"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2021
Presidenciais em Portugal e as Cowboyadas nos USA

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Partilhado à má fé… ou seja, sem ter pedido autorização à autora do texto.




Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2021
Grupo de Trabalho para o Combate ao Racismo

Sabiam?... 

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Este grupo de trabalho para a prevenção e o combate ao racismo e à discriminação em Portugal tem por missão apresentar ao governo um conjunto de recomendações para as políticas públicas relativas à prevenção e combate ao racismo e à discriminação étnico-racial.

 

     Comentários no Facebook
Francisco Rocha Antunes - A falta de preocupação para que exista um equilíbrio neste tipo de grupos, onde se juntam todos os militantes de uma mesma causa, mostra que não interessa o que vai ser diagnosticado. Não há um único membro da Igreja, que se sabe lida há muitos anos através de instituições de apoio aos refugiados e emigrantes.



Publicado por Tovi às 07:38
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Domingo, 27 de Dezembro de 2020
VACINA - uma nova arma contra o vírus

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O primeiro vacinado contra a covid-19 chama-se António Sarmento e é diretor de serviço de doenças infeciosas do Hospital de São João, no Porto, e ainda um dos mais experientes infecciologista do país. Médico há mais de 40 anos, é também professor de medicina da Universidade do Porto, especialista em medicina intensiva e doenças infecciosas. Aos 64 anos foi o responsável pela organização do serviço do hospital que mais lidou com casos de covid-19. Fez parte do gabinete de crise da Ordem dos Médicos para lidar com o novo coronavírus e desde o primeiro momento anteviu a gravidade desta pandemia.

 


Faço minhas as palavras de Pedro Simas, virologista do Instituto de Medicina Molecular, que ouvi há momentos num canal de televisão: (cito de cor) “Estamos no dia do início do fim da pandemia… uma união da Ciência com a indústria permite-nos ter esperança”.

   Comentários no Facebook
Nuno Santos - David Ribeiro... o Pedro Simas já disse tudo e o seu contrário nesta pandemia. Até já o ouvi dizer que o melhor era deixar as pessoas infectarem-se para termos imunidade de grupo. Há pessoas que não sei porque tornam-se vícios da imprensa
Jorge Veiga - Nuno Santos...  descontextualizado pode dizer o que não foi dito. Como não ouvi em directo, não sei....

 


Sou da opinião que terem escolhido António Sarmento para o “primeiro português a ser vacinado” foi um ato simbólico mas também de justiça e homenagem a quem sempre acreditou que só a vacina seria decisiva para o combate à covid-19.


Jorge Veiga - Director do Serviço de Infecciologia. Exemplo de que se deve fazer a vacina.
Zulmiro Pereira - O Seu comentário pode ser justo para uns, injusto para outros. Pode-se alegar, que um reputado médico, como prova de confiança e exemplo. Aqui não está em causa a vez, pois entre os primeiros, estão os trabalhadores que lidam directamente com a pandemia. É opção que visa combater a ignorância e consequente medo, que a meu ver não será suficiente, pois a malta do Calcitrim não acredita na ciência. Parece-me isso a mim, um daqueles exemplos raros em que, parece um acto pensado e sensato, contrariando a actual tendência.
Mario Ferreira dos Reis - Se me tivessem escolhido a mim é que era de estranhar!... alguém tinha que ser o primeiro, tal como disse o amigo 
David Ribeiro, António Sarmento foi muito bem escolhido. Alea Jacta est.



Publicado por Tovi às 12:23
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2020
A acusação do MP a Rui Moreira

Rui Moreira é culto, cosmopolita e um revolucionário como construtor de uma nova Cidade Invicta e por isso seria pretensioso da minha parte querer dar-lhe conselhos. Mas de qualquer forma fica aqui dito publicamente: Rui... Embora quem não se sente não seja filho de boa gente a verdade é que os cães ladram e a caravana passa.

  Expresso, 19dez2020 às 17h29
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   Comentários no Facebook – 20dez2020

Jorge De Freitas Monteiro - O milagre da presunção de incoerência - Desde sexta feira está em curso no Porto e arredores um evento extraordinário. Por obra e graça de uma decisão do Ministério Público as mentes menos dotadas, mais trampolineiras ou mais obstinadas, que se revelavam indisponíveis ou incapazes não só de compreender o conteúdo do princípio da presunção de inocência como também de o aplicar em relação a certos acusados passaram a dominar nos mínimos detalhes todo o alcance e toda a importância do respeito daquilo que é uma pedra angular do Estado de Direito e dos Direitos Humanos. Evidentemente que, com o entusiasmo típico de neófitos recém convertidos, exageram e transbordam. Exageram quando de uma presunção passam a uma certeza; transbordam quando fazem decorrer da novíssima certeza de inocência em relação a um acusado uma certeza de culpabilidade em relação aos seus acusadores. Perante tais excessos fica a duvida: será milagre ou mera incoerência?

David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... Claro que não é milagre nem mera incoerência, mas muito provavelmente uma dificuldade em entender esta acusação, tendo em conta tudo que a Justiça já decidiu.

Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, a justiça não decidiu nada, pelo menos no sentido de uma decisão de um tribunal. O MP decidiu arquivar sem seguimento uma queixa da CDU contra Rui Moreira. Não sabemos se os factos apurados e o enquadramento jurídico são coincidentes entre os evocados pela CDU na sua queixa e os que fundamentam a decisão do MP de agora proceder a uma acusação formal.

David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... curiosamente lendo a notícia do Expresso vê-se que todos os partidos com acento no executivo camarário aguardam (e bem) mais e melhores notícias... mas também é curioso que "...o BE considera que “boa parte da argumentação do MP sobre o conflito de interesses entre o cidadão e o presidente da Câmara coincide com a queixa apresentada” pelo partido há 3 anos". Parece que só o Bloco de Esquerda é que conhece a argumentação do MP.

Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, obviamente que tudo anda à volta de um conflito de interesses que, independentemente de considerações jurídicas ou de eventuais consequências criminais sobre as quais obviamente não me pronuncio nem num sentido nem noutro, é de tal modo evidente que é incompreensível que alguém o pretenda ignorar. Em abstrato, se a entidade A e a entidade B estão em conflito e se o titular das duas entidades é a mesma pessoa X há um conflito de interesses. Se esse conflito num caso concreto e à luz de actuações concretas gera ou não um ilícito criminal é outra questão. Mas que há conflito há. A seu tempo saberemos mais.

