"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 14 de Abril de 2021
Vai haver vacinas para todos?

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Parece estar provado que há alguns graves efeitos secundários destas vacinas… mas eu temo que a “guerra” entre a União Europeia e as farmacêuticas venha a provocar enormes dificuldades numa completa vacinação das populações.

 

    La Stampa
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    Relatório de Vacinação em Portugal (de 27dez2020 a 11abr2021)
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    Expresso, 14abr2021 às 13h54
A Presidente da Comissão Europeia anunciou ao início da tarde desta quarta-feira que mais 50 milhões de doses de vacinas da Pfizer devem chegar à UE na segunda metade de abril. Para 2022 e 2023 espera-se a entrega de mais 1,8 mil milhões de doses.
A Dinamarca anunciou esta quarta-feira que desistiu de usar a vacina para a covid-19 da AstraZeneca devido aos efeitos secundários "raros, mas graves", enquanto a Alemanha decidiu administrar outra vacina nas segundas doses a quem tomou este fármaco na primeira.




Quarta-feira, 7 de Abril de 2021
Morreu Jorge Coelho

Requiescat in Pace

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Homem de relações cordiais, sempre frontal, o histórico socialista não se escusava ao debate político com os seus adversários, mas sempre o fez no campo da elevação, reservado aos nobres de caráter.

 

    Expresso às 19h00 de 07abr2021
O antigo ministro Adjunto, da Administração Interna e também do Equipamento Social Jorge Coelho morreu esta quarta-feira aos 66 anos. Sofreu um ataque cardíaco quando estava numa casa que tinha na Figueira da Foz. A notícia foi avançada inicialmente pela SIC Notícias, onde foi um dos comentadores da “Quadratura do Círculo”.

    JN às 19h54 de 07abr2021
O ex-ministro socialista Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, vítima de um AVC. Tinha 66 anos. De acordo com a PSP de Coimbra, Jorge Coelho teve um AVC quando visitava uma residência na zona turística da Figueira da Foz. De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, "a senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação", adiantou o comandante à Lusa. 

 

    Há quem tenha memória curta...
Quando Jorge Coelho disse “quem se mete com o PS, leva!” referia-se a uma crítica do Bastonário da Ordem dos Advogados da época, António Pires de Lima, que acusou o governo socialista de interferir nos tribunais e na justiça.



Publicado por Tovi às 20:58
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Segunda-feira, 29 de Março de 2021
Últimas notícias de Cabo Delgado

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    15h56 de 24mar2021 - Google News
Grupos armados atacaram nesta quarta-feira a cidade de Palma, no norte de Moçambique, o centro urbano mais próximo de empreendimentos do setor de gás no país, avaliados em cerca de 51 mil milhões de euros. Segundo a agência Reuters, duas fontes confirmaram os ataques, que estão acontecendo a uma distância cada vez menor dos empreendimentos, que já tiveram que ser paralisados por problemas de segurança. A cidade de Palma está situada a menos de 25 quilômetros de um campo de construção de empreendimentos de gás liderados por grandes empresas petrolíferas, como a francesa Total. O ataque aconteceu no mesmo dia em que a empresa francesa anunciou que retomaria gradualmente as obras no local, após suspendê-las devido aos ataques nas proximidades.

    20h30 de 26mar2021 – Nuno Rogeiro no Facebook
Uma coluna de 23 veículos da ONU acaba de chegar a Pemba, incólume, vinda do Norte de Cabo Delgado, onde recolheu pessoal de vários programas de assistência em zonas atacadas. Quanto à vila-mártir de Palma, continuam intensos combates. A situação mais grave era no hotel Amarula: o recinto vinha sendo flagelado por fogo do Daesh, e o perímetro de segurança foi violado. Entretanto, a evacuação foi-se dando, discreta e com sucesso, embora haja um problema maior a lamentar (PS 2). A propósito da ONU: uma iniciativa urgente sobre o que se passa era necessária. Para ontem.
PS- Ministérios da Defesa Nacional de Portugal e Moçambique e Primeiro Ministro português estiveram em teleconferência
PS2- Desde as 14.00 de Lisboa que circulam muitos relatos sobre o destino das pessoas que decidiram sair do Hotel Amarula. Há pelo menos três grupos distintos. Podemos confirmar, para já, infelizmente, cinco mortos, todos moçambicanos.
PS3- Ofensiva militar em curso, ou para muito breve. Esperemos que com resultados.
PS4- Não se confirma o boato da tomada de navios reféns pelo bando atacante.

