - Rui Moreira defende nova travessia Porto/Gaia entre as pontes Luiz I e D. Maria / expresso.sapo.pt.



Publicado por Tovi às 08:14
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018
Os “malabarismos” da CDU na A.M.Porto

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Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto de ontem, 7 de Fevereiro de 2018, cujo ponto único era “As pessoas com deficiência e a sua Provedoria” e que tinha sido solicitada pelo PS, logo durante a chamada dei conta que no grupo municipal da CDU estava uma cara nova e que verifiquei na altura ser o 30º membro da lista de candidatos desta coligação política. Como a CDU só tem três deputados na A.M.Porto e como não gosto de ficar sem entender as coisas, sendo que se me explicarem eu percebo tudo, solicitei o seguinte pedido de esclarecimento à mesa:

“Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Durante a chamada verifiquei, creio não estar enganado, que um dos deputados da CDU aqui presente não se encontra na lista de efectivos de candidatos desta coligação. Queira Vossa Excelência fazer o favor de me esclarecer.
Muito obrigado.”

O Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Porto informou ter recebido efectivamente pedidos de substituição por parte de VINTE E SETE deputados da CDU evocando motivos inadiáveis, o que lhe parecia estranho e tendo até dúvidas da sua legalidade, pelo que pediu um parecer aos serviços jurídicos da Câmara. No entanto e porque “in dubio pro…“ deu as boas-vindas ao Senhor Deputado.

Eu fiquei esclarecido… mais do que esclarecido.

 

   Comunicado da Associação Cívica “Porto, o nosso Movimento”

Movimento independente pede à CDU esclarecimentos sobre 26 substituições de deputados

Os deputados do Movimento Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido, tomaram ontem conhecimento, durante a sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto, de um aparente inédito expediente, que não dignifica os órgão autárquicos nem os partidos políticos.
Com efeito, estando legalmente admitida a substituição pontual de eleitos pelo seguinte na Lista, quando excepcionalmente e por motivo inadiável não puderem comparecer nas sessões, não há memória de que, numa mesma sessão, 26 candidatos tenham pedido a sua substituição, indo ao ponto de chamar o 30º da lista (suplente), quando a CDU elegeu apenas 3 deputados, sendo esse 30º da Lista o Candidato que o Líder do Grupo Municipal da CDU informou que iria estar presente, mesmo antes de os demais terem pedido a sua substituição.
O relato dos factos feito pelo Presidente da Assembleia Municipal, quando interpelado sobre o assunto por um deputado, remete este caso para o livro dos recordes e anedotário da política autárquica, tanto mais que, segundo foi então informado, houve muitos deputados a pedirem a sua substituição antes mesmo de serem convocados, invocando todos o mesmo motivo: “razões inadiáveis”.
A CDU é uma coligação que integra o PCP, partido institucionalista e com tradição parlamentar e autárquica que merece todo o respeito aos eleitos do nosso movimento. Mas não explicou, até ao momento, os motivos “inadiáveis” que estiveram na origem das faltas e dos pedidos sistemáticos de substituição de 26 candidatos a deputados.
O Grupo Municipal Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido e a associação cívica Porto, o Nosso Movimento, entendem que este caso deveria ser devidamente esclarecido pela CDU em nome da transparência e de dignificação da política e do órgão Assembleia Municipal, independentemente das eventuais questões regimentais e legais que possam, eventualmente, estar em causa e que o movimento entende, por ora, não levantar.

 

   Expresso, 14h14 de hoje

Os deputados do Movimento Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido pretendem que os eleitos da bancada da CDU expliquem a razão do inusitado pedito de substituição de 26 candidatos da sua lista de deputados, feito durante a sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto realizada esta quarta-feira. Em comunicado, os deputados do movimento independente referem que “um aparente inédito expediente não dignifica os órgãos autárquicos nem os partidos políticos”.
Apesar de os independentes admitirem que o pedido de substituição pontual dos eleitos pelos elementos seguintes da lista está legalmente prevista, “quando excecionalmente e por motivo inadiável não puderem comparecer nas sessões”, referem que não há memória de, numa mesma sessão, 26 candidatos terem pedido escusa, “indo ao ponto de chamar o 30.º da lista (suplente)“.