António ConceiçãoJornal Publico: "A acusação nota que apesar de Rui Moreira não desconhecer o conflito entre a Selminho e a câmara, assinou uma procuração com data de 28 de Novembro de 2013 para que o advogado que tinha sido nomeado pelo seu antecessor continuasse a representar a autarquia, um acto que para o Ministério Público significa um “total desrespeito pelo Estatuto dos Eleitos Locais”. A emissão dessa procuração, sustentam os procuradores Nuno Serdoura e Ana Margarida Santos, “é contrária aos deveres de isenção e imparcialidade"a que Rui Moreira estava obrigado." Ainda que mal pergunte: suspeito não seria, antes, que, tendo Rui Rio nomeado um advogado para representar o Município no processo, fosse no novo mandato retirada a confiança ao advogado nomeado, e designado um outro? Que raio de acusação é esta? A acusação que se compreenderia seria exactamente a inversa, a de que Rui Moreira não tinha mantido no processo o advogado nomeado pelo seu antecessor. Não tenho qualquer interesse na questão; julgo que não sou suspeito de o ter. Estou em condições de garantir que, materialmente, a conclusão do Ministério Público não tem pés nem cabeça.

David Ribeiro - Difícil de entender a um leigo em Leis, como eu sou, o que é, neste caso de "o advogado que tinha sido nomeado pelo seu antecessor [Rui Rio] continuasse a representar a autarquia", um “total desrespeito pelo Estatuto dos Eleitos Locais”.

 

   Declaração de Rui Moreira na Reunião de Executivo Municipal de hoje:
Senhores Vereadores, Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Diretores, Senhores Jornalistas, público presente.
É aqui, nestes Paços do Concelho, na casa comum de todos os portuenses, que entendo devo abordar uma questão que toca de forma profunda na minha honra e no meu caráter. É aqui, enquanto eleito da Cidade do Porto, que quero e vou usar da palavra, com tanta liberdade quanta verdade. De forma frontal e sem hesitação, como manda a consciência limpa de quem, no exercício do mandato que lhe foi confiado, nada mais fez em qualquer ocasião senão respeitar sempre o superior interesse desta Cidade e das suas pessoas.
A escolha é óbvia, mas nem assim deixarei de a decifrar:
- Presido a um órgão colegial, em que cada um de nós os treze tem um mandato popular. Independentemente das forças políticas que representamos, cada um de nós tem um mandato directo e individual. Cada um de nós responde, pois, por si. E, por isso, é neste órgão, neste local e neste momento que decidi falar.
É preciso que se saiba que do que sou acusado é de, conscientemente, ter violado a lei com a intenção de beneficiar uma empresa da minha família e de prejudicar a Câmara Municipal do Porto!
Acusam-me de interceder junto dos serviços da Câmara Municipal e dos advogados que a representaram num processo judicial que opunha a empresa Selminho à Autarquia, processo este iniciado muito antes de ser Presidente da Câmara, para que se celebrasse um acordo favorável àquela empresa e lesivo dos interesses do Município do Porto.
Esta acusação é ultrajante e infame, porque assente em conclusões completamente falsas, tendo em vista, única e exclusivamente, manchar o meu bom nome e roubar a minha honorabilidade, surgindo, objetivamente, no conteúdo, no tempo e no propósito, como uma peça de combate político-partidário, o que se me afigura, no mínimo, lamentável e indigno de um Estado de Direito Democrático.
Quero deixar bem claro, pela enésima vez, que é absolutamente falso, e mentiroso, que alguma vez tenha tido, enquanto Presidente da Câmara, qualquer intervenção, ato, participação ou, sequer, sugestão junto dos serviços da Câmara ou dos advogados que a representaram, no que respeita a qualquer questão ou processo que opôs a Câmara Municipal do Porto à empresa Selminho, que é da minha família e de que, indiretamente, sou sócio.
Era preciso ser muito tolo, e disso ainda não me acusaram, para que depois de me ter candidatado, e recandidatado, ao cargo que hoje exerço, em nome de valores éticos, me colocasse numa posição tão frágil e de tão óbvia contradição com estes valores.
Que fique claro, de uma vez por todas, que o único ato que pratiquei, enquanto Presidente da Câmara, que tem qualquer proximidade com o relacionamento entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto, foi ter outorgado uma procuração a uns advogados que não conhecia e com quem nunca falei, muito menos sobre o assunto, para que representassem a Câmara numa diligência do processo judicial que a Selminho tinha movido contra a Câmara.
E fi-lo, um mês depois de ter tomado posse como Presidente da Câmara, porque o, então, meu Chefe de Gabinete era o Professor Doutor Azeredo Lopes, que me garantiu que não só não existia qualquer problema em fazê-lo como era minha obrigação fazê-lo.
Que fique claro, também, que os advogados em causa (a quem outorguei a procuração) patrocinavam a Câmara nesse processo já há muito tempo, por escolha do meu antecessor, e não me passou pela cabeça, sequer, substitui-los.
Acresce que, não fazia a menor ideia de qual seria o conteúdo da diligência em causa e de qual seria a posição a adotar pela Câmara na mesma, estando certo que seria, como sempre, em defesa dos interesses desta (apenas soube que era preciso uma procuração diferente da que até então os advogados tinham utilizado, em virtude da natureza da diligência em causa).
Finalmente, que fique, também, esclarecido que não soube na altura, mas soube, entretanto, que o resultado prático da diligência onde foi utilizada a referida procuração se resumiu a suspender esse processo.
Todos os outros atos relativos a qualquer relação entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto foram, sempre, conduzidos, quer formal quer substantivamente, pela Senhora Vereadora e Vice-presidente da Câmara, Guilhermina Rego. E neste mandato pela Senhora Vereadora Catarina Araújo.
Aliás, é público e notório, que foi durante os meus mandatos que o diferendo entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto ficou resolvido, de forma absolutamente favorável à Câmara, e por via de uma ação intentada pela Câmara Municipal contra a Selminho.
Então, como dantes, não interferi, minimamente, e no quer que fosse, na atuação da Câmara.
Reitero, solenemente, que desde que assumi as funções de Presidente da Câmara Municipal do Porto não tenho qualquer intervenção, direta ou indireta, no funcionamento ou atuação da empresa Selminho, assim como me mantive afastado de toda a intervenção da Câmara Municipal em qualquer relacionamento com esta empresa.
Por isso, esta acusação ofende, também, de forma inusitada e despudorada, em primeiro lugar, o bom nome da então Vice-presidente da Câmara e, em segundo, de todos os dirigentes municipais que tiveram qualquer intervenção no assunto, insinuando que todos eles agiram contra os seus deveres funcionais, manietados por mim. Essa insinuação é aviltante e inaceitável!
A, então, Vice-presidente Guilhermina Rego, que já tinha exercido funções na anterior vereação, antes, portanto, de eu ser Presidente da Câmara, exerceu sempre com empenho e idoneidade as suas funções, e é absolutamente insuspeita de poder ser subjugada por qualquer interesse antagónico ao da Câmara, pelo que não merece esta afronta.
Todos os dirigentes municipais que tiveram qualquer intervenção neste assunto já exerciam funções quando cheguei à Câmara e todos eles agiram sempre em defesa do Município! A sua competência e dignidade profissional e pessoal não merecem ser postas em causa desta forma leviana!
Como todos sabem, em 25 de Outubro de 2017, tomei posse para o segundo mandato como Presidente da Camara Municipal do Porto, funções estas que venho exercendo ininterruptamente até à presente data.
Assumi tais funções na sequência de um processo eleitoral que venci, não obstante uma campanha ignóbil e difamatória lançada sobre a minha pessoa, onde fui alvo de um conjunto de vis e infundadas insinuações, designadamente de que teria praticado atos com a intenção de conceder uma qualquer espécie de benefício ou vantagem a uma sociedade da minha família, o que ficou conhecido pelo famigerado “processo Selminho”.
Acontece que, nessa sequência, os eleitos da CDU apresentaram uma participação no Ministério Público, acusando-me de que ao outorgar a procuração atrás referida teria cometido uma ilegalidade e insinuando que teria visado beneficiar a Selminho, pretendendo que fosse intentada uma acção judicial de perda de mandato, tentando, dessa forma, administrativamente, derrubar-me.
No entanto, o Ministério Público, depois de analisar com profundo detalhe todos os actos por mim praticados no exercício das minhas funções, concluiu pela inexistência de quaisquer indícios de uma qualquer ilegalidade por mim cometida e, consequentemente, indeferiu totalmente o requerimento apresentado para a interposição da acção judicial de perda de mandato.
Assim, julguei eu que o referido processo Selminho estaria definitivamente encerrado. Engano profundo!
Foi, pois, com espanto, e tristeza, que no início da passada semana, em vésperas de ano eleitoral autárquico, fui notificado de uma acusação deduzida por outros Procuradores do Ministério Público, no âmbito de um outro processo de inquérito, nos termos do qual, tendo por essência e objecto a mesma factualidade anteriormente sindicada pelo mesmo Ministério Público, concluiu, ao invés da anterior decisão, pela existência da prática de um crime de prevaricação, ou seja, de conscientemente, ter violado a lei com a intenção de beneficiar uma empresa da minha família e de prejudicar a Câmara Municipal do Porto.
Como já disse, repudio veementemente os factos que me são imputados, bem como a infundada conclusão jurídica que deles se pretende retirar! Nessa medida, e porque essas são as regras de um Estado de Direito Democrático, irei fazer a minha defesa, no exercício dos meus direitos cívicos, e, para já e de imediato, requerer a competente instrução, a fim de que esta acusação seja verificada e avaliada por um Juiz!
No entanto, devo acrescentar, por um lado, que a afirmação de que num Estado de Direito Democrático ninguém está acima da lei, não se aplica apenas aos políticos mas a todos, mesmo todos, e que cada um tem que ser responsável pelos atos que pratica, pelo que não deixarei de lutar para que se apurem todas as responsabilidades neste caso.
Por outro lado, ao contrário do que alguns possam ter pensado, não é este o caminho para me arredarem da defesa causa pública, da defesa intransigente dos princípios e valores do Estado de Direito Democrático e do exercício cabal das responsabilidades que o eleitorado me conferiu.
Acredito que todas as pessoas de bem defenderão, (independentemente da ideologia que professem ou do quadrante político-partidário em que se enquadrem), que uma opinião descabida, infundada e ofensiva de dois Procuradores - não possa ter esse efeito, sob pena de uma total subversão dos mais elementares princípios democráticos do Estado de Direito. Um Estado de Direito que todos devemos respeitar e devemos sempre proteger e contribuir para aprofundar.
Uma acusação tão absurda como a que me foi feita terá que ter a adequada resposta processual de acordo com as leis da República, mas terá que ser ignorada no plano político.
É em defesa da dignidade e de todos os que empenhada e denodadamente exercem funções públicas e, em particular, daqueles que são titulares de cargos políticos, que recuso ceder à demagogia de me afastar do exercício das minhas funções.
Aliás, recordo que quando em 2017 fui eleito, com maioria absoluta, estes exatíssimos factos foram amplamente escrutinados, quer porque, ainda em maio desse mesmo ano, tive o cuidado de pedir ao meu grupo municipal que requeresse a convocação de uma Assembleia Municipal Extraordinária exclusivamente para os discutir, quer por que este acabou por ser o tema central da campanha eleitoral, promovido até à exaustão por alguns dos meus adversários!
Na política, como na vida, não vale tudo...
Continuarei a defrontar os meus adversários políticos com galhardia e lealdade.
Da mesma forma que continuarei a ignorar aqueles que, ao serviço de um desígnio que não confessam, subvertem a verdade e cultivam a mentira numa deplorável tentativa de subordinar a luta política à difamação, mesmo que através de meios insidiosos.
A verdade prevalecerá e a Justiça, estou certo, chegará!