    11h20 de 27mar2021 - LUSA
Acaba de ser noticiado pela LUSA que um português ficou gravemente ferido numa operação de resgate de Palma, vila sob ataque de rebeldes armados desde quarta-feira, junto aos projetos de gás natural de Cabo Delgado, norte de Moçambique. O ferido está a caminho de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, 250 quilómetros a sul, por via aérea, a partir do aeródromo do recinto do projeto de gás natural, na península de Afungi, para onde foi resgatado juntamente com outras pessoas.

    18h00 de 27mar2021 - Expresso
"A situação neste momento é crítica em Palma. Estamos sob ataque desde ontem, quando eles começaram a atacar pessoas com catanas, a partir das 15h foi ataque armado, já estamos há 24 horas sob fogo cruzado. Não sabemos como a gente vai sair daqui. Não sabemos se vamos chegar ao mar, se vamos ser evacuados, quando, a que horas, como e por quem”. O relato é de um dos cidadãos que se refugiaram no hotel Amarula Lodge, em Palma, na província moçambicana de Cabo Delgado. “Os helicópteros estão a sobrevoar a zona do Amarula Hotel para terem a certeza de que a estrada está livre para a gente tentar chegar até à praia para apanhar um batelão, mas conforme estão a ouvir não sabemos se será possível. A situação está crítica. Não temos comida, só temos água. Então… seja o que Deus quiser, seja o que Deus quiser”, relata o cidadão retido no hotel, cuja identidade o Expresso não conseguiu apurar.
O projeto Mozambique LNG, liderado pela Total, é um dos maiores investimentos em curso em Moçambique, envolvendo várias outras empresas, como a japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP (dona da portuguesa Partex, comprada à Fundação Calouste Gulbenkian), entre outras empresas. Paralelamente, também na região Norte de Moçambique, em Cabo Delgado, um outro consórcio, a portuguesa Galp integra com uma participação de 10% o projeto da Área 4, para a produção de gás natural no offshore moçambicano. Este consórcio é liderado pela ExxonMobil e Eni, contando ainda com participações da chinesa CNPC, da coreana Kogas e da moçambicana ENH.

    10h58 de 28mar2021 - Miguel Prado, jornalista do Expresso
“Estamos a trabalhar em Palma há sete anos. A insegurança começou há três anos. A partir daí nunca ninguém dormiu descansado”, conta ao Expresso António Silva, um empresário natural da região de Pombal que há vários anos se instalou em Pemba, mais de 400 quilómetros a sul da região onde na quarta-feira um grupo rebelde se instalou e deixou um rasto de sangue e destruição, levando ao resgate de centenas de pessoas por barco e via aérea. .../... acrescenta, “a verdade nunca se vai saber”. Conta-nos que “os ataques começaram com catanas e quando os militares reagiram começou a haver troca de tiros”. Dos contactos que teve, indica que “há muitas mortes, mas ninguém sabe quem é que são”. “Houve gente decapitada”, aponta o empresário que o Expresso ouviu por telefone na manhã deste domingo. A empresa de António Silva, a ZAT, dedica-se à construção e logística, e tinha mais de três dezenas de funcionários em Palma na altura dos ataques, que começaram na quarta-feira. O empresário conseguiu resgatar todos os seus funcionários, 32 moçambicanos e três portugueses. A maior parte foram transportados para Pemba de barco e alguns por avião.  .../... Segundo António Silva, na altura dos ataques haveria cerca de 15 portugueses em Palma, entre os mais de mil expatriados que aí estavam a trabalhar em vários negócios. Aquela vila tem atraído diversas empresas e prestadores de serviços, muitos deles ancorados no projeto de produção e liquefação de gás natural. .../... várias empresas portuguesas estão presentes em Palma, como as construtoras Mota-Engil e Gabriel Couto.

   18h40 de 28mar - Nuno Rogeiro no Facebook
Deslocados da zona de violência em Cabo Delgado chegam a Pemba. São perto de mil e quinhentos e estão agora sob vigilância apertada, pois há um grande receio que sejam falsos deslocados, espiões ou sabotadores. Uma grande insegurança mantem-se no Norte de Moçambique.
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    19h55 de 28mar - LUSA
O português ferido nos ataques de grupos armados à vila de Palma, Moçambique, foi transferido para Joanesburgo, na África do Sul, para tratamento médico, confirmou este domingo à agência Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O gabinete de Augusto Santos Silva fez saber ainda que vai continuar "a acompanhar" a situação, sem adiantar para já outros pormenores. O Presidente da República já tinha aludido este domingo à retirada do português para a cidade sul-africana, numa nota a propósito de uma conversa que manteve com a mulher do ferido.

