"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021
Abrir ou não abrir as escolas, eis a questão

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(Com base no artigo de João Diogo Correia no Expresso, em 23fev2021)

  EUA - Uma das bandeiras de Joe Biden após tomar posse como Presidente dos EUA tornou-se, na verdade, uma espécie de batalha. Reabrir as escolas o “mais depressa e com a maior segurança possível” não tem sido tarefa fácil porque a oposição vem de dentro: mais precisamente, dos sindicatos de professores.

  ESPANHA - Os sindicatos espanhóis têm feito alguma pressão pelo fecho das escolas, nomeadamente em regiões onde a covid-19 está mais disseminada. A UGT espanhola (também União Geral de Trabalhadores) afirmou que, embora tendo um compromisso com o ensino presencial, em “momentos críticos" como o atual "deve prevalecer a saúde e a segurança dos alunos e professores”, o que exige, diz a central, uma análise escola a escola.

  REINO UNIDO - À medida que se acumulam evidências de que as crianças mais novas não propagam o vírus com a mesma intensidade, nem sofrem tanto as consequências da covid-19, levantam-se as vozes para que, pelo menos essas, possam ir à escola no Reino Unido. Assim é na Escócia e no País de Gales, em que a reabertura tem sido feita gradualmente. Mas em Inglaterra o regresso ao ensino presencial está marcado apenas para 8 de março, todo de uma vez. E não sem críticas.

  ALEMANHA - Há pouco menos de um ano, a gestão alemã era elogiada, e o país seguia como um dos menos afetados da Europa, nomeadamente ao nível dos serviços de saúde. Uma subida de casos no início do ano e um processo de vacinação, no mínimo, vagaroso deixaram a Alemanha no polo oposto, com um lockdown nacional que vem de novembro de 2020 e que encerrou a maior parte das escolas na pausa natalícia, para não mais as abrir. No caso do ensino, a decisão ficou então nas mãos dos governos estaduais. Mesmo aumentando as restrições para a população, mais de metade dos estados federados da Alemanha decidiram abrir escolas primárias e jardins de infância a partir desta semana. Mas o debate continua e é nacional.

 

    É melhor prevenir do que remediar.
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Publicado por Tovi às 16:17
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2021
Quem é candidato à Câmara do Porto?

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No Expresso deste fim-de-semana a jornalista Isabel Paulo diz-nos que no PSD poderão ser candidatos à Câmara Municipal do Porto o vice-presidente da autarquia na era Rio, Vladimiro Feliz, e também Alberto Machado, atual presidente da Junta de Freguesia de Paranhos. Já no PS parece que o mais consensual é José Luís Carneiro, secretário-geral-adjunto dos socialistas, mas há quem diga que Pizarro e Tiago Barbosa Ribeiro também poderão ser nomes para o escrutínio.



Publicado por Tovi às 11:11
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2021
O namoro

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    Expresso, 16fev
Salvador Malheiro jantou, no Porto, com Rui Moreira e Francisco Ramos, líder do 'Porto, o Nosso Movimento'. Na ementa esteve o namoro ao autarca para ir a votos como candidato independente nas listas do PSD. Mas as 'setinhas' do partido no boletim de voto comprometeram a aliança. .../... De acordo com uma fonte do PSD, no cardápio esteve nova "investida" a Moreira para ir a votos numa coligação de centro direita, formada pelo PSD, CDS e o Movimento Independente. Ao que o Expresso apurou, Rui Moreira terá recusado o convite para correr nas listas sociais-democratas, mas não enjeitou, à partida, um eventual apoio do maior partido da oposição. .../... O ponto de honra dos sociais-democratas era que Rui Moreira, mesmo mantendo o estatuto de independente, fosse a votos com o símbolo do partido nos cartazes de campanha e no boletim de voto. Uma cedência que Moreira teima em não fazer, sob pena de perder a aura de independência partidária, a marca com a qual conquistou a Invicta em 2013, sem maioria, e, em 2017, com maioria absoluta no executivo, mas não na Assembleia Municipal.

 

    E agora o diz-que-disse habitual.
PSD diz que proposta de coligação no Porto partiu de Rui Moreira. Líder do movimento independente desmente. Ver aqui.