Publicado por Tovi às 07:42
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2020
Compotas para o Natal... sugestão da DGS

Em 15 de novembro publiquei na minha página do Facebook o post abaixo partilhado... e um tal senhor da DGS deve ter lido e inspirou-se para uma sua comunicação aos portugueses.
Podia ter tido a amabilidade de me referir no seu apelo à feitura de compotas  

 


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Publicado por Tovi às 13:54
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Domingo, 15 de Novembro de 2020
O "milagre" da Suécia no combate à pandemia

Pois é... 
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   Valores atualiados ao dia de ontem
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   Comentários no Facebook

Altino Duarte - O jornal "Público" de 3 de Maio trazia uma extensa entrevista dum epidemiologista sueco, Johan Giesecke, já reformado mas consultor das autoridades de Saúde do país que defendia o modelo que estava a ser seguido e que, na altura, já tinha sido abandonado no RU. Dizia ele que quando se fizessem as contas, se iria verificar que teriam morrido um número idêntico de pessoas em todos os países da Europa, isto é, as mortes seriam comparativamente iguais em cada um deles. Nessa altura já a Suécia, com uma população quasi igual à portuguesa apresentava o dobro das vítimas de Portugal, sendo que a maior parte das pessoas tinha mais de 70 anos de idade. Lembro-me que, na altura, muito boa gente acreditou, tanto lá como cá. Por ironia do destino vi, ontem, no "Expresso da Meia Noite" uma personagem que ultimamente muito se tem destacado como conhecedor destes assuntos do Covid fugir como o diabo da cruz quando a conversa parecia ir nesse sentido. Essa personagem, ex bastonário da Ordem dos Advogados e que me lembro de citar as declarações do epidemiologista sueco em causa , com as quais concordava, fez, aliás, uma triste figura no programa da SIC de ontem confrontando opiniões de médicos conhecedores do assunto e de primeiríssimo plano no combate à pandemia. Pelos vistos, o sistema sueco não funcionou e são as próprias responsáveis a admitir que as previsões estavam erradas...