   01h46 de 29mar2021 - JN/The Guardian
Pelo menos 60 pessoas, na maioria estrangeiros, estão desaparecidas desde que os militantes islamitas atacaram uma coluna de viaturas civis que fugia dos confrontos armados em Palma. Governo confirma dezenas de mortos. Segundo as gravações das Forças de Segurança (FDS), a que o jornal britânico "The Guardian" teve acesso, e que descrevem o que aconteceu após o ataque a Palma, apenas sete dos 17 veículos da coluna que fugiu da cidade, conseguiram chegar a uma zona segura na sexta-feira. Todos os que viajavam nos outros veículos estão presumivelmente mortos, diz aquele jornal britânico. Não foi possível perceber, ainda, se estas eventuais vítimas mortais estão incluídas entre as dezenas de mortos confirmados, este domingo, pelo Ministério da Defesa moçambicano.

    15h35 de 29mar2021 - JN
O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou esta segunda-feira o controlo da vila de Palma, no extremo norte de Moçambique, que foi atacada na quarta-feira passada. A agência oficial do grupo terrorista, a Amaq, divulgou imagens da vila e reivindicou a ocupação do capital do distrito, junto à fronteira com a Tanzânia. 

    21h15 de 29mar2021 . Expresso
O Governo português vai enviar cerca de 60 militares para reforçar a ajuda na formação das forças especiais moçambicanas. “Está em planeamento o reforço da cooperação técnico-militar bilateral com Moçambique, no quadro do qual cerca de 60 militares portugueses vão contribuir para a formação de forças especiais moçambicanas”, pode ler-se na resposta enviada ao Expresso. “No quadro da União Europeia, na sequência da missão política realizada em janeiro passado e liderada pelo MNE português, decorrem os trabalhos de preparação do incremento da cooperação europeia na dimensão da segurança, possivelmente através quer de apoio em equipamento, quer de apoio em formação”, acrescenta ainda.

   07h50 de 30mar2021 - Jornal de Angola
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reuniu-se sábado à noite, de emergência, com altos responsáveis da Defesa devido ao ataque no Norte de Moçambique que resultou na ocupação da cidade de Palma e na morte de, pelo menos, um sul-africano, além de vários desaparecidos, noticiou a televisão estatal, que admite a hipótese de uma intervenção militar caso ela seja solicitada pelas autoridades de Maputo.

    8h36 de 30mar2021- TSF
P
alma é neste momento uma vila isolada e deserta, de onde até os gritos de desespero demoram a fazer-se ouvir. A comunicação está cortada, mas os focos de fumo, espalhados pelo território, comunicam a devastação. A vila no Norte de Moçambique foi esta manhã sobrevoada pela investigadora Zenaida Machado, responsável da organização Human Rights Watch nos territórios de Angola e Moçambique, e é esta a paisagem que descreve, em entrevista à TSF. "Alguns jornalistas tiveram oportunidade de sobrevoar Palma e contam-nos que a cidade está completamente deserta", começa por dizer a representante do grupo ativista, que dá ainda conta de "focos esporádicos de tiros, que provavelmente são dos grupos armados a tentarem afugentar os soldados, ou então dos soldados a repelirem-nos".

    15h56 de 30mar2021 - JN
Centenas de pessoas estão a chegar a Pemba, fugidos do horror dos ataques a Palma. Os sobreviventes, que chegam a pé, por mar e também por via aérea, dizem que "morreu muita gente" devido à ofensiva jiadista.

 