   Para que não restem dúvidas sobre a verdade dos factos.
(Notícia de Hermana Cruz no JN)
Rui Moreira não rejeita um apoio do PSD mas só como independente
Autarca e direção social-democrata falaram sobre candidatura ao Porto ao jantar, mas não chegaram a acordo. Independente e partido com versões diferentes do encontro.
Rui Moreira não rejeita um apoio do PSD à sua recandidatura à Câmara do Porto. Contudo, o autarca só admite avançar para um terceiro mandato, encabeçando a lista do seu movimento independente. O tema foi abordado durante um jantar entre Rui Moreira e a Direção do PSD, sobre o qual os independentes e os sociais-democratas têm versões diferentes.
O encontro ocorreu dois dias depois de Rui Moreira ter acusado o seu antecessor na Câmara do Porto, Rui Rio, de ter alterado a lei eleitoral autárquica para travar, em tribunal, a sua candidatura como independente.
O jantar teve lugar na quinta-feira passada, em Cortegaça (Esmoriz), e juntou Rui Moreira, o presidente do seu movimento, Francisco Ramos (ex-líder da Concelhia do PSD/Porto), o vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro, e o secretário-geral do partido José Silvano. Esse é, aliás, o único ponto consensual.
Aceitava nomes do PSD
Segundo o vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro, o jantar ocorreu por iniciativa de Rui Moreira. “Tentou impedir que o PSD apresentasse listas à Câmara do Porto e queria que o apoiássemos. Em troca, integrava na sua lista, como independente, nomes sugeridos pelo PSD”, conta ao JN.
Salvador Malheiro garante que o PSD recusou imediatamente a proposta. E assegura que nunca foi feito qualquer “convite formal” para que Rui Moreira encabeçasse uma lista do PSD, como independente. “É completamente falso que o PSD tenha feito um convite oficial a Rui Moreira para liderar a sua lista. E não existe qualquer fonte oficial do PSD que possa confirmar isso”, assevera o “número dois” de Rui Rio.
Já o secretário-geral José Silvano reafirma, ao JN, a versão de Salvador Malheiro e garante que o PSD “vai ter um candidato próprio à Câmara do Porto”.
Já o movimento de Rui Moreira garante que o jantar foi marcado por iniciativa do PSD e, lamenta, até que tenha sido tornado público algo que era sigiloso.
“Durante o jantar, foi-nos transmitido que Salvador Malheiro estava na qualidade de vice-presidente do PSD e José Silvano enquanto secretário-geral. E que estavam mandatados pela Comissão Permanente para questionar se Rui Moreira estava disponível para ser candidato por uma coligação do centro-direita. Rui Moreira disse imediatamente que essa questão nunca se colocaria, que jamais seria candidato por uma coligação de partidos”, conta o presidente do movimento, Francisco Ramos.
Segundo o ex-líder do PSD/Porto, também foi debatida a hipótese de o PSD apoiar a candidatura independente de Rui Moreira. “Dissemos que estávamos dispostos a analisar. O movimento sempre disse que está disponível para ter apoios de partidos democráticos”. Mas o PSD terá recusado essa hipótese.
“Disseram que o PSD não podia abdicar de ter votos no Porto na noite eleitoral das autárquicas”, revela ainda Francisco Ramos.
Sem acordo, o PSD procura agora um candidato ao Porto e Rui Moreira analisa se avança como independente ou se cria um partido.

 

  Rui Moreira sempre disse que não enjeita o apoio de partidos democráticos numa candidatura à Câmara do Porto, mas jamais aceitaria apresentar-se como candidato coligado a um partido político.



Publicado por Tovi às 07:42
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021
Novo regime de ensino à distância

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Ora aqui está um assunto IMPORTANTE mas sobre o qual ainda tenho dúvidas qual o melhor sistema para a atual conjuntura. Acima de tudo gostaria de ver GARANTIDA A LIBERDADE DE APRENDER E ENSINAR e TODOS TEREM DIREITO À IGUALDADE DE ACESSO E ÊXITO ESCOLAR (Artigo 43.º e 74.º da Constituição da República Portuguesa).