David Ribeiro - Sem dúvida, Altino Duarte... e numa altura em que a própria WORLD HEALTH ORGANIZATION diz que ainda se sabe muito pouco sobre o SARS-CoV-2, acho uma piada do caraças aos epidemiologistas armados em "treinadores de bancada".



Publicado por Tovi às 11:37
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020
TGV... Infarmed... e outras coisas

   
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Publicado por Tovi às 10:09
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2020
Pois é !...

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Muitas vezes não compreendemos o motivo de certas coisas que acontecem à nossa volta… mas acredito que existe sempre um propósito em tudo e nada acontece por acaso.

 

   Nuno Santos, ontem, no Facebook

Meus amigos. Como prometido no último post, cá estou ano e meio depois. Desta vez para vos dar a notícia de que deixei as minhas funções na Câmara do Porto, onde servi nos últimos sete anos, com um interregno para ser diretor de campanha do Rui Moreira em 2017 e depois de ter sido responsável pela comunicação na campanha de 2013.
A minha saída é para mim lógica, mesmo que não pareça caber nos cânones.
Nunca quis nada da política nem ser nada em política. E sinto que o meu trabalho se esgotou.
Creio que, no primeiro mandato, sobretudo pelo que fiz na comunicação, cumpriu e ficará a marcar um período áureo da cidade.
No segundo mandato, confesso que nunca me senti grande chefe de gabinete, mas acabei a desempenhar uma tarefa que de que me orgulho e que fez de mim uma pessoa melhor e que foi a luta contra a COVID-19.
Graças a confiança que o Rui Moreira em mim sempre depositou, graças a sua determinação e também a quem muito ajudou nessa missão, dentro e fora da Câmara, que podemos hoje apresentar resultados.
No que se montou de operacional, nos lares, no hospital de campanha, na relação com os hospitais e com as instituições, mecenas e amigos, mas também na disponibilidade orçamental que tivemos para poder executar o que executamos e que se deve à gestão irrepreensível do Rui, durante estes anos. O Rui Moreira tem uma grande equipa que lançou outros projetos que ficarão na história da cidade e em que apenas marginalmente participei e que não custarão a ser concluídos.
Mas os seus mandatos ficam marcados sobretudo pelo que de imaterial fica na cidade. E não estou sequer a falar da cultura, tema sempre controverso e impossível de consensualizar, refiro-me ao que fica de cosmopolita e liberal nas ruas, na economia, nas instituições que hoje têm um passado, mas também um presente e um futuro.
Este é pois o meu agradecimento público ao Rui Moreira, pela sua confiança em mim (a amizade não se agradece) e, como cidadão, por tudo o que tem feito pelo Porto e continuará a fazer. Quanto a mim, digo um adeus definitivo à política e a tudo o que se lhe relaciona. Orgulho-me da equipa em que estive integrado, mas creio que já chega, decisão pessoal que tomo não solitariamente, mas quase e em diálogo com quem o devia fazer. Com o Rui e com a luz da minha vida, a Carla.
Acho que sei fazer coisas na comunicação, creio que sei escrever e gosto muito de fotografar. Percebo hoje qualquer coisa de marcas e gestão de marcas, que aprendi a fazer sobretudo com o que vive e trabalhei com Eduardo Aires que deu corpo à marca “Porto.” de forma genial.
Gostava muito de agradecer a tanta gente que ou me aturou, como “polícia mau” e com quem nem sempre fui o melhor companheiro, ou a quem me ajudou. E ajudou-me quando eu estava bem e quando eu estive mal e eu precisei realmente de muita ajuda, quando a doença me atingiu.
Mas não vou aqui por o nome de mais ninguém senão de uma pessoa mais. O Miguel Nogueira, o melhor fotógrafo do mundo e arredores.
O Miguel, o Eduardo e eu fomos o triângulo perfeito da comunicação da cidade. A fotografia, o design e a palavra. E a comunicação é não só a minha vida, é aquilo de que eu percebo. Se calhar, a única coisa de que percebo.
Todos os outros, tão amigos e tão competentes como eles, que nas suas áreas fizeram tanto ou mais, que me perdoem se me centro nestas almas boas que, além do mais, tiveram a arte de me suportar.
Em princípio, voltarei aqui dentro de ano e meio de novo. Espero que a cidade tenha, como nas últimas vezes, tido o mesmo juízo sobre quem quer a governá-la. Não me encontrarão é a fazer campanha.

 

   JN de ontem, às 19h24

Nuno Santos deixou o cargo de chefe de gabinete de apoio ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. De acordo com um despacho assinado, esta terça-feira, pelo autarca do Porto, a exoneração aconteceu por pedido do próprio. O JN contactou a Câmara do Porto a fim de perceber qual o motivo da exoneração e se já há um sucessor, mas ainda não obteve resposta. Na sua página pessoal do Facebook, Nuno Santos explica que o trabalho na política "se esgotou". "Quanto a mim, digo um adeus definitivo à política e a tudo o que se lhe relaciona", sublinhou.

 

   Público de ontem, às 20h26

Chefe de gabinete de Rui Moreira abandona funções num “adeus definitivo à política”Nuno Nogueira Santos pediu a exoneração do cargo de chefe de gabinete de Rui Moreira. Autarca assinou despacho esta quarta-feira. “Sinto que o meu trabalho se esgotou”, escreveu num post no Facebook.



Publicado por Tovi às 07:31
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Domingo, 21 de Junho de 2020
Offshore... essa coisa esquisita

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Por cá as offshore são perfeitamente toleradas, ao que eu entendo… mas porquê?... alguém me sabe dizer? Desde já agradecido pelos vossos doutos esclarecimentos.

 

   Comentários no Facebook

Nuno Matos Pereira - É fácil! O comum mortal não sabe o que é uma offshore, e quado sabe, fica sem o graveto! Já outros até agilizam leis para o dinheiro regressar a Portugal... Lavadinho!

Jose Bandeira - O que são as offshores senão máquinas de lavar dinheiro?

Joaquim Figueiredo - Vou abrir as hostilidades. Declaração de princípio, sou anti off shores. A criação de off shores aconteceu porque seria uma forma de captar investimento estrangeiro com alguns benefícios e o cumprimento de algumas regras, entre as quais a criação de emprego. É-lhes atribuído um estatuto fiscal favorável e o dinheiro que circula deve ser limpo. Todos os benefícios foram cumpridos, as regras não. E o dinheiro que circula não é todo limpo. Porque há os expert a saber contornar a lei e bancos a ajudar...

