"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 18 de Outubro de 2020
A opinião livre, lúcida e independente de Rui Moreira
O Estado detém agora 72,5% do capital da TAP… Quem ficou a ganhar?
 
     No Expresso deste fim-de-semana

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É difícil gostar de quem nos abandona
Há quatro anos, em “TAP- A Caixa Negra”, escrevi que não é uma empresa vulgar. É a última das “empresas coloniais”. A reversão parcial da privatização, ocorrida então, constituíra uma medida meramente ideológica, porque o Estado abdicou, ao recuperar a posição dominante, de ter voz na gestão corrente e na estratégia que determinaria o serviço a prestar. Ao optar por ser “silent partner”, o Estado deixara que a empresa continuasse a ser gerida unicamente pelo Sr. Nielman. Por critérios exclusivamente privados.
O que se passou entretanto? Sem surpresa, Antonoaldo Neves revelou-se mais competente que o seu antecessor. Fernando Pinto, para além da tragédia do “handling” no Brasil, capturou as loas da subserviente clientela opinativa da capital, mas deixou a TAP em situação de aflição. Antonoaldo arrepiou caminho. Concluiu que a política de abandono do Porto e a concentração no “hub” de Lisboa constituíra um erro crasso: a concorrência aproveitara a saída da TAP de um importante segmento do mercado, e assegurou as ligações directas que a crescente procura pelo aeroporto do Porto ia viabilizando, enquanto a ponte aérea se saldara num fracasso por razões operacionais resultantes da inadequação da frota e do esgotamento da Portela.
Quando a crise bateu à porta, a TAP ensaiava essa inversão de rumo. Estava em curso a retoma dos voos directos do Porto para os EUA e Brasil. Nielman desenhara um plano de reapetrechamento com a aquisição de 71 aviões à Airbus que resultaria em economias operacionais e no reforço da componente intercontinental, apesar das eternas dificuldades com os tripulantes de cabine devido aos privilégios e benesses desajustados à concorrência e à operação de uma companhia contemporânea.
Se o primeiro trimestre anunciava um possível resultado positivo em 2020, a pandemia tornou tudo irrelevante. Com os aviões em terra, os privados procuraram, legitimamente, mitigar as suas consequências. Nielman fez o “bluff” que lhe interessava: provocou o Governo, que se viu confrontado entre deixar a companhia ir à falência ou intervir de forma musculada. A opção pela renacionalização era expectável, pela tentação ideológica e pelo interesse que a TAP tem para a capital. Invocou-se, aliás, o turismo de Lisboa como argumento para manter a companhia. Um argumento insólito, porque mal estaria Lisboa se precisasse da TAP para ser competitiva enquanto destino turístico de excelência, e porque esquece que o Norte, o Algarve e a Madeira também têm turismo. E não têm a TAP.
Sei que alguns continuarão a dizer que, se a TAP não oferece serviço ao Porto, é porque esse não é um bom negócio. Disseram-no quando era semiprivada, e continuarão a dizê-lo agora. Curiosamente, o que para a TAP é mau negócio parece ser bom negócio para a Lufthansa, companhia de bandeira que hoje transporta mais passageiros de e para o Porto do que a TAP e não custa um cêntimo ao nosso erário público. Mas, admitindo que a realidade económica das duas companhias de bandeira seja diferente, fica a questão: se a TAP deve olhar ao bom negócio, conseguirá demonstrar que o negócio que concentra (de e para Lisboa) é bom e algum dia será sustentável?
