"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2024
As guerras não são só tiros e bombas

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Centenas de agricultores e camionistas romenos estão junto à fronteira da Ucrânia. protestando não só pelos elevados preços dos combustíveis e tarifas de seguros, mas também pela pressão provocada no mercado interno pela entrada de produtos agrícolas ucranianos. Cinco países da União Europeia escreveram uma carta a Bruxelas a exigir a colocação de tarifas à importação de cereais ucranianos. Em comunicado, o ministério da Agricultura da Hungria explicou que o país, em conjunto com a Roménia, Eslováquia, Bulgária e Polónia, reclamam dos produtos agrícolas ucranianos, na sua maioria mais baratos, estarem a "inundar" o mercado.

  
Adao Fernando Batista BastosSejam quais forem as razões,a coincidência de serem paises ex- comunas terá alguma coisa a ver com isso? Uma costela pro- Russia?
David RibeiroAdao Fernando Batista Bastos... este problema já vem de há meses e tem a ver com a falta de proteção da União Europeia aos agricultores dos países fronteiriços com a Ucrânia. Tanto querem ajudar a Ucrânia sem pensarem nos países que integram a UE que facilmente chegaremos a um "desinteresse" em apoiar os senhores de Kiev.

  Lusa/Expresso - 16jan2024
mw-694.webpMinistro das Infraestruturas polaco anunciou que os transportadores do país, que desde novembro bloqueiam a fronteira com a Ucrânia em protesto contra a concorrência desleal de Kiev, vão suspender a ação. Vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia diz estar "pronto para um diálogo aprofundado" com Varsóvia. A Ucrânia declarou-se nesta terça-feira pronta para negociações com a Polónia, após o levantamento do bloqueio da sua fronteira pelos camionistas polacos, mas comprometeu-se a defender a "sobrevivência" da sua economia nessas conversações.

  Apoio da UE à Ucrânia
Captura de ecrã 2024-01-17 091430.pngViktor Orbán não é flor que se cheire, mas tem toda a razão quando sobre o apoio militar à Ucrânia afirmou dever esta ajuda ser feita “de uma forma que não prejudique o orçamento da UE (...) ceder 50 mil milhões de euros do orçamento da UE durante quatro anos é uma violação da soberania e dos interesses nacionais da UE. Nem sequer sabemos o que vai acontecer dentro de um quarto de ano”.

  
Adao Fernando Batista Bastos
É muito euro...para eternizar um conflito em que ambos os contentores estão inflexiveis. So que um, a Rússia, parece não estar a sentir económica e financeiramente os efeitos da guerra e ate tem consolidado acordos importantes!
Jose Luis Soares MoreiraDesde que a UE não prejudique a vida dos seus cidadãos, ajudar um país irmão como a Ucrânia a defender-se de um invasor cruel como é Putin, pois creio não ser a vontade da maioria Russa no apoio a esta guerra, é ser-se corajoso neste flagelo que é a guerra onde a destruição e morte abunda levada a cabo pela maldade do poder.
David RibeiroA Ucrânia é "um país irmão" de quem Jose Luis Soares Moreira?... Seguramente será um país mais irmão de o tal "invasor cruel" do que de um qualquer país da União Europeia. A história não pode ser reinventada depois da chegada de Zelensky ao poder.
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, creio que chegou ao poder com uma maioria absoluta, se não cumpriu deveriam ser os Ucranianos a se exprimir, não alguns amigos do regime de Putin a causar as desordens separatistas. David Ribeiro, como bem sabemos e talvez baseados nesta Guerra sangrenta, temos outros seguidores como a China, a Venezuela, e outros mais mundo fora.
David RibeiroMas qual é a ligação histórica social e económica que o meu caro amigo Jose Luis Soares Moreira encontra entre a Ucrânia e a União Europeia?
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, por exemplo Portugal sempre foi acolhedor de seu imigrantes. Por que razão a América está também ou é a principal ajudar num conjunto de outros países?
D
avid RibeiroJose Luis Soares Moreira... os interesses dos EUA são outros e perante um problema de imigração no sul do seu território a ajuda à Ucrânia passou logo para segundo plano. Nesta minha publicação inicial referi o "conflito" existente entre a Hungria e a UE, pelo que não podemos, só para fazer perrice à Rússia, deixar entrar tudo e todos... mais tarde ou mais cedo pagaremos (já estamos a pagar) essa política de "alargamento" da UE.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Meu caro e se os alemães os ingleses, os franceses e outros tivessem esse entendimento há uns anos atrás? E todos os outros paises que entraram ? E os que estao na calha para entrar, ainda gostava de saber de onde vem essa sua birra com a Ucrania e essa Russite aguda
David RibeiroA minha "birra", Jose Pinto Pais, não é com a Ucrânia mas sim com os senhores no poder corrupto de Kiev. É preciso conhecer a "qualidade" daquela gente que pouca ou nenhuma diferença faz dos senhores poderosos do Kremlin, chefiados pelo déspota Putin.
Jose Luis Soares MoreiraDavide Ribeiro, Portugal já foi reinado por Espanha, lá sempre se viveu melhor que em Portugal, se houvesse votos os portugueses escolheriam sermos espanhóis? A Ucrânia é o maior celeiro da Europa, qual a razão para a Rússia ter matado à fome alguns milhões de Ucranianos?
David RibeiroJose Luis Soares Moreira... isso da Rússia os "ter matado à fome" já foi no tempo da outra senhora... que na Rússia também já houve outros tempos. O que eu gostaria de ver aqui discutido era onde está a democracia e direitos humanos no país que Zelensky governa.
Mário Paiva...além de que a história de os "ter matado à fome", como se tivesse sido dirigida à Ucrânia - que então era parte da União Soviética - já conheceu melhores dias... milhares morrerem por toda a Rússia, não só na Ucrânia, devido às políticas asneiradas do Estaline para a agricultura...
Jose Pinto PaisJose Luis Soares Moreira mudam-se os tempos mudam-se as vontades, agora mata-se com bombas para poder voltar a matar a fome. David Ribeiro e a democracia e os direitos humanos no país que Putin governa ?
David RibeiroComo sempre disse e continuo a dizer, Jose Pinto Pais, entre os atuais senhores no poder em Kiev e em Moscovo, venha o diabo e escolha, porque de março a abril a diferença não é substancial.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro entao porque a "birra" so com um dos lados ? Ainda por cima o lado que obrigatoriamente terá de entrar nos eixos com a entrada na UE ?
David RibeiroEu não tenho "birras" com nenhum dos lados, Jose Pinto Pais, aquilo que me custa a aceitar é que amigos meus que considero cultos e inteligentes só me venham falar do pós-invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin em fevereiro de 2022, esquecendo o que se passou no Euromaidan e tudo o que se lhe seguiu.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Euromaidan, também chamado de Primavera Ucraniana, foi uma onda de manifestações e agitação civil, na Ucrânia, entre 2013 e 2014. Os manifestantes exigiam maior integração europeia, além de providências quanto à corrupção no governo e a eventuais sanções por parte da Rússia. O que se viu no Euromaidan foi a repressao pelos fantoches corruptos que Putin mantinha no poder em Kiev e que com a Primavera Ucraniana rapidamente fugiram para casa do patrão, leia-se os Senhores de Moscovo. Parece que se esta a tentar branquear a situacao pré Euromaidan. Não me restam duvidas que em termos de democracia o Zelensky dá 100 a 0 ao facínora de Moscovo
David RibeiroJose Pinto Pais... essa de Zelensky dar 100 a 0 ao facínora de Moscovo no que se refere a Democracia, só esquecendo o que "o democrata de Kiev" tem feito após ter chegado ao poder, factos estes (ilegalização de partidos políticos + corrupção + independência dos poderes políticos) que até a União Europeia considera impeditivos de entrar na UE enquanto não forem erradicados na Ucrânia.
Mário PaivaJose Pinto Pais, parece que só começou a dar conta do que se passa na Ucrânia depois do 24/02/2022...
THEGUARDIAN.COM Revealed: ‘anti-oligarch’ Ukrainian president’s offshore connections
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro nesse aspecto nem vale a pena falar, um tem o apoio de todo o mundo livre e democratico o outro tem o apoio dos grandes icones dos direitos liberdades e garantias como a China a Coreia do Norte, o Irão e outros tolinhos como o Maduro