No comunidado, os eleitos do movimento de Rui Moreira defendem ser ainda invulgar que a CDU, que elegeu apenas três deputados, tenha susbtituído os ausentes pelo 30.º da lista (Bruno Valentim), candidato que o líder do Grupo Municipal da CDU, Rui Sá, “informou que iria estar presente” mesmo antes de os demais terem pedido a sua substituição”.
Contactado pelo Expresso, Rui Sá afirma que o movimento de Rui Moreira está a tentar transformar num “caso algo que não é caso algum”, sustentando que a figura da substituição está legalmente consagrada, “não sendo sequer necessário invocar o motivo quando a ausência é inferior a 30 dias”.
Rui Sá adianta que a escusa foi pontual e que a deputada Joana Rodrigues, “que quarta-feira não pôde estar presente", irá à próxima reunião da Assembleia Municipal, agendada para 27 de fevereiro. “Os motivos de susbtituição podem ser de saúde, razões profissionais inadiáveis ou até de ordem pessoal, mas sendo a ausência pontual os deputados não têm de prestar esclarecimento”.
De acordo com os independentes, o relato dos factos feito pelo Presidente da Assembleia Municipal (Miguel Pereira Leite), “quando interpelado sobre o assunto por um deputado, remete este caso para o livro dos recordes e anedotário da política autárquica, tanto mais que, segundo foi então informado, houve muitos deputados a pedirem a sua substituição antes mesmo de serem convocados, invocando todos o mesmo motivo: razões inadiáveis”.
No documento, é ainda referido que a CDU é uma coligação que integra o PCP, “partido institucionalista e com tradição parlamentar e autárquica que merece todo o respeito aos eleitos do movimento”, lamentado os eleitos independentes que a CDU não tenha explicado,até ao momento os motivos “inadiáveis” dos pedidos de substituição dos 26 candidatos a deputados.
O Grupo Municipal Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido e a recém-criada associação cívica Porto, o Nosso Movimento, entendem que este caso deveria ser devidamente esclarecido pela CDU “em nome da transparência e de dignificação da política e do órgão Assembleia Municipal”, independentemente das eventuais questões regimentais e legais que possam, eventualmente, estar em causa e que o movimento entende, por enquanto não levantar.
A questão central da reunião extraordiária desta quarta-feira foi a contestada decisão do executivo municipal de extinção da Provedoria Municipal do Cidadão com Deficiência, tendo o Expresso apurado que a CDU entendeu que o candidato mais habilitado a discutir o assunto seria Bruno Valentim, portador de deficiência motora e atleta paraolímpico.

 

   Comentários no Facebook

«Rui Lima» - Ainda existe a cdu Porto ? É tempo da reforma...

«Rodrigues Pereira» - São uns pândegos, estes tipos da CDU ;-)

«Be Maria Eugénia» - Só 27 ????? Quem diria !!!

«Gonçalo Moreira» - É a democracia que perde.

«Jorge Veiga» - Foram ver o FCP...

«Isabel Ponce de Leão» - Uma forma pouco digna de se servirem dos deficientes para fins políticos. Um circo em que ninguém saiu beneficiado. Uma exposição desnecessária e que nada tem de inclusivo. Não contava com isto da CDU.

«Raul Vaz Osorio» - Eu percebo. Os 27 são todos portadores de deficiências e como tal pediram escusa para não serem apanhados em nenhum conflito de interesses. Acho uma atitude de elevado sentido ético e acho lamentável que pessoas mal intencionadas a venham aqui manchar com insinuações e dúvidas! :P

«Mario Azevedo» - Será que este elemento da CDU não será o mais habilitado para discutir o Tema em análise? Não me digam que querem ir todos para a EDP substituir o Catroga e as suas "pentelhices"!

«David Ribeiro» - A qualidade do Senhor Deputado em questão não está de forma alguma posta em causa, até porque fez uma intervenção interessante, o que se critica é a forma que a CDU utilizou para o trazer à Assembleia. Um dos três deputados eleitos podia ter lido uma comunicação do referido senhor e assim evitavam que considerássemos tudo isto um "malabarismo" desta força política e um inaceitável aproveitamento mediático de um cidadão com mobilidade reduzida.