A verdade é que o Estado detém agora 72,5% do capital. Quem ficou, para já, a ganhar? Seguramente o accionista estrangeiro (que salvou algum património e se libertou de garantias), os bancos financiadores, e os trabalhadores históricos da TAP.
O que ninguém conseguiu explicar é onde começa e termina o interesse estratégico de manter a empresa. Ninguém nos disse que parte da operação é estratégica para o interesse nacional, ou quem e como chegou a essa conclusão. Ninguém avaliou o custo comparado de proceder à liquidação ordeira (envolvendo os accionistas privados e salvaguardando direitos laborais) ou de manter esses accionistas e partir para a criação de duas novas empresas aéreas mais sustentáveis e com um diferente grau de especialização: um operador de bandeira e um operador intraeuropeu, como tem sucedido com outras companhias europeias.
Sabe-se que a TAP acaba de anular ou adiar as encomendas à Airbus e avalia a venda de alguns dos seus 108 aviões e a devolução de outros que opera em regime de locação; que perdeu quase 200 milhões de euros em contratos de combustíveis e em cambiais; que a dívida bancária já excede 1,4 mil milhões de euros; que reduziu significativamente o seu quadro de pessoal e que, como é típico em Portugal, os sacrificados foram os trabalhadores mais recentes, com contrato a prazo, enquanto os outros mantêm todos os seus direitos e benefícios. E sabe-se que a empresa já recebeu 40 porcento do empréstimo de Estado de 1,2 mil milhões de Euros, faltando apresentar a Bruxelas um plano de reestruturação.
Em 2016, na conclusão do meu livro, escrevi que, não querendo ter razão, temia que estivéssemos a assistir ao fim da empresa, que fossemos ser chamados, enquanto contribuintes, a pagar o seu gigantesco passivo e acabássemos então, mais pobres, sem glória e sem companhia de bandeira. Ainda que por razões diferentes, e em contexto mais difícil, a minha preocupação é hoje apenas maior.
“A TAP é do povo português para o bem e para o mal”, disse o Ministro. É uma lapalissada que a ninguém comove. O que importa é perceber para que nos serve, a quantos de nós serve. Para que não seja um vício caro, numa altura em que tantos estão a perder os seus empregos e os seus negócios, é necessária uma reestruturação que dificilmente será feita na esfera da gestão pública, e que dificilmente questionará velhos paradigmas. Se o interesse estratégico é, apenas, o de promover Lisboa, então concentrem a operação na capital mas disponibilizem verbas proporcionais ao Norte, ao Algarve, à Madeira e aos Açores que seguramente não terão dificuldade em encontrar outros motores, e outros operadores aéreos que apostarão na sua retoma. Se o interesse estratégico é o de garantir ligações estratégicas às regiões autónomas e a alguns PALOP, coisa que a TAP não tem feito de forma regular ou eficiente, então avaliem o custo e recordem-se que temos três aeroportos no continente.
E, por favor, não digam que não gostamos da TAP. É difícil gostar de uma empresa que de pouco nos serve, que nos abandona à primeira dificuldade, e que não serve os interesses do povo.