Da Silva Carvalho José - ÁTão Felizménia, tá-se mesmo a bêre, 🤔  É quando o choro pára, eles é dizem off 🤣

David Ribeiro - Segundo dizem Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais riqueza em paraísos fiscais, estimando-se este desvio em cerca de 50 mil milhões de euros entre 2001 e 2016. E, ao que parece, poucos portugueses se insurgem com isto… mas eu ainda me recordo de não há muito tempo e a propósito de um mediático processo urbanístico, Rui Moreira ter lembrado aos portuenses que tem “vida, história e negócios” na sua cidade, “bem conhecidos e não dissimulados em offshores”. E quantos empresários e/ou políticos do Norte poderão afirmar o mesmo?

Mario Ferreira Dos Reis - Gostaria de saber o que o IL diz sobre os Off Shore, é que, ou eu não estava atento ou ainda não disseram nada!

David Ribeiro – Não sei o que o IL diz sobre a matéria, Mário Ferreira Dos Santos, mas recentemente o nosso Parlamento aprovou, na generalidade, uma proposta de lei do Governo que transpõe uma diretiva europeia sobre prevenção da utilização do sistema financeiro para branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo. Esta mesma lei faz igualmente a transposição da diretiva relativa ao combate ao branqueamento de capitais através do direito penal. E este diploma foi aprovado pelo PS, PSD, CDS, BE, PAN e pela deputada não-inscrita Joacine Katar Moreira e teve a abstenção do PCP, PEV e Iniciativa Liberal.

David Ribeiro – E recentemente…
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Celestino Neves - Sobre o silêncio dos nossos políticos-administradores de insolvência do País relativamente às 'offshore' ocorre-me apenas uma explicação simples: "quem não 'shora' não mama e eles têm de continuar a mamar... Mas que já vai sendo tempo de darem um pouco de descanso ao úbere da vaca e passarem à 'teta' do boi, lá isso vai!

Jorge Veiga - Não tenho dinheiro suficiente para saber o que é um Off Choras. Por isso remeto a resposta para Lisboa (é mais fácil encontrar quem saiba por % de mil habitantes).

Jose Luis Soares Moreira - Salvemos Portugal dos lobos



Publicado por Tovi às 09:14
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2020
Estátua do Padre António Vieira vandalizada em Lisboa

Lembram-se?... Os Taliban andam por aí. 
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Jose Antonio Salcedo - Sim, a lógica é a mesma: um bando de pobres diabos ignorantes atiçados por manipuladores que deveriam estar na cadeia por muitos anos.

Cristina Machado - O Nigel Farage fez exactamente essa comparação e teve como resultado o seu despedimento imediato e não prorrogação do contrato que tinha para um programa de rádio.

David Ribeiro - Cristina Machado, sorte a minha que não sou avençado por nenhuma comunicação social. 😉

Jose Antonio Salcedo - David Ribeiro, Nem eu! Eu faço essa comparação (comunismo/fascismo) há muitos anos, de forma explicita, justificada e pública.

 

  Ricardo Marques, jornalista no Expresso

A estátua, por maior que seja, é um bicho fácil de caçar. A sua principal fraqueza é estar permanentemente num estado de imobilidade absoluta. E apesar de não emitir qualquer som, capaz por exemplo de alertar outras estátuas em caso de perigo, a estátua comum é capaz de contar a mesma história durante vários séculos.

 

  Wikipédia, a enciclopédia livre

António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador, 18 de julho de 1697) mais conhecido como Padre António Vieira, foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi). António Vieira defendeu os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
António Vieira chegou à Bahia, onde em 1619 seu pai passou a trabalhar como escrivão no Tribunal da Relação da Bahia, o que motivou a vinda de toda a família. Em 1614, iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde, principiando com dificuldades, veio a tornar-se um brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em 5 de maio de 1623. Em 1624, quando na invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. A partir do final de 1626 ou do início 1627, começou a atuar como professor de Retórica em Olinda. Retornou a Salvador para completar seus estudos, onde em 10 de dezembro de 1634, foi ordenando sacerdote. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador. Em 1638, foi nomeado como professor de teologia do Colégio Jesuíta de Salvador. Após a Restauração da Independência (1640), em 1641 regressou a Lisboa iniciando uma carreira diplomática, pois integrava a missão que ia ao Reino prestar obediência ao novo monarca.

 

  Olha-m’ este!... Quem não o conhecer que o compre
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   Internacinal

Colombo, Rainha Vitória, Leopoldo II, Churchill: dos EUA à Nova Zelândia, há estátuas vandalizadas, decapitadas e retiradas.



Publicado por Tovi às 09:23
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2020
Sessão de hoje da Assembleia Municipal do Porto

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Tendo em conta que “a cidade do Porto apresenta um forte desequilíbrio entre a procura e a oferta de habitação, não só em quantidade, mas também ao nível das rendas e preços praticados quando comparada com o rendimento médio auferido pelos agregados familiares”, era importantíssima a ordem de trabalhos da sessão de hoje (por videoconferência) da Assembleia Municipal do Porto, cujos dois pontos em discussão foram ambos aprovados por maioria, com abstenção dos deputados do PSD e voto contra dos da CDU, BE e PAN.

Ponto 1 - Deliberação sobre a Aprovação da criação do Programa Municipal "PORTO com SENTIDO”. 

Ponto 2 - Deliberação sobre a Aprovação do 1.º Aditamento ao Contrato Programa entre o Município do Porto e a Porto Vivo, SRU. 

Esta iniciativa da Câmara do Porto, agora aprovada em Assembleia Municipal, visa introduzir no mercado do arrendamento de habitação imóveis de dois tipos: habitações atualmente no mercado de alojamento local ou habitações disponíveis no mercado de compra e venda de imóveis e de arrendamento, com respeito pelos mecanismos concorrenciais e plena salvaguarda do interesse público. Através do "Porto com Sentido", o Município estima um investimento superior a 4,3 milhões de euros até 2022, para um total de mil contratos de arrendamento com duração inicial de três a cinco anos. Este valor resulta da consideração de uma renda média mensal estimada de 549 euros, deduzida da renda mensal estimada recebida pelo Município (ambas com valores de referência de 2020).

 

   Ao serviço de quem está a Lusa?

O presidente da Câmara do Porto apresentou hoje um protesto formal à mesa da Assembleia Municipal pela divulgação antecipada, por alguém, dos resultados de uma votação e de uma versão parcial do debate relativo a uma proposta sobre Alojamento Local.
Com efeito, ainda decorria a Assembleia Municipal de forma privada, realizada, nos termos dos decretos excecionais devido à crise COVID-19, através de meios de teletrabalho, e já a Agência Lusa relatava a posição política de alguns partidos, tomando por boa, inclusivamente, a votação, com base num post de Facebook.
O caráter excecional em que têm decorrido as Assembleia Municipal foi definido pelos líderes de bancada em reunião de líderes.
Além do protesto formal, apresentado pelo Presidente da Câmara, que então se ausentou da reunião, o Município irá avaliar uma exposição à Entidade Reguladora para a Comunicação Social acerca do comportamento parcial da Agência de Notícias.
Apesar de acompanhar os trabalhos da Assembleia Municipal, o Gabinete de Comunicação da Câmara do Porto não divulga os resultados das votações antes do seu final, nem os conteúdos e argumentos políticos lá debatidos, por respeito aos intervenientes.
 