Publicado por Tovi às 14:14
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Domingo, 7 de Janeiro de 2018
O Expresso nasceu há 45 anos

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Já lá vão 45 anos que apareceu nas bancas um semanário que mudou a forma de fazer jornalismo em Portugal. Eu estava a cumprir o serviço militar obrigatório no Batalhão de Engenharia nº 3, em Santa Margarida, e vivia-se então uma decadente “primavera Marcelista” em que ninguém já acreditava e todos nós esperávamos a todo o momento uma mudança, fosse lá o que ela fosse e quando fosse. E tudo que era novo merecia a nossa atenção. O Expresso era lido e relido, recortava-se e guardava-se, para memória futura, tudo o que tinha a ver com o envolvimento cívico e político dos portugueses. Depois houve o 25 de Abril de 74… e depois aconteceu o 25 de Novembro… fizemos uma Constituição democrática e mais tarde entramos para a Comunidade Europeia… e estes anos todos volvidos ou nos tornamos sépticos quanto ao estado em que se encontra “esta” democracia ou então o Expresso já não é o que era.




Sexta-feira, 3 de Novembro de 2017
Início do julgamento de Pedro Dias

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Começa hoje o julgamento de Pedro Dias, acusado de ter cometido vários homicídios em Aguiar da Beira e encetado posteriormente uma fuga digna de uma autentica série policial. Estou curioso por conhecer quais os motivos que o levaram a iniciar todos estes actos tresloucados, pois embora muito se tenha dito e escrito sobre esta tragédia, eu cá ainda não consegui entender o que é que Pedro Dias fazia na fatídica noite junto de um hotel em construção e abandonado. Nada justifica a carnificina que aconteceu, mas tenho para mim que há sempre um motivo para as coisas acontecerem. E desta vez não consigo entender o que despoletou tudo isto.

 

   No Expresso online ás 14h13

A primeira testemunha a ser questionada foi o militar da GNR que sobreviveu aos disparos alegadamente feitos por Pedro Dias. António Ferreira contou ao tribunal que, a 11 de outubro de 2016, a carrinha onde “Pedro Dias dormia, foi abordada cerca das 2h29”. Num primeiro contacto com o comando da GNR “não havia qualquer pendência com a carrinha ali estacionada”.
Acordado o condutor e vistoriada a caixa de carga, “onde estavam uns jerricans, não houve estranheza”. Uma afirmação contrariada pelo juiz presidente e pela defesa que questionou a testemunha, que é assistente no processo. “Se não havia alarme porque foi feito um segundo contacto para obter informações?”, perguntou a advogada Mónica Quintela que defende o arguido.
O militar da GNR, que exigiu depor com Pedro Dias retirado da sala, não soube responder. Mas esclareceu que “após o alerta sobre a perigosidade do suspeito” e quando Carlos Caetano, o outro militar da patrulha da GNR se dirigia a Pedro Dias, “houve um barulho” que perturbou a intenção de “revistar o suspeito”. E quando focou a atenção “já Carlos Caetano estava no chão, atingido a tiro”. Posteriormente, António Ferreira foi “algemado no interior do carro” e levado para uma zona erma onde Pedro Dias, “com uma pistola numa mão e um pé de cabra noutra, abriu a porta” e lhe disse para sair, tendo disparado em seguida sobre o segundo militar da GNR.
A audiência prossegue por volta das 15h, com a inquirição da mesma testemunha.

 