Publicado por Tovi às 07:26
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Sábado, 17 de Outubro de 2020
Situação hospitalar de internamento em UCI

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(Artigos do Expresso deste fim-de-semana)

O número crescente de infetados por Covid-19 é preocupante, é certo, mas o GRAVE é a situação hospitalar, principalmente nos internamentos em UCI.

 
   Comentários no Facebook
Joaquim Figueiredo - E se não tivermos juízo as coisas vão piorar
José Lachado - A falta de juízo da população, acrescido do desinvestimento na saúde e falta de profissionais, desde os tempos da ministra Manuela Ferreira Leite, levam a um certo descontrolo. Mas, na Europa o cenário não é melhor. Haja bom senso. Levem esta pandemia a sério!
 
 
   Evolução da situação hospitalar em Portugal
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Publicado por Tovi às 09:43
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020
E s c a n d a l o s o ! . . .

O "casamento" de Rui Rio e António Costa em todo o seu esplendor... com a bênção do Marcelo.
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    Porto, O Nosso Movimento

Não passarão!
O Presidente da República promulgou hoje a lei que altera as regras para os movimentos independentes que concorrem às eleições autárquicas. Completa-se assim um ciclo iniciado em 2017, quando o PSD tentou, através dos tribunais, impedir a candidatura do movimento RUI MOREIRA PORTO O NOSSO PARTIDO.  Derrotado nas urnas, derrotado que já fora na secretaria, Rui Rio não desistiu. Não por persistência, mas antes por obsessão. São conhecidas estas suas obsessões e birras. E que só é democrata quando lhe convém.
No âmbito do seu recente e subserviente casamento com o PS, negociou o dote e conseguiu ver aprovada uma lei que tem como único alvo óbvio o movimento que venceu as duas últimas eleições no Porto, e libertou a cidade do cinzentismo ‘riista’. Ou seja, uma lei à medida, à medida da sua birra.
Assim, o Movimento fica impedido de se recandidatar com o nome com que venceu as últimas eleições, não podendo utilizar a palavra “partido” e não podendo utilizar o nome do candidato à Câmara nas siglas das listas concorrentes às Freguesias.

Tudo isto engendrado, como é indesmentível, para enganar e confundir o eleitor, e com o topete de afirmar nos considerandos que é isso que se pretende evitar.
Hoje é, por isso, um dia triste para a democracia e de júbilo biliar para o Dr. Rui Rio. Não é por isso, ainda assim, que desistiremos. Para isso, terão de inventar um outro proibicionismo qualquer.

Mas, com todo o “fair play”, deixamos aqui um desafio ao Dr. Rio:
Apresente-se como candidato ao Porto com os poucos do PSD que ainda o apoiam, peça apoio aos seus “compagnons de route” e aliados do PS e, já agora, convide o Chega. Chame-lhe coligação Rio, porque a lei permite isso aos partidos, e venha a jogo. Às claras. O Porto cá os espera!

 

   No Expresso

Rui Moreira inibido de repetir sigla que venceu as autárquicas…

   No Jornal de Notícias

Moreira desafia Rio a candidatar-se ao Porto…



Publicado por Tovi às 18:27
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2020
Tragédia no lar de Reguengos de Monsaraz

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Fazendo fé no que nos relata Marta Gonçalves nesta notícia do Expresso o que se passou no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, é GRAVÍSSIMO… aguardemos o desenrolar dos acontecimentos, sendo certo que o Terreiro do Paço vai sacudir a água do capote, como habitualmente. Uma das funções do Estado é a FISCALIZAÇÃO e para já, faltando-me mais informação, é nisto que o Terreiro do Paço falhou.

  Notícia completa aqui

  Inquérito da Ordem dos Médicos



Publicado por Tovi às 07:16
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Sábado, 15 de Agosto de 2020
Um autêntico “Tratado de Tordesilhas” PS/PSD