   Comentários no Facebook

Carla Afonso Leitão - A comunicação social está verdadeiramente vendida, isso já se sabia, mas termos a Agência Lusa a dar notícia com base em post de facebook, não é por falta de consulta do oráculo "Polígrafo", ou um acaso de atenção especial dada a um feed de mural particular, é um prolongamento simplex de whistle blower coordenado e pormenorizado, on time, com uma Sessão ainda a decorrer, à revelia da conduta determinada democraticamente pelos líderes de Assembleia Municipal do Porto tendo em conta os procedimentos em ambiente virtual, sem comunicação social para salvaguarda da privacidade dos intervenientes em modo de confinamento. Além de grave, é vergonhoso sem pinga de inocência para quem acha que tudo vale. Quem não atende às pequenas coisas, não pode atender às grandes, algo que os portuenses percebem muito bem.

David Ribeiro - Ainda não sei, mas desconfio, quem colocou o tal post no Facebook... é que a CULPA não é só da Lusa.



Publicado por Tovi às 21:32
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2020
Tragédia numa freguesia de Peniche

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A comunicação social dava-nos a conhecer na manhã da passada quinta-feira que um menina de nove anos tinha desaparecido de casa de seu pai, em Atouguia da Baleia, em Peniche. A criança – Valentina – vivia permanentemente com sua mãe no Bombarral mas estaria a passar uma temporada com o seu pai, mais a madrasta e outras três crianças, uma de 12 anos, outra de quatro anos e ainda uma outra com meses. Durante três dias foram feitas buscas infrutíferas numa área de quatro mil hectares pela GNR, Bombeiros e muitos populares, mas no último domingo ficamos a saber que o corpo tinha sido encontrado morto, numa eucaliptal a cerca de seis quilómetros de Atouguia da Baleia, e o pai e a madrasta estavam detidos pela Polícia Judiciária. Em conferência de imprensa, o coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Leiria, Fernando Jordão, referiu que o corpo da criança terá sido levado para uma zona de mato na Serra D'El Rei, em Peniche, onde foi tapado com arbustos. "Estamos a verificar o cenário da morte, mas claro que terá de ter acontecido em algum contexto de violência", disse o responsável, salientando que, "à partida" não terá sido uma morte acidental.

 

   17h00 de hoje

O pai e a madrasta suspeitos da morte da criança de nove anos, em Atouguia da Baleia, Peniche, só deverão ser ouvidos por um juiz de instrução criminal, no Tribunal de Leiria, na terça-feira de manhã. A autópsia da criança já se terá realizado e o relatório preliminar (o relatório final da autópsia ainda deverá demorar mais algum tempo) poder-se-á juntar ao inquérito na terça-feira, podendo ser mais um contributo para confrontar os suspeitos sobre a forma como a criança morreu.

 

  22h00 de hoje

 O resultado preliminar da autópsia de Valentina, encontrada morta em Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, aponta para uma morte violenta, com lesões na cabeça e indícios de asfixia.

 


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“Fazer tudo isto sobre a tragédia que é o cadáver de uma criança inocente, é um condenável exercício de necrofilia, só ao alcance do pior dos abutres.” – Tem toda a razão o meu amigo que escreveu isto… apesar da dor que todos sentimos perante a brutalidade deste assassínio.

   Comentários no Facebook

 Eduardo Vasques de Carvalho - Sem ser simpatizante do André Ventura, admiro o modo politicamente incorrecto como diz "aquilo" que muitos pensam mas não dizem. A forma como os pseudo democratas se servem do governo para dizerem o politicamente correcto mas actuarem como uma ditadura de esquerda só tem valorizado o CHEGA e com o medo que o povo abra os olhos e por desgaste se virem para o outro extremo, até tentam ilegalizar o direito à liberdade de expressão.

Carla Molinari - Ditadura será sempre ditadura, seja da direita ou da esquerda, e limita as nossas vidas e impõe regras unilaterais. O que interessa ter liberdade de expressão se a liberdade de viver a nossa vida se torna inviável ?

David Ribeiro - O que está em causa neste meu post é o aproveitamento político desta tragédia, apesar da repugnância que este crime gera. Como dizia o meu amigo autor do texto citado: “É a diferença entre o homem moralmente sofisticado e o primitivismo impulsivo. É a diferença entre a civilização e a barbárie. É a opção consciente de não nos pormos no patamar do criminoso.”

 

   11h50 de 13mai2020

O Tribunal de Leiria decretou prisão preventiva para o pai e madrasta de Valentina, a menina de 9 anos encontrada morta em Peniche. Sandro Bernardo está acusado do homicídio qualificado e violência doméstica. Márcia está igualmente acusada de homicídio qualificado. Ambos os arguidos estão ainda acusados do crime de profanação de cadáver.



Publicado por Tovi às 13:57
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Domingo, 26 de Abril de 2020
Proclamação da Junta de Salvação Nacional

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Após a vitória das tropas revoltosas, às 01h30 de 26 de Abril de 1974 foi lida a proclamação ao País da JUNTA DE SALVAÇÃO NACIONAL, composta por: General António de Spínola (Exército - presidente); General Francisco da Costa Gomes (Exército); Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército); General Manuel Diogo Neto (Força Aérea - inicialmente ausente em Moçambique); Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea); Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo (Marinha); Capitão-de-fragata António Alva Rosa Coutinho (Marinha).