  No Observador

(…) Quando encontraram Pedro Dias, os dois militares da GNR estavam a fazer uma patrulha por causa dos focos de incêndio que se tinham registado naquela zona. Pedro Dias tinha na carrinha “quatro ou cinco jerricans de combustível” e material agrícola diverso. Quando lhe perguntaram para que servia, o arguido respondeu que este material era para semear aveia. Tanto o juiz Marcos Gonçalves como a advogado de Pedro Dias perguntaram a Ferreira se aquele material não levantou suspeitas e se não pensaram em lavrar “um auto”. “Eu que não sou da GNR e acharia suspeito”, disse o juiz. O militar respondeu que não. Que o arguido mostrou tudo tranquilamente e explicou para que servia o material, logo não havia motivos para um auto de contraordenação. (…) “Quando eu virei a cara, estava ele com a arma”, demonstrou Ferreira, usando a mão direita para exemplificar ao juiz. “Se te mexeres, fodo-te os cornos”, terá dito Pedro Dias, para depois abrir fogo contra o guarda Caetano. “Qual seria a arma?”, perguntou-lhe o juiz. “Devia ser uma 6.35 ou uma 7.65 mm, uma arma pequena”, respondeu. Ferreira disse ainda que, naquele momento, começou a gritar pelo colega. “És burro? Não vês que ele está morto?”, respondeu Pedro Dias, obrigando-o a levantar a mão direita e, com a esquerda, livrar-se do cinturão com o coldre da arma. (...) O guarda Ferreira, que entretanto pediu para se levantar, descreveu as voltas que deu sequestrado no carro patrulha, até que foi parar a um local ermo — que diz desconhecer. Foi obrigado a algemar-se num pinheiro. Baleado, tombou no chão. Quando estava a “perder os sentidos” sentiu que Pedro Dias lhe cobriu o corpo com vegetação. Só mais tarde conseguiu libertar-se. “Tem ideia do que é que Pedro Dias queria ou estava a pensar quando andou consigo no carro?”, perguntou-lhe o juiz. “Não faço ideia o que lhe passou pela cabeça. Ainda hoje não sei”, respondeu Ferreira, que admitiu ter sido impossível escapar. “Não tinha hipótese. A arma estava sempre apontada”. Já à tarde os juízes voltaram a insistir com o militar. Como é que ele se distraiu ao ponto de não ter percebido que Pedro Dias estaria armado e que iria abrir fogo, mesmo depois da informação policial que dava conta de que era um homem perigoso. “Às vezes o nosso cérebro faz coisas que não conseguimos explicar”, disse, mantendo que tudo aconteceu demasiado rápido.



Publicado por Tovi às 10:41
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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Última sondagem

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Depois de termos conhecido hoje o último estudo de opinião feito pela Eurosondagem para o Expresso, a evolução das sondagens para as Autárquicas no Porto é a que se vê no gráfico, comparando sempre com os resultados das duas últimas eleições.



Publicado por Tovi às 09:59
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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017
Terrorismo no Metro de Londres

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Tudo leva a crer estarmos perante um novo ataque terrorista na capital do Reino Unido. As notícias oficiais ainda são escassas e a edição online do “The Guardian” às 11h00 (hora de Portugal Continental) pouco mais dizia que “A terrorist incident has been declared at Parsons Green underground station in west London after reports of an explosion”.

 

  21h40

(Expresso online) - Reino Unido aumenta nível de ameaça terrorista - Engenho de fabrico artesanal causou ferimentos a 29 de pessoas, mas teria sido mais letal caso tivesse funcionado corretamente - houve uma falha. Media britânicos noticiaram que um suspeito já foi identificado, a polícia não confirma. Entretanto, o Daesh reivindicou a autoria do atentado. E o Reino Unido está agora em alerta máximo de terrorismo.



Publicado por Tovi às 11:10
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Sábado, 20 de Maio de 2017
Primeira sondagem sobre as Autárquicas no Porto

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Rui Moreira (Indep.) – 44,8% - 6/7 mandatos
Manuel Pizarro (PS) – 22,2% - 3 mandatos
Álvaro Almeida (PSD) – 15,1% - 2 mandatos
Ilda Figueiredo (CDU) – 6,9% - 1 mandato
João Semedo (BE) – 6% - 0/1 mandato

Atendendo à “badalhoquice” do início desta campanha eleitoral até me parece que os 5,6 pontos percentuais que Rui Moreira tem nesta sondagem acima do resultado das últimas eleições autárquicas são um bom prenúncio para uma maioria absoluta. Mas há que trabalhar que os votos não caem do céu. As autárquicas no Porto são (vão ser) as mais renhidas da próxima consulta eleitoral, sendo por isso normal que se tornem as mais mediáticas e consequentemente alvo das mais variadas sondagens… que, todos sabemos, por vezes são ao gosto dos “clientes”. A Eurosondagem tem no entanto créditos de seriedade e bom trabalho nesta área.



Publicado por Tovi às 08:38
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

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Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2017
Ana Catarina Mendes ao ataque

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O Partido Socialista no seu pior

 

   Comentários no Facebook

«Gianpiero Zignoni» - Olha estes a tentarem colar-se...

«Alfredo Oliveira» - Partido xuxialista como não tem cão de fila à altura desata em desaforos. Basta de xuxialismo sulista.