   Aulas online deverão ocupar 70% do horário - Expresso 4fev

 

    Comentários no Facebook
António Conceição - O melhor sistema para a actual conjuntura seria reconhecer, sem equívocos nem meias tintas que o ano lectivo está perdido e não valeu. Não vem male algum ao mundo por causa disso, sobretudo, porque ele está, de facto, perdido e pretender o contrário será empurrar com a barriga para a frente este ano perdido, fazendo com que as bases que ficam por consolidar este ano se projectem no edifício a construir nos próximos anos, perdendo-se, em vez de um, muitos anos. Não vem mal algum ao mundo por se perder um ano na juventude. Em 1976 e 1977, uma geração inteira perdeu um ano numa palhaçada chamada serviço cívico e isso não impediu essa geração de ser feliz e de se realizar. E os indivíduos do sexo masculino perdiam 2 anos no cumprimento do serviço militar obrigatório e nem por isso as suas carreiras ficaram comprometidas. Muito menos, isso acontecerá hoje, num mundo onde as pessoas, em regra, não entram na vida activa antes do 26, 27 ou 30 anos. Tanto faz que acabem a formação aos 23, aos 24 ou aos 25. Declare-se o ano lectivo perdido e pronto, está o assunto resolvido. Mas não creio que haja ninguém disposto a tomar essa medida e, menos ainda disposto a aceitá-la. Os pais, cuja cabeça funciona como se estivéssemos em 1980, fariam uma revolução.

Paulo Neves - Só espero que isto, mais uma vez, corra bem. Conheço esta realidade e temo bem que haja um novo problema.. Por exemplo, alunos que não tenham meios informáticos possam assistir às aulas nas escolas. O mesmo se passando com alunos de risco.



Publicado por Tovi às 10:34
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Sábado, 23 de Janeiro de 2021
Sondagens para as Presidenciais2021
Foram ontem conhecidas três sondagens para o ato eleitoral de amanhã.

    Aximage (para o JN, DN e TSF)
Marcelo Rebelo de Sousa – 59,7%
Ana Gomes – 15,4%
André Ventura – 9,7%
João Ferreira – 5,0%
Marisa Matias – 4,3%
Tiago Mayan – 3,3%
Tino de Rans – 1,5%
 
    ISCTE/ICS (para SIC e Expresso)
Marcelo Rebelo de Sousa – 58,0%
Ana Gomes – 14,5%
André Ventura – 12,5%
João Ferreira – 6,0%
Marisa Matias – 6,0%
Tiago Mayan – 2,0%
Tino de Rans – 1,0%
 
   Eurosondagem (para Porto Canal e SOL)
Marcelo Rebelo de Sousa – 61,8%
Ana Gomes – 13,6%
André Ventura – 10,0%
João Ferreira – 4,6%
Marisa Matias – 6,0%
Tiago Mayan – 2,1%
Tino de Rans – 1,7%
 
   Evolução das sondagens nos últimos dois meses

Presidenciais2021 22jan2021.jpg

 

    ´Bora lá todos votar, antes que...
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Publicado por Tovi às 07:26
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2021
Há coisas que não entendo

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Estou em crer que muitos dos votantes CDS procuraram agora o “conforto” de um partido populista e muito provavelmente pró-fascista… mas isso não impede, na minha forma de ver a Democracia, que os dirigentes dos democratas cristãos, nacionais, distritais e concelhios, tivessem que dar um murro na mesa e afirmassem de uma forma clara os seus princípios programáticos. É que, salvo raríssimas exceções, não vejo ninguém a traçar de forma clara a linha vermelha de separação do CDS para o Chega.

 

   Expresso, 3jan às 18h37
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Publicado por Tovi às 07:24
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Domingo, 13 de Dezembro de 2020
Conselho Nacional do CDS

Anotação 2020-12-13 100741.jpg

Neste Conselho Nacional do CDS o "André Ventura foi o elefante dentro da sala", conforme lhe chamou Cecília Meireles. E de tudo o que li deste Conselho Nacional dos centristas não há dúvida que o caldo está entornado entre a direção do CDS e o seu grupo parlamentar.

   Expresso, 8h30 de 13dez2020

 

   O que se disse sobre as Presidenciais
Anotação 2020-12-13 100607.jpg



Publicado por Tovi às 10:08
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2020
Quem?... Onde?... Como?