Terça-feira, 9 de Janeiro de 2024
Para onde vais, Ucrânia?
Captura de ecrã 2024-01-08 110838.pngNuma altura em que o Presidente russo, Vladimir Putin, olha para o segundo aniversário do seu ataque total à Ucrânia, é difícil ignorar a sua autoconfiança. A tão esperada contra-ofensiva ucraniana não conseguiu o avanço que daria a Kiev uma mão forte para negociar. A turbulência no Médio Oriente domina as manchetes, e o apoio bipartidário à Ucrânia nos EUA foi anulado pela polarização e pela disfunção no Congresso, para não mencionar as tendências pró-Putin do candidato republicano à presidência, Donald Trump. Putin tem motivos para acreditar que o tempo corre a seu favor. Na linha da frente, não há indicações de que a Rússia esteja a perder o que se tornou uma guerra de desgaste. A economia russa foi abalada, mas não está em frangalhos. O poder de Putin foi até, paradoxalmente, fortalecido após a rebelião fracassada de Yevgeny Prigozhin em Junho. O apoio popular à guerra continua sólido e o apoio da elite a Putin não se desfez. As promessas das autoridades ocidentais de revigorar as suas próprias indústrias de defesa colidiram com estrangulamentos burocráticos e na cadeia de abastecimento. Entretanto, as sanções e os controlos às exportações impediram o esforço de guerra de Putin muito menos do que o esperado. As fábricas de defesa russas estão a aumentar a sua produção e as fábricas antigas soviéticas estão a superar as fábricas ocidentais no que diz respeito a itens tão necessários, como projéteis de artilharia. Os tecnocratas responsáveis ​​pela gestão da economia russa provaram ser resilientes, adaptáveis ​​e engenhosos. Os preços elevados do petróleo, impulsionados em parte pela estreita cooperação com a Arábia Saudita, estão a encher os cofres do Estado. A Ucrânia, pelo contrário, depende fortemente de injecções de dinheiro ocidental. Putin também pode olhar para o seu historial de política externa com satisfação. Seus investimentos em relacionamentos importantes valeram a pena. A China e a Índia proporcionaram um importante apoio à economia russa, ao aumentarem as importações de petróleo russo e de outras matérias-primas. Em vez de se preocupar com a perda de mercados na Europa Ocidental ou com a relutância de Pequim em ignorar as sanções dos EUA e da UE, Putin decidiu que é mais vantajoso, a curto prazo, simplesmente tornar-se o parceiro júnior da China no domínio económico. Os produtos provenientes da China representam quase 50% das importações russas e as principais empresas energéticas da Rússia estão agora viciadas em vender para a China. Mesmo os países vizinhos que têm todos os motivos para temer as tácticas agressivas de Putin, como a Arménia, a Geórgia, o Cazaquistão e o Quirguizistão, obtiveram grandes lucros ao servirem como facilitadores para contornar as sanções e como pontos de transbordo para os bens que a Rússia costumava importar directamente. Apesar da acusação de Putin pelo Tribunal Penal Internacional e das abundantes provas de crimes de guerra patrocinados pelo Estado russo na Ucrânia, ele ainda é abraçado em várias partes do chamado “Sul global”. A guerra na Ucrânia tem pouca importância para muitos países que se irritam com o que consideram ser os padrões duplos dos EUA e da Europa ou a falta de envolvimento nas questões que lhes dizem respeito. Nada disso deveria ser uma surpresa. Mais de seis meses antes da invasão em grande escala da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, Putin assinou uma nova Estratégia de Segurança Nacional para a Rússia. O principal objectivo desse documento era preparar o país para um confronto de longo prazo com o Ocidente. Hoje Putin pode dizer à nação que a sua estratégia está a funcionar. Putin não sente qualquer pressão para acabar com a guerra nem se preocupa com a sua capacidade de sustentá-la mais ou menos indefinidamente. À medida que o Inverno se aproxima, o exército russo montou uma ofensiva terrestre própria limitada e certamente expandirá os ataques com mísseis e drones contra cidades ucranianas, centrais eléctricas, instalações industriais e outras infra-estruturas críticas. No mínimo, Putin espera que o apoio dos EUA e da Europa à Ucrânia se dissipe, que os ucranianos se cansem do terror e da destruição intermináveis ​​que lhes são infligidos, e que uma combinação dos dois lhe permitirá ditar os termos de um acordo para acabar com o conflito. pôr termo à guerra e reivindicar vitória. Do seu ponto de vista, a pessoa ideal para fechar tal acordo é Donald Trump, se regressar à Casa Branca em Janeiro de 2025.
(Eugene Rumer e Andrew S. Weiss - 16nov2023)
 
 

Jorge Veiga - Não daria 1 segundo de publicidade a este melro.
David Ribeiro - Isto não é publicidade, Jorge Veiga, é realidade nua e crua, quer queiramos ou não.
Jorge Veiga - David Ribeiro para mim é publicidade gratuita e enganosa.
Eduardo Saraiva - A Europa que se ponha fina e atenta ..... isto pode sobrar, espero que não, mas !!!!!!Rui Lima - Sem dúvida uma análise realista. Lamentável é a destruição de aldeias, vilas, cidades e a morte de civis. A contra ofensiva ucraniana foi uma invenção da imprensa e de alguns comentadeiros do setor militar com honestas excepções. A Rússia tem uma estratégia de longa duração se quisesse e quando quiser a aviação arrasa em meia dúzia de dias o território ucraniano. A incógnita é porque não o faz e o que irá fazer no futuro ao território já arrasado. Outra situação é porque não reagiram os States e a UE aquando da invasão da Crimeia.
David Ribeiro - O presidente ucraniano que se cuide... Não só está a ser posto em causa politicamente pelo presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, como o líder das Forças Armadas da Ucrânia, General Valery Zaluzhny, tem dado sinais de querer substituir Zelensky.
Rui Lima
Pois é natural que surja um movimento que prefira um acordo de paz e uma saída que acabe com a destruição e a carnificina. É triste mas é a lei do mais forte por outro lado não sabemos qual vai ser a futura política dos States. Tudo uma incógnita. O ideal era acordos de paz a leste e no médio oriente. Esta situação é má para todos mas pior para as inocentes populações.
Manuel Andrade
O putin teve a sua intervenção no. Medio oriente. Dias antes da guerra ter começado, uma delegação do Hamas esteve em moscovo. E a 7 de outubro foi o k se viu.... e vai ter a sua impressão digital na venezuela. Oxalá k na América não ganhe o trump, senão temos fascistas por todo o lado.


  The Telegraph 6jan2024
Captura de ecrã 2024-01-09 104818.pngO jornal inglês The Telegraph faz notar a existência de uma brecha no até agora aparentemente inexpugnável muro da propaganda, abrindo a possibilidade de uma visão mais realista sobre a realidade da guerra e seu possível desfecho. Há divisões públicas crescentes entre Zelensky e outros líderes políticos, como o antigo presidente Petro Poroshenko e o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, à medida que se constrói um jogo de culpas sobre os fracassos na guerra até agora. Pior ainda, Zelensky e o Comandante-em-Chefe, General Valerii Zaluzhnyi, também parecem estar em conflito. Quando Zaluzhnyi admitiu que a guerra havia chegado a um impasse, Zelensky repreendeu-o publicamente.

 

  Catarina Maldonado Vasconcelos no Expresso 9jan2024
mw-694.webpVladimir Putin confiava, desde o início da guerra na Ucrânia, que não seria necessário vencê-la; seria apenas preciso fazê-la durar o tempo suficiente para que o Ocidente se desmobilizasse. Quase dois anos depois, a teoria ameaça mostrar-se certeira. Nesta segunda-feira, as forças russas lançaram um ataque com mísseis em grande escala por todo o território ucraniano: cidades como Kryvyi Rih, no sul da Ucrânia, Zaporíjia, no sudeste, Kharkiv, no nordeste, e também Dnipropetrovsk e Khmelnytskyi estiveram sob o “ataque massivo de mísseis” russos. Olena Zelenska, mulher do Presidente ucraniano, apelou novamente: a realidade da guerra “só pode ser alterada pelas armas”. De acordo com os analistas, ainda que a invasão da Ucrânia não tenha corrido de feição a Moscovo, e mesmo com o apoio inicial da NATO, com uma grande quantidade de armas, munições e alta tecnologia, agora Kiev está em desvantagem em termos de material militar.

  Manuel AndradeEntão se Trumputim vencer as eleições, a Ucrânia perderá a guerrra.

 

  A verdade acima de tudo
Captura de ecrã 2024-01-10 100041.pngCircula no Facebook uma publicação a mostrar o que parece ser um anúncio publicitário, promovido pela CNN, na conhecida praça nova-iorquina de Times Square. No entanto o vídeo em causa não é verdadeiro. Trata-se de um vídeo alterado. A CNN confirma que o vídeo em causa é “fabricado” e não “representa nada que a CNN tenha divulgado”.
  
Raul Vaz Osorio
A propaganda desonesta no seu apogeu
Jorge VeigaPreocupa-me a preocupação do David nas notícias falsas em NY. Nunca vi nada sobre as de Moscow (ou de Moscba).
David RibeiroMas muito provavelmente, Jorge Veiga, esta notícia em Nova Iorque atribuída à CNN é muito capaz de ter origem em Moscovo.
Jorge Veiga
David Ribeiro ...ou não!
Isabel Sousa BragaOs americanos nem sabem o que é a Ucrânia. Em time square só turistas



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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2023
E por cá estamos assim...

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Manter tudo como está e não mexer nem nos impostos nem no Estado Social e, talvez o mais surpreendente, não aumentar o défice. Embora a maioria dos portugueses, quando instados a escolher uma medida de política orçamental, tenha como prioridade baixar os impostos, quando são confrontados com o dilema de que parte do cobertor puxar, preferem deixá-lo como está. Ou seja, em política orçamental jogam pelo seguro: não mexer. As conclusões são da sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e para a SIC, com trabalho de campo feito de 16 a 25 de setembro.