   Isabel Paulo no Expresso
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As primeiras eleições indiretas para os presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), previstas para outubro, prometem nascer sob o signo da polémica, vistas por alguns autarcas do Norte como um passo em falso na descentralização do país. Em causa estão as negociações entre António Costa e Rui Rio para a escolha dos futuros líderes regionais, conduzidas “a partir de Lisboa” pelos “diretórios políticos dos dois principais partidos”. A advertência ao “reforço do centralismo” das entidades gestoras dos fundos da União Europeia e dos apoios comunitários à crise pandémica é feita por Rui Moreira, que teme o efeito spill over em benefício da capital.
Depois de o independente ‘Porto, o Nosso Movimento’ de Rui Moreira ter alertado que a eleição indireta é uma forma “de o bloco central repartir cargos, assegurando ao PSD o magro quinhão que o PS lhe adjudica”, o presidente da Câmara do Porto avança ao Expresso que está a ponderar “não participar no ato eleitoral”, não só por contestar “o caldinho” gizado pelo ‘Tratado de Tordesilhas’ mas por discordar do timing eleitoral, que acontece a um ano das autárquicas. “Não me sinto legitimado para votar numa direção eleita para os próximos cinco anos, quando só tenho mais um ano de mandato”, diz o autarca, defensor do sufrágio direto e universal das CCDR e coincidente com o ciclo autárquico.
Rui Moreira é ainda crítico do colégio eleitoral que votará os presidentes das CCDR, composto por presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia, vereadores e deputados municipais. Para o autarca, que é contrário à “municipalização das CCDR”, não faz sentido que tenham sido arredadas do universo eleitoral as associações patronais e a academia. Ao que o Expresso apurou, na divisão dos cargos caberá ao PS a escolha dos presidentes das CCDR Centro, LVT, Alentejo e Algarve, ficando a CCDR-Norte na esfera dos sociais-democratas. A confirmar-se a partilha, o atual presidente, Freire de Sousa, deverá sair, justificada por fonte da distrital do PSD/Porto por ser casado com Elisa Ferreira, comissária europeia com a pasta da Coesão e Reformas, responsável pela atribuição de fundos regionais. Moreira lembra, porém, que o Parlamento Europeu “já aclarou não existir conflito de interesses”, frisando ser nocivo afastar Freire de Sousa, dada a sua “comprovada” capacidade negocial e de gestão do território.
O presidente da Câmara de Famalicão também é contra a troca de Freire de Sousa. O social-democrata Paulo Cunha diz-se “preocupado” com “as negociações” entre Costa e Rio, em vez de se estarem “a discutir competências”. Também avalia como “positiva” a gestão do atual líder da CCDR-N e “negativa” a mudança de dirigentes a um ano das autárquicas, ou seja, quando os autarcas-eleitores já têm “80% do seu mandato cumprido”. Um ano depois da nomeação de Elisa Ferreira, Paulo Cunha afirma ser “até maldosa” a insinuação da incompatibilidade de Freire de Sousa. Aires Pereira, autarca ‘laranja’ da Póvoa de Varzim, é outro dos críticos do sufrágio semidireto e do timing do mesmo, afirmando que “o modelo reflete a falta de coragem política” do PS e PSD em assumirem a regionalização.



Publicado por Tovi às 11:09
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Terça-feira, 23 de Junho de 2020
São João do Porto

Fui ontem à WikiPédia, para um trabalhito que estou a elaborar… e o que lá está escrito sobre o São João do Porto até não é desprezível.


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(A Praça da Ribeira, na noite de São João - Hugo Cadavez 2008jun23)

O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do São João do Porto tem origem no solstício de Verão e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.
Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspeto fálico. Nos anos 70, nas Fontainhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Luís I. O fogo de artifício chega a durar mais de 15 minutos e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espetáculo multimédia.
Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
Não se conhece com rigor quando teve início a festa do São João do Porto. Sabe-se, pelos registos do Séc XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.
É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.
Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à atual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.

 

   11h50 da Noite de São João

Nós sabíamos que este ano era necessário um SÃO JOÃO especial… e assim foi. E perto da meia-noite a Praça Almeida Garrett estava assim.
(Foto de “Autocarros do Porto”)
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   Expresso online

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“Parece um enterro”, mas não foi… foi sim uma afirmação coletiva e consciente de quem acredita no futuro, como os portuenses acreditam, e por isso são capazes de sacrificar o presente.



Publicado por Tovi às 07:20
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2020
O incêndio de Pedrógão foi há exatamente três anos

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   Paula Santos, Diretora-adjunta do Expresso

Ao todo morreram 66 pessoas, nove eram crianças. O incêndio começou num sábado à hora do almoço sem que ninguém o travasse nas horas que se seguiram. Galgou muros, ruas, atravessou casas, espalhou-se pela floresta e pelo mato, apanhou tudo e todos de surpresa e alimentou-se de falhas de outros tantos. A começar pelos serviços de emergência e segurança, sob alçada do Estado.