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   Expresso de 4dez
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Publicado por Tovi às 08:35
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Sábado, 21 de Novembro de 2020
Estado de emergência mantém-se

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Viram e ouviram a comunicação ao país do Presidente da República?... Eu gostei, porque não há dúvidas que é nestas alturas de GRAVE CRISE que temos de estar unidos… e depois virão tempos de fazer as contas e puxar as orelhas aos políticos que o merecerem.

...e eu até não morro de amores por Marcelo Rebelo de Sousa.
 
   Expressso
Acabou o discurso soft. Nove meses depois do primeiro estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao ponto de partida: é preciso falar verdade e a prioridade é a saúde. O Presidente alertou para uma terceira vaga, avisou que desta vez a transição tem que ser mais competente, e disse não hesitar em esticar a emergência até ser "necessário". Para o Governo, um aviso: "Não facilitem". Para as oposições, um conselho: "Há tempo para apurar responsabilidades e não faltarão eleições para isso".
 
   Jornal de Notícias

Alertando para a possível ocorrência de uma terceira vaga da covid-19 nos dois primeiros meses de 2021, Marcelo voltou a apelar à continuação dos esforços coletivos no sentido de conter a pandemia.

   Público
O Presidente da República prepara o país para viver em estado de emergência tanto tempo quanto for necessário para quebrar a curva de infecções, internados e óbitos, deixando antever que o Natal estará irremediavelmente afectado. “Não hesitarei um segundo a propor” a renovação do estado de emergência “a 23 de Dezembro”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração ao país. 

   É só uma gripezinha... não é?
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A autorização para prolongar o estado de emergência a partir do próximo dia 24, até 8 de dezembro, teve votos contra do PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, enquanto BE, CDS-PP e PAN se abstiveram.

   País com 4 zonas de risco diferente
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   Restrições para uma grande parte dos concelhos da Região Norte
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Publicado por Tovi às 07:59
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020
Os LOBOS BONS de Montesinho
Gostava de ver um lobo? É difícil, pois eles ainda fogem mais de nós do que nós deles. Mas nada como tentar. O Nordeste transmontano é a nossa aposta.
 
   “Expresso/Revista E” deste último fim-de-semana
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Publicado por Tovi às 07:51
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Sábado, 7 de Novembro de 2020
Plano Diretor Municipal (PDM) da Invicta

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Publicado por Tovi às 10:24
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Domingo, 18 de Outubro de 2020
A opinião livre, lúcida e independente de Rui Moreira
O Estado detém agora 72,5% do capital da TAP… Quem ficou a ganhar?
 