  
Manuel Sarmento
Qualquer instrumento que venha a aumentar o défice, parece ser uma medida arriscada com implicações no futuro.
Joaquim Figueiredo
Em tom um pouco irónico direi que uma parte significativa dos inquiridos quer sol na eira e chuva no nabal...e que o dinheiro vem do bolso do Costa ou do Centeno
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão
Portanto querem tudo e seu contrário, simples não?
António Franco
A maioria dos respondentes nem sabe o que é o déficit nem porra nenhuma. Lá falar se é fora de jogo ou pênalti já é outra coisa!

 

  O eterno sebastianismo nacional
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Joaquim Figueiredo
O que vem fazer... empobrecer o povo mais do que as circunstâncias da economia têm feito?
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoJoaquim Figueiredo mais que PS empobreceu antes dele difícil,mas não acho que regresse ,isto parece-me conversa fiada.
Isabel Sousa BragaSó se for doido é que regressa à política
António Franco
Pode vir que agora já não gastamos acima das nossas possibilidades!

 

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No final da cimeira informal de líderes europeus em Granada o nosso primeiro-ministro António Costa sugeriu que a União Europeia se transforme num "edifício multifunções" em que cada um "utiliza os espaços de acordo com a própria vontade de participar" no projeto, uma espécie de centro comercial europeu. "É como se fosse uma grande superfície: há uma área comum, uma área de restauração onde só vai quem quer comer, uma área de lojas de roupas onde só vai quem quer comprar roupa, há uma área de cinema onde só vai quem quer ir ao cinema. É um espaço para todos e em que cada um o utiliza à medida da sua vontade"
 
Albertino Amaral
Mas porque é que fazem da política uma coisa tão complicada, quando em boa verdade isso não passa de um supermercado, onde se vendem, trocam e compram interesses ? Parabéns, António Costa.....
David Ribeiro
Grande Albertino Amaral !!!... Se não é isso até parece.
Jose Luis Soares MoreiraAlbertino Amaral, é bem como diz o mais justo e competente no seu partido, António Costa diz uma coisa e faz exatamente diferente, para onde vais Portugal?
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoNem se entedem como é,deviam era pensar numa União financeira além de económica, para situações como as falências que existiram há uma década atrás serem mais difíceis de se repetir. Exemplo prático: inflação- Alemanha mais que 5% , Espanha quase na meta...como se harmonizam politicas nas taxas de juro assim? Para a Alemanha faz sentido continuar a subir para Espanha, fica cada vez mais difícil explicar aperto. Não é possível aplicar receita única para 27 estados membros...têm de harmonizar em vez de cada um por si,nem sei como líderes de políticos não vêem isto...
David RibeiroBernardo Sá Nogueira Mergulhão... oh pá!... isto é tudo ao molho e fé em Deus... e assim se vai alargando a União Europeia para quem, como diz António Costa, só vem a Portugal para ir a "uma área de restauração".
Ricardo RibeiroDavid Ribeiro eu diria mais uma «área da pedinchice», ele também foi dizendo que o importante era perpectuar o PRR... para bom entendedor, meia palavra basta...
Carlos NarcisoÉ a morte do projeto

 

   Sondagem da Aximage para a TVI e CNN Portugal
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Se as eleições legislativas se realizassem hoje, o PS voltaria a ser o partido mais votado pelos portugueses (27,6%). Porém, os socialistas ficariam longe da maioria absoluta e com o PSD muito próximo (24,1%).

  
António Franco
Lá vai ter de ser o Gouveia e Melo a governar....
Júlio GouveiaA esquerda toda junta não tem maioria 40, 9 não contando com o Pan que tanto vai para a direita como para a esquerda ( mesmo que se conte com o Pan na esquerda são 44.3 )A direita tem 44.3 com o Chega . Ou 47, 7 com o Pan .Isto está bonito e quer dizer que bem diteita nem esquerda têm maiorias para governar. A menos que a esquerda se alie ao Chega e então sim. Não me acredito mas com este PS já nada me admiro .a fome de estarem no poder é muita a qualquer custo.
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoQue tristeza

 

  Sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e para a SIC
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O dado mais relevante a reter nas intenções de voto é que o PSD cai cinco pontos. E que, não se observando transferência dessas intenções de voto para outros partidos da mesma área política, a direita estaria em minoria (apesar dos 2% do PAN, agora elevado à categoria de joker, que pode jogar nos dois lados do tabuleiro).

  Júlio GouveiaSe o Pan alinhar a direita não me parece que haja maioria de esquerda. Há 45 - 45 .



Publicado por Tovi às 07:08
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2023
Trabalhar para a PAZ é que era, mas...

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Francisco Rocha AntunesEnquanto uns destroem barragens, outros querem que alguém se renda quando é atacado
Isabel Sousa BragaTrabalhar para a paz ou para a saúde não dá dinheiro
David RibeiroPois é, Isabel Sousa Braga... imaginem quanto custa cada um destes "supositórios".
Isabel Sousa BragaDavid Ribeiro custa-nos o couro e o cabelo
Jose Riobom
A Paz, a maior parte das vezes, só se conquista fazendo a guerra. É só olhar o passado milenar da Europa. Uma Europa que nunca será una, em função das suas desigualdades sociais, politicas, rácicas e religiosas. Querer misturar tudo isto num caldeirão e obter uma Europa sem guerras era a prova, provada que um qualquer Deus realmente existe. Durante algum tempo, e sempre em períodos muito limitados, alguns, mas sempre com base em ferozes ditaduras o conseguram. Veja-se, para não citar outros, Tito e a Jugoslávia, hoje como dantes, uma manta de retalhos e ódios insanáveis. Isto não esquecendo a nossa tão festejada "independência" e a "conquista" de Lisboa aos Mouros, que segundo consta não foi obtida numa bela festa com uma grande almoçarada, bem regada pelos excelentes vinhos Ibéricos, seguido por um enorme concerto dos Xutos e Pontapés. Enquanto o dinheiro, o poder e a ganância forem as molas reais, que por todo o mundo fez escola, saído, ensinado e espalhado por esta Europa por esse mundo fora, a Paz, só será possível, em curtos períodos, depois de guerras, até ao dia em que um maluquinho qualquer resolva carregar num botão nuclear, ou um "calhau" aí perdido no Universo resolva acertar nesta bola que roda em volta do Sol.

Ou que a riqueza e a cultura detida por tão poucos em desfavor de milhões, seja melhor distribuida.

 

 

  Rüdiger Rauls in GeoPol.pt - 6jun2023
maxresdefault.jpgTalvez a Ucrânia venha a sofrer em breve o mesmo destino que o Iraque, a Líbia e o Afeganistão. Os EUA retiram-se e deixam para trás um país devastado porque os seus interesses mudaram. Talvez seja por isso que está a demorar tanto tempo a entregar os tanques Abrams, os F-16 e os sistemas Patriot. Precisam de tudo o que lhes resta para se prepararem para o conflito com a China.

Jorge Veiga
Quem deixa os países devastados é a Rússia...
Jorge De Freitas MonteiroJorge Veiga, como no Irak, no Afeganistão, na Líbia, no Vietnam… Para não falar de outros primores como a chamada Operação Condor na América Latina… São mesmo maus os russos.
Jorge Veiga
Jorge De Freitas Monteiro julgo que há mais países, mas esses chegam.

 

  Zhao Huasheng, professor na Fudan University e perito do Russian International Affairs Council (RIAC)
Captura de ecrã 2023-06-08 090950.pngUma definição mais exata da posição da China no conflito Rússia-Ucrânia não é a neutralidade, mas a intervenção construtiva. Ao contrário dos EUA e do Ocidente, com as suas políticas de confronto, a política da China não se baseia na tomada de partido, mas centra-se na obtenção de resultados frutuosos.

  
Francisco Rocha Antunes
Como é possível procurar uma equidistância com a brutalidade de uma invasão que foi condenada pela esmagadora maioria dos países do mundo?
Luis Barata
Uns queridos ...

 

   Al Jazeera 7jun2023
Captura de ecrã 2023-06-07 165840.png
Em seus primeiros comentários públicos sobre a explosão da barragem de Nova Kakhovka, que causou inundações em massa, o presidente russo, Vladimir Putin, acusa a Ucrânia de um “ato bárbaro”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que culpou Moscovo pela explosão da barragem, disse que as forças apoiadas pela Rússia estão falhando em seus esforços para evacuar os residentes das áreas ocupadas afetadas, dizendo que o fornecimento de água potável e o reassentamento devem ser priorizados. Cerca de 42.000 pessoas correm o risco de inundações em áreas controladas pela Rússia e pela Ucrânia ao longo do rio Dnipro depois que a barragem foi destruída na terça-feira. Uma autoridade ucraniana disse que a prometida contra-ofensiva de Kiev contra as tropas russas ainda não começou. 

 

  AP Photo/Libkos - in CNN Portugal às 14h41 de 7jun2023
Captura de ecrã 2023-06-07 173530.png
Kherson debaixo de água. Casas destruídas, ruas alagadas, muitos a tentar escapar, outros tantos a tentar salvar os seus animais. O colapso da barragem em Nova Kakhovka está a provocar o caos na cidade e o nível da água continua a subir.