Publicado por Tovi às 11:06
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2020
Ataques terroristas no norte de Moçambique

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Não restam dúvidas que no norte de Moçambique são os recursos naturais que desencadearam o extremismo violento islâmico, mas não é só no norte da nossa antiga colónia do sudeste do Continente Africano. O Estado Islâmico esta a tentar voltar a conquistar o Sinai, no Egipto, aproveitando a facto do Governo local estar em crise pela pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2 (Dados da WHO para o Egipto: Total de casos confirmados até 11jun - 38.284; Total de mortes - 13,6 por milhão de habitantes). Cabo Delgado, província moçambicana onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por homens armados, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista. E cá pelo nosso cantinho à beira mar plantado até parece que nesta zona de Africa nada se passa, tal é o silêncio da nossa comunicação social.

 

  Raquel Moleiro, no “Expresso Curto” de hoje
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Publicado por Tovi às 07:57
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Sábado, 13 de Junho de 2020
Tabu de Moreira condiciona PS e PSD

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(Artigo de Miguel Santos Carrapatoso, no Expresso deste fim-de-semana)

 

A ano e meio das próximas Autárquicas já andam todos a fazer contas… e Rui Moreira, muito bem, não lhes fará o favor de desfazer o tabu.



Publicado por Tovi às 17:42
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2020
Estátua do Padre António Vieira vandalizada em Lisboa

Lembram-se?... Os Taliban andam por aí. 
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  Comentários no Facebook

Jose Antonio Salcedo - Sim, a lógica é a mesma: um bando de pobres diabos ignorantes atiçados por manipuladores que deveriam estar na cadeia por muitos anos.

Cristina Machado - O Nigel Farage fez exactamente essa comparação e teve como resultado o seu despedimento imediato e não prorrogação do contrato que tinha para um programa de rádio.

David Ribeiro - Cristina Machado, sorte a minha que não sou avençado por nenhuma comunicação social. 😉

Jose Antonio Salcedo - David Ribeiro, Nem eu! Eu faço essa comparação (comunismo/fascismo) há muitos anos, de forma explicita, justificada e pública.

 

  Ricardo Marques, jornalista no Expresso

A estátua, por maior que seja, é um bicho fácil de caçar. A sua principal fraqueza é estar permanentemente num estado de imobilidade absoluta. E apesar de não emitir qualquer som, capaz por exemplo de alertar outras estátuas em caso de perigo, a estátua comum é capaz de contar a mesma história durante vários séculos.

 

  Wikipédia, a enciclopédia livre

António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador, 18 de julho de 1697) mais conhecido como Padre António Vieira, foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi). António Vieira defendeu os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
António Vieira chegou à Bahia, onde em 1619 seu pai passou a trabalhar como escrivão no Tribunal da Relação da Bahia, o que motivou a vinda de toda a família. Em 1614, iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde, principiando com dificuldades, veio a tornar-se um brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em 5 de maio de 1623. Em 1624, quando na invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. A partir do final de 1626 ou do início 1627, começou a atuar como professor de Retórica em Olinda. Retornou a Salvador para completar seus estudos, onde em 10 de dezembro de 1634, foi ordenando sacerdote. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador. Em 1638, foi nomeado como professor de teologia do Colégio Jesuíta de Salvador. Após a Restauração da Independência (1640), em 1641 regressou a Lisboa iniciando uma carreira diplomática, pois integrava a missão que ia ao Reino prestar obediência ao novo monarca.

 

  Olha-m’ este!... Quem não o conhecer que o compre
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   Internacinal

Colombo, Rainha Vitória, Leopoldo II, Churchill: dos EUA à Nova Zelândia, há estátuas vandalizadas, decapitadas e retiradas.



Publicado por Tovi às 09:23
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2020
Continuidade nas Finanças

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Foi anunciada a saída do Ministério das Finanças de Mário Centeno, “pai do primeiro superavit da democracia portuguesa”, e entra João Leão, tímido, workaholic e tecnicamente forte, apelidado na área das contas públicas portuguesas de “artífice das cativações”.