     No Expresso deste fim-de-semana

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É difícil gostar de quem nos abandona
Há quatro anos, em “TAP- A Caixa Negra”, escrevi que não é uma empresa vulgar. É a última das “empresas coloniais”. A reversão parcial da privatização, ocorrida então, constituíra uma medida meramente ideológica, porque o Estado abdicou, ao recuperar a posição dominante, de ter voz na gestão corrente e na estratégia que determinaria o serviço a prestar. Ao optar por ser “silent partner”, o Estado deixara que a empresa continuasse a ser gerida unicamente pelo Sr. Nielman. Por critérios exclusivamente privados.
O que se passou entretanto? Sem surpresa, Antonoaldo Neves revelou-se mais competente que o seu antecessor. Fernando Pinto, para além da tragédia do “handling” no Brasil, capturou as loas da subserviente clientela opinativa da capital, mas deixou a TAP em situação de aflição. Antonoaldo arrepiou caminho. Concluiu que a política de abandono do Porto e a concentração no “hub” de Lisboa constituíra um erro crasso: a concorrência aproveitara a saída da TAP de um importante segmento do mercado, e assegurou as ligações directas que a crescente procura pelo aeroporto do Porto ia viabilizando, enquanto a ponte aérea se saldara num fracasso por razões operacionais resultantes da inadequação da frota e do esgotamento da Portela.
Quando a crise bateu à porta, a TAP ensaiava essa inversão de rumo. Estava em curso a retoma dos voos directos do Porto para os EUA e Brasil. Nielman desenhara um plano de reapetrechamento com a aquisição de 71 aviões à Airbus que resultaria em economias operacionais e no reforço da componente intercontinental, apesar das eternas dificuldades com os tripulantes de cabine devido aos privilégios e benesses desajustados à concorrência e à operação de uma companhia contemporânea.
Se o primeiro trimestre anunciava um possível resultado positivo em 2020, a pandemia tornou tudo irrelevante. Com os aviões em terra, os privados procuraram, legitimamente, mitigar as suas consequências. Nielman fez o “bluff” que lhe interessava: provocou o Governo, que se viu confrontado entre deixar a companhia ir à falência ou intervir de forma musculada. A opção pela renacionalização era expectável, pela tentação ideológica e pelo interesse que a TAP tem para a capital. Invocou-se, aliás, o turismo de Lisboa como argumento para manter a companhia. Um argumento insólito, porque mal estaria Lisboa se precisasse da TAP para ser competitiva enquanto destino turístico de excelência, e porque esquece que o Norte, o Algarve e a Madeira também têm turismo. E não têm a TAP.
Sei que alguns continuarão a dizer que, se a TAP não oferece serviço ao Porto, é porque esse não é um bom negócio. Disseram-no quando era semiprivada, e continuarão a dizê-lo agora. Curiosamente, o que para a TAP é mau negócio parece ser bom negócio para a Lufthansa, companhia de bandeira que hoje transporta mais passageiros de e para o Porto do que a TAP e não custa um cêntimo ao nosso erário público. Mas, admitindo que a realidade económica das duas companhias de bandeira seja diferente, fica a questão: se a TAP deve olhar ao bom negócio, conseguirá demonstrar que o negócio que concentra (de e para Lisboa) é bom e algum dia será sustentável?
A verdade é que o Estado detém agora 72,5% do capital. Quem ficou, para já, a ganhar? Seguramente o accionista estrangeiro (que salvou algum património e se libertou de garantias), os bancos financiadores, e os trabalhadores históricos da TAP.
O que ninguém conseguiu explicar é onde começa e termina o interesse estratégico de manter a empresa. Ninguém nos disse que parte da operação é estratégica para o interesse nacional, ou quem e como chegou a essa conclusão. Ninguém avaliou o custo comparado de proceder à liquidação ordeira (envolvendo os accionistas privados e salvaguardando direitos laborais) ou de manter esses accionistas e partir para a criação de duas novas empresas aéreas mais sustentáveis e com um diferente grau de especialização: um operador de bandeira e um operador intraeuropeu, como tem sucedido com outras companhias europeias.
Sabe-se que a TAP acaba de anular ou adiar as encomendas à Airbus e avalia a venda de alguns dos seus 108 aviões e a devolução de outros que opera em regime de locação; que perdeu quase 200 milhões de euros em contratos de combustíveis e em cambiais; que a dívida bancária já excede 1,4 mil milhões de euros; que reduziu significativamente o seu quadro de pessoal e que, como é típico em Portugal, os sacrificados foram os trabalhadores mais recentes, com contrato a prazo, enquanto os outros mantêm todos os seus direitos e benefícios. E sabe-se que a empresa já recebeu 40 porcento do empréstimo de Estado de 1,2 mil milhões de Euros, faltando apresentar a Bruxelas um plano de reestruturação.
Em 2016, na conclusão do meu livro, escrevi que, não querendo ter razão, temia que estivéssemos a assistir ao fim da empresa, que fossemos ser chamados, enquanto contribuintes, a pagar o seu gigantesco passivo e acabássemos então, mais pobres, sem glória e sem companhia de bandeira. Ainda que por razões diferentes, e em contexto mais difícil, a minha preocupação é hoje apenas maior.
“A TAP é do povo português para o bem e para o mal”, disse o Ministro. É uma lapalissada que a ninguém comove. O que importa é perceber para que nos serve, a quantos de nós serve. Para que não seja um vício caro, numa altura em que tantos estão a perder os seus empregos e os seus negócios, é necessária uma reestruturação que dificilmente será feita na esfera da gestão pública, e que dificilmente questionará velhos paradigmas. Se o interesse estratégico é, apenas, o de promover Lisboa, então concentrem a operação na capital mas disponibilizem verbas proporcionais ao Norte, ao Algarve, à Madeira e aos Açores que seguramente não terão dificuldade em encontrar outros motores, e outros operadores aéreos que apostarão na sua retoma. Se o interesse estratégico é o de garantir ligações estratégicas às regiões autónomas e a alguns PALOP, coisa que a TAP não tem feito de forma regular ou eficiente, então avaliem o custo e recordem-se que temos três aeroportos no continente.
E, por favor, não digam que não gostamos da TAP. É difícil gostar de uma empresa que de pouco nos serve, que nos abandona à primeira dificuldade, e que não serve os interesses do povo.