«Rogerio Parada Figueiredo» - A vitória de Rui Moreira será, com toda a certeza, a vitória do progresso. A vitória de Rui Moreira será a vitória da cidade do Porto e a tristeza daqueles que têm inveja a nossa cidade, tal como está agora, claro!!!

«Jose Antonio Salcedo» - Quem não é capaz de fazer as coisas por si, procura sempre apropriar-se do que os outros fazem.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Fico espantado como continuas a partilhar coisas desse pasquim. Se se fôr ver concretamente as declarações da visada, se calhar não tem nada a ver com o título. Estas publicações só são perigosas se as partilharem. Porque raio é que sabendo da falta de isenção se continua a fazê-lo?

«David Ribeiro» - Se fosse só esta dirigente socialista... muitos dos socialistas cá da Invicta andam sempre a dizer o mesmo e eu já os ouvi com estas orelhinhas que tenho na tolinha.

«Ricardo Castro Ribeiro» - David, dois assuntos diferentes. Um é a falta de credibilidade do Observador. Penso que não se deve dar visibilidade a este pasquim. Outra é o legítimo direito de alguém se associar a uma vitória de alguém que apoia. Eu quando o meu FCP ganha também ganho, ou será que não? Estranho seria se o Bloco ou outro dissessem o mesmo.

«David Ribeiro» - Isto é unicamente uma forma baixa de tentar destabilizar o bom relacionamento existente entre Rui Moreira e dois dos vereadores anteriormente eleitos pelo PS. Pena é que os socialistas portuenses não tenham a coragem de optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se via o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento entre o actual Presidente da Câmara da Invicta e quem quer que seja, seria muito mais válido e fundamentado.

«Ricardo Castro Ribeiro» - O que sei é que o PS apoia Rui Moreira nas eleições. O resto são conjecturas. E também sei que o Observador não dá ponto sem nó.

«David Ribeiro» - Não deve estar actualizado na política da Invicta, amigo Ricardo Castro Ribeiro... Olha que eu sei muito bem o que está a acontecer nesta cidade.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Talvez... Eu só regressei agora ao "meu" Porto. Mas tento manter-me informado. E não é lendo o Observador concerteza

«Gonçalo Graça Moura» - E que pasquins é que são credíveis? Já agora o CDS pode fazer a mesma reclamação...

«Joaquim Pinto da Silva»A lógica é a mesma do PSD... o partido à frente (a cidade e o país talvez a seguir, se der jeito).

«Henrique Camões» - Tendo em conta que a base de apoio do Rui Moreira, não é socialista nem partidária, é de eleitores fartos dos candidatos partidários que decidiram criar uma alternativa, um partido, qualquer que seja, que reivindique uma vitória nestas condições só pode ser masoquista, ou então estar (convenientemente) alheado da realidade.

«Antonio Cardoso» - Muito mau para ser verdade ... então estando eu a votar no Rui Moreira estou a votar no PS????

«Jota Caeiro» - é eminentemente necessária uma tomada de posição quando alguma escroqueria decide inflamar as boas relações entre facções distintas na 'província'. o que vem da rameira lisboa nós já adivinhamos. e quem para lá vai fica assim, senil, e com mau carácter, como todos os governantes políticos, todos eles, que nos enojam profundamente.

 

  Expresso online, hoje às 18h00

Equipa de Rui Moreira reúne-se de emergência para avaliar apoio do PS

Declarações da secretária-geral-adjunta do PS incendeiam recandidatura do presidente da Câmara do Porto. O apoio do PS será avaliado esta quinta-feira à noite pela comissão política do movimento independente “Porto, o Nosso Partido”. Rui Moreira nega negociações partidárias e rejeita colagens abusivas de vitória se for reeleito.
O presidente da Câmara do Porto convocou uma reunião, com caráter urgente, da sua comissão política, um grupo de cidadãos muito próximo e leal que esteve na base do movimento independente “Porto, o Nosso Partido”. O encontro, à porta fechada, foi confirmado ao Expresso por Nuno Santos, assessor de Rui Moreira, e terá por tema único “a análise da situação política atual a nível autárquico”. Mas o Expresso sabe que o próprio apoio do PS ao movimento será avaliado.
O adjunto de Moreira não abre o jogo em relação ao que motivou a reunião de emergência, na qual estarão presentes, entre outros conselheiros de primeira hora da candidatura independente em 2013, Miguel Pereira Leite, presidente da assembleia municipal do Porto, cargo que manterá nas listas da recandidatura independente, e Filipe Araújo, vereador com o pelouro de Inovação e Ambiente. O grupo não contará com representantes partidários, nem do CDS nem do PS.