 


O presidente da República considerou que Mário Centeno foi "das principais personalidades políticas" do país nos últimos anos, mas disse "respeitar" a sua decisão de deixar o Governo. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que o novo ministro das Finanças, João Leão, dá "uma garantia de continuidade que é fundamental".

 


A determinação é uma característica rara. Há quem a confunda com teimosia, mas são coisas diferentes. Costa é teimoso, Centeno é determinado. E ele decidiu que o fim do seu ciclo era no claro meio de um ciclo. (Henrique Monteiro no Expresso)



Publicado por Tovi às 07:41
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Sábado, 30 de Maio de 2020
COVID-19 - Câmaras dão tudo para relançar a economia

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   “Expresso – Economia” deste fim-de-semana

“No Porto, onde claramente se sente o abalo da covid-19 é no turismo, e antes de setembro ou outubro será prematuro tentar perceber o impacto estrutural desta crise provocada pela paragem brusca da atividade económica”, diz Ricardo Valente, vereador municipal com o pelouro da Economia.
Os números da taxa turística dão uma primeira ideia do que pode estar em causa: depois dos €15 milhões arrecadados pela autarquia em 2019, o Orçamento retificativo de 2020 aponta apenas para €5 milhões, “uma quebra brutal”, num ano que registava, até abril, um crescimento de 20% face ao exercício anterior.
Já nos investimentos empresariais em curso, o vereador garante “não haver um impacto claro da pandemia”. “A Natixis e a Critical Techworks continuam a crescer e a contratar, mostrando que a dinâmica dos negócios internacionais se mantém em forma. Boa parte dos projetos que o Porto atraiu nos últimos anos são coisas como centros tecnológicos e de inovação. São o futuro das empresas e, por isso, mesmo, são o que é poupado em momentos de crise e redução de custos”, justifica.
Das empresas locais, “também chegam sinais animadores, como a compra dos ingleses da Iontas pela portuense FairJournay Biologics, que reforça o estatuto de líder mundial na descoberta e fabricação de anticorpos. Aliás, o número de processos tramitados em abril representou 70% de um mês normal, “indicando que as coisas continuam a acontecer”, sublinha.
“O turismo foi decisivo para pôr o Porto na moda, mas em 2018 e 2019 mais de 60% do investimento realizado aqui já teve uma base corporativa e o principal fluxo veio da instalação de empresas”, adianta. Mas há sombras no horizonte, até porque o novo ambiente económico global e “uma eventual deriva nacionalista pode reverter a lógica de internacionalização das empresas que têm vindo a escolher a cidade”.
Assim, num concelho ainda na “fase de arranque do seu trajeto de regeneração económica, alicerçado na utilização de casos de sucesso de outros investidores como cartão de visita para atrair novas empresas”, este é o momento de jogar ao ataque e atuar: “Vamos voltar à carga, vamos vender a cidade pelo mundo fora” anuncia.
Sabe que o futuro da operação aeroportuária será decisivo no que vai acontecer nos próximos tempos e, apesar da polémica à volta das rotas da TAP, conta “como trunfos” com companhias que já se posicionaram para ligar a cidade e a região ao mundo, da Lufthansa à Luxair, Turkish Airlines, Ryanair ou EasyJet.
Ao nível da economia local, há benefícios fiscais e isenção do pagamento de taxas municipais a comerciantes e outros agentes económicos, estimadas em €315 mil. Há, ainda, um novo Fundo Municipal de apoio ao investimento e desenvolvimento económico, dirigido a startups, microempresas e PME da cidade, de forma a responder aos novos desafios da economia e contribuir para que os negócios e postos de trabalho se mantenham através do acesso a capital ou reforço de liquidez. Nos grandes projetos, o destaque vai para a expansão do Metro do Porto, orçada em €365 milhões.