   Diz-nos Marcelo Mosse, jornalista e escritor moçambicano...
Detalhes do ataque à Palma: De como os terroristas ludibriaram as FDS para alcançarem o centro da vila
Ontem [24mar2021], para lograr entrar em Palma, os “insurgentes” usaram uma tática. Bloquearam o cruzamento de Pundanhar para impedir que as FDS se reforçassem com tropa instalada em Mueda e atacaram a aldeia de Manguna. Porquê Manguna? Porque daqui o único sentido de refúgio da população seria correr em debandada para Palma. Desde há uns meses que Palma é quase que uma vila e sitiada – e só entra lá quem tenha consigo uma espécie de “guia de marcha”. Com tiros no ar e gente em fuga, esses procedimentos são letra morta.
Foi justamente isso que aconteceu. Por volta das 16 horas, os atacados de Manguna estavam a chegar a Palma com suas trouxas. Era uma situação de emergência. Devido ao ataque, as FSD foram mobilizadas para Manguna, deixando Palma de portas abertas e com proteção diminuída. Os terroristas tinham-se infiltrado no seio dos fugitivos de Manguna, entrando também em Palma com suas mochilas armadas. Dentro de Palma, abriram as mochilas, sacaram das armas e desataram a atacar alvos militares e civis.
O centro dos combates localizou-se na zona da Igreja Católica. Desconhece-se ainda a magnitude dos danos e perdas humanas e de um propalado ataque ao balcão do BCI. Ontem [24mar2021], por volta das 16 horas, a rede da Vodacom foi cortada. Tudo feito milimetricamente. Houve disparos contra a uma avioneta que descia para o aeródromo local.
Hoje [25mar2021], por volta das 10 horas da manhã, quem estivesse refugiado no principal hotel da cidade (que possui um heliporto) podia ouvir tiros dispersos. Estima-se que pouco mais de 100 terroristas estiveram envolvidos neste ataque, cujas características mostram que foi planeado com muita antecedência e... inteligência militar.
Os mercenários da DAG foram envolvidos nos combates, lançando bombas contra os terroristas. Hoje [25mar2021], um helicóptero da DAG, de 6 lugares, começou a evacuar as cerca de 200 pessoas que receberam a guarda do referido hotel para o acampamento da Total em Afungi. São os expatriados quem tem acesso aos voos, mas também moçambicanos funcionários da banca. Esta tarde [25mar2021], o exército mandou reforços de Maputo para Palma, incluindo fuzileiros navais. "Carta" obteve estes detalhes de várias fontes.



Publicado por Tovi às 07:33
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021
Abrir ou não abrir as escolas, eis a questão

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(Com base no artigo de João Diogo Correia no Expresso, em 23fev2021)

  EUA - Uma das bandeiras de Joe Biden após tomar posse como Presidente dos EUA tornou-se, na verdade, uma espécie de batalha. Reabrir as escolas o “mais depressa e com a maior segurança possível” não tem sido tarefa fácil porque a oposição vem de dentro: mais precisamente, dos sindicatos de professores.

  ESPANHA - Os sindicatos espanhóis têm feito alguma pressão pelo fecho das escolas, nomeadamente em regiões onde a covid-19 está mais disseminada. A UGT espanhola (também União Geral de Trabalhadores) afirmou que, embora tendo um compromisso com o ensino presencial, em “momentos críticos" como o atual "deve prevalecer a saúde e a segurança dos alunos e professores”, o que exige, diz a central, uma análise escola a escola.

  REINO UNIDO - À medida que se acumulam evidências de que as crianças mais novas não propagam o vírus com a mesma intensidade, nem sofrem tanto as consequências da covid-19, levantam-se as vozes para que, pelo menos essas, possam ir à escola no Reino Unido. Assim é na Escócia e no País de Gales, em que a reabertura tem sido feita gradualmente. Mas em Inglaterra o regresso ao ensino presencial está marcado apenas para 8 de março, todo de uma vez. E não sem críticas.

  ALEMANHA - Há pouco menos de um ano, a gestão alemã era elogiada, e o país seguia como um dos menos afetados da Europa, nomeadamente ao nível dos serviços de saúde. Uma subida de casos no início do ano e um processo de vacinação, no mínimo, vagaroso deixaram a Alemanha no polo oposto, com um lockdown nacional que vem de novembro de 2020 e que encerrou a maior parte das escolas na pausa natalícia, para não mais as abrir. No caso do ensino, a decisão ficou então nas mãos dos governos estaduais. Mesmo aumentando as restrições para a população, mais de metade dos estados federados da Alemanha decidiram abrir escolas primárias e jardins de infância a partir desta semana. Mas o debate continua e é nacional.

 

    É melhor prevenir do que remediar.
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Publicado por Tovi às 16:17
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2021
Quem é candidato à Câmara do Porto?

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No Expresso deste fim-de-semana a jornalista Isabel Paulo diz-nos que no PSD poderão ser candidatos à Câmara Municipal do Porto o vice-presidente da autarquia na era Rio, Vladimiro Feliz, e também Alberto Machado, atual presidente da Junta de Freguesia de Paranhos. Já no PS parece que o mais consensual é José Luís Carneiro, secretário-geral-adjunto dos socialistas, mas há quem diga que Pizarro e Tiago Barbosa Ribeiro também poderão ser nomes para o escrutínio.