Carlos Almeida
Um crime ucraniano!! Um crime do regime nazi ucraniano! Um crime nazi!
Manuel Rocha
Carlos Almeida ,como sabe?
Carlos AlmeidaManuel Rocha ???? Os russos bombardeiam-se a si próprios??! O regime ucraniano não é nazi??? Onde está a dúvida??!!!
Manuel Rocha
Carlos Almeida ,vê-se perfeitamente que não percebe nada d'órta e faz que nada percebe!Pergunta se os russos se bombardeiam a eles próprios?Tem que fazer esse tipo de perguntas ao putin desde o famigerado submarino kursk,aos assassinatos constantes a jornalistas e opositores russos...Está a falar em nazismo?Curiosíssima essa sua "honestidade" intelectual...Basta tentar perceber quem invade e quem se defende!Basta olhar para as cidades inteiras destruídas de um País soberano e milhares e milhares de mortes que não param de acontecer provocadas pelos invasor assassino tal como faziam os nazis alemães na segunda guerra mundial,percebe-se que apenas o sr. Não tem dúvidas nenhumas.
Carlos Almeida
Manuel Rocha Conversa fiada de nazi ressabiado, com a esperança a ir-se. Os nazis agora na Ucrânia vão ter o mesmo destino que tiveram os nazis alemães, ucranianos, austríacos, finlandeses, letónios, estónios e lituanos na segunda grande guerra. Provocam sempre guerras que inevitavelmente perdem. Do que diz é só isto que se tira… A propaganda e a desinformação nazis não alteram a realidade. Manuel Rocha Não se mace… Não vale a pena…
Manuel RochaCarlos Almeida ,claro que não me maço... O Sr. é que anda amassado com lavagens cerebrais,basta saber que Zelensky é judeu e que a outra figura que o cumprimenta é tudo menos nazi, não confunda Nacionalismo numa guerra em que se defende a sua própria integridade...É só para lhe lembrar se é que sabe... Tanto o nazismo como o comunismo são expressamente proibidos na Ucrânia precisamente pelas mesmas razões.
Carlos AlmeidaManuel Rocha Não diga mentiras!! Para além do mais ridículas, de tão desconformes com a realidade!!! 🤪 O que é proibido na Ucrânia é tudo que não seja nazi!!! Incluindo o partido socialista e o social-democrata!! Mas por que será que os simpatizantes do nazismo lhe querem chamar sempre outra coisa?… Será porque tem mau nome?? Porque perdeu a guerra?? Mas isso não lhes vai valer de nada: vão ter pior nome ainda e perder outra guerra! Ah, o racismo supremacista xenofobico ultranacionalista (vulgo nazismo…) não tem nada a ver com judeus… É contra etnias consideradas inaceitáveis ou inferiores: foram os judeus, ou os ciganos, ou os russos agora, ou os palestinianos… É verdade, há judeus nazis… A mentalidade nazi não tem etnia… persegue etnias!!
Jose Pinto PaisFelizmente existem comunas iluminados que nos ilucidam

 
  Cronologia do dia - quinta-feira 8jun2023 (via jornal Expresso)

08h41 - Proteção temporária de mulheres e crianças da Ucrânia na UE falha em apoios específicos.
08h42 - Mais de 2000 pessoas retiradas devido à destruição de barragem.
08h50 - Três pessoas morreram afogadas depois da destruição da barragem em Kherson.
09h42 - Moscovo reconhece "tentativas positivas para a paz" do papa Francisco.
09h47 - "A retirada (das vítimas das inundações) continua. Sob fogo", denuncia Zelensky.
09h56 - Zelensky visita Kherson. 
10h16 - UE aponta a Rússia como autor "muito provável" da explosão da barragem.
11h48 - Inundações agravam riscos associados a minas.
12h39 - Rússia quer que Tribunal Internacional de Justiça rejeite caso sobre a Crimeia.
12h50 - Explosão da barragem está a mudar geografia de Kherson.
13h24 - Índia não planeia convidar a Ucrânia para a cimeira do G20.
13h29 - Parlamento suíço rejeita apoio de 5,1 milhões de euros à Ucrânia.
img-4974-001.jpgO parlamento suíço rejeitou um projeto de apoio à Ucrânia no valor de 5,1 mil milhões de euros nos próximos 10 anos. A decisão, esta quinta-feira, surge uma semana antes de o Presidente ucraniano discursar por videoconferência para os deputados helvéticos. O plano recebeu 105 votos contra, maioritariamente da direita, e 86 a favor, informou a estação de televisão suíça RTS. Países que no passado compraram armas à Suíça, como a Alemanha, a Dinamarca e a Espanha, pedem ao Governo suíço, desde 2022, autorização para as revender à Ucrânia, mas Berna rejeitou até agora esses pedidos argumentando que as leis que protegem a sua neutralidade histórica proíbem a venda direta ou indireta das suas armas a países em guerra. Apesar da rejeição do plano de ajuda, a Suíça já investiu 1,84 mil milhões de euros na Ucrânia e nos países vizinhos afetados pelo conflito até 2028, recordou o ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, Ignazio Cassis.
  
José Manuel Nero
Afinal na Europa, ainda há políticos com bom senso 😃
Antero Filgueiras
José Manuel Nero a como é o quilo desse bom senso?! Esse bom senso é idêntico ao de Putin?
Fernando DuarteNão esquecer que o primeiro partido na Suiça, e que tem a maioria nessa assembleia ( Conselho Nacional) é a UDC de extrema-direita, ou seja a maioria dos suíços votaram na extrema-direita. Enquanto que a maioria dos portugueses votaram no partido socialista. Deve ser por isso que os suíços vivem mal e com ordenados de miséria, por não terem a mesma visão politica que os portugueses!
13h48 - Ataque russo a Kherson provoca mortes e ferimentos entre os civis.
14h30 - 
Rússia acusa Ucrânia pela destruição da barragem.
International_Court_of_Justice_Seal.svg.pngO embaixador russo em Haia, Alexander Shulgin, acusou a Ucrânia de ter destruído a barragem de Karkhovka com "ataques de artilharia", noticia o jornal El Pais. O embaixador, que falava no Tribunal Internacional de Justiça, esta quinta-feira, sobre um outro caso, contestou assim a acusação contra “o Estado terrorista” russo apresentada pela Ucrânia no mesmo tribunal quarta-feira passada.
14h41 - Rússia diz ter refutado ofensiva ucraniana em Zaporijia.
15h49 - Ministro ucraniano da Energia pede mais eletricidade à Europa.
17h56 - Risco de cólera após destruição da barragem.
22h57 - Agência de Energia Atomática vai visitar central de Zaporijia para ver efeitos da destruição da barragem.



Publicado por Tovi às 07:36
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Terça-feira, 6 de Junho de 2023
Os horrores da guerra... até quando?

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Os militares ucranianos dizem que a Rússia fez explodir a barragem de Kakhovka, na cidade de Nova Kakhovka, na parte controlada pela Rússia da região de Kherson. A administração militar da Ucrânia disse às pessoas para se prepararem para evacuar várias aldeias na margem direita do rio Dnipro devido ao alto risco de inundações.

 

  Al Jazeera às 06h00 GMT de 6jun2023
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A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente de destruir a barragem de Kakhovka (*) na parte controlada pela Rússia da região de Kherson. A administração militar da Ucrânia disse às pessoas para se prepararem para evacuar várias aldeias na margem direita do rio Dnipro devido ao alto risco de inundações. Enquanto isso, a administração russa instalada na região planeja evacuações de três distritos controlados pelo Kremlin perto do dique da barragem. 

(*) O dique da barragem de Kakhovka, de concreto e terra, tem 16 metros de altura e 3.273 metros de comprimento. Localizada no rio Dnipro é uma das maiores infraestruturas do tipo na Ucrânia. A central hidrelétrica tem uma potência de 334,8 megawattss, segundo a operadora ucraniana Ukrgidroenergo. Construída em 1956, durante o período soviético, a represa hidrelétrica de Kakhovka permite enviar água para o canal da Crimeia do Norte, que começa no sul da Ucrânia e atravessa toda a península da Crimeia, ocupada e anexada por Moscovo desde 2014. Na mesma área fica o reservatório de Kakhovka, um depósito de água artificial formado no rio Dnieper, com 240 km de comprimento e até 23 km de largura.

 

  Cronologia do 468.º dia do conflito (via jornal Expresso)
07h20 - Kiev acusa Rússia de destruir barragem e alerta para inundações.
08h04 - Russos “usam cada metro para o terror”, diz Zelensky sobre barragem de Kakhovka.
08h07 - Destruição da barragem de Kakhovka representa “ameaça de catástrofe ambiental”.
08h08 - Destruição de barragem pode ter “consequências negativas” para central de Zaporíjia.
08h18 - Kuleba acusa Rússia de “crime de guerra hediondo”.
09h28 - 
Russos acusam ucranianos de ataques à central de Kakhovka.
08h33 - Água da barragem de Kakhovka atingirá “nível crítico” em breve.
08h34 - Líderes da UE vão discutir apoio após “ataque sem precedentes” a barragem.
09h33 - 
Mais de 700 pessoas retiradas após destruição de barragem em Kherson.
09h42 - Inundações no Dniepre podem afetar 80 localidades.
08h43 - AIEA diz que cheias em Kakhovka não afetam Zaporíjia de imediato.
09h50 - 
Presidente moldava condena destruição de barragem e disponibiliza apoio.
09h59 - Líder da administração russa na Crimeia garante não existir risco de inundações.
10h12 - Stoltenberg condena “ato ultrajante” russo.
10h37 - Kiev denuncia Rússia como Estado terrorista no tribunal de Haia.
10h50 - Cruz Vermelha alerta que destruição de barragem pode ser crime de guerra. 
11h36 - “Um ato abominável” e “um crime de guerra”, acusa o Reino Unido.
11h54 - Ucrânia pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
12h17 - Barragem foi sabotada pela Ucrânia, acusa o Kremlin.
13h06 - Barragem atacada é estrutura fundamental no sul da Ucrânia.
14h20 - 
Destruição de barragem leva ofensiva russa a “nível sem precedentes”.
19h19 - Kiev e autoridades separatistas anunciam retirada de milhares de civis das zonas inundadas.