Publicado por Tovi às 10:54
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Sexta-feira, 20 de Março de 2020
Rui Moreira… no Expresso

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Ultrapassado o pico da crise, algures nos próximos meses, precisaremos de restabelecer a normalidade possível. Como fizemos com a ameaça terrorista, com a qual nos habituámos agora a viver.

Muitos usos e costumes serão alterados: é provável que o aperto de mão e o beijinho deixem de ser coisa vulgar, e é quase inevitável que muitos de nós optem por utilizar máscaras no exterior e nos transportes públicos, o que aliás já era um comportamento vulgar no Extremo-Oriente.

No futuro imediato, a redução na produção não conseguirá recuperar a tempo de compensar o ressurgimento da procura.

A curva ascendente nunca será tão acentuada como foi a curva descendente dos mercados, nestes dias de crise. Surgirão, seguramente, novas oportunidades, novas modas e novos conceitos na distribuição.

É muito possível que, com o medo e depois do medo, e tal como acontece depois de qualquer guerra, surja uma relativa primavera demográfica.

Com a muito provável falência do sistema bancário privado, os cidadãos – e até os pequenos e médios empresários – irão exigir que o Estado, direta ou indiretamente, passe a atuar como agente de crédito. Porque ninguém será capaz de explicar um novo resgate.

Os nacionalismos e os populismos continuarão a fazer o seu caminho. Mas também isso é uma crise que mais cedo ou mais tarde passará. É uma fase, uma moda, um palco de gente excitada.

No dia em que voltarmos a poder sair à rua, já ninguém quererá perder o seu tempo a olhar as goelas infetadas no Facebook.

   Notícia completa aqui



Publicado por Tovi às 10:52
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2020
Urgente a criação das regiões administrativas

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Está agendada para o dia 19 de fevereiro a discussão da iniciativa legislativa do PCP que propõe o calendário e o procedimento para a criação das regiões administrativas. Propõe-se que seja um processo democrático e nos termos constitucionais, auscultando as Assembleias Municipais sobre os dois mapas em concreto das regiões administrativas, o referente à legislação de 1998 e que foi submetido a referendo e outro correspondente às cinco regiões coincidentes com as CCDR, aprovar no 1.º trimestre de 2021 a lei de criação das regiões administrativas, bem como a proposta de convocação de um referendo a realizar-se no segundo trimestre de 2021, com vista a proceder-se à eleição dos órgãos das regiões administrativas em data coincidente com as eleições autárquicas de 2021. Muito se tem dito e escrito sobre a regionalização, mas no próximo dia 19 de fevereiro os partidos terão de tomar uma decisão perante a proposta concreta em debate.
A regionalização é um imperativo constitucional que está por concretizar há mais de quatro décadas, num processo que tem conhecido atrasos e mistificações, com o objetivo de procurar impedir a sua realização.
Não falta quem diga publicamente que é defensor da regionalização, mas na hora da verdade vai utilizando todos os pretextos, incluindo os mais demagógicos e reacionários, para fugir à sua concretização. Ou por vezes afirmando tão somente, que não é o momento, e vai-se sucessivamente adiando, porque nunca é o tal momento. Enquanto não se toma a decisão, por falta de vontade política, de PS, PSD e CDS, assiste-se ao agravar das desigualdades e das assimetrias entre territórios, não se potenciando o desenvolvimento regional na sua plenitude.
Para aqueles que ainda tenham dúvidas sobre as vantagens da concretização da regionalização, deixo alguns tópicos para reflexão.
Em primeiro lugar a regionalização é parte integrante da descentralização do país. Não faz sentido acenar com a bandeira da descentralização sem uma abordagem séria sobre os diferentes níveis de poder, o central, o regional e o local. A verdade é que continua a persistir a ausência do nível de poder regional.
Em segundo, a criação das regiões administrativas permite dar coerência à organização administrativa do Estado, permitindo atribuir as competências ao nível de poder que está em melhores condições para as desenvolver. Há uma excessiva centralização na Administração Central, mas a resposta não é desresponsabilizar e transferir o que é incómodo para a Administração Local.
Em terceiro, permite garantir serviços públicos com mais qualidade e mais eficiência.
Em quarto lugar, a regionalização é um elemento fundamental para a promoção do desenvolvimento regional e o combate às assimetrias existentes entre territórios, potenciado um desenvolvimento mais harmonioso das regiões e do país.
Em quinto lugar, mas não de menos importância, a criação das regiões administrativas, com órgãos próprios, eleitos diretamente pela população, contribui para o aprofundamento do regime democrático e para o incremento da participação popular na vida coletiva.