Publicado por Tovi às 11:11
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2021
O namoro

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    Expresso, 16fev
Salvador Malheiro jantou, no Porto, com Rui Moreira e Francisco Ramos, líder do 'Porto, o Nosso Movimento'. Na ementa esteve o namoro ao autarca para ir a votos como candidato independente nas listas do PSD. Mas as 'setinhas' do partido no boletim de voto comprometeram a aliança. .../... De acordo com uma fonte do PSD, no cardápio esteve nova "investida" a Moreira para ir a votos numa coligação de centro direita, formada pelo PSD, CDS e o Movimento Independente. Ao que o Expresso apurou, Rui Moreira terá recusado o convite para correr nas listas sociais-democratas, mas não enjeitou, à partida, um eventual apoio do maior partido da oposição. .../... O ponto de honra dos sociais-democratas era que Rui Moreira, mesmo mantendo o estatuto de independente, fosse a votos com o símbolo do partido nos cartazes de campanha e no boletim de voto. Uma cedência que Moreira teima em não fazer, sob pena de perder a aura de independência partidária, a marca com a qual conquistou a Invicta em 2013, sem maioria, e, em 2017, com maioria absoluta no executivo, mas não na Assembleia Municipal.

 

    E agora o diz-que-disse habitual.
PSD diz que proposta de coligação no Porto partiu de Rui Moreira. Líder do movimento independente desmente. Ver aqui.

   Para que não restem dúvidas sobre a verdade dos factos.
(Notícia de Hermana Cruz no JN)
Rui Moreira não rejeita um apoio do PSD mas só como independente
Autarca e direção social-democrata falaram sobre candidatura ao Porto ao jantar, mas não chegaram a acordo. Independente e partido com versões diferentes do encontro.
Rui Moreira não rejeita um apoio do PSD à sua recandidatura à Câmara do Porto. Contudo, o autarca só admite avançar para um terceiro mandato, encabeçando a lista do seu movimento independente. O tema foi abordado durante um jantar entre Rui Moreira e a Direção do PSD, sobre o qual os independentes e os sociais-democratas têm versões diferentes.
O encontro ocorreu dois dias depois de Rui Moreira ter acusado o seu antecessor na Câmara do Porto, Rui Rio, de ter alterado a lei eleitoral autárquica para travar, em tribunal, a sua candidatura como independente.
O jantar teve lugar na quinta-feira passada, em Cortegaça (Esmoriz), e juntou Rui Moreira, o presidente do seu movimento, Francisco Ramos (ex-líder da Concelhia do PSD/Porto), o vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro, e o secretário-geral do partido José Silvano. Esse é, aliás, o único ponto consensual.
Aceitava nomes do PSD
Segundo o vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro, o jantar ocorreu por iniciativa de Rui Moreira. “Tentou impedir que o PSD apresentasse listas à Câmara do Porto e queria que o apoiássemos. Em troca, integrava na sua lista, como independente, nomes sugeridos pelo PSD”, conta ao JN.
Salvador Malheiro garante que o PSD recusou imediatamente a proposta. E assegura que nunca foi feito qualquer “convite formal” para que Rui Moreira encabeçasse uma lista do PSD, como independente. “É completamente falso que o PSD tenha feito um convite oficial a Rui Moreira para liderar a sua lista. E não existe qualquer fonte oficial do PSD que possa confirmar isso”, assevera o “número dois” de Rui Rio.
Já o secretário-geral José Silvano reafirma, ao JN, a versão de Salvador Malheiro e garante que o PSD “vai ter um candidato próprio à Câmara do Porto”.
Já o movimento de Rui Moreira garante que o jantar foi marcado por iniciativa do PSD e, lamenta, até que tenha sido tornado público algo que era sigiloso.
“Durante o jantar, foi-nos transmitido que Salvador Malheiro estava na qualidade de vice-presidente do PSD e José Silvano enquanto secretário-geral. E que estavam mandatados pela Comissão Permanente para questionar se Rui Moreira estava disponível para ser candidato por uma coligação do centro-direita. Rui Moreira disse imediatamente que essa questão nunca se colocaria, que jamais seria candidato por uma coligação de partidos”, conta o presidente do movimento, Francisco Ramos.
Segundo o ex-líder do PSD/Porto, também foi debatida a hipótese de o PSD apoiar a candidatura independente de Rui Moreira. “Dissemos que estávamos dispostos a analisar. O movimento sempre disse que está disponível para ter apoios de partidos democráticos”. Mas o PSD terá recusado essa hipótese.
“Disseram que o PSD não podia abdicar de ter votos no Porto na noite eleitoral das autárquicas”, revela ainda Francisco Ramos.
Sem acordo, o PSD procura agora um candidato ao Porto e Rui Moreira analisa se avança como independente ou se cria um partido.

 

  Rui Moreira sempre disse que não enjeita o apoio de partidos democráticos numa candidatura à Câmara do Porto, mas jamais aceitaria apresentar-se como candidato coligado a um partido político.