Publicado por Tovi às 10:28
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Sábado, 22 de Abril de 2017
Primeira página do Expresso de hoje

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Não sei se me devo rir ou ficar preocupado




Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

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Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

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Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Sábado, 25 de Março de 2017
Banho de Sangue em Barcelos

Bolas!... Isto anda mal cá pelo Norte.

Quem tem gente desta para que é que precisa de jihadistas?

   JN – 24Mar2017 ás 21h38

1PBV5LWX.jpgO autor confesso de quatro pessoas em S. Veríssimo, Barcelos, entre as quais uma grávida, está indiciado por quatro crimes de homicídio qualificado e de um crime de aborto. Segundo fonte da Polícia Judiciária, o detido será ouvido na manhã de sábado no Tribunal de Braga para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação. Adelino Briote, de 62 anos, entregou-se às autoridades depois de ter esfaqueado todas as vítimas no pescoço. As vítimas são um casal de 84 anos (ele) e 80 (ela), uma mulher de 62 anos e outra mulher de 37 anos, grávida de sete meses. "Neste caso, como a gravidez era visível, além de que o alegado agressor era vizinho da vítima e como tal saberia perfeitamente do seu estado, penso que em causa estarão um crime de homicídio e um crime de aborto", referiu a fonte da PJ. O quádruplo homicida já teria prometido vingar-se dos vizinhos que testemunharam contra ele ou que se recusaram a depor em seu abono num processo em que foi condenado por violência doméstica. "Já tinha ameaçado que se vingaria", disse o presidente da Junta de Freguesia de S. Veríssimo, João Abreu, aos jornalistas. As agressões à filha e à sogra, com um ferro, registaram-se em março de 2015. Por esse processo, o homem foi condenado numa pena de prisão de três anos e dois meses, suspensa na sua execução, ficando em liberdade. Desde então, e segundo vários testemunhos recolhidos no local do quádruplo homicídio, o homem ameaçou vingar-se quer de quem se recusou a testemunhar em seu abono, quer de quem foi a tribunal dar conta de que presenciou as agressões. O comandante do destacamento da GNR de Barcelos disse que o homem já confessou os crimes. O caso passou, entretanto, para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

   Expresso – 25Mar2017 ás 13h52

O suspeito do quádruplo homicídio em São Veríssimo, Barcelos, vai ficar em prisão preventiva. Este sábado, o homem foi presente ao juiz no Tribunal de Braga. Apesar de já ter confessado a autoria do massacre, agora optou por não responder a qualquer pergunta. Está indiciado por quatro crimes de homicídio.

 

Isto será uma virose que anda aí?...

[Correio da Manhã – 25Mar2017 às 16h27] - Um homem com 50 anos assassinou a mulher à facada, este sábado, em Esmoriz, Ovar. A vítima tinha 51 anos e foi morta num quadro de violência doméstica. Homicida chamou os bombeiros e já foi detido pelas autoridades. O comandante dos bombeiros de Esmoriz, Artur Ferreira, acrescentou que a vítima apresentava "ferimentos nas costas e no abdómen" que levam a crer que a agressão foi feita com uma faca. Depois de cometer o crime, o homicida terá chamado os bombeiros, que, por sua vez, alertaram as autoridades. Os bombeiros ainda tentaram fazer manobras de reanimação, mas a vítima acabou por falecer. O homem entregou-se voluntariamente às autoridades e foi, no entretanto, detido.



Publicado por Tovi às 07:22
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Avião líbio com 118 pessoas a bordo sequestrado

Líbia avião desviado 23Dez2016 aa.jpg

Ainda pouco se sabe neste momento [12h00 em Portugal Continental] mas tudo aponta para que um Airbus A320 de um voo doméstico líbio da Afriqiyah Airways, com 118 pessoas a bordo, tenha sido tomado por um sequestrador que o desviou para Malta e que está a ameaçar fazer explodir o avião.