   PROCLAMAÇÃO AO PAÍS LIDA POR SPÍNOLA

Em obediência ao mandato que acaba de lhes ser confiado pelas Forças Armadas, após o triunfo do Movimento em boa hora levado a cabo pela sobrevivência nacional e pelo bem-estar do Povo Português, a Junta de Salvação Nacional, a que presido, constituída por imperativo de assegurar a ordem e de dirigir o País para a definição e consecução de verdadeiros objectivos nacionais, assume perante o mesmo o compromisso de:
- Garantir a sobrevivência da Nação, como Pátria Soberana no seu todo pluricontinental;
- Promover, desde já, a consciencialização dos Portugueses, permitindo plena expressão a todas as correntes de opinião, em ordem a acelerar a constituição das associações cívicas que hão-de polarizar tendências e facilitar a livre eleição, por sufrágio directo, de uma Assembleia Nacional Constituinte e a sequente eleição do Presidente da República;
- Garantir a liberdade de expressão e pensamento;
- Abster-se de qualquer atitude política que possa condicionar a liberdade da eleição e a tarefa da futura Assembleia Constituinte e evitar por todos os meios que outras forças possam interferir no processo que se deseja eminentemente nacional;
- Pautar a sua acção pelas normas elementares da moral e da justiça, assegurando a cada cidadão os direitos fundamentais estatuídos em declarações universais e fazer respeitar a paz cívica, limitando o exercício da autoridade à garantia da liberdade dos cidadãos;
- Respeitar os compromissos internacionais decorrentes dos tratados celebrados;
- Dinamizar as suas tarefas em ordem em que no mais curto prazo o País venha a governar-se por instituições de sua livre escolha;
- Devolver o poder às instituições constitucionais logo que o Presidente da República eleito entre no exercício das suas funções.

 

   Comentários no Facebook

Antonio Freitas - Pergunto se estas intenções foram as que concretizaram

David Ribeiro - Ora aqui está uma interessantíssima reflexão... para mim, que vivi todos estes momentos políticos, era ISTO o verdadeiro 25 de Abril.

Ricardo Fonseca - Os capitães deveriam ter assumido esta presidencia, mas o cunho da disciplina militar não o permitiu. Otelo era o homem perfeito para fazer o papel que Spínola tentou desempenhar.

David Ribeiro - Não, não era, Ricardo Fonseca... Otelo era inábil, politicamente.

David Almeida - David Ribeiro e o Spínola um estadista... sem orientação política!

David Ribeiro - Tem razão, David Almeida.

Ricardo Fonseca - David Ribeiro mas a intenção não era conduzir o país a eleições, a necessidade não era a de manter o país a funcionar até às eleições e depois aí sim dar lugar aos políticos para dirigir o pais?

David Ribeiro - Ricardo Fonseca, a intenção política dos revoltosos era a que estava na proclamação da Junta de Salvação Nacional... mas não era esta a intenção de alguns dos seus membros, como era o caso do General Spínola.

David Ribeiro - Nenhum dos "generais" assumiu publicamente a revolução antes desta ser vitoriosa... e o Movimento dos Capitães estava muito dividido quanto ao "dia seguinte".

António Conceição - Spínola não era estadista algum. Era apenas um narcisista que, como logo notou Marcello Caetano, confundia o mundo com a Guiné. Pouca gente era capaz de alinhar tanto disparate, como ele alinhou em "Portugal e o Futuro". Evidentemente, nenhuma revolução, nenhum regime podia fundar sobre essa colectânea de dislates. Em Junho de 74, chegou a realidade.



Publicado por Tovi às 01:53
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2020
Os desafios do pós-COVID-19

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Os desafios do pós-COVID-19 não serão apenas económicos, financeiros ou sociais, serão também políticos. Muito provavelmente vamos ter que alterar a maneira de compreendermos o ambiente, conceber novas instituições que garantam a investigação das grandes incógnitas da ciência virológica, mas também teremos que desencorajar, ou até proibir, o aparecimento de areia na engrenagem das máquinas das nossas vidas. Assim uma das tarefas políticas será a de se perder o medo de exercer controlo sobre os empresários, sejam eles de que áreas forem, compartilhando-se as agências governamentais e universidades com empresas ou laboratórios onde se criem as necessárias inovações tecnológicas. O caso da dependência da China, para o abastecimento de equipamento hospitalar, da esmagadora maioria dos países é qualquer coisa que devemos prevenir no futuro. Mas para tudo isto o que é fundamentalmente necessário?... O fim de políticos e empresários corruptos, uma “raça” que nos tem atormentado e com custos sociais enormes.

  Comentários no Facebook

Jose Riobom - Tudo quimeras, tudo sonhos... para tal desiderato muito sangue teria que correr nas ruas. Não bastaria precaver o futuro sem se apagar completamente o passado. O regime de 25 anos de pena máxima teria que acabar. Os crimes económicos teriam que ser equiparados a crimes de sangue. Os crimes de abuso de funções públicas severissimamente punidos. Passar simplesmente um pano pelo passado. Nunca ..... O futuro que não julgar o passado alguma coisa poderá mudar, para que, como sempre, tudo fique na mesma com os mesmos de sempre. Faça-me um favor não insulte a minha inteligência...

David Ribeiro - Lá está, Jose Riobom... "teremos que desencorajar, ou até proibir, o aparecimento de areia na engrenagem das máquinas das nossas vidas."

Jose Riobom - David Ribeiro mas isso conduzirá a uma ditadura... não tenhas ilusões e necessariamente à pena de prisão perpétua ou até à de morte. Ou haverá dúvidas que estamos perante um genocídio? Um estado que descuida os seus cidadãos em favor de interesses privados é um estado assassino, um estado criminoso. Um estado que descuida os seus cidadãos para valer aos interesses bancários privados é um estado criminoso, um estado assassino, um estado criminoso. Um estado que solta criminosos e detém cidadãos nas ruas é um estado criminoso. Tenho pena, lamento por mim e pelos pobres e pelos que morreram que não haja uma consciência cidadã especializada em direitos do homem que os leve ao tribunal de Haia acusados de genocídio.

David Ribeiro - As proibições não são exclusivo das ditaduras... seja a "proibição" em favor do Povo e é perfeitamente legitimada. O "é proibido proibir" deu mau resultado, apesar de nos parecer (a mim, à época, até pareceu) o máximo da Liberdade.

Nuno Moreira - Das melhores coisas que escreveste! Passa por aí a solução, e este é o momento.

João Pedro Maia - Amanhã é um dia muito importante.

Rogerio Parada Figueiredo - Essa poderá ser a parte mais complicada do problema! Seria bom acordar essa gentinha para a realidade!

 

  COVID-19 - Situação em Portugal e Região Norte

22353 casos confirmados (13382 na Região Norte)
820 mortos (475 na Região Norte)
Dizia eu ontem que no Norte de Portugal estávamos numa tendência de descida no número de mortes por dia… mas hoje voltamos a números elevados, prova provada que não podemos baixar a guarda, até porque deste vírus ainda sabemos pouco.
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Publicado por Tovi às 08:24
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Terça-feira, 14 de Abril de 2020
Mais um disparate da TVI

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Foi esta a conclusão a que chegaram uns "intelectuais", daqueles que mandam bitaites nas tv's nacionais, sobre os motivos porque o Norte foi mais castigado pelo COVID-19. Já não há paciência para tanta estupidez.