Publicado por Tovi às 07:42
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021
Novo regime de ensino à distância

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Ora aqui está um assunto IMPORTANTE mas sobre o qual ainda tenho dúvidas qual o melhor sistema para a atual conjuntura. Acima de tudo gostaria de ver GARANTIDA A LIBERDADE DE APRENDER E ENSINAR e TODOS TEREM DIREITO À IGUALDADE DE ACESSO E ÊXITO ESCOLAR (Artigo 43.º e 74.º da Constituição da República Portuguesa).

   Aulas online deverão ocupar 70% do horário - Expresso 4fev

 

    Comentários no Facebook
António Conceição - O melhor sistema para a actual conjuntura seria reconhecer, sem equívocos nem meias tintas que o ano lectivo está perdido e não valeu. Não vem male algum ao mundo por causa disso, sobretudo, porque ele está, de facto, perdido e pretender o contrário será empurrar com a barriga para a frente este ano perdido, fazendo com que as bases que ficam por consolidar este ano se projectem no edifício a construir nos próximos anos, perdendo-se, em vez de um, muitos anos. Não vem mal algum ao mundo por se perder um ano na juventude. Em 1976 e 1977, uma geração inteira perdeu um ano numa palhaçada chamada serviço cívico e isso não impediu essa geração de ser feliz e de se realizar. E os indivíduos do sexo masculino perdiam 2 anos no cumprimento do serviço militar obrigatório e nem por isso as suas carreiras ficaram comprometidas. Muito menos, isso acontecerá hoje, num mundo onde as pessoas, em regra, não entram na vida activa antes do 26, 27 ou 30 anos. Tanto faz que acabem a formação aos 23, aos 24 ou aos 25. Declare-se o ano lectivo perdido e pronto, está o assunto resolvido. Mas não creio que haja ninguém disposto a tomar essa medida e, menos ainda disposto a aceitá-la. Os pais, cuja cabeça funciona como se estivéssemos em 1980, fariam uma revolução.

Paulo Neves - Só espero que isto, mais uma vez, corra bem. Conheço esta realidade e temo bem que haja um novo problema.. Por exemplo, alunos que não tenham meios informáticos possam assistir às aulas nas escolas. O mesmo se passando com alunos de risco.



Publicado por Tovi às 10:34
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Sábado, 23 de Janeiro de 2021
Sondagens para as Presidenciais2021
Foram ontem conhecidas três sondagens para o ato eleitoral de amanhã.

    Aximage (para o JN, DN e TSF)
Marcelo Rebelo de Sousa – 59,7%
Ana Gomes – 15,4%
André Ventura – 9,7%
João Ferreira – 5,0%
Marisa Matias – 4,3%
Tiago Mayan – 3,3%
Tino de Rans – 1,5%
 
    ISCTE/ICS (para SIC e Expresso)
Marcelo Rebelo de Sousa – 58,0%
Ana Gomes – 14,5%
André Ventura – 12,5%
João Ferreira – 6,0%
Marisa Matias – 6,0%
Tiago Mayan – 2,0%
Tino de Rans – 1,0%
 
   Eurosondagem (para Porto Canal e SOL)
Marcelo Rebelo de Sousa – 61,8%
Ana Gomes – 13,6%
André Ventura – 10,0%
João Ferreira – 4,6%
Marisa Matias – 6,0%
Tiago Mayan – 2,1%
Tino de Rans – 1,7%
 
   Evolução das sondagens nos últimos dois meses

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    ´Bora lá todos votar, antes que...
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Publicado por Tovi às 07:26
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2021
Há coisas que não entendo

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Estou em crer que muitos dos votantes CDS procuraram agora o “conforto” de um partido populista e muito provavelmente pró-fascista… mas isso não impede, na minha forma de ver a Democracia, que os dirigentes dos democratas cristãos, nacionais, distritais e concelhios, tivessem que dar um murro na mesa e afirmassem de uma forma clara os seus princípios programáticos. É que, salvo raríssimas exceções, não vejo ninguém a traçar de forma clara a linha vermelha de separação do CDS para o Chega.

 

   Expresso, 3jan às 18h37
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Publicado por Tovi às 07:24
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Domingo, 13 de Dezembro de 2020
Conselho Nacional do CDS

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Neste Conselho Nacional do CDS o "André Ventura foi o elefante dentro da sala", conforme lhe chamou Cecília Meireles. E de tudo o que li deste Conselho Nacional dos centristas não há dúvida que o caldo está entornado entre a direção do CDS e o seu grupo parlamentar.