 

  Expresso, 13h50 de hoje

Sequestradores de avião líbio já foram detidos - Foram detidos os dois sequestradores do Airbus A320 da Afriqiyah Airways, que foi desviado esta sexta-feira de manhã para o aeroporto de La Valetta, em Malta, e foram retirados do aparelho os últimos membros da tripulação, segundo as informações divulgadas pelo primeiro-ministro do país, Joseph Muscat, que tem estado a avançar informações sobre a operação a partir da sua conta do Twitter. Os dois sequestradores têm cerca de 20 anos e, de acordo com o presidente da Câmara de Sebha, Hamed al-Khayali, estavam armados com granadas que ameaçavam detonar caso não lhes fosse concedido asilo político. O ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de União Nacional líbio, Taher Siala, indicou que os dois homens queriam também anunciar a criação de um partido político pró-Khadafi. O aparelho efetuava um voo doméstico na Líbia - saíra da cidade de Sebha, no sul do país, às 8h10 de Lisboa, com destino a Trípoli -, quando foi desviado pelos dois sequestradores. O piloto tentou aterrar na Líbia, mas foi obrigado a desviar a rota. Aterrou em La Valetta cerca das 10h30. Entre as 118 pessoas que se encontravam a bordo, 111 eram passageiros (82 homens, 28 mulheres e uma criança) e os restantes eram membros da tripulação.



Publicado por Tovi às 12:08
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016
Terá sido um ataque terrorista?

Ataque terrorista em Berlim 19Dez2016.jpg

Continua a haver dúvidas se foi ou não um ataque terrorista o que aconteceu ao fim do dia de segunda-feira em Berlim, quando um camião com matrícula polaca irrompeu num mercado de Natal na Breitscheidplatz, provocando a morte a 12 pessoas e cerca de 50 feridos, alguns em estado grave. As autoridades alemãs inicialmente disseram que o condutor do camião era um refugiado de 23 anos, de origem paquistanesa, sem antecedentes relacionados com terrorismo, que chegou à Alemanha a 31 de dezembro de 2015 e que se fixou em Berlim há cerca de dez meses. Este indivíduo tinha sido detido pouco depois do ataque, mas negou sempre as acusações de que era alvo, tendo posteriormente a polícia assumido que tinha detido o homem errado e que continuava à procura do autor do atentado. Aguardemos… mas a pressa nunca foi boa conselheira e a polícia alemã espalhou-se ao comprido neste trágico dia.

 


Ataque terrorista em Berlim 20Dez2016.jpg

 

  10h00 de 21Dez2016

Ainda há muito por averiguar (ou tornar publico) no que se refere ao que aconteceu em Berlim na segunda-feira ao fim do dia. De concreto sabe-se que um camião saiu da estrada e entrou numa zona pedonal na praça Breitscheidplatz, em Berlim, onde estava instalado um mercado de Natal. O resultado trágico foi de 12 mortos e 48 feridos. Inicialmente as autoridades alemãs evitaram usar expressões como “ataque terrorista” e só na terça-feira pela manhã, o ministro do Interior alemão Thomas de Maizière confirmou que o incidente se tratava de um atentado. Angela Merkel falou ao país e disse: “Há muito que ainda não sabemos com suficiente clareza, mas temos de assumir que foi um ataque terrorista”. Nessa mesma noite de segunda-feira, foi detido um suspeito de estar envolvido no atentado, um paquistanês de 23 anos, que segundo o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, não tinha antecedentes relacionados com terrorismo. O suspeito negou sempre o envolvimento no ataque e o chefe da polícia de Berlim, Klaus Kandt, acabou por anunciar que não era possível confirmar se o indivíduo detido era o condutor do camião, como anteriormente se pensara, ficando no ar a possibilidade de o verdadeiro responsável pelo morte de 12 pessoas ainda estar em fuga. O paquistanês foi libertado. O homem de origem polaca morto no ataque com um tiro e encontrado pela polícia dentro do camião foi identificado como Lukasz Urban, tinha 37 anos e era da zona da ocidental da Polónia, perto da fronteira com a Alemanha, não estando ainda oficialmente confirmado se era o condutor a quem o camião estava confiado, embora tudo leve a crer que sim.