19h21 - Guterres aponta destruição de barragem como "consequência devastadora" da invasão.
19h25 - Agência de Energia Atómica aponta "redução significativa" de água para refrigerar central de Zaporijia.
19h36 - UE mobiliza ajuda através de mecanismo de proteção civil após ataque a barragem.
21h06 - EUA ainda avaliam qual o país responsável por destruição de barragem.
21h11 - Organização Internacional para as Migrações (OIM) envia ajuda para afetados pela destruição da barragem.

 


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  O Conselho de Segurança, o órgão máximo da Organização das Nações Unidas (ONU), composto por 15 membros, cinco dos quais permanentes e com direito de veto (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia), reuniu-se hoje, pelas 21h00 (hora de Portugal Continental), para discutir a destruição da barragem de Kakhovka. "Na noite de 6 de junho, o regime de Kiev cometeu um crime impensável ao explodir a barragem da central hidroelétrica de Kakhovka, resultando numa descarga descontrolada de água no rio Dniepre", disse o embaixador russo junto à ONU, Vasily Nebenzya, nesta reunião do Conselho de Segurança. O diplomata russo acusou as autoridades ucranianas de já terem idealizado no ano passado um ataque contra esta infraestrutura, localizada numa zona sob controlo de tropas russas, e lamentou que o Conselho de Segurança nada tenha feito face a esses alertas. Moscovo enviou uma carta à ONU em outubro do ano passado na qual denunciava "os planos do regime de Kiev para destruir a barragem" e, em particular, a possibilidade de "lançar minas marítimas no rio Dniepre ou um ataque maciço com mísseis". Em declarações aos jornalistas antes do início da reunião, Nebenzya mostrou-se favorável a uma investigação da ONU ao incidente e lembrou que o seu país já tinha tentado, sem sucesso, que as Nações Unidas investigassem a sabotagem do gasoduto Nord Stream. Por sua vez, o embaixador ucraniano junto à ONU, Sergíy Kyslytsya, acusou Moscovo de "detonar uma bomba de destruição ambiental em massa, que levou ao maior desastre causado pelo homem na Europa em décadas". "Este é um ato terrorista contra a infraestrutura crítica ucraniana que visa causar o maior número possível de vítimas civis e destruição. Ao recorrer à tática de terra arrasada ou, neste caso, de terra inundada, os ocupantes russos efetivamente reconheceram que o território capturado não lhes pertence e não são capazes de manter essas terras", disse. Na reunião, os representantes dos Estados Unidos e do Reino Unido junto à ONU abstiveram-se de atribuir o ataque a Moscovo, mas aproveitaram para criticar a invasão russa e as suas consequências.



Publicado por Tovi às 08:53
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2023
O suicídio da Europa

O Ocidente — ou NATO se preferirem — está feliz porque, através da Finlândia, ganhou mais 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia. E para que quererão eles mais 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia?

 

  Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 06abr2023
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A poucos dias de uma visita à China determinante para as relações entre o gigante asiático e a UE, onde chegou acompanhada pelo Presidente francês, Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, resolveu fazer, mais do que um discurso, uma intervenção de fundo que estabeleceu desde logo não apenas a agenda da visita como também todo o futuro das relações sino-europeias. Muito saudado nos meios da autodenominada “ordem liberal internacional”, o discurso foi marcante a vários níveis: pelo momento, pela forma e pelo conteúdo. O momento e a forma — falando antes e publicamente o que é habitual reservar para ser falado durante e em privado — assinalaram uma posição de força, pessoal e institucional, que, aliada a um conteúdo de claro confronto e desafio, logo suscitou uma ríspida resposta da parte chinesa e a certeza de que dificilmente esta visita terá bons resultados, agora ou no futuro: os chineses costumam demorar uns 50 anos a esquecer ofensas públicas.
Mas, antes de analisar o conteúdo do que disse Von der Leyen, vale a pena começar por constatar que, ao que parece, finalmente a Europa tem uma política externa comum, tão longamente desejada, e alguém que responde por ela. Não é, ao contrário do que se poderia prever, o triste comissário europeu para a Política Externa, Josep Borrell, o qual, no próprio dia em que Von der Leyen e Macron partiam para a China, repetia ao lado do secretário de Estado americano os chavões dos Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia, a Rússia e a China, ou que há semanas apresentava como grande feito da política externa comum a compra em conjunto de munições de guerra para a Ucrânia. Também não é uma política comum resultante de discussão ou debate no Parlamento Europeu ou, menos ainda, nos Parlamentos nacionais — sem que isso tenha merecido um só suspiro dos outrora tão ciosos defensores das soberanias nacionais face a Bruxelas. Mas, desde que começou a guerra na Ucrânia e o Ocidente (ou NATO, se assim preferirem chamar-lhe) tocou a reunir em defesa da tal ordem liberal internacional, considerações desse tipo deixaram de ter lugar, ao ponto de um pobre país como o nosso, onde uma simples lancha patrulheira fica parada no mar por falta de combustível, não se coibir de enviar três dos seus tanques, dos melhores que há nos catálogos (e os únicos em ordem de marcha), para irem combater os russos na Ucrânia. Sim, agora, pelo menos, sabemos quem é que fala em nome da Europa em matéria de política externa: é Ursula von der Leyen. E isso tem, desde logo, duas vantagens: os americanos já sabem a quem telefonar quando quiserem falar com a Europa e é francamente melhor ser ela a representar-nos e a definir a nossa política externa do que esse patético serventuário dos americanos que é o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que se tinha autodesignado para cumprir a função até aqui.
Bom, mas então o que disse Ursula von der Leyen sobre a China? Algumas coisas interessantes, que, não sendo propriamente novidade, tiveram a vantagem de clarificar ainda mais o pensamento europeu dominante. Explicitamente ou subentendendo, começou por dizer que a Europa não queria cortar os laços com a China, mas queria mudar as regras do jogo, pois havia um factor novo: a China está em campo à procura de uma nova ordem global, não aceitando mais jogar de acordo com a ordem liberal internacional na qual se revêem os valores do Ocidente. No fundo, a mesma acusação feita à Rússia e a Putin, pessoalmente: não aceitou “ocidentalizar-se”. Sendo que a China é uma ditadura desde 1949 e a Rússia um regime autocrático desde a noite dos tempos, com uma breve interrupção “democrática” em que conheceu o pior do capitalismo exportado pela ordem liberal, cabe perguntar o que há verdadeiramente de novo e de insuportável em relação aos tempos em que outras gerações de líderes europeus, com outro nível e ainda com memórias de guerra — Adenauer, De Gaulle, Willy Brandt, Harold Wilson, Olof Palme, Kennedy —, conseguiram manter a paz com as duas superpotências inimigas, apesar de terem pela frente muito pior do que Putin ou Xi Jinping, como Mao, Estaline, Khrushchev, Brejnev? Porquê esta súbita mentalidade do pensamento único, esta cruzada moderna contra os hereges da ordem liberal, esta necessidade urgente de exportarmos a nossa noção de bem e de valores para o mundo inteiro, e à força se necessário, antes de tudo o resto: o combate às desigualdades, às epidemias e doenças dos pobres, às alterações climáticas, ao desarmamento nuclear? Dizia há dias um porta-voz do Departamento de Estado americano, em resposta a um pedido de Zelensky para que a Rússia não ocupasse a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que “não podemos impedi-lo, pois infelizmente a Rússia faz parte do Conselho de Segurança da ONU”. “Infelizmente”? Já chegámos ao ponto de lamentar a existência da ONU e do seu CS, com as regras de funcionamento estabelecidas, justamente para que os conflitos entre adversários ali fossem dirimidos e não no campo de batalha?
No seu discurso de há dias, Ursula von der Leyen veio implicitamente atravessar a Europa num conflito com a China, do ponto de vista comercial, político e até militar, num confronto que foi declarado pelos Estados Unidos e assumido também há meses pelo secretário-geral da NATO como estratégico para a organização. Já não se trata de levar a NATO até ao Afeganistão com a justificação da solidariedade devida a um aliado atacado na sua própria casa. Agora trata-se de ir até ao outro lado do mundo, como braço armado da política externa americana e para um eventual confronto entre duas potências nucleares, numa guerra no Pacífico, onde a Europa nada tem que ver. Mas, em troca, nem sequer é certo que uma futura Administração americana (com Trump de regresso, por exemplo) esteja disposta a continuar a atravessar-se pela defesa europeia, na Europa.