   Expresso, 8h30 de 13dez2020

 

   O que se disse sobre as Presidenciais
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Publicado por Tovi às 10:08
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2020
Quem?... Onde?... Como?

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   Expresso de 4dez
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Publicado por Tovi às 08:35
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Sábado, 21 de Novembro de 2020
Estado de emergência mantém-se

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Viram e ouviram a comunicação ao país do Presidente da República?... Eu gostei, porque não há dúvidas que é nestas alturas de GRAVE CRISE que temos de estar unidos… e depois virão tempos de fazer as contas e puxar as orelhas aos políticos que o merecerem.

...e eu até não morro de amores por Marcelo Rebelo de Sousa.
 
   Expressso
Acabou o discurso soft. Nove meses depois do primeiro estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao ponto de partida: é preciso falar verdade e a prioridade é a saúde. O Presidente alertou para uma terceira vaga, avisou que desta vez a transição tem que ser mais competente, e disse não hesitar em esticar a emergência até ser "necessário". Para o Governo, um aviso: "Não facilitem". Para as oposições, um conselho: "Há tempo para apurar responsabilidades e não faltarão eleições para isso".
 
   Jornal de Notícias

Alertando para a possível ocorrência de uma terceira vaga da covid-19 nos dois primeiros meses de 2021, Marcelo voltou a apelar à continuação dos esforços coletivos no sentido de conter a pandemia.

   Público
O Presidente da República prepara o país para viver em estado de emergência tanto tempo quanto for necessário para quebrar a curva de infecções, internados e óbitos, deixando antever que o Natal estará irremediavelmente afectado. “Não hesitarei um segundo a propor” a renovação do estado de emergência “a 23 de Dezembro”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração ao país. 

   É só uma gripezinha... não é?
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A autorização para prolongar o estado de emergência a partir do próximo dia 24, até 8 de dezembro, teve votos contra do PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, enquanto BE, CDS-PP e PAN se abstiveram.

   País com 4 zonas de risco diferente
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   Restrições para uma grande parte dos concelhos da Região Norte
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Publicado por Tovi às 07:59
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020
Os LOBOS BONS de Montesinho
Gostava de ver um lobo? É difícil, pois eles ainda fogem mais de nós do que nós deles. Mas nada como tentar. O Nordeste transmontano é a nossa aposta.
 
   “Expresso/Revista E” deste último fim-de-semana
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Publicado por Tovi às 07:51
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Sábado, 7 de Novembro de 2020
Plano Diretor Municipal (PDM) da Invicta

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Publicado por Tovi às 10:24
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Domingo, 18 de Outubro de 2020
A opinião livre, lúcida e independente de Rui Moreira
O Estado detém agora 72,5% do capital da TAP… Quem ficou a ganhar?
 