 

  Comentário no Facebook às 13h30 de hoje

Ataque terrorista em Berlim 21Dez2016.jpg«Nuno Rogeiro» - A polícia alemã procura este homem, suspeito de ter sido o responsável pelo ataque do Daesh a Berlim. Ananis (ou Anis) A., tunisino, de 23 anos, nascido em Tataouine, Pediu asilo em 2016, foi rejeitado, mas conseguiu autorização de permanência temporária no Norte do Reno-Vestfália. Estava associado ao pregador Abu Walaa, preso em Novembro. Detido em Friedrichshafen, já este ano, com um passaporte falso italiano, mas outra vez libertado. Detido em Dortmund, suspeito de preparar um ataque, mas solto por falta de provas. Vivia no campo de refugiados de Emmerich am Rhein, perto da fronteira holandesa, em Kleve. Tinha iniciado um outro processo de asilo. A sua história alemã parece ser isso: uma longa série de actos preparatórios. Está ferido, é perigoso, está armado.
O que se sabe, ou se supõe: Anis Amri matou o motorista polaco do camião Scania, que tentou opôr-se ao acto selvagem. Usou uma pistola de calibre 5.6 mm/0.22 e uma faca. Ficou também ferido na luta. As amostras de ADN levaram a polícia a juntar as peças que faltavam. Um documento encontrado na cabine completou o puzzle. A presunção é de que tudo tenha sido planeado pelo alegado «comando» da Daesh na Alemanha, controlado por um grupo que veio da Síria, pela «rota balcânica».
100 mil euros de recompensa. Que devem ser vistos como incentivo a que o fugitivo, e a sua célula, sejam neutralizados. Mas isto põe em causa tantas coisas sobre a parte securitária do asilo, o problema dos bancos de dados Schengen, da vigilância por CCTV, da relação entre BND, BFV, BKA e polícias federais e estaduais, e destas com os grupos de intervenção (SEK, GSG9, etc), que estamos só perante um começo.

 

  Expresso, 11h54 de 23Dez2016

Ministro italiano confirma que suspeito de atentado em Berlim foi abatido pela polícia
Anis Amri, o tunisino suspeito de ter conduzido o camião que abalroou o mercado de natal da Breitscheidplatz, em Berlim, foi abatido esta sexta-feira pela polícia italiana, em Milão. A notícia foi avançada pela agência Reuters e confirmada esta manhã pelo ministro do Interior italiano, numa conferência de imprensa.

De acordo o ministro Marco Minniti, o suspeito foi abatido pela polícia depois ter disparado contra um agente das forças de segurança, num controle de segurança em que lhe pediram que mostrasse o seu documento de identificação, às 3h desta madrugada.
O polícia atingido ficou ferido sem gravidade e encontra-se internado no hospital. “Não há qualquer dúvida de que o homem abatido pela polícia é o mesmo que era procurado pelas forças policiais alemãs”, suspeito de ser responsável pelo ataque que provocou a morte de 12 pessoas e feriu outras 46 num mercado em Berlim, disse o ministro. Numa mensagem publicada no Facebook, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi elogiou as forças de segurança italianas pela sua “qualidade extraordinária e profissionalismo”.
De acordo com a agência Ansa, Anis Amri foi abatido pela polícia em frente à estação de Sesto San Giovanni, em Milão. O seu irmão Abdelkader Amri, que esta semana disse aos jornalistas, a partir da casa da família na Tunísia, que acreditava na inocência de Anis e que ele saiu de casa “por razões económicas, para trabalhar e ajudar a família” e não por causa do terrorismo, disse esta manhã estar “chocado” com o sucedido e recusou-se a prestar mais declarações sobre o assunto.
Na quinta-feira, as autoridades confirmaram ter encontrado impressões digitais de Amri dentro do camião usado para executar o ataque, que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Perante isto, o ministro alemão do Interior informou que Amri é, “com alta probabilidade”, o autor do atentado de Berlim.
“Podemos dizer-vos hoje que há provas adicionais de que este suspeito é com alta probabilidade o autor” do atentado, disse Maizière esta quinta-feira, durante uma visita às instalações em Berlim do Departamento Federal de Investigação Criminal (BKA). “Foram encontradas impressões digitais na cabina e há outras indicações adicionais que sugerem isto”, disse ainda. “É crucial que a caça ao homem seja concluída tão depressa quanto possível”, acrescentou o ministro.



Publicado por Tovi às 08:19
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