Publicado por Tovi às 09:44
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2020
“Equívocos e mal entendidos”… no CDS

  Expresso, 1fev2020

Nota da direção do Expresso sobre Abel Matos Santos e a direção do CDS

Depois do comunicado público da Comissão Executiva do CDS emitida esta sexta-feira à noite [31jan2020], cumpre à direção do Expresso afirmar o seguinte:
- Um membro da nova direção do partido, Abel Matos Santos, escreveu na sua página pública do Facebook, onde tem por norma publicar as suas posições políticas, frases como esta (datada de 2012): “Porque será que defendem Sousa Mendes, que foi um agiota dos judeus?”. A frase tinha como contexto uma notícia do “Público” titulada “Embaixador de Israel diz que Portugal tem uma «nódoa» que os judeus não esquecem”.
- O mesmo Abel Matos Santos escreveu, no mesmo sítio, em 2015, “Viva Salazar! E ele vive mesmo! Façam o que fizerem, mudem o nome da ponte que ele fez, apaguem nomes de ruas, mintam sobre ele, façam o que fizerem nunca conseguirão apagar a sua memória e o seu vasto legado! Foi sem dúvida alguma um dos maiores e melhores portugueses de sempre!”. O contexto era, na sua própria página do Facebook, um link de uma notícia da TSF com o seguinte título: “O que fazer com a memória de um ditador?”.
- No seu comunicado desta sexta-feira, a direção do CDS diz que estas declarações são “equívocos e mal entendidos”, afirma que as declarações foram “repristinadas apenas com o firme propósito de prejudicar todo o CDS” e acusa o Expresso de querer “colar” o que diz ser “um rótulo ignóbil”.
- Face a isto, à direção do Expresso cabe apenas deixar claro o seguinte:
As frases que o Expresso reproduziu do Facebook de Abel Matos Santos constam da notícia do Expresso com rigorosa exatidão e com o contexto exato em que foram publicadas. De resto, o contexto sobre Aristides de Sousa Mendes, Salazar e a PIDE não muda de ano para ano, são bases fundadoras da nossa Democracia.
O Expresso confrontou Abel Matos Santos antes de publicar a notícia, na quarta-feira, que confirmou a veracidade e o sentido das suas publicações. Uma hora mais tarde, o mesmo dirigente do CDS recuou nessas declarações e declarou que o que escreveu no Facebook teve “o seu momento e o seu contexto”. Esta sexta-feira, adicionalmente, decidiu ocultar essas publicações originais.
O Expresso não cola rótulos – e não comenta adjetivos que sejam dirigidos contra si. Mas não aceita manipulações que ponham em causa a sua objetividade e seriedade, assim como dos seus jornalistas, muito menos que lhe sejam coladas intenções que não sejam a de dizer a verdade.

 

  TSF, hoje ás 18h49

Abel Matos Santos apresenta demissão do CDS

A demissão do vogal da comissão executiva do CDS acontece depois de terem sido conhecidas declarações elogiosas a Salazar e as críticas que fez ao cônsul Aristides de Sousa Mendes.



Publicado por Tovi às 07:20
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