Sabemos apenas que nos continuam a exigir que a Europa pague o grosso da factura da guerra na Ucrânia, em inflação, em despesas militares e também em possível nova crise bancária importada de lá, para garantir que, como disse Lloyd Austin, o secretário da Defesa dos EUA, a Rússia saia da Ucrânia “de tal forma enfraquecida” que deixe de constituir qualquer ameaça futura. Para, quando os Estados Unidos acharem que está na hora de enfrentar a China, não correrem o risco de verem a Rússia a apoiá-la. A menos que tudo isto vá pelos ares.

Entretanto, é essencial continuar com a guerra na Ucrânia, até à derrota final da Rússia ou até… à eternidade. Que pode ser em 2024, ou mesmo 25, ou até 26, como alguns defensores da ordem liberal internacional e da guerra até ao último ucraniano defendem. E por isso, alinhada com o discurso de Washington, Von der Leyen também não se esqueceu de recordar aos chineses que o seu plano de paz em 12 pontos para a guerra na Ucrânia não podia ser levado a sério. Primeiro porque não previa a retirada russa de todos os territórios ucranianos; segundo porque só a Ucrânia poderia definir as condições para uma paz justa. Ou seja, a primeira condição, independentemente da sua justiça, significaria não uma negociação mas uma rendição incondicional à partida; e a segunda implicaria que só haveria paz nas condições decretadas por uma das partes. Resumindo: o plano não serve precisamente porque quer negociar a paz. E agora saúdam em festa a entrada da Finlândia na NATO, o 31º membro e 15º desde que se extinguiu o seu inimigo, o Pacto de Varsóvia. A ordem liberal está feliz porque ganhou assim mais 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia. E para que quererão eles mais 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia?
Pobre Europa, desgraçada Ucrânia!

 


Jorge Saraiva
Eles?!
Paulo TeixeiraPrecisas que te expliquem? Tu és um homem bom mas nesta questão não te entendo
David RibeiroNunca gostei de guerras, Paulo Teixeira... sou um fervoroso adepto da PAZ.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro a paz dos russos....
David RibeiroHá muita gente a esquecer-se que esta guerra começou em 2014... e porque será que só agora é que Putin é um execrável expansionista, que o é e sempre foi, sem dúvida.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro sempre foi. Nós sabemos quem começou em 2014. A tática dos nazis usada ad nauseam...
David RibeiroMas só agora, Paulo Teixeira, é que muita gente vem rasgar as vestes. Eu detesto Putin e todos os outros senhores do Kremlin, mas também sei quem são os senhores que em Kiev sustentam no poder o Zelensky. Toda a Europa os considerava os mais corruptos... agora já são uns santos.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro não invadiram nenhum país. E sei que não és senão pela paz. Mas acabas sem querer por validar um lado. Um abraço forte
Raul Vaz OsorioDavid, o MST há muito que começou a disparatar e a arranjar umas teses malucas em que nem ele mesmo acredita, só para ser diferente e polémico. Não vás nessa.
Antero Filgueiras
MST já deu o que tinha a dar!!!



Publicado por Tovi às 23:00
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2022
Costa à conversa com Balsemão

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E pelo andar da carruagem (carruagem = oposição política) ainda é capaz de alcançar uma nova maioria absoluta.

 

  Marcelo Rebelo de Sousa foi professor de António Costa. Uma relação pessoal longa que, admite o primeiro-ministro em entrevista a Francisco Pinto Balsemão, facilita a relação institucional. Mas o Governo adaptou-se ao registo do Presidente. Há um “Tratado de Tordesilhas” com Marcelo, diz Costa: PR fica com os afetos, Governo encontra soluções.



Publicado por Tovi às 10:01
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022
Nove meses de guerra... análise de Lívia Franco

  Expresso 23nov2022 às 8h00

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Estamos a chegar ao Inverno e na véspera de serem atingidos os primeiros nove meses de guerra, falamos neste episódio do atual estado do conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia e das movimentações diplomáticas que podem ajudar a que se chegue a uma paz no futuro. Um paz em que a Ucrânia, embora esteja por cima, pode ser forçada a aceitar uma posição “realista”. Uma conversa com Lívia Franco, da Universidade Católica.
O que se pode dizer sobre a evolução do conflito e o seu estado atual? “Passados nove meses o que podemos dizer é que o Inverno vai trazer problemas diferentes, mas também se pode dizer que os alvos russos são agora diferentes (com alvos civis atingidos, como a rede elétrica, escolas, hospitais, etc). Começou por ser chegar a Kiev para mudar o regime. Agora, a Rússia não se encontra na melhor posição e não está como gostaria de estar”, afirma a investigadora Lívia Franco.
Sobre o que podemos esperar a seguir, afirma: “A grande batalha do Inverno vai ser a batalha de quebrar o moral. E ambos os lados vão tentar fazê-lo”.
Quanto a uma saída negociada do conflito militar, Lívia Franco considera que ambas as partes deverão ter que ceder alguma coisa. A Ucrânia por exemplo sempre rejeitou negociar com Vladimir Putin. “A solução política pode não estar no horizonte mas temos sinais que do ponto de vista diplomático alguma coisa está a correr, sobretudo do lado dos EUA e da Rússia”.
Com a chegada do Inverno, pode de facto começar a existir uma pressão sobre a busca de uma solução.
“Uma boa parte da opinião pública pode ao longo do Inverno fazer pressão sobre a paz, e uma paz que force a Ucrânia a alguns custos. Vai ser um equilíbrio muito difícil.” Por exemplo, os ucranianos podem ser forçados a aceitar que a Crimeia, nas mãos dos russos desde 2014, não regresse ao seu domínio.

  
Diogo Quental
Acho sempre curiosa esta ideia de que a pressão cresce sobre a Ucrânia e não sobre a Rússia. Parece que não há um culpado identificado. Parece que há alguma limitação ao recuo da Rússia. O nível de lavagem cerebral é assustador.
David Ribeiro
Meu caro, Diogo Quental... as "pressões" fazem-se sobre quem mantem posições irredutíveis.
Diogo QuentalDavid Ribeiro se alguém invade a nossa casa, parece-me natural a posição irredutível de o querer pôr fora.
David RibeiroDiogo Quental, comparar posições geoestratégicas com "invasão da nossa casa" é um pouco sem sentido. Se me assaltarem a casa chamo a polícia, não vou pedir ao vizinho que me dê armas para eu atacar o invasor.



Publicado por Tovi às 09:05
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2022
Sondagem do ICS/ISCTE para SIC e Expresso

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Se as eleições legislativas fossem hoje, o Partido Socialista não conseguia a maioria absoluta, aponta uma sondagem do ICS/ISCTE para SIC e Expresso, que dá aos socialistas uma diminuição de quatro pontos percentuais em relação ao resultado obtido a 30 de janeiro.

 

  O Governo de António Costa passou, no espaço de seis meses, de uma avaliação de desempenho expressivamente positiva para números de popularidade menos positivos. Uma sondagem publicada esta sexta-feira no semanário Expresso, feita pelo ICS/ISCTE, revela que quase metade (49%) dos inquiridos considera a prestação do Governo “má” ou “muito má”. Enquanto quase metade dos portugueses considera o desempenho do Governo “mau” (35%) ou “muito mau” (13%), apenas 1% classificou a ação do executivo socialista como “muito boa”. A maior fatia, porém, está nos 41% que consideram o desempenho “bom”. Em março, dois meses depois das eleições e altura em que o Governo tomou posse, 65% dos inquiridos tinham uma avaliação positiva. O semanário do grupo Impresa recorda que este era o melhor resultado da série de estudos, 10 pontos percentuais acima da segunda melhor, registada em abril de 2021. Em setembro, passados seis meses, as opiniões positivas dos inquiridos baixaram consideravelmente até aos 42% – o valor mais baixo em dois anos e meio de sondagens compiladas pelo Expresso. As opiniões negativas passaram dos 28% de março para o valor mais alto, nos 49%. 

 


Diogo Quental
Triste
Júlio GouveiaO que me preocupa é o Chega continuar a manter sempre a mesma percentagem e passado todo este tempo, peripecias e expediencias continue a não baixar. Perigoso... vejamos a Italia, Suécia
Be Maria EugéniaSó 4 pontos ??
Jorge FerreiraNa 6a feira anterior às últimas eleições, as sondagens davam um empate técnico e foi o que se viu, nas autárquicas o Medina ganhava, o Marcelo ia ter 60%… acerta mais vezes as horas um relógio parado, do que as empresas de sondagens




Sexta-feira, 12 de Agosto de 2022
Gasoduto de Sines ao centro da Europa

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Lembram-se de eu há uns tempos ter aqui defendido esta solução para colmatar o embargo de gás russo na Europa Central?... Pois parece que o chanceler alemão, Olaf Scholz, é da mesma opinião.

 

  António Costa, em resposta a Olaf Scholz: "A Alemanha pode contar 100% com o empenho de Portugal para a construção do gasoduto. Hoje para o gás natural, amanhã para o hidrogénio verde. Até lá, o Porto de Sines poderá ser utilizado como plataforma logística para acelerar a distribuição de GNL para a Europa".