     No Expresso deste fim-de-semana

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É difícil gostar de quem nos abandona
Há quatro anos, em “TAP- A Caixa Negra”, escrevi que não é uma empresa vulgar. É a última das “empresas coloniais”. A reversão parcial da privatização, ocorrida então, constituíra uma medida meramente ideológica, porque o Estado abdicou, ao recuperar a posição dominante, de ter voz na gestão corrente e na estratégia que determinaria o serviço a prestar. Ao optar por ser “silent partner”, o Estado deixara que a empresa continuasse a ser gerida unicamente pelo Sr. Nielman. Por critérios exclusivamente privados.
O que se passou entretanto? Sem surpresa, Antonoaldo Neves revelou-se mais competente que o seu antecessor. Fernando Pinto, para além da tragédia do “handling” no Brasil, capturou as loas da subserviente clientela opinativa da capital, mas deixou a TAP em situação de aflição. Antonoaldo arrepiou caminho. Concluiu que a política de abandono do Porto e a concentração no “hub” de Lisboa constituíra um erro crasso: a concorrência aproveitara a saída da TAP de um importante segmento do mercado, e assegurou as ligações directas que a crescente procura pelo aeroporto do Porto ia viabilizando, enquanto a ponte aérea se saldara num fracasso por razões operacionais resultantes da inadequação da frota e do esgotamento da Portela.
Quando a crise bateu à porta, a TAP ensaiava essa inversão de rumo. Estava em curso a retoma dos voos directos do Porto para os EUA e Brasil. Nielman desenhara um plano de reapetrechamento com a aquisição de 71 aviões à Airbus que resultaria em economias operacionais e no reforço da componente intercontinental, apesar das eternas dificuldades com os tripulantes de cabine devido aos privilégios e benesses desajustados à concorrência e à operação de uma companhia contemporânea.
Se o primeiro trimestre anunciava um possível resultado positivo em 2020, a pandemia tornou tudo irrelevante. Com os aviões em terra, os privados procuraram, legitimamente, mitigar as suas consequências. Nielman fez o “bluff” que lhe interessava: provocou o Governo, que se viu confrontado entre deixar a companhia ir à falência ou intervir de forma musculada. A opção pela renacionalização era expectável, pela tentação ideológica e pelo interesse que a TAP tem para a capital. Invocou-se, aliás, o turismo de Lisboa como argumento para manter a companhia. Um argumento insólito, porque mal estaria Lisboa se precisasse da TAP para ser competitiva enquanto destino turístico de excelência, e porque esquece que o Norte, o Algarve e a Madeira também têm turismo. E não têm a TAP.
Sei que alguns continuarão a dizer que, se a TAP não oferece serviço ao Porto, é porque esse não é um bom negócio. Disseram-no quando era semiprivada, e continuarão a dizê-lo agora. Curiosamente, o que para a TAP é mau negócio parece ser bom negócio para a Lufthansa, companhia de bandeira que hoje transporta mais passageiros de e para o Porto do que a TAP e não custa um cêntimo ao nosso erário público. Mas, admitindo que a realidade económica das duas companhias de bandeira seja diferente, fica a questão: se a TAP deve olhar ao bom negócio, conseguirá demonstrar que o negócio que concentra (de e para Lisboa) é bom e algum dia será sustentável?
A verdade é que o Estado detém agora 72,5% do capital. Quem ficou, para já, a ganhar? Seguramente o accionista estrangeiro (que salvou algum património e se libertou de garantias), os bancos financiadores, e os trabalhadores históricos da TAP.
O que ninguém conseguiu explicar é onde começa e termina o interesse estratégico de manter a empresa. Ninguém nos disse que parte da operação é estratégica para o interesse nacional, ou quem e como chegou a essa conclusão. Ninguém avaliou o custo comparado de proceder à liquidação ordeira (envolvendo os accionistas privados e salvaguardando direitos laborais) ou de manter esses accionistas e partir para a criação de duas novas empresas aéreas mais sustentáveis e com um diferente grau de especialização: um operador de bandeira e um operador intraeuropeu, como tem sucedido com outras companhias europeias.
Sabe-se que a TAP acaba de anular ou adiar as encomendas à Airbus e avalia a venda de alguns dos seus 108 aviões e a devolução de outros que opera em regime de locação; que perdeu quase 200 milhões de euros em contratos de combustíveis e em cambiais; que a dívida bancária já excede 1,4 mil milhões de euros; que reduziu significativamente o seu quadro de pessoal e que, como é típico em Portugal, os sacrificados foram os trabalhadores mais recentes, com contrato a prazo, enquanto os outros mantêm todos os seus direitos e benefícios. E sabe-se que a empresa já recebeu 40 porcento do empréstimo de Estado de 1,2 mil milhões de Euros, faltando apresentar a Bruxelas um plano de reestruturação.
Em 2016, na conclusão do meu livro, escrevi que, não querendo ter razão, temia que estivéssemos a assistir ao fim da empresa, que fossemos ser chamados, enquanto contribuintes, a pagar o seu gigantesco passivo e acabássemos então, mais pobres, sem glória e sem companhia de bandeira. Ainda que por razões diferentes, e em contexto mais difícil, a minha preocupação é hoje apenas maior.
“A TAP é do povo português para o bem e para o mal”, disse o Ministro. É uma lapalissada que a ninguém comove. O que importa é perceber para que nos serve, a quantos de nós serve. Para que não seja um vício caro, numa altura em que tantos estão a perder os seus empregos e os seus negócios, é necessária uma reestruturação que dificilmente será feita na esfera da gestão pública, e que dificilmente questionará velhos paradigmas. Se o interesse estratégico é, apenas, o de promover Lisboa, então concentrem a operação na capital mas disponibilizem verbas proporcionais ao Norte, ao Algarve, à Madeira e aos Açores que seguramente não terão dificuldade em encontrar outros motores, e outros operadores aéreos que apostarão na sua retoma. Se o interesse estratégico é o de garantir ligações estratégicas às regiões autónomas e a alguns PALOP, coisa que a TAP não tem feito de forma regular ou eficiente, então avaliem o custo e recordem-se que temos três aeroportos no continente.
E, por favor, não digam que não gostamos da TAP. É difícil gostar de uma empresa que de pouco nos serve, que nos abandona à primeira dificuldade, e que não serve os interesses do povo.



Publicado por Tovi às 07:26
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