Publicado por Tovi às 07:26
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Sábado, 17 de Outubro de 2020
Situação hospitalar de internamento em UCI

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(Artigos do Expresso deste fim-de-semana)

O número crescente de infetados por Covid-19 é preocupante, é certo, mas o GRAVE é a situação hospitalar, principalmente nos internamentos em UCI.

 
   Comentários no Facebook
Joaquim Figueiredo - E se não tivermos juízo as coisas vão piorar
José Lachado - A falta de juízo da população, acrescido do desinvestimento na saúde e falta de profissionais, desde os tempos da ministra Manuela Ferreira Leite, levam a um certo descontrolo. Mas, na Europa o cenário não é melhor. Haja bom senso. Levem esta pandemia a sério!
 
 
   Evolução da situação hospitalar em Portugal
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Publicado por Tovi às 09:43
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020
E s c a n d a l o s o ! . . .

O "casamento" de Rui Rio e António Costa em todo o seu esplendor... com a bênção do Marcelo.
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    Porto, O Nosso Movimento

Não passarão!
O Presidente da República promulgou hoje a lei que altera as regras para os movimentos independentes que concorrem às eleições autárquicas. Completa-se assim um ciclo iniciado em 2017, quando o PSD tentou, através dos tribunais, impedir a candidatura do movimento RUI MOREIRA PORTO O NOSSO PARTIDO.  Derrotado nas urnas, derrotado que já fora na secretaria, Rui Rio não desistiu. Não por persistência, mas antes por obsessão. São conhecidas estas suas obsessões e birras. E que só é democrata quando lhe convém.
No âmbito do seu recente e subserviente casamento com o PS, negociou o dote e conseguiu ver aprovada uma lei que tem como único alvo óbvio o movimento que venceu as duas últimas eleições no Porto, e libertou a cidade do cinzentismo ‘riista’. Ou seja, uma lei à medida, à medida da sua birra.
Assim, o Movimento fica impedido de se recandidatar com o nome com que venceu as últimas eleições, não podendo utilizar a palavra “partido” e não podendo utilizar o nome do candidato à Câmara nas siglas das listas concorrentes às Freguesias.

Tudo isto engendrado, como é indesmentível, para enganar e confundir o eleitor, e com o topete de afirmar nos considerandos que é isso que se pretende evitar.
Hoje é, por isso, um dia triste para a democracia e de júbilo biliar para o Dr. Rui Rio. Não é por isso, ainda assim, que desistiremos. Para isso, terão de inventar um outro proibicionismo qualquer.

Mas, com todo o “fair play”, deixamos aqui um desafio ao Dr. Rio:
Apresente-se como candidato ao Porto com os poucos do PSD que ainda o apoiam, peça apoio aos seus “compagnons de route” e aliados do PS e, já agora, convide o Chega. Chame-lhe coligação Rio, porque a lei permite isso aos partidos, e venha a jogo. Às claras. O Porto cá os espera!

 

   No Expresso

Rui Moreira inibido de repetir sigla que venceu as autárquicas…

   No Jornal de Notícias

Moreira desafia Rio a candidatar-se ao Porto…



Publicado por Tovi às 18:27
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2020
Tragédia no lar de Reguengos de Monsaraz

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Fazendo fé no que nos relata Marta Gonçalves nesta notícia do Expresso o que se passou no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, é GRAVÍSSIMO… aguardemos o desenrolar dos acontecimentos, sendo certo que o Terreiro do Paço vai sacudir a água do capote, como habitualmente. Uma das funções do Estado é a FISCALIZAÇÃO e para já, faltando-me mais informação, é nisto que o Terreiro do Paço falhou.

  Notícia completa aqui

  Inquérito da Ordem dos Médicos



Publicado por Tovi às 07:16
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