Isabel Sousa Braga - ...l
á para 2030 🙄
David Ribeiro
Vai demorar, seguramente, mas até lá, como disse e bem o António Costa, "o Porto de Sines poderá ser utilizado como plataforma logística para acelerar a distribuição de GNL para a Europa".
Jose RamalhoSe Sines fosse no Norte, acredito... assim daqui a 2 anos se calhar estará pronto...
Isabel Sousa BragaJose Ramalho, era igual

 

  Não é assim tão complicado como dizem
(E
xpresso de hoje, 12ago2022)
O primeiro-ministro garantiu esta sexta-feira, 12 de agosto, que o percurso português do gasoduto para o centro da Europa já está definido, estando os “trabalhos muito avançados”, e assegurou que a Península Ibérica pode substituir "grande parte" do gás importado da Rússia. “Nós temos os trabalhos muito avançados: são cerca de, creio, 160 quilómetros entre Celorico da Beira e o ponto da fronteira onde amarramos com a rede espanhola”, sublinhou António Costa em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à creche Luís Madureira, na Amadora (Lisboa), após ter sido questionado sobre as declarações feitas na quinta-feira pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, que apelou à construção de um gasoduto entre Portugal e o centro da Europa. Costa afirmou que, no que se refere ao percurso português desse gasoduto, “houve dúvidas sobre o traçado” devido ao impacto ambiental que poderia ter, designadamente a travessia do Vale do Douro, que “é uma travessia muito sensível”. “Há um traçado que agora está definido, cuidadoso, que protege os valores ambientais, que importa proteger também no Vale do Douro. Portanto, do nosso lado as coisas têm vindo a avançar, da Espanha também”, indicou. O chefe do executivo recordou que “a existência desta interconexão da Península Ibérica com o resto da Europa é uma ambição antiga” de Portugal, que tem sido confrontada “com uma dificuldade, que são as limitações ambientais que a França tem invocado sobre o impacto do gasoduto na travessia dos Pirinéus”. Costa sublinhou que essa resistência francesa tem “atrasado bastante o problema”, mas referiu que a Comissão Europeia já está a ponderar um novo trajeto que crie interconexões energéticas entre a Península Ibérica e o resto da Europa sem passar pela França. “A Comissão Europeia já colocou em cima da mesa a possibilidade de, se não for possível ultrapassar o bloqueio com a França, o ‘pipeline’ possa ter uma ligação direta de Espanha para Itália, de forma a chegar ao centro da Europa por via de Itália e não por via de França”, frisou. 



Publicado por Tovi às 08:01
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2022
Tentativa de ataque à FCUL

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Parece que foi por um triz que não tivemos uma tragédia no dia de hoje.

 

  Comunicado da Polícia Judiciária - 10fev2022
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), procedeu, nesta data, à realização de uma operação tendente ao cumprimento de Mandados de Busca domiciliária, no âmbito de inquérito titulado pela Secção de Investigação do Crime Violento do DIAP de Lisboa.
A investigação foi desencadeada por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa.
Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia de hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso.
Na sequência das buscas realizadas, seriam apreendidos vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais.
Para além de várias armas proibidas, seriam igualmente apreendidos outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, vasta documentação, isto, para além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear.
O arguido detido em flagrante delito pela posse das referidas armas, encontra-se igualmente indiciado pela prática do crime de terrorismo.
O arguido de 18 anos de idade, será amanhã presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para sujeição à medida de coação tida por adequada.

 

  CNNPortugal / Catarina Pereira e Henrique Machado - 10fev2022
Ataque estava planeado para esta sexta-feiraUm jovem de 18 anos estaria a planear um ataque para esta sexta-feira, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Os alvos seriam indiscriminados, entre os estudantes desta instituição. O plano foi detalhado por escrito e o jovem terá assumido que queria fazer o maior número de vítimas possível entre os colegas universitários.
Jovem é aluno de engenharia informáticaO jovem suspeito de planear o ataque é um estudante do curso de engenharia informática da FCUL. Tem 18 anos e é natural da Batalha, mas vive atualmente em Lisboa, onde foi detido. Na zona onde cresceu, a reportagem da TVI/CNN Portugal já falou com alguns conhecidos do jovem, que relataram que se trata de um rapaz reservado, bom aluno, mas com algumas dificuldades de relacionamento com outras pessoas. Até ao momento, não são conhecidas as motivações para o ataque.
Alerta chegou do FBIO alerta para a intenção deste ataque chegou à PJ na última semana, sabe a CNN Portugal, através do FBI. As autoridades norte-americanas, na monitorização que fazem da internet, das redes sociais e da darkweb, como prevenção do fenómeno do terrorismo, detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português e onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal. O suspeito teria um grande fascínio por este tipo de ataques, mais comuns nos Estados Unidos. 
Busca domiciliária confirmou suspeitas - A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, seguiu as pistas do FBI e conseguiu uma identificação e morada do suspeito. Esta quinta-feira, tendo ido realizar uma busca à casa do rapaz, confirmou que este detinha um plano pormenorizado do ataque, "com os detalhes da ação criminal a desencadear". O suspeito tinha também várias armas brancas (facas, catanas e uma besta com dardos de aço), botijas de gás, garrafas com gasolina e isqueiros. Não foram encontradas armas de fogo.
Jovem pernoita na PJO suspeito está neste momento no estabelecimento prisional anexo à PJ, em Lisboa, e irá pernoitar aí. Esta sexta-feira, será presente a tribunal para ser ouvido. Após o primeiro interrogatório judicial, irá conhecer a medida de coação determinada pelo juiz. Irá responder pela detenção em flagrante delito pela posse das armas referidas, mas também está indiciado pela prática do crime de terrorismo.
Presidente e Governo não comentam -  Acabado de chegar a Brest, em França, onde vai participar na cimeira “Um Oceano”, o Presidente da República afirmou não ter conhecimento do caso, recusando-se a tecer comentários. Questionados pela CNN Portugal, tanto o Governo como o Ministério da Justiça se recusam a comentar o caso e remetem qualquer esclarecimento para PJ.
Faculdade está na época de examesA Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estava atualmente em pausa letiva para a realização de exames e o início das aulas está agendado para dia 21 deste mês. Durante esta semana, decorrem exames de segunda fase, que juntam centenas de alunos. Para esta sexta-feira, segundo o calendário disponível online, estavam marcados 47 exames.

 

  Jornal de Notícias e Correio da Manhã de hoje
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  A propósito da informação que levou à detenção de um jovem, que alegadamente preparava um atentado terrorista em Lisboa, e que chegou à PJ através do FBI.
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  Expresso, 09h47 de 11fev2022 - João, o estudante de engenharia informática de 18 anos que foi detido pela Polícia Judiciária um dia antes de cometer um atentado na faculdade de Ciências, em Lisboa, é descrito pelos vizinhos na aldeia na Batalha onde mora a família e de onde é natural, como “um rapaz tímido, introvertido e pouco sociável”. A aldeia é composta por entre 30 e 50 casas, espalhadas pela serra. João andou na escola naquela freguesia e antes de ir para a faculdade estudou num estabelecimento de ensino na Batalha. A família é elogiada pelos vizinhos. “Nunca levantou problemas. É humilde também no trato.”

 

  Prisão preventiva para estudante que preparava ataque terrorista
Foi ouvido em primeiro interrogatório judicial o estudante de 18 anos acusado da tentativa de massacre na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vai ficar a aguardar em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa. A defesa de João estava inicialmente a cargo de um advogado oficioso, nomeado pelo tribunal, mas, à ultima da hora foi nomeado um advogado, pago pelos pais do estudante, o que levou a um atraso no interrogatório judicial. Está indiciado por terrorismo e posse de arma. Jorge Pracana, advogado do jovem suspeito de planear um ataque à FCUL, diz que “este processo vai fazer história no país”. O advogado admite contestar a prisão preventiva decretada ao cliente, mas não deu pormenores: “Aguardo o envio de alguns documentos que acho que são úteis à reversão da decisão”.

 

  Observador / Carlos Diogo Santos - 15h44 de 11fev2022
Jovem foi surpreendido pela PJ, mas colaborou. “Sabia que os corredores da universidade estariam cheios, estava no plano", diz fonte da PJ. Suspeito não queria qualquer vingança contra alguém concreto.
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  Expresso /  - 19h40 de 11fev2022
PsychotycNerd#6116. Era este o nickname na rede social Discord de João, o jovem de 18 anos que ficou em prisão preventiva esta sexta-feira pelos crimes de terrorismo e posse de arma. Foi num chat dessa rede social que o estudante de engenharia informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa revelou o seu plano de levar a cabo um assassinato em massa no Bloco 3 daquela universidade usando facas, uma besta e explosivos fabricados por si para matar e incendiar estudantes e as instalações universitárias. Em conversa na Discord, João contou ao seu interlocutor, Sammy, que a sua motivação para o atentado se devia a um incidente sobre plágio naquela universidade. Alarmado com a conversa, Sammy avisou o FBI por email, a 4 de fevereiro, garantindo que apenas conhecia o jovem pelo seu nickname que usava naquela rede social. A PJ acabou por descobrir que João terá sido vítima de bullying na escola e que sofre de síndrome de Asperger, mas que a doença não o impedia de distinguir o bem do mal, nem lhe afetava a capacidade de optar ou não pela prática de condutas ilícitas.

  E eu, que das ciências médicas não vou além de saber marcar consultas com a minha médica de família e cumprir com o que ela me manda fazer, fico à espera de que a Justiça diga se este jovem é “terrorista” ou “um caso de ameaça e possível homicídio” ou mesmo um doente a necessitar de tratamento.