   Comentários no Facebook

David Ribeiro - Segundo os “intelectuais” que mandam bitaites na TVI sobre este assunto, seguramente que Espanhóis, Italianos, Belgas, Franceses, Holandeses, Britânicos, Suíços e Suecos têm uma “população menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares” do que na Região Norte de Portugal (onde as mortes por milhão de habitantes são de 82,1).
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Raul Almeida - Isto é a população do Norte. Agora imaginem como será quem escreve e quem permite que se publique uma coisa destas. Há alturas em que percebemos que o país tem problemas infinitamente maiores do que o COVID-19. Para o Covid é previsível que venha a haver cura ou vacina.

António Alves - Há quem ache que o Norte é uma realidade homogénea. Que o interior transmontano ou o Tãmega é igual ao Grande Porto e ao Litoral. Na Itália é precisamente a região mais rica e industrializada, a de Milão, a que tem mais casos. Em Portugal são igualmente os concelhos mais industrializados da Área Metropolitana do Porto e Norte Litoral os mais afectados. E também dos mais ricos do país, em poder de compra per capita - Porto, Matosinhos, Maia, Braga, Gaia -, depois de Lisboa e Oeiras. Como diz o meu amigo Pedro Sousa Chichorro, a falta que o futebol faz a muita gentinha.

Carlos Amadis - Porque é que a televisão está em decadência? Por isto. Para a TVI, a população do Norte é menos educada. No Sul as pessoas são mais educadas e formadas. Os lobbys não querem a Regionalização para poderem continuar a manter o status quo do País. Manter o "stablishment" nas pessoas de forma a intocar a Narrativa de um País a duas velocidades e a dois níveis civilizacionais. O problema não é Lisboa. Lisboa é linda. O problema são os saloios de Lisboa. Eu tenho nojo da Comunicação Social Portuguesa.

Rui Moreira - (...) O “Norte”, esse ponto cardeal que a TVI confunde com o Porto e vice-versa, e que imagina Viana do Castelo como uma freguesia da cidade Invicta e Braga como a sua periferia, não está provado que tenha gente mais mal-educada ou mais bem-educada do que Lisboa, da mesma forma que não se provou ainda que Lisboa tenha mais ou menos estúpidos que a Amadora, como na mesma lógica da TVI, seria apropriado dizer-se. (...)

Ana Alyia - Pela mesma lógica eu não apanho covid sendo que sou educada, não sou tão pobre ainda não sou velha e não vivo em lar. Já estou a imaginar o vírus a fazer uma seleção criteriosa "és educado? Ah ok então vou procurar outro para atacar". Valhamedeus nunca ouvi afirmação tão descabida.

Nuno Botelho - Há uma legitima indignação a respeito da peça de ontem da TVI sobre as razões da incidência do Covid19 no Norte. A própria TVI já veio apressar-se a pedir desculpas, reconhecendo a gravidade do disparate. A grande verdade é que o Norte é a região mais exportadora do país, com forte espírito empreendedor que a leva a sair de portas para fazer negócios e a procurar novos mercados, com um peso relevante da indústria (e não há indústria em tele-trabalho...). Como em Itália, também em Portugal houve um maior número de casos na região mais dinâmica e mais aberta ao mundo. Ao contrário de Lisboa, que centraliza Estado, despesa e funcionários, além de concentrar a quase totalidade das compras e dos fornecimentos públicos, como explica oestudo da Associação Comercial do Porto sobre o tema. O Norte pode não ser a Lombardia, mas Lisboa cai demasiadas vezes na tentação de um certo imperialismo romano.

   Comunicado do Diretor de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo

O Jornal das 8 de ontem emitiu uma peça que pretendia explicar os motivos que levam a Região Norte a constituir-se como a parte do território nacional onde a Covid-19 regista um número bastante superior de casos positivos e de óbitos devido à pandemia, face às outras regiões.
Desde o primeiro momento em que o assunto foi internamente discutido, logo na reunião da manhã de preparação do jornal – onde participou o editor habitual do Jornal das segundas-feiras, Miguel Sousa Tavares, o pivot José Alberto Carvalho, eu próprio e outros editores da TVI – a preocupação era legítima e construtiva: porquê e como responder àquelas populações particularmente afetadas?
Do ponto de vista jornalístico é normal que se questionem as razões que, numa só região, e segundo os dados oficiais, se registem 60% de todas as pessoas infetadas e 57% dos óbitos do país devido à doença. E do ponto de vista social consideramos que questionar é o primeiro passo para encontrar as respostas necessárias na resolução do flagelo.
Os nossos procedimentos foram os de sempre: à nossa jornalista destacada para a conferência de imprensa diária da DGS foi pedido que procurasse junto das Autoridades de Saúde uma explicação; o José Alberto Carvalho perguntaria sobre isso ao epidemiologista entrevistado em direto no Jornal (o que aconteceu) e a autora da reportagem recolheu a análise de vários especialistas, dois aceitaram ser entrevistados e entraram na peça.
Apesar de todas as redações que produzem jornalismo estarem a trabalhar em condições terríveis, em que nenhum de nós até hoje tinha vivido, a TVI fez o que estava certo: questionou algo relevante, falou com quem sabe e produziu uma reportagem com uma intenção genuinamente construtiva e socialmente relevante.
Isto não justifica, porém, a construção de uma frase infeliz no ecrã, nem a parte do texto que a suportava. Nomeadamente aquela que, entre as razões demográficas e sociológicas indagadas, sugeria níveis de educação abaixo da media nacional. Essa frase foi por muitos interpretada como uma ofensa às gentes do Norte – o que não era evidentemente o nosso propósito.
Nem é essa a tradição da TVI, que historicamente mantém uma relação de grande proximidade com as populações e de ligação à Região. No caso concreto da Informação, concentramos boa parte dos nossos recursos na redação do Porto e em duas delegações regionais que cobrem acontecimentos diários do litoral ao Interior.
Com a mesma humildade que a todos pedimos desculpas por um erro que somos os primeiros a lamentar, temos a convicção que a TVI não deve a ninguém, em esforço, em tempo de antena, em grandes eventos desportivos e culturais que promovemos ou patrocinamos, a relevância que o Norte merece e justifica na mancha de cobertura informativa que diariamente, semana após semana, anos a fio, aqui lhe temos dedicado e que continuaremos a fazê-lo.
Da mesma forma que um erro grosseiro – que não foi previamente detetado nestas difíceis condições em que a pandemia também coloca ao trabalho dos jornalistas e de uma televisão – não caracteriza todo um Jornal e, menos ainda, uma estação televisiva que todos os dias acorda guiada pela sua mais nobre missão que é servir os portugueses. Sem exceções e sem discriminações de natureza alguma.

 

   Situação em Portugal e Região Norte

17448 casos confirmados (10302 na Região Norte)
567 mortos (321 na Região Norte)
COVID19 PortNorte 14abr.jpg



Publicado por Tovi às 09:33
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