"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 29 de Outubro de 2017
História recente da Catalunha

15 de octubre C_2 jpg.jpg

(El fusilamiento de Lluis Companys en los fosos del castillo de Montjuic)

Nestes dias de forte tensão na Catalunha, após a declaração uniliteral da independência e a suspensão da autonomia da região pelo Senado espanhol, convém não esquecer que apesar de no século XIX ter sido severamente afectada pelas guerras napoleónicas e carlistas, a Catalunha representou desde essa altura a força industrial da Espanha, sendo a primeira a introduzir a industrialização através do vapor, com o têxtil a representar a força da indústria. O capital estrangeiro investiu na Catalunha e isso introduziu a siderurgia, além de outros novos elementos característicos da Revolução Industrial. Os primeiros bancos conseguiram grande impulso durante a chamada Febre do Ouro até à quebra dos mercados de 1866.
Durante a curta vida da Primeira República Espanhola (1873-1874) duas propostas de Estado foram debatidas em Madrid: A primeira delas via a Espanha como uma única nação, a segunda, apoiada pela Catalunha, pretendia um Estado federado. Após o golpe de estado monárquico de 1874 nasceu o movimento chamado em catalão "Renaixença", o início das reivindicações do catalanismo político. Com a proclamação da II República Espanhola, em 1931, reconheceu-se novamente a autonomia da Catalunha, tendo-se chegado a proclamar unilateralmente a República Catalã, mas esta proclamação não foi bem aceite pelo governo de Espanha, embora fosse uma proclamação federalista. Com a derrota dos Republicanos na Guerra Civil (1936-1939), a Catalunha perdeu novamente a sua autonomia, todas as instituições de autogoverno catalãs foram banidas, e sofreu uma importante e pesada repressão cultural e linguística (com a abolição e proibição do uso do catalão), por parte do Estado Nacionalista Espanhol, totalitário e de inspiração fascista. Em 15 de Outubro de 1940 o presidente catalão, Lluís Companys, foi fuzilado pelo regime fascista espanhol. Com a morte do ditador Francisco Franco (1975) e o fim da ditadura, a Catalunha foi a primeira comunidade a recuperar outra vez a sua autonomia, restaurando a Generalitat (exilada desde o fim da Guerra Civil em 1939) e adoptando um novo Estatuto de Autonomia em 1979.

Com uma história destas quem duvida que mais-dia-menos-dia a agora auto-proclamada República Catalana será uma realidade?

 

   14h00 de hoje

Milhares de pessoas manifestam-se em Barcelona contra a independência da Catalunha - Como sempre nestas coisas os números são díspares e feitos à vontade de cada um: polícia municipal diz serem cerca de 300 mil e a organização garante que são mais de um milhão. Mas não há dúvida que a Catalunha está completamente dividida e a marcação de eleições na comunidade autónoma para Dezembro só vai contribuir para o extremar das posições. Puigdemont e Rajoy arranjaram uma bonita encrenca… que não sabemos como irá acabar.



Publicado por Tovi às 12:14
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Sábado, 21 de Janeiro de 2017
António Ferro - Um Homem por Amar

António Ferro aa.jpg
(Apoiar seja o quer for ou quem for de forma INCONDICIONAL é coisa que não entendo e até me fez crer em “bajulação” ou “servilismo”, coisas que não entram na minha forma de ver a vida)

Cada um tem o direito de ver ESTADO NOVO como muito bem entender, mas não me queiram vir agora “lavar e/ou branquear” os esbirros do fascismo salazarento. António Ferro foi um dos ideólogos do fascismo nacional e o livro «António Ferro - Um Homem por Amar», é coisa que terei muita dificuldade em ler, por mais que me digam que é “coisa boa” e que muito me tresanda a uma forma de “salvar a cara” de quem não mais foi que um FASCISTA. E fiquem sabendo que eu nunca reneguei nem renego que conheci muitíssimo bem as organizações fascistas nacionais “por dentro”, o que me dá o direito de nos dias de hoje mandar muito mais “bocas” dos que muitos que por aqui andam.

 

  Comentários no Facebook

«Isa Veloso» - Não se trata de bajulação ou servilismo, mas sim constatar as duas faces de um homem. A que nos foi mais nociva, não precisamos explicar. Quanto ao que desconhecemos, não podemos fazer comentários, apenas estar presente dia 4, e aí, sim. Temos todos os dados nas mãos. Qualquer tema é passível de ser analisado baseado em vertentes diferentes. Este é mais um.

«Jota Caeiro» - a autora é Rita FERRO não é?? será preciso dizer mais alguma coisa?? pq os p, fascistas do carago!!

«David Ribeiro» - Adolf Hitler também era extremamente carinhoso para Eva Braun e adorava os seus dois pastores alemães… mas isso não o ilibava de ser um hediondo FASCISTA.

«Isa Veloso» - Exatamente. Então vamos conhecer como era Hitler com Eva Braun e os dois pastores alemães. Seja uma história da carochinha ou não, que não é, não temos o direito de criticar nada sem conhecer. Eu já li o livro... E digo-vos que se adivinha um belíssimo fim de tarde. Vamos ser mais abertos nas nossas análises.

«Jota Caeiro» - perdoe-me a Rita que desconheço a ideologia e se permitirá somente a 'aveludar' as asneiradas do familiar que lhe é tido e querido...

«Isa Veloso» - Ela não vai "aveludar" nada.

«Jota Caeiro» - pois não: 'vai deitá-lo abaixo', destroná-lo, chamar-lhe os mais violentos nomes porque, afinal, ela até o odiava visceralmente. feridas familiares de brigas mal curadas... então?... tomem lá mais telenovela!

«Isa Veloso» - Se for verá, se não for, não teça considerações sobre o que desconhece. E não é preciso baixar o nivel do discurso.

«David Ribeiro» - Já li algumas partes do livro «António Ferro: Um Homem por Amar» e não há dúvida que o “Goebbels” do salazarismo nem pelo ditador foi reconhecido. Não se esqueçam que o “desterro dourado” de António Ferro para a Suíça foi seguramente ordenado por Salazar, prova provada que não vale nem nunca valeu a pena apoiar incondicionalmente gente como António de Oliveira Salazar.



Publicado por Tovi às 12:45
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