 

  JN, às 21h18 de 11fev2022
João, de 18 anos, chegou ao Estabelecimento Prisional de Lisboa bastante afetado e alterado, depois de ter sido colocado em prisão preventiva por ordem do tribunal, um dia depois de ser detido por suspeitas de estar a preparar um ataque contra colegas da Faculdade de Ciências de Lisboa. O jovem terá dado entrada no EPL bastante alterado, ao início da noite deste sábado. Em face do estado do jovem, foi transferido para o hospital-prisão de Caxias, onde será avaliado pelos médicos.

 

  CNNPortugal, às 08h04 de 12fev2022
Numa folha de linhas A4, pendurada na parede do quarto onde vivia, nos Olivais, o jovem escreveu à mão em português e inglês o plano do ataque - a preparação, as tarefas a fazer na véspera e toda a ação do dia do ataque. No dia 11 de fevereiro, o ataque seria às 13h30: numa bolsa colocada na perna, levaria uma faca com uma lâmina de cerca de 16 centímetros; na perna colocaria um acessório para transportar as setas que iria disparar com uma besta. Além disso, pretendia provocar um incêndio e, para isso, tinha latas de combustível. Dentro do anfiteatro do bloco 3 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa lançaria uma cortina de fogo com gás e gasolina e depois desataria a matar os colegas. Naquele dia que escolheu estariam ali muitos estudantes a fazer exames. Aí começaria com disparos indiscriminados e a dar facadas a quem conseguisse. O plano até previa o fim: ele mesmo morreria num suicídio policial.
Era na marquise do seu quarto que o estudante guardava as armas que ia comprando. Numa mochila preta e numa mala de viagem escondeu a faca com lâmina de 16 cm, três outras facas mais pequenas, uma besta, várias setas, pelo menos cinco isqueiros, maçaricos, latas de gás e latas de combustível.“
Odeio este mundo.. A frase está publicada numa das páginas das muitas redes sociais que o estudante usava. Aos 18 anos passava grande parte do seu tempo na internet. Tinha página em mais de sete redes sociais diferentes. E o que ia colocando dava sinal de que vivia uma fase mais complicada. Entre as várias redes ia contando que tinha um “passado feliz” mas um “presente negro” e que estava “cansado”.  Ao mesmo tempo publicava fotos de criminosos e assassinos estrangeiros e nacionais, que parecia admirar. Procurava regularmente conteúdo sobre assassinatos e tiroteio em escolas.  Foi também nas redes que um dia confessou que teve “um sonho estranho com um tiroteio” numa escola.
Inteligente e obcecado pelo fenómeno e ideologia do mass shooting – assassinato em massa. Quando foi detido não esboçou sequer surpresa.
Manuela Santos, a agente que liderou a investigação ao grupo motard Hells Angels, lidera a unidade que conseguiu descobrir o estudante. Recebeu um alerta do FBI mas sem qualquer identificação do suspeito e em menos de uma semana conseguiu localizar o jovem que estava por trás de alcunhas que usava nas redes sociais. Esta agente comanda a Unidade Nacional de Contraterrismo, que tem cerca de 100 operacionais. Nos últimos dias, uma brigada foi destacada para este caso sensível, tendo feito várias diligências. Depois de terem descoberto quem ele era, vigiaram-no de perto. Na segunda-feira perceberam que o estudante ainda pensou em avançar com um ataque na faculdade nesse dia mas arrependeu-se - chegou a ir mesmo às instalações da instituição. Manuela Santos sucedeu a Luís Neves, atual diretor nacional da PJ.
Foi numa rede social chamada Discord que o FBI percebeu que um indivíduo português andava a planear o ataque. Os serviços norte-americanos, para combater o terrorismo, estão infiltrados nesta rede. Aqui, o jovem partilhava ideias com membros de grupos ligados aos assassinatos em série. As conversas suspeitas do jovem levaram o FBI a desconfiar e a alertar  a Policia Judiciária, passando-lhe o nome de código que o jovem usava neste sistema – onde muitos grupos são secretos e difíceis de encontrar.

 

  Correio da Manhã de 13fev2022
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Publicado por Tovi às 07:55
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2022
Os ciberataques deliberados e maliciosos

Só neste últimos meses tivermos:

  09jan2022 - Expresso e SIC (Grupo Impresa)
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  06fev2022 - Correio da Manhã (Grupo Cofina)
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  08fev2022 - Vodafone
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  Comunicado da PJ
Numa conferência de imprensa "a título excecional" para "esclarecer informação contraditória", que decorreu na sede nacional da PJ, em Lisboa, ao início da noite, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), Carlos Cabreiro, clarificou que o ciberataque à empresa de telecomunicações Vodafone está a ser investigado como um único ataque. O responsável adiantou também que todas as hipóteses estão em aberto, admitindo-se um ataque a título individual ou uma ação de grupo concertada, com ligação a ciberataques recentes em Portugal, ou não. "Neste momento abrimos todas as hipóteses, de estarmos a falar de alguém a título individual que comete este ilícito. Neste momento é prematuro associá-lo a outros ataques que tenham ocorrido nos últimos tempos. É prematuro fazer essa associação, porque não temos esses dados, não excluímos essa hipótese, mas é prematuro fazer essa avaliação", disse. Segundo o coordenador da UNC3T, esse trabalho "é feito em equipa", não só em termos de cooperação internacional, envolvendo a Europol e a Interpol, por exemplo, mas também nacional, envolvendo o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e os serviços de informações do Estado.

 

  Notícia da manhã de quarta-feira, 9fev2022
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  Capa do JN de 9fev2022
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  Três tipos de ciberataques [Checkpoint Software Portugal / Visionware]
- Os governos (por exemplo, se a Rússia quiser atacar a Ucrânia "vai certamente atacar as suas redes elétricas, bancárias, etc.");
- Os ciberativistas (que geralmente "querem só chamar a atenção para um determinado assunto" e atacam grupos económicos, petrolíferas, empresas de energia, etc.);
- Cibercriminosos - que podem trabalhar isoladamente ou podem ser organizações criminosas (e são estas que têm crescido nos últimos tempos).

Estas redes criminosas vivem através de um modelo de negócio bastante maduro, usam estes ataques para angariar dinheiro. São redes altamente profissionais e tipicamente não têm uma geografia associada, trabalham world wide. Aquela imagem daquele miúdo, hacker, que está em casa escondido está ultrapassada. Estas redes existem para angariar dinheiro, direta ou indiretamente. Podem fazer pedidos de resgate para recuperar informação ou para não divulgar informação, podem fazer fraude bancária direta ou ações semelhantes, podem reutilizar ou vender informação, porque ela é valiosa. Uma coisa sabemos: o mundo não vai andar para trás, estamos cada vez mais dependentes dos sistemas informáticos e, por isso, sabemos que haverá cada vez mais cibercrimes. Assim como os bancos ao início eram assaltados e agora são seguros, também temos que aprender a lidar com o cibercrime. É o mundo que temos e não vai mudar. Temos que trabalhar para termos sistemas mais seguros e isso é possível, mas toda a gente tem que assegurar o seu papel, incluindo o Governo.



Publicado por Tovi às 10:25
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2022
Rei morto, Rei posto

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  Rita Dinis, em 1fev2022 no Expresso - Rio sai (sem pressa) e PSD senta-se no divã. O que falhou? E para onde vai? Na má digestão dos resultados eleitorais, PSD reflete sobre o que falhou: Costa afinal não estava esgotado, portugueses premiaram estabilidade e dinheiro no bolso, Rio teve “excesso de confiança” e “erros na mensagem” – perdeu pensionistas e funcionários públicos quando decidiu não lhes dar nada, e reforçou voto no PS quando decidiu não hostilizar o Chega. O medo da direita prevaleceu. Perante isto, Rio sai, disso não há dúvidas. Mas também não há pressa. Eleições internas podem acontecer até junho: começa agora a guerra de sucessão. Mais uma. Salvador Malheiro já lançou Montenegro. Quem vem lá?

  Nuno Melo, em 1fev2022 na sua página do Facebook - O CDS está ferido, mas não de morte. O partido está implantado a nível nacional, governa sozinho 6 autarquias, muitas mais em coligação, e está presente nos governos regionais dos Açores e da Madeira. …/… Embora o resultado agora obtido confirme inteiramente os meus alertas, não tenciono concentrar-me em ajustes de contas com o passado. Sou presentemente o único deputado com mandato e palco nacional e europeu do CDS. Nunca virei as costas ao meu partido e não abandono o CDS no momento mais difícil da sua história. Uma coisa quero garantir: no que de mim depender, o CDS não acaba aqui.



Publicado por Tovi às 07:50
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
Os últimos cartuchos destas Legislativas

  Sondagem do ISCTE/ICS para Expresso e SIC
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David Ribeiro - Lá teremos que ir a penalties.
Luis Paixão Martins - Estou a imaginar o leitor tipo do Expresso. Entradote ou mais. A olhar para esta manchete. E a pensar: Deixa-me ir votar senão a canalhada ainda dá cabo disto 😎😎😎

  Sondagem da CESOP para RTP, Antena 1 e Público
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  Tracking Tool (Pitagórica) para TVI e CNNPortugal 
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Publicado por Tovi às 13